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  • Avião da Embraer com ministro congolês pega fogo após pouso

    Avião da Embraer com ministro congolês pega fogo após pouso

    Titular da pasta de Mineração da República Democrática do Congo havia inspecionado local de acidente em mina; nenhum dos passageiros e tripulantes da aeronave se feriu no incidente

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – Uma aeronave da Embraer usada pelo ministro de Mineração da República Democrática do Congo pegou fogo nesta segunda-feira (17) depois de pousar na pista de aeroporto da cidade de Kolwezi, na província de Lualaba, no sul do país.

    Nenhum dos 20 ocupantes se feriu, e todos conseguiram deixar o avião, um bimotor modelo ERJ-145 antes que o fogo consumisse a fuselagem.

    A aeronave tinha como origem a capital do país, Kinshasa, e o ministro, Louis Kabamba, viajou ao local para inspecionar o colapso de uma mina de cobre em Kawama, onde ao menos 32 pessoas morreram, no sábado (15).

    O colapso da mina, segundo agência de mineração artesanal do país, conhecido pela sigla francesa Saemape, foi provocado por um movimento de pânico desencadeado por disparos efetuados por militares responsáveis pela segurança do local. Diante do barulho, os trabalhadores correram e se aglomeraram em uma ponte, que não suportou o peso.

    Procurado pela agência de notícias Reuters, o porta-voz das Forças Armadas não respondeu de imediato aos pedidos de comentário. Já o ministro do Interior da província, Roy Kaumba, afirmou em pronunciamento na TV que 32 mortes tinham sido confirmadas até o momento.

    Acidentes em minas artesanais são frequentes no Congo, onde cerca de 1,5 milhão a 2 milhões de pessoas dependem desse tipo de atividade, e mais de 10 milhões vivem indiretamente dela. A falta de regulamentação e de equipamentos de segurança faz com que desabamentos e mortes ocorram todos os anos em áreas nas quais trabalhadores escavam solo profundo de forma precária.

    Avião da Embraer com ministro congolês pega fogo após pouso

  • Motta mantém votação do PL Antifacção mesmo com críticas a proposta

    Motta mantém votação do PL Antifacção mesmo com críticas a proposta

    Especialistas avaliam que mudanças podem favorecer o crime

    Mesmo com críticas do governo federal, especialistas e de parte da sociedade, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), manteve a votação do substitutivo do projeto de lei (PL) Antifacção para esta terça-feira (18).

    “O projeto aumenta as penas para integrantes de facções e dificulta o retorno às ruas, também cria e integra os Bancos Nacional e Estaduais de Dados sobre as Organizações Criminosas. Vamos em frente com responsabilidade e a urgência que o tema requer”, afirmou Motta, nesta segunda-feira (17), em rede social.  

    Existe a expectativa de o relator, deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP), apresentar um novo texto antes da votação, que será a quinta versão do substitutivo em pouco mais de uma semana. O governo federal sustenta que o substitutivo do relator Derrite desfigurou a iniciativa do Executivo enviado ao Parlamento para combater as organizações criminosas e que o parecer vai criar um “caos jurídico” que pode beneficiar os criminosos. 

    O secretário nacional de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça e Segurança Pública Marivaldo Pereira disse à Agência Brasil que o texto vai atrasar as investigações e ações penais em andamento.

    “Se a proposta for aprovada do jeito que está, vamos assistir a um verdadeiro caos jurídico, porque há uma série de normas conflitantes que vão abrir uma oportunidade para que os investigados comecem a questionar qual é a norma efetivamente aplicada”, argumentou.

    O governo ainda reclama da decisão do relator de retirar recursos federais que financiam a Polícia Federal (PF).

    “Mandamos uma proposta com o objetivo de descapitalizar o crime. O relator apresentou uma proposta que descapitaliza os fundos de segurança do governo federal. A proposta do jeito que está descapitaliza os fundos do governo federal e vai prejudicar diretamente as operações da PF”, completou Marivaldo.

    Especialistas tem apontado ainda que o projeto pode dificultar as investigações do Ministério Público (MP). O relator informou à Agência Brasil que vai ajustar o texto para não deixar dúvidas quanto ao papel do MP no combate às organizações criminosas. 

    Relator 

    O relator do PL Antifacção, Guilherme Derrite, prometeu apresentar o 5º parecer com novas alterações ao texto. Para ele, as críticas tem como alvo o aumento das penas para membros de organizações criminosas.

    “Hoje, faccionado que mata uma criança pode ficar preso só 4 anos e 8 meses. O governo federal queria que continuasse igual. No meu relatório, a pena vai a 30 anos, pelo menos 21 em regime fechado. Saímos de menos de cinco anos para 21. Tirem conclusões sobre a indignação de tanta gente”, afirmou Derrite em uma rede social.

