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  • Carlos Vinícius perde 3 pênaltis, tem gol anulado, e Grêmio empata na Sul-Americana

    Carlos Vinícius perde 3 pênaltis, tem gol anulado, e Grêmio empata na Sul-Americana

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O Grêmio não saiu do 0 a 0 com o Palestino, do Chile, em jogo marcado por uma bizarrice – e muito azar – de Carlos Vinícius. O atacante perdeu três pênaltis no mesmo lance e ainda teve um gol anulado de forma polêmica durante o duelo em Santiago, válido pela terceira rodada da fase de grupos da Copa Sul-Americana.

    O lance inacreditável da noite aconteceu no início do primeiro tempo. Aos oito minutos, Tetê driblou o lateral Dilan Zúñiga, foi agarrado na área e caiu. O árbitro Guillermo Enrique Alcivar assinalou a penalidade máxima, e Carlos Vinícius fez o improvável: na primeira batida, acertou a trave após desvio de Sebastián Pérez, mas o juiz mandou voltar a cobrança porque o goleiro se adiantou. Na segunda, a novela se repetiu. Na terceira oportunidade, Pérez pegou de novo – e dessa vez para valer.

    Carlos Vinícius tentou a redenção no fim. Em jogo de pouca inspiração, o Grêmio só encontrou uma nova chance de abrir o placar aos 35 minutos do segundo tempo: Gabriel Mec ajeitou para o centroavante tricolor, que acertou belo chute de fora da área, sem chances para Pérez. A consagração como herói, no entanto, durou poucos segundos: o VAR chamou o juiz para anular o gol por toque no braço de Mec logo antes do passe.

    O Grêmio fica em situação complicada no Grupo F da Sul-Americana. A equipe gaúcha estacionou na terceira posição, com quatro pontos – mesma pontuação do Deportivo Riestra, da Argentina, que será o adversário na próxima rodada da competição. O Palestino é o último colocado, com dois pontos.

    COMO FOI O JOGO?

    Carlos Vinícius perde três pênaltis no mesmo lance! Aos oito minutos, Tetê recebeu pela direita, fintou Zúñiga e caiu ao ser agarrado pelo jogador chileno: pênalti! Na cobrança, Carlos Vinícius bateu no canto direito, Pérez desviou, e a bola beijou a trave – o juiz, no entanto, mandou voltar porque o goleiro se adiantou. Na segunda tentativa, o atacante gremista trocou o canto, e o roteiro se repetiu: defesa, trave e infração. Na terceira, o arqueiro venceu o duelo de novo – dessa vez sem infringir as regras.

    Weverton salva. Aos 39 minutos, o veterano tirou, de soco, um cruzamento na área gremista. A bola, no entanto, se ofereceu para Munder, que emendou de bicicleta e exigiu bela defesa do goleiro tricolor.

    Carlos Vinícius tem gol anulado. Aos 36 minutos do segundo tempo, surgiu a chance de redenção: Gabriel Mec recebeu na entrada da área, ajeitou e rolou para o atacante, que carregou com o pé esquerdo e acertou um belo chute rasteiro de fora da área. O VAR, no entanto, chamou o juiz para anular o gol gremista, por toque no braço de Mec antes da assistência.

    PALESTINO-CHI
    S. Pérez; I. Garguez, V. Espinoza, E. Roco e D. Zúñiga; N. Meza, B. Carrasco, S. Gallegos, F. Montes (D. Salgado) e C. Munder (G. Tapia); Nelson Da Silva.T.: Guillermo Farré.

    GRÊMIO
    Weverton; C. Pavón, Gustavo Martins, Viery e Caio Paulista (Riquelme Freitas); L. Pérez (E. Noriega) e Dodi (Arthur); Tetê (M. Braithwaite), Gabriel Mec e Willian (J. Enamorado); Carlos Vinícius.T.: Luís Castro

    Local: Estádio Municipal de La Cisterna, em Santiago (CHI)
    Árbitro: Guillermo Guerrero (EQU)Assistentes: Edison Vasquez (EQU) e Antes Tola (EQU) VAR: Franklin Congo
    Cartões amarelos: E. Roco, R. Fernández e S. Gallegos (PAL); Carlos Vinícius, Dodi e L. Pérez (GRE)
    Cartões vermelhos: F. Meza (PAL)

