Blog

  • Arsenal derrota Atlético e volta à final da Champions League após 20 anos

    Arsenal derrota Atlético e volta à final da Champions League após 20 anos

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O Arsenal levou ao delírio os torcedores presentes no Emirates Stadium, em Londres, na noite de terça-feira (5), e avançou pela segunda vez em sua história à final do principal campeonato europeu. Com uma vitória por 1 a 0 sobre o Atlético de Madrid, obteve sua classificação para a decisão da edição 2025/26 da Champions League, contra Bayern ou Paris Saint-Germain.

    Após um empate por 1 a 1 no jogo de ida, na semana passada, em Madri, o gol do atacante Bukayo Saka na partida de volta foi suficiente para definir a vaga. O placar foi definido em um rebote no finalzinho do primeiro tempo, e os donos da casa tiveram consistência para sustentar a vantagem após o intervalo.

    A equipe do norte londrino, assim, está de volta à decisão após 20 anos. Em sua experiência anterior, a talentosa geração que tinha nomes como Thiery Henry, Sol Campbell, Ashley Cole, Fredrik Ljungberg, Gilberto Silva e Robert Pirès esteve perto do título no Stade de France, em Saint-Denis, nos arredores de Paris.

    Mesmo jogando com um a menos desde os 18 minutos do primeiro tempo, por causa da expulsão do goleiro Jens Lehmann, o Arsenal conseguiu sair na frente, em um cabeceio de Campbell, aos 37. Na etapa final, a equipe segurou o Barcelona até um lance em que Samuel Eto’o recebeu livre, aos 31. Aos 36, o brasileiro Belletti marcou seu nome na competição e deu o troféu ao time catalão.

    Arsenal derrota Atlético e volta à final da Champions League após 20 anos

  • Imprensa volta a sede do governo Milei após 11 dias de bloqueio a jornalistas

    Imprensa volta a sede do governo Milei após 11 dias de bloqueio a jornalistas

    Dois repórteres ainda estão vetados, e profissionais que entraram na Casa Rosada apontam limitações de circulação. Chefe de gabinete de Milei defende novo protocolo e diz que governo está ‘plenamente a favor da liberdade de imprensa’

    BUENOS AIRES, ARGENTINA (CBS NEWS) – A sala de imprensa da Casa Rosada foi reaberta nesta segunda-feira (4) após um hiato de 11 dias em que jornalistas foram proibidos pelo governo Javier Milei de entrar na sede do Executivo, uma medida inédita na história recente da Argentina.

    O caso teve início após a emissora Todo Noticias exibir imagens do interior do prédio feitas com óculos inteligentes.

    A retomada ocorreu com relatos de restrições, no entanto. Jornalistas apontaram retenção de credenciais, escolta de agentes de segurança e limitação de deslocamento dentro do prédio, em especial nos locais em que os profissionais conseguiam informações de bastidores.

    “O governo decidiu que os jornalistas que circulam pelos corredores do Balcarce 50 há anos não poderão mais fazê-lo”, afirmou o repórter Fabian Waldman na rede social X, referindo-se ao endereço da Casa Rosada. As restrições impediam que os jornalistas vissem a chegada de autoridades para reuniões, segundo ele. “Em resumo, um pouco de obscurantismo. [Querem] ocultar o que o governo não quer que descubram, ao contrário dos governos anteriores, incluindo a própria ditadura militar.”

    Além disso, a Associação de Entidades Jornalísticas da Argentina (Adepa) disse em suas redes que ao menos dois jornalistas continuam barrados. “O trabalho dos jornalistas na sede do Estado não é um privilégio da mídia, mas um direito de seus leitores -e da cidadania como um todo- de ter acesso a informação pública, de compreender o funcionamento institucional e de ter garantida a liberdade de expressão”, afirmou a organização.

    Os jornalistas foram recebidos com uma entrevista coletiva do chefe de gabinete Manuel Adorni. Segundo ele, as novas regras são parte de um “novo protocolo” para “fazer cumprir a norma, não censurar a liberdade de expressão”. Questionado sobre o bloqueio de dois jornalistas, afirmou que “todos os indivíduos credenciados e com a documentação em ordem não devem ter problemas para entrar”.