    O projeto original do governo aumentava as penas contra membros de facções criminosas, mas não no nível proposto pelo novo relator. O governo tem informado que concorda com o aumento de penas, mas pede que sejam preservadas as demais contribuições do PL original. 

    Versões

    O relator Gulherme Derrite apresentou quatro versões distintas do PL Antifacção com ajustes para atender as críticas do governo e de especialistas.

    Uma das mudanças retirou a obrigatoriedade de a PF apenas atuar contra facções com algum pedido formal do governador do estado, medida vista como retirada de atribuições da PF. 

    O relator Guilherme Derrite, que se licenciou do cargo de secretário de Segurança de São Paulo apenas para relatar esse projeto, sempre negou que tentou tirar as prerrogativas da PF.

    Outra mudança do relator retirou a previsão de incluir as facções na Lei Antiterrorismo, o que poderia, segundo o governo e especialistas, ser usado por nações estrangeiras para intervirem em assuntos internos do Brasil. 

    Motta mantém votação do PL Antifacção mesmo com críticas a proposta

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  • PF indicia ex-ministro Silvio Almeida por importunação sexual

    PF indicia ex-ministro Silvio Almeida por importunação sexual

    O inquérito no STF está sob a responsabilidade do ministro André Mendonça. Caberá ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, analisar o material reunido pela PF. O Código Penal considera o crime de importunação sexual como a prática de ato libidinoso sem consentimento, com pena prevista de um a cinco anos de reclusão.

    A Polícia Federal (PF) indiciou na sexta-feira (14) o ex-ministro dos Direitos Humanos Silvio Almeida pelo crime de importunação sexual. O indiciamento encerra a fase de inquérito, iniciada após denúncias de assédio terem se tornado públicas em 2024. O caso tramita em sigilo no Supremo Tribunal Federal (STF) e foi encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR), que decidirá sobre a apresentação de denúncia, pedido de novas diligências ou arquivamento.

    O inquérito no STF está sob a responsabilidade do ministro André Mendonça. Caberá ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, analisar o material reunido pela PF. O Código Penal considera o crime de importunação sexual como a prática de ato libidinoso sem consentimento, com pena prevista de um a cinco anos de reclusão.

    Acusações e início das investigações

    As denúncias contra o ex-ministro vieram a público em setembro de 2024, após reportagem sobre relatos recebidos pelo movimento Me Too, organização que atua no acolhimento de vítimas de violência sexual. À época, o grupo afirmou que mulheres haviam procurado seus canais para relatar condutas atribuídas ao então ministro.

    A repercussão resultou na demissão de Silvio Almeida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 6 de setembro daquele ano. Desde então, o caso passou a ser investigado formalmente pela PF.

    Anielle Franco

    Entre as mulheres que prestaram depoimento, está a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco. Em outubro de 2024, ela depôs à PF e confirmou, em entrevista à revista Veja, ser uma das vítimas, declarando que não havia denunciado antes por receio de não ter sua versão reconhecida.

    Segundo o relato de Anielle à PF, episódios de importunação teriam ocorrido ainda durante a transição de governo, em 2022. Reportagem da revista Piauí descreveu uma das situações investigadas, supostamente ocorrida em dezembro daquele ano, envolvendo contato físico e comentários de cunho sexual.

    Outras mulheres também foram ouvidas, mas as identidades são mantidas em sigilo.

    Defesa de Silvio Almeida

    Até a manhã deste sábado (15), o ex-ministro Silvio Almeida não tinha se manifestado sobre o indiciamento nas redes sociais. Em declarações públicas nos últimos meses, nega todas as acusações, afirma ser alvo de perseguição política e de ataques motivados por racismo. Em entrevista concedida ao Portal UOL em fevereiro deste ano, o ex-ministro disse ter convivido pouco com Anielle Franco e rejeitou qualquer conduta inadequada.

    Ao retomar suas atividades profissionais no início deste ano, Almeida afirmou, em seu canal no Youtube, que está sendo alvo de tentativa de “apagamento” e criticou a atuação do movimento Me Too, que, segundo ele, buscaria prejudicá-lo por motivos políticos. Ele classificou os relatos como “mentiras e falsidades”. Em março, a ministra do STF Cármen Lúcia pediu explicações a Almeida sobre as declarações contra o movimento Me Too Brasil, que acusa o ex-ministro de difamação.

    Próximos passos

    Com o indiciamento concluído, o caso aguarda manifestação da PGR. O órgão poderá oferecer denúncia ao STF, pedir novas diligências ou arquivar o inquérito, caso avalie não haver elementos suficientes para prosseguir.

    Paralelamente ao processo criminal, o ex-ministro também respondeu a procedimentos na Comissão de Ética da Presidência da República. Duas novas denúncias foram protocoladas em 2024, sem relação com assédio sexual, e uma delas foi arquivada no fim do mesmo ano.

