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  • Moraes pede data para julgar réus pelo assassinato de Marielle Franco

    Moraes pede data para julgar réus pelo assassinato de Marielle Franco

    Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes foram assassinados em 2018, no Rio de Janeiro; julgamento de acusados deve ocorrer em 2026

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou para julgamento a ação penal que trata do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, ocorrido em 2018, no Rio de Janeiro.

    Na decisão, o ministro pediu ao presidente da Primeira Turma da Corte, Flávio Dino, o agendamento de uma data para julgamento presencial do caso.

    Devido ao período de recesso na Corte, que começa no dia 19 deste mês e vai até 1° de fevereiro, o julgamento deve ocorrer em 2026. 

    São réus pela suposta participação no crime o conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro (TCE-RJ) Domingos Brazão, o ex-deputado federal Chiquinho Brazão, irmão de Domingos, o ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro Rivaldo Barbosa, o major da Policia Militar Ronald Alves de Paula e o ex-policial militar Robson Calixto, assessor de Domingos. Todos estão presos preventivamente. 

    Conforme a delação premiada do ex-policial Ronnie Lessa, réu confesso de realizar os disparos de arma de fogo contra a vereadora, os irmãos Brazão e Barbosa atuaram como os mandantes do crime.

    Rivaldo Barbosa teria participado dos preparativos da execução do crime. Ronald é acusado de realizar o monitoramento da rotina da vereadora e repassar as informações para o grupo. Robson Calixto teria entregue a arma utilizada no crime para Lessa. 

    De acordo com a investigação realizada pela Polícia Federal, o assassinato de Marielle está relacionado ao posicionamento contrário da parlamentar aos interesses do grupo político liderado pelos irmãos Brazão, que têm ligação com questões fundiárias em áreas controladas por milícias no Rio.

    Nos depoimentos prestados durante a investigação, os acusados negaram participação no assassinato.

    Moraes pede data para julgar réus pelo assassinato de Marielle Franco

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  • Governo quer aprovar regulamentação de trabalho por aplicativo até abril de 2026

    Governo quer aprovar regulamentação de trabalho por aplicativo até abril de 2026

    Segundo o ministro Guilherme Boulos, a intenção do governo é concluir o grupo de trabalho entre janeiro e fevereiro, para que possam trabalhar pela aprovação do projeto antes do início do calendário eleitoral

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O ministro da Secretaria-Geral, Guilherme Boulos, anunciou nesta quinta-feira (4) a criação do grupo de trabalho para discussão das demandas dos trabalhadores por aplicativo. De acordo com ele, o objetivo é que a proposta, que tramita no Congresso, possa ser aprovada e sancionada antes do período eleitoral.

    “Nós vamos fazer as reuniões com um prazo de brevidade para tentar encerrar esse grupo com alguns consensos consolidados já entre fim de janeiro e início de fevereiro”, disse Boulos.

    “A nossa perspectiva com a participação, inclusive dos parlamentares que estão conduzindo isso no próprio grupo de trabalho, é que o resultado do grupo seja incorporado como emendas ao projeto ao longo da tramitação, tanto na Câmara quanto Senado, e que a gente possa ter um esforço concentrado para aprovar nas duas casas e garantir a sanção pelo presidente Lula entre março e abril, antes, claro, de entrar no período eleitoral.

    Este já é o segundo grupo de trabalho criado para tratar da questão. Agora, sob o comando de Boulos, a Secretaria-Geral assinou a portaria que cria o novo GT, em trabalho conjunto com o Ministério do Trabalho para tratar da pauta -uma das promessas de campanha de Lula em 2022.

    No anúncio feito no Planalto, representantes da categoria fizeram falas sobre as demandas após introdução do ministro, na qual lembraram da promessa do petista e pediram avanço no tema.

    Hoje, a regulamentação do trabalho por aplicativo está travada na Câmara, sob a relatoria do deputado federal Augusto Coutinho (Republicanos-PE).

    “Nós vamos chamar já uma primeira reunião do grupo de trabalho ainda este ano. O relatório deve ser apresentado na semana que vem”, disse Boulos.

    Segundo o ministro, pontos importantes para a categoria já foram levados e discutidos com o relator Augusto Coutinho, e que as questões devem ser incorporadas ao texto final.

    Governo quer aprovar regulamentação de trabalho por aplicativo até abril de 2026

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  • Phelipe Siani é vítima de 'quebra-vidros' em SP e tem celular roubado

    Phelipe Siani é vítima de 'quebra-vidros' em SP e tem celular roubado

    Criminosos quebraram o vidro do carro do jornalista e roubaram o celular dele na Marginal Pinheiros, em São Paulo

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O jornalista Phelipe Siani, 40, contou ter sido vítima de roubo em São Paulo nesta quarta-feira (3). Criminosos quebraram o vidro do carro do apresentador e roubaram o celular dele. Ele estava na marginal, com a namorada, indo para um evento.