    “Sob nenhum outro governo vocês tiveram tanta liberdade para dizer o quisessem, quando quisessem e onde quisessem. Por isso surpreende algumas declarações que fizeram nos últimos dias classificando o fechamento temporário da sala de imprensa como uma suposta violação à liberdade de expressão”, disse, a despeito do fato de que em nenhum momento o governo deixou claro que a restrição era temporária.

    Adorni também voltou a criticar a exibição das imagens internas da Casa Rosada como uma “grave violação da segurança”. “Pareceria normal que um jornalista se infiltrasse na Casa Branca, por exemplo, nos Estados Unidos, com óculos espiões e não houvesse nenhum tipo de consequência?”, afirmou.

    O uso de óculos inteligentes na sede do Executivo americano já ocorreu, na verdade. Em janeiro deste ano, Jon Michael Raasch, repórter do jornal britânico Daily Mail, fez gravações com o acessório em duas entrevistas coletivas da porta-voz do governo, Karoline Leavitt. Semanas depois, disse que um funcionário o informou que esse tipo de óculos é proibido no prédio.

    Na Argentina, a Casa Militar, agência responsável pela segurança do presidente, apresentou uma queixa contra Nacho Salerno, o repórter que gravou as imagens com os óculos inteligentes, e Luciana Geuna, apresentadora do programa em que as imagens foram exibidas. Milei ainda compartilhou em rede social uma imagem manipulada mostrando a jornalista algemada e vestindo um uniforme de detenta.

    “Ser corrupto, aceitar subornos e violar as leis de segurança não fica impune. Algum dia, os lixos imundos dos jornalistas (95%) terão que entender que não estão acima da lei. Eles abusaram do sistema legal. Isso não fica impune”, afirmou na ocasião o presidente argentino.

    Ao comentar o caso em seu programa, Geuna disse que a filmagem “não se tratava de uma gravação clandestina”, mas de um recurso “para contar a história política de uma forma mais visual, narrando-a a partir dos corredores comuns da Casa Rosada”.

    “Para vocês terem uma ideia, cada uma das imagens que gravamos está em áreas que são repetidas milhares de vezes nas redes sociais, quando os alunos fazem visitas guiadas à Casa Rosada e, com seus celulares, gravam a visita. Elas também aparecem no Google Street View”, disse a apresentadora.

    Uma semana após a decisão do governo Milei, a ONG Repórteres Sem Fronteiras mostrou que a Argentina caiu 11 posições em seu ranking anual de liberdade de imprensa, ficando em 98º lugar entre 180 países -o pior resultado desde 2002, quando a entidade começou a fazer a série.

    Apesar das restrições, os jornalistas puderam perguntar a Adorni sobre as acusações de enriquecimento ilícito das quais ele é alvo e que têm contribuído para a queda de popularidade de Milei. Questionado sobre a nova revelação do jornal Clarín sobre mais uma viagem de luxo suspeita, o chefe de gabinete respondeu: “Não li.”

    Imprensa volta a sede do governo Milei após 11 dias de bloqueio a jornalistas

  • Desenrola é liberado, e renegociação de dívidas podem ser feitas

    Desenrola é liberado, e renegociação de dívidas podem ser feitas

    Com sistema no ar, bancos podem ofertar acordos; Febraban afirma que todos os clientes elegíveis terão oportunidade de participar ao longo do período de adesão

    O governo federal liberou às 18h desta terça-feira (5) o sistema que viabiliza a nova fase do programa Desenrola Brasil.

    A liberação da infraestrutura do Fundo Garantidor de Operações (FGO) pelo Ministério da Fazenda permite que bancos registrem oficialmente as renegociações e ampliem a oferta aos clientes.

    Na prática, isso significa que o programa passa a operar de forma completa, com maior alcance e integração entre instituições financeiras.

    O que é o Desenrola

    O Desenrola Brasil é uma iniciativa do governo para ajudar pessoas endividadas a renegociar débitos com condições facilitadas. A expectativa é que o programa alcance até 27 milhões de brasileiros e viabilize a renegociação de cerca de R$ 100 bilhões em dívidas.

    A proposta é permitir que consumidores com contas em atraso consigam descontos, novos prazos e condições de pagamento mais acessíveis.

    O que muda com a liberação

    Com o sistema do FGO em funcionamento, os bancos passam a registrar as operações dentro do programa, o que garante segurança e viabilidade às renegociações.

