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  • Justiça condena Marçal a indenizar Boulos em R$ 100 mil por falsas acusações de uso de cocaína

    Justiça condena Marçal a indenizar Boulos em R$ 100 mil por falsas acusações de uso de cocaína

    Defesa do influenciador diz que discorda do entendimento, que irá recorrer e está confiante de revisão da decisão; sentença da Justiça de SP cita divulgação de laudo falso às vésperas do primeiro turno como ponto mais crítico dos ataques

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Ataques com acusações falsas de uso de cocaína durante a campanha eleitoral de 2024 levaram a Justiça de São Paulo a condenar o influenciador Pablo Marçal (PRTB) ao pagamento de R$ 100 mil por danos morais ao seu então adversário Guilherme Boulos (PSOL), que hoje é o ministro da Secretaria-Geral da Presidência do governo Lula (PT). A decisão é passível de recurso.

    Segundo a sentença, proferida na última quinta-feira (29) pelo juiz Danilo Fadel de Castro, da 10ª Vara Cível, durante a disputa pela Prefeitura de São Paulo, Marçal associou reiteradamente o adversário ao consumo da droga em debates, entrevistas e publicações nas redes sociais.

    A decisão aponta que a estratégia incluiu gestos que simulavam o uso de cocaína e o emprego de expressões pejorativas com o objetivo de desqualificar o oponente perante o eleitorado.

    Em nota, a assessoria de Marçal afirmou que a decisão se refere a “um julgamento em primeira instância, não sendo definitiva”. “Discordamos do entendimento adotado e já estamos adotando todas as medidas judiciais cabíveis, com a interposição do recurso adequado, confiantes de que a decisão será revista nas instâncias superiores”, diz o texto.

    Segundo a decisão, o ataque atingiu seu ponto mais crítico às vésperas do primeiro turno, quando Marçal divulgou em suas redes sociais um suposto laudo médico que atribuía a Boulos um internamento psiquiátrico relacionado à dependência de substâncias químicas.

    Como a Folha de S. Paulo mostrou logo após a publicação do laudo, havia uma série de indícios de que se tratava de uma documento falso. Perícias da Polícia Civil e da Polícia Federal anexadas ao processo concluíram que que até mesmo a assinatura atribuída ao médico responsável -já falecido- havia sido forjada. Ainda durante o período eleitoral, a Justiça Eleitoral determinou a remoção do conteúdo das plataformas digitais.

    O juiz afirma ainda que o episódio não se insere nos limites da crítica política. “Não se trata aqui de opinião, de sátira ou de hipérbole retórica. Trata-se da fabricação fria e calculada de uma mentira documental para ludibriar o eleitorado e destruir a honra do adversário”, argumenta.

    Para o magistrado, houve intenção deliberada de causar dano. “O réu agiu com dolo intenso, valendo-se de sua vasta rede de alcance digital para potencializar o dano”, afirma a decisão, ao destacar o uso sistemático das redes sociais para ampliar a difusão da acusação falsa.

    A sentença também afasta o argumento de que a repercussão do conteúdo teria ocorrido de forma espontânea ou por iniciativa exclusiva de terceiros. Segundo o juiz, ficou demonstrado que Marçal incentivava a replicação de seus vídeos por meio de perfis dedicados à publicação de cortes de entrevistas e debates.

    “Ao divulgar documento falso com teor gravíssimo, o réu não exerceu sua liberdade de expressão ou crítica política; praticou, em verdade, ato ilícito doloso, visando destruir a reputação do adversário mediante fraude “, afirma a sentença. Em outro trecho, conclui que “a conduta do requerido desbordou de qualquer limite ético ou jurídico tolerável no debate democrático”.

    Na fixação do valor da indenização, o magistrado levou em conta a gravidade da acusação, o contexto eleitoral e o alcance das publicações, que somaram milhões de visualizações. Segundo a decisão, a imputação falsa não apenas atingiu a honra pessoal de Boulos como teve potencial para influenciar o processo eleitoral.

    Em entrevista à Folha de S. Paulo no fim de 2025, Marçal falou sobre o episódio e sobre o período de campanha, ao qual se refere como “guerra” e “loucura”. Responsabilizou seu advogado, Tassio Renam Botelho, pela publicação do laudo (ambos foram denunciados pelo Ministério Público Eleitoral) e afirmou ainda que também foi difamado pelos outros candidatos.