    “De repente, explodiram aquele vidro ali. Está cheio de estilhaço aqui ainda dentro. E aí levaram o meu celular. Graças a Deus a gente não se machucou.”

    Phelipe ainda ressaltou uma ironia no ocorrido: ele é sócio de uma empresa que vende película anti-vandalismo. “Só que eu acabei de pegar esse carro e ainda não tinha feito a troca. Então, se você puder em São Paulo, em qualquer grande cidade do Brasil, infelizmente, andar de carro blindado ou com película anti-vandalismo, faça isso”.

    O jornalista relatou o transtorno após o crime. “O dia inteiro foi aquilo: polícia, boletim de ocorrência, falar nos bancos, tentando entender o que aconteceu. A gente está bem, graças a Deus, fisicamente. Mas o transtorno é gigantesco, né”.

    “E o pior é que eu tinha muitos trabalhos das últimas viagens que eu fiz. Muitas imagens, entrevistas, que eu ainda não tinha conseguido subir na nuvem, porque minha nuvem está cheia, porque são materiais em 4K, um tamanho muito grande. Não tinha conseguido baixar também para o computador. Enfim, um problema gigantesco, gigantesco, por causa de um vagabundo que destruiu a janela do meu carro.”

    Ele aconselhou os seguidores a terem cuidado. “Tem que se precaver. A sorte é que eu tinha dois celulares, então consegui bloquear tudo muito rapidamente por esse meu segundo celular. Me levaram um iPhone 17 Pro Max de 2TB. Mas isso não é nada, o mais importante é que a gente está bem. É isso, gente. Se protejam, infelizmente, é a vida que a gente leva hoje”.

    Phelipe Siani é vítima de 'quebra-vidros' em SP e tem celular roubado

  • Brasil não ofereceu asilo a Maduro nem está mediando negociação com EUA, diz governo

    Brasil não ofereceu asilo a Maduro nem está mediando negociação com EUA, diz governo

    Segundo funcionário de alto escalão, ditador venezuelano não sinalizou interesse por refúgio ou mediação; Brasília teme que ação militar no país vizinho abra porta para intervenções no México e na Colômbia

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O Brasil não ofereceu nem pretende oferecer asilo ou refúgio ao ditador Nicolás Maduro. Segundo integrantes do governo, o líder da Venezuela tampouco sinalizou interesse, ao contrário de relatos que circulam nos últimos dias.

    Mas, caso Maduro peça a proteção, o que poderia ocorrer com a entrada dele no território ou na embaixada de Brasília em Caracas, o governo irá analisar o pedido. No entanto, a percepção é de que o país não seria a primeira opção do ditador.

    O fato de o Brasil não ter reconhecido as eleições venezuelanas de 2024, que foram fraudadas pelo regime, segundo observadores internacionais, deixou as relações bilaterais estremecidas. Além disso, a recusa do governo de aceitar a Venezuela como integrante do Brics foi outro abalo na relação.

    Funcionários de alto escalão do governo brasileiro afirmam que a prioridade número um é evitar uma ação militar dos Estados Unidos na Venezuela, e acreditam que o risco de isso acontecer continua alto.

    Segundo eles, um ataque americano não apenas levaria a um fluxo ainda maior de refugiados venezuelanos para outros países, mas também porque poderia abrir as portas para novas intervenções na região.

    Um ataque na Venezuela poderia dar impressão de que essa receita deve ser aplicada na Colômbia e no México, por exemplo, outros países que têm sido criticados pelo presidente Donald Trump por conta de suposta leniência de seus líderes com narcotráfico e migração ilegal.

    Ainda assim, integrantes do governo afirmam que o Brasil não tem nenhum papel de mediação na crise entre Washingotn e Caracas, nem teve qualquer participação no telefonema entre Trump e Maduro.

    Na visão de um deles, uma renúncia de Maduro neste momento, como pressiona a Casa Branca, causaria caos na Venezuela.

    Os funcionários afirmam que ninguém na oposição venezuelana, nem Maria Corina Machado, teria força política para assumir o governo, gerando um vácuo de poder e instabilidade que poderia, inclusive, transbordar para o Brasil. Eles citam como exemplo tentativas de mudança de regime em países como Líbia, Síria, Iraque e Afeganistão.

    O mesmo funcionário do governo afirma que o Brasil não foi informado oficialmente da conversa entre o empresário Joesley Batista e Maduro antes que ela ocorresse. Segundo relatou a agência Bloomberg, Joesley teria pedido ao ditador que renunciasse, e a Casa Branca havia sido comunicada da reunião entre os dois.

    Brasil não ofereceu asilo a Maduro nem está mediando negociação com EUA, diz governo

  • Apostas para Copa de 2026 colocam Espanha no topo das favoritas; Haiti é maior zebra

    Apostas para Copa de 2026 colocam Espanha no topo das favoritas; Haiti é maior zebra

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Ainda sem conhecer seus adversários na fase de grupos da Copa do Mundo de 2026, nem os possíveis rivais no mata-mata, o mapa das expectativas já toma forma nas casas de apostas. Espanha, Inglaterra, França, Brasil e Argentina surgem, nesta ordem, como as favoritas ao título, segundo as casas de apostas brasileiras.

