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  • Trump recua, anuncia negociações e adia ultimato por 5 dias

    Trump recua, anuncia negociações e adia ultimato por 5 dias

    Teocracia, por meio da mídia estatal, diz que americano recuou após ameaça de retaliação sobre Hormuz; americano fala em acordo e espera mudança de regime e líder amigável como conseguiu na Venezuela

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A poucas horas de vencer o ultimato que havia dado para o Irã reabrir o estreito de Hormuz, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recuou e disse nesta segunda-feira (23) que adiou por cinco dias os ataques à infraestrutura energética que havia prometido fazer caso o país persa se recusasse a aceitar suas demandas.

    O preço do barril de petróleo, que na semana passada chegou perto dos US$ 120, desabou para cerca de US$ 100 após o anúncio, apesar de não haver nenhuma confirmação por parte do Irã.

    O republicano disse que seu governo está conversando com autoridades iranianas, o que foi negado pelo Ministério das Relações Exteriores em Teerã. A chancelaria disse que ouviu propostas de terceiros, mas que só negociará com os EUA e em seus termos: cessão de hostilidades e manutenção de soberania.

    Trump disse que não houve contato com o líder supremo, Mojtaba Khamenei -que assumiu após a morte do pai, Ali, no início da guerra disparada pelos Estados Unidos e Israel há três semanas, mas ainda não apareceu em público ou na TV.

    “Eu não sei dele. Eu não o considero como líder”, disse Trump, que citou um acordo de 15 pontos em discussão que inclui a renúncia que o Irã já havia prometido fazer a armas nucleares. Ele também insiste em que a teocracia desista totalmente de seu programa nuclear, o que Teerã rejeita.

    Segundo a agência iraniana Mehr, a chancelaria do país disse que Trump só quer ganhar tempo para sua campanha militar e aliviar a pressão no mercado de petróleo, e afirmou que há “iniciativas para reduzir a tensão”, mas que Teerã só aceitará propostas dos Estados Unidos diretamente.

    Trump afirmou que até aqui quem conversou com os iranianos foram os negociadores Steve Witkoff e Jared Kushner, este seu genro dedicado a promover os negócios do sogro. Agora, ele deve entrar no circuito. Segundo autoridades israelenses, um encontro de enviados pode ocorrer no Paquistão.

    “Estamos fazendo esse período de cinco dias, vamos ver o que acontece. Se for tudo bem, podemos acabar resolvendo isso”, disse. Ele disse que gostaria de ver “algum tipo de mudança de regime”, e uma nova liderança ao estilo favorável a Washington como ele instalou na Venezuela após capturar Nicolás Maduro em janeiro.

    Isso parece altamente improvável, dado que até aqui a teocracia manobrou para sobreviver. A estatal iraniana Press TV disse que a decisão do americano foi um recuo dada a decisão de Teerã de retaliar duramente contra alvos no golfo Pérsico se a ameaça fosse concretizada.

    Ele havia ameaçado no sábado (21) bombardear usinas de energia do Irã a partir do fim do prazo, às 20h13 desta segunda, no horário de Brasília, caso a teocracia não reabrisse o estreito de Hormuz, via estratégica de escoamento de um quinto da produção mundial de petróleo e gás natural liquefeito.

    “Tenho o prazer de informar que os Estados Unidos e o Irã tiveram, ao longo dos dois últimos dias, boas e produtivas conversas acerca da resolução total de nossas hostilidades no Oriente Médio”, escreveu o americano, relatando conversas até aqui desconhecidas.

    Em entrevista à Fox News, americano afirmou que o Irã “quer muito” fazer um acordo e que isso pode acontecer em cinco dias ou menos.

    Assim, Trump, que antes dizia não saber com quem conversar após ter matado boa parte da cúpula iraniana na guerra iniciada com Israel há três semanas, volta ao seu padrão de elevar a pressão e depois esticar ou ignorar prazos -comum no seu manejo das negociações da Guerra da Ucrânia.

    Com efeito, o Kremlin afirmou que o desenvolvimento da situação era “contraditório” e pregou cautela. Líderes europeus apoiaram a busca de um acordo, mas sem entusiasmo excessivo.

    Para o Irã, ainda que haja negociações de fato, será uma oportunidade de cantar vitória após o pesado bombardeio a que vem sendo submetido -e ainda poder dizer que TACO (Trump sempre amarela, na sigla do meme em inglês).

    O republicano não citou ações contra outros alvos, como instalações militares ou o programa nuclear do país, nem falou se seu parceiro na guerra iniciada há três semanas, Israel, iria participar da suspensão. Ele apenas disse que Tel Aviv “estava contente” com o avanço relatado e o premiê Binyamin Netanyahu afirmou que “qualquer acordo irá preservar nossos interesses”.

    Na prática, o Estado judeu manteve grandes bombardeios contra Teerã, que deixaram partes da capital do Irã sem eletricidade na madrugada desta segunda. A energia elétrica começou a cair logo após grandes explosões serem relatadas nas periferias da cidade de 9,8 milhões de habitantes.

    Até aqui, o governo iraniano não havia reagido ao ultimato de Trump para além da retórica desafiadora. Como vem fazendo desde que o prazo foi dado, disse numa reunião do seu Conselho de Defesa nesta segunda que irá retaliar se o republicano atacar.