    Carlos Vinícius perde 3 pênaltis, tem gol anulado, e Grêmio empata na Sul-Americana

  • Caetano Veloso agradece a Otto Alencar por corrigir fala sobre ter pegado em armas

    Caetano Veloso agradece a Otto Alencar por corrigir fala sobre ter pegado em armas

    Senador Otto Alencar (PSD-BA) rebateu declaração de Márcio Bittar (PL-AC) sobre o cantor; fala foi contestada durante sabatina de Jorge Messias, indicado do governo Lula (PT)

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Uma declaração feita no Senado envolvendo o nome de Caetano Veloso repercutiu nas redes sociais e levou o artista a se manifestar publicamente. O músico agradeceu ao senador Otto Alencar por corrigir uma informação falsa durante sessão oficial.

    O episódio ocorreu durante a sabatina de Jorge Messias, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal).

    Em meio às discussões, o senador do PL (Partido Liberal) Márcio Bittar afirmou que Caetano teria participado de ações armadas durante a ditadura militar -declaração que foi imediatamente contestada.

    Presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), Otto Alencar interveio e pediu a correção da fala. “Caetano nunca pegou em armas, só pegou a vida inteira em violão”, disse durante a sessão, reforçando a trajetória artística do cantor.

    A resposta do parlamentar foi compartilhada pelo próprio Caetano nas redes sociais. Ao comentar o episódio, o artista celebrou a retratação e criticou a disseminação de informações incorretas.

    “Meu agradecimento por restabelecer a verdade e desfazer mais uma fake news repetida com tanta convicção. Tenho horror a armas. Me muno apenas do violão, da palavra e da canção”, escreveu.

    A fala que gerou a polêmica acontece em meio ao processo de avaliação do nome de Jorge Messias pelo Senado, etapa necessária para que a indicação ao STF seja confirmada. O advogado-geral da União, de 45 anos, integra o governo desde o início do atual mandato presidencial.

    Historicamente, Caetano Veloso teve embates com o regime militar, mas nunca houve registro de envolvimento com ações armadas. Em 1968, ele foi preso sob acusações ligadas à sua atuação artística e, no ano seguinte, deixou o Brasil, vivendo no exílio em Londres até o início dos anos 1970.

    Caetano Veloso agradece a Otto Alencar por corrigir fala sobre ter pegado em armas

  • “Brasil perde a oportunidade de ter um grande ministro”, diz Mendonça

    “Brasil perde a oportunidade de ter um grande ministro”, diz Mendonça

    André Mendonça lamentou a rejeição da indicação de Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF)

    O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi o primeiro integrante da Corte a se manifestar publicamente nesta quarta-feira (29) após o Senado rejeitar a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma ocupar uma vaga no STF.

    Em postagem nas redes sociais, Mendonça disse que respeita a decisão do Senado, mas pondera que o país perdeu a oportunidade de ter um “grande” ministro.

    “Respeito a decisão do Senado, mas não posso deixar de externar minha opinião. O Brasil perde a oportunidade de ter um grande ministro do Supremo. Messias é um homem de caráter, íntegro e que preenche os requisitos constitucionais para ser ministro do STF”, declarou. 

    O ministro, que também pastor presbiteriano, citou uma referência bíblica para homenagear Messias.

    “Amigo verdadeiro não está presente nas festas. Está presente nos momentos difíceis. Messias, saia dessa batalha de cabeça erguida. Você combateu o bom combate! Deus o abençoe! Deus abençoe nosso Brasil!”, completou.

    No início da noite, o plenário do Senado rejeitou a indicação feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que Messias assuma a vaga deixada pela aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso.

    “Brasil perde a oportunidade de ter um grande ministro”, diz Mendonça

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  • Guerra no Irã já custou US$ 25 bilhões aos EUA, diz secretário de Defesa

    Guerra no Irã já custou US$ 25 bilhões aos EUA, diz secretário de Defesa

    Pete Hegseth responde questionamento de parlamentares pela primeira vez desde o início dos ataques no Oriente Médio. Na quinta-feira, conflito completa dois meses e passa a ser considerado ilegal por falta de aprovação no Congresso

    WASHINGTON, EUA (CBS NEWS) – Pela primeira vez desde o início da guerra no Irã, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, depôs no Congresso na manhã desta quarta-feira (29).