    O caminho de cada seleção começará a ser traçado nesta sexta-feira (5), a partir das 14h (de Brasília), quando a Fifa realiza o sorteio das chaves do Mundial.

    Campeã mundial em 2010, na África do Sul, a Espanha vive um de seus momentos mais luminosos desde sua “era de ouro”. Na Eurocopa de 2024, a equipe de Luis de la Fuente levantou a taça com uma campanha praticamente irretocável. Foram seis vitórias em sete jogos no tempo normal, precisando da prorrogação apenas contra a anfitriã Alemanha, nas quartas. Os 15 gols marcados, quatro a mais que qualquer outra seleção no torneio, reforçaram o retorno de um futebol dominante e protagonista.

    Invicta há 31 partidas oficiais (25 vitórias e seis empates, sem contar disputas de pênaltis), a Espanha já superou até a sequência histórica entre 2010 e 2013, quando ficou 30 jogos sem derrota em meio às conquistas da Copa do Mundo e da Eurocopa. O cenário ajuda a explicar o favoritismo. Nas plataformas que atuam no Brasil, o título espanhol paga entre 5,4 (Casa de Apostas) e 6 (Betano e Superbet). Em números simples: R$ 100 apostados hoje podem se transformar em até R$ 600.

    No pódio das favoritas também aparece a França, bicampeã mundial (1998 e 2018) e vice em 2022. As cotações variam de 7,5 (Sportingbet) a 8 (Bet365 e Superbet), sustentadas por um elenco que segue entre os mais fortes do planeta, mesmo após renovação parcial pós-Qatar.

    “Essas cotações resultam de análises especializadas, que consideram não só o desempenho em competições, mas a ambiência de toda a temporada -confrontos recentes, histórico, adversidades e até o local da partida”, explica Hans Schleier, COO da Casa de Apostas.

    O Brasil, por sua vez, deixou para trás o favoritismo quase automático que carregou por décadas. Quinto nas Eliminatórias, viveu turbulências desde o Mundial do Qatar, com mudanças de comando e tropeços inesperados. Mesmo sob Carlo Ancelotti, a seleção ainda tenta reencontrar estabilidade após derrotas surpreendentes para Bolívia e Japão e empates frustrantes diante de Equador e Tunísia. Hoje, aparece como a quarta força, com multiplicadores entre 8 (Betano) e 9 (Bet365 e Superbet).

    Mesmo atual campeã e líder das Eliminatórias, a Argentina surge logo atrás. Com Messi provavelmente em sua despedida em Copas, a equipe de Lionel Scaloni é cotada entre 9 (Sportingbet) e 11 (Betano), reflexo das incertezas sobre a oxigenação do elenco e a adaptação pós-título.

    Zebras pagam boladas quase impossíveis

    Mesmo para quem gosta de mirar nas grandes viradas, o novo formato com 48 seleções -espalhadas entre Estados Unidos, México e Canadá- não altera um consenso: por mais democrática que seja a Copa, é improvável que países sem expressão no futebol mundial consigam se aproximar da taça.

    Por isso, as cotações das seleções emergentes beiram o simbólico. Títulos de nações como Suriname ou Haiti, classificadas pela primeira vez, rendem multiplicadores na casa de 3.001,00. É o tipo de aposta que acena com retornos estratosféricos, mas que traduz muito mais a distância dessas equipes do topo do futebol global do que qualquer possibilidade real de surpresa.

    De acordo com um relatório citado pela Bloomberg, o montante apostado globalmente na Copa do Mundo de 2022, no Qatar, teria chegado a US$ 35 bilhões (R$ 185 bilhões), um salto de 65% em relação à edição de 2018, na Rússia.

    “Pretendo prestar vestibular, sim, me tornar uma empresária no futuro, em dez anos, por aí”, contou a atleta

    Folhapress | 18:24 – 04/12/2025

    Apostas para Copa de 2026 colocam Espanha no topo das favoritas; Haiti é maior zebra

  • Conselhão entrega a Lula propostas de metas de desenvolvimento do país

    Conselhão entrega a Lula propostas de metas de desenvolvimento do país

    Colegiado reúne governo, sociedade civil e empresariado

    A 6ª Reunião Plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social Sustentável (CDESS), conhecido como Conselhão, realizada nesta quinta-feira (4), reuniu representantes do governo federal, da sociedade civil organizada e do empresariado brasileiro, no Palácio Itamaraty, em Brasília.

    Criado em 2003, no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva; extinto em 2019 pelo governo do ex-presidente Jair Bolsonaro; e reativado, em 2023, no atual governo de Lula, o órgão de participação social tem o objetivo de servir como um instrumento de diálogo plural para a formulação de políticas públicas e diretrizes para o desenvolvimento econômico, social e sustentável do Brasil.