    Na prática:

    As instituições podem formalizar os acordos dentro do Desenrola;O governo passa a oferecer garantias para parte das operações;O volume de ofertas tende a aumentar nos próximos dias.

    Antes mesmo da liberação completa, algumas instituições financeiras já haviam iniciado ofertas ou coletado pedidos de clientes interessados.

    Como participar

    O acesso ao programa é feito diretamente pelos canais dos bancos, como aplicativos e sites. Cada instituição identifica automaticamente os clientes elegíveis e apresenta propostas de renegociação.

    O consumidor pode:

    Consultar dívidas disponíveis para negociação;Avaliar descontos e condições oferecidas;Fechar o acordo de forma digital.

    Preparação dos bancos

    Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o setor financeiro já está preparado para operar o programa. As instituições realizaram testes de integração com o sistema nos últimos dias e ajustaram suas plataformas para suportar a nova fase.

    A expectativa é que a execução ganhe escala de forma gradual, devido ao grande volume de dados e à complexidade operacional.

    Próximos passos

    O programa ainda passa por etapas finais de formalização, como publicação de normas e ajustes operacionais.

    No fim da tarde, o governo publicou uma portaria e dois decretos que regulamentam o Novo Desenrola. Mesmo assim, a liberação do sistema marca o início efetivo da nova rodada de renegociação em larga escala.

    A Febraban afirma que todos os clientes elegíveis terão oportunidade de participar ao longo do período de adesão, à medida que os bancos ampliem a oferta de propostas.

    Desenrola é liberado, e renegociação de dívidas podem ser feitas

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Pussycat Dolls cancelam 32 shows da turnê de reunião na América do Norte

    Pussycat Dolls cancelam 32 shows da turnê de reunião na América do Norte

    Grupo manterá apenas uma apresentação em Los Angeles. Retorno havia sido anunciado em março, com mais de 50 datas

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O grupo Pussycat Dolls divulgou um comunicado em suas redes sociais, informando o cancelamento de 32 shows que aconteceriam na América do Norte, em países como Estados Unidos, Canadá e México. Essas apresentações faziam parte da turnê de reunião do grupo.

    Segundo a equipe, a produção planejava levar o show ao redor do mundo, mas, depois de uma “avaliação honesta”. segundo a nota, decidiu-se pelo cancelamento de quase todas as datas na América do Norte.

    A exceção é um show previsto para o dia 6 de junho, no festival Outloud, durante o WeHo Pride, em Los Angeles, cidade onde o grupo iniciou carreira.

    O comunicado traz instruções também para o reembolso para quem havia comprado os ingressos.

    As Pussycat Dolls anunciaram o retorno nas redes sociais, em março, com mais de 50 apresentações na América do Norte, Europa e Reino Unido. O grupo foi formado em 1995 por Nicole Scherzinger, Ashley Roberts, Carmit Bachar, Jessica Sutta, Kimberly Wyatt e Melody Thornton, e foi fundado pela coreógrafa Robin Antin.

    Pussycat Dolls cancelam 32 shows da turnê de reunião na América do Norte

  • Gilmar tranca ação penal contra Nuzman por suposta propina por Rio-2016

    Gilmar tranca ação penal contra Nuzman por suposta propina por Rio-2016

    RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), trancou nesta segunda-feira (4) a ação penal contra Carlos Arthur Nuzman, ex-presidente do COB (Comitê Olímpico do Brasil), que tratava do suposto pagamento de propina a membros do COI (Comitê Olímpico Internacional) para a escolha do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos de 2016.

    A decisão estendeu ao dirigente os efeitos da determinação do magistrado em favor de Leonardo Gryner, ex-diretor de marketing do COB, também acusado no processo. O trancamento encerra a acusação contra Nuzman, que comandou o esporte olímpico nacional por 22 anos.

    Mendes entendeu que a equiparação dos dirigentes esportivos a funcionários públicos não se sustenta. Essa interpretação era uma das bases para que a acusação fosse mantida.

    “A invocação genérica de relevância institucional, recebimento de verbas públicas ou sujeição a controle externo não basta, por si só, para converter um agente privado em servidor público para fins penais, conclusão que se mantém íntegra à luz das exigências constitucionais e legais que regem o direito penal”, escreveu o ministro.