    Além desta sentença na esfera cível, Marçal já foi condenado em mais de uma ação na Justiça Eleitoral por sua conduta na eleição de 2024, tendo como punição a inelegibilidade pelo período de oito anos, a contar da data do pleito daquele ano.

    Em ação sobre concurso de cortes feito pelo então candidato à Prefeitura de São Paulo nas eleições de 2024, o TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo) manteve, em dezembro de 2025, condenação proferida pelo juiz de primeira instância. O caso continua tramitando e cabe recurso ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

    Numa outra ação, a inelegibilidade foi revertida em segunda instância, em novembro de 2025, em ação sobre suposta venda de apoio de Marçal a candidatos a vereador em troca de pagamentos por Pix. Há ainda uma terceira condenação do tipo que ainda não foi alvo de julgamento pelo TRE-SP.

    Justiça condena Marçal a indenizar Boulos em R$ 100 mil por falsas acusações de uso de cocaína

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  • Santos recusa proposta, e Ajax encerra negociações por JP Chermont

    Santos recusa proposta, e Ajax encerra negociações por JP Chermont

    (UOL/FOLHAPRESS) – JP Chermont não se transferirá para o Ajax nesta janela de transferências. Como o UOL revelou, o clube holandês preparou uma oferta de empréstimo pelo lateral de 20 anos. O Santos recusou, nas últimas horas, a proposta.

    O Ajax tentava um empréstimo até o final do ano, em um contato que ainda disponibilizaria uma opção de compra avaliada em 4 milhões de euros (cerca de R$ 25 mi).

    Chermont é o atual segundo reserva na lateral-direita santista, atrás de Igor Vinícius e Mayke.

    Nesta temporada, foi a campo, até aqui, apenas pela Copinha. Não foi utilizado em nenhuma partida do Campeonato Paulista ou na estreia do Campeonato Brasileiro, contra a Chapecoense.

    Paquetá estava no West Ham, da Inglaterra, e chegou à Gávea em negociação que girou em torno de R$ 263 milhões

    Folhapress | 17:35 – 02/02/2026

    Santos recusa proposta, e Ajax encerra negociações por JP Chermont

  • André Gonçalves relata furto de celular em Salvador

    André Gonçalves relata furto de celular em Salvador

    Ator diz que se sentia protegido com forte presença policial no local, mas mesmo assim perdeu o telefone; ele alerta amigos e fãs sobre possíveis tentativas de golpe com seu número

    RIO DE JANEIRO, RJ (CBS NEWS) – O ator André Gonçalves, 50, relatou ter sido vítima de furto durante uma viagem a Salvador, na Bahia. Em um vídeo publicado nas redes sociais nesta segunda-feira (2), o artista contou que teve o celular levado enquanto estava em meio a uma multidão perto da praia da Barra .

    “Vim passar alguns dias em Salvador e tive a infelicidade de ser furtado. Levaram meu celular no meio da multidão, o que é uma grande pena. Me senti muito seguro, muito protegido, tinha muita polícia por todos os lados, mas, infelizmente, fui mais uma vítima da insegurança deste país”, afirmou.

    André também fez um alerta para amigos, familiares e seguidores sobre possíveis golpes. “Então, se alguém receber uma mensagem em meu nome, seja pelo WhatsApp ou redes sociais, não sou eu. Por sorte, o que levaram foi o meu telefone reserva”, explicou.

    Apesar do ocorrido, o ator ressaltou o carinho que sente pela capital baiana e aproveitou para reforçar cuidados durante o período da folia, época que a cidade fica lotada. “Muito triste isso ter acontecido em Salvador, na Bahia, um lugar que eu amo. E o Carnaval está aí, então fiquem atentos e tomem muito cuidado”, completou.

    André Gonçalves relata furto de celular em Salvador

  • Senador quer levar Galípolo a comissão para explicar liquidação do Master

    Senador quer levar Galípolo a comissão para explicar liquidação do Master

    Veneziano Vital (MDB-PR), irmão do presidente do TCU, Vital do Rêgo, quer ouvir o presidente do BC; pedido foi encaminhado à Comissão de Assuntos Econômicos e ainda precisa ser analisado pelo colegiado

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) apresentou nesta segunda-feira (2) à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado um pedido para que Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, seja convidado a “prestar informações sobre a atuação da autoridade monetária na liquidação do Banco Master”.

    A liquidação da instituição financeira foi decretada pelo BC em 18 de novembro do ano passado. Horas antes, ainda na noite do dia 17, Daniel Vorcaro, dono do banco, foi preso pela Polícia Federal quando tentava embarcar para Dubai. Atualmente, ele cumpre prisão domiciliar.

