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  • Lula pede análise responsável do PL Antifacção pelo Senado

    Lula pede análise responsável do PL Antifacção pelo Senado

    ““Precisamos de leis firmes e seguras para combater o crime organizado. O projeto aprovado ontem pela Câmara alterou pontos centrais do PL Antifacção que nosso governo apresentou”, disse Lula

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quarta-feira (19), que o Senado deve analisar o Projeto de Lei (PL) Antifacção com diálogo e responsabilidade. Em publicação nas redes sociais, Lula criticou as alterações feitas pela Câmara dos Deputados no texto enviado pelo governo que, segundo ele, enfraquecem o combate ao crime organizado.

    “É importante que prevaleçam, no Senado, o diálogo e a responsabilidade na análise do projeto para que o Brasil tenha de fato instrumentos eficazes no enfrentamento às facções criminosas”, escreveu.

    “Precisamos de leis firmes e seguras para combater o crime organizado. O projeto aprovado ontem pela Câmara alterou pontos centrais do PL Antifacção que nosso governo apresentou. Do jeito que está, enfraquece o combate ao crime e gera insegurança jurídica. Trocar o certo pelo duvidoso só favorece quem quer escapar da lei”, acrescentou. 

    Lula declarou que o governo está comprometido com o fortalecimento da Polícia Federal, a maior integração entre as forças de segurança e a ampliação do trabalho de inteligência para enfrentar facções criminosas e suas estruturas de financiamento.

    Na noite desta terça-feira (18), por 370 a 110 votos, a Câmara aprovou o texto do PL Antifacção (PL 5582/2025), que visa combater o crime organizado. Os deputados acataram o texto apresentado pelo relator, deputado Guilherme Derrite (PP-SP), que alterou trechos da proposta original encaminhada pelo Executivo. Ele apresentou, ao menos, cinco versões do relatório.

    O projeto prevê penas mais duras para integrantes de facções criminosas e apreensão de bens de investigados. Entre outros temas, o texto cria, ainda, a definição de organização criminosa ultraviolenta, apesar das críticas que apontaram que a criação de um novo tipo criminal poderia gerar um caos jurídico nos processos judiciais que tendem a beneficiar os criminosos.

    Hugo Motta

    Após a postagem de Lula, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), também se manifestou nas redes sociais sobre a aprovação do PL, dizendo que não se pode desinformar a população “com inverdades”. Para ele, o governo optou pelo “caminho errado” na negociação do texto.

    Antes da votação, os deputados governistas chegaram a solicitar que o projeto fosse retirado da pauta, pois o texto original teria sido “desconfigurado”. Mas Motta manteve a votação argumentando que o texto seria a resposta “mais dura” da história da Câmara no enfrentamento ao crime organizado.

    Ele afirmou que o projeto original do governo federal trouxe pontos positivos, mas que foram necessários mais olhares de outros setores e bancadas.

    “É muito grave que se tente distorcer os efeitos de um Marco Legal de Combate ao Crime Organizado cuja finalidade é reforçar a capacidade do Estado na segurança pública”, escreveu Motta, nesta quarta-feira.

    “Não vamos enfrentar a violência das ruas com falsas narrativas. Precisamos estar unidos neste momento. O governo optou pelo caminho errado ao não compor essa corrente de união para combater a criminalidade”, acrescentou.

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  • Trump adota posição de Putin em novo plano para Ucrânia

    Trump adota posição de Putin em novo plano para Ucrânia

    Texto foi combinado entre enviados dos EUA e do Kremlin antes de ser entregue para o governo de Zelenski em Miami; segundo proposta vazada, ucranianos entregam o Donbass, cortam Forças Armadas pela metade e perdem armas ofensivas

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Naquilo que parece uma grande derrota de Volodimir Zelenski, um novo plano de paz proposto para a Guerra da Ucrânia pelo governo de Donald Trump foi combinado antes com os russos, que invadiram o vizinho em 2022.

    A proposta foi divulgada nesta quarta-feira (19) pelo site americano Axios e confirmada em múltiplos vazamentos para órgãos como o jornal britânico Financial Times e agências de notícias como a Reuters. A Folha de S.Paulo ouviu de uma pessoa ligada ao Kremlin em Moscou que a proposta está em linha com o esperado pelo governo russo.

