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  • Lula assina hoje decreto para limitar taxa a estabelecimentos no vale-alimentação e refeição

    Lula assina hoje decreto para limitar taxa a estabelecimentos no vale-alimentação e refeição

    O governo deve assinar o decreto que regulamenta o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), estabelecendo teto para as taxas cobradas sobre vale-refeição e vale-alimentação e reduzindo o prazo de repasse aos estabelecimentos. A medida, que prevê interoperabilidade entre bandeiras, enfrenta resistência das empresas tradicionais de benefícios

    Previsto para ser assinado nesta terça-feira, 12, o decreto de regulamentação do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) terá, como um dos eixos principais, o limite à taxa de desconto (o chamado MDR, do inglês Merchant Discount Rate). Hoje sem teto estipulado, o porcentual é aplicado aos estabelecimentos sobre cada venda realizada nas operações com vale-refeição (VR) e vale-alimentação (VA), e é uma das principais queixas de supermercados, restaurantes e bares, que alegam que as altas taxas limitam seus lucros.

    Pesquisa realizada entre março e abril de 2025 pelo Ipsos-Ipec mostrou que as taxas cobradas pelas empresas tradicionais de benefícios para pagamentos feitos com vale-refeição são 61% maiores do que as praticadas pelas operadoras de cartão de crédito. Em média, a taxa de vale-refeição é de 5,19%, podendo chegar a até 7%. Segundo fontes ouvidas pela Broadcast, o governo deverá definir que a taxa fique sujeita a um teto entre 3,5% e 4%.

    Também é esperado o encurtamento do prazo de liquidação – a transferência, pelas operadoras, para os estabelecimentos dos valores pagos pelos cartões VR e VA. Em agosto, falava-se em uma redução desse prazo, hoje de 30 dias, em média – podendo chegar a até 60 dias -, para dois dias. As discussões levaram o prazo para um patamar intermediário, de cerca de 15 dias.

    Outra mudança que deverá constar do decreto é o arranjo aberto de pagamento, no qual os cartões de benefícios para alimentação serão aceitos em qualquer estabelecimento, independentemente da bandeira. Hoje, na prática, as quatro grandes tiqueteiras – Ticket, VR, Alelo e Pluxee (antiga Sodexo) – estão em arranjo fechado, ou seja, restritos a uma rede credenciada.

    Com o arranjo aberto, haverá interoperabilidade no PAT, pois as grandes bandeiras de cartão (Visa, Master, Elo) já são interoperáveis e têm uma rede credenciada grande. Isso significa a eliminação da exclusividade entre operadoras e empresas.

    Por outro lado, a portabilidade, que permitiria ao trabalhador escolher a empresa de benefício, deverá ficar de fora do texto, por razões técnicas. O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho é publicamente contra. Já o Ministério da Fazenda, que se mostra favorável à transferência do saldo pelo empregado, não encontrou uma solução para criar esse instrumento sem a participação do Banco Central. A autoridade monetária já se posicionou contra a possibilidade de assumir essa responsabilidade, por entender que os cartões em questão não constituem meios de pagamento e o governo não conseguiu solucionar a questão.

    Quem acompanha as discussões vê ainda a possibilidade de que o decreto traga a criação de um comitê ou um grupo de trabalho (GT) para definir regras adicionais, uma vez que gestões petistas têm o costume de recorrer a esses fóruns. Interlocutores também esperam um prazo de transição para as empresas se adaptarem às mudanças, que pode ser de seis meses a um ano, para a maioria das mudanças.

    O decreto está previsto para ser assinado às 16h desta terça-feira, em cerimônia fechada no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do vice Geraldo Alckmin e, possivelmente, do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e do ministro Luiz Marinho, que deve conceder entrevista logo depois.

    Inicialmente, a cerimônia seria aberta a 100 pessoas, mas o cerimonial do Planalto informou que ela foi reduzida em função da logística do presidente, que retornou de Belém na noite desta segunda-feira, 10, após dias de agenda intensa na capital paraense e também na Colômbia, por ocasião da 4ª Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e da União Europeia (UE).

    A regulamentação do programa é muito aguardada pelas entrantes no segmento, como Caju, Mercado Pago, Nubank, Picpay e iFood, mas conta com a resistência da Associação Brasileira de Empresas de Benefícios ao Trabalhador (ABBT), que representa as tiqueteiras tradicionais.

    Também estiveram envolvidas nas discussões com o governo a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), que representa estabelecimentos comerciais; a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), que reúne as associações estaduais de supermercados; e a Câmara Brasileira de Benefícios ao Trabalhador (CBBT), que reúne empresas de tecnologia já atuantes no mercado (como Caju, Flash e Swile).