    Durante a audiência, o governo americano afirmou que o custo dos bombadeios no Oriente Médio somam até agora US$ 25 bilhões, cerca de R$ 125 bilhões. O valor do ataque que já dura dois meses representa cerca de 2,7% do orçamento total do departamento, que teve US$ 901 bihões (R$ 4,5 trilhões) autorizados para 2026.

    Em termos comparativos, os EUA gastaram, até dezembro de 2025, US$ 188 bilhões com ajuda a Kiev na Guerra da Ucrânia. Além disso, foram US$ 3,12 trilhões em dez anos na Guerra do Iraque e US$ 2,8 trilhões em dez anos da guerra no Afeganistão (valores corrigidos pela inflação).

    Em meio a bate-boca com parlamentares, que pressionam sobre custo dos conflitos e reais motivos da guerra, o secretário esteve ali para defender o orçamento para 2027, previsto em US$ 1,5 trilhão pela Casa Branca, 40% maior que o deste ano. O montante precisa ser autorizado pelo Congresso.

    Apesar de o tema central ser o orçamento, a guerra de EUA e Israel contra o Irã tomou conta do debate. O conflito completa 60 dias na quinta-feira (30). O secretário não respondeu quanto tempo ainda deve durar.

    Ele repetiu, porém, os EUA são os vencedores. No início dos ataques, o presidente dos EUA, Donald Trump, previu que a guerra levaria quatro ou cinco semanas.

    A partir da quinta-feira, o governo americano enfrenta um novo desafio, uma vez que a Constituição prevê que 60 dias é o tempo limite para que o presidente comece a retirar as tropas ou busque autorização do Congresso para manter um conflito.

    Além da duração da guerra, Hegseth deixou diversos questionamentos em aberto, como o do custo para o bolso dos americanos ou quanto o departamento está disposto a gastar com os ataques. Ele revidou perguntando aos parlamentares: “Quanto vocês estariam dispostos a pagar para garantir que o Irã não tenha uma arma nuclear?”.

    O secretário foi também indagado se aconselhou o presidente Trump a dar início nos ataques, mas se recusou a responder. Hegseth ainda se esquivou sobre questionamentos relacionados ao ataque na escola de meninas, no início do conflito, que deixou ao menos 150 vítimas em Minab, no sul do Irã.

    Apesar de investigações preliminares do Pentágono indicarem que a explosão foi causada pelos EUA, o secretário defende que o episódio está sob análise.

    O caso foi levantado por alguns dos parlamentares, entre eles o deputado democrata Adam Smith, que afirma que, para ele, não há “qualquer dúvida do que aconteceu: cometemos um erro e isso acontece em guerra”.

    “Mesmo assim, dois meses depois disso ter acontecido, nós nos recusamos a falar disso dando a impressão ao resto do mundo de que nós não nos importamos, e deveríamos nos importar”, afirmou Smith.

    Em outro momento de tensão da audiência, o deputado democrata John Garamendi insistiu que o governo americano não explicou o motivo da guerra e criticou que as justificativas foram constantemente mudadas. “Vocês têm mentido para o povo americano desde o primeiro dia”, afirmou o político, que acusou o secretário de “incompetência”.

    Já o democrata Salud Carbajal apostou na ironia para criticar Hegseth. O deputado afirmou ter uma semelhança com o secretário: ambos são fãs do filme “Pulp Fiction” (1994), do diretor Quentin Tarantino. “Mas eu sei que o filme não é uma cópia fiel da Bíblia. Você sabe do que eu estou falando”, alfinetou.

    Em 15 de abril, durante uma oração no Pentágono, Hegseth recitou uma adaptação de um falso trecho bíblico que aparece no filme. Na ocasião, ele afirmou que recebeu o trecho de um oficial responsável pelo planejamento de uma missão que resgatou um militar americano no Irã.

    Hegseth é cristão e incorpora símbolos religiosos em seus discursos. Durante o conflito com o Irã, ele comparou o resgate de um militar americano desaparecido, após ter seu caça abatido sobre o Irã no Domingo de Páscoa, à ressurreição de Jesus Cristo e também pediu que os americanos rezassem de joelhos pelas tropas em meio à guerra.