    No pedido encaminhado à CAE, Veneziano afirma que “em nome da transparência”, acha que “convém que as autoridades envolvidas possam vir a este colegiado” falar sobre o “chamado ‘escândalo do banco Master’, assim como sua atuação para interromper e conter os danos causados por esse pernicioso esquema”.

    Veneziano é irmão do ministro Vital do Rêgo, presidente do TCU (Tribunal de Contas da União), onde uma inspeção foi aberta para apurar a conduta do Banco Central na supervisão do Master. A inspeção foi determinada por outro ministro, Jhonatan de Jesus, que chegou a falar na possibilidade de reverter a liquidação.

    Depois, Galípolo e Vital do Rêgo se reuniram para discutir o assunto e fecharam um acordo para que o BC retirasse um recurso contra a decisão de Jhonatan de Jesus. Ficou acordado também que a corte de contas analisará a documentação do caso Master visando ter segurança jurídica.

    A Folha de S. Paulo mostrou no domingo (1º) que o Banco Central vive um clima de desconfiança entre os servidores depois da abertura de uma investigação interna, a pedido de Galípolo, para apurar eventuais falhas no processo de supervisão e fiscalização do Banco Master.

    Senador quer levar Galípolo a comissão para explicar liquidação do Master

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  • Bad Bunny diz que sonha em conhecer o Brasil e que Xuxa marcou a sua infância

    Bad Bunny diz que sonha em conhecer o Brasil e que Xuxa marcou a sua infância

    O cantor porto-riquenho contou em entrevista que sempre teve curiosidade em visitar o país, um dos poucos que ainda não conhece

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Bad Bunny afirmou que sonha em conhecer o Brasil desde a infância e revelou ter sido marcado por Xuxa, ícone da TV brasileira.

    Prestes a se apresentar no Super Bowl, no próximo domingo, o cantor porto-riquenho contou, em entrevista à Vogue Brasil, que sempre teve curiosidade em visitar o país, um dos poucos que ainda não conhece. “Não sei por quê, mas sempre sonhei em ir ao Brasil. Acho que tem a ver com a música e a cultura”, afirmou, citando o impacto do filme de animação Rio (2011).

    Durante a entrevista, ele demonstrou entusiasmo ao saber que a estilista Sasha Meneghel, responsável pela marca Mondepars -usada por ele no editorial-, é filha de Xuxa, apresentadora que marcou sua infância em Porto Rico.

    Curioso sobre os hábitos locais, Bad Bunny chegou ao encontro com o celular em mãos, anotando sugestões de lugares e comidas brasileiras. Ao ouvir falar do pão de queijo, recorreu ao Google e reconheceu o quitute: contou que ficou meses “viciado” na versão servida por um restaurante brasileiro em Porto Rico. À GQ Brasil, o artista disse que pretende ir além da rotina de shows e hotéis. “Quero explorar as cidades, viver experiências musicais, culturais e espirituais”, afirmou.

    Vencedor do Grammy de álbum do ano e de álbum de música urbana, o cantor desembarca em São Paulo nos dias 20 e 21 deste mês, com a turnê mundial “DeBí TiRaR MáS FOToS”.

    Bad Bunny diz que sonha em conhecer o Brasil e que Xuxa marcou a sua infância

  • Motta defende emendas e Alcolumbre diz que conquistas não são apenas do governo

    Motta defende emendas e Alcolumbre diz que conquistas não são apenas do governo

    O Congresso deu início, nesta segunda-feira (2), ao ano legislativo com uma sessão solene onde indicam prioridades para 2026

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), defendeu, nesta segunda-feira (2), as emendas parlamentares, enquanto o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-PA), afirmou que as conquistas do país não são apenas do governo Lula (PT), além de pedir paz e diálogo, em recados ao STF (Supremo Tribunal Federal).

    O Congresso deu início, nesta segunda, ao ano legislativo, com uma sessão solene em que foram lidas as mensagens do Executivo e Judiciário, em que cada poder elenca suas prioridades para 2026. Em seguida, Motta e Alcolumbre fizeram seus discursos.

    Ao mencionar a redução do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5.000, proposta do governo Lula aprovada pelo Congresso no ano passado, Alcolumbre afirmou que “essas conquistas não pertencem a um governo, a um partido ou a uma Casa legislativa”, mas ao povo brasileiro.