    O ministro da Educação, Camilo Santana, comemorou a retomada do diálogo institucional com a sociedade civil. 

    “As políticas governamentais são construídas para atender às demandas da sociedade. Então, essa escuta é fundamental. Esse conselho é uma forma democrática de ouvir a sociedade, suas prioridades ouvir, suas demandas”, disse à Agência Brasil.

    Metas estratégicas

    Representantes do colegiado entregam ao presidente Lula o documento Pilares de um Projeto de Nação, que reúne metas consideradas estratégicas para o desenvolvimento do país.

    As propostas foram construídas a partir de discussões realizadas nos últimos meses, nas comissões temáticas do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social Sustentável.

    A construção do documento se deu a partir da Estratégia Brasil 2050, coordenada pelo Ministério do Planejamento e Orçamento, com propostas de metas para uma década e ações mais concretas para os próximos cinco anos.

    “Nas comissões, os conselheiros responderam à pergunta-guia: ‘Onde vai estar o Brasil daqui a dez anos’, sobre envelhecimento, os empregos no interior, o perfil das novas tecnologias afetando a empregabilidade. Foi um debate profundo”, explicou o secretário-executivo do Conselhão, Olavo Noleto. 
    Ele afirmou que as contribuições serão significativas para o futuro do país, a partir da diversidade. “Os diferentes estão aqui [no Conselhão], o que é uma riqueza. Porque, no Brasil em que as diferenças são disputadas a tapa, aqui a gente está provando que as diferenças são possíveis”, refletiu Olavo Noleto.

    Debates públicos

    Atualmente, o Conselhão conta com o quadro de 289 conselheiros. Pelo agro, o produtor de soja e algodão Eraí Maggi, reconheceu medidas praticadas pelo governo federal que beneficiaram o setor, como o desenvolvimento de biotecnologias, normatização para o uso de defensivos agrícolas seguros para os produtores, trabalhadores do campo e consumidores. 

    Ele destacou a ampliação do acesso ao crédito bancário aos produtores rurais, a partir de regras para os financiamentos bancários que beneficiaram toda nação. 

    “Teve financiamento de longo prazo – de 17 anos, com três anos de carência – para silo, trator e colheitadeira, para pulverizador, para tudo. Daí, o Brasil virou o que virou, com milhões de toneladas de produção, gerando empregos e exportando.”A empresária Luiza Trajano comemorou dois avanços do governo federal: a redução da taxa de desemprego ao menor patamar da série histórica (5,4%) e a recente regulação das bets. 

    “Vamos parar de falar mal do Brasil. Vamos destacar o que nós temos de bom e valorizar o que é nosso. E defendo e acredito profundamente no Brasil, nós temos absolutamente tudo para construir um 2026 mais forte, mais justo e soberano.”

    Porém, Luiza Trajano criticou a alta de juros, que segundo ela atrapalha a atividade econômica. A empresária também convocou os empresários do Brasil a criarem um amplo movimento de educação de combate à violência contra as mulheres.

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que o Brasil tem motivos para ser positivo, sem esquecer dos desafios e gargalos na economia.

    O ministro fez uma comparação com a “motosserra” adotada pela Argentina como símbolo para o ajuste fiscal e corte de gastos no país platino.

    “Não precisamos de uma serra elétrica para corrigir os nossos desequilíbrios. Mas de uma chave de fenda. Se nos tirarem a chave de fenda, vai ser difícil parafusar com à mão. Mas, a gente, com diálogo, vai continuar prosperando”, afirmou Haddad.

    O ministro ainda trouxe à reunião números sobre a taxa de emprego, a redução da taxa de informalidade, a alta da média salarial, redução recorde da desigualdade de renda e comentou a saída do Brasil do Mapa da Fome, acompanhada da redução da taxa de pobreza. Haddad prevê que a inflação será a menor da história.

    A cientista de computação e pesquisadora em Inteligência Artificial (I.A.) Nina da Hora defendeu a soberania digital tecnológica do Brasil, com investimentos em softwares nacionais e em soluções inovadoras desenvolvidas no país, bem como nas universidades públicas para geração de empregos no país. “Não se trata de um isolacionismo, nem de tecnofobia. Trata-se que a nossa soberania nacional se fortaleça também a partir de soluções.”

    Outra conselheira, a vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (SP), Mônica Veloso, recordou conquistas dos trabalhadores, como a política permanente de valorização do salário mínimo e a correção da tabela do Imposto de Renda que amplia a isenção dos tributos daqueles que ganham até R$ 5 mil por mês. 

    “Estamos falando de uma economia de cerca de 83% de um salário, o que é, praticamente, um 14° salário a mais. Serão 28 bilhões a mais de recursos nas mãos dos trabalhadores. Isso significa renda, consumo e mais empregos”.

    Com isso, a sindicalista lista que, nos últimos três anos, políticas de enfrentamento às desigualdades sociais resultaram na redução da pobreza e desigualdades no Brasil e na saída oficial do país, pela segunda vez, do Mapa da Fome das Nações Unidas.