    PF indicia ex-ministro Silvio Almeida por importunação sexual

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  • Paul McCartney lança faixa silenciosa em protesto contra IA na música

    Paul McCartney lança faixa silenciosa em protesto contra IA na música

    O álbum silencioso “Is This What We Want?” reúne Paul McCartney e mais de mil músicos em um protesto inusitado contra o uso de obras artísticas por empresas de inteligência artificial sem o pagamento de direitos autorais, em um movimento que pressiona o governo britânico a agir sobre o tema.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Paul McCartney se juntou a uma lista de mais de mil artistas e grupos musicais que integram “Is This What We Want?”, um álbum em protesto contra práticas de empresas de IA de se valer de dados de músicas sem o pagamento de direitos autorais, no Reino Unido.

    O disco é composto por faixas silenciosas e ataca a prática de empresas de inteligência artificial de usar dados de produtos culturais para treinar seus algorítmos, sem pagar direitos autorais. O intuito do álbum é chamar a atenção das autoridades britânicas sobre o tema.

    Também integram a lista nomes como Kate Bush, Cat Stevens, Jamiroquai, Tori Amos e Annie Lennox.

    “Hoje estamos lançando o vinil de ‘Is This What We Want?’, o álbum silencioso de mais de mil músicos protestando contra os planos do governo do Reino Unido para a IA e direitos autorais”, postou nesta segunda o músico e ativista Ed Newton-Rex, que está por trás da ação. “Estamos extremamente gratos a Paul McCartney por fornecer uma nova faixa bônus (silenciosa). E a todos os muitos músicos britânicos envolvidos no álbum.”

    Segundo ele, a lista de faixas silenciosas transmite uma mensagem simples, a de que “o governo britânico não deve legalizar o roubo de música para beneficiar empresas de IA”.

    Países e organizações internacionais têm feito uma corrida pela delimitação das quatro linhas, com o desafio de proteger, sem prejudicar o desenvolvimento da indústria, quem pode ser ameaçado pelo avanço da IA generativa -na cultura, não são poucos.

    Apesar de a discussão ser recente, já é possível identificar algumas vertentes. 

    Há quem defenda que os dados só poderiam ser utilizados mediante autorização prévia dos detentores dos direitos autorais da obra. Há quem visualize um modelo de remuneração coletiva. Muitos concordam com um sistema em que o detentor dos direitos teria de avisar caso não queira permitir o uso de seus dados pela ferramentas de IA, o que é chamado de “cláusula de opt-out”.

    Há ainda quem avalie que o uso para treinamento de ferramentas de IA não fere os direitos autorais da obra, ou que esse tipo de uso poderia ser enquadrado no conceito de “fair use”, que abre exceções para uso de material protegido, como acontece em sátiras ou quando a parcela do material usada é considerada ínfima.

    Quem saiu na frente em termos de regulação foi a União Europeia, com seu “AI Act”, publicado em julho do ano passado -a primeira versão do projeto foi apresentada já em 2021.

    O texto não se debruça longamente sobre remuneração a detentores de direitos autorais e prefere citar diretivas mais antigas sobre o tema, mas traz a inovaão de falar mais explicitamente sobre transparência dos sistemas de treinamento de IA. O “AI Act” determina que provedores de modelos de IA de uso geral devem disponibilizar publicamente um resumo “suficientemente detalhado” sobre o conteúdo usado para o treinamento da ferramenta.

    Paul McCartney lança faixa silenciosa em protesto contra IA na música

  • Conselhos de saúde do ChatGPT: Cuidados e como tirar o melhor proveito

    Conselhos de saúde do ChatGPT: Cuidados e como tirar o melhor proveito

    Especialistas alertam que, embora os chatbots de IA ofereçam respostas rápidas e acessíveis sobre saúde, eles podem disseminar informações erradas e até perigosas, aumentando o risco de diagnósticos equivocados e atrasando a busca por atendimento médico adequado

    Está cada vez mais difícil ter acesso a bons serviços de saúde. Os tempos de espera estão aumentando, assim como as contas médicas. Por isso, as pessoas estão recorrendo a chatbots com inteligência artificial, como ChatGPT, Gemini e CoPilot, em busca de respostas. Ao pedir conselhos médicos a uma plataforma dessas, você recebe uma resposta instantânea, gratuita e fácil de entender. Como resultado, cada vez mais pessoas estão se tornando dependentes da ideia de ter um médico à disposição no bolso. No entanto, esses conselhos trazem riscos. A IA pode fornecer informações falsas, dar conselhos incorretos e, às vezes, até mesmo emitir recomendações prejudiciais ou que coloquem a vida em risco.

    Portanto, clique para garantir que você esteja usando chatbots de forma responsável e descubra como tirar o máximo proveito deles.

