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  • Brasil condena pela 1ª vez repressão do regime do Irã contra protestos, mas se abstém em votação na ONU

    Brasil condena pela 1ª vez repressão do regime do Irã contra protestos, mas se abstém em votação na ONU

    “Condenamos fortemente o uso de força letal contra manifestantes pacíficos e estamos preocupados com relatos de prisões arbitrárias e de crianças como alvo. Notamos que bloqueios da internet violam o direito de liberdade de expressão, incluindo de acesso à informação”, afirmou Tovar da Silva Nunes, embaixador do Brasil na ONU em Genebra (Suíça).

    GUILHERME BOTACINI
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – A representação do Brasil no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas condenou a repressão violenta contra manifestantes no Irã, nesta sexta-feira (23). É a primeira vez, desde o início da onda mais recente de protestos no país persa, em dezembro, que a diplomacia brasileira condena o uso da força.

    “Condenamos fortemente o uso de força letal contra manifestantes pacíficos e estamos preocupados com relatos de prisões arbitrárias e de crianças como alvo. Notamos que bloqueios da internet violam o direito de liberdade de expressão, incluindo de acesso à informação”, afirmou Tovar da Silva Nunes, embaixador do Brasil na ONU em Genebra (Suíça).

    Anteriormente, manifestações do governo brasileiro afirmavam apenas acompanhar com preocupação os protestos e lamentar as mortes.

    A diplomacia brasileira, no entanto, absteve-se de votação de resolução levada ao conselho e patrocinada por países críticos do regime iraniano, como Alemanha, Islândia, Reino Unido, Macedônia do Norte e Moldova. O texto, aprovado por 25 votos a favor, 7 contra e 14 abstenções, pede a extensão de investigações sobre eventuais violações de direitos humanos no Irã.

    O posicionamento condiz com o histórico recente brasileiro em temas correlatos envolvendo o país persa.

    “O Brasil sustenta que apenas o povo iraniano tem o direito soberano de determinar o futuro do país. Reitera sua condenação a medidas unilaterais coercitivas contra o Irã. Ressaltamos que essas medidas impactam negativamente os direitos humanos da população e exacerbam os desafios econômicos do país, que servem de pano de fundo para as atuais manifestações”, conclui o embaixador.

    As ressalvas sobre ações unilaterais podem se referir tanto às sanções contra o Irã, tradicionalmente criticadas pela diplomacia brasileira, como às ameaças recentes do governo de Donald Trump de usar a força contra Teerã -os EUA movimentaram caças e navios de guerra para regiões próximas do Irã.

    A sessão extraordinária do conselho da ONU foi apoiada por ao menos 50 países para abordar os relatos de violência, repressão e violações de direitos humanos no país persa em meio a grandes manifestações que tomaram as ruas de Teerã e dezenas de outras cidades.

    “Insto as autoridades iranianas a reconsiderar, recuar e colocar um fim à sua brutal repressão”, afirmou o comissário de direitos humanos da ONU, Volker Türk, que chamou a repressão de “um padrão de sujeição e força esmagadora que não pode nunca abordar adequadamente as queixas e frustrações do povo”.

    Já o representante do Irã na sessão criticou a reunião. “Os patrocinadores desta sessão e de seus resultados nunca se importaram genuinamente com os direitos humanos dos iranianos. De outro modo, não teriam imposto sanções desumanas, violando os direitos básicos de todos os iranianos, nem teriam apoiado a guerra de agressão de Israel que matou e feriu mais de 5.000 iranianos”, afirmou.

    Na quarta-feira (21), o regime iraniano afirmou que as manifestações foram suprimidas e divulgou um balanço oficial de 3.000 mortes. Organizações de direitos humanos sediadas fora do país defendem que o número é muito maior.

    A declaração integra uma série de movimentos públicos do regime para reforçar a ideia de que os distúrbios no país, vistos em determinado momento como uma ameaça significativa aos aiatolás, foram completamente subjugados.

    O movimento foi inicialmente desencadeado no final de dezembro em meio ao colapso da economia e da moeda local, o rial, mas se transformou em um movimento mais amplo contra a teocracia.