    “Combater as desigualdades é tirar da invisibilidade social a imensa maioria do povo preto das nossas comunidades periféricas, da subsistência e da exclusão, dando-lhes as condições de voltarem a esperanças, sonhar e de viver o Brasil que precisa ser de todos nós.”

    Apesar de destacar os feitos, Mônica Veloso, cobrou que o poder público tenha, em 2026, foco nos aposentados. Do mesmo modo, reivindicou a geração de empregos de boa qualidade e que o Brasil ponha fim à escala 6×1. “Tempo livre dinamiza a economia.”

    O cofundador da presidente global da Central Única das Favelas (Cufa), Preto Zezé, entende que o governo terá que renovar o repertório de discussões sobre as questões urbanas do Brasil, principalmente de segurança pública. 

    “Não podemos deixar o debate ser reduzido, somente à munição efetiva, polícia e viatura. Precisamos introduzir intervenções integradas dentro dos territórios urbanos”, disse à Agência Brasil. 
     

    O ativista defende o debate econômico, que eu acho que é importantíssimo.

     “Vivemos uma precarização do trabalho. A favela produz uma economia de R$ 312 bilhões e que passa ao largo do Estado. Quando o Estado chega próximo desse ambiente econômico desregulado, muitas vezes, atrapalha ou é visto como um inimigo, quando na verdade as pessoas precisam de políticas públicas nesses territórios”, frisa Preto Zezé.

    O jovem ativista na luta anti-capacitista (em defesa de pessoas com alguma deficiência e sua inclusão na sociedade) e influenciador digital da inclusão, Ivan Baron, relacionou as pautas que levou ao Conselhão. “Queremos colocar as pessoas com deficiência dentro do orçamento público, algo que venho debatendo sobre o BPC [Benefício de Prestação Continuada] e queremos evitar os cortes no Ministério de Desenvolvimento Social [MDS – Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome].” 

    Outras entregas

    Os representantes do colegiado entregaram ao presidente Lula a cópia do projeto Move Mundo, que reuniu pessoas de diversas idades e territórios do Brasil e do mundo, para levar mensagens e propostas da comunidade científica da Amazônia aos líderes globais na Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), encerrada em novembro, em Belém.

    Durante a 6ª Reunião do Conselhão também foi encaminhada à Presidência da República a Agenda Positiva do Agro 2025: um conjunto de práticas e tecnologias já adotadas por empresas, instituições de pesquisa, governos e organismos internacionais para fortalecer a produção sustentável e a inovação no setor agropecuário brasileiro.

    Outra apresentação foi a do Portfólio De Investimentos Voltados à Transformação Ecológica no Brasil, organizado pelo Ministério da Fazenda, que detalha um conjunto de dados sobre projetos públicos e privados e aplicações financeiras focadas em projetos e empresas com impacto ambiental positivo, como os relacionados à bioeconomia, energias renováveis e soluções baseadas na natureza.

    Conselhão entrega a Lula propostas de metas de desenvolvimento do país

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  • Katy Perry oficializa namoro com Trudeau em foto com político japonês

    Katy Perry oficializa namoro com Trudeau em foto com político japonês

    A cantora e o ex-primeiro-ministro do Canadá posaram com Fumio Kishida, primeiro-ministro do Japão de 2021 a 2024, e sua mulher, Yuko Kishida

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Katy Perry “oficializou” o relacionamento com Justin Trudeau, ex-primeiro-ministro do Canadá, em uma foto com um ex-primeiro-ministro japonês.

    Katy e Trudeau posaram com Fumio Kishida, primeiro-ministro do Japão de 2021 a 2024, e sua mulher, Yuko Kishida. “O ex-primeiro-ministro canadense Trudeau veio ao Japão com sua companheira, Katy Perry, e almoçou conosco. Estou feliz que continuemos amigos”, escreveu Kishida na publicação.

    Essa é a primeira vez que a cantora posa publicamente com Trudeau. Em outubro, ela foi flagrada saindo de mãos dadas com o político de um cabaré, em Paris. Eles assistiram a um espetáculo no local para comemorar o aniversário de 41 anos de Katy.

     
     
     

     
     
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    RUMORES DE ROMANCE SURGIRAM EM JULHO

    Anteriormente, Katy Perry e Trudeau já tinham sido vistos em jantares no Canadá e passeios. As especulações começaram após eles serem flagrados jantando em Montreal, em julho de 2025.

    Em julho, Trudeau marcou presença em um show da turnê “Lifetimes” em Montreal, e fontes disseram que ele estavam no estágio inicial do romance. “Os dois tiveram uma conexão instantânea. Este é um relacionamento que está em fase inicial”.

    Os dois passaram por separações recentemente. Katy Perry terminou o relacionamento com Orlando Bloom, com quem tem uma filha, e Trudeau se separou de Sophie Grégoire, após 18 anos de casamento, em 2023. Ele tem três filhos com ela.