    O argumento da defesa de Nuzman era o de que a acusação refletia um caso de corrupção privada, crime não tipificado no país. O Ministério Público Federal, por sua vez, argumentava que, com a escolha da cidade, o comitê organizador dos Jogos, presidido por Nuzman, obteve verbas públicas por meio de patrocínios de estatais e beneficiou membros da suposta quadrilha de Cabral em contratos do comitê organizador Rio-2016.

    Mendes afirmou que “a equiparação exige, em moldes inequívocos, que a entidade configure ‘empresa prestadora de serviço contratada ou conveniada para a execução de atividade típica da administração pública’, requisito que não se ajusta à natureza jurídica do Comitê Olímpico do Brasil”.

    Nuzman foi acusado de intermediar o pagamento de US$ 2 milhões (R$ 3,56 milhões na cotação da época, R$ 8,78 milhões em valores corrigidos) ao senegalês Lamine Diack, membro do COI e presidente da Federação Internacional de Atletismo, para a compra de votos na escolha de outubro de 2009 que definiu o Rio de Janeiro como sede dos Jogos.

    Além do dirigente, foram acusados Gryner, o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral e o empresário Arthur Soares. De acordo com o MPF, o dinheiro usado para o pagamento era parte da propina paga por Soares a Cabral por esquemas de corrupção sua gestão (2007-2014) no governo fluminense.

    Nuzman sempre negou a acusação. Afirmou que não tinha conhecimento de nenhum pagamento e que a escolha do Rio de Janeiro foi resultado do esforço empenhado pelo comitê de candidatura.

    Cabral também negou, inicialmente, a acusação. Em 2018, chegou a classificar a acusação da Procuradoria como um “preconceito racial”.

    Contudo, o ex-governador mudou a estratégia de defesa em 2019, decidiu confessar e, em novo depoimento, confirmou o pagamento de propina. Ele afirmou que o dinheiro repassado compraria até nove votos, citando ex-atletas estrangeiros.

    Disse também que o presidente Lula (PT) e o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), ambos à época no cargo, sabiam do pagamento, mas sem participação na negociação ou operação do pagamento. Eles negam.

    Após ter obtido a liberdade em 2021, o ex-governador voltou a negar o pagamento de propina.

    Quatro cidades foram candidatas na eleição de 2009 -além do Rio, concorreram Madri, Tóquio e Chicago. A vitoriosa foi definida por eliminação. A cada rodada, o COI retirava da disputa a cidade menos escolhida, iniciando nova votação.

    Na primeira rodada de votação, a cidade brasileira teve 26 votos, enquanto a norte-americana foi eliminada com 18. Ao final, o Rio de Janeiro teve 66 votos contra 32 de Madri, a maior diferença de votos na história do COI.

    Nuzman chegou a ficar preso preventivamente por 15 dias, mas foi solto por habeas corpus do STJ (Superior Tribunal de Justiça). A investigação levou à renúncia do cartola da presidência do COB após 22 anos no comando da entidade.

    Ele também foi condenado a quase 31 anos de prisão, e Cabral, a 10 anos e 8 meses pelo juiz Marcelo Bretas. O TRF-2 (Tribunal Regional Federal da 2ª Região) anulou a sentença em março de 2024, avaliando que o magistrado não tinha competência para analisar aquele processo.

    A ação penal voltou à estaca zero e foi enviada ao STJ após o STF (Supremo Tribunal Federal) ter alterado seu entendimento sobre a aplicação do foro especial. A acusação contra Cabral e Soares continya válida.

    Desde a prisão, Nuzman permanece como membro honorário suspenso do COI. A entidade aguarda a conclusão do caso.

    Gilmar tranca ação penal contra Nuzman por suposta propina por Rio-2016

  • O que é e como se transmite o hantavírus, responsável por três mortes em cruzeiro no Atlântico

    O que é e como se transmite o hantavírus, responsável por três mortes em cruzeiro no Atlântico

    Vírus é transmitido por roedores silvestres e pode causar insuficiência respiratória fatal. No Brasil, foram registrados mais de 2.300 casos da doença entre 1993 e 2024

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Três mortes e quatro infecções a bordo de um cruzeiro no Atlântico chamaram a atenção de autoridades internacionais de saúde para o hantavírus nesta semana. Nesta terça-feira (5), a OMS (Organização Mundial da Saúde) anunciou sete casos da doença no navio MV Hondius, ancorado ao largo de Cabo Verde -dois confirmados em laboratório e cinco suspeitos.