    Motta afirmou que cabe ao plenário “fazer valer a prerrogativa constitucional do Congresso de destinar as emendas parlamentares aos rincões Brasil afora, que, na maioria das vezes, não estão aos olhos do poder público”.

    Já Alcolumbre ressaltou que este é um ano eleitoral para cobrar diálogo e harmonia entre os Poderes. Ele também disse lutar pelas prerrogativas parlamentares e pela autoridade do Congresso. “Cada Poder tem seu papel. É do respeito mútuo entre eles que nasce a estabilidade de que o Brasil precisa”, disse.

    “Faço um apelo ao país: precisamos, mais do que nunca, de diálogo, de bom senso e de paz. Paz entre os grupos que defendem ideologias diferentes. Paz entre as instituições nacionais. Paz entre os Poderes da República”, disse o senador.

    “O dissenso faz parte da democracia. A discordância faz parte da política. […] Mas precisamos afirmar com responsabilidade: o dissenso não pode se transformar em ódio. Quando o Brasil tensiona, é aqui que ele se recompõe”, completou.

    A mensagem do Palácio do Planalto foi entregue pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), e lida pelo deputado Carlos Veras (PT-PE), primeiro-secretário da Câmara. Já a mensagem do STF (Supremo Tribunal Federal) foi lida pelo presidente do tribunal, Edson Fachin, que esteve presente na sessão.

    Parte dos líderes bolsonaristas do Congresso faltou à cerimônia. A agenda da direita, que inclui matérias contra o STF e a derrubada do veto ao PL da Dosimetria, foi preterida pela cúpula da Câmara, que anunciou uma pauta mais governista na primeira semana.

    Motta elencou entre as prioridades da Câmara para este ano várias pautas defendidas pelo governo. Entre elas, citou a MP Gás do Povo, que será votada ainda nesta segunda pelo plenário, e a PEC (proposta de emenda à Constituição) da Segurança Pública, que avançará na pauta “logo após o carnaval”.

    O presidente também citou o “combate ao feminicídio” e defendeu “acelerar” o debate sobre a PEC 6×1, “ouvindo trabalhadores e entregadores”, e “aprofundar” discussões sobre trabalhadores de aplicativos.

    Afirmou também que o Congresso Nacional analisará o texto do acordo entre a União Europeia e o Mercosul e quer abordar o tema da Inteligência Artificial e os incentivos aos data centers.

    No ano passado, o governo apresentou uma MP (medida provisória) que criou um Regime Especial de Tributação para os Serviços de Data Center (Redata). O texto precisa ser apreciado pelo Congresso até 25 de fevereiro, quando cumpre os 120 dias de prazo.

    Ao contrário de Motta, Alcolumbre não citou quais serão as prioridades do Senado. Senadores ouvidos pela Folha de S. Paulo apontam que ainda há incerteza sobre qual será a pauta prioritária do presidente, mas já avaliam que ele não tem demonstrado pressa em pautar a análise do veto de Lula ao PL da Dosimetria, que diminuiu as penas dos condenados por atos golpistas, como Jair Bolsonaro (PL). Ainda assim, defendem que a análise dos vetos não pode ser contornada.

    “Mesmo que o presidente Davi não tenha muita pressa, vai acontecer”, disse o senador Espiridião Amin (PP-SC).

    Como mostrou a Folha de S. Paulo, as eleições nacionais de outubro vão encurtar o período de vida útil do Legislativo, o que aumenta a pressão dos parlamentares para que pautas de interesse eleitoral sejam votadas.

    Enquanto a oposição cobra a redução de penas aos condenados por atos golpistas e a instalação da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do banco Master, o governo Lula busca aprovar a indicação do ex-advogado-geral da União Jorge Messias ao STF, além de propostas sobre segurança pública e MPs (medidas provisórias).

    Motta defende emendas e Alcolumbre diz que conquistas não são apenas do governo

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  • Lula pede ao Congresso prioridade para acordo Mercosul-UE e fim da escala 6×1

    Lula pede ao Congresso prioridade para acordo Mercosul-UE e fim da escala 6×1

    Regulação de trabalho por app, PEC da Segurança e PL Antifacção também estão na lista; recado é enviado por meio de mensagem escrita que marca a abertura dos trabalhos no Legislativo

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu que o Congresso Nacional dê prioridade às pautas relativas ao Acordo Mercosul-União Europeia, ao fim da escala de trabalho 6×1 e à regulação dos trabalhos por aplicativo, em mensagem enviada ao Legislativo nesta segunda-feira (2).