    Segundo o órgão, toda a infraestrutura energética de Israel e em torno de bases americanas na região será considerada alvo. Em caso de ataque a ilhas ou à costa do país, disse o conselho, o estreito de Hormuz será fechado e todo o golfo Pérsico será minado.

    Hoje já há a suspeita de que trechos da faixa de navegação da via por onde passam 20% do petróleo e do gás natural do mundo tenham minas marítimas implantadas. Os poucos navios que transitam por lá com autorização iraniana, deixando o golfo Pérsico, o fazem por uma rota por águas de Teerã.

    Ameaçado, o Irã elevou o tom apostando em mais caos econômico, além de manter seus ataques contra Israel e o vizinho do golfo. Na semana passada, quando Tel Aviv bombardeou suas instalações no maior campo de gás natural do mundo, revidou destruindo parte da capacidade de exportação do líder deste mercado, o Qatar.

    A tensão acabou reduzida, e o barril do petróleo do tipo Brent chegou a quase US$ 120, fechando a semana em US$ 112. Na abertura do mercado nesta segunda, chegou a ir aos US$ 116, despencando para US$ 98 com a fala de Trump, depois estabilizando-se em torno de US$ 100.

    Trump havia dito que daria 48 horas para a resposta do Irã a partir da publicação de sua postagem na rede Truth Social sobre o tema. As Bolsas asiáticas fecharam em queda com a expectativa de que o conflito irá escalar.

    Antes do ultimato, o americano havia dado um sinal contrário, sugerindo desacelerar a guerra. No domingo (22), seu secretário do Tesouro, Scott Bessent, disse que poderia ser necessário escalar antes de desescalar e sugeriu ação terrestre contra a ilha de Kharg, centro exportador de petróleo do Irã. Há 5.000 fuzileiros americanos a caminho do Oriente Médio.

    Trump recua, anuncia negociações e adia ultimato por 5 dias

  • Golpe troca dados na hora de colar Pix e desvia dinheiro sem deixar rastro

    Golpe troca dados na hora de colar Pix e desvia dinheiro sem deixar rastro

    Os anúncios se disfarçam de serviços populares, como WhatsApp, Google Chrome e Correios, e levam a sites criados por cibercriminosos; infecção começa quando a pessoa clica no anúncio e baixa um instalador falso no Windows

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O trojan bancário brasileiro GoPix evoluiu e passou a desviar transações financeiras de empresas para criminosos, de acordo com a empresa de segurança Kaspersky. A nova técnica abrange alteração de carteiras de criptomoedas, Pix e de boletos, além de usar uma técnica para ocultação da praga na memória do computador.

    Campanhas do GoPix usam anúncios pagos maliciosos no Google como porta de entrada. Os anúncios se disfarçam de serviços populares, como WhatsApp, Google Chrome e Correios, e levam a sites criados por cibercriminosos. Esse tipo de praga é conhecida como trojan, pois se disfarça de software legítimo para enganar a pessoa e infectar o sistema. Consultado para comentar, o Google não respondeu ao pedido da reportagem. O espaço segue aberto para a empresa.

    Site faz triagem antes de oferecer o download do arquivo malicioso. A página verifica se o visitante parece ser cliente de bancos brasileiros, usuário de criptomoedas ou ligado a órgãos financeiros de governos estaduais e grandes corporações.

    Infecção começa quando a pessoa clica no anúncio e baixa um instalador falso no Windows. O arquivo simula ser o programa procurado, como um suposto instalador do “WhatsApp Web”, e o malware passa a operar de forma furtiva na máquina.

    Golpe mira computadores Windows e tenta agir sem deixar rastros no disco. A atuação diretamente na memória dificulta que a vítima perceba a fraude enquanto navega e faz transações -essa é a grande evolução comparada com a versão inicial do GoPix, registrada em 2023. O foco dos criminosos são usuários ligados a empresas, os que mais realizam transações bancárias por meio de computadores.

    Principal técnica é trocar dados copiados e colados para redirecionar pagamentos. Se a vítima copia uma chave Pix, um código de boleto ou um endereço de carteira de criptomoedas, o GoPix pode substituir a informação no momento da colagem e mandar o dinheiro para os criminosos.

    Outra manobra é driblar a proteção do HTTPS com um certificado falso injetado na memória do navegador. Com isso, o malware tenta se colocar no meio da comunicação para capturar ou modificar dados sensíveis, como credenciais e valores de transações, sem ficar visível para o usuário.

    “O GoPix consegue operar diretamente da memória do computador, deixando pouquíssimos rastros, o que dificulta a detecção. O malware ainda utiliza servidores de comando e controle com vida útil extremamente curta, ou seja, eles são desligados e substituídos rapidamente para evitar rastreamento, e explora serviços antifraude legítimos para identificar e selecionar suas vítimas”, afirmou Fabio Assolini, diretor da Equipe Global de Pesquisa e Análise da Kaspersky para a América Latina e Europa, em comunicado.

    COMO REDUZIR O RISCO DE CAIR NO GOLPE

    Desconfie de anúncios patrocinados que oferecem download de programas populares. A orientação é baixar softwares apenas em sites oficiais dos desenvolvedores e checar o endereço exibido na barra do navegador.