    Sendo um vazamento, pode também servir para testar a reação global às ideias. Ela tende a ser negativa no Ocidente, dado que os pontos divulgados sugerem perdas grandes para Kiev.

    Primeiro, a entrega dos 15% restantes de Donetsk, a região que está no foco de grandes batalhas que podem levar as defesas ucranianas ao colapso. Com isso estaria completa a tomada do Donbass, região russófona mais desejada pelo Kremlin.

    As linhas em Zaporíjia e Kherson, outras duas áreas anexadas ilegalmente em 2022, ficariam congeladas e podem ser negociadas.

    Hoje, Putin ocupa cerca de 20% de todo o território ucraniano, contando aí os 7,3% que já dominava na Crimeia anexada e nas áreas do leste sob controle de separatistas desde a guerra civil iniciada em 2014.

    Mais significativa do que a perda territorial, que Trump já havia dito ser inevitável desde o começo de seu mandato para chegar a um acordo com Vladimir Putin, é a adoção de termos duros daquilo que o russo chama de necessária desmilitarização da Ucrânia.

    Segundo os vazamentos, o acordo prevê o corte das Forças Armadas ucranianas pela metade. É incerto se isso se refere ao tamanho atual, que Zelenski diz ser de 980 mil soldados mobilizados e bastante armados, ou do nível pré-guerra, inferior a 200 mil.

    Além disso, o texto afirma que a Ucrânia terá de renunciar a armas ofensivas que possam atingir alvos no território russo, como os mísseis de cruzeiro e drones domésticos que desenvolveu, e modelos avançados ocidentais como os ATACMS usados em um ataque contra Voronej (sul russo) na noite de terça (18).

    Não há citação a armas europeias, como o míssil Taurus que o governo alemão até aqui rejeitou fornecer, temendo uma escalada com os russos, ou os já fornecidos Storm Shadow/Scalp-EG franco-britânicos.

    Isso sugere que os parceiros continentais de Trump na Otan não foram informados dos termos combinados. A chancelaria do Reino Unido, questionada pela agência Reuters sobre o plano, afirmou que compartilha o desejo de Trump pela paz, mas espera a improvável retirada russa.

    É péssima notícia para Zelenski, que tem se fiado em anúncios bombásticos de parceria com a Europa, como a intenção de comprar 150 caças suecos Gripen e 100 franceses Rafale, mas na prática depende de armamentos americanos.

    Segundo o Instituto Kiel, da Alemanha, desde que o americano assinou em 14 de julho com a aliança o programa em que europeus compram suas armas e dão para Kiev, o envio de ajuda militar caiu 43% na média mensal ante o registrado de janeiro a junho deste ano.

    Os meios que tiveram acesso aos termos discutidos falam em 28 pontos, boa parte deles minúcias que soam como música para o Kremlin, incluindo o status de língua oficial do russo, que é falado por boa parte dos ucranianos, e a proteção da Igreja Ortodoxa de Moscou no país.

    Bastante significativo do sentido geral da proposta, que por evidente poderá alterada, é o fato de que ela foi amarrada entre o enviado de Trump para o conflito, Steve Witkoff, e negociadores russos não identificados -o “czar dos investimentos” Kirill Dmitriev esteve nos Estados Unidos no fim de outubro.

    Segundo o Financial Times, Witkoff entregou o prato feito em conversa, não por escrito, a Rustem Umerov, secretário do Conselho de Segurança da Ucrânia e ex-ministro da Defesa, durante um encontro em Miami.

    O plano, se avançar, vai em linha com a tendência de Trump de comprar a versão russa do conflito. Ele chegou a encontrar-se com Putin no Alasca em agosto, mas de lá para cá sua frustração com o russo ganhou um primeiro contorno prático, com a aplicação de sanções às maiores petroleiras do país beligerante.

    Zelenski e Trump ainda não comentaram o caso. O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, se limitou a dizer que não havia avanços desde que o americano cancelou a cúpula que faria com Putin em Budapeste, mas disse que Witkoff pode aparecer a qualquer momento em Moscou e “será bem-vindo”.

    O ucraniano visitou nesta quarta o colega turco Recep Tayyip Erdogan, e voltou a dizer que está pronto para retomar as negociações diplomáticas e que irá encontrar-se com autoridades militares americanas em Kiev nesta quinta (20).