    Um apagão da internet e um fluxo de desinformação tornaram difícil avaliar de forma independente o que se passou no Irã. Nos últimos dias, no entanto, testemunhas e grupos de direitos humanos descreveram um silêncio sinistro gradualmente se instalando sobre o país, com lojas e escolas abrindo em meio a uma forte presença de segurança nas ruas.

    Grupos de direitos humanos afirmam que milhares de pessoas, incluindo transeuntes que não participavam dos protestos, foram mortos durante os distúrbios.

    A proposta perante o órgão da ONU busca estender por dois anos o mandato de uma investigação da ONU estabelecida em 2022 após a grande onda anterior de protestos no país persa.

    Brasil condena pela 1ª vez repressão do regime do Irã contra protestos, mas se abstém em votação na ONU

  • Dinamarca e Otan anunciam novo foco militar no Ártico em meio a crise com Trump

    Dinamarca e Otan anunciam novo foco militar no Ártico em meio a crise com Trump

    O presidente dos Estados Unidos disse na quarta (21) que Washington e a aliança militar haviam chegado a um acordo sobre o uso da ilha, mas os detalhes a respeito ainda são escassos. Trump fala em “acesso total e ilimitado”, e a imprensa americana relatou que está em discussão a cessão de pequenas partes do território da Groenlândia aos EUA para instalação de bases militares.

    VICTOR LACOMBE
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, anunciou nesta sexta-feira (23) que seu país e a Otan vão reforçar atividades militares no Ártico em meio à crise causada por Donald Trump, que exige a anexação da Groenlândia. Copenhague e o governo autônomo groenlandês rejeitam discutir a soberania do território.

    O presidente dos Estados Unidos disse na quarta (21) que Washington e a aliança militar haviam chegado a um acordo sobre o uso da ilha, mas os detalhes a respeito ainda são escassos. Trump fala em “acesso total e ilimitado”, e a imprensa americana relatou que está em discussão a cessão de pequenas partes do território da Groenlândia aos EUA para instalação de bases militares.

    O acordo seria modelado com base no arranjo que existe hoje entre o Reino Unido e o Chipre -Londres tem duas bases militares que ocupam 3% da área da ilha no Mediterrâneo, e o território que elas ocupam é considerado britânico. As bases foram estabelecidas no tratado que garantiu a independência do Chipre nos anos 1960, e o governo cipriota ainda hoje protesta contra sua existência, dizendo que se trata de “um vestígio do colonialismo”.

    Washington, entretanto, já possui amplo acesso militar ao território graças a um acordo de 1951, assinado no auge da Guerra Fria. Frederiksen disse que esse documento poderá ser atualizado para acomodar novas exigências americanas -sem, entretanto, que a Groenlândia deixe de pertencer à Dinamarca, pontuou ela.

    A primeira-ministra se reuniu com o secretário-geral da Otan, o holandês Mark Rutte, em Bruxelas, na Bélgica. “Concordamos que a Otan deve aumentar sua presença no Ártico. Defesa e segurança da região são temas importantes para toda a aliança”, disse Frederiksen, que viaja a Nuuk, capital da Groenlândia, ainda nesta sexta.

    Enquanto isso, Trump continua apostando em sua investida contra a Otan. Em entrevista à Fox News, o americano disse que seu país não precisa da aliança, criada por Washington depois da Segunda Guerra Mundial. “Nunca precisamos deles. Eles vão dizer que mandaram alguns soldados para o Afeganistão… e fizeram isso mesmo, mas eles ficaram um pouco longe da linha de frente”, afirmou.

    A fala causou revolta entre veteranos europeus da guerra do Afeganistão, da qual cerca de 30 mil não eram americanos, ou pouco menos de um terço do total. O número de baixas teve proporção parecida: dos 3.621 militares mortos entre 2001 e 2021, período da ocupação ocidental no país, 1.160 não eram soldados dos EUA, por volta de 30%.