    O que dizem as interessadas

    As entrantes veem a medida como positiva por entender que ela possibilita a abertura do mercado e ajuda na redução das taxas. Segundo elas, a regulamentação deve fazer com que as atuais taxas cobradas pelas empresas tradicionais de benefícios se aproximem das cobradas pelas operadoras de cartão.

    “Taxas mais competitivas resultariam na redução dos preços da alimentação do trabalhador, pois muitos restaurantes vão repassar o custo das taxas para os clientes”, avalia Fernando de Paula, vice-presidente da Associação Nacional de Restaurantes (ANR).

    Além da diminuição das taxas e custos para os restaurantes – o custo de intermediação, o aumento da concorrência é visto como benéfico ao trabalhador. Com a interoperabilidade, os restaurantes e supermercados poderão aceitar várias bandeiras a partir de uma única credenciadora, o que resultará no aumento de sua clientela. No entanto, não há garantia de que a redução da pressão nos preços sobre o comerciante seja imediatamente repassada ao consumidor, a exemplo do que acontece com a redução nos preços de combustíveis nas refinarias pela Petrobras, que não é automaticamente refletido nos postos.

    Nesta segunda-feira, 10, a ABBT, que representa as tiqueteiras tradicionais, publicou um texto na Folha de S.Paulo em que sustentou que o arranjo fechado garante a fiscalização dos estabelecimentos credenciados e disse que, no arranjo aberto, as bandeiras de cartões de crédito e débito e as empresas de maquininhas têm foco “estritamente financeiro, privilegiando seus próprios negócios, e não o trabalhador”.

    “A introdução do ‘arranjo aberto’ prejudica o trabalhador, abre brechas para fraudes e desvia a finalidade social do PAT. Com o controle implantado pelas empresas de arranjo fechado, cerca de 3,5 mil estabelecimentos são descredenciados todos os anos por irregularidades, inclusive pela venda ilegal dos vales\”, afirmou a associação.

    Contrária às mudanças, a ABBT conseguiu esticar as discussões para que a regulamentação não saísse. “O presidente Lula está prestes a deixar uma marca negativa em sua história, às vésperas de um ano eleitoral, ao colocar em risco a sobrevivência do PAT e a comida de qualidade no prato do trabalhador”, criticou a associação.

    PAT

    Existente há quase 50 anos, o PAT é um programa de adesão voluntária que prevê incentivos fiscais às empresas em troca da oferta de vale-alimentação e vale-refeição aos empregados. Em outubro de 2024, o Ministério do Trabalho vetou o uso do PAT em benefícios pagos aos empregados sem relação direta com a alimentação, como telemedicina e desconto na academia. Credenciados, bares não podem vender bebidas alcoólicas pelo PAT, sujeitos a fiscalização do Ministério do Trabalho.

    Segundo dados da Pasta, o PAT atende atualmente mais de 21,5 milhões de trabalhadores brasileiros, dos quais aproximadamente 86% recebem até cinco salários mínimos. Esses trabalhadores recebem o benefício por meio das cerca de 300 mil empresas beneficiárias inscritas no programa em todo o Brasil. O volume anual de negócios do mercado de benefícios no País está na casa dos R$ 150 bilhões.

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  • Ataque de homem-bomba mata ao menos 12 na capital do Paquistão

    Ataque de homem-bomba mata ao menos 12 na capital do Paquistão

    Um homem-bomba detonou explosivos em frente a um tribunal de Islamabad, no Paquistão, matando ao menos 12 pessoas e ferindo outras 27 nesta terça-feira (11). A explosão ocorreu perto de um carro da polícia. Nenhum grupo reivindicou o ataque, que está sendo investigado pelo governo paquistanês

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Um ataque feito por um homem-bomba na frente de um tribunal de Islamabad, capital do Paquistão, matou ao menos 12 pessoas nesta terça-feira (11), segundo o ministro do Interior, Mohsin Naqvi.

    O autor do atentado detonou o explosivo do lado de fora do edifício da corte, próximo a um veículo policial, após esperar no local por 10 a 15 minutos, segundo Naqvi. A explosão também feriu ao menos outras 27 pessoas.

    A polícia isolou a área, que abriga vários escritórios do governo.

    “Estamos investigando este incidente sob diferentes ângulos. Não é apenas mais um atentado. Aconteceu bem aqui, em Islamabad”, afirmou o ministro a jornalistas.

    O advogado Rustam Malik, que estava no local na hora do ataque, afirmou à agência AFP que presenciou um “caos total” após a explosão. “Quando estacionei o meu carro e entrei no pédio, ouvi uma explosão na porta”, contou. 

    “Foi um caos total. Os advogados e as pessoas corriam. Vi dois corpos caídos na porta e vários veículos em chamas.”

    Até agora, nenhum grupo reivindicou a responsabilidade pelo atentado.