    Instalação de programas deve ser feita só a partir de fontes oficiais e reconhecidas. Links em anúncios, emails ou páginas desconhecidas aumentam o risco de o arquivo ser um instalador falso com malware embutido.

    Uso de solução de segurança e atualizações do sistema ajudam a bloquear ameaças. A Kaspersky recomenda ter solução de segurança confiável e atualizada no computador, além de manter correções do Windows e navegadores atualizadas.

    Golpe troca dados na hora de colar Pix e desvia dinheiro sem deixar rastro

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  • Céline Dion deve voltar aos palcos após diagnóstico de síndrome rara

    Céline Dion deve voltar aos palcos após diagnóstico de síndrome rara

    A cantora irá se apresentar na Paris La Défense Arena, recém-adquirida pela Live Nation, que já recebeu artistas como Taylor Swift, Rolling Stones e Kendrick Lamar

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Após a apresentação na cerimônia de abertura das Olimpíadas de Paris de 2024 cantando “Hymne à l’Amour” de Édith Piaf, Celine Dion se prepara para seu retorno aos palcos, na França. A notícia foi divulgada em um jornal franco-canadense e confirmada pela Variety.

    O retorno foi anunciado por meio de campanha de cartazes exibindo títulos de canções imortalizadas pela artista, como “Power of Love” e “Pour que Tu m’Aimes Encore”.

    Segundo as informações, Dion irá se apresentar na Paris La Défense Arena, recém-adquirida pela Live Nation, que já recebeu artistas como Taylor Swift, Rolling Stones e Kendrick Lamar. A cantora fará apresentações duas vezes na semana pelos meses de setembro e outubro.

    Os shows na arena estavam marcados para 2020, mas foram adiados por conta da pandemia e, em 2022, a cantora foi diagnosticada com a síndrome da pessoa rígida (SPR), doença neurológica e autoimune, que causa dores e rigidez muscular. No documentário “Eu sou: Celine Dion”, a artista fala sobre a luta contra a condição que a afastou dos palcos.

    Céline Dion deve voltar aos palcos após diagnóstico de síndrome rara

  • Netanyahu ligou a Trump e defendeu matar líder supremo do Irã, diz agência

    Netanyahu ligou a Trump e defendeu matar líder supremo do Irã, diz agência

    Primeiro-ministro israelense defendeu ofensiva contra o Irã a Donald Trump horas antes de operação que matou Ali Khamenei; Mojtaba, filho de Khamenei, foi nomeado novo líder supremo do Irã

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, telefonou ao presidente americano, Donald Trump, menos de 48 horas antes do início do ataque conjunto de EUA e Israel ao Irã para defender a operação e argumentar que havia uma janela para atingir o líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei.

    Netanyahu falou com Trump depois de ambos receberem informes de inteligência sobre uma reunião de Khamenei com aliados em Teerã. De acordo com a Reuters, novas informações indicaram que o encontro foi antecipado para a manhã de sábado, o que teria aumentado a vulnerabilidade a um ataque de “decapitação”.

    Fontes ouvidas pela Reuters dizem que o premiê israelense defendeu que a oportunidade de matar Khamenei poderia não se repetir. Ele também teria citado tentativas anteriores atribuídas ao Irã de assassinar Trump, incluindo um suposto plano de “matar por encomenda” em 2024, quando o republicano era candidato.

    O Departamento de Justiça dos EUA acusou um homem paquistanês de tentar recrutar pessoas no país para esse plano, segundo a Reuters. A acusação aponta que a ação seria uma retaliação à morte de Qassem Soleimani, comandante da Guarda Revolucionária iraniana, em operação americana.

    Na ocasião da ligação, Trump já havia aprovado a ideia de uma operação militar contra o Irã, mas ainda não tinha definido quando e em quais condições os EUA entrariam. Segundo as fontes, a conversa foi vista como o “argumento final” de Netanyahu e, junto com a inteligência sobre a janela para atingir o líder iraniano, teria ajudado a catalisar a decisão de Trump de autorizar a Operação Epic Fury em 27 de fevereiro.

    Os primeiros bombardeios ocorreram na manhã de 28 de fevereiro, e Trump anunciou naquela noite que Khamenei estava morto. Procurada, a Casa Branca não comentou diretamente a ligação, mas a porta-voz Anna Kelly disse à Reuters que a operação buscava “destruir a capacidade de mísseis balísticos e de produção do regime iraniano, aniquilar a Marinha do regime iraniano, acabar com a capacidade de armar proxies e garantir que o Irã nunca possa obter uma arma nuclear”.

    Netanyahu negou que Israel tenha arrastado os EUA para o conflito. Ele falou sobre o tema em entrevista coletiva na quinta-feira.

    “De alguma forma, Israel arrastou os EUA para um conflito com o Irã. Alguém realmente acha que alguém pode dizer ao presidente Trump o que fazer? Ora, por favor”, disse Benjamin Netanyahu, em entrevista coletiva.

    Trump também disse publicamente que a decisão de atacar foi dele, e a Reuters afirma não haver indicação de que Netanyahu tenha forçado a entrada dos EUA na guerra. Ainda assim, a agência descreve o premiê como um defensor eficaz, ao enquadrar a ação como chance de eliminar um líder acusado de ter apoiado tentativas de matar o presidente americano.