    Katy Perry oficializa namoro com Trudeau em foto com político japonês

  • Bolsa fecha acima dos 164 mil pontos pela primeira vez após dados do PIB, e dólar fica estável

    Bolsa fecha acima dos 164 mil pontos pela primeira vez após dados do PIB, e dólar fica estável

    Crescimento de 0,1% no terceiro trimestre reforçou as apostas de analistas em um corte da taxa Selic; investidores também acompanharam o debate nos EUA sobre possível corte de juros em dezembro

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Bolsa brasileira fechou acima dos 164 mil pontos pela primeira vez nesta quinta-feira (4), no terceiro dia consecutivo de quebra de recordes tanto durante o pregão quanto no encerramento.

    O dia foi marcado pela divulgação de um PIB (Produto Interno Bruto) mais fraco do que o esperado no terceiro trimestre. O resultado reforçou as apostas de analistas em um corte da taxa Selic, hoje em 15%, e estimulou o apetite por risco.

    O Ibovespa, índice de referência do mercado acionário brasileiro, encerrou o dia em forte disparada de 1,66%, a 164.456 pontos, após atingir uma nova máxima histórica de 164.551 pontos. É a primeira vez que a Bolsa ultrapassa as marcas de 162, 163 e 164 mil pontos.

    O maior apetite ao risco, porém, não teve grande efeito sobre o dólar, que encerrou o dia em leve queda de 0,07%, a R$ 5,310, em linha com moedas emergentes e influenciado por dados dos EUA.

    Segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o PIB continuou em desaceleração no terceiro trimestre deste ano, com leve avanço de 0,1% em relação aos três meses imediatamente anteriores.

    O resultado indica uma relativa estabilidade da economia brasileira, após elevação de 0,3% no segundo trimestre e de 1,5% no primeiro. Analistas do mercado financeiro esperavam variação positiva de 0,2%, de acordo com a mediana das projeções coletadas pela agência Bloomberg.

    A economia nacional abriu o ano de 2025 com o impulso da safra recorde de grãos, mas passou a dar sinais de desaceleração já no segundo trimestre.

    Segundo Rafael Perez, economista da Suno Research, o PIB brasileiro vive três fases distintas em 2025. “Depois de um primeiro trimestre robusto, o segundo mostrou sinais evidentes de perda de tração, e o terceiro revela uma acomodação, sentindo os efeitos da política monetária e revelando uma desaceleração maior”.

    Para Leonel Mattos, analista de Inteligência de Mercado, o crescimento próximo da estabilidade mostra que a taxa de juros brasileira está desacelerando a economia. “O crescimento mais lento da atividade econômica brasileira diminui os riscos inflacionários e aumenta um pouco a urgência para que o Copom volte a cortar juros.”

    Segundo Otávio Araújo, consultor sênior da Zero Markets Brasil, o dado reforça que o período de alta da Selic está se encerrando. “Sustenta a leitura de que o ciclo de aperto monetário está no fim, e, sendo assim, cresce a demanda por renda variável”, afirma.

    O Banco Central tem defendido manter a taxa atual, de 15%, por período prolongado. Em evento da XP Investimentos, em São Paulo, na segunda (1º), o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo afirmou que o mercado de trabalho brasileiro está aquecido, e que isso exige uma postura conservadora do BC.

    O BC passou a defender juros contracionistas por “período bastante prolongado” em junho deste ano, quando fez sua última elevação da Selic. Em novembro, mantendo a Selic em 15% pela 3ª vez, a autarquia passou a demonstrar convicção de que esse patamar é adequado para cumprir a meta de inflação.

    O alvo central perseguido pelo BC para a inflação é 3%. No modelo de meta contínua, o objetivo é considerado descumprido quando a inflação acumulada permanece por seis meses seguidos fora do intervalo de tolerância, que vai de 1,5% (piso) a 4,5% (teto). O Banco Central volta a se reunir na próxima semana, nos dias 9 e 10.

    No exterior, o foco esteve sobre dados econômicos dos EUA e as expectativas de corte de juros no país. Nesta quinta, o Departamento do Trabalho divulgou que os pedidos iniciais de auxílio-desemprego estaduais somaram 191 mil na semana encerrada em 29 de novembro, ante expectativa de 220 mil de economistas consultados pela Reuters.

    É o nível mais baixo desde setembro de 2022, o que sugere que o desempenho do mercado de trabalho americano não está tão fraco.

    Na quarta, porém, um relatório de emprego da ADP referente a novembro mostrou que o setor privado teve a maior queda em mais de dois anos e meio durante o mês. Foram fechados 32 mil postos de trabalho em novembro, ante estimativa de economistas consultados de abertura de 10 mil postos de trabalho.

    Para João Soares, sócio-fundador da Rio Negro Investimentos, os números surpreenderam negativamente. “É uma queda bastante acentuada no número de empregos. O dado revela de que talvez haja um enfraquecimento um pouco maior do que o esperado nos EUA”, afirma.