    Em números relativos, a Dinamarca, alvo das investidas de Trump hoje, foi o terceiro país com o maior número de baixas, atrás apenas da Geórgia e dos EUA. Tendo perdido 43 soldados, o país nórdico, que tinha 5,5 milhões de habitantes em 2010, teve uma taxa de 7,8 mortes por milhão de habitantes, enquanto os EUA sofreram 7,9 mortes por milhão.

    O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, chamou os comentários de Trump de “estarrecedores” e “um insulto”, e o príncipe Harry disse que os sacríficios de soldados da Otan no Afeganistão “merecem respeito”.

    Dinamarca e Otan anunciam novo foco militar no Ártico em meio a crise com Trump

  • Ludmilla aponta possível boicote de distribuidora com lançamento de 'Bota'

    Ludmilla aponta possível boicote de distribuidora com lançamento de 'Bota'

    Segundo ela, o single em parceria com a rapper norte-americana Latto e a cantora argentina Emilia não aparece nos perfis das artistas horas após a estreia.

    LEONARDO VOLPATO
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A cantora Ludmilla usou as redes sociais para acusar a distribuidora ADA, vinculada à Warner Music, de um suposto boicote após o lançamento da música “Bota”.

    Segundo ela, o single em parceria com a rapper norte-americana Latto e a cantora argentina Emilia não aparece nos perfis das artistas horas após a estreia.

    “Dez horas de lançamento e nada de ‘Bota’ no meu perfil do Spotify, além de duas versões aleatórias soltas na plataforma. E nada de aparecer no perfil das meninas. Para melhorar, meu último álbum sumiu, inacreditável”, disse.

    Em outra publicação, ela já havia reclamado que a canção só era encontrada pelo mecanismo da busca e não pelas páginas oficiais, o que seria culpa da distribuidora, por conta de uma falha operacional e do lançamento antecipado. Procuradas, ADA e Warner não responderam até a publicação deste texto. Ninguém do Spotify foi encontrado para comentar.

    Poucos minutos após a estreia, fãs começaram a fazer relatos de áudio derrubado em alguns serviços. O álbum “Fragmentos”, do qual a música faz parte, também não aparecia associado ao perfil de Ludmilla.

    Outros, porém, usaram a mesma postagem para dizer que conseguiam achar o disco em questão na plataforma.

    Ludmilla aponta possível boicote de distribuidora com lançamento de 'Bota'

  • Pobre se sacrifica enquanto dono do Banco Master dá 'golpe de R$ 40 bi', diz Lula

    Pobre se sacrifica enquanto dono do Banco Master dá 'golpe de R$ 40 bi', diz Lula

    “Não é possível que a gente continue vendo o pobre ser sacrificado enquanto tem um cidadão do Banco Master que deu um golpe de mais de R$ 40 bilhões, mais de R$ 40 bilhões, e quem vai pagar são os bancos, é o Banco do Brasil, é a Caixa Econômica que vai pagar, é o Itaú”, disse Lula durante evento em Maceió (AL), onde estava para um ato de entrega de 1.337 moradias do Minha Casa, Minha Vida.

    JOSUÉ SEIXAS E CARLOS VILLELA
    MACEIÓ, AL E PORTO ALEGRE, RS (CBS NEWS) – O presidente Lula (PT) fez críticas ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e disse que a crise do banco evidencia as desigualdades financeiras no Brasil.

    “Não é possível que a gente continue vendo o pobre ser sacrificado enquanto tem um cidadão do Banco Master que deu um golpe de mais de R$ 40 bilhões, mais de R$ 40 bilhões, e quem vai pagar são os bancos, é o Banco do Brasil, é a Caixa Econômica que vai pagar, é o Itaú”, disse Lula durante evento em Maceió (AL), onde estava para um ato de entrega de 1.337 moradias do Minha Casa, Minha Vida.

    Lula se referia ao valor do ressarcimento aos investidores com dinheiro no Banco Master por meio do FGC (Fundo Garantidor de Créditos), mantido com recursos das instituições financeiras. De acordo com o fundo, serão devolvidos R$ 40,6 bilhões a 800 mil pessoas, no maior resgate da história.