    O secretário de Defesa, Pete Hegseth, sugeriu no início de março que a vingança foi ao menos um dos motivos da operação. Ele falou com repórteres ao comentar as razões do ataque.

    “O Irã tentou matar o presidente Trump, e o presidente Trump deu a última risada”, disse Pete Hegseth, a repórteres.

    COMO A OPERAÇÃO FOI PREPARADA

    Trump fez campanha em 2024 com o lema “America First” e dizia preferir negociar com Teerã, mas passou a considerar um ataque após o fracasso de conversas sobre o programa nuclear iraniano. A Reuters relata que um primeiro ataque ocorreu em junho, quando Israel bombardeou instalações nucleares e locais ligados a mísseis e matou líderes iranianos, com participação posterior de forças americanas.

    Depois, EUA e Israel voltaram a discutir uma segunda ofensiva aérea para atingir mais instalações de mísseis e impedir que o Irã ganhasse capacidade de construir uma arma nuclear. A agência afirma que Israel também buscava matar Khamenei, apontado como inimigo geopolítico de longa data e apoiador de grupos armados na região.

    O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, disse à N12 News em 5 de março que o planejamento israelense partiu do pressuposto de que o país agiria sozinho. A Reuters também relata que, em visita de Netanyahu a Mar-a-Lago em dezembro, o premiê disse a Trump que não estava plenamente satisfeito com o resultado da operação conjunta de junho.

    CONSEQUÊNCIAS E CENÁRIO INTERNO NO IRÃ

    Antes da ligação, o secretário de Estado Marco Rubio alertou líderes do Congresso em 24 de fevereiro que Israel provavelmente atacaria o Irã com ou sem participação americana. Segundo a Reuters, a avaliação era que Teerã retaliaria alvos dos EUA e de aliados no Golfo.

    As previsões se confirmaram, de acordo com a agência: os ataques levaram a contraofensivas iranianas, mortes de mais de 2.300 civis no Irã e de ao menos 13 militares americanos. A Reuters também cita ataques a aliados dos EUA no Golfo, o fechamento de uma das rotas marítimas mais vitais do mundo e uma disparada histórica no preço do petróleo.

    Fontes disseram à Reuters que Trump foi informado de que a morte de líderes iranianos poderia abrir espaço para um governo mais disposto a negociar, mas a CIA avaliava que Khamenei seria substituído por um linha-dura interno. A agência relata que, com a guerra na quarta semana, guardas revolucionários seguem patrulhando as ruas e milhões de iranianos permanecem em casa.

    Mojtaba, filho de Khamenei, foi nomeado novo líder supremo do Irã. O texto afirma que ele é visto como ainda mais antiamericano do que o pai.

    Netanyahu ligou a Trump e defendeu matar líder supremo do Irã, diz agência

  • Gás do Povo chega a 15 milhões de famílias com nova expansão

    Gás do Povo chega a 15 milhões de famílias com nova expansão

    Cerca de 9,4 milhões novas famílias passam a receber o benefício, que garante a retirada gratuita do botijão de gás de 13 kg em revendas credenciadas; programa passa a alcançar todos os municípios do país

    O programa Gás do Povo passou a atender quase 15 milhões de famílias em todos os municípios do Brasil. A nova etapa de expansão começa nesta segunda-feira (23), com investimento de R$ 957,2 milhões apenas em março.

    Nesta fase, cerca de 9,4 milhões novas famílias passam a receber o benefício, que garante a retirada gratuita do botijão de gás de 13 kg em revendas credenciadas.

    Expansão nacional

    Com a ampliação, o programa triplica o número de beneficiários e se consolida como uma das maiores iniciativas de acesso ao cozimento limpo no mundo.

    A política substituiu o modelo anterior de repasse em dinheiro pela entrega direta do gás, com o objetivo de aumentar a efetividade e garantir o acesso ao insumo essencial para o preparo de alimentos.

    A meta do governo é viabilizar cerca de 65 milhões de recargas por ano.

    Perfil beneficiado

    A maior parte dos lares atendidos é chefiada por mulheres. Segundo dados do programa, 92% dos beneficiários, cerca de 8,7 milhões de famílias, têm mulheres como responsáveis familiares.

    O dado reforça o foco da política em populações mais vulneráveis e no apoio à segurança alimentar.

    Ampliação

    O Gás do Povo foi implementado de forma gradual. A primeira fase, em novembro de 2025, atendeu 1 milhão de famílias em dez capitais. Em janeiro, o alcance foi ampliado para 17 capitais e, posteriormente, para todas as capitais do país.

    Na etapa seguinte, o programa incorporou automaticamente as 4,5 milhões de famílias que recebiam o Auxílio Gás. Agora, o benefício alcança todo o território nacional, com aumento significativo no número de revendas credenciadas.

    Combate à pobreza energética

    O programa busca enfrentar a chamada pobreza energética, garantindo acesso a uma fonte de energia mais limpa e segura.

    Sem o benefício, muitas famílias recorrem a alternativas como lenha e carvão, que aumentam riscos à saúde e de acidentes domésticos.

    Transformado recentemente em lei federal, o Gás do Povo passa a integrar uma estratégia mais ampla de acesso ao cozimento limpo, com mecanismos de financiamento, monitoramento e governança.