    A embarcação havia partido de Ushuaia, no extremo sul da Argentina, em março, em uma expedição pela Antártida e por ilhas remotas do Atlântico Sul. O navio transportava cerca de 150 passageiros, em sua maioria britânicos, americanos e espanhóis, com passagens que custavam entre R$ 88 mil e R$ 139 mil. A OMS suspeita que houve transmissão do vírus entre pessoas a bordo.

    A doença, mais comum em zonas rurais, é pouco conhecida pelo público urbano. A Folha de S.Paulo reuniu as principais dúvidas sobre o vírus.

    O QUE É O HANTAVÍRUS?

    É um vírus do gênero Orthohantavirus, agente causador da hantavirose, doença que pode provocar insuficiência respiratória grave e fatal. Existem mais de 40 tipos do vírus no mundo. Nas Américas, a manifestação mais comum é a Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus, que afeta o coração e os pulmões. Cerca de 40% dos casos resultam em morte, segundo os CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças) dos Estados Unidos.

    COMO O VÍRUS É TRANSMITIDO?

    O principal meio de transmissão é o contato com roedores silvestres, conhecidos como ratos do mato. O vírus é eliminado pela urina, fezes e saliva desses animais. A infecção ocorre principalmente quando uma pessoa inala aerossóis contaminados, como ao varrer locais onde esses roedores viveram. Ratos urbanos comuns, como ratazanas e camundongos, estão mais associados à leptospirose do que ao hantavírus.

    COMO FOI A TRANSMISSÃO NO CRUZEIRO?

    A hipótese da OMS é que os primeiros infectados, um casal holandês, contraíram o vírus fora do navio, possivelmente durante atividades de observação de aves na Argentina. A cepa envolvida seria o Andes, que circula na América do Sul. A partir daí, teria ocorrido transmissão entre humanos a bordo, entre pessoas em contato próximo que compartilhavam cabines. Embora rara, essa forma de contágio já foi documentada em surtos anteriores da cepa Andes.

    O HANTAVÍRUS OCORRE NO BRASIL?

    Sim. Entre 1993 e 2024, foram registrados 2.377 casos no país, com 540 mortes, segundo o Ministério da Saúde. A maioria ocorre na zona rural, que concentra cerca de 70% dos casos. Em 2025, foram notificados 28 casos. Nos primeiros quatro meses de 2026, já são seis registros. O vírus é mais frequente em países da América do Sul, e o Brasil é um dos mais afetados na região.

    QUAIS SÃO OS SINTOMAS INICIAIS DA DOENÇA?

    A fase inicial dura de três a cinco dias e se assemelha a uma gripe ou virose comum. Os sintomas incluem febre alta, dor de cabeça, dores no corpo e manifestações gastrointestinais como náusea, vômito, diarreia e dor abdominal. Por essa semelhança com outras doenças, o diagnóstico precoce é difícil.

    QUANDO A DOENÇA FICA GRAVE?

    A fase cardiopulmonar pode se instalar entre 4 e 24 horas após o surgimento de tosse e dificuldade respiratória. Nessa etapa, o quadro inclui respiração acelerada, pressão baixa, acúmulo de líquido nos pulmões e taquicardia. Na América do Sul, podem ocorrer ainda manchas vermelhas na pele, sangue na urina e rubor facial. Casos graves exigem internação em UTI e suporte ventilatório. Não existe tratamento específico.

    QUAIS SÃO OS FATORES DE RISCO?

    O desmatamento e a expansão de áreas urbanas para regiões rurais aumentam o contato entre humanos e roedores silvestres. Atividades como limpar celeiros, estábulos ou locais infestados de ratos elevam o risco, assim como trabalhos agrícolas e de controle de pragas. A observação de aves em áreas naturais, como a realizada pelos passageiros do cruzeiro, pode ser outro fator de exposição.

    COMO PREVENIR A INFECÇÃO?