    Witkoff deveria participar do encontro, segundo o Axios, mas desistiu dada a insistência de Zelenski de incluir negociadores de aliados europeus à mesa.

    Além disso, a fragilidade política do ucraniano, que teve de demitir nesta quarta dois ministros acusados em um escândalo de desvio milionário no setor de energia, tem feito Washington tratá-lo mais à distância.

    Trump adota posição de Putin em novo plano para Ucrânia

  • Amazon perde batalha judicial na UE sobre regras de conteúdo digital

    Amazon perde batalha judicial na UE sobre regras de conteúdo digital

    Um porta-voz da empresa de Jeff Bezos disse que estava desapontado com a decisão e que iria apelar da decisão

    Um importante tribunal da União Europeia (UE) rejeitou a contestação legal da Amazon contra a classificação de seu mercado online como um serviço que precisa obedecer a regras mais rígidas para grandes plataformas digitais.

    O Tribunal Geral da UE disse nesta quarta-feira, 19, que a Comissão Europeia – o braço executivo do bloco – estava justificada ao designar a Amazon Store, que inclui o mercado Amazon.com, como uma “plataforma online muito grande” sob a Lei de Serviços Digitais.

    A designação se aplica a entidades com mais de 45 milhões de usuários na UE e as obriga a garantir transparência em decisões de publicidade, moderação de conteúdo e a proteger contra conteúdo ilegal online.

    Um porta-voz da empresa disse que estava desapontado com a decisão e que iria apelar, acrescentando que o status que os oficiais podem para as big techs é projetado para abordar questões sistêmicas na economia digital ligadas à receita de publicidade proveniente da distribuição de informações.

    “A Amazon Store, como um mercado online, não representa tais riscos sistêmicos; ela apenas vende produtos e não dissemina ou amplifica informações, opiniões ou pontos de vista”, enfatizou o porta-voz. Fonte: Dow Jones Newswires.

    *Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast

    Amazon perde batalha judicial na UE sobre regras de conteúdo digital

  • Sean 'Diddy' Combs recebe duas novas acusações por casos de agressão sexual

    Sean 'Diddy' Combs recebe duas novas acusações por casos de agressão sexual

    Sean ‘Diddy’ Combs foi sentenciado a quatro anos de prisão em outubro; defesa do rapper nega as alegações inéditas

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Sean “Diddy” Combs recebeu duas novas acusações de agressão sexual, feitas pelo produtor musical Jonathan Hay. A informação é da ABC. Segundo a emissora americana, Hay teria sido atacado em 2020 e 2021, em casos já sob investigação do Departamento do Xerife do Condado de Los Angeles, nos Estados Unidos. A defesa do rapper nega as acusações.

    O boletim policial relata que, em 2020, o cantor teria se masturbado diante de Hay durante uma sessão de fotos realizada num depósito de Los Angeles. O produtor musical só teria registrado a queixa agora por conta da vergonha em relatar a suposta ocasião.

    O documento ainda descreve que, em 2021, Hay teria sido atraído para uma reunião pelo empresário Christopher “C.J.” Wallace, com quem desenvolvia um projeto musical. Ao chegar ao encontro, ele teria sido imobilizado por dois homens, que teriam coberto a sua cabeça, antes de Diddy entrar na sala e forçá-lo a praticar sexo oral.

    Como prova, Hay entregou à polícia vídeos e fotografias. A defesa de Wallace nega as acusações, às quais se refere como parte de uma suposta campanha de difamação contra a sua figura.

    As novas denúncias aparecem semanas depois de Diddy ter sido sentenciado, em outubro, a quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de transporte para fins de prostituição, em caso envolvendo duas ex-namoradas.

    Sean 'Diddy' Combs recebe duas novas acusações por casos de agressão sexual

  • Maduro propôs deixar poder na Venezuela em dois anos, e EUA rejeitaram, diz jornal

    Maduro propôs deixar poder na Venezuela em dois anos, e EUA rejeitaram, diz jornal

    The New York Times afirma que proposta foi feita em negociações que ocorrem nos bastidores; Forças Armadas americanas continuam mobilizadas no Caribe e pressionam ditador

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, propôs ao governo dos Estados Unidos renunciar em dois anos, de acordo com o jornal americano The New York Times, que ouviu diversas pessoas com conhecimento do assunto, sob anonimato. A Casa Branca, ainda segundo o jornal, recusou a oferta de Maduro.