    Conselhos de saúde do ChatGPT: Cuidados e como tirar o melhor proveito

  • Dólar abre estável nesta segunda-feira após Trump reduzir tarifa sobre carne bovina e café

    Dólar abre estável nesta segunda-feira após Trump reduzir tarifa sobre carne bovina e café

    Às 9h29, a moeda norte-americana estava estável, cotada a R$ 5,2976. Na sexta-feira (14), o dólar fechou em variação negativa de 0,01%, a R$ 5,296, e a Bolsa avançou 0,36%, a 157.738 pontos.

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar abriu em estabilidade nesta segunda-feira (17), com os investidores avaliando o anúncio dos EUA de reduzir a tarifa sobre café, carne bovina, banana e outros produtos, que pode beneficiar o mercado brasileiro.

    Às 9h29, a moeda norte-americana estava estável, cotada a R$ 5,2976. Na sexta-feira (14), o dólar fechou em variação negativa de 0,01%, a R$ 5,296, e a Bolsa avançou 0,36%, a 157.738 pontos.

    Às 10h30, o Banco Central realizará leilão de linha (venda de dólares com compromisso de recompra) de US$ 1,25 bilhão, para rolagem do vencimento de 2 de dezembro.

    No Brasil, os investidores avaliam os dados do IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central), que teve queda de 0,20% em setembro sobre agosto, segundo dado dessazonalizado divulgado nesta segunda-feira.

    A sexta-feira foi marcada por cautela nos mercados globais, após declarações de autoridades do Fed (Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos) colocarem em dúvida a continuidade do ciclo de cortes da taxa de juros norte-americana.

    Exemplo disso é Mary Daly, presidente do Fed de São Francisco, até então defensora de juros mais baixos. Ela afirmou, na quinta-feira, que qualquer decisão sobre o próximo passo do banco central é “prematura”.

    “Tenho uma mente aberta, mas ainda não tomei uma decisão final sobre o que penso e estou ansiosa para debater com meus pares”, afirmou.

    Neel Kaskari, presidente do Fed de Minneapolis, faz coro à cautela. Há alguns meses, ele afirmou que achava que um terceiro corte na taxa de juros até o final do ano estava garantido. Agora, ele classifica os últimos sinais da economista como “mistos”, em sinalização de que ele também pode estar em cima do muro.

    “Temos uma inflação ainda muito alta, em torno de 3%”, disse ele. “Alguns setores da economia dos EUA parecem estar indo muito bem. Alguns setores do mercado de trabalho parecem estar sob pressão.”

    Já Susan Collins, presidente do Fed de Bostou, afirmou que a taxa de juros provavelmente precisará ser mantida no atual patamar de 3,75% e 4% por “algum tempo”.

    “Na ausência de evidências de uma deterioração notável do mercado de trabalho, eu hesitaria em flexibilizar ainda mais a política monetária, especialmente devido às informações limitadas sobre a inflação em decorrência da paralisação do governo”, disse ela, que votou a favor de ambos os cortes nas taxas do Fed este ano.

    Os comentários sugerem que as divisões no banco central estão ficando mais profundas. O presidente do Fed, Jerome Powell, já havia pontuado o desafio da falta de consenso na entrevista coletiva após o encontro de outubro, dizendo que outro corte está “longe” de ser uma certeza, especialmente quando a falta de dados oficiais significava menos visibilidade sobre a verdadeira situação da economia.

    Essa falta de visibilidade derivava da palisação do governo dos Estados Unidos, encerrada na quarta-feira após um projeto de refinanciamento ser aprovado no Congresso e sancionado por Trump.

    O fim do shutdown, o maior da história dos Estados Unidos, diminui incertezas em relação à economia americana. Desde 1º de outubro, quando o shutdown começou, a falta de financiamento nas agências federais colocou a divulgação de dados econômicos oficiais em suspenso, deixando o Fed no escuro.

    Mas, mesmo com a reabertura do governo, dados oficiais de inflação e do mercado de trabalho talvez não sejam publicados a tempo da próxima reunião, entre 9 e 10 de dezembro, segundo a Casa Branca. Operadores agora estão divididos: 53,6% deles apostam em um corte de 0,25 ponto em dezembro, enquanto os 46,4% restantes vêem uma manutenção como mais provável, de acordo com a ferramenta FedWatch do CME Group.

    “Há um mês, a probabilidade de um corte era de 95%. A perspectiva de que o Fed pode ser mais lento no corte de juros tende a favorecer o rendimento dos títulos americanos, o que ajuda na atração de investimentos estrangeiros e tende a valorizar o dólar globalmente”, diz Leonel Mattos, analista de inteligência de mercado da StoneX.

    Em paralelo, investidores globais seguiram temendo uma bolha no setor de tecnologia dos Estados Unidos.

    A percepção de que empresas ligadas à inteligência artificial talvez estejam valendo mais do que deveriam tem preocupado os mercados globais. O índice Nasdaq Composite, fortemente concentrado em tecnologia, disparou mais de 50% entre o início de abril e o fim de outubro, à medida que investidores apostavam que a IA impulsionaria um período prolongado de forte crescimento no setor de tecnologia.