    Não há vacina eficaz disponível nas Américas. A prevenção passa por evitar o contato com roedores e suas excretas. As recomendações da Opas (Organização Pan-Americana da Saúde) incluem vedar a entrada de roedores nos ambientes, guardar alimentos adequadamente, manter o terreno limpo e usar ratoeiras convencionais. Lavar bem frutas, bebidas em lata e as mãos também é indicado em locais onde pode haver contaminação.

    QUE CUIDADOS TOMAR EM LOCAIS POSSIVELMENTE CONTAMINADOS?

    Antes de entrar no local, é preciso ventilar o espaço por pelo menos 30 minutos. A limpeza deve ser feita com solução de água sanitária na proporção de um para dez, ou com detergente. Varrer é contraindicado, pois dispersa os resíduos contaminados no ar. Durante todo o processo, é obrigatório o uso de luvas de borracha ou plástico.

    O que é e como se transmite o hantavírus, responsável por três mortes em cruzeiro no Atlântico

  • Blake Lively não recebeu qualquer indenização de Justin Baldoni, diz site

    Blake Lively não recebeu qualquer indenização de Justin Baldoni, diz site

    Processo envolvia acusações de assédio sexual e ambiente de trabalho hostil. Atriz havia pedido indenização de mais de R$ 800 milhões

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – É assim que acaba o processo movido por Blake Lively contra Justin Baldoni. A atriz e o diretor da adaptação do livro de Colleen Hoover fecharam um acordo que encerra a disputa sem pagamento de indenização a Lively, segundo o TMZ. O acordo também não prevê pedidos de desculpas pela parte do ator

    A ação envolvia acusações feitas pela atriz sobre condutas de Baldoni nos bastidores de “É Assim Que Acaba” incluindo alegações de assédio sexual e criação de um ambiente de trabalho hostil. O caso ganhou ainda mais tensão nos últimos meses, com outras alegações de Blake Lively sobre suposta retaliação e difamação, além de um pedido de indenização de mais de R$ 800 milhões.

    Segundo o site, a atriz reforçou sua equipe jurídica nos últimos meses ao contratar o escritório Sussman Godfrey, conhecido por casos de grande escala. Ainda assim, decisões judiciais recentes anularam 10 das 13 acusações. Isso teria enfraquecido pontos centrais das alegações e aberto caminho para um acordo.

    Na segunda-feira (4), advogados de ambas as partes divulgaram uma nota conjunta confirmando o encerramento do processo. O texto afirma que o filme segue como motivo de orgulho para os envolvidos e destaca a importância de ampliar o debate sobre violência doméstica, além de reforçar o compromisso com ambientes de trabalho livres de condutas inadequadas.

    Blake Lively não recebeu qualquer indenização de Justin Baldoni, diz site

  • Dólar fecha a R$ 4,91, menor nível em mais de dois anos

    Dólar fecha a R$ 4,91, menor nível em mais de dois anos

    Bolsa sobe com queda do petróleo e avança 0,62%, aos 186.753 pontos; conflito no Oriente Médio bloqueia o fluxo no estreito de Hormuz, via por onde passa cerca de 20% do abastecimento mundial de petróleo e gás

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar fechou em queda de 1,09%, cotado a R$ 4,912, nesta terça-feira (5), beneficiado pelo maior apetite global por risco e pela repercussão da ata do Copom (Comitê de Política Monetária). A moeda norte-americana encerrou o dia no menor valor desde 26 de janeiro de 2024, quando havia atingido R$ 4,911.

    Durante o pregão, a queda dos preços internacionais do petróleo levou investidores a buscarem ativos de maior risco, como mercados emergentes e ações.

    Por outro lado, o documento do Banco Central reforçou uma postura mais cautelosa, interpretada como positiva por analistas do mercado local ao sustentar o diferencial de juros do Brasil.

    A Bolsa brasileira acompanhou o movimento e avançou 0,62%, aos 186.753 pontos. O destaque da sessão foi a Ambev -que subiu até 17%, após divulgar resultados mais fortes do que o esperado no primeiro trimestre.

    Investidores continuaram acompanhando o cenário de tensão no Oriente Médio nos mercados doméstico e internacional. Relatos de passagens de embarcações animaram analistas e reverberaram nas cotações de petróleo.