    As três pautas listadas no documento enviado pelo presidente às Casas são as principais bandeiras defendidas pela gestão neste primeiro semestre.

    “Nosso próximo desafio é o fim da escala 6×1 de trabalho, sem redução de salário. O tempo é um dos bens mais preciosos para o ser humano. Não é justo que uma pessoa trabalhe duro toda a semana e tenha apenas um dia para descansar o corpo e a mente e curtir a família”, diz trecho.

    “Dentre os desafios nacionais inerentes ao Executivo e ao Legislativo para 2026, destaco ainda a urgente necessidade de regulação do trabalho por aplicativos, uma demanda importante das novas categorias profissionais, que não podem ter sua mão de obra precarizada e dependem de defesa institucional do Estado brasileiro para mediar melhores condições de trabalho.”

    Além de trazer um texto assinado pelo presidente da República, o documento também detalha avanços do governo até então e as prioridades para o ano que se inicia. Anos eleitorais, como este, têm um período de deliberação e votação mais curtos nas Casas, devido às restrições que o calendário eleitoral impõe.

    Como costuma ocorrer, a mensagem foi enviada pessoalmente pelo ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, e lida no plenário da Câmara dos Deputados. O presidente Lula não participa de forma presencial desta etapa. Neste ano, o texto foi lido pelo deputado federal Carlos Veras (PT-PE), primeiro-secretário da Câmara.

    Os presidentes do Legislativo, Davi Alcolumbre (União-AP), do Senado, e Hugo Motta (Republicanos-PB), da Câmara, comandam a cerimônia.

    Esta segunda-feira também marca o início dos trabalhos do judiciário, no STF (Supremo Tribunal Federal), onde o presidente também participou. Diferentemente de anos anteriores, Lula discursou na cerimônia.

    Tanto em sua fala no Supremo, quanto na mensagem escrita para o Congresso, o presidente citou o combate ao crime organizado com foco em seus financiadores, com elogio específico à operação Carbono Oculto, que apurou crimes financeiros e lavagem de dinheiro envolvendo gestoras da Faria Lima.

    “O ano passado também entrou para a história pela maior ofensiva contra o crime organizado de todos os tempos. E, pela primeira vez, o combate às facções criminosas chegou ao andar de cima. A Operação Carbono Oculto desmantelou um esquema bilionário que utilizava distribuidoras, refinarias, postos de gasolina e fintechs para lavagem de dinheiro do crime”, diz a carta.

    Neste contexto, Lula também destacou como prioridade, a aprovação da PEC da Segurança, proposta oriunda do então ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski. Junto a ela, o PL Antifacção.

    “Esses esforços serão fortalecidos com propostas legislativas do nosso Governo. A primeira delas é a PEC da Segurança Pública, que cria o ambiente adequado para maior cooperação da União com os Estados, hoje responsáveis pela gestão da segurança pública. Outra é a aprovação do PL Antifacção, que endurece o combate ao crime organizado ao prever penas mais severas aos seus líderes e ao restringir a progressão de pena.”

    Lula pede ao Congresso prioridade para acordo Mercosul-UE e fim da escala 6×1

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  • Paquetá lamenta estreia no Flamengo com vice

    Paquetá lamenta estreia no Flamengo com vice

    RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) – Reforço recém-chegado ao Flamengo, o meia Lucas Paquetá lamentou que a estreia tenha sido com o vice da Supercopa. Ele foi apresentado na tarde desta segunda-feira (2), no CT Ninho do Urubu.

    O jogador foi acionado no segundo tempo no duelo com o Corinthians, neste domingo (1º), em Brasília. A equipe paulista venceu por 2 a 0 e levantou a taça.

    Paquetá estava no West Ham, da Inglaterra, e chegou à Gávea em negociação que girou em torno de R$ 263 milhões. A última partida dele tinha sido contra o Nottingham Forest, no dia 6 de janeiro, pelo Campeonato Inglês.

    “No total foi quase um mês parado, mas queria muito estar nesse jogo, ter a possibilidade de disputar um título na minha chegada. Fiz o que pude. Mesmo com dois dias de treino, me coloquei à disposição. Não foi da maneira que gostaria de estrear, obviamente, e me cobro muito por isso, mas pretendo, o quanto antes, encontrar o meu melhor nível físico e as coisas vão acontecer naturalmente”, disse Paquetá à FlamengoTV.