    Guerra no Irã já custou US$ 25 bilhões aos EUA, diz secretário de Defesa

  • UE acusa Meta de permitir acesso de menores de 13 anos a Facebook e Instagram

    UE acusa Meta de permitir acesso de menores de 13 anos a Facebook e Instagram

    Meta afirma que discorda de conclusões e que adota medidas para controlar acesso. Bloco europeu diz que medidas adotadas pela empresa são ineficazes para comprovar idade

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A União Europeia acusou nesta quarta-feira (29) a Meta de infringir as regras do bloco europeu e as suas próprias condições ao permitir o acesso de menores de 13 anos ao Instagram e ao Facebook.

    A acusação está nas conclusões preliminares de uma investigação lançada há dois anos pela Comissão Europeia, braço executivo da UE, sobre a Meta, que pode resultar em uma multa equivalente a 6% do faturamento anual do grupo. A big tech afirmou que discorda da UE e que tem medidas para remover contas de menores de 13 anos.

    A comissão tenta nos últimos meses reforçar a proteção de menores na internet e avalia implementar uma idade mínima para o acesso às redes sociais em todo o bloco. Vários países da União Europeia estudam medidas semelhantes, seguindo o exemplo da Austrália, que proibiu o uso dessas plataformas por menores de 16 anos.

    No caso da Meta, o Executivo europeu ressalta que a própria empresa “fixa em 13 anos a idade mínima para acessar com total segurança o Instagram e o Facebook”.

    A comissão afirma que as medidas do grupo para aplicar essas restrições não são eficazes e que, por exemplo, não realiza nenhum controle eficaz “para verificar a data de nascimento autodeclarada” dos novos usuários.

    “Somos muito claros: o Instagram e o Facebook se destinam a pessoas de 13 anos ou mais, e implementamos medidas para detectar e remover contas de menores”, disse um porta-voz da Meta, consultado pela AFP.

    “Continuamos investindo em tecnologias que permitam identificar e remover contas de usuários menores”, acrescentou o porta-voz, que indicou que em breve anunciarão medidas suplementares.

    A Comissão Europeia menciona “um amplo conjunto de provas provenientes de toda a União Europeia que indicam que entre 10% e 12% das crianças menores de 13 anos acessam o Instagram e/ou o Facebook”.

    Também acusa a empresa de não cumprir suas obrigações de avaliar e minimizar os riscos para os menores impostas pelo regulamento europeu sobre serviços digitais, o DSA.

    “A Meta parece ter ignorado provas científicas amplamente acessíveis que indicam que os mais jovens são mais vulneráveis aos danos potenciais causados por esses serviços”, afirma a comissão.

    A Meta afirma que tem medidas em vigor para detectar e remover contas de crianças menores de 13 anos e que anunciará medidas adicionais na próxima semana.

    “A compreensão da idade é um desafio para todo o setor, que exige uma solução para todo o setor, e continuaremos a nos envolver de forma construtiva com a Comissão Europeia nessa importante questão”, disse um porta-voz da Meta.

    A UE lançou vários procedimentos para proteger crianças e adolescentes na internet. Há um mês, iniciou uma investigação sobre o Snapchat, uma das plataformas favoritas dos adolescentes, à qual também reprova por não verificar a idade de seus usuários.

    Também exigiu que o TikTok modificasse sua interface por considerá-la “viciante” e potencialmente prejudicial ao bem-estar dos usuários.

    Neste mesmo mês, Bruxelas apresentou um aplicativo de verificação de idade que colocou à disposição dos países-membros que queiram restringir o acesso de menores às redes sociais.

    UE acusa Meta de permitir acesso de menores de 13 anos a Facebook e Instagram

  • Dólar fecha acima de R$ 5 e Bolsa cai 2% após manutenção de juros nos EUA

    Dólar fecha acima de R$ 5 e Bolsa cai 2% após manutenção de juros nos EUA

    Investidores repercutem decisão do Fed, que não foi um consenso entre os dirigentes. Analistas ainda acompanharam informações sobre negociações entre EUA e Irã pelo fim da guerra

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar avançou 0,39% nesta quarta-feira (29) e encerrou a sessão cotado a R$ 5,001, de volta ao patamar de R$ 5 após a aversão ao risco tomar os mercados no final da tarde.

    O Fed (Federal Reserve, banco central norte-americano) manteve a taxa de juros inalterada na faixa de 3,5% e 3,75%, como amplamente esperado. A decisão, porém, surpreendeu pelo raro placar de 8×4, que não ocorria desde outubro de 1992.