    A decisão do Fed promete não ser consensual, ainda mais porque dados importantes não foram coletados por conta da paralisação dos EUA. O relatório “payroll”, uma das métricas preferidas do Fed (Federal Reserve, banco central americano) para medir informações sobre empregos, está defasado e só será atualizado em 16 de dezembro, ou seja, após a reunião do BC americano na próxima quarta-feira (10).

    O BC americano terá que focar em outros dados, como os já revelados e o PCE (Índice de Preços de Gastos com Consumo Pessoal) de setembro -divulgado nesta sexta (4).

    “Não vai ter divulgação de novas informações oficiais em relação a emprego antes da decisão. Cresce a importância de dados regionais e de informações sobre o setor privado para o Fed calibrar sua leitura”, diz Leonel Mattos, da StoneX.

    A ferramenta FedWatch, do CME Group revela que investidores veem uma chance de 87% de que o banco central americano reduza a taxa de juros para 3,50% a 3,75%, em dezembro.

    No mercado de câmbio, quanto maior o diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos, melhor para o real -e o inverso também vale.

    Quando a taxa por lá cai -como ocorreu nas últimas reuniões do Fed (Federal Reserve, o banco central norte-americano)- e a Selic permanece em patamares altos, investidores se valem da diferença de juros para apostar na estratégia de “carry trade”.

    Isto é: toma-se empréstimos a taxas baixas, como a americana, para investir em mercados de taxas altas, como o brasileiro. O aporte aqui implica na compra de reais, o que desvaloriza o dólar.

    Para a renda variável, contudo, os efeitos de uma Selic alta não são tão positivos assim. A taxa de juros em 15% estimula a renda fixa, tradicionalmente mais segura por ter previsibilidade no retorno e baixo risco de calote. A sinalização de um fim de ciclo através dos dados do PIB aumenta o apetite ao risco e impulsiona a Bolsa, o que ajuda a explicar os recordes recentes.

    Bolsa fecha acima dos 164 mil pontos pela primeira vez após dados do PIB, e dólar fica estável

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  • Putin ganha apoio na Índia, e aliados de Kiev vivem crise

    Putin ganha apoio na Índia, e aliados de Kiev vivem crise

    Putin defendeu o colega Narendra Modi da pressão que sofre do presidente Donald Trump para não comprar petróleo da Rússia

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Enquanto a tensão entre os aliados europeus da Ucrânia sobre os rumos das negociações de paz promovidas pelos Estados Unidos só cresce, o presidente Vladimir Putin iniciou nesta quinta-feira (4) uma simbólica viagem de dois dias à Índia, aliada de Moscou.

    Em entrevista prévia a uma TV indiana, Putin defendeu o colega Narendra Modi da pressão que sofre do presidente Donald Trump para não comprar petróleo da Rússia. “Eu acho que a Índia tem de ter o mesmo privilégio dos Estados Unidos”, disse, sobre decidir de quem recebe o produto.

    Trump elevou em agosto de 25% a 50% as tarifas de importação de produtos indianos pelos EUA para que Modi, nas suas palavras, parasse de financiar a Guerra da Ucrânia. Até aqui, não foi muito eficaz, apesar de alegações americanas do contrário -até porque Nova Déli compra 40% do petróleo que consome dos russos.

    De seu lado, Putin demonstra romper o isolamento que lhe é imposto pelo Ocidente com o parceiro de Brics. Modi o recebeu com um abraço desajeitado na capital indiana, e depois o levou rumo a um jantar em um SUV da Toyota bem distante do luxo usual das limusines do russo.

    O russo quer retomar o papel de grande fornecedor militar de Nova Déli, além de garantir o fluxo de petróleo para a Índia. O país asiático decuplicou seu consumo e tornou-se o segundo maior comprador da commodity com os descontos generosos devido à guerra.

    Recentemente, a Índia investiu em caças franceses em vez dos usuais russos, e agora Putin quer emplacar o modelo de quinta geração Su-57, que só teve uma pequena venda externa até aqui, além de mais sistemas antiaéreos S-400. O arrendamento de um submarino nuclear de ataque por US$ 2 bilhões também está na mesa.

    O premiê da Índia tem uma relação turbulenta com Trump, que disse sem provas ter encerrado uma guerra fronteiriça entre Nova Délhi e o Paquistão em maio. Isso até o reaproximou da rival China. Putin, por sua vez, evitou criticar mais duramente o americano.

    “O presidente Trump age com boa fé, eu presumo”, disse, acerca das negociações que o americano tem forçado para tentar acabar com o conflito europeu.

    Na noite de terça (2), Putin recebeu uma delegação americana no Kremlin e, como a Folha relatou, manteve seus termos para aceitar a paz -que incluem ganhos territoriais e a neutralidade de Kiev. Empoderado por uma posição militar favorável, ele até endureceu sua posição.