    Mas o índice tem oscilado nas últimas duas semanas, com um número crescente de investidores comparando a escalada dos papéis de IA com a bolha de empresas de tecnologia no fim dos anos 1990.

    “Vemos um risco crescente de que os desequilíbrios acumulados nos anos 1990 se tornem mais evidentes à medida que o boom de investimentos em IA se estende”, escreveram os analistas do Goldman Sachs, Dominic Wilson e Vickie Chang, em nota a clientes.

    Dólar abre estável nesta segunda-feira após Trump reduzir tarifa sobre carne bovina e café

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  • Mendonça concede habeas corpus desobrigando presença de depoente e CPI do INSS cancela sessão

    Mendonça concede habeas corpus desobrigando presença de depoente e CPI do INSS cancela sessão

    A junta médica do Senado analisou que Jucimar tem condições de prestar depoimento e, por isso, a CPI deverá novamente convocar uma sessão para ouvi-lo. Schettini é apontado por parlamentares membros da CPI como um dos operacionalizadores do esquema fraudulento de descontos não autorizados em aposentadorias

    A CPI do INSS cancelou a sessão marcada para esta segunda-feira, 17, após os dois depoentes do dia apresentarem justificativas para a ausência. O empresário Thiago Schettini conseguiu um habeas corpus cedido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça desobrigando o comparecimento, e o ex-coordenador de Pagamentos e Benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social Jucimar Fonseca da Silva tem um atestado médico.

    A junta médica do Senado analisou que Jucimar tem condições de prestar depoimento e, por isso, a CPI deverá novamente convocar uma sessão para ouvi-lo. Schettini é apontado por parlamentares membros da CPI como um dos operacionalizadores do esquema fraudulento de descontos não autorizados em aposentadorias. O deputado Rogério Correia (PT-MG), um dos autores do requerimento de convocação, aponta que Schettini tinha relações com uma das entidades beneficiárias do esquema e com Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”.

    Jucimar também é citado como uma parte envolvida no esquema. “Jucimar é apontado pelas investigações como uma peça central na engrenagem que permitiu o desvio sistemático de recursos dos aposentados e pensionistas. As apurações indicam que o então coordenador assinou uma nota técnica que autorizou o desbloqueio em lote de descontos associativos a pedido da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), uma das entidades centrais no escândalo”, argumentou Izalci Lucas (PL-DF), autor do requerimento de convocação. Ele foi alvo de pedido de prisão pela CPI em setembro. Também foi o primeiro a pedir habeas corpus no STF contra o pedido de prisão.

    Mendonça concede habeas corpus desobrigando presença de depoente e CPI do INSS cancela sessão

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  • Previsão no Focus para Selic no fim de 2025 continua em 15,0%; no fim de 2026 segue em 12,25%

    Previsão no Focus para Selic no fim de 2025 continua em 15,0%; no fim de 2026 segue em 12,25%

    A projeção do mercado para a taxa básica de juros segue estável, com expectativa de manutenção da Selic em 15% até o fim de 2025, segundo o boletim Focus. O Banco Central reforçou que pretende manter os juros elevados por um período prolongado para garantir a convergência da inflação à meta.

    A mediana das previsões do mercado financeiro no relatório Focus do Banco Central para a Selic no fim de 2025 permaneceu em 15,00% pela 21ª semana consecutiva, após o Comitê de Política Monetária (Copom) ter mantido os juros neste nível na mais recente decisão, em 5 de novembro.

    No ata, o colegiado afirmou que sua avaliação atual é de que “a estratégia de manutenção do nível corrente da taxa de juros por período bastante prolongado é suficiente para assegurar a convergência da inflação à meta”. Voltou a repetir, porém, que seguirá vigilante e que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados. “O Copom não hesitará em retomar o ciclo de ajuste caso julgue apropriado”, disse.

    Considerando apenas as 77 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a mediana para a Selic no fim deste ano também seguiu em 15,00%.

    A mediana para a Selic no fim de 2026 permaneceu em 12,25%, pela 8ª semana consecutiva. Considerando só as 76 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana caiu de 12,25% para 12,13%.

    A projeção para o fim de 2027 continuou em 10,50% pela 40ª semana seguida. A mediana para a Selic no fim de 2028 se manteve em 10,00% pela 47ª semana consecutiva.