    A proposta ocorre em meio a uma grande pressão de Washington contra o ditador e autoridades do regime. O maior porta-aviões do mundo e uma série de outras embarcações, aeronaves e milhares de soldados estão posicionados no Caribe enquanto os EUA têm assassinado supostos narcotraficantes em lanchas na região, sem fornecer evidências da ligação dos barcos com o narcotráfico.

    A mensagem a Caracas é clara, já que Washington considera Maduro líder de um cartel de drogas, acusação que o ditador rejeita.

    Embora as ameaças estejam dadas, o presidente Donald Trump abriu a possibilidade de diálogo com Caracas, no último domingo (16). Teria sido a partir dessa nova rodada de negociações que Maduro fez a proposta rejeitada, segundo o New York Times.

    Trump assinou planos para que a agência de inteligência americana execute operações secretas dentro da Venezuela -ações que podem ter como objetivo preparar o campo de batalha para operações futuras, disseram as pessoas com quem o New York Times conversou.

    Não está claro quais seriam as ações secretas ou quando qualquer uma delas poderia ser executada. Trump ainda não autorizou o uso de tropas em solo venezuelano, o que significa que a próxima fase da campanha de pressão contra Maduro poderia estar relacionada a atos de sabotagem ou algum tipo de operação cibernética, psicológica ou de informação.

    Segundo o jornal, o presidente americano não tomou uma decisão sobre o curso mais amplo de ação a seguir na Venezuela -na semana passada, ele disse que já havia se decidido, mas que não divulgaria qual medida tomaria.

    Ele tampouco tem falado publicamente sobre objetivos além de conter o fluxo de drogas da região, Planejadores militares e da CIA prepararam múltiplas opções para diferentes contingências, além de listas de supostas instalações de drogas que poderiam ser atacadas.

    O Pentágono também avalia ataques a unidades militares próximas a Maduro. Trump realizou duas reuniões na semana passada na Sala de Crise da Casa Branca, local de tomada de decisões de presidentes americanos em situações de emergência, para discutir a situação na Venezuela e revisar opções com seus principais conselheiros.

    Qualquer ação secreta da CIA provavelmente ocorreria antes de tais ataques militares. Tanto a Casa Branca como a CIA recusaram-se a comentar sobre a ordem de Trump após pedidos do New York Times.

    Maduro propôs deixar poder na Venezuela em dois anos, e EUA rejeitaram, diz jornal

  • Fim do Master: trabalhadores e 12 milhões de clientes serão afetado

    Fim do Master: trabalhadores e 12 milhões de clientes serão afetado

    Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região também analisa possíveis efeitos indiretos sobre o Will Bank

    O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região disse nesta quarta-feira (19) que a determinação do Banco Central de liquidação do Banco Master deve impactar 515 trabalhadores e 12 milhões de clientes. O órgão também analisa os possíveis efeitos indiretos sobre o Will Bank, que faz parte do conglomerado Master.

    Em nota oficial, o sindicato avisa que “segue atento, cobrando transparência e buscando todas as informações necessárias para proteger os direitos dos trabalhadores e garantir que qualquer ação siga rigorosamente a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria e a legislação vigente”.

    A associação também diz esperar que “as soluções passem pela proteção ao emprego dos trabalhadores, que não podem ser penalizados pelos atos praticados pelos gestores do banco”

    Fim do MasterNa última terça-feira (18), o Banco Central oficializou a liquidação extrajudicial do Banco Master. A decisão está relacionada à Operação Compliance Zero, que apura e combater a emissão de títulos de créditos falsos por instituições que fazem parte do Sistema Financeiro Nacional.

    A medida resultou na prisão do dono da entidade, Daniel Vorcaro, no Aeroporto de Guarulhos na noite da segunda-feira (17). A empresa era suspeita de criar falsas operações de créditos, simulando empréstimos e outros valores a receber.

    A operação também causou o afastamento temporário do presidente do banco BRB, Paulo Henrique Costa, e do diretor de Finanças e Controladoria da instituição, Dario Oswaldo Garcia Junior, por decreto da Justiça.