    Em fevereiro deste ano, um outro ataque feito por um homem-bomba matou seis fiéis durante as orações em um seminário islâmico no noroeste do Paquistão -edifício conhecido como um local de treinamento para o Talibã afegão.

    Ataque de homem-bomba mata ao menos 12 na capital do Paquistão

  • Ace Frehley, do Kiss, morreu por causa de traumatismo craniano, afirma site

    Ace Frehley, do Kiss, morreu por causa de traumatismo craniano, afirma site

    Ace Frehley, ex-guitarrista e cofundador do Kiss, morreu aos 73 anos após sofrer uma queda que resultou em traumatismo craniano e AVC, segundo o portal TMZ. O músico, conhecido como “Spaceman”, foi responsável pelo icônico logotipo da banda e marcou gerações com seus solos de guitarra

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Ace Frehley, ex-guitarrista e cofundador do Kiss morto em outubro, teve a causa de sua morte revelada. Segundo o portal TMZ, o músico morreu em decorrência de um traumatismo craniano causado por uma queda. Em setembro, Frehley cancelou sua agenda de shows após sofrer uma queda e ser hospitalizado. A família do artista optou por desativar os equipamentos que o mantiveram vivo até o mês seguinte.

    De acordo com um relatório emitido pelo legista do condado de Morris, em Nova Jersey, nos EUA, Frehley foi vítima de uma fratura na parte posterior do crânio, um hematoma subdural -acúmulo de sangue entre a camada externa que protege o cérebro e o próprio cérebro- e um AVC (acidente vascular cerebral). O documento classifica a morte do artista como acidental.

    Nascido em 1951, Paul Daniel ‘Ace’ Frehley começou a tocar guitarra a partir dos 13 anos, tendo crescido em uma família bastante ligada à música. Durante a sua juventude, ele integrou diversas bandas locais, das quais participava nos intervalos entre os seus trabalhos como carteiro, entregador e taxista.

    Em 1972, ele respondeu a uma chamada que buscava um guitarrista para uma nova banda em formação. Pouco depois, ele foi selecionado pelo vocalista e guitarrista Paul Stanley, pelo vocalista e baixista Gene Simmons, e pelo baterista Peter Criss. Segundo os colegas do grupo musical, ele teria aparecido para a audição mal vestido, mas a primeira impressão teria sido superada por uma impressionante performance.

    Um ano mais tarde, em 1973, surgiu o Kiss. Com pinturas de estrelas prateadas em seus olhos, que ficariam bastante conhecidas, ele adotou o título de “Spaceman” e foi o responsável pela criação do logotipo da banda, reconhecido por seu raio duplo.

    Cinco anos depois, Frehley lançou um álbum solo com o seu nome e atingiu o sucesso comercial. Naquele mesmo ano, todos os integrantes da banda lançaram discos solo. Ele deixou o grupo em 1982, após uma série de discussões internas numa época em que o guitarrista enfrentava o abuso de drogas.

    Após deixar o Kiss, o músico formou a banda Frehley’s Comet, que rendeu dois álbuns próprios, e deu início a sua carreira solo. Em 1996 ele voltou ao Kiss, para uma turnê de reencontro, e permaneceu no grupo até 2002.

    Em 2014, Frehley foi imortalizado no Rock and Roll Hall of Fame como integrante do Kiss. Ele recebeu créditos por 11 dos discos lançados pela banda e lançou oito álbuns durante a sua carreira solo. Seus solos de guitarra marcaram hits como “I Was Made For Lovin’ You”, “Detroit Rock City”, “Shock Me” e “Rock and Roll All Nite”, música que encerrou a última apresentação de sua vida, que aconteceu em setembro, nos Estados Unidos.

    O guitarrista se apresentou, junto ao Kiss, diferentes vezes no Brasil, e veio a São Paulo em 2017 para uma apresentação solo. Ele estava em turnê pela América do Sul e a apresentação aconteceu no espaço para shows Tom Brasil, hoje conhecido como Tokyo Marine Hall.

    O Kiss ficou conhecido pela sua contribuição aos gêneros hard rock e glam rock, além das apresentações marcados por maquiagens e figurinos exagerados e performances teatrais.

    Frehley se tornou o primeiro integrante original do Kiss a morrer. Ele deixou as filhas Monique e Lindsey.

    Ace Frehley, do Kiss, morreu por causa de traumatismo craniano, afirma site

  • Inteligência artificial avança, mas pode enfraquecer o pensamento crítico

    Inteligência artificial avança, mas pode enfraquecer o pensamento crítico

    De ferramenta de apoio à criação de conteúdos, a IA generativa já impacta setores como finanças, saúde e comunicação. Pesquisadores, porém, alertam que o uso excessivo pode reduzir a autonomia e enfraquecer as capacidades cognitivas humanas

    A inteligência artificial (IA) deixou há muito de ser apenas tema de filmes de ficção científica e passou a fazer parte do cotidiano, acessível a qualquer pessoa com conexão à internet. De forma ampla, o termo se refere à capacidade das máquinas de realizar tarefas que antes eram exclusivas dos seres humanos.