    “Um cidadão que deu um desfalque de R$ 40 bilhões nesse país, e tem gente que defende, porque está cheio de gente que falta um pouco de vergonha na cara nesse país”, continuou.

    O presidente não esclareceu a quem se referia quando citou os supostos defensores de Vorcaro, que é acusado de fraudes contra o sistema financeiro, incluindo emissão de títulos de crédito falsos. Ele chegou a ser preso em novembro, mas foi solto mediante uso de tornozeleira eletrônica e cumpre prisão domiciliar em São Paulo.

    Lula defendeu políticas públicas do seu governo, como reajustes reais do salário mínimo, o Bolsa Família e o programa de assistência odontológica Brasil Sorridente. “Se nós não cuidarmos das pessoas mais pobres, elas vão ficar mais pobres”, disse.

    O evento também mostrou a aproximação do prefeito de Maceió, João Henrique Caldas (PL), mais conhecido como JHC, com Lula. Ambos permaneceram sentados lado a lado e trocaram longas conversas ao pé do ouvido durante o ato.

    Apesar de ter apoiado o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em 2022, quando trocou o PSB pelo PL, JHC vem ensaiando uma mudança de postura no último ano e fez um aceno público ao petista em seu discurso.

    “A política tem que ter menos apontar os dedos e mais estender as mãos, e é isso que estou fazendo com o senhor hoje. É um pacto social, um pacto por Maceió, um pacto por Alagoas e um pacto pelo povo do nosso Brasil”, disse.

    O evento contou com a participação de lideranças como o secretário-geral da Presidência da República Guilherme Boulos (PSOL), o ministro da Saúde Alexandre Padilha (PT) e o ministro dos Transportes e ex-governador alagoano Renan Filho (MDB).

    Em seu discurso, Renan abriu as saudações com uma deferência a JHC e reafirmou o apoio do pai, o senador Renan Calheiros, que não estava presente, à reeleição do petista. “O lugar de Renan em 2026 é onde Renan sempre esteve, ao lado do presidente Lula”, disse o ministro.

    O ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP), que foi vaiado por parte do público, não estava na primeira fila de convidados.
    A disputa pública entre Renan Calheiros e Arthur Lira, adversários políticos de longa data, arrefeceu nos últimos meses após a costura de um acordo amplo entre os grupos de ambos, de olho nas eleições de 2026, que incluiu articulações para os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

    Em julho, Lula indicou a procuradora de Justiça de Alagoas Marluce Caldas Bezerra, tia do prefeito de Maceió, João Henrique Caldas (PL), para uma vaga no STJ (Superior Tribunal de Justiça).
    Segundo interlocutores, a indicação de Marluce está atrelada a uma promessa de JHC de não renunciar para disputar outros cargos nas eleições de 2026.

    O acordo prevê que Lira possa concorrer ao Senado com o apoio de Lula, junto a Renan, que deve tentar a reeleição. O senador licenciado Renan Filho (MDB), hoje no Ministério dos Transportes, vai tentar voltar ao governo de Alagoas, cargo que ocupou entre 2015 e 2022. Já o governador de Alagoas, Paulo Dantas (MDB), em segundo mandato, não deve concorrer a outro cargo neste ano.

    O acordo político também envolvia o projeto que aumenta a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000 por mês, relatado por Lira na Câmara dos Deputados. O governo avaliava que uma possível interferência de JHC nos planos eleitorais de Lira poderia levar o deputado a impor obstáculos à tramitação do projeto.

    Entretanto, a ida do projeto ao Senado mostrou que a trégua entre Renan e Lira não é total. Em outubro, o emedebista -que relatou o projeto no Senado- criticou modificações feitas pela Câmara no texto original enviado pelo Palácio do Planalto.