    A divisão interna fortaleceu o dólar globalmente, com o índice DXY, que compara a moeda a uma cesta de seis divisas fortes, marcando ganhos de 0,3%, a 98,96 pontos.

    O encontro também foi marcado pela despedida do presidente Jerome Powell do cargo. Ele anunciou que irá continuar no Fed como dirigente por tempo indeterminado, citando que “eventos recentes não deixaram outra escolha” -uma referência aos embates do governo Donald Trump com a instituição.

    A Bolsa, em reflexo, caiu 2,05%, a 184.750 pontos.

    A dissidência de três dirigentes nesta reunião -Beth Hammack, Neel Kashkari e Logie Logan, presidentes do Fed de Cleveland, Minneapolis e Dallas, respectivamente- levantou uma bandeira amarela para o mercado.

    Embora eles tenham votado a favor da manutenção, discordaram da inclusão de um “viés de afrouxamento” no comunicado, isto é, defenderam uma comunicação mais agressiva no combate à inflação (“hawkish”). Stephen Miran, diretor indicado por Trump, não surpreendeu e voltou a votar a favor de um corte de 0,25 ponto percentual.

    “Com as dissidências hawkish, está claro que teremos na próxima reunião uma discussão mais robusta sobre os próximos passos da política monetária”, diz Aroop Chatterjee, estrategista na Wells Fargo. “Isso dá coro à perspectiva de menos cortes esse ano, conforme os riscos inflacionários aumentaram.”

    Com os preços do petróleo em alta vertiginosa desde o início da guerra no Irã, autoridades do Fed já expressaram preocupação com a possibilidade do choque se traduzir em uma inflação mais alta nos próximos meses. Isso levaria à manutenção dos juros por mais tempo -ou, no cenário mais extremo, à retomada do ciclo de aperto monetário.

    A guerra foi citada pelo Fed no comunicado oficial. “Os acontecimentos no Oriente Médio contribuem para um alto nível de incerteza quanto às perspectivas econômicas. O Comitê está atento aos riscos para ambos os lados de seu duplo mandato [máximo emprego e inflação de 2% no longo prazo].”

    O petróleo voltou a tocar o patamar de US$ 119 o barril nesta sessão, em meio às negociações estagnadas entre EUA e Irã e o contínuo bloqueio do Estreito de Hormuz, via marítima responsável por um quinto do transporte global de petróleo. Antes da campanha de bombardeio israelense-americana contra o Irã, a cotação era de cerca de US$ 70.

    O repasse já atinge o bolso de consumidores norte-americanos, que viram a gasolina subir para a média de US$ 4 o galão (R$ 20 por três litros). A expectativa é que os próximos dados de inflação, sobretudo o PCE (Índice de Preços para Despesas com Consumo Pessoal, métrica favorita do Fed para avaliar a alta de preços), já tragam reflexos dessa disparada.

    Por enquanto, os dados recentes continuam a mostrar que a economia dos Estados Unidos está sólida. Tanto o comunicado quanto a fala de Powell na entrevista coletiva após a reunião reforçaram que o Fed está em uma posição confortável para esperar novos dados antes de tomar uma nova decisão, e Powell disse que mudanças no guidance [orientação sobre passos futuros] gerariam ruídos que o comitê preferiu evitar”, diz Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad.

    O mercado vê poucas chances do Fed reduzir a taxa de juros neste ano. E isso a despeito da provável pressão sobre o novo presidente do Fed, Kevin Warsh, a partir de junho, caso seu nome seja aprovado entre os parlamentares dos EUA.
    Ele foi escolhido por Donald Trump em meio à cruzada do presidente por juros mais baixos. Powell, nomeado por Trump no primeiro mandato, resistiu à pressão do republicano no último ano, mantendo as decisões de política monetária ancoradas nos dados econômicos.

    Juros mais altos nos EUA costumam ser uma má notícia para os mercados globais. Como a economia norte-americana é a maior do mundo, a renda fixa de lá é lida como um investimento praticamente livre de risco, o que tira a atratividade de outros ativos mais arriscados.

    “Isso tende a sustentar um dólar relativamente mais forte e aumenta a pressão sobre ativos de risco, principalmente empresas de tecnologia e companhias mais dependentes de financiamento para crescimento, fluxo de caixa e novos investimentos”, diz Edson Mendes, sócio-fundador da Private Investimentos.