    Questionado se ser o fato de ser mais experiente torna tornou mais fácil lidar com a derrota para o Corinthians, Paquetá negou, mas afirmou que a experiência ajuda e que vai trabalhar para a conquista de títulos.

    “Mais cascudo não quer dizer que é mais fácil. Eu não consegui dormir. Eu me cobro muito. Mais cascudo é porque nesta segunda-feira (2) é um novo dia, eu tenho que estar de cabeça em pé, sei do meu potencial e sei do que posso entregar ao Flamengo. Óbvio que eu queria chegar e ser campeão. Tudo o que eu fiz para estar aqui nesse jogos, eu paguei o avião, abri mão do meu salário no West Ham, e muitas coisas que as pessoas não sabem. Eu queria chegar e poder ter essa oportunidade, mas não foi da maneira que eu esperava. A experiencia que eu tive lá fora me ajudar a pensar que nesta segunda-feira (2) é um novo dia para que eu possa converter outra oportunidade e ajudar o Flamengo

    No desembarque no Rio de Janeiro, o meia declarou que “talvez o Flamengo não precisasse de mim, mas eu precisava do Flamengo. Meu coração é Rubro-Negro”. Sobre o sentimento do retorno, citou a identidade que tem com o clube
    Eu vou ter que usar uma música: ‘só quem é rubro-negro para compreender’. É um amor que eu sempre tive, eu cresci aqui, é a minha casa. Eu queria voltar para casa. É sentimento, é identidade. É o que eu sinto

    O QUE MAIS ELE FALOU?

    Expectativa de voltar ao Maracanã. “A expectativa é muito alta. A história que vivi aqui antes de ir para a Europa sempre levei comigo, no meu coração, e por isso o desejo de voltar, de poder viver isso. Como o presidente falou, o momento do clube ajuda nessa decisão. Quando cheguei no aeroporto, o carinho que tenho recebido, sem fugir da responsabilidade que tenho, mas nada apaga a facilidade de estar em casa, fazendo parte desse grupo, e tenho certeza que será um ano vitorioso para nós. Feliz de quarta-feira voltar ao Maracanã, diante da torcida”.

    Negociação com o Flamengo. “Agradecer a todos por estar aqui novamente. A ansiedade minha… Eu nunca vivi algo assim antes, de querer voltar, tomar essa decisão, brigar por isso, estar neste clube que amo. Foi quase um mês de negociação. Muitas coisas foram sendo resolvidas e, finalmente, deu certo. Estou onde queria e feliz”.

    Retorno ao Flamengo. “É impossível não falar de felicidade porque minha decisão foi voltada nisso. Tive outras oportunidades de continuar na Europa e também na Inglaterra. O motivo de eu me sentir bem e feliz é que me fez ter essa primeira decisão de voltar ao Flamengo. Segundo todos sabem como eu amo esse clube, cresci aqui, é a minha casa. Obviamente pelo momento que o clube vive financeiramente, os resultados falam por si só, um ano vitorioso. Isso era algo que fazia meus olhos brilharem para que eu pudesse querer fazer parte disso”.

    Você saiu em 2018 e passou por alguns clubes. Como volta ao Brasil e ao Flamengo. “Eu volto uma pessoa diferente, obviamente. Eu cresci não só como profissional, mas como ser humano também. Me tornei pai, tenho uma família. Volto mais experiente. Em todos os lugares em que passei, aprendi um pouco, procurei evoluir. Volto mais cascudo no sentido de aprender a lidar com as situações que eu vá vivenciar. Mais preparado para lidar com tudo”.

    Do que abriu mão para voltar? “Eu posso dizer que fiz o possível e impossível. Nada seria possível sem o Flamengo e o que o clube apresenta nesta segunda-feira (2) de estrutura. Fiz o que eu podia e não podia. Primeiramente, por mim, pela minha felicidade e da minha família. Voltar para casa, me sentir bem novamente jogando no Flamengo. Era o que eu queria, isso não mudaria. Todos sabem que tive possibilidade de permanecer na Europa, com proposta do Chelsea e possibilidade de jogar Liga dos Campeões. Eram sonhos que coloquei na balança. Tinha esse sonho vivo de jogar a Champions League, fiquei sete anos na Europa e não tive essa oportunidade. Agora ela surgiu, mas também tinha o sonho de voltar ao Flamengo, brigar por títulos, ter uma história vencedora. Optei por essa porque sei que aqui serei feliz. O início não foi da maneira que eu gostaria, mas tenho certeza que essa história será vencedora”.