    Nesta quinta, o negociador americano Steve Witkoff vai se reunir com enviados de Volodimir Zelenski em Miami, buscando avançar as encalacradas discussões. O cenário, como dissera Trump na véspera, é “incerto”.

    EUROPEUS MOSTRAM DIVISÃO

    Na Europa, o dia foi marcado pela exposição de rachaduras na unidade dos principais aliados de Kiev, amplamente deixados de lado por Trump nas negociações.

    O principal motivo é o plano da Comissão Europeia de tomar R$ 1,3 trilhão de reservas russas congeladas, a maior parte na Bélgica, para lastrear um empréstimo visando cobrir as despesas ucranianas em 2026 e 2027.

    Os belgas são contrários, dizendo que isso irá expor o país a processos internacionais. O premiê Bart de Wever causou furor nesta quinta ao dizer que “é uma ilusão achar que a Rússia pode perder a guerra”.

    Há outros fatores. Sem uma derrota, Moscou inevitavelmente será reintegrada ao sistema econômico global e aí poderá pedir a devolução de seu dinheiro. Nesse caso, segundo a proposta inicial dos europeus, quem bancará o empréstimos serão os próprios países do bloco continental.

    Na Rússia, que chama a proposta de roubo, o ex-presidente Dmitri Medvedev, expoente da ala mais radical do governo, disse que tal medida equivalerá a “uma declaração de guerra”. Ele exagera, mas o fato é que a linha dura do Kremlin tem influenciado as decisões recentes de Putin.

    O premiê alemão, Friedrich Merz, disse que o que está em debate “é o futuro da Europa” ante “a ameaça imperialista russa”. Ele e outros líderes se reunirão nesta sexta (5) em Bruxelas para tentar chegar a um acordo.

    Já no campo político, a confusão ficou na conta de Emmanuel Macron. Segundo uma transcrição da conversa entre o presidente francês e outros líderes europeus na segunda (1º) divulgada pela revista alemã Der Spiegel, ele disse que “há uma chance de que os EUA irão trair a Ucrânia sobre [cessão de] territórios sem clareza acerca de garantias de segurança [contra novos ataques russos]”.

    A França negou o teor da conversa, mas ela foi vista como bastante verossímil por analistas, exibindo a desconfiança já deixada clara por Zelenski e pelo próprio Macron antes sobre qual o rumo que Trump quer seguir.

    Putin ganha apoio na Índia, e aliados de Kiev vivem crise

  • Líder do governo no Congresso diz que sabatina de Messias ficará para 2026

    Líder do governo no Congresso diz que sabatina de Messias ficará para 2026

    Contrário à indicação, presidente do Senado, Davi Alcolumbre, cancelou sabatina prevista para o dia 10; Randolfe Rodrigues diz que não há mais tempo hábil para que sessão ocorra neste ano

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou que a sabatina de Jorge Messias no Senado para a vaga de ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) será feita no ano que vem, pois já não haveria tempo hábil neste ano.

    “A data de sabatina e de votação, pelo prazo exíguo que temos, torna inviável que tenhamos ainda este ano. É um tema que vamos tratar no ano que vem”, disse a jornalistas nesta quinta-feira (4).
    Na terça-feira (2), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), anunciou o cancelamento do cronograma que havia anunciado para a sabatina do advogado-geral da União, indicado pelo presidente Lula (PT) ao STF. A sabatina iria ocorrer, a princípio, no dia 10.

    O cancelamento dá mais tempo para Messias fazer campanha e obter apoio de senadores, o que é bom para o governo. Por outro lado, Alcolumbre usou palavras fortes para se referir à ausência de comunicação formal da indicação pelo Planalto. Sem esse passo burocrático, o Senado não pode decidir se aceita ou não o indicado.

    Segundo Randolfe, a partir do momento em que Alcolumbre suspendeu a sabatina por causa da falta dos documentos formais, ficou pacificado que o tema ficaria para o ano que vem.

    “Esse debate será o debate do próximo ano. Eu acho que ficou pacificado isso, a partir do anúncio que o presidente [Alcolumbre] fez nesta semana, pela ausência de encaminhamento do apensado”, completou.

    O presidente do Senado vem trabalhando contra a aprovação de Messias, já que seu preferido para a vaga, o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), foi preterido por Lula.

    Alcolumbre afirmou que a falta do envio da mensagem formal era uma “omissão grave e sem precedentes” do Executivo. “É uma interferência no cronograma da sabatina, prerrogativa do Poder Legislativo”, afirmou na terça.

    Messias está em campanha para reverter sua desvantagem, trabalho que seria menos difícil com mais tempo para conversar com senadores.

    A tensão política desencadeada pela indicação de Messias estremeceu a aliança entre Lula e o Senado, Casa que mais deu apoio ao petista ao longo do atual mandato. A última vez que um indicado para o STF foi rejeitado foi no século 19.

    A avaliação no Senado é de que Messias é benquisto, mas que só será aprovado caso Lula e Alcolumbre se acertem.

    Líder do governo no Congresso diz que sabatina de Messias ficará para 2026

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