    A iniciativa também pretende estimular economias locais e ampliar o acesso a serviços essenciais em todo o país.

    Para receber o benefício, a família precisa:

    •    Ser beneficiária do Bolsa Família;

    •    Ter ao menos duas pessoas no núcleo familiar;

    •    Ter renda per capita de até meio salário-mínimo;

    •    Estar com o Cadastro Único atualizado nos últimos 24 meses;

    •    Ter o Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) do Responsável Familiar regular, sem pendências.

    Como usar o vale-gás

    O benefício pode ser acessado de diferentes formas:

    •    Aplicativo Meu Social – Gás do Povo;

    •    Cartão do Bolsa Família (com chip);

    •    Cartão de débito da Caixa;

    •    Informar o CPF do Responsável Familiar na maquininha da revenda e receber código por SMS.

    Onde consultar o benefício

    •    Aplicativo Meu Social – Gás do Povo, disponível para os celulares dos sistemas Android e iOS;

    •    Página oficial do Gás do Povo no site do MDS;

    •    Portal Cidadão Caixa;

    •    Caixa Cidadão: 0800-726-0207.

    Canais para tirar dúvidas

    •    Disque Social 121 (MDS);

    •    FalaBR, do Governo Federal;

    •    SAC Caixa: 0800-726-0101;

    Gás do Povo chega a 15 milhões de famílias com nova expansão

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  • Globo pede desculpas por ligar Lula a Vorcaro em 'PowerPoint criminoso’

    Globo pede desculpas por ligar Lula a Vorcaro em 'PowerPoint criminoso’

    A emissora exibiu uma apresentação durante o ‘Estúdio I’ que ligava o presidente Lula com o banqueiro Daniel Vorcaro, sem apresentar provas; após repercussão negativa, Andréia Sadi leu uma nota pedindo desculpas

    Na última semana repercutiu, de forma muito negativa, um ‘PowerPoint’ apresentado durante o ‘Estúdio I’ da GloboNews, onde jornalistas da emissora carioca ligavam o presidente Lula ao banqueiro Daniel Vorcaro envolvido no escândalo do Banco Master. Nas redes, a TV Globo foi acusada de exibir um ‘material criminoso’ envolvendo Lula e o Partido dos trabalhadores, uma vez que as informações apresentadas não provavam uma suposta ligação com o caso.

    Nesta segunda-feira (23), a jornalista Andréia Sadi leu uma nota durante exibição do ‘Estúdio I’ com um pedido de desculpas: “Na sexta-feira (20), exibimos uma arte com o objetivo de apresentar as conexões de Daniel Vorcaro com políticos e acessos relevantes — como já fizemos em outras ocasiões. No entanto, o material estava errado e incompleto — e também não deixou claro o critério usado para a seleção das informações”, começou ao reproduzir a nota.

    A jornalista diz também que algumas pessoas citadas na apresentação aparecem em relatórios da Polícia Federal. “O conteúdo acabou misturando contatos institucionais com nomes que Vorcaro menciona como tendo relação contratual ou pessoal, além de outros nomes sob análise da Polícia Federal ou que, à luz das informações apuradas até aqui, podem ser classificados como não republicanos”, disse, mas esqueceu de relatar que a apresentação não citou os principais nomes que aparecem nas investigações.

    O público questionou o motivo da emissora tentar ‘esconder’ e não citar os governadores Tarcísio de Freitas e Ibaneis Rocha e o deputado Nikolas Ferreira, que já apareceram relacionados em investigações. “A arte também estava incompleta porque não foram incluídos nomes que já se tornaram públicos por envolvimento com o caso Master, como ministros do STF e políticos, nem ex-diretores do Banco Central que estão sob escrutínio da polícia por suspeita de corrupção na relação com o banqueiro“, continuou.

    Sadi reconheceu que o material não estava correto e que a emissora errou ao apresentar as informações: “Diante de um material incompleto e em desacordo com nossos princípios editoriais, nós pedimos desculpas”, finalizou.

    Nas redes sociais, o pedido de desculpas também não caiu bem e a credibilidade da emissora passou a ser questionada. Internautas apontam que a emissora tentar dar um ‘golpe’ como teria feito na época da Lava Jato. A GloboNews pediu desculpas pelo material com erros de informação, mas não citou o nome de Lula e do Partido dos Trabalhadores, que foram incriminados com a apresentação.

    “É muito triste perceber como alguns grandes veículos parecem dispostos a insistir no mesmo erro que ajudou a jogar o país na beira do abismo. Por uma agenda econômica que massacra o povo e favorece meia dúzia de bilionários, não se importam de sacrificar a própria credibilidade, as conquistas sociais e, inclusive, a própria democracia. Depois não entendem o descrédito do jornalismo”, disse um internauta no Instagram da emissora. “Adoraria ver a arte corrigida, com os personagens corretos, Bolsonaro, Tarcísio, etc. Quando será divulgada com enorme destaque? Curioso”, disparou outro. 

    Já que a informação falha foi identificada, o melhor jeito é corrigir aquela arte mostrando as verdadeiras relações não republicanas. Só assim o dano causado pode ser minorado”, disse a deputada Taliria Petrone.