    Tem contrato de cinco anos. Qual é o plano de carreira? “Meu objetivo é cumprir o meu contrato, fazendo o meu melhor e ter uma história vencedora por isso cinco anos, porque sei que vou ter oportunidade de ganhar títulos e comemorar com a torcida”.

    Provocações de jogadores do Corinthians após Supercopa. “Faz parte do futebol, quando eu ganho eu danço. As pessoas podem comemorar da maneira que elas querem. O Corinthians fez um bom jogo e foi vencedor. Nós temos que trabalhar e correr atrás”.

    Julgamento sobre apostas e como estava na Europa. “Todo mundo acompanhou tudo que eu vivi parcialmente. Cada um com as suas conclusões.

    Durante todo o processo do julgamento, e tudo que aconteceu, tive a possibilidade de voltar ao Flamengo, mas quis permanecer e resolver. Isso foi feito. Fico muito feliz de ter provado a minha inocência, poder contar um pouco para as pessoas que estavam me acusando quem eu sou, como sou e como vivo. Isso foi suficiente. Pude voltar a jogar futebol sem ter esse peso. E achei que pudesse continuar dali para frente, mas percebi que algumas coisas ainda me incomodavam. Enfrentava situações que achava que não precisava mais enfrentar. Sempre tive o apoio do Flamengo e da nação. E falei que é isso que quero para mim agora. Não me importo esportivamente se vou jogar num time que disputa a Champions League ou vou ganhar financeiramente mais dinheiro. O que quero são pessoas que me acolham, esse carinho, essa decisão foi baseada nisso. Foi uma decisão conjunta com a minha esposa, que também entendeu que era a hora de voltar, que era isso que a gente queria. Fico muito feliz de estar nesta segunda-feira (2) onde eu queria estar”.

    Paquetá lamenta estreia no Flamengo com vice

  • BBB 26 entra no Tá Com Nada após punições de Milena e Ana Paula

    BBB 26 entra no Tá Com Nada após punições de Milena e Ana Paula

    Jornalista não realizou o Raio-X, enquanto a babá comeu um abacaxi do VIP estando na Xepa

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A casa do BBB 26 está sob clima de tensão nesta segunda-feira (2). Após uma sequência de infrações acumuladas no Vacilômetro, os participantes foram oficialmente enviados para o temido Tá Com Nada.

    A penalidade veio depois que Ana Paula Renault e Milena Moreira cometeram faltas graves estourando o limite.

    Durante a manhã, a veterana deixou de cumprir o raio-X, dinâmica obrigatória diária, e ainda perdeu 50 estalecas por falar sem estar com o microfone. Em seguida, Milena, que integra a Xepa, foi punida por consumir um abacaxi do VIP.

    A sirene tocou pouco depois da infração envolvendo a babá, confirmando o que já era temido dentro da casa. Nos últimos dias, os brothers vinham demonstrando preocupação com o volume de deslizes acumulados. No domingo (1º), quando Juliano Floss recebeu uma punição gravíssima, alguns participantes chegaram a correr para a cozinha, acreditando que o Tá Com Nada poderia ser decretado a qualquer momento.

    O mecanismo do Vacilômetro contabiliza falhas no cumprimento das regras ao longo do confinamento.Com a entrada no Tá Com Nada, as regalias são automaticamente suspensas e alimentos variados são recolhidos pela produção, incluindo itens do VIP, guloseimas e proteínas extras. Os confinados passam a ter acesso apenas a mantimentos básicos, como arroz, feijão, café e goiabada.

    Após o anúncio da punição, Jordana Morais chegou a sabotar a castigo do mostro de Ana Paula. A advogada não gostou que a casa perdeu as regalias e provocou a sister: “A gente fica sem comida, você fica brincando mais um pouquinho. Para você relaxar”. Jordana levou uma punição 50 estalecas pela interferência.

    BBB 26 entra no Tá Com Nada após punições de Milena e Ana Paula

  • Enviado de Trump vai se encontrar com chanceler do Irã para discutir crise

    Enviado de Trump vai se encontrar com chanceler do Irã para discutir crise

    Em primeiro sinal de recuo, teocracia diz que nunca programou manobras no estratégico estreito de Hormuz anunciadas na quinta; americano disse que pode haver um acordo acerca do programa nuclear do país persa, mas não cita manifestantes que apoia

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Após semanas de escalada militar americana no Oriente Médio, uma janela se abriu para a primeira negociação direta entre os Estados Unidos e o Irã. O enviado de Donald Trump para conflitos, Steve Witkoff, deverá se encontrar na sexta (6) com o chanceler do país persa, Abbas Araghchi.