    Hoje, a IA está presente em ferramentas de trabalho, eletrodomésticos e até em veículos autônomos. No entanto, há uma vertente mais específica: a inteligência artificial generativa. Diferente das aplicações tradicionais, que apenas interpretam dados e executam funções, a IA generativa cria conteúdo e ideias — histórias, imagens, vídeos, músicas, jogos e até códigos de programação. Trata-se de um sistema que aprende com grandes volumes de informação e usa esse conhecimento para gerar novas criações.

    Alguns exemplos recentes de uso dessa tecnologia, segundo a Amazon Web Services, incluem:

    Serviços financeiros — Bancos utilizam chatbots para oferecer recomendações e atendimento automatizado, enquanto instituições de crédito realizam simulações e aconselhamentos personalizados com mais agilidade e menor custo.

    Saúde e ciências biológicas — A IA generativa acelera pesquisas de novos medicamentos e possibilita simulações de ensaios clínicos, além de facilitar o estudo de doenças raras.

    Comunicação e entretenimento — Apesar das discussões sobre originalidade, a tecnologia permite criar conteúdos jornalísticos e artísticos em menos tempo e com custos reduzidos.

    Cuidado: a IA também erra
    O advogado João Leitão Figueiredo, da CMS Portugal, alerta que os sistemas de IA generativa ainda estão sujeitos a falhas e devem ser vistos apenas como ferramentas de apoio. Casos de informações falsas já geraram repercussão, como o episódio em que a Google precisou corrigir dados incorretos sobre a jornalista portuguesa Anabela Natário.

    “Esse é um tema atual e preocupante. Ainda não resolvemos os problemas dos motores de busca e já enfrentamos as ‘alucinações’ da inteligência artificial generativa”, observou o jurista.

    O impacto no pensamento crítico
    Um estudo da Microsoft em parceria com a Universidade Carnegie Mellon mostrou que o uso excessivo da IA generativa pode enfraquecer o pensamento crítico. Intitulado O impacto da IA generativa no pensamento crítico, o levantamento conclui que, quando utilizada de forma inadequada, a tecnologia pode prejudicar as habilidades cognitivas humanas.

    Os pesquisadores identificaram que, à medida que os profissionais passam a supervisionar o trabalho feito pela IA, em vez de executá-lo, há uma redução no esforço mental e no engajamento crítico.

    Embora a IA aumente a eficiência, os autores alertam que a dependência excessiva pode levar à perda da autonomia e à diminuição da capacidade de resolver problemas de forma independente.
     
     

     

    Inteligência artificial avança, mas pode enfraquecer o pensamento crítico

  • Governo critica texto de Derrite, vê ataque à PF e quer adiar PL antifacção

    Governo critica texto de Derrite, vê ataque à PF e quer adiar PL antifacção

    Especialistas em segurança pública apontam que o relatório de Guilherme Derrite (PP-SP) é inconsistente e irá enfraquecer os trabalhos da Polícia Federal, Ministério Público e da própria Justiça contra o crime organizado

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O governo federal deve centrar esforços para apontar o que classifica como problemas no relatório apresentado por Guilherme Derrite (PP-SP) ao projeto de lei antifacção, na tentativa de ganhar tempo para construir um meio-termo antes de a proposta ser votada. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), incluiu o tema na pauta desta semana.

    Derrite é secretário da segurança pública do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos), e foi designado relator por Motta na sexta-feira (7), num revés para o governo Lula (PT). Há uma avaliação entre integrantes do Palácio do Planalto e do Ministério da Justiça que é preciso alterar significativamente o parecer apresentado por Derrite.

    A estratégia, de acordo com relatos, é expor o que consideram como problemas e inconsistências no texto, além de tentar mobilizar a opinião pública contra o parecer. Governistas também falam que é prejudicial votar um tema considerado prioritário numa semana em que os trabalhos serão esvaziados no Congresso por causa da COP30 -com sessões remotas na Câmara.

    Integrantes do governo avaliam que o relatório tem um propósito “exclusivamente político-eleitoral” e representa um retrocesso no esforço de combate ao crime organizado.

    Um aliado de Lula fala em apontar o “casuísmo político” do parecer junto à opinião pública. A análise técnica da Casa Civil, da Advocacia-Geral da União e do Ministério da Justiça já identificou incongruências relevantes no texto.

    Um dos pontos considerados mais sensíveis e que já está sendo explorado por governistas é o que retira da Polícia Federal investigações que hoje são de sua competência. Há uma avaliação de que essa mudança representa um ataque à PF.