    O banco estatal do Distrito Federal havia anunciado em março deste ano a intenção de comprar o Master por R$ 2 bilhões, porém, a operação foi não foi autorizada pelo Banco Central.

    Fim do Master: trabalhadores e 12 milhões de clientes serão afetado

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  • Consulado pede providências sobre agressão a criança brasileira

    Consulado pede providências sobre agressão a criança brasileira

    Consulado pede providências sobre agressão a criança brasileira

    O consulado brasileiro na cidade do Porto, em Portugal, entrou em contato com autoridades portuguesas, solicitando informações sobre o ocorrido com o menino brasileiro de 9 anos, que sofreu amputação parcial de dois dedos em uma escola naquele país.

    Os diplomatas brasileiros contactaram também a mãe do menino, Nívea Estevam, a quem foi oferecida assistência jurídica e psicológica à família.

    O caso ocorreu em Cinfães, no dia 10 de novembro, na Escola Básica Fonte Coberta. As suspeitas são de que a agressão – cometida por outros estudantes que teriam usado uma porta do banheiro para pressionar os dedos da criança – teria sido motivada por xenofobia e racismo. 

    Relatos da mãe da criança indicam que estudantes praticavam bullying contra seu filho. O caso chamou a atenção da mídia portuguesa, levando a coordenadora do Bloco da Esquerda (BE), Mariana Mortágua, a questionar o Ministério da Educação de Portugal sobre a possibilidade de se tratar de mais um caso de racismo e xenofobia nas escolas do país.

    Informações e providências

    A solicitação de informações sobre o caso foi feita pelo embaixador do Brasil em Lisboa, Raimundo Carrero, a autoridades dos ministérios da Administração Interna e da Educação, Ciência e Inovação.

    Segundo as autoridades consulares brasileiras, na solicitação de informações foi pedido também que providências sejam adotadas, caso se confirmem as suspeitas de motivações xenofóbicas ou racistas contra o estudante brasileiro, que é negro.

    Denúncia

    Diante do ocorrido, a mãe do menino usou as redes sociais para denunciar o caso. Disse que foi procurada pela escola, que classificou o caso como um acidente. Disse também ter sido mal atendida, ao contactar a polícia pública portuguesa para denunciar o caso, após ter informado sobre a possibilidade de se tratar de um caso de racismo.

    Segundo ela, o policial teria batido na mesa e dito que não toleraria que se falasse em racismo ou xenofobia porque todos seriam iguais em Portugal, e que se a escola havia dito que foi algo acidental, é porque, de fato, teria sido um acidente.

    Consulado pede providências sobre agressão a criança brasileira

  • Político australiano renuncia após filha surgir em série de pornografia

    Político australiano renuncia após filha surgir em série de pornografia

    Dugal Saunders decidiu renunciar ao cargo de líder do Partido Nacional de Nova Gales, justificando a sua saída com querer concentrar-se na família

    O líder do Partido Nacional de Nova Gales do Sul (NSW), Dugald Saunders, renunciou, nesta segunda-feira (17), ao cargo depois de a filha de 19 anos ter participado de uma série sobre a indústria pornográfica. 

    O The Australian revela que Saunders chocou os colegas com a sua renúncia repentina ao cargo de líder do partido, justificando que queria se concentrar na família. O seu anúncio aconteceu exatamente um dia depois de a filha ter aparecido em uma série sobre pornografia online. 

    No entanto, um porta-voz do deputado afirmou que foi apenas uma coincidência a renúncia ter acontecido após a aparição da filha no documentário, destacando que Dugald Saunders teria vários membros da família com doenças graves. 

    Em um comunicado, Sanders referiu que estava “dando um passo atrás” para “focar na família”, mas que foi “uma honra liderar a equipe parlamentar durante um período desafiante na oposição”.

    “É também o momento certo para que um novo líder assuma esta luta antes das próximas eleições”, disse, uma vez que Nova Gales de Sul irá ter eleições em março de 2027. 

    Saunders, que liderava o partido desde 2023 e que, em tempos, foi locutor da ABC Western Planis, foi ainda elogiado pelo líder da oposição, Mark Speakman, que afirmou que o homem continuaria sendo um “campeão do seu eleitorado em Dubbo”.