    A reunião ocorrerá em Istambul, segundo o site Axios, que a revelou. Outros veículos americanos confirmaram o encontro, após um fim de semana com sinais de que o regime teocrático queria conversar. “Estamos abertos a negociação, mas não sob pressão”, disse Araghchi nesta segunda-feira (2).

    Após ser advertido pelos Estados Unidos, o Irã negou ter planejado conduzir exercícios militares com tiro real no estreito de Hormuz, a estratégica passagem de 20% do petróleo e gás do mundo que separa o país da península Arábica.

    As manobras haviam sido anunciadas pela Press TV, uma emissora de língua inglesa controlada pela teocracia e vista como porta-voz dos interesses da poderosa Guarda Revolucionária.

    Na quinta-feira passada (29), o canal havia dito que o treino do braço naval da Guarda ocorreria no domingo (1º) e nesta segunda. Teerã emitiu alertas para restringir a navegação nas áreas em que haveria disparos.

    “O Centcom (Comando Central das Forças Armadas dos EUA) insta a Guarda Revolucionária a conduzir os exercícios navais anunciados de uma forma que seja segura, profissional e evite riscos desnecessários para a liberdade de navegação do tráfego marítimo internacional”, disse o órgão que opera no Oriente Médio em nota na sexta (30).

    Ato contínuo, no domingo uma autoridade iraniana que não foi nominada pela Reuters disse à agência de notícias que o relato da Press TV estava errado, o que parece basicamente improvável dado o controle que a Guarda exerce sobre a emissora.

    Na véspera, houve um incidente nebuloso que adiciona contexto ao aparente recuo. Explosões atingiram o porto de Bandar Abbas, o principal centro de operações do Irã no estreito, matando ao menos cinco pessoas. O regime alegou vazamento de gás.

    Também no domingo, Trump surgiu em frente a repórteres menos belicoso.

    Disse que queria abrir uma negociação. “Espero que cheguemos a um acordo. Se não chegarmos a um acordo, então descobriremos se ele estava certo ou não”, disse ele, acerca da ameaça feita pelo líder supremo do Irã, Ali Khamenei, de que um ataque americano dispararia uma guerra regional ampla.

    Os EUA enviaram um grupo de ataque de porta-aviões e inúmeros ativos militares. Negociar pode ser também uma forma de aumentar a pressão, com a chegada esperada de mais armamentos.

    Reflexo desses movimentos, o preço do petróleo Brent, caiu quase 5% na abertura do mercado nesta segunda.

    Desde seu primeiro mandato, Trump quer ver derrubada a teocracia rival dos EUA. No ano passado, ajudou Israel em sua guerra de 12 dias contra o regime com um ataque direto a instalações de seu programa nuclear, na esperança de que isso enfraquecesse o governo.

    De fato o minou, mas também aumentou a repressão interna. No fim de 2025, protestos começaram nas ruas devido à crise econômica, e rapidamente se tornaram os maiores atos contra o regime islâmico desde sua fundação, em 1979. ONGs estimam mais de 5.000 mortes pelas forças de segurança.

    O país está sob um blecaute de internet, mas o governo parece ter retomado controle da situação. Trump, no auge dos atos, prometeu enviar ajuda aos manifestantes. De fato cercou o Irã de navios e aviões de ataque, mas agora mudou o foco para o programa nuclear dos aiatolás.

    Em 2018, republicano havia retirado os EUA do acordo que trocava o fim de sanções econômicas ao compromisso de que o Irã não desenvolveria a bomba atômica.

    Isso desmontou o arranjo ao fim, e hoje o país persa acumulou ao menos 400 kg de urânio enriquecido a um nível suficiente para talvez 15 armas de baixo rendimento. Não se sabe o quanto disso sobreviveu ao ataque americano de junho passado.

    Não houve avanços na negociação desde então também, levando à escalada atual, que é temperada pelo voluntarismo de Trump após o sucesso em capturar o ditador Nicolás Maduro há um mês. O venezuelano é uma aliado do Irã, mas as condições operacionais em caso de conflito agora são bastante mais complexas para os EUA.

    Enviado de Trump vai se encontrar com chanceler do Irã para discutir crise