    Em entrevista nesta segunda (10), o líder do PT, Lindbergh Farias (RJ), disse que o texto “abre precedente para que a PF não faça investigação, o que é algo muito grave”. Para o petista, a principal tarefa, neste momento, é “desmontar esse ataque à Polícia Federal”. Ele afirmou que esse é um ponto inegociável e que, se o relator continuar contra, terá que tentar derrotar o governo no plenário.

    Pelo texto, crimes praticados por facções criminosas, milícias e grupos paramilitares, assim como qualquer delito ligado a essas organizações, passariam a ser apurados pelos Estados.

    Na prática, explica o secretário de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça, Marivaldo Pereira, funciona ao contrário: quando uma investigação estadual identifica um crime conectado a organizações criminosas com atuação interestadual ou internacional, a competência costuma migrar para a Justiça Federal.

    Segundo ele, retirar a PF desse tipo de investigação equivaleria a dar “um enorme, um gigantesco presente para os líderes de facções”.

    “A mudança de competência também se aplica a processos em andamento. Vários inquéritos hoje conduzidos pela PF seriam afetados, o que comprometeria anos de investigação. Se você está apurando uma organização criminosa ligada ao transporte público e descobre que ela faz negócios com outro país, isso deveria ficar a cargo da Polícia Civil?”, afirmou.

    Outro ponto sensível é que o texto estabelece que a coordenação e a cooperação em investigações nesses crimes só poderão ocorrer com o aval do governador. Na avaliação da pasta da Justiça, isso insere um componente político em investigações criminais que deveriam ser totalmente técnicas.

    Na prática, a cooperação entre policiais, que hoje ocorre de forma direta, contínua e sem interferência política, passaria a depender de uma autorização do governador.

    A decisão por Derrite foi criticada por integrantes do governo, petistas e parlamentares, além do próprio Lula, aumentando o sentimento de desconfiança de governistas com a gestão de Motta. No fim de semana, o chefe do Executivo telefonou para o deputado para se queixar da escolha.

    Há uma avaliação de que alguns pontos podem, inclusive, ser declarados inconstitucionais pelo STF (Supremo Tribunal Federal), caso mantidos no texto. Integrantes do governo não descartam também a possibilidade de mudar trechos no Senado ou até mesmo que eles sejam vetados por Lula caso avancem na discussão no Legislativo.

    O projeto era a principal aposta do presidente para responder à crise da segurança pública gerada pela pela megaoperação da polícia do Rio, que resultou na morte de mais de 120 pessoas. Desde que foi deflagrada, a operação tem sido usada com objeto de embate entre governo e oposição, tendo como pano de fundo as eleições de 2026.

    O presidente do PT, Edinho Silva, disse à Folha de S.Paulo que a decisão de Motta representa “a total partidarização, politização de um tema que deveria ser tratado sem paixões”.

    “A segurança pública está entre as maiores preocupações do povo brasileiro e só será enfrentada com seriedade se nós envolvermos todos os entes federados, redefinindo legalmente as atribuições de cada um. Não é com montagem de palanque sobre esse tema que o Brasil vai enfrentar com seriedade tamanho desafio”, diz Edinho.

    Outro ponto do relatório de Derrite que está recebendo críticas é um que está relacionado ao perdimento de bens, que determina a perda definitiva de bens, valores ou propriedades utilizados na prática de crimes ou obtidos com dinheiro ilícito.

    Na avaliação de Marivaldo, a proposta de Derrite é mais frágil. O texto do governo permite ao juiz a apreensão definitiva do patrimônio suspeito de origem ilícita mesmo sem condenação penal.

    No texto do relator, o Judiciário só pode avançar sobre o patrimônio após a condenação das organizações criminosas com trânsito em julgado, exigência que já é feita hoje e não tem funcionado, segundo o secretário.

    Governo critica texto de Derrite, vê ataque à PF e quer adiar PL antifacção

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  • Trump mostrou o dedo do meio ao Brasil com as tarifas, diz governador da Califórnia

    Trump mostrou o dedo do meio ao Brasil com as tarifas, diz governador da Califórnia

    Durante evento em São Paulo, o governador da Califórnia, Gavin Newsom, criticou a decisão dos Estados Unidos de impor sobretaxas de 50% a produtos brasileiros, chamando-a de “ato de desrespeito”. O democrata também atacou o governo Trump, o lobby do petróleo e defendeu uma parceria sustentável com o Brasil.

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Para Gavin Newsom, governador da Califórnia, o anúncio de 50% de sobretaxas a produtos brasileiros foi um ato de desrespeito do governo dos Estados Unidos.