    “Para o investidor, o impacto é uma leitura de maior seletividade. Juros norte-americanos elevados reduzem o apetite global por risco, pressionam bolsas, encarecem o custo de capital e tornam os títulos de renda fixa dos Estados Unidos mais competitivos frente a outros ativos.”

    O Copom (Comitê de Política Monetária) anunciou na tarde desta quarta-feira (29), o corte de 0,25 ponto percentual, a 14,5% ao ano.

    Na avaliação de economistas ouvidos pela Folha de S. Paulo, o comportamento da inflação corrente, a piora nas expectativas e a alta nos preços do petróleo tornam o ambiente mais desafiador e exigem maior cautela por parte do comitê.

    Na prática, isso deve se traduzir em um ritmo de cortes de juros mais lento ao longo do ano e um ciclo de queda da Selic mais curto do que o projetado pelos agentes econômicos antes da guerra.

    Fernando Gonçalves, superintendente de Pesquisa Econômica do Itaú Unibanco, diz que a piora significativa das expectativas de inflação até 2028 reforça a avaliação de que haverá menos espaço para corte de juros do que se imaginava antes da guerra. O banco revisou para cima sua projeção para a taxa Selic ao término do ciclo, de 12,25% para 13%.

    Dólar fecha acima de R$ 5 e Bolsa cai 2% após manutenção de juros nos EUA

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  • Eu sou musicalmente preguiçoso, comenta Gilberto Gil ao analisar sua carreira

    Eu sou musicalmente preguiçoso, comenta Gilberto Gil ao analisar sua carreira

    Músico fez autocrítica em vídeo publicado pelo neto, Bento Gil, nas redes sociais; o baiano ainda afirmou que não se considera um grande melodista

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Considerado um dos maiores músicos brasileiros e ex-ministro da Cultura, Gilberto Gil conversou com o neto, Bento Gil, sobre sua trajetória musical e chocou os fãs com suas falas, publicadas em seu Instagram. Fazendo uma autocrítica, o baiano afirmou que se acha “musicalmente preguiçoso” e “mediano”.

    “Como eu sou compositor, acabei criando canções que se adaptam a essa qualidade mediana de músico que eu sou. [Eu] podia ter desenvolvido muito mais se eu não fosse preguiçoso. Eu sou musicalmente preguiçoso”, comentou Gil.

    Ao ouvir a declaração, Bento questionou se o avô se considera mediano por não ter tido um estudo aprimorado sobre música como outras pessoas na área. Gil concordou e afirmou que, ao se tratar de “exploração rítmica” ele está acima da média. “Eu sou primeiro ritmo, depois harmonia e por fim melodia”, concluiu.

    Os comentários da publicação foram inundados com fãs discordando da fala do artista, o chamando de mestre e exaltando a humildade da voz de canções como “Drão” e “Palco”.

    “Tem pessoas especialista em harmonia que nunca serão atemporais e significantes pra história da música”, comentou um internauta.

    No final de março, o baiano encerrou a sua turnê “Tempo Rei” com um show de três horas de duração no Allianz Parque em São Paulo que contou com um público de 50 mil pessoas e participações especiais de membros de sua família.

    A apresentação contou também com uma homenagem a Preta Gil, filha de Gil que morreu em julho do ano passado vítima de um câncer colorretal. A turnê teve um total de 29 apresentações pelo Brasil, Argentina e Chile.

    Eu sou musicalmente preguiçoso, comenta Gilberto Gil ao analisar sua carreira

  • Palmeiras quer sair da Libra e é contra acordo com Flamengo

    Palmeiras quer sair da Libra e é contra acordo com Flamengo

    RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) – O Palmeiras quer sair da Libra. Essa é a posição atual do clube presidido por Leila Pereira, diante de movimentações no bloco que resultaram no acordo com o Flamengo envolvendo a divisão do dinheiro relativo à audiência no contrato do Brasileirão. O Palmeiras é contra o acordo, mas admite assinar se isso for para ajudar a maioria dos clubes da Libra.

    O UOL apurou que o lado palmeirense analisa juridicamente os impactos da saída do bloco em relação ao contrato com a Globo – o vínculo atual vai até a temporada 2029.

    Se ficar constatado que não há impacto, a intenção do Palmeiras é formalizar a decisão de sair.

    Mas isso não significa que o Palmeiras migrará para o Futebol Forte União.