    Globo pede desculpas por ligar Lula a Vorcaro em 'PowerPoint criminoso’

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  • Morre atriz de 'Superman' e indicada ao Oscar, Valerie Perrine

    Morre atriz de 'Superman' e indicada ao Oscar, Valerie Perrine

    A morte foi anunciada por Stacey Souther, uma amiga da artista, nas redes sociais; Perrine travou nos últimos anos uma batalha contra o Parkinson

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Valerie Perrine morreu aos 81 anos em Beverly Hills, Estados Unidos. A morte foi anunciada por uma amiga nas redes sociais. A informação foi divulgada pela revista Variety e confirmada em uma postagem de Stacey Souther no Facebook.

    A amiga disse que Perrine enfrentou o Parkinson sem perder a leveza. “É com profunda tristeza que compartilho a notícia devastadora de que Valerie faleceu. Ela enfrentou a doença de Parkinson com coragem e compaixão incríveis, sem reclamar uma única vez. Ela foi uma verdadeira inspiração, que viveu a vida ao máximo e que vida magnífica foi essa. O mundo parece menos bonito sem ela”, escreveu.

    Ela também divulgou uma vaquinha para custear o funeral. “Por favor, considere doar, compartilhar e ajudar a divulgar o GoFundMe do funeral. O desejo final dela é ser sepultada no cemitério Forest Lawn, mas depois de mais de 15 anos lutando contra o Parkinson, as finanças dela se esgotaram. Vamos nos unir para tornar o último desejo dela realidade, ela realmente merece”, afirmou.

    A ATRIZ RECEBEU O DIAGNÓSTICO DE PARKINSON EM 2015

    Perrine foi indicada ao Oscar de melhor atriz por ‘Lenny’, cinebiografia de Lenny Bruce dirigida por Bob Fosse. O longa de 1974 somou seis indicações à premiação, e ela interpretou Honey ao lado de Dustin Hoffman.

    Em “Superman” e “Superman II”, ela viveu Miss Teschmacher, namorada de Lex Luthor. A personagem aparece em uma cena decisiva do primeiro filme, quando ajuda o herói a escapar após ele ser enfraquecido por kryptonita.

    Nos anos 2000, a atriz foi lembrada por uma participação em “Do Que as Mulheres Gostam”. O filme de Nancy Meyers arrecadou US$ 374 milhões no mundo.

    Valerie também fez participações em séries como “Just Shoot Me!” e “Parceiros da Vida”. A última aparição no cinema foi em ‘Silver Skies’ (2014).

    Morre atriz de 'Superman' e indicada ao Oscar, Valerie Perrine

  • Ministro de Orbán vazou informações da UE para Rússia por anos, diz jornal

    Ministro de Orbán vazou informações da UE para Rússia por anos, diz jornal

    Alegação surge três semanas antes de eleições que prometem troca de poder na Hungria; segundo Washington Post, serviço secreto russo propôs encenar atentado contra premiê

    BERLIM, ALEMANHA (CBS NEWS) – A três semanas de uma eleição com potencial para tirá-lo do poder na Hungria, Viktor Orbán está sendo acusado de desviar informações da União Europeia para a Rússia. A revelação, feita pelo jornal americano The Washington Post, chega em um dos piores momentos da relação entre Budapeste e Bruxelas.

    Segundo reportagem publicada no sábado (21), Péter Szijjártó, ministro de Relações Exteriores da Hungria, há anos abastece seu par russo, Sergei Lavrov, com informações retiradas de reuniões do Conselho Europeu. De acordo com integrante de um serviço de inteligência, não identificado no relato, Szijjártó era tão frequente no contato que ligava para Lavrov até mesmo durante intervalos dos encontros, que reúnem representantes dos 27 países-membros do bloco.

    O alinhamento de Budapeste com Moscou não é novidade. Registros oficiais mostram que o ministro esteve 16 vezes na Rússia desde a invasão da Ucrânia, em 2022. Na última, em 4 de março, encontrou Vladimir Putin. Szijjártó reagiu no X após a publicação do texto.

    “Fake news, como sempre. Vocês estão espalhando mentiras para ajudar o Partido Tisza a instalar um governo fantoche pró-guerra na Hungria”, escreveu o ministro, em referência ao principal adversário do grupo de Orbán nas eleições parlamentares de 12 de abril.

    Segundo as últimas pesquisas, o partido de Péter Magyar tem 48% de apoio, contra 39% do Fidesz, ou União Cívica Húngara, legenda populista de Orbán. À frente do país desde 2010, acusado de instrumentalizar instituições e a imprensa, o primeiro-ministro é figura de proa do autoritarismo conservador europeu, colidindo frequentemente com líderes da UE.

    No último enfrentamento, na semana passada, Orbán usou o poder de veto para recusar um empréstimo de € 90 bilhões à Ucrânia. Em baixa nas pesquisas, transformou uma rusga com Volodimir Zelenski em questão de segurança nacional -a manutenção, em solo ucraniano, de um gasoduto russo que abastece a Hungria avariado na guerra.

    Daí a referência a um “governo fantoche pró-guerra” na postagem de Szijjártó. Em cartazes da campanha eleitoral, o presidente ucraniano e Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, são alvos frequentes. Ainda assim, Bruxelas e boa parte dos opositores têm adotado cautela nas manifestações.