    Previsão no Focus para Selic no fim de 2025 continua em 15,0%; no fim de 2026 segue em 12,25%

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  • Andressa Urach é anunciada como musa da Porto da Pedra e defende produção de pornografia

    Andressa Urach é anunciada como musa da Porto da Pedra e defende produção de pornografia

    Andressa Urach foi anunciada como musa da Porto da Pedra para o Carnaval de 2026 e defendeu publicamente a produção de conteúdo adulto. A modelo afirmou que superou o preconceito sobre o tema e disse que vê o trabalho como uma forma legítima de liberdade e autonomia

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Andressa Urach voltou a causar debate após defender abertamente a produção de conteúdo adulto. A modelo, ex-vice Miss Bumbum e ex-participante de A Fazenda, foi apresentada na noite de sábado (15) como musa da Porto da Pedra para o Carnaval de 2026, durante evento na quadra da escola.

    O anúncio ocorreu junto à divulgação do enredo “Das mais antigas da vida, o doce e amargo beijo da noite”, e Urach aproveitou a ocasião para comentar sua relação com o trabalho no universo adulto.

    Ela lembrou que, anos atrás, também tinha resistência ao tema. “Eu mesma já fui preconceituosa. Dizia que jamais faria conteúdo adulto… e todas as coisas que eu disse que nunca faria, aconteceram”, contou em entrevista ao UOL.

    A influenciadora explicou que sua virada de chave veio após um período turbulento, quando rompeu com a igreja: “Perdi tudo. A igreja me quebrou, me deixou falida e quase destruiu a minha fé. Só não virei ateia porque tive uma experiência com Deus no hospital. Ali eu entendi que Ele existe.”

    Em seguida, fez um paralelo com atrizes da TV que participam de cenas sensuais nas novelas. “As atrizes globais também fazem filmes peladas, com relação sexual, e ninguém fala nada. É a mesma coisa. A diferença é que o meu trabalho é fechado, só vê quem quer.”

    A influenciadora destacou ainda que seu posicionamento atual é fruto de uma mudança profunda na forma como entende liberdade e autonomia. “A gente nasce numa sociedade machista, que dita o que é certo e o que é errado. Com o tempo, percebi que conteúdo adulto é uma profissão como qualquer outra”, reforçou.

    Andressa Urach é anunciada como musa da Porto da Pedra e defende produção de pornografia

  • Bolsonarismo sofre 2ª tentativa de debandada, e filhos de ex-presidente reagem

    Bolsonarismo sofre 2ª tentativa de debandada, e filhos de ex-presidente reagem

    A menos de um ano das eleições de 2026, o bolsonarismo vive um processo interno de disputa pela liderança da direita. Enquanto parte tenta herdar o espaço político de Jair Bolsonaro, outra mantém fidelidade ao ex-presidente, preso e inelegível, para não perder apoio entre seus eleitores.

    (CBS NEWS) – A menos de 11 meses das eleições de 2026, o bolsonarismo vive uma tentativa velada de sucessão em que parte dos atores busca assumir o protagonismo na direita sem repetir o confronto direto que marcou a primeira geração de dissidentes -quase todos politicamente anulados após romperem e baterem de frente com Jair Bolsonaro.

    Se de 2019 a 2022 figuras como Joice Hasselmann e Janaina Paschoal desabaram da casa dos milhões de votos para a insignificância eleitoral após colidirem abertamente com o clã Bolsonaro, agora o novo movimento toma o cuidado de manter a reverência ao ex-presidente ao mesmo tempo em que se vende publicamente com um figurino mais ao centro.

    A união do centrão -grupo de centro-direita e de direta que controla o Congresso- e de boa parte do empresariado e do mundo financeiro em torno do nome de Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), somada à articulação de colegas governadores de direita correndo por fora, compõem a face mais visível desse redesenho.

    A primeira leva de dissidentes trombou com Bolsonaro no poder e com boa perspectiva de reeleição. A segunda tem a seu favor a vantagem de vê-lo condenado e preso.

    O atual modelo que busca suceder a liderança do ex-presidente no campo da direita teve a semente plantada na eleição para a Prefeitura de São Paulo, em 2024, quando Pablo Marçal quase desbancou o nome oficial do bolsonarismo, o prefeito Ricardo Nunes (MDB).

    Ali constatou-se que, a depender do perfil e do jeito em que a dissidência se dá, não há necessariamente a morte eleitoral ao se descumprir ordens de Bolsonaro.

    Em meio a esse xadrez e com o ex-presidente preso, os seus filhos mais velhos, o senador Flávio, o deputado federal Eduardo e o vereador Carlos, todos do PL, tentam manter o bastão da direita nas mãos da família.

    Além de tentar passar a imagem de que o bolsonarismo tem dono e hierarquia e não está aberto a sucessão, cobram publicamente não só apoio como ação em prol do pai.

    Como mostrou a colunista da Folha Mônica Bergamo nesta sexta-feira (14), Flávio Bolsonaro avançou em seus movimentos para se lançar candidato à Presidência da República, cenário de pesadelo para o centrão e seu plano de unificar a direita em torno de Tarcísio.

    Em entrevista na véspera à Jovem Pan, Eduardo voltou a manifestar que vê muita gente na direita tentando se passar pelo que não é.