    “Nenhuma pessoa da administração deveria mostrar desrespeito por nenhum de vocês. Esqueçam a política. O Brasil é um dos nossos grandes parceiros comerciais. É o país com o qual deveríamos nos envolver. No entanto, dedo do meio com 50% de tarifas. Isso é vergonhoso”, afirmou Newsom durante evento do Milken Institute, em São Paulo, nesta segunda-feira (10), antes de embarcar para Belém.
    O democrata também criticou a falta de representantes do governo de Donald Trump na COP30.

    “A razão de eu estar aqui é a ausência de liderança vinda dos EUA, este vácuo. É algo bastante infantil. Não há nenhuma representação, nem mesmo um observador”, disse Newsom.

    O governador, cotado para a próxima eleição presidencial, afirmou que a Califórnia se difere do restante do país, sendo um estado mais sustentável, com dois terços de energia limpa, segundo Newsom.

    Espero que eu esteja deixando em vocês a sensação de que marchamos no compasso de um tambor diferente na Califórnia, um parceiro estável e confiável. Estamos aqui para o longo prazo”, disse ele.

    “Há uma razão pela qual a Tesla foi criada na Califórnia. Não haveria Elon Musk como o conhecemos hoje, e perdoem-nos por isso”, afirmou.

    O americano também criticou o lobby da indústria petroleira e o investimento de companhias americanas em veículos tradicionais.

    “Temos fabricantes de automóveis tradicionais que estão vivendo, mas as cabeças deles estão enterradas na areia. A GM está tentando recriar o século 19. A China está dominando o software, não apenas as baterias. Mas nos Estados Unidos há todos esses interesses cativados, com visão de curto prazo. Nos tornamos um petroestado.”

    “Estamos dobrando a aposta na estupidez nos Estados Unidos da América. Mas não nesse estado da Califórnia”, completou.

    Newsom também criticou seus colegas do Partido Democrata em Washington.
    “Eu pensei que o nosso sistema imunológico tivesse sido despertado na última terça-feira [4] com as eleições. Mas agora estou preocupado. É como se alguns dos meus colegas e amigos no Senado simplesmente tivessem decidido que estamos jogando pelas regras antigas. Não pelas novas regras. Eles podem ter se rendido um pouco”, afirmou o governador.

    Perguntado sobre planos futuros, já que seu mandato acaba em 2026, Newsom disse não saber o que acontecerá.

    “Como você pode perceber, estou muito preocupado com o que está acontecendo no meu país. Com os acordos de armamento, a militarização das cidades americanas, homens mascarados e pessoas desaparecendo, comunidades em alerta máximo”, afirmou Newsom.

    O democrata também comentou a pauta da desigualdade, um dos principais assuntos nas eleições recentes, das quais democratas saíram fortalecidos.

    “Plutarco, em 50 D.C., alertou os atenienses sobre o desequilíbrio entre ricos e pobres. Esse é o mais antigo e fatal dos males de todas as revoltas. Não é sustentável. Então, espero que haja uma transferência de riqueza e uma mentalidade diferente, afastando-nos dos valores situacionais, do imediatismo, para valores sustentáveis, não apenas com a Mãe Natureza, mas no contexto do livre mercado. Também vamos ter que democratizar nossa economia se quisermos salvar nossa democracia.

    Trump mostrou o dedo do meio ao Brasil com as tarifas, diz governador da Califórnia

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  • STF começa a julgar kids pretos acusados de planejar morte de Moraes em trama golpista

    STF começa a julgar kids pretos acusados de planejar morte de Moraes em trama golpista

    A Primeira Turma do STF inicia nesta terça-feira (11) o julgamento de dez acusados de integrar o braço militar da tentativa de golpe contra o presidente Lula em 2022. Entre eles estão oficiais do Exército e um policial federal apontados pela PGR como parte do grupo que articulou ataques à democracia

    CÉZAR FEITOZA
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – A Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) começa nesta terça-feira (11) o julgamento dos militares acusados de atuarem como o braço operacional da tentativa de golpe de Estado contra Lula (PT) no fim de 2022.

    O núcleo é composto por nove militares e um policial federal. A maior parte dos denunciados pela PGR (Procuradoria-Geral da República) é composta por oficiais do Exército com formação em forças especiais -os chamados “kids pretos”.

    A acusação divide o núcleo militar em três grupos. O primeiro e mais encrencado é de militares acusados de executar um plano de assassinato do ministro Alexandre de Moraes em 15 de dezembro de 2022.

    Os tenentes-coronéis Rafael de Oliveira e Rodrigo Azevedo foram denunciados por integrarem um grupo militar clandestino chamado “Copa 2022”. Segundo a PGR, os dois militares, sob codinomes, estavam a postos para neutralizar o ministro do Supremo, mas acabaram abortando a operação, sem o aval do Comando do Exército.

    O segundo grupo é composto por militares que, segundo a PGR, teriam atuado para pressionar os chefes das Forças Armadas para apoiar os planos golpistas aventados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aliados no Palácio do Alvorada.