    Pobre se sacrifica enquanto dono do Banco Master dá 'golpe de R$ 40 bi', diz Lula

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  • Justiça mantém condenação do ex-BBB Felipe Prior por estupro

    Justiça mantém condenação do ex-BBB Felipe Prior por estupro

    A decisão do ministro Reynaldo Soares da Fonseca foi publicada em 23 de dezembro de 2025. No voto, o magistrado destacou que “se a relação começa com a concordância da mulher e, durante o encontro, esse consentimento cessa, a outra parte há de respeitar e parar, sob pena de, forçando o prosseguimento, caracterizar-se o estupro”.

    ANA CORA LIMA
    RIO DE JANEIRO, RJ (CBS NEWS) – O Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve a condenação do ex-BBB Felipe Prior por estupro. O arquiteto foi sentenciado a oito anos de prisão, em regime inicial semiaberto, por um crime ocorrido em 2014, em São Paulo.

    A decisão do ministro Reynaldo Soares da Fonseca foi publicada em 23 de dezembro de 2025. No voto, o magistrado destacou que “se a relação começa com a concordância da mulher e, durante o encontro, esse consentimento cessa, a outra parte há de respeitar e parar, sob pena de, forçando o prosseguimento, caracterizar-se o estupro”.

    A sentença ainda cabe recurso e, como não houve determinação de prisão imediata, Prior poderá aguardar o desfecho dos recursos em liberdade, segundo o documento dado inicialmente pelo Metrópoles e que a reportagem também teve acesso.

    Em setembro de 2024, o Tribunal de Justiça de São Paulo ampliou a pena do ex-BBB de seis para oito anos, mantendo o regime semiaberto. O órgão entendeu que o aumento foi adequado diante dos danos graves causados à vítima, tanto psicológicos -como depressão e estresse pós-traumático- quanto físicos. A defesa tentou reduzir a pena, mas o pedido foi negado.

    À época do crime, Prior e a vítima moravam na Zona Norte da capital paulista e estudavam na Universidade Presbiteriana Mackenzie. Após uma festa universitária, em agosto de 2014, ele teria dado carona à vítima e, em seguida, parado em uma rua escura próxima à residência dela. Segundo a denúncia, ele teria iniciado investidas e a levado ao banco traseiro do carro, onde o estupro teria ocorrido enquanto a vítima estava alcoolizada.

    As denúncias vieram à tona após a participação do arquiteto no BBB 20 na Globo. Prior ainda é acusado de tentativa de estupro por mais três mulheres em crimes que teriam acontecido entre 2014 e 2018. Procurados, os advogados do ex-BBB não se manifestaram.

    Justiça mantém condenação do ex-BBB Felipe Prior por estupro

  • Nubank vai falir? Caso gera alerta e instituição financeira se pronuncia

    Nubank vai falir? Caso gera alerta e instituição financeira se pronuncia

    Em comunicado publicado em seu site, a instituição classificou os boatos como falsos e afirmou que conteúdos do tipo são recorrentes e sensacionalistas.

    Os rumores sobre uma possível falência do Nubank ganharam espaço nas redes sociais nos últimos dias, impulsionados pela liquidação extrajudicial do Will Bank determinada pelo Banco Central. Diante da repercussão, o Nubank se manifestou oficialmente para negar qualquer instabilidade financeira e reforçar que segue operando normalmente no Brasil. Em comunicado publicado em seu site, a instituição classificou os boatos como falsos e afirmou que conteúdos do tipo são recorrentes e sensacionalistas.

    “A gente vira e mexe se depara com posts mentirosos, fake news ou chamadas apelativas que questionam: ‘o Nubank vai falir?’, ‘o Nubank está falindo?’, ‘o Nubank vai sair do Brasil?’ ou ‘Banco Nubank faliu?’. A resposta para todas essas perguntas é não”, declarou o banco digital.

    As especulações aumentaram após o Banco Central decretar, na quarta-feira (21/1), a liquidação extrajudicial da Will Financeira S.A. Crédito, Financiamento e Investimento, controladora do Will Bank e ligada ao Banco Master. A fintech atendia cerca de 12 milhões de clientes e atuava nos segmentos de cartão de crédito, empréstimos e investimentos. No último ano, movimentou aproximadamente R$ 7,5 bilhões e mantinha cerca de 1,1 mil funcionários.