    “As pessoas ainda se lembram dele narrando os Jogos Olímpicos de Sydney (em 2000) e dos anos na Rádio ABC, dando voz aos moradores de toda a região oeste”, disse Speakman, acrescentando que quando Saunders entrou na política “as qualidades como locutor foram aproveitadas”.

    Quanto à filha do líder do partido, a jovem apareceu no primeiro episódio de Spicy Summer, onde contou aos produtores que começou a criar conteúdo pornográfico quando completou 18 anos. 

    “O TikTok me inspirou. Se eles conseguem, eu também consigo”, referiu Charlie, de 19 anos.

    Charlie acusou ainda as mulheres mais velhas de terem “inveja” porque o OnlyFans “não existia quando eram mais jovens e que tinham de ser apenas donas de casa”. 

    Em seguida, a jovem é filmada a fazer um ‘beer bong’, que é um funil com um tubo longo que permite que alguém beba álcool. Já sobre o conteúdo que estava disposta a fazer, Charlie afirmou que nada estava fora de questão.  “Literalmente, já fiz de tudo, sem mostrar a minha cara”, disparou.

    Político australiano renuncia após filha surgir em série de pornografia

  • Home office encolhe em 2024, mas segue acima do pré-pandemia no Brasil

    Home office encolhe em 2024, mas segue acima do pré-pandemia no Brasil

    A proporção teve um leve recuo ante 2023, quando estava em 8,2%, mas continuou acima do patamar pré-pandemia. Em 2019, antes da crise sanitária, 5,8% da população ocupada exercia o trabalho no domicílio de residência

    (FOLHAPRESS) – Trabalhar em casa era realidade para 7,9% da população ocupada de modo formal ou informal no setor privado do país em 2024, apontam dados divulgados nesta quarta-feira (19) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

    A proporção teve um leve recuo ante 2023, quando estava em 8,2%, mas continuou acima do patamar pré-pandemia. Em 2019, antes da crise sanitária, 5,8% da população ocupada exercia o trabalho no domicílio de residência.

    No início da série histórica, em 2012, o percentual era ainda menor, estimado em 3,6% -menos da metade do nível de 2024 (7,9%).

    Os resultados integram a Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua). O recorte do local de trabalho desconsidera empregados do setor público e domésticos.

    Durante a pandemia, as restrições sanitárias forçaram a migração para o home office em diferentes setores da economia, e analistas se perguntavam até que ponto a modalidade mostraria força.

    Na Pnad, o percentual de trabalhadores que exerciam suas tarefas no domicílio de residência alcançou o recorde de 6,7 milhões em 2022, o equivalente a 8,4% do total à época.

    Não houve coleta de dados em 2020 e 2021 em razão das dificuldades impostas pela Covid-19.

    Em termos absolutos, o número de trabalhadores que atuavam em casa encolheu de 6,613 milhões em 2023 para 6,585 milhões em 2024. Isso significa uma leve redução de 28 mil.

    De acordo com o IBGE, a pesquisa leva em consideração o principal local de trabalho. Por exemplo, se um profissional atuasse três dias por semana em casa e dois na empresa, em um modelo híbrido, ele integraria a parcela dos ocupados no domicílio de residência.

    MAIORIA TRABALHA NA EMPRESA

    O principal local de trabalho dos brasileiros é o que a Pnad chama de estabelecimento do próprio empreendimento. Em outras palavras, trata-se do endereço das empresas.

    Exemplos: a loja física para um vendedor, a fábrica para um funcionário da indústria ou a agência de banco para um bancário.

    Em 2024, 59,4% dos ocupados atuavam nos estabelecimentos dos empreendimentos -mais da metade. É uma proporção maior do que as registradas em 2023 (59,1%) e 2022 (57,9%), mas inferior ao patamar inicial da série, em 2012 (62,7%).

    O trabalho nos endereços das empresas chegou a marcar 64,6% no recorde da Pnad, em 2014.

    A segunda categoria mais numerosa é a dos profissionais que exerciam suas funções em outro local designado por empregador, patrão ou freguês. Em 2024, 14,2% dos ocupados estavam nessa condição, ante 13,8% em 2023.

    O terceiro principal grupo é o dos trabalhadores em locais como fazendas, sítios, granjas e chácaras. Correspondia a 8,6% da mão de obra ocupada no ano passado, abaixo do percentual encontrado em 2023 (9,1%). O patamar era de 13,1% em 2012.