    “Ao se retirar o Jair Bolsonaro da equação, não encontra-se um outro líder que aglutine todo mundo”, afirmou, frisando que vai estar no campo oposto ao de Lula em 2026, mas que o que não quer “é que as pessoas levem gato por lebre”.

    A cobrança tem endereço: Tarcísio em especial, mas também os demais governadores da direita (que foram acusados pelos filhos do ex-presidente de agirem como “ratos”) e outras figuras como o ex-ministro Ricardo Salles (Novo) e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL).

    Na visão do entorno da família, por exemplo, Nikolas não usa seu prestígio para pressionar pela reversão da situação de Bolsonaro. O deputado foi o campeão de votos à Câmara dos Deputados em 2022 e tem grande presença nas redes sociais.

    “Nikolas quer se livrar do Bolsonaro de vez. Ele está liderando uma dissidência, e vários políticos mais jovens estão com ele. O problema? O de sempre: ‘Temos que nos descolar do Bozo sem perder o eleitor’. Eles querem continuar sendo eleitos pelos bolsonaristas, mas não querem mais prestar contas ao Bolsonaro”, diz postagem compartilhada por Eduardo Bolsonaro em suas redes sociais no início do mês.

    As críticas dizem respeito à decisão do clã de despachar Carlos Bolsonaro para disputar o Senado por Santa Catarina, o que rachou o bolsonarismo no estado, tendo como porta-voz contrária à mudança a deputada estadual Ana Campagnolo (PL).

    Nikolas, que já havia sido criticado antes pelo filho do ex-presidente, não respondeu. Em sua conta no Instagram, postou uma junção de vídeos ao lado de Jair Bolsonaro. A postagem tinha mais de 15 milhões de visualizações até esta sexta.

    “Se ficar carimbado de traidor, os votos evaporam”, diz Fabio Wajngarten, que foi secretário de Comunicação do governo Bolsonaro, sem citar nomes específicos. “Nesses três anos e meio de perseguição ao presidente, fica evidente quem esteve ao lado dele e quem não esteve.”

    Tanto Nikolas como Tarcísio foram autorizados por Alexandre de Moraes a visitar Bolsonaro nas próximas semanas.

    “Creio que eles vão ter um dilema, que vai persistir até o final. Se eles passam o bastão para alguém antes, para o Tarcísio, eles colocam o Bolsonaro no ostracismo total, isso dificulta a eleição de uma bancada de deputados de extrema-direita. Então acho que eles vão ficar com esses fantasmas”, diz o líder da bancada do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ).

    “Eu conversei com alguns deles, que dizem: ‘O nosso medo é a gente ser engolido pelo centrão’. Você está vendo uma tentativa de desgarramento de parte desse grupo aí do Bolsonaro. E eu acho que turma do Bolsonaro vai dizer não.”

    ALGUNS FOCOS ATUAIS DE DISSIDÊNCIA OU INSTABILIDADE NO BOLSONARISMO

    Governadores de direita

    Grupo é composto por nomes que tentam se viabilizar para a sucessão de Lula evitando trombar de frente com Bolsonaro e perder capital eleitoral na direita. 

    Apesar disso, foram acusados por Carlos e Eduardo Bolsonaro de agirem como “ratos” buscando herdar na inércia o capital político do pai
    É formado por Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), Ronaldo Caiado (União Brasil-GO), Ratinho Jr. (PSD-PR) e Romeu Zema (Novo-MG).

    Na última ida a Brasília, grupo teve companhia de Claudio Castro (PL-RJ), que viu popularidade melhorar após a megaoperação policial contra o Comando Vermelho, no Rio

    Tarcísio de Freitas

    Desse grupo, o governador de São Paulo é há meses o nome preferido do centrão e da elite financeira e empresarial para enfrentar Lula

    Também enfrentou forte artilharia da família Bolsonaro sob a acusação de pretender virar as costas ao padrinho político ao mesmo tempo que tenta herdar seu espólio eleitoral. Eduardo chegou a dizer em mensagem ao pai: “Tarcísio nunca te ajudou em nada no STF. Sempre esteve de braço cruzado vendo você se foder e se aquecendo para 2026”

    Carlos Bolsonaro em Santa Catarina
    A decisão de Bolsonaro de despachar o vereador do Rio para disputar o Senado em Santa Catarina abriu um racha no bolsonarismo local

    Sem confrontar diretamente o ex-presidente, figuras como a deputada estadual Ana Campagnolo (PL) resistem frontalmente à ideia e são atacadas pelos três filhos de Bolsonaro, para quem o bolsonarismo tem comando e quem não concordar deve romper abertamente

    Nikolas Ferreira
    Deputado federal de Minas, o mais votado do país em 2022 e fenômeno nas redes sociais, frequentemente é acusado por bolsonaristas de não usar todo seu prestígio e alcance para defender o ex-presidente
    Em recente post compartilhado por Eduardo Bolsonaro, por exemplo, ele é acusado de querer se livrar de Bolsonaro