    A visão do Palmeiras é que a Libra se desvirtuou do objetivo original de ser um caminho para a formação da liga única. O bloco virou, na prática, um bloco para negociação em bloco dos direitos de transmissão.

    Leila entende que, no cenário atual, não faz sentido permanecer na Libra.

    Ela foi um dos dirigentes presentes à primeira reunião da CBF sobre a liga única. Nos bastidores, os clubes admitem que esse, nesta quarta-feira (29), é o caminho mais viável para a reestruturação do Brasileirão.

    Mas além desse aspecto mais conceitual sobre os rumos da liga, o Palmeiras não está satisfeito com o acordo da Libra com o Flamengo.

    Para encerrar a briga que descambou para o âmbito judicial e chegou a bloquear parte do dinheiro referente à audiência, a Libra e o Fla assinaram um acordo que vai render mais R$ 150 milhões ao rubro-negro até o fim do contrato atual (2029). Serão quatro pagamentos anuais de R$ 37,5 milhões.

    O Palmeiras é totalmente contra esse acordo, mas a presidente está disposta a assiná-lo se for o desejo da maioria dos clubes da Libra.

    Nos bastidores, o sinal do Palmeiras é entender a situação financeira complicada de alguns clubes do bloco e reconhece que a verba bloqueada é importante para os demais. Leila adota o discurso de não querer prejudicar esses clubes.

    Palmeiras quer sair da Libra e é contra acordo com Flamengo

  • Preço do petróleo sobe mais de 6% e é o maior em três semanas após novas ameaças de Trump

    Preço do petróleo sobe mais de 6% e é o maior em três semanas após novas ameaças de Trump

    Indefinição em negociações e risco no fornecimento global fazem Brent ultrapassar US$ 111

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A indefinição nas negociações entre EUA e Irã para encerrar o conflito levou o preço do petróleo a ter uma nova disparada nesta quarta-feira (29). O barril Brent, referência mundial, teve um aumento de 6,32% e chegou a US$ 111,50 (R$ 555,63), maior valor desde 7 de abril, quando foi negociado a US$ 111,80.

    O contrato para entrega em julho abriu a sessão em torno de US$ 104, passou a subir às 3h30 (horário de Brasília) e atingiu o ápice às 14h, quando bateu em US$ 111,50. Às 15h, o Brent era vendido a US$ 110,23 (R$ 549,44), alta de 5,67%. O contrato de junho alcançou US$ 119,76 (R$ 596,79), mas ele é menos negociado que o acordo para julho, que tornou-se a referência do mercado.

    Já o barril WTI (West Texas Intermediate), usado nos EUA, chegou a US$ 107,65 (R$ 536,44) para entrega de junho, que é o contrato mais negociado para esse produto. O contrato de julho estava cotado a US$ 100,81, às 12h46.

    As negociações reagiram às novas ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump, ao Irã para acabar com o bloqueio no estreito de Hormuz, por onde passa 20% da produção mundial de petróleo e gás. “O Irã não consegue se organizar. Eles não sabem como assinar um acordo não nuclear. Melhor eles ficarem espertos logo!”, postou o republicano, nesta quarta, em sua rede Truth Social, ao lado de uma imagem criada artificialmente em que aparece de óculos escuros, com um fuzil e a mensagem: “O Senhor Bonzinho Acabou.

    A reação de Trump ocorre um dia após o Irã uma nova proposta para um acordo de paz, na qual estabelece limites para manter o seu programa nuclear e o controle sobre o tráfego em Hormuz. Segundo o jornal The Wall Street Journal, o presidente dos EUA já teria instruído sua equipe para se prepararem para a continuidade dos ataques por um período prolongado.

    A intenção do mandatário é manter a tática de estrangulamento da economia iraniana com a permanência do bloqueio aos navios que saem do Irã e tentem acessar o estreito de Hormuz. Com isso, os iranianos não conseguem exportar petróleo, perdem parte significativa de suas receitas e seriam obrigados a recuar de suas exigências, aceitando o que está sendo exigido pelos EUA.

    O porta‑voz do Ministério da Defesa iraniano, Reza Talaei-Nik, afirmou que Washington “deve abandonar suas exigências ilegais e irracionais”. “Os Estados Unidos já não estão em condições de ditar sua política às nações independentes”, afirmou, segundo a televisão estatal do país.

    O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, qualificou a oferta iraniana como “melhor” do que esperavam, mas questionou se as autores dela tinham autoridade para negociá-las, devido aos assassinatos de várias lideranças do regime local em ataques de Israel e EUA.

    “Eles são negociadores muito bons”, disse Rubio, acrescentando que qualquer acordo final deve ser um “que definitivamente os impeça de partir para uma arma nuclear”.

    BOLSAS CAEM NA EUROPA E SOBEM NA ÁSIA

    As Bolsas da Europa fecharam em queda nesta terça, com os investidores atentos à indefinição das negociações de paz no Oriente Médio. O índice Euro STOXX 600, referência na União Europeia, caiu 0,6%, sendo seguida em Frankfurt (-0,31%), Londres (-1,16%), Paris (-0,39%), Madri (-0,62%) e Milão (-0,51%).

    Nos EUA, os três principais índices também registram baixa. Dow Jones estava desvalorizando 0,62%, às 14h55, a S&P caía 0,14% e a Nasdaq perdia 0,21%.

    Já as Bolsas na China tiveram performance oposta e foram impulsionadas pelo bom desempenho das ações de terras raras e empresas de baterias elétricas, que subiram mais de 5%. O índice CSI300, que reúne as principais empresas em Xangai e Shenzhen, avançou 1,1% e o SSEC, em Xangai, ganhou 0,71%. As Bolsas de Hong Kong e Seul também subiram 1,68% e 0,75%, respectivamente, enquanto Tóquio ficou fechado em virtude de feriado.

    Preço do petróleo sobe mais de 6% e é o maior em três semanas após novas ameaças de Trump

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  • Com um pênalti para cada lado, Atlético e Arsenal empatam em primeiro duelo

    Com um pênalti para cada lado, Atlético e Arsenal empatam em primeiro duelo

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Atlético de Madrid e Arsenal empataram por 1 a 1 a partida de ida de seu confronto nas semifinais da Champions League. Com um gol de pênalti para cada lado nesta quarta-feira (29), no estádio Riyadh Air Metropolitano, em Madri, ficou tudo igual na disputa, que será resolvida na próxima terça (5), no Emirates Stadium, em Londres.

    Gyökeres marcou para os visitantes no fim do primeiro tempo, e Julián Alvarez balançou a rede pelos donos da casa no início do segundo. Depois disso, os anfitriões tiveram boas oportunidades para marcar, mas respiraram aliviados quando o árbitro holandês Danny Makkelie consultou o vídeo e anulou penal que havia apitado para o time inglês.

    Após um jogo frenético em Paris, com vitória por 5 a 4 do Paris Saint-Germain sobre o Bayern, a outra semifinal da Liga dos Campeões teve um ritmo menos acelerado. O primeiro tempo teve apenas uma finalização mais perigosa de cada time até o momento em que Gyökeres foi derrubado na área por Hancko. Ele mesmo bateu o pênalti, aos 44 minutos, e abriu o placar para o Arsenal.

    Atrás no marcador, o Atlético voltou do intervalo com um comportamento bem mais agressivo e pressionou até buscar o empate. O pênalti foi assinalado com a ajuda do árbitro de vídeo, que indicou o toque de mão de Ben White. Coube a Julián Alvarez executar a cobrança, e convertê-la, aos 11 da etapa final.

    A formação espanhola continuou no ataque e teve uma porção de oportunidades de passar à frente. Griezmann acertou o travessão em chute de dentro da área. Lookman fez finta e se viu na cara do gol, mas chutou em cima do arqueiro Raya. Do outro lado, em dividida com Pubill, Eze foi ao chão. O penal foi marcado e depois anulado, para reclamação dos atletas do Arsenal.

    Atlético e Arsenal estão em busca de seu primeiro título no principal campeonato europeu. A equipe espanhola esteve na decisão em três decisões e perdeu todas: para o Bayern, em 1974, e para o rival Real Madrid, em 2014 e em 2016. Já o clube londrino foi derrotado pelo Barcelona em sua única tentativa, em 2006.

    Neste ano, o jogo derradeiro da competição está marcado para a Puskás Arena, em Budapeste, na Hungria, em 30 de maio. O desenho da partida será definido na próxima quarta (6), quando o Bayern tentará na Allianz Arena, em Munique, virar o placar do confronto com o atual campeão PSG.

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