    Antes mesmo da decisão oficial, a Mastercard já havia suspendido os cartões do Will Bank. Com a liquidação, todos os cartões foram cancelados, impossibilitando seu uso. Os recursos dos clientes, no entanto, contam com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que cobre valores de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, conforme as regras vigentes.

    Estimativas indicam que o impacto da liquidação pode chegar a R$ 6,5 bilhões para o FGC, considerando os depósitos a prazo registrados pela fintech em setembro de 2025. Ainda assim, o valor final dependerá do cálculo individual de cada cliente. Especialistas orientam que os correntistas acompanhem apenas comunicados oficiais e mantenham o pagamento de suas obrigações em dia.

    Com a retirada da empresa do mercado, as operações são interrompidas e os investimentos ficam congelados. Um liquidante é nomeado para avaliar ativos, dívidas e créditos da instituição. Apesar disso, contratos seguem válidos. Como explica o especialista André Franco: “A fatura do cartão de crédito não é perdoada, tá registrado no sistema financeiro nacional. Então, o não pagamento vai causar inadimplência e você ter ali a sua conta colocada no Serasa e no SPC.”

    Nubank vai falir? Caso gera alerta e instituição financeira se pronuncia

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  • West Ham recusa proposta do Flamengo por Lucas Paquetá

    West Ham recusa proposta do Flamengo por Lucas Paquetá

    BRUNO BRAZ E RODRIGO MATTOS
    RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) – O UOL apurou que o West Ham aceitou os valores da proposta oficial do Flamengo por Lucas Paquetá, mas recusou o modelo de negócio do Rubro-Negro.

    O West Ham reduziu a pedida e chegou a um acordo com o Flamengo para uma venda na casa dos 40 milhões de euros (R$ 249,2 milhões). Os ingleses, porém, recusaram alguns pontos da oferta. A informação inicial da recusa foi dada pela rádio inglesa “Talk Sport” e confirmada pelo UOL.

    No momento há três entraves para o negócio ser sacramentado: o que será valor fixo e o que será bônus; a data em que Paquetá será liberado e a forma de pagamento.

    O West Ham segue firme no posicionamento de só vender seu atleta ao fim da Premier League, a partir do dia 25 de maio. Já o Flamengo quer ter o jogador de imediato.

    O ponto positivo é que os ingleses aceitaram reduzir os valores pretendidos. Inicialmente, os Hammers queriam 45 milhões de euros (R$ 280,4 milhões).

    Mesmo com a recusa, o clube da Gávea não desistiu de Paquetá. O presidente rubro-negro, Luiz Eduardo Baptista, se reunirá com a diretoria para tentar formalizar uma nova proposta com outro modelo de negócio. O Fla entende que a transação é um jogo de paciência.

    Paralelamente, Paquetá e seu estafe seguem com o mesmo posicionamento de sinalizar ao West Ham o desejo pela transferência ao Flamengo. O meia está fora da partida deste sábado (24), contra o Sunderland, pela Premier League, mas por questões físicas. Ele continua com uma lesão nas costas.

    Técnico do West Ham, Nuno Espírito Santo concedeu entrevista coletiva nesta quinta-feira (22). Na ocasião, ele confirmou a ausência de Paquetá e espera que o clube inglês e o jogador encontrem uma solução.

    Todos sabem minha opinião sobre o Lucas, já falei sobre isso, mas para esse jogo (contra o Sunderland) ele não será relacionado. Nós temos de lidar com a situação dia a dia, e tentar encontrar uma solução. Espero que Lucas e o clube possam achar uma solução para que possamos seguir adianteNuno Espírito Santo, técnico do West Ham

    West Ham recusa proposta do Flamengo por Lucas Paquetá

  • 'Vou percorrer cada rincão deste País', diz Lula sobre eleições

    'Vou percorrer cada rincão deste País', diz Lula sobre eleições

    “Vamos para a rua. Não queremos fazer confrontação física, o que queremos é confrontação de realização”, disse Lula nesta sexta-feira, 23, citando programas de seu governo.