    A denúncia destaca que um grupo de kids pretos se reuniu no salão de festas de um prédio em Brasília, em 28 de novembro de 2022, para elaborar estratégias para pressionar os chefes militares a apoiarem um golpe de Estado.

    A PGR denuncia um general da reserva neste tópico. Estevam Theophilo, que à época compunha o Alto Comando do Exército, é acusado de dar aval aos planos golpistas numa reunião a sós com Bolsonaro.

    O general nega a acusação e destaca que a denúncia da PGR se baseia exclusivamente em uma mensagem enviada pelo tenente-coronel Mauro Cid, sem provas sobre a suposta anuência ao golpe de Estado.

    O último grupo é acusado de espalhar desinformação sobre as urnas eletrônicas e insuflar os movimentos golpistas em frente aos quartéis. As principais provas contra esses denunciados também são conversas com Cid.

    São réus nesse núcleo Bernardo Romão Correa Neto (coronel da reserva), Estevam Theophilo (general da reserva), Fabrício Moreira de Bastos (coronel), Hélio Ferreira Lima (tenente-coronel), Márcio Nunes de Resende Júnior (coronel da reserva), Rafael Martins de Oliveira (tenente-coronel), Rodrigo Bezerra de Azevedo (tenente-coronel), Ronald Ferreira de Araújo Júnior (tenente-coronel), Sérgio Ricardo Cavaliere (tenente-coronel da reserva) e Wladimir Matos Soares (policial federal).

    Nove dos réus respondem pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, deterioração do patrimônio público e dano ao patrimônio tombado.

    No caso do tenente-coronel Ronald Ferreira de Araújo Júnior, o procurador-geral Paulo Gonet afirmou, em alegações finais, não haver provas suficientes para sua acusação pelos cinco crimes.

    A PGR pediu que a acusação contra o militar seja rebaixada e que ele responda somente por incitação ao crime. A justificativa é que o militar não participou de reuniões golpistas, mas somente espalhou informações falsas sobre fraudes no processo eleitoral para incitar as Forças Armadas à ruptura democrática.

    “Diferentemente dos demais acusados, não foram reunidos elementos adicionais sobre uma vinculação aprofundada do réu com a organização criminosa. As provas indicam que Ronald Ferreira não esteve presente na reunião de 28.11.2022, tampouco acompanhou os passos subsequentes do grupo”, diz Gonet.

    A PGR pediu a desclassificação da conduta dele para incitação ao crime, na forma equiparada pela animosidade das Forças Armadas contra os Poderes Constitucionais. Além disso, Gonet sugeriu que ele tivesse a faculdade de negociar benefícios penais pertinentes.

    Nesta semana, o julgamento deve ficar restrito à leitura do relatório do ministro Alexandre de Moraes e às sustentações orais da acusação e das defesas dos dez réus.

    O procurador-geral Paulo Gonet terá duas horas para apresentar as razões para a condenação dos réus pelos crimes contra a democracia. Depois, cada defesa terá uma hora para demonstrar a inocência de seus clientes.

    O julgamento será retomado na próxima semana, nos dias 18 e 19 de novembro, para os votos dos ministros. O primeiro a falar será o ministro-relator Alexandre de Moraes. A ordem segue com Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino (presidente).

    O ministro Luiz Fux não participa do julgamento. Único a votar pela absolvição dos réus da trama golpista, ele deixou a Primeira Turma em outubro e não formalizou à presidência do Supremo o desejo manifestado no plenário de manter seu direito a voto nos processos sobre a trama golpista.

    STF começa a julgar kids pretos acusados de planejar morte de Moraes em trama golpista

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  • Revelado o mistério do ‘detetive’ do Louvre: “Gosto de ser chique”

    Revelado o mistério do ‘detetive’ do Louvre: “Gosto de ser chique”

    O jovem que foi fotografado de chapéu fedora e indumentária do século XX junto ao Museu do Louvre, no dia do assalto ao monumento, finalmente abraçou as luzes da ribalta. Fã dos detetives Sherlock Holmes e Hercule Poirot, Pedro Elias Garzon Delvaux pretendia apenas visitar a atração parisiense.

    O mistério sobre o jovem fotografado usando um chapéu fedora e roupas típicas do século XX em frente ao Museu do Louvre, em Paris, no dia do assalto ao local, foi finalmente resolvido. Fã dos detetives Sherlock Holmes e Hercule Poirot, Pedro Elias Garzon Delvaux, de 15 anos, passou pelo museu por acaso e queria apenas fazer uma visita como qualquer outro turista.

    Quando descobriu que a foto em que aparecia diante de três policiais havia se tornado viral na internet, Pedro decidiu esperar antes de se identificar.

    “Não quis dizer logo que era eu. A foto tinha um ar de mistério, então resolvi deixá-lo durar um pouco”, contou à agência Associated Press.

