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  • Governador interino do RJ determina auditoria e trava novos contratos

    Governador interino do RJ determina auditoria e trava novos contratos

    A medida foi divulgada em edição extra do Diário Oficial, publicado horas depois da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) iniciar os trâmites para a eleição de um novo presidente, nome que, pela Constituição estadual, deveria ocupar o Palácio Guanabara

    (CBS NEWS) – O governador interino do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, determinou nesta terça-feira (15) uma ampla auditoria em contratos de secretarias estaduais com valor acima de R$ 1 milhão, além de limitar a realização de novas licitações que não tenham cobertura orçamentária.

    A medida foi divulgada em edição extra do Diário Oficial, publicado horas depois da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) iniciar os trâmites para a eleição de um novo presidente, nome que, pela Constituição estadual, deveria ocupar o Palácio Guanabara.

    Couto, contudo, permanece no comando do governo ao menos até a conclusão do julgamento no STF (Supremo Tribunal Federal) que determinou sua permanência no cargo até a eleição do governador-tampão, que comandará o estado até dezembro. O presidente da corte, Edson Fachin, o estimulou a assumir “plenos poderes” até a definição do cenário político.

    A auditoria ficará a cargo da Casa Civil, pasta que Couto trocou o titular no mesmo DO. O governador interino escalou o procurador Flávio Willeman para o cargo. Outro órgão que ficará responsável pela devassa será a CGE (Controladoria-Geral do Estado), cuja titularidade também foi alterada pelo desembargador assim que assumiu o Guanabara.

    O decreto publicado afirma que a medida tem como objetivo adequar as despesas estaduais, reorganizar as finanças do Poder Executivo, reduzir o rombo nas contas públicas e garantir o cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal. O déficit previsto para este ano é de R$ 19 bilhões e é uma das maiores preocupações do desembargador.

    Com a nova determinação, os titulares de todos as secretarias e autarquias têm um prazo de 15 dias úteis para enviar um relatório detalhado à Secretaria da Casa Civil e à CGE. Esse documento deverá mapear as atividades, programas e projetos desenvolvidos no último ano, além de listar os principais contratos que possuam valores superiores a R$ 1 milhão.

    Também foi exigido o detalhamento do quadro de pessoal, incluindo servidores efetivos, comissionados e trabalhadores terceirizados, bem como informações sobre procedimentos licitatórios em curso, contratos firmados sem ordem de início ou sem recursos alocados, e contratações realizadas mediante dispensa emergencial ou inexigibilidade.

    Um dos focos principais da devassa será a análise das contratações sem licitação realizadas pela administração pública. O decreto determina a instauração imediata de uma auditoria específica, sob a coordenação da CGE, para verificar a legalidade desses contratos.

    A Controladoria terá um prazo de 45 dias para auditar esses acordos e, caso identifique irregularidades, ilegalidades ou risco de dano ao erário público no decorrer dos trabalhos, deverá comunicar a situação imediatamente ao governador em exercício para a adoção de medidas cautelares urgentes.

    O texto também estabelece a vedação de realização de novas licitações ou o início da execução de novos contratos sem que haja a identificação prévia de dotação orçamentária específica e suficiente para garantir a execução integral dos contratos que já estão em andamento.

    Couto também anulou um decreto assinado no último dia de mandato do ex-governador Cláudio Castro (PL) antes da renúncia, que revogava o plano de manejo da APA (área de proteção ambiental) de Tamoios, na Costa Verde. O ato era alvo de críticas de ambientalistas por reduzir a proteção da área.

    As medidas foram anunciadas horas depois do presidente em exercício da Alerj, Guilherme Delaroli, convocar o Colégio de Líderes para discutir os trâmites para a eleição do comando efetivo do Legislativo fluminense.

    O futuro presidente da Alerj está impedido de assumir o governo estadual por decisão do STF, que determinou a permanência de Couto no cargo até a eleição para o governador-tampão. A manutenção da decisão inverte a ordem da linha sucessória prevista na Constituição estadual.

    O julgamento no STF foi interrompido com 4 votos a 1 a favor da eleições indireta, restando ainda os votos de 5 ministros. O ministro Flávio Dino pediu vista do processo alegando ser necessário a publicação do acórdão do julgamento que cassou Castro.

    O governo estadual não está, neste momento, sob comando do presidente da Alerj porque a titularidade do cargo está vaga desde dezembro, quando Rodrigo Bacellar foi preso sob suspeita de vazar informações de uma operação contra o ex-deputado TH Joias, suspeito de ligação com o Comando Vermelho.

    O deputado Guilherme Delaroli (PL), vice-presidente da Alerj, assumiu provisoriamente a presidência da Casa, mas não pode assumir o Palácio Guanabara por não ser o titular do cargo. Por este motivo, o governo está sob responsabilidade de Couto, presidente do TJ-RJ e último na linha sucessória prevista na Constituição fluminense.

    A eleição para presidência da Alerj vai ocorrer porque Bacellar foi cassado no mês passado pelo TSE no mesmo processo que condenou Castro. Com o comando da Casa oficialmente vago -antes ele estava apenas afastado-, a eleição pode ocorrer.

    A Alerj chegou a realizar uma eleição na qual escolheu, por 45 votos, o deputado Douglas Ruas (PL) como presidente. O ato foi anulado pela Justiça estadual, porque ocorreu antes da retotalização dos votos após a cassação de Bacellar pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). A recontagem, porém, não alterou a composição da Casa.

    Governador interino do RJ determina auditoria e trava novos contratos

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  • Madonna confirma novo álbum após apagar suas publicações no Instagram

    Madonna confirma novo álbum após apagar suas publicações no Instagram

    O lançamento mais recente da artista foi o álbum “Madame X”, em junho de 2019. Sete anos depois, os fãs já alimentavam rumores sobre uma “nova era” na carreira da estrela.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Poucas horas após apagar todas as postagens de seu perfil no Instagram, a cantora Madonna confirmou, por meio de um teaser em seu site oficial, que a proximidade de seu novo álbum, “Confessions on a Dance Floor 2”, continuação de um de seus maiores sucessos.

    A cantora também alterou a sua foto de perfil na rede social e deixou sua biografia com a frase “time goes by so slowly” -o tempo passa tão devagar-, uma referência à música “Hung Up”, do álbum “Confessions on a Dancefloor”.

    A cantora já havia confirmado, anteriormente, que estava trabalhando neste projeto ao lado de Stuart Price, mesmo produtor do álbum de 2005. As especulações sugeriam que o trabalho poderia chegar em novembro do ano passado, quando “Confessions” completou 20 anos.

    O teaser trouxe apenas uma referência a “Confessions 2”, seguida de uma imagem com duas pernas e uma caixa de som ao centro, formando a letra “M”. Ainda não há outros detalhes sobre o lançamento.

    O lançamento mais recente da artista foi o álbum “Madame X”, em junho de 2019. Sete anos depois, os fãs já alimentavam rumores sobre uma “nova era” na carreira da estrela.

    Madonna confirma novo álbum após apagar suas publicações no Instagram

  • Corinthians tenta retomar força em Itaquera contra o Santa Fé após exageros no Dérbi

    Corinthians tenta retomar força em Itaquera contra o Santa Fé após exageros no Dérbi

    O Corinthians está descaracterizado em 2026. Por mais que conte com o apoio de sempre da torcida nos jogos na Neo Química Arena, venceu apenas três das dez partidas que disputou neste ano como mandante e vive um jejum de quatro jogos sem vitória em casa. Nova chance de demonstrar a força de Itaquera virá a partir das 21h30 desta quarta-feira, em duelo com o Santa Fé, da Colômbia, pela segunda rodada do Grupo E da Libertadores.

    O time comandado por Fernando Diniz, que vinha de vitória por 2 a 0 sobre o Platense, na Argentina, perdeu a oportunidade de voltar a vencer justamente em um dos jogos mais importantes do ano, o clássico com o Palmeiras. Neste dérbi, a atmosfera tradicionalmente estimulante tornou-se bélica diante da postura dos jogadores, que exageraram na intensidade. Não à toa, Matheuzinho e André acabaram expulsos.

    Prevaleceu a narrativa de empate heroico, análise justa pelo esforço dos nove que permaneceram em campo. Porém, desperdiçou-se a chance de amadurecer o trabalho ainda inicial de Diniz. Voltar a ter o próprio estádio como um local de segurança para construir vitórias é um dos pontos que o treinador corintiano precisa resolver.

    “O que eu nunca abri mão na minha vida é a capacidade de lutar. Nisso eu me assemelho muito ao Corinthians”, disse o técnico depois do dérbi. “Isso aproxima o time da torcida. Depois disso, podemos fazer um ajuste na parte tática, mas não tem ajuste que supere falta de energia, vontade e espírito de luta.”

    Diniz pode repetir a escalação do Corinthians pelo terceiro jogo consecutivo, algo raro para o time. No empate sem gols com o Palmeiras, foi a primeira vez, após 25 jogos, que os mesmos 11 jogadores iniciaram duas partidas seguidas.

    Os desfalques do treinador ainda são os mesmos: Memphis Depay, Hugo, Charles, Pedro Milans, João Pedro Tchoca e Gui Negão, todos entregues ao departamento médico. Kaio César, recuperado de lesão no músculo posterior da coxa direita, pode voltar.

    O time paulista vai enfrentar um Santa Fé que oscila no Campeonato Colombiano. A equipe ocupa a 13ª posição, com 20 pontos. Assim como o Corinthians, o time de Bogotá vem de um clássico com seu maior rival, o Millonarios, e também empatou, mas por 1 a 1.

    Empates, aliás, têm sido comuns para o time comandado pelo técnico uruguaio Pablo Repetto, que terminou em igualdade com os adversários nas últimas três partidas, inclusive na Libertadores. A estreia no torneio continental foi contra o Peñarol, em jogo que terminou empatado por 1 a 1.

    “O Corinthians é uma equipe agressiva, vem de uma troca de técnico, com grande experiência no futebol brasileiro, a ponto de, pouco tempo atrás, ter chegado ao comando da seleção brasileira. Conhece muito bem os jogadores do Corinthians, mesmo tendo chegado há pouco tempo. Empatou o clássico, ganhou a primeira partida da Libertadores”, comentou Repetto sobre a partida.

    FICHA TÉCNICA

    CORINTHIANS X SANTA FÉ

    CORINTHIANS – Hugo Souza; Matheuzinho, Gabriel Paulista, Gustavo Henrique e Matheus Bidu; Raniele, André, Breno Bidon e Rodrigo Garro; Yuri Alberto e Kayke. Técnico: Fernando Diniz.

    SANTA FÉ – Asprilla; Palacios, Olivera, Moreno e Mafla; Jhojan Torres, Daniel Torres, Toscano e Frascica; Palacios e Rodallega. Técnico: Pablo Repetto.

    ÁRBITRO – Juan Gabriel Benítez (PAR).

    HORÁRIO – 21h30.

    LOCAL – Neo Química Arena, em São Paulo.

    Após eliminar o rival em duelo marcado por polêmicas, Atlético de Madrid ironiza o Barcelona nas redes sociais, cita declarações, jogadores e até o lema do clube. Classificação veio com virada de cenário e decisões de arbitragem contestadas.

    Notícias ao Minuto | 06:20 – 15/04/2026

    Corinthians tenta retomar força em Itaquera contra o Santa Fé após exageros no Dérbi

  • Parecer que mirava ministros do STF é rejeitado; texto gera tensão institucional

    Parecer que mirava ministros do STF é rejeitado; texto gera tensão institucional

    Relatório que pedia indiciamento de ministros do STF e do procurador-geral é barrado após articulação da base governista. Caso gera forte reação no Judiciário e amplia tensão entre poderes em meio a acusações e ameaças.

    A CPI do Crime Organizado rejeitou, na noite de terça-feira (14), por 6 votos a 4, o relatório do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), que pedia o indiciamento, com encaminhamento para análise de abertura de processo de impeachment, dos ministros Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), além do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

    O conteúdo do documento acirrou o estresse institucional no país, gerando reações contundentes de magistrados da Corte. Foi a primeira vez que uma CPI no Congresso pediu o indiciamento de ministros do STF, segundo parlamentares e servidores consultados pelo Estadão/Broadcast. Apenas essas quatro autoridades foram alvo de pedidos de indiciamento. Segundo o relatório da CPI do Crime Organizado, os ministros e o chefe da PGR teriam cometido crimes de responsabilidade por ações e omissões no caso Master.

    O relatório foi barrado após articulação da base do governo, que alterou três integrantes do colegiado e garantiu maioria contrária ao texto. A manobra ocorreu depois de ministros citados no relatório pressionarem o governo e o Senado. A reunião foi marcada por discursos de desqualificação do documento por senadores governistas, que passaram a ser maioria no último dia de funcionamento da comissão.

    Vieira afirmou ter sofrido ameaças de ministros do STF e disse que não irá recuar. “As pessoas que estão sentadas na Suprema Corte não são donas do país. Elas têm o direito de falar por último sobre o direito, sobre a lei. Mas, há muito tempo, se habituaram a atravessar a rua, a interferir nesta Casa, a interferir na Casa vizinha, a fazer manifestações que são de cunho claramente político e também, infelizmente, mais recentemente, a usar da ameaça como expediente”, declarou.

    ‘Milícias’

    Após a divulgação do relatório, a primeira reação partiu de Gilmar Mendes, decano do STF. O ministro afirmou que não há base legal para que a CPI peça o indiciamento de integrantes da Corte. Segundo ele, o relatório “flerta com arbitrariedades” e não enfrenta, de fato, o problema do crime organizado. Gilmar criticou a condução dos trabalhos e direcionou críticas ao relator.

    “É, no mínimo, perturbador que o relator, enquanto integrante de carreira policial, tenha fechado olhos para seus colegas que, traindo a boa imagem da instituição, cruzaram para o lado sombrio das milícias. O relatório revela verdadeira cortina de fumaça, ao deixar de enfrentar o grave problema a que se propôs e ao dedicar-se a engrossar a espuma midiática contra o STF”, escreveu no X.

    “Chama atenção o fato de que uma CPI instaurada após o massacre de 120 pessoas nos Complexos do Alemão e da Penha, no ano passado, não tenha promovido sequer a quebra de sigilos de milicianos ou integrantes das facções que controlam territórios no Rio de Janeiro”, afirmou. Segundo o ministro, “o indiciamento constitui ato privativo de delegado de polícia e não se aplica a crimes de responsabilidade”. Ele destacou que CPIs não participam desse tipo de procedimento, que segue regras previstas na Lei do Impeachment.

    ‘Mandatos cassados’

    Em outra reação dura, e em tom de alerta, na abertura da sessão da Segunda Turma do STF, Dias Toffoli afirmou que o relatório final da CPI pode levar seus autores a terem os mandatos cassados. “A Justiça Eleitoral não faltará em punir aqueles que abusam do seu poder para obter votos num proselitismo eleitoral”, disse.

    “Não podemos nos furtar a cassar eleitoralmente aqueles que abusaram, atacando as instituições, para obter voto e conspurcar o voto do eleitor. Porque é disso que se trata, quando surge um relatório aventureiro desse. É tentativa de obter votos”, afirmou.

    Embora não tenham sido citados no pedido de indiciamento, o presidente do STF, Edson Fachin, e o ministro Flávio Dino saíram em defesa da Corte. Em nota, Fachin classificou como “indevida” a inclusão dos colegas no relatório. “Desvios de finalidade temática dessas comissões enfraquecem os pilares democráticos e ameaçam os direitos fundamentais de qualquer cidadão”, afirmou.

    Dino, pelas redes sociais, disse ser um “imenso erro” tratar o STF como o principal problema do país e criticou o fato de o relatório não apontar nomes ligados diretamente ao crime organizado. “É uma irresponsabilidade investigar o crime organizado e não tratar sobre milicianos, traficantes de drogas, vendedores de armas ilegais, garimpos ilegais, facções que controlam territórios, matadores e pistoleiros.”

    ‘Agressão permanente’

    Na terça-feira, durante a posse do novo ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães (PT), o presidente do Senado e do Congresso, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), afirmou que o país vive “uma agressão permanente às instituições republicanas”.

    Em um contexto em que ministros do STF e políticos do Legislativo e do Executivo são citados no escândalo do banco Master, Alcolumbre criticou o que chamou de despreocupação com os “limites institucionais”. “Está muito bom agredir as instituições republicanas, sejam do Executivo, do Legislativo ou do Judiciário. Está muito cômodo ofender os outros. Está todo mundo passando dos limites institucionais que norteiam a boa convivência na relação republicana.”

    Procuradores

    A inclusão de Paulo Gonet no relatório provocou reação da Associação Nacional dos Procuradores, principal entidade da categoria. A CPI atribuiu ao chefe do Ministério Público Federal “inércia”, “desídia” e “blindagem” de ministros do STF.

    Segundo o relatório, Gonet teria deixado de agir mesmo tendo acesso a informações sobre a conduta de magistrados no caso Master, reunidas pela imprensa e pela Polícia Federal. Para a entidade, “não há qualquer cenário de omissão institucional”. “As investigações mencionadas seguem em regular andamento no âmbito da Polícia Federal.”

    Votaram contra o relatório os senadores Beto Faro (PT-PA), Teresa Leitão (PT-PE), Humberto Costa (PT-PE), Soraya Thronicke (PSB-MS), Rogério Carvalho (PT-SE) e Otto Alencar (PSD-BA). Votaram a favor Alessandro Vieira, Eduardo Girão (Novo-CE), Magno Malta (PL-ES) e Esperidião Amin (PP-SC).

    Parecer que mirava ministros do STF é rejeitado; texto gera tensão institucional

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  • Irã ameaça bloquear mar Vermelho se prosseguir bloqueio norte-americano

    Irã ameaça bloquear mar Vermelho se prosseguir bloqueio norte-americano

    Teerã reage ao bloqueio imposto por Washington e diz que pode interromper rotas no Golfo Pérsico e até no Mar Vermelho. Tensão cresce após fracasso em negociações e risco de ruptura do cessar-fogo.

    O Irã ameaçou nesta quarta-feira bloquear o tráfego no Mar Vermelho, apesar de não ter fronteira com a região, além de interromper todo o comércio no Golfo Pérsico caso os Estados Unidos mantenham o bloqueio aos portos iranianos.

    “As poderosas forças armadas da República Islâmica não permitirão nenhuma exportação ou importação no Golfo Pérsico, no mar de Omã ou no mar Vermelho”, afirmou o chefe das forças iranianas, general Ali Abdollahi, em comunicado divulgado pela televisão estatal.

    Segundo Abdollahi, se os Estados Unidos mantiverem o bloqueio e “criarem insegurança para os navios comerciais do Irão e petroleiros”, isso poderá representar o início de uma violação do cessar-fogo, conforme declaração reproduzida pela agência France-Presse (AFP).

    Embora não tenha acesso direto ao Mar Vermelho, o Irã pode contar com aliados no Iêmen, como os rebeldes houthis, que já ameaçaram atacar embarcações na região a partir de áreas montanhosas no país.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, determinou o bloqueio a “navios de todas as nacionalidades que entrem ou saiam dos portos e zonas costeiras iranianos”, medida que entrou em vigor na última segunda-feira.

    Desde o início do conflito, desencadeado em 28 de fevereiro após um ataque conjunto de Israel e Estados Unidos, o Irã passou a bloquear o Estreito de Ormuz. Em resposta, Teerã realizou ataques contra Israel e países da região.

    Um cessar-fogo de duas semanas entrou em vigor em 8 de abril para permitir negociações entre Estados Unidos e Irã, mediadas pelo Paquistão.

    As conversas realizadas no fim de semana em Islamabad terminaram sem acordo, mas autoridades paquistanesas informaram que seguem tentando viabilizar uma nova rodada de negociações.

    O bloqueio aos portos iranianos foi adotado após o fracasso dessas negociações, que duraram cerca de 21 horas e envolveram delegações lideradas pelo vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, e pelo presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf.

    Apesar das restrições, dados de monitoramento marítimo indicam que alguns navios vindos de portos iranianos atravessaram o Estreito de Ormuz na terça-feira.

    De acordo com a agência iraniana Tasnim, que citou fontes não identificadas, a navegação a partir dos portos do país continuou normalmente mesmo com o bloqueio em vigor.

    “Navios comerciais rumaram a vários locais do mundo” nas últimas 24 horas, informou a mesma fonte, segundo a AFP.
     
     
     

    Irã ameaça bloquear mar Vermelho se prosseguir bloqueio norte-americano

  • Bessent diz que tarifas de Trump poderão ser restauradas ao nível anterior até julho

    Bessent diz que tarifas de Trump poderão ser restauradas ao nível anterior até julho

    Secretário do Tesouro indica retomada de tarifas após decisão da Suprema Corte e cita uso da Seção 301 como alternativa legal. Medida pode impactar comércio global e atingir países investigados, incluindo o Brasil.

    O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou nesta terça-feira (14) que as tarifas do presidente Donald Trump podem ser restabelecidas, até julho, aos níveis que vigoravam antes de a Suprema Corte dos Estados Unidos derrubá-las.

    “Tivemos um revés na Suprema Corte em relação à política tarifária, mas vamos implementar ou conduzir estudos com base na Seção 301, então as tarifas podem voltar a vigorar no nível anterior no começo de julho”, disse Bessent durante o evento WSJ Opinion Live, em Washington.

    O secretário também afirmou que a nova medida trará mais previsibilidade, já que a Seção 301 já foi testada nos tribunais, o que facilitaria a tomada de decisões por parte de líderes empresariais e investidores.

    Em fevereiro, a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu que o presidente Trump excedeu sua autoridade ao impor tarifas globais amplas com base em uma lei de emergência.

    Posteriormente, o governo passou a utilizar a Seção 301, um dispositivo baseado na Lei de Comércio de 1974 que concede ao presidente dos Estados Unidos autoridade para impor tarifas ou outras penalidades após investigações sobre práticas comerciais que prejudiquem o comércio americano.

    Uma dessas investigações, que envolve 59 países, entre eles o Brasil, busca avaliar se essas nações utilizam “trabalho forçado” na produção de bens exportados para os Estados Unidos, o que poderia representar concorrência desleal para produtos americanos.

    Bessent diz que tarifas de Trump poderão ser restauradas ao nível anterior até julho

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  • Atriz critica Jorginho e diz que ele mobilizou 'fãs raivosos de futebol' para atacar Chappell Roan

    Atriz critica Jorginho e diz que ele mobilizou 'fãs raivosos de futebol' para atacar Chappell Roan

    A polêmica começou em 21 de março, quando Jorginho publicou um comunicado alegando que um segurança de Chappell Roan intimidou sua esposa Catherine Harding e a enteada, Ada Law, em um hotel em São Paulo

    (CBS NEWS) – A atriz britânica Jameela Jamil, conhecida por atuar na série “The Good Place”, criticou a retratação de Jorginho Frello, do Flamengo, após a polêmica envolvendo a cantora Chappell Roan. Na segunda-feira (13), o jogador publicou um pronunciamento afirmando que o episódio foi um mal-entendido.

    Em resposta, Jameela comentou na publicação do Entertainment Tonight no Instagram. “Talvez tente: eu me arrependo de fazer uma declaração pública sem ter todas as informações, o que levou a uma campanha global de ódio de duas semanas e a um ataque em massa contra uma jovem que não tinha qualquer envolvimento com o incidente”, escreveu a atriz. “Peço desculpas por ter jogado essa jovem aos leões e por ter demorado tanto para corrigir a narrativa e intervir.”

    “Sou um homem adulto, entendo a natureza da fama e devo agir com mais cuidado. Ser um pai protetor não justifica”, continuou Jameela. “Eu feri e constrangi uma mulher que não fez nada além de tomar café da manhã, sem saber do ocorrido. Serei mais cuidadoso no futuro antes de mobilizar fãs de futebol raivosos contra mulheres jovens.”

    A polêmica começou em 21 de março, quando Jorginho publicou um comunicado alegando que um segurança de Chappell Roan intimidou sua esposa Catherine Harding e a enteada, Ada Law, em um hotel em São Paulo. A acusação repercutiu e gerou críticas à cantora, que negou envolvimento. No dia 25 de março, o segurança Pascal Duvier também negou ter qualquer tipo de relação com Chappell.

    Atriz critica Jorginho e diz que ele mobilizou 'fãs raivosos de futebol' para atacar Chappell Roan

  • Artur faz o 1°, São Paulo melhora após vaias, bate O’Higgins e lidera grupo

    Artur faz o 1°, São Paulo melhora após vaias, bate O’Higgins e lidera grupo

    (UOL/FOLHAPRESS) – O São Paulo segue 100% na Sul-Americana. Nesta terça-feira (14), o Tricolor recebeu o O’Higgins, do Chile, no Morumbis e venceu por 2 a 0. A partida foi válida pela segunda rodada do Grupo C.

    Luciano e Artur anotaram os gols da vitória, um em cada tempo. O camisa 37 marcou seu primeiro desde que deixou o Botafogo, por empréstimo.

    O São Paulo estreou sua nova camisa 2 nesta noite. O uniforme listrado não é normalmente utilizado em partidas caseiras, mas foi preferido ao branco para primeira exposição oficial.

    O time não pôde contar com Sabino, Lucas e Ferreira -o último virou desfalque após reclamar de dores musculares após a partida contra o Vitória-, mas teve os retornos de Bobadilla, Luciano e Calleri. A escalação antes da bola rolar contou com algumas vaias da torcida, principalmente para o treinador Roger Machado.

    Apesar disso, Roger Machado ganhou uma importante baixa: Marcos Antônio. O meia sentiu a coxa direita após um contra-ataque ainda no primeiro tempo e virou desfalque para os próximos jogos. Ele foi substituído ainda na etapa inicial, por Danielzinho.

    O triunfo levou o clube do Morumbis à 1ª posição isolada da chave, com seis tentos. O O’Higgins se manteve com três pontos e pode perder a vice-liderança a depender do outro embate do grupo, entre Millonarios e Boston River, nesta quarta.

    O Tricolor volta a campo às 18h30 (de Brasília) do próximo sábado, quando visita o Vasco, em São Januário. O time de Roger Machado é o 3° colocado do Brasileirão, com 20 pontos.

    LANCES IMPORTANTES

    1 a 0! Quase não deu tempo de aquecer, sob ventos gelados no Morumbis. Marcos Antônio fez belo lançamento para Calleri, que, no pivô, venceu a marcação e dominou de peito para trás. Lá, na entrada da área, estava Luciano. O camisa 10 ajeitou o corpo, pegou de primeira e mandou no cantinho baixo do goleiro para abrir o marcador com um belo arremate.

    Pelo lado. Calleri apareceu no segundo pau, e Artur conseguiu escapar da marcação e fazer cruzamento para a grande área. A bola chegou no camisa 9, que ajeitou para Enzo Díaz, que vinha chegando pela entrada lateral da área. O argentino encheu o pé, mas a bola passou pelo lado.

    Baixa. Marcos Antônio puxou contragolpe pela direita, mas, após esticada em velocidade, tentou lançamento errado e levou as mãos à coxa direita. Logo depois, fez sinal para o banco de reservas e pediu para sair.

    Rafael! O’Higgins ganhou escanteio pela esquerda, e Castillo venceu a zaga tricolor no cruzamento. O camisa 9 cabeceou para o chão, e o goleiro são-paulino socou a bola para longe.

    Mais perigo. Time visitante manteve alguns minutos de pressão no São Paulo, e Martín Sarrafiore, com espaço, arriscou arremate de fora da área. A bola acabou desviando na zaga, matando Rafael e tirando tinta da trave.

    Uhhh! São Paulo voltou melhor no segundo tempo. Luciano recebeu na entrada da área e, após boa jogada individual, limpou a marcação e ficou cara a cara com o goleiro, mas dando um toquinho a mais. Carabalí saiu bem do gol e fez o corte.

    2 a 0! O primeiro de Artur. O ponta ganhou espaço na direita e fez um-dois com Luciano. Logo depois, fez outro um-dois com Calleri, passou por outro marcador e, de cara com o goleiro, apenas bateu rasteiro para tirar de Carabalí e dobrar a vantagem são-paulina.

    Perdeu! Mais uma grande chance desperdiçada pelo clube chileno. Cruzamento do O’Higgins atravessou toda a grande área do São Paulo e encontrou Castillo. O jogador completou para fora, mesmo sem goleiro.

    Não valeu. Vecino venceu Rafael Toloi em bola alta e cabeceou para o gol. Rafael, porém, mal foi para a bola, após grande reclamação de falta do atacante chileno. O VAR rapidamente anulou o tento pela infração.

    SÃO PAULO: Rafael; Lucas Ramon, Alan Franco, Rafael Toloi e Enzo Díaz; Bobadilla (Cauly), Marcos Antônio e Luciano (Tapia); Artur, Lucca (Tetê) e Calleri (Luan). Técnico: Roger Machado.

    O’HIGGINS: Carabalí; Faúndez (Morales), Garrido, Díaz e Muñoz; Leiva, Ogaz (Gabriel Pinto) e Castillo (Vecino); Rabelo (Maturana), González e Sarrafiore. Técnico: Lucas Bovaglio.

    Local: Morumbis, em São Paulo (SP)
    Público: 19.990 torcedores
    Renda: R$ 762.415,00
    Árbitro: Dario Herrera (ARG)
    Assistentes: Pablo González (ARG) e Sebastian Raineri (ARG)
    VAR: Germán Delfino (ARG)
    Cartões amarelos: Bobadilla, Luciano e Calleri (SÃO); Muñoz, Leiva, Ogaz e Vecino, Sarrafiore (OHI)
    Gols: Luciano (SÃO) aos 8’/1°T; Artur (SÃO), aos 10’/2°T

    Após eliminar o rival em duelo marcado por polêmicas, Atlético de Madrid ironiza o Barcelona nas redes sociais, cita declarações, jogadores e até o lema do clube. Classificação veio com virada de cenário e decisões de arbitragem contestadas.

    Notícias ao Minuto | 06:20 – 15/04/2026

    Artur faz o 1°, São Paulo melhora após vaias, bate O’Higgins e lidera grupo

  • Irã recruta crianças e amplia frente de violações na guerra

    Irã recruta crianças e amplia frente de violações na guerra

    Nos anúncios que recrutam crianças, há chamados não apenas para servir em postos militares, mas também para funções que podem parecer menos perigosas, diz Van Esveld. Entre elas, participar de patrulhas e até preparar comida

    (CBS NEWS) – Sob a ameaça dos Estados Unidos e de Israel, o Irã recorre a crianças para se defender. Segundo relatos preliminares de organizações humanitárias, menores de idade participam, por exemplo, de patrulhas e postos de controle.

    O recrutamento de crianças constitui crime de guerra. Uma das razões é que as expõe à violência. Foi o caso de Alireza Jafari, 11. De acordo com a Anistia Internacional, ele morreu em março enquanto atuava em um posto de controle. Seu pai o havia levado até o local, argumentando que não havia soldados suficientes.

    A dimensão desse fenômeno ainda é incerta. Blecautes e censura dificultam o trabalho de investigação, afirma Bill Van Esveld, diretor da área de direitos da criança na ONG Human Rights Watch (HRW). Muitos temem falar sobre esse tema, receando sofrer represálias.

    Há hoje, no entanto, uma série de evidências desse recrutamento. Uma das mais importantes é um anúncio veiculado pela imprensa estatal, que reduz a idade mínima para o alistamento na organização Basij. Passou de 15 para 12 anos.

    O anúncio foi feito por Rahim Nadali, líder de uma das brigadas da região de Teerã. Disse que muitos jovens estavam interessados em se alistar. Acompanhando o anúncio, há um pôster de recrutamento que mostra o que parece ser um menor de idade ao lado de um homem adulto vestindo trajes militares.

    A Basij, oficialmente chamada de “organização para a mobilização dos oprimidos”, é um braço da Guarda Revolucionária. Atua como uma força paramilitar de voluntários, frequentemente mobilizada para reprimir protestos populares. Entre suas funções também está a de polícia moral.

    Organizações internacionais verificaram relatos e fotografias de crianças manejando armas pesadas em postos de controle. Um desses relatos, citado no relatório da Anistia Internacional, diz que o menor estava sem ar, pois mal conseguia segurar a arma.

    Esse não é um fenômeno novo no Irã. Nos anos 1980, o país enviou dezenas de milhares de crianças à guerra contra o Iraque. É conhecido o caso de Mohammad Hossein Fahmideh, morto aos 13 anos ao se jogar debaixo de um tanque, detonando uma granada. Mais recentemente, segundo relatos, Teerã enviou jovens afegãos para defender o regime sírio de Bashar al-Assad.

    Esse fenômeno, ademais, não é exclusivo do Irã. Organizações internacionais documentam casos semelhantes em países como Mianmar, Sudão do Sul e República Democrática do Congo.

    Para Van Esveld, da HRW, não há fator que atenue o recrutamento de menores de idade. “A lei internacional é clara. Crianças não podem dar seu consentimento”, afirma. “Aos 12 anos, entendem o risco de morrer ou de perder um membro? É claro que não.”

    Segundo o Human Rights Watch, o Irã está sujeito a uma série de convenções e protocolos internacionais que proíbem o recrutamento e o uso direto de menores em conflitos armados.

    Nos anúncios que recrutam crianças, há chamados não apenas para servir em postos militares, mas também para funções que podem parecer menos perigosas, diz Van Esveld. Entre elas, participar de patrulhas e até preparar comida. Ainda assim, afirma que elas estariam expostas aos frequentes ataques dos Estados Unidos e de Israel. “Deveriam estar na escola, não ali.”

    Ir à escola, no entanto, não protege crianças no Irã. Já no primeiro dia da guerra, em 28 de fevereiro, um bombardeio matou ao menos 175 pessoas em uma escola para garotas no Irã. As investigações apontam para a autoria dos EUA.

    A escola estava próxima a uma base da Guarda Revolucionária. Mas, diz Van Esveld, as imagens de satélite mostravam com clareza que não se tratava de um alvo militar. Tinha até um campinho de futebol. “Não basta dizerem agora que foi um erro. Deveriam ter feito tudo o que estava ao seu alcance para evitar.”

    A disputa com o Irã e seus aliados também tem ameaçado crianças em outros países. Ataques israelenses mataram mais de 20 mil crianças e destruíram 92% das escolas de Gaza. Já no Líbano, os ataques de Tel Aviv forçaram mais de 1 milhão de pessoas a deixar suas casas – entre elas, 400 mil menores. A situação das crianças na região, afirma Van Esveld, é “sombria”.

    Irã recruta crianças e amplia frente de violações na guerra

  • Cunhado de Tarcísio perde cargo na Alesp após troca de deputados

    Cunhado de Tarcísio perde cargo na Alesp após troca de deputados

    Mudanças na Alesp ligadas ao calendário eleitoral levaram à saída de aliado próximo do governador. Cunhado de Tarcísio ocupava cargo em gabinete de deputado e deixou a função após retorno de titular para disputar a reeleição

    (CBS NEWS) – O coronel da reserva da Aeronáutica Maurício Pozzobon Martins, cunhado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), perdeu o cargo que ocupava na Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo) em meio às trocas provocadas pelo prazo de desincompatibilização de candidatos para a eleição de outubro.

    Martins, que é casado com a irmã da primeira-dama, Cristiane de Freitas, estava lotado no gabinete do deputado estadual Danilo Campetti (Republicanos), amigo do governador. Campetti era suplente de outro deputado, Rui Alves (Republicanos), que retornou ao Legislativo no dia 1º para concorrer à reeleição.

    Como assessor, Martins recebia remuneração bruta de R$ 25,4 mil.

    Em janeiro de 2023, pouco após tomar posse, Tarcísio havia nomeado Martins como seu assessor especial, conforme a Folha informou. O cunhado havia trabalhado na campanha ao governo em 2022. O imóvel que o governador declarou como domicílio ao se registrar como morador de São José dos Campos, para se habilitar a disputar as eleições no estado, estava alugado em nome de Martins.

    A nomeação do cunhado, contudo, gerou críticas e acusação de nepotismo por parte da oposição, e o governador anulou o ato no dia seguinte. Na ocasião, ele justificou a decisão dizendo acreditar que a nomeação poderia ser feita.

    “Quando nomeei, eu achei que pudesse. Quando você pega a definição de parentesco do Código Civil, concunhado não aparece, mas uma decisão do [ministro Edson] Fachin [do Supremo Tribunal Federal] de 2019 inclui o concunhado [na possibilidade de nepotismo]”, disse o governador, na época.

    Já Campetti, policial federal que ganhou projeção eleitoral por ter sido um dos agentes que participou da condução coercitiva do presidente Lula (PT) em 2016, não foi eleito como deputado estadual em 2022, mas conseguiu se posicionar como um dos suplentes de seu partido. Ele também atuou na campanha de Tarcísio.

    Em 2024, com a participação de Tarcísio na campanha pela reeleição de Ricardo Nunes (MDB) na capital paulista, o prefeito retribuiu o apoio de Tarcísio e do Republicanos, segundo a reportagem apurou na época, convidando o deputado Rui Alves para assumir a Secretaria de Turismo na cidade. O arranjo abriu a vaga para que Campetti pudesse tomar posse.

    Embora Campetti tivesse mantido a maior parte do gabinete de Alves na Alesp, ele abriu espaço para o cunhado do governador, que passou a ser assessor especial parlamentar. Com a volta de Alves ao Legislativo, Campetti deixou o cargo e Martins também foi desligado.

    O deputado confirmou sua saída e a do assessor especial e disse que deverá retornar à PF até o início do próximo período eleitoral, quando deve tentar se eleger novamente. Já Martins deverá trabalhar novamente para a eleição de Tarcísio.

    A reportagem procurou o Palácio dos Bandeirantes para comentar a saída do cunhado do governador do cargo, mas não teve resposta.

    Tarcísio foi ministro da Infraestrutura entre janeiro de 2019 e março de 2022, durante o governo de Jair Bolsonaro (PL). Durante o período, tanto o cunhado do governador quanto sua mulher e seu filho tiveram cargos no governo federal.

    Martins trabalhou na Infraero, estatal que administra aeroportos, após ir para a reserva da Aeronáutica, ainda em 2019, e ficou lá até 2022. A primeira-dama foi nomeada na Embratur, empresa vinculada ao Ministério do Turismo. Já o filho do governador fez estágio no Ministério da Economia, na ocasião chefiado por Paulo Guedes.

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