    O conflito no Oriente Médio bloqueia o fluxo no estreito de Hormuz, via por onde passa cerca de 20% do abastecimento mundial de petróleo e gás. A paralisação tem gerado um temor de um repique inflacionário global por levar os preços de petróleo a dispararem.

    As cotações da commodity subiram mais de 5% na segunda-feira (4), mas registram queda durante o pregão desta terça. Por volta das 17h, o Brent, referência mundial, era negociado a US$ 110,13, em queda de 3,78%.

    O comportamento de apetite por risco foi global. Nos EUA, as Bolsas S&P 500 e Nasdaq registraram recordes de fechamento e encerraram com altas de 0,88%, a 7.263 pontos, e 1,03%, a 25.326 pontos, respectivamente.

    No câmbio, o dólar também se desvalorizou frente a moedas emergentes, como peso mexicano e rand sul-africano.

    O ânimo foi despertado pela passagem de navegações pelo estreito. Segundo a empresa Maersk, uma das principais do transporte marítimo, um de seus navios-petroleiros, Alliance Fairfax, conseguiu atravessar a via sem incidentes.

    As incertezas, contudo, persistem. Nesta tarde, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, minimizou a capacidade militar do Irã e disse que o país deveria “hastear a bandeira branca”. Teerã, por sua vez, aumentou o tom das ameaças.

    “Sabemos perfeitamente que a continuidade da situação atual é insustentável para os Estados Unidos, enquanto nós ainda nem começamos”, disse Mohamad Bagher Ghalibaf, chefe do Parlamento e o principal negociador do Irã, em uma mensagem na rede social X (ex-Twitter).

    No ambiente doméstico, ata do Copom foi o destaque. No documento divulgado nesta terça-feira, o comitê disse ver impacto do conflito no Oriente Médio sobre a inflação e piora nas expectativas no longo prazo.

    O colegiado do Banco Central optou por um ajuste conservador após ver as projeções para inflação mais distantes da meta de 3% e não sinalizou abertamente o rumo de seus próximos movimentos.

    O alvo central do BC é 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. No atual modelo, de meta contínua, o Banco Central considera o objetivo descumprido quando a inflação acumulada permanece durante seis meses seguidos fora do intervalo, que vai de 1,5% (piso) a 4,5% (teto).

    No acumulado de 12 meses até março, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) chegou a 4,14%. O IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15), que sinaliza uma tendência para a inflação oficial do país, mostrou em abril pressão sobre preços de combustíveis e alimentos.

    O comitê, contudo, afirmou que os eventos recentes não impedem a continuação do ciclo de queda de juros, julgando a redução de 0,25 ponto percentual na taxa básica como a mais adequada.

    Dirigentes do Copom já afirmaram que o ritmo de corte deve continuar por aqui pela Selic estar com uma “gordura extra”.

    Analistas afirmam que a ata não define os próximos passos do Copom, mas reforça uma postura de maior cuidado da instituição.

    Para Otávio Araújo, consultor sênior da Zero Markets Brasil, a ata do Copom deve ser lida como uma peça-chave para calibrar as apostas sobre a Selic, “especialmente depois da alta recente do petróleo e da elevação das incertezas geopolíticas no Oriente Médio”.

    Gabriel Pestana, economista sênior da Genial Investimentos, reforça que a ata não sinaliza corte em junho, mas também não descarta o cenário-base de reduções. “Avaliamos que a ata de hoje segue consistente com a nossa expectativa de que o comitê cortará a Selic”, diz

    Ricardo Trevisan, CEO da Gravus Capital, afirma que o comunicado reforça que a taxa está sendo reprecificada para cima. “Para o investidor, a leitura prática é que juro real alto veio para ficar mais tempo”.

    A postura mais cautelosa do Copom sinaliza que o diferencial de juros do Brasil deve se manter, principalmente em relação aos EUA. Na quarta-feira passada, o Fed manteve a taxa de juros inalterada na faixa de 3,5% a 3,75%. No mesmo dia, o Copom anunciou um corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros, levando a Selic a 14,5% ao ano.

    Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad, vê uma combinação de dólar global mais fraco e fluxo favorável para ativos de risco favorecendo o Brasil. “Há uma percepção de descompressão no Irã, apesar de o cessar-fogo continuar frágil. Ao mesmo tempo, o mercado local ainda se beneficia do diferencial de juros”.