    Diante das especulações de que a imagem poderia ter sido criada por inteligência artificial, o adolescente não se mostrou surpreso.

    “Na foto, estou vestido como se fosse dos anos 1940, e estamos em 2025. Há um contraste curioso”, explicou.

    Nem mesmo alguns amigos e parentes acreditaram de imediato que a imagem fosse verdadeira. No entanto, a mãe de Pedro, que aparece logo atrás dele na fotografia, confirmou sua autenticidade. Na verdade, a história era bem simples: o jovem, que mora com os pais e os avós em Rambouillet, a cerca de 30 quilômetros de Paris, estava apenas indo visitar o Louvre com a mãe e o avô.

    “Queríamos entrar no museu, mas ele estava fechado. Não sabíamos que tinha acontecido um assalto. Quando tiraram a foto, eu só estava passando por ali”, afirmou.

    Quatro dias depois, uma conhecida perguntou se era mesmo ele na imagem, que já somava mais de cinco milhões de visualizações. Logo depois, a mãe ligou avisando que a foto havia saído no New York Times. Familiares na Colômbia, amigos na Áustria e colegas da escola também começaram a enviar mensagens.

    “As pessoas diziam: ‘você virou uma estrela’. Fiquei surpreso que uma simples foto se tornasse viral tão rápido”, contou.

    Pedro contou que começou a se vestir nesse estilo há menos de um ano, inspirado pela estética do século XX e por imagens em preto e branco de políticos e detetives clássicos. O chapéu fedora, no entanto, ele reserva para os fins de semana, feriados e passeios a museus.

    “Gosto de me vestir com elegância. Vou assim para a escola”, afirmou.

    A mãe do garoto, Félicité Garzon Delvaux, cresceu em um palácio-museu do século XVIII, filha de um curador e de uma artista, e sempre levou o filho a exposições.

    “As pessoas precisavam descobrir quem eu era. Depois, vieram os jornalistas, e quando contei minha idade, ficaram muito surpresos”, disse Pedro, bem-humorado. “Agora estou esperando convites para filmes. Seria divertido.”
     

     

    Revelado o mistério do ‘detetive’ do Louvre: “Gosto de ser chique”

  • Tecnológica japonesa SoftBank Group Corp. vende ações na Nvidia Corp.

    Tecnológica japonesa SoftBank Group Corp. vende ações na Nvidia Corp.

    A SoftBank, com sede em Tóquio, vendeu todas as ações que detinha na Nvidia por cerca de R$ 31 bilhões. A operação foi concluída em outubro e impulsionou os lucros da companhia japonesa, que quase triplicaram no primeiro semestre fiscal em relação ao ano anterior

    A empresa japonesa de tecnologia SoftBank Group Corp. anunciou nesta segunda-feira que vendeu por 5,83 bilhões de dólares (cerca de R$ 31 bilhões) todas as ações que possuía na gigante norte-americana Nvidia Corp.

    Com sede em Tóquio, a SoftBank informou que a venda foi concluída em outubro.

    De acordo com a companhia, o lucro registrado entre abril e setembro quase triplicou em comparação com o mesmo período do ano anterior.

    As ações da SoftBank subiram 2% nesta segunda-feira na Bolsa de Tóquio, pouco antes da coletiva de imprensa em que a empresa apresentou seus resultados financeiros.

    Tecnológica japonesa SoftBank Group Corp. vende ações na Nvidia Corp.

  • Imagem do Google Street View mostra Marília Mendonça aos 16 anos; veja

    Imagem do Google Street View mostra Marília Mendonça aos 16 anos; veja

    A foto de 2011 mostra Marília Mendonça adolescente, de uniforme escolar e falando ao telefone no bar da mãe, em Goiânia. O registro, feito pelo Google Street View, emocionou fãs nas redes sociais e reacendeu lembranças da cantora, morta em um acidente aéreo em 2021

    Uma imagem registrada pelo Google Street View em 2011 voltou a emocionar os fãs de Marília Mendonça. Na foto, a cantora aparece aos 16 anos, sentada no bar da mãe, em Goiânia, vestindo uniforme escolar e falando ao telefone. Ao lado dela está o irmão, João Gustavo.

    O estabelecimento ficava na Rua Jaguaribe, no bairro Jardim Atlântico, mas, segundo Dona Ruth, foi vendido há alguns anos. Ela relembra que a filha chegou a se apresentar ali e que suas performances lotavam o bar.

    Notícias ao Minuto [Legenda]© Reprodução- Google Street View  

    Marília Mendonça morreu em 5 de novembro de 2021, aos 26 anos, após a queda de um avião bimotor em Caratinga, Minas Gerais, onde faria um show. A artista havia partido de Goiânia acompanhada do tio, Abicieli Silveira Dias Filho, de 43 anos