    Em 2024, a parcela que atuava em casa vinha depois, equivalente a 7,9% do total. Era seguida pelos trabalhadores em veículos automotores, que representavam 4,9%. Esse grupo ficou praticamente estável se comparado a 2023, quando respondia por 4,8%.

    Conforme o IBGE, os trabalhadores em veículos automotores incluem os motoristas de aplicativos de transporte. Ao marcar 4,9% em 2024, a participação aumentou 1,2 ponto percentual na série, já que estava em 3,7% em 2012.

    NÚMEROS TÊM DIFERENÇAS REGIONAIS

    No ano passado, as regiões Norte (5,9%) e Sudeste (5,2%) marcaram as maiores proporções de trabalhadores em veículos automotores, acima da média nacional (4,9%). Nordeste (4,9%), Sul (4,3%) e Centro-Oeste (4,1%) registraram taxas em patamar igual ou inferior ao brasileiro.

    Quando a análise considera os trabalhadores em casa, Nordeste (8,4%), Sudeste (8,3%) e Norte (8,2%) mostraram percentuais acima do país (7,9%). Centro-Oeste (7,2%) e Sul (6,6%) ficaram para trás.

    Sul e Sudeste apresentaram as maiores proporções de ocupados em estabelecimentos dos próprios empreendimentos: 65% e 64%, respectivamente. Os dois percentuais superaram a média nacional (59,4%). Centro-Oeste (59%), Nordeste (49,5%) e Norte (47,9%) vieram depois.

    Fazendas, sítios, granjas, chácaras e similares eram os locais de trabalho de 15% da população ocupada no Norte, de 13,6% no Nordeste e de 9,1% do Sul, acima do patamar brasileiro (8,6%). Centro-Oeste (8,1%), polo do agronegócio tecnológico, e Sudeste (5,1%) ficaram abaixo da média nacional.

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  • Oposição na Alemanha crítica Merz por saldo desastroso de viagem a Belém

    Oposição na Alemanha crítica Merz por saldo desastroso de viagem a Belém

    Declarações de Friedrich Merz sobre Belém geraram forte reação de opositores e ambientalistas na Alemanha, que apontaram desrespeito ao Brasil e falhas na política externa e climática. O episódio viralizou nas redes e ampliou a pressão sobre o primeiro-ministro após a visita à COP30.

    (CBS NEWS) – Katharina Dröge, co-líder dos Verdes no Parlamento alemão, criticou Friedrich Merz pelas declarações negativas em relação a Belém. “Aos poucos começamos a nos perguntar se o o primeiro-ministro ainda pode aparecer em algum lugar sem colocar a Alemanha em uma situação difícil”, disse a opositora à agência DPA.

    “A imagem que o primeiro-ministro transmitiu durante sua viagem ao Brasil foi desastrosa: falta de tato na política externa, falta de ambição na política climática e simplesmente desrespeito ao Brasil.” Merz também foi criticado por ambientalistas alemães que participam da COP30 em Belém.

    Lars Klingbeil, vice-premiê e principal nome do SPD na coligação de governo montada pelo conservador Merz, fez uma defesa calculada do chefe. “Acho que, no geral, podemos dizer que foi uma visita muito boa a Belém por parte do primeiro-ministro”, disse o social-democrata durante uma viagem à China.

    Sobre o incidente, Klingbeil diz ter percebido “que existe essa irritação”. “Porém vamos dissipá-la rapidamente.” Questionado se o primeiro-ministro deveria se expressar dessa forma, o aliado pulou para a teoria: “Sempre sou a favor de que os políticos possam falar livremente”.

    Após resposta pública do presidente Lula a Merz, a reportagem voltou a procurar o governo alemão em Berlim, mas não obteve resposta. Na terça-feira (18), o gabinete do primeiro-ministro não comentou as críticas ao chefe de governo, mas enalteceu a “beleza natural” do Brasil e relatou que Merz lamentou não ter tido mais tempo para conhecer Belém e a Amazônia.

    Na última segunda-feira, vídeo de um discurso de Merz comparando Brasil e Alemanha e sublinhando de maneira negativa Belém viralizou nas redes sociais, provocando reação de políticos, diplomatas e ambientalistas.

    Oposição na Alemanha crítica Merz por saldo desastroso de viagem a Belém