    Durante evento de entrega de 1.337 casas do Programa Minha Casa, Minha Vida em Maceió (AL), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reafirmou que viajará pelo Brasil durante o ano e disse que não quer confronto físico com a oposição. “Vamos para a rua. Não queremos fazer confrontação física, o que queremos é confrontação de realização”, disse Lula nesta sexta-feira, 23, citando programas de seu governo.

    “Se preparem, porque esse ano eu vou andar neste País. Vou percorrer cada rincão deste País, junto com essa turma aqui. Nós vamos garantir que a democracia vai prevalecer nesse País e que vença a disputa eleitoral aquele que o povo brasileiro quiser”, falou ao público que acompanhava o evento.

    O presidente defendeu ainda o sistema eleitoral e as urnas eletrônicas: “Quando alguém fala que a urna eletrônica permite roubar, eu digo sempre que se a urna eletrônica permitisse roubar, o Lulinha não seria três vezes presidente da República deste País. A elite brasileira já teria roubado há muito tempo”.

    O petista pediu ainda para que seus apoiadores “ajudem a controlar o celular” e a “não passar a mentira para frente”, referindo-se a desinformação.

    Participaram do evento em Maceió nomes como o governador de Alagoas, Paulo Dantas (MDB); o prefeito de Maceió, JHC; os ministros da Secretaria-Geral, Guilherme Boulos; da Saúde, Alexandre Padilha; da Casa Civil, Rui Costa; das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann; dos Transportes, Renan Filho; e das Cidades, Jader Filho. Mais cedo, Lula foi à cerimônia de entrega de Unidades Odontológicas Móveis (UOMs) e de ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) a Alagoas dentro do programa Agora Tem Especialistas.

    Banco Master

    No discurso, Lula também afirmou que não é justo os pobres serem “sacrificados” enquanto “um cidadão” do banco Master “deu um golpe de mais de R$ 40 bilhões”. Sem citar o nome do dono do Master, Daniel Vorcaro, nem de seus sócios, Lula disse que há pessoas que defendem esse tipo de prática e lembrou que o prejuízo será coberto pelos bancos.

    “Não é possível que a gente continue vendo o povo ser sacrificado enquanto tem um cidadão do banco Master que deu um golpe de mais de R$ 40 bilhões. Mais de R$ 40 bilhões. Quem vai pagar são os bancos, é o Banco do Brasil, é a Caixa Econômica que vai pagar, é o Itaú. Um cidadão deu um desfalque de R$ 40 bilhões neste País e tem gente que defende, porque também está cheio de gente que falta um pouco de vergonha na cara”, declarou Lula.

    'Vou percorrer cada rincão deste País', diz Lula sobre eleições

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  • Zé Felipe desiste de tratamento ao saber que seria feito "via ânus"

    Zé Felipe desiste de tratamento ao saber que seria feito "via ânus"

    O cantor havia procurado o local para realizar sessões de ozonioterapia, método que promete aumentar a oxigenação do organismo por meio da aplicação de ozônio, com a proposta de reduzir inflamações e auxiliar o sistema imunológico.

    Zé Felipe, de 27 anos, contou aos seguidores que desistiu de um tratamento e saiu às pressas de uma clínica após se assustar com a proposta apresentada. O cantor havia procurado o local para realizar sessões de ozonioterapia, método que promete aumentar a oxigenação do organismo por meio da aplicação de ozônio, com a proposta de reduzir inflamações e auxiliar o sistema imunológico.

    A técnica é autorizada pela Anvisa apenas para usos específicos, como na odontologia e em procedimentos estéticos, como limpeza de pele. No entanto, o órgão ressalta que não existem comprovações científicas de sua eficácia em tratamentos médicos. Zé Felipe afirmou que já havia se submetido à ozonioterapia em outras ocasiões, sempre por via intravenosa, e relatou que considerava o procedimento positivo.

    Durante a consulta, porém, o profissional sugeriu uma forma diferente de aplicação. Segundo o cantor, a recomendação foi que o ozônio fosse administrado por via retal, e não pela veia. Diante da proposta inesperada, Zé Felipe decidiu deixar a clínica imediatamente, relatando a situação de forma bem-humorada nos stories.