    Para Márcio Rialba, head da mesa de operações da StoneX, o dólar em queda sinaliza o diferencial de juros doméstico voltando a pesar. “A combinação de dólar global mais comportado, entrada de recursos para renda fixa local e desempenho favorável das commodities sustenta o real. Além disso, a leitura de política monetária ainda contracionista no Brasil reforçam o carry trade”.

    No carry trade, investidores captam recursos em economias com juros mais baixos, como os Estados Unidos, e aplicam em ativos de países com taxas mais elevadas, como o Brasil, buscando ganhos com o diferencial de juros. O comportamento é citado como um dos principais responsáveis pela alta recente da Bolsa e do real.

    Dólar fecha a R$ 4,91, menor nível em mais de dois anos

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Presidente do PT admite que Rodrigo Pacheco não deve ser candidato em Minas Gerais

    Presidente do PT admite que Rodrigo Pacheco não deve ser candidato em Minas Gerais

    Lula queria que senador disputasse governo do estado; Edinho Silva, presidente do Partido dos Trabalhadores, falou em reunião fechada com correligionários

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O presidente do PT, Edinho Silva, disse a correligionários nesta terça-feira (5) que o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) não deve concorrer ao governo de Minas Gerais. Ele era o nome favorito do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para encabeçar uma chapa na eleição estadual e apoiá-lo na disputa por um novo mandato à frente do Palácio do Planalto.

    Edinho falou sobre o assunto com correligionários em reunião do GTE (grupo de trabalho eleitoral) do PT. O órgão partidário se reúne semanalmente para discutir as alianças para a disputa deste ano.

    Pacheco em momento algum fez um movimento decisivo para se candidatar, o que já vinha incomodando petistas. Além disso, setores do PT avaliam que ele ajudou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), na articulação que levou à rejeição do indicado de Lula para uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal), Jorge Messias.

    O presidente da República, porém, havia indicado a aliados que ainda queria insistir na aliança. Edinho ainda deve tentar conversar com o senador sobre o assunto.

    A cúpula do PT também decidiu procurar o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) para discutir uma aliança com Lula em Minas Gerais. Kalil é pré-candidato ao governo do estado, e o PDT busca apoio petista para a eleição mineira.

    A aliança em Minas Gerais é um dos principais problemas da candidatura de reeleição de Lula. O estado é o segundo com mais eleitores no país. O petista precisa de aliados fortes no local para dar volume à sua campanha.

    Presidente do PT admite que Rodrigo Pacheco não deve ser candidato em Minas Gerais

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Após sucesso em 'O Agente Secreto', Tânia Maria volta a vender tapetes

    Após sucesso em 'O Agente Secreto', Tânia Maria volta a vender tapetes

    Mesmo após o reconhecimento no cinema, Tânia Maria decidiu continuar confeccionando tapetes. Cada peça segue sendo vendida por R$ 80

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Após ganhar visibilidade com o filme “O Agente Secreto”, Tânia Maria, 79, retomou a produção de tapetes para venda e compartilhou nas redes que está com a rotina de trabalho intensa.

    A atriz potiguar publicou um vídeo em que aparece confeccionando peças de banheiro, atividade que exerce há mais de duas décadas. “Produção a todo vapor”, escreveu na legenda.

    Mesmo após o reconhecimento no cinema, Tânia decidiu manter o preço dos produtos. Cada tapete segue sendo vendido por R$ 80. Ela vive com a família em uma casa simples no distrito de Santo Antônio de Cobra, em Parelhas, no interior do Rio Grande do Norte, ao lado da filha Shirley, do genro João, da neta Jácylla e do bisneto Giovanni.

    A trajetória artística começou de forma inesperada. Aos 72 anos, foi descoberta pelo diretor Kleber Mendonça Filho durante testes para figurantes de “Bacurau”, em 2018. Desde então, participou de oito produções e conquistou prêmios como o de Melhor Atriz Coadjuvante pela International Cinephile Society. “O Agente Secreto”, produção mais recente da qual participou, disputou quatro categorias no Oscar deste ano: Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Ator, com Wagner Moura, e Melhor Seleção de Elenco.

    Após sucesso em 'O Agente Secreto', Tânia Maria volta a vender tapetes