    10 NOMES DA PRIMEIRA DEBANDADA, ANTES E DEPOIS

    Joice Hasselmann (líder do governo no Congresso)
    ANTES: Eleita deputada na onda de 2018, foi alçada a líder do governo no Congresso em 2019
    DEPOIS: Virou uma das principais críticas do governo, chegou a assinar o chamado superpedido de impeachment contra Bolsonaro em 2021. Atacada como traidora pelo bolsonarismo nas redes, a ex-aliada viu minguar seus votos de 1 milhão em 2018 para apenas 13.679 em 2022. Em 2024 teve menos de 2.000 votos e não conseguiu se eleger vereadora em São Paulo

    Alexandre Frota (deputado federal)
    ANTES: Ator eleito com votação expressiva em 2018 na onda bolsonarista
    DEPOIS: Rompeu em 2019, migrou para o PSDB, passou a se desculpar publicamente por ter ajudado a eleger Bolsonaro e apoiou Lula em 2022. Não conseguiu se eleger deputado estadual em 2022 e, dois anos depois, acabou eleito vereador em Cotia. Teve o mandato cassado em 2025

    Janaína Paschoal (deputada estadual em SP)
    ANTES: Coautora do impeachment de Dilma, foi eleita deputada estadual mais votada da história em 2018, na onda bolsonarista
    DEPOIS: Assumiu depois postura independente e às vezes crítica. Em 2022 disputou o Senado e não conseguiu se eleger, ficando apenas em 4º com 2% dos votos válidos. Em 2024 foi eleita vereadora em São Paulo

    João Doria (governador de SP)
    ANTES: Em 2018 colou sua candidatura ao slogan “BolsoDoria”, pedindo voto casado com Bolsonaro em SP
    DEPOIS: Rompeu com o bolsonarismo após ser uma dos principais nomes contrários à política federal negacionista durante a pandemia. Fracassou na tentativa de se candidatar à Presidência pelo PSDB em 2022 e hoje está fora da política partidária

    Wilson Witzel (governador do RJ)
    ANTES: Eleito em 2018 na onda bolsonarista, com apoio do grupo de Flávio Bolsonaro
    DEPOIS: Rompeu depois de se colocar como potencial presidenciável e de ser visto como insuflador de suspeitas de ligação dos Bolsonaros com o caso Marielle Franco. Foi afastado do cargo em 2021, mesmo ano em que sofreu impeachment

    Gustavo Bebianno (ministro da Secretaria-Geral)
    ANTES: Um dos principais articuladores da campanha de 2018 e homem forte do PSL, partido pelo qual Bolsonaro se elegeu
    DEPOIS: Demitido logo no início do governo em meio ao escândalo das candidaturas laranjas do PSL e por trombar publicamente com Carlos Bolsonaro. Morreu em março de 2020

    Carlos Alberto Santos Cruz (ministro da Secretaria de Governo)
    ANTES: General da reserva, ocupava um dos principais cargos da “cozinha” do Palácio do Planalto
    DEPOIS: Também demitido em 2019 após conflitos com a família Bolsonaro. Virou crítico do governo e chegou a ter o nome cotado para disputar a Presidência e outros cargos em 2022, mas isso nunca se concretizou

    Luiz Henrique Mandetta (ministro da Saúde)
    ANTES: Deputado do DEM (hoje União Brasil) e ministro da Saúde desde o início do governo Bolsonaro
    DEPOIS: Foi demitido em abril de 2020 após discordâncias com a postura negacionista do bolsonarismo na pandemia e também virou presidenciável, mas acabou concorrendo ao Senado, sendo derrotado com folga pela bolsonarista Tereza Cristina (PP-MS)

    Sergio Moro (ministro da Justiça e Segurança Pública)
    ANTES: Chegou ao governo Bolsonaro como “superministro”, símbolo do combate à corrupção
    DEPOIS: Rompeu em abril de 2020 e saiu acusando o presidente de interferência política na PF. Tentou se viabilizar para a Presidência em 2022, mas fracassou e voltou a se alinhar ao bolsonarismo no segundo semestre de 2022, quando se elegeu senador pelo Paraná

    Abraham Weintraub (ministro da Educação)
    ANTES: Foi um dos mais visíveis símbolos da ideologia bolsonarista no primeiro escalão do governo
    DEPOIS: Saiu em 2020 e, mais tarde, rompeu com o núcleo bolsonarista tradicional. Em 2022 não conseguiu se eleger deputado federal, tendo apenas 4.000 votos. Em 2024 anunciou a pré-candidatura à Prefeitura de São Paulo, mas a empreitada não foi adiante

    Bolsonarismo sofre 2ª tentativa de debandada, e filhos de ex-presidente reagem

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