    O procedimento citado é classificado como experimental. De acordo com o Conselho Federal de Medicina (CFM), a ozonioterapia ainda não tem liberação para uso clínico regular, devendo ser aplicada apenas em contextos de pesquisa científica. Além disso, o ozônio pode ser tóxico. A FDA, agência reguladora dos Estados Unidos, já alertou que o gás, quando inalado, não é indicado para uso médico, reforçando os cuidados e limitações em torno da técnica.

    Zé Felipe desiste de tratamento ao saber que seria feito "via ânus"

  • Denúncias de agressão sexual contra Julio Iglesias são arquivadas

    Denúncias de agressão sexual contra Julio Iglesias são arquivadas

    O Ministério Público espanhol arquivou as denúncias de agressão sexual contra o cantor Julio Iglesias, apresentadas por duas ex-funcionárias. Os crimes, supostamente cometidos fora da Espanha, não podem ser investigados pela justiça do país.

    O Ministério Público da Espanha arquivou a denúncia apresentada contra o cantor Julio Iglesias por duas ex-funcionárias que o acusavam de agressão sexual.

    O Ministério Público havia aberto uma investigação preliminar, na qual foi constatado que não havia provas suficientes para dar continuidade ao processo e que os crimes, por terem sido supostamente cometidos fora da Espanha, não poderiam ser investigados pela Justiça do país.

    O parecer do procurador afirma que, “seguindo os critérios estabelecidos pelo tribunal superior, […] a Espanha não tem competência para investigar crimes cometidos no exterior quando não existem vínculos relevantes com o nosso país”, diz o documento.

    “Especialmente quando as vítimas são estrangeiras e não residem na Espanha; quando os supostos autores também são estrangeiros ou não se encontram na Espanha (ou, mesmo que se encontrem, não estejam no nosso país); e quando os fatos são ou podem ser investigados no Estado onde ocorreram”, acrescenta o texto.

    Os supostos crimes teriam ocorrido em 2021, na República Dominicana e nas Bahamas, onde o artista possui imóveis. A denúncia foi apresentada em janeiro pela organização Women’s Link, que representava uma ex-empregada doméstica do cantor, a qual afirmou ter sido pressionada a manter relações sexuais com ele. Uma fisioterapeuta também relatou ter sido apalpada por Iglesias.

    “Ele me usava todas as noites”, afirmou a ex-empregada doméstica. “Eu me sentia como um objeto, como uma escrava.” Segundo ela, os abusos sexuais aconteciam na presença de um funcionário de alto escalão.

    De acordo com a investigação, os abusos também eram de conhecimento da equipe responsável pela administração da casa.

    Já a fisioterapeuta relatou que o cantor a beijou e tocou seus seios contra a sua vontade. “Estávamos na praia, ele se aproximou e tocou meus mamilos”, denunciou.

    As ex-funcionárias afirmaram ainda que sofreram insultos por parte do músico e descreveram o ambiente de trabalho como tóxico. Segundo a organização, os relatos poderiam configurar crimes de tráfico de pessoas para fins de trabalho forçado e servidão, além de crimes contra a liberdade e a integridade sexual, como assédio sexual, agressão sexual e lesão corporal.

    Julio Iglesias reage às acusações

    Poucos dias após as acusações se tornarem públicas, o artista divulgou um comunicado em suas redes sociais no qual negou todas as denúncias.

    “Com profundo pesar, respondo às acusações feitas por duas pessoas que trabalharam em minha casa. Nego veementemente ter abusado, coagido ou desrespeitado qualquer mulher. Essas acusações são absolutamente falsas e me causam uma grande tristeza. Nunca vivi tamanha maldade, mas, ainda assim, tenho forças para revelar toda a verdade e defender a minha dignidade diante de uma ofensa tão grave”, afirmou o artista, de 82 anos.

    Denúncias de agressão sexual contra Julio Iglesias são arquivadas