    A ideia é evitar dar combustível para o sentimento nacionalista que o Fidesz busca explorar para reverter o quadro das pesquisas. Isso explica as reações tímidas ao veto da semana passada, algo que, em situações semelhantes, no passado, geraram pedidos de punição à Hungria e de mudança no processo decisório europeu, como chegou a fazer o alemão Friedrich Merz em 2025.

    No fim de semana, um dos poucos a comentar o relato do Post foi o primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, crítico frequente de Orbán. “Já tínhamos nossas suspeitas sobre isso há muito tempo”, escreveu no X. Ilustrando a divisão política que trava a Polônia neste momento, o presidente do país, Karol Nawrocki, está em Budapeste nesta segunda-feira (23) para participar da campanha do colega conservador.

    Não é o único a correr para ajudar Orbán. No sábado, foi a vez de Donald Trump declarar em vídeo seu apoio ao húngaro. No mês passado, Mark Rubio, secretário de Estado americano, declarou durante visita a Budapeste que o sucesso dele seria um sucesso americano. Outro que promete visitar o país é J.D. Vance, vice-presidente dos EUA.

    Citado como modelo no discurso reacionário internacional, o primeiro-ministro húngaro afunda nas pesquisas sobretudo por questões econômicas. Magya, um ex-aliado, adotou a bandeira anticorrupção, que ressoa a ligação de Orbán com Putin. A dependência do gás russo que o premiê usa como argumento no debate europeu, segundo denúncias, não seria uma construção de contingências, mas de interesses de pessoas próximas a seu gabinete.

    Já está documentada, no mínimo, a participação de Moscou na corrida eleitoral do país. Em geral acusado de interferir em eleições europeias, o serviço secreto russo, desta vez, trabalha para manter alguém no cargo, custe o que custar. Segundo o Post, o SVR recomendou “encenar uma tentativa de assassinato” de Orbán, algo que, na avaliação da agência de espionagem, mudaria o paradigma da eleição.

    Procurada pelo jornal americano, a assessoria de Orbán não respondeu a um pedido de comentário.

    Ministro de Orbán vazou informações da UE para Rússia por anos, diz jornal

  • Copa do Brasil terá 5 duelos entre times da Série A na 5ª fase

    Copa do Brasil terá 5 duelos entre times da Série A na 5ª fase

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – A CBF sorteou nesta segunda-feira (23) os confrontos da quinta fase da Copa do Brasil, que marca a entrada dos times da Série A do Brasileirão.

    Os jogos de ida estão previstos para os dias 22 e 23 de abril, enquanto a volta será em 13 e 14 de maio. A CBF ainda não oficializou as datas e horários dos confrontos. Os mandos serão sorteados ainda nesta segunda-feira (23).

    VEJA OS JOGOS

    Atlético-MG x Ceará
    Cruzeiro x Goiás
    Athletico x Atlético-GO
    Flamengo x Vitória
    Grêmio x Confiança-SE
    Vasco x Paysandu
    Fortaleza x CRB
    Bahia x Remo
    Botafogo x Chapecoense
    Red Bull Bragantino x Mirassol
    Corinthians x Barra-SC
    Fluminense x Operário-PR
    Palmeiras x Jacuipense
    Internacional x Athetic
    Santos x Coritiba
    São Paulo x Juventude

    OS TIMES DA SÉRIE A

    Flamengo
    Corinthians
    Palmeiras
    Atlético-MG
    São Paulo
    Fluminense
    Botafogo
    Athletico-PR
    Bahia
    Vasco
    Cruzeiro
    Grêmio
    Internacional
    Red Bull Bragantino
    Santos
    Vitória
    Coritiba
    Mirassol
    Chapecoense
    Remo

    Martín Anselmi foi o mais recente treinador a perder o cargo, sacado pelo Botafogo; argentinos respondem pela metade das demissões; ritmo de trocas é semelhante ao observado na edição do ano passado, quando foram sete técnicos demitidos depois de oito rodadas

    Folhapress | 14:12 – 23/03/2026

    Copa do Brasil terá 5 duelos entre times da Série A na 5ª fase

  • Dólar recua a R$ 5,22 e Bolsa sobe mais de 3% após Trump adiar ataques ao Irã

    Dólar recua a R$ 5,22 e Bolsa sobe mais de 3% após Trump adiar ataques ao Irã

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recuou em relação a ameaças contra o Irã; na mínima do pregão, a moeda norte-americana chegou a R$ 5,224, com queda de 1,67%

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar recua mais de 1% nesta segunda-feira (23), após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adiar por cinco dias ataques contra usinas de energia do Irã e mencionar a possibilidade de negociações com o país.

    Com o petróleo em baixa no exterior, às 15h, a moeda norte-americana cedia 1,60%, cotado a R$ 5,227, em linha com o movimento da commodity. Na mínima do pregão, o dólar chegou a R$ 5,215, em queda de 1,80%.

    No mesmo horário, a Bolsa brasileira avançava 3,28%, a 182.014 pontos, em meio a um maior apetite global por ativos de risco (na máxima, o avanço foi de 3,77%). Nos Estados Unidos, Dow Jones, Nasdaq e S&P 500 subiam em bloco, com alta de até 1,82%.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recuou em relação a ameaças de que destruiria usinas de energia iranianas, afirmando nesta que deu instruções para adiar quaisquer ataques militares por cinco dias.

    Em uma publicação no Truth Social, ele também disse que EUA e Irã tiveram conversas “muito boas e produtivas” nos últimos dois dias sobre uma “resolução completa e total das hostilidades no Oriente Médio”.

    O americano afirmou a jornalistas que está conversando com uma autoridade iraniana que não seria o líder supremo, Mojtaba Khamenei, e instou o país a parar de enriquecer urânio.

    Segundo a agência iraniana Mehr, a chancelaria do Irã disse que Trump só quer ganhar tempo para sua campanha militar e aliviar a pressão no mercado de petróleo, confirmou que há “iniciativas para reduzir a tensão”, mas que Teerã só aceitará propostas dos Estados Unidos diretamente.

    Segundo Otávio Araújo, consultor sênior da ZERO Markets Brasil, a recente declaração de Trump trouxe um alívio aos mercados por sinalizar uma desescalada no conflito. “Isso ajudou a contar a disparada do petróleo, que vinha pressionando Bolsas. Há diminuição no sentimento de risco e nos temores de interrupção na oferta de energia”.

    Nas últimas semanas, a tensão entre EUA, Israel e Irã afetou os mercados acionários, com uma busca por ativos de segurança. O comportamento conhecido como “fuga para qualidade” fez com que ativos como dólar e renda fixa se valorizassem.

    Para se ter uma noção, o índice DXY, que mede o desempenho da divisa americana ante uma cesta de seis moedas fortes, registra alta de 1,50% desde que a guerra no Oriente Médio começou. O Ibovespa, índice de referência do mercado acionário brasileiro, por outro lado, registra recuo de 3,6%.

    Além disso, há um temor de que a inflação suba mais caso o conflito dure por mais tempo, e as cotações do petróleo permaneçam em alta.

    Os preços da commodity dispararam após o fechamento do estreito de Hormuz, localizado na fronteira do Irã e por onde passa cerca de 20% da produção global da commodity.

    O anúncio da trégua nesta segunda, por outro lado, levou o preço do petróleo a despencar mais de 13% e chegar a US$ 91,89 (R$ 488,12), às 8h (horário de Brasília).

    Antes disso, o barril Brent vinha oscilando entre US$ 105 e US$ 109, sendo que a máxima foi de US$ 109,68 (R$ 582,62), às 5h15. Mas o anúncio feito por volta das 7h fez com que o preço desabasse rapidamente até atingir US$ 91,89.

    “O mercado deu uma boa recuperada, já que passou a apostar mais em vias diplomáticas para solucionar o conflito. Principalmente por causa do escoamento de petróleo, que costuma deixar os mercados muito tensos, já que pressiona bastante a inflação. Nas últimas semanas, o mercado vinha precificando juros mais altos por mais tempo justamente por essa pressão inflacionária”, diz Ian Lopes, economista da Valor Investimentos.

    O movimento do pregão desta segunda é inverso ao da sexta, quando o dólar disparou 1,81%, cotado a R$ 5,311, e a Bolsa tombou 2,24%, a 176.219 pontos.

    Na semana passada, Trump mobilizou um segundo grupo expedicionário de fuzileiros navais para a região, apesar de ter negado a intenção de enviar soldados para uma ação terrestre. A ideia seria tomar a ilha de Kharg para pressionar Teerã a reabrir o estreito de Hormuz, importante via de transporte do petróleo global.

    No mesmo dia, Trump descartou “botas no solo” -na mesma fala, contudo, disse que não contaria à imprensa se tivesse outra ideia.

    O estreito de Hormuz é um ponto estratégico de Teerã, que o militarizou, provavelmente colocando minas em trechos importantes para obrigar os navios que autoriza a passar a usar uma rota que passa por suas águas.

    No Brasil, a agenda do dia é esvaziada de indicadores. Às 10h30, o Banco Central realizou leilão de linha (venda de dólares com compromisso de recompra) de US$ 2 bilhões, para rolagem do vencimento de 2 de abril. Do total, US$ 1,8 bilhão foi vendido.

    Os leilões são intervenções do BC no câmbio. Na prática, eles servem para aumentar a quantidade de dólares disponíveis para os investidores, seguindo a lei da oferta e demanda. Ou seja, quanto mais moeda puder ser comprada, menor vai ser a cotação dela.

    Ainda no Brasil, destaque para a suspensão de operações no Tesouro Direto na abertura do mercado para conter a forte volatilidade de títulos. A plataforma ficou fora do ar até às 11h15 desta segunda.

    Na sexta-feira (20), a escalada da tensão entre EUA e Israel contra o Irã fez com que os juros futuros subissem, mas nesta segunda, com a sinalização de uma possível trégua, o movimento é inverso.

    Por volta das 13h desta segunda, na curva de juros, o contrato para janeiro de 2028 recuava de 14,122% do ajuste da sessão anterior para 13,900% (queda de 22 pontos-base). Ou seja, o mercado espera juros menores em dois anos. Já para janeiro de 2035, o recuo era de 19 pontos-base, passando de 14,040% para 13,850%.

    Dólar recua a R$ 5,22 e Bolsa sobe mais de 3% após Trump adiar ataques ao Irã

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia