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  • Câmara aprova projeto que reduz penas de Bolsonaro e réus do 8 de janeiro

    Câmara aprova projeto que reduz penas de Bolsonaro e réus do 8 de janeiro

    Deputados aprovam texto que diminui punições para condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro; medida ainda será analisada pelo Senado e pode encurtar o tempo de prisão do ex-presidente.

    A Câmara dos Deputados aprovou, na madrugada desta quarta-feira (10), o texto-base do projeto que reduz as penas aplicadas a condenados por atos golpistas, entre eles os participantes do ataque de 8 de janeiro de 2023. A votação ocorreu às 2h26 e reacendeu o debate sobre os efeitos da medida para o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado por tentar liderar um plano de ruptura institucional.

    O projeto, conhecido como PL da Dosimetria, segue agora para o Senado. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou que pretende votar a proposta ainda este ano. Caso avance e seja sancionado, a pena de Bolsonaro poderá ser diminuída, encurtando seu período na prisão. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda poderá vetar o texto total ou parcialmente.

    A aprovação pegou líderes partidários de surpresa. Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara, anunciou a inclusão do tema na pauta ainda na manhã de terça-feira (9), em um dia marcado por forte tensão no plenário. Horas antes da votação, o deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) protagonizou um tumulto ao se sentar na cadeira da presidência da Casa em protesto contra seu processo disciplinar. Ele foi retirado à força por policiais legislativos, e a imprensa foi expulsa do plenário, enquanto o sinal da TV Câmara foi cortado, decisão que gerou críticas de parlamentares da base governista.

    Apesar de aliados de Bolsonaro pressionarem há meses por anistia ampla, o texto aprovado não anula condenações. A proposta apenas reduz penas. O relator, deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), reforçou essa posição. “Não estamos dando anistia. Não tem anistia. As pessoas vão continuar pagando”, declarou. Para ele, a mudança não premia golpistas e serviria até como alerta: “Vão pensar duas vezes antes de fazer novamente”.

    A anistia havia perdido força desde agosto, quando apoiadores de Bolsonaro tentaram ocupar os plenários da Câmara e do Senado para forçar a votação. Com o impasse, o tema esfriou — até ressurgir agora, com a aprovação do PL.

    Segundo estimativas da equipe de Paulinho da Força, se o projeto virar lei, Bolsonaro deve cumprir cerca de dois anos e quatro meses em regime fechado. Ele foi condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e 3 meses de prisão e teve o trânsito em julgado decretado em 25 de novembro por Alexandre de Moraes. O ministro também determinou o início imediato do cumprimento da pena.

    Bolsonaro está preso desde 22 de novembro na sede da Polícia Federal em Brasília. A prisão foi decretada após ele tentar danificar a tornozeleira eletrônica que usava na prisão domiciliar com um ferro de solda. Para Moraes, o ato indicava risco de fuga e justificava a prisão preventiva.

    Câmara aprova projeto que reduz penas de Bolsonaro e réus do 8 de janeiro

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  • Dólar fecha em alta e Bolsa recua após Flávio Bolsonaro dizer que candidatura é 'irreversível'

    Dólar fecha em alta e Bolsa recua após Flávio Bolsonaro dizer que candidatura é 'irreversível'

    PL que reduz penas a condenados por atos golpistas atenuou perdas dos ativos brasileiros à tarde; investidores estrangeiros retiraram R$ 1,7 bilhão da B3 no dia do anúncio de Flávio

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar fechou em alta de 0,31% nesta terça-feira (9), cotado a R$ 5,437, com investidores monitorando os desdobramentos da entrada de Flávio Bolsonaro na corrida pela Presidência em 2026. Na segunda, o senador afirmou à Folha de S.Paulo que sua candidatura é “irreversível”.

    “Minha candidatura não está à venda. A condição para isso é o presidente Bolsonaro livre e nas urnas. A única possibilidade de o Flávio Bolsonaro não ser candidato é o candidato ser o Jair Messias Bolsonaro. Não tenho preço”, afirmou.

    O senador anunciou na sexta-feira sua candidatura à Presidência em 2026, notícia que inspirou forte volatilidade para os ativos domésticos e levou à retirada de cerca de R$ 1,7 bilhão da B3 por parte de investidores estrangeiros.

    A leitura do mercado é de que, com o apoio de Bolsonaro ao filho mais velho, uma eventual candidatura de Tarcísio de Freitas (Republicanos), nome favorito da Faria Lima para a disputa, perderia força e favoreceria uma reeleição do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), cuja política fiscal desagrada grande parte do mercado.

    “Acredita-se que uma reeleição do governo Lula significaria um cenário de maior expansão fiscal por mais quatro anos, o que pressionaria a inflação e manteria juros mais elevados”, aponta Leonel Mattos, analista de Inteligência de Mercado da StoneX.

    Com o cenário eleitoral incerto, o mercado adota cautela. A moeda chegou à máxima de R$ 5,495 nesta sessão, mas desacelerou ganhos à tarde quando discussões em Brasília para votação do PL da Dosimetria ganharam tração. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que o projeto -que trata das penas dos condenados por tentativa de golpe e pode reduzir o tempo de prisão de Bolsonaro em regime fechado para 2 anos e 4 meses- será votado na Casa.

    O efeito também foi sentido na Bolsa, que reverteu perdas e passou a rodar no positivo. Ao fim do pregão, porém, perdeu força, fechando em queda de 0,13%, a 157.981 pontos.

    Uma das interpretações no mercado é a de que, se o projeto for aprovado, crescem as chances de Flávio desistir da candidatura, colocando novamente na disputa o nome de Tarcísio.

    No cenário internacional, operadores repercutiram dados de emprego dos Estados Unidos medidos pelo Jolts.

    As vagas em aberto, uma medida da demanda por mão de obra, aumentaram em 12 mil e chegaram a 7,67 milhões em outubro, mês marcado pelo “shutdown” do governo norte-americano que paralisou a divulgação de estatísticas oficiais da economia americana. Economistas consultados pela Reuters previam 7,15 milhões de vagas não preenchidas. Já as contratações caíram em 218 mil, para 5,149 milhões.

    O relatório também incorporou a leitura de setembro. Naquele mês, havia 7,658 milhões de vagas em aberto e as contratações foram de 5,367 milhões.

    Por serem defasados, os dados não devem pautar a decisão do Fed de quarta-feira. No entanto, reforçam a percepção de que o mercado de trabalho permaneceu no que os economistas e as autoridades chamam de “sem contratações, sem demissões”.

    Essa estagnação motivou dois cortes de juros pelo Fed neste ano, e a previsão do mercado é que justifique mais uma redução de 0,25 ponto percentual nesta semana, levando a taxa para a banda de 3,50% a 3,75%. A probabilidade desse afrouxamento acontecer é de 87,4%, segundo a ferramenta FedWatch, enquanto os 12,6% restantes apostam em uma manutenção do atual patamar.

    A decisão será divulgada às 16h (horário de Brasília) de quarta-feira. Às 18h30, será a vez do Copom (Comitê de Política Monetária) do BC brasileiro divulgar a definição sobre a taxa Selic.

    Aqui, a previsão é que os juros encerrem o ano parados em 15% e que o Copom (Comitê de Política Monetária) flexibilize o discurso, abrindo a porta para a queda da Selic em 2026. Enquanto a manutenção da taxa no atual patamar é a projeção unânime, as apostas para o início do ciclo de cortes de juros estão divididas entre janeiro e março do próximo ano.

    No mercado de câmbio, quanto maior o diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos, melhor para o real, e o inverso também vale.

    Quando a taxa por lá cai -como ocorreu nas últimas reuniões do Fed- e a Selic permanece em patamares altos, investidores se valem da diferença de juros para apostar na estratégia de “carry trade”.

    Isto é: toma-se empréstimos a taxas baixas, como a americana, para investir em mercados de taxas altas, como o brasileiro. O aporte aqui implica na compra de reais, o que desvaloriza o dólar.

    Dólar fecha em alta e Bolsa recua após Flávio Bolsonaro dizer que candidatura é 'irreversível'

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  • Entidades criticam retirada da imprensa na Câmara

    Entidades criticam retirada da imprensa na Câmara

    Hugo Motta afirmou ter determinado apuração; presidente da Câmara vem sendo duramente criticado nos bastidores de Brasília e também pela sociedade pela situação envolvendo a Polícia Legislativa

    A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF) divulgaram nota nesta terça-feira (9) em que repudiam o episódio de retirada e agressão a profissionais da imprensa na Câmara dos Deputados, na tarde desta terça-feira (9). As entidades cobram explicações do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB).

    Nesta tarde, o deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) ocupou a cadeira da presidência da Casa em protesto após Hugo Motta anunciar que levaria ao plenário o pedido de cassação do deputado. O parlamentar foi retirado à força por agentes da Polícia Legislativa Federal.

    Neste momento, o sinal da TV Câmara, que transmitia ao vivo a sessão em plenário, foi imediatamente cortado e jornalistas, fotógrafos, cinegrafistas e assessores de imprensa foram retirados pela Polícia Legislativa do Plenário da Câmara 

    A Fenaj e o SJPDF afirmaram considerar “extremamente grave o cerceamento ao trabalho da imprensa e à liberdade e ao direito de informação da população brasileira”. As entidades consideram ainda mais graves episódios de agressões físicas a profissionais da imprensa.

    “Não podemos admitir que medidas autoritárias, que remontam às vividas em um período não tão distante durante a ditadura militar, sejam naturalizadas e se repitam em nosso Congresso Nacional – que deveria ser a Casa do povo e não de quem ataca os direitos da população. Seguimos atentos e acompanhando os desdobramentos desse lamentável e absurdo episódio”, criticaram. 

    O Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) também criticou o episódio.

    “De acordo com notícias veiculadas nos principais portais noticiosos, a TV Câmara teve seu sinal cortado às 17h34, mesmo horário em que os jornalistas começaram a ser retirados do plenário. As imagens da brutalidade, no entanto, foram registradas por outros parlamentares e outras pessoas que permaneceram no plenário e logo ganharam os principais portais noticiosos”, disse.

    Hugo Motta

    Em nota no X, o presidente Hugo Motta informou que determinou a “apuração de possíveis excessos em relação à cobertura da imprensa”.

    “Temos que proteger a democracia do grito, do gesto autoritário, da intimidação travestida de ato político. Extremismos testam a democracia todos os dias. E todos os dias a democracia precisa ser defendida. Determinei também a apuração de possíveis excessos em relação à cobertura da imprensa”, afirmou. 

    Entenda o caso

    O deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ) ocupou a cadeira da presidência da Câmara dos Deputados, no plenário da Casa, na tarde desta terça-feira (9), e foi arrancado à força por agentes da Polícia Legislativa Federal.

    A ocupação começou como protesto do parlamentar, após o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciar que levaria ao plenário o pedido de cassação do deputado, juntamente com os processos de Carla Zambelli (PL-SP) e Delegado Ramagem (PL-RJ), os dois últimos condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Os casos não tem relação entre si.

    Além disso, Motta também pautou a votação do projeto para reduzir as penas dos envolvidos na trama golpista.

    “Que me arranquem desta cadeira e me tirem do plenário”, disse o deputado.

    Braga pode perder o mandato por ter agredido, com um chute, um militante do Movimento Brasil Livre (MBL), no ano passado, após ser provocado.

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  • Gwyneth Paltrow revela reação dos filhos ao vê-la beijando Timothée Chalamet em filme

    Gwyneth Paltrow revela reação dos filhos ao vê-la beijando Timothée Chalamet em filme

    Atriz conta que Moses foi o mais impactado ao ver fotos do beijo com o ator em ‘Marty Supreme’; artista acredita que os jovens estão curiosos para assistir ao longa apesar da reação inical

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Gwyneth Paltrow contou que a cena vazada em que ela beija Timothée Chalamet em “Marty Supreme”, deu o que falar na sua casa. Os filhos da atriz, de 53 anos, que interpreta um par romântico do astro de 29, dividiram opiniões ao saber do take.

    Segundo Gwyneth, Moses, 19, foi o mais impactado. “Meu filho disse: ‘Meu Deus, eu não quero ver isso’. Ele ficou meio mortificado”, disse.

    A atriz explicou que os quatro jovens -seus dois filhos com Chris Martin e os dois enteados, Isabella, 20, e Brody, 19, do casamento com Brad Falchuck- até admiram Chalamet, mas não estavam preparados para a ver nesse papel. “Timothée é o rosto de uma geração. Meu filho acha ele o máximo e minha filha ficou encantada quando o viu em ‘Me Chame Pelo Seu Nome’.”.

    Mas a admiração não impediu o desconforto. Gwyneth contou que os enteados também levaram um susto ao se depararem com fotos de paparazzi que flagraram o beijo dos dois no parque. “Acho que ficaram menos entusiasmados com essas imagens”, brincou.

    Mesmo assim, ela acredita que todos estão curiosos para assistir ao longa. “Agora que cresceram, conseguem fazer essa separação. Tenho certeza de que vão ter ânsia de vômito nas cenas de beijo, claro, mas é engraçado: eles nunca me viram em filmes. Gostam de me ver em casa, como mãe, e não como uma figura pública”, afirmou.

    A repercussão da cena não ficou restrito ao círculo familiar. A atriz disse que amigas de Los Angeles e da Inglaterra passaram o dia enviando mensagens após a foto viralizar. “Todas estavam me mandando mensagens. Elas sabem que eu não acesso conteúdo adulto, então ficavam me mandando as fotos: ‘Isso aí, GP!’”, contou.

    Gwyneth Paltrow revela reação dos filhos ao vê-la beijando Timothée Chalamet em filme

  • INSS suspende repasses de descontos em empréstimos consignados vinculados ao Master

    INSS suspende repasses de descontos em empréstimos consignados vinculados ao Master

    Decisão assinada pelo presidente do órgão, no último dia 26, já gerou o bloqueio de R$ 27 milhões; autarquia afirmou que medida era necessária para cessar possíveis irregularidades e resguardar o interesse público

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) decidiu suspender, por medida cautelar, o repasse dos valores descontados de empréstimos consignados e de cartões de crédito nos benefícios vinculados ao Banco Master.

    A medida, assinada pelo presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, no último dia 26, já gerou o bloqueio de R$ 27 milhões em repasses até esta terça-feira (9).

    O órgão afirmou, na decisão obtida pela reportagem, que a suspensão é necessária para cessar possíveis irregularidades e resguardar o interesse público.

    A decisão deverá durar até a conclusão do processo aberto no INSS para apurar irregularidades no ACT (Acordo de Cooperação Técnica) celebrado com o Banco Master.

    A manifestação foi feita pela Diretoria de Benefícios e Relacionamento com o Cidadão (Dirben) e pela Procuradoria Federal Especializada do órgão.

    O crédito consignado é um empréstimo no qual a parcela é descontada diretamente da aposentadoria ou pensão. Como o risco de calote é praticamente zero, os juros são os menores do mercado. As regras são controladas pelo CNPS (Conselho Nacional de Previdência Social).

    Em outubro, o INSS também havia decidido não renovar o ACT que autorizava o Banco Master a oferecer crédito consignado a aposentados e pensionistas.

    Com isso, a instituição deixou de estar credenciada para iniciar novas operações da modalidade nos sistemas do INSS.

    A medida também valerá até a conclusão das apurações em andamento ou até que a instituição financeira comprove, de forma objetiva, o atendimento integral à legislação e aos regulamentos que regulam o crédito consignado.

    O INSS também solicitou ao Dataprev a retirada dos acessos do banco aos ambientes operacionais do consignado.

    Um dos elementos considerados para a proibição foi o volume expressivo de reclamações em bases oficiais e públicas, com relatos de dificuldades para cancelamento, cobranças indevidas e operações não reconhecidas.

    A autarquia também disse que há indícios de descompasso entre práticas adotadas e parâmetros normativos, que incluem exigências de autorização expressa, autenticação biométrica, guarda adequada de documentos e responsabilidade da instituição pela atuação de correspondentes bancários.

    Na última semana, a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que investiga desvios em aposentadorias do INSS aprovou a convocação do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para prestar depoimento.

    Os requerimentos apontaram como principal motivo para a convocação de Vorcaro as reclamações de consumidores sobre operações de crédito consignado concedidas pelo Master.

    Vorcaro chegou a ser preso no dia 18 de novembro sob o argumento de haver risco de fuga e, agora, está solto e monitorado por tornozeleira eletrônica. A prisão foi feita no aeroporto de Guarulhos.

    O banqueiro é investigado pela Polícia Federal em um caso de emissão de títulos de crédito falsos. O BRB, banco estatal do Distrito Federal, teria pago R$ 12,2 bilhões ao Master em operações desse tipo.

    A reportagem procurou o Banco Master, que não respondeu até a publicação deste texto.

    INSS suspende repasses de descontos em empréstimos consignados vinculados ao Master

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  • Líder do PT diz que Motta 'está perdendo as condições' de presidir a Câmara

    Líder do PT diz que Motta 'está perdendo as condições' de presidir a Câmara

    Lindbergh Farias critica desocupação da mesa diretora, votação da anistia e não cassação de Ramagem; Motta afirma nas redes que ‘agrupamento que se diz defensor da democracia’ vive da mesma lógica dos extremistas

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – Líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (RJ) afirmou na tribuna nesta terça-feira (9) que o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), “está perdendo as condições de continuar” no cargo e poderia responder por crime de responsabilidade por não decretar a perda de mandato do deputado delegado Alexandre Ramagem (PL-RJ), que foi condenado pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

    “É uma vergonha o que está acontecendo aqui. O senhor está abraçando definitivamente o projeto do golpismo”, afirmou o petista. “Vossa excelência está perdendo as condições de continuar na presidência desta Casa”, disse o parlamentar, que lidera o partido do presidente Lula (PT) na Câmara.

    Motta ignorou as falas inicialmente e seguiu a sessão, com a votação de um projeto sobre regularização de terras públicas em áreas de fronteira. Como a Folha antecipou, ele rompeu com o líder do PT na Câmara em novembro, após críticas sobre a condução do projeto antifacção.

    Lindbergh criticou Motta pela forma que ocorreu a desocupação da cadeira de presidente da Câmara. O deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) sentou na presidência nesta terça em protesto contra a decisão de Motta de pautar o processo que pede a cassação de seu mandato por chutar um militante de direita que o perseguia na Casa.

    Diante da resistência de Braga em desocupar a mesa diretora, a polícia legislativa arrancou o parlamentar da cadeira e o retirou carregado do plenário.

    O líder do PT acusou Motta de agir de forma diferente do que ocorreu com os bolsonaristas que se amotinaram e ocuparam sua cadeira em agosto, e que só foram retirados após negociações -sem, no entanto, serem punidos por isso.

    Lindbergh também afirmou que Motta “poderia responder a um crime de responsabilidade” por desrespeitar a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que determinou a perda do mandato de Ramagem pela condenação como participante da trama golpista. Motta decidiu levar o caso a voto, para que o plenário decida se tira o mandato.

    O petista atacou ainda o presidente da Câmara por pautar para esta terça (9) o projeto da redução de penas para os condenados pelos atos golpistas. “O senhor hoje mostra, para quem tem alguma dúvida, a sua verdadeira feição. O senhor, ao tentar votar este projeto, está definitivamente enterrando qualquer história vinculada à democracia”, afirmou.

    Motta não respondeu imediatamente às críticas do líder do PT e de outros parlamentares de esquerda no plenário, mas afirmou nas redes sociais que precisa “proteger a democracia do grito, do gesto autoritário, da intimidação travestida de ato político”.

    “O agrupamento que se diz defensor da democracia, mas agride o funcionamento das instituições, vive da mesma lógica dos extremistas que tanto critica. O extremismo não tem lado porque, para o extremista, só existe um lado: o dele”, afirmou nas redes sociais.

    Líder do PT diz que Motta 'está perdendo as condições' de presidir a Câmara

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  • Austrália proíbe o uso de redes sociais por menores de 16 anos

    Austrália proíbe o uso de redes sociais por menores de 16 anos

    Plataformas foram bloqueadas e multa pode chegar a R$ 179 milhões

    A Austrália se tornou o primeiro país a proibir rede social para menores de 16 anos, com bloqueio do acesso a plataformas como TikTok, YouTube, Instagram e Facebook.

    Dez das maiores plataformas foram obrigadas a bloquear o acesso de crianças a partir da meia-noite desta quarta-feira, dez horas da manhã da terça-feira em Brasília. Quem descumprir a medida terá que pagar multas que chegam a 49,5 milhões de dólares australianos, cerca de R$ 179 milhões.

    A nova lei atraiu críticas de grandes empresas de tecnologia e de defensores da liberdade de expressão, mas foi bem recebida por pais e defensores de crianças.

    A proibição é observada com atenção por outros países que planejam a adoção de medidas semelhantes com base na idade, devido a preocupações crescentes sobre o impacto das mídias sociais na saúde e na segurança das crianças.

    A nova legislação também inicia um experimento que será estudado em todo o mundo por parlamentares frustrados com a lentidão do setor de tecnologia para implementar medidas de redução de danos pelo uso excessivo de telas pelo público menor de 16 anos.

    Austrália proíbe o uso de redes sociais por menores de 16 anos

  • Pedro Bial diz que Andrea Bocelli abandonou entrevista após gafe

    Pedro Bial diz que Andrea Bocelli abandonou entrevista após gafe

    Apresentador irritou cantor com pergunta sobre deficiência visual; ‘Não foi culpa minha, não me avisaram’, justifica Bial

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Uma entrevista de Pedro Bial com Andrea Bocelli acabou em climão para o apresentador. Segundo relato do próprio Bial, o cantor italiano interrompeu a entrevista após ser questionado sobre sua deficiência visual.

    “Não foi culpa minha”, falou Bial no programa Fim de Expediente, da CBN, apresentado por Dan Stulbach, Luiz Gustavo Medina e José Godoy. “Ele [Bocelli] não gosta de falar da questão de ser cego. E tinham combinado de não ser falado, mas não me avisaram disso”, explicou.

    “E aí, não é que eu fui direto nesse assunto, mas ele adora futebol. E aí eu fiquei interessado. Perguntei: ‘você via futebol e você hoje continua vendo futebol, mas sem usar…’ Alguma coisa assim. Cara, ele levantou e foi embora. Desligou”, relatou Bial.

    O apresentador disse que a entrevista, que era realizada por videochamada, não vai ao ar, já que o artista foi embora na primeira pergunta.

    Pedro Bial diz que Andrea Bocelli abandonou entrevista após gafe

  • Sem Salah após polêmica, Liverpool faz no fim e bate a Inter pela Champions

    Sem Salah após polêmica, Liverpool faz no fim e bate a Inter pela Champions

    (UOL/FOLHAPRESS) – Sem seu principal jogador, o Liverpool contou com um pênalti no fim e venceu a Inter de Milão por 1 a 0, nesta terça-feira, pela 6ª rodada da fase de liga da Liga dos Campeões. No Estádio Giuseppe Meazza, Szoboszlai marcou o gol da vitória.

    A vitória afasta a crise do Liverpool após polêmica com Salah. O egípcio ficou de fora da partida após fazer duras críticas contra o técnico Arne Slot. Em má fase, os ingleses deram uma resposta após uma sequência ruim.

    Com o resultado, o Liverpool entra na zona de classificação direta para as oitavas de final. Os Reds chegam a 12 pontos, em 8º lugar.

    Já a Inter de Milão perdeu a chance de encostar no líder Arsenal e cai para o 5º lugar. Os italianos estacionam nos 12 pontos e podem ver os Gunners dispararem na ponta.

    Ambas as equipes voltam a campo por suas ligas nacionais. No sábado, o Liverpool recebe o Brighton, pelo Inglês, enquanto a Inter visita o Genoa, pelo Italiano, no dia seguinte. Pela Champions, os próximos compromissos serão apenas em janeiro. Os Reds enfrentam o Olympique de Marselha no dia 21, e os Nerazzurri encaram o Arsenal no dia 20.

    SALAH NÃO FEZ FALTA

    O Liverpool chegou para a partida com uma crise interna após Salah dar declarações fortes depois do duelo contra o Leeds e criticar o técnico Arne Slot por deixá-lo no banco pelo terceiro jogo consecutivo. Como resultado, o egípcio não foi relacionado para o duelo contra a Inter de Milão.

    Sem seu melhor jogador, os Reds começaram dominandos as ações no Estádio Giuseppe Meazza. Com uma postura diferente das partidas recentes, o Liverpool pressionou e balançou as redes com Konaté, mas o gol foi anulado por toque na mão de Ekitiké. Depois do tento irregular, a Inter reagiu e terminou a etapa inicial melhor no jogo.

    O segundo tempo começou devagar, com as duas defesas bem encaixadas e dando pouco espaço para os atacantes. Por ter mexido duas vezes no primeiro tempo – devido a lesões – Cristian Chivu receou em alterar as peças da Inter.
    A ausência de Salah quase pesou na reta final para o Liverpool, mas um pênalti em Wirtz salvou os ingleses. Szoboszlai cobrou e fez o gol da vitória aos 42 minutos.

    GOL E DESTAQUES

    Lesão logo de cara. Aos 10 minutos de partida, o técnico Cristian Chivu teve que queimar sua primeira substituição. Çalhanoglu sentiu lesão e deixou o campo, dando lugar a Zielinski na Inter.

    Sommer duas vezes. As primeiras chegadas foram do Liverpool. Curtis Jones costurou pelo meio de campo e arriscou rasteiro para o goleiro da Inter espalmar. No rebote, Ekitiké ficou com a bola, trabalhou ela e deixou com Gravenberch, que pegou firme para nova defesa do suíço.

    Pressão, lesão e anulado. Dominando as ações, os ingleses exigiram mais uma ação de Sommer. Ekitiké recebeu bola longa de Van Dijk, deixou Acerbi no chão e cruzou forte. O goleiro interceptou e mandou para escanteio. No lance, o zagueiro da Inter sentiu lesão muscular e também precisou sair, fazendo com que Chivu gastasse sua segunda troca ainda na primeira etapa. Na sequência, o Liverpool balançou as redes na cobrança de escanteio, com Konaté, mas o VAR viu toque na mão de Ekitiké no lance.

    Tirou tinta! A melhor chance dos donos da casa foi em cobrança de falta de Barella, que bateu por cima da barreira e assustou Alisson, aos 39. A Inter passou a crescer na partida e respondeu o domínio inicial dos Reds. Já nos acréscimos, Bastoni mandou na cabeça de Lautaro Martínez, mas o goleiro brasileiro voou para espalmar.

    O segundo tempo começou devagar. As equipes voltaram do intervalo sem conseguir criar grandes chances. Nas poucas chegadas iniciais, Sommer errou passe e Isak mandou para fora, enquanto Bastoni quase mandou contra o cruzamento de Robertson. Ekitiké ainda arriscou um chute de longe que foi no meio. Pelo lado italiano, Lautaro foi bloqueado por Van Dijk.

    Sommer apareceu! Na melhor chance, aos 34 minutos, Bradley recebeu de Ekitiké e, cara a cara com o goleiro, viu Sommer fazer grande defesa com a perna.

    0x1. Aos 38, Bastoni puxou a camisa de Wirtz na área. O VAR recomendou revisão, e o árbitro assinalou a penalidade. Na cobrança, Szoboszlai bateu bem e fez o gol do jogo.

    INTER DE MILÃO

    Sommer; Akanji, Acerbi (Bisseck) e Bastoni; Luis Henrique, Barella, Çalhanoglu (Zielinski), Mkhitaryan (Sucic) e Dimarco (Carlos Augusto); Marcus Thuram (Bonny) e Lautaro Martínez. T.: Cristian Chivu.

    LIVERPOOL

    Alisson; Joe Gomez (Bradley), Konaté, Van Dijk e Robertson; Gravenberch, Szoboszlai, Mac Allister e Curtis Jones; Ekitiké e Isak (Wirtz). T.: Arne Slot.

    Local: Estádio Giuseppe Meazza, em Milão (ITA)
    Árbitro: Felix Zwayer (ALE)
    Assistentes: Robert Kempter (ALE) e Christian Dietz (ALE)VAR: Sören Storks (ALE)
    Gol: Szoboszlai (42’/2ºT)
    Cartões amarelos: Bastoni, Mkhitaryan e Lautaro Martínez (INT); Curtis Jones e Ekitiké (LIV)

    Sem Salah após polêmica, Liverpool faz no fim e bate a Inter pela Champions

  • Deputados fazem exame de corpo de delito após retirada à força de Glauber da Câmara

    Deputados fazem exame de corpo de delito após retirada à força de Glauber da Câmara

    Glauber Braga (PSOL-RJ) decidiu protestar na Câmara e foi agredido pela Polícia Legislativa; Hugo Motta teria ordenado tirar sinal da ‘TV Câmara’ e impediu o trabalho da imprensa no local

    BELO HORIZONTE, MG (CBS NEWS) – Deputados que estavam ao lado de Glauber Braga (PSOL-RJ) no momento em que ele foi retirado à força da cadeira do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), fizeram exames de corpo de delito ao término da confusão.

    Rogério Correia (PT-MG), Dorinaldo Malafaia (PDT-AP) e Célia Xacriabá (PSOL-MG) estão entre os parlamentares que fizeram o exame após ficarem com escoriações provocadas pela ação da Polícia Legislativa no plenário.

    O psolista havia se sentado na cadeira de Motta para protestar contra a decisão de pautar cassação de seu mandato.
    Durante a confusão, a imprensa foi impedida de acessar o plenário e a transmissão ao vivo da TV Câmara foi interrompida.

    O comportamento da Polícia Legislativa contrasta com a tolerância de Motta durante o motim bolsonarista para pressionar pela votação da anistia. A reação à prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) inviabilizou o funcionamento do plenário da Casa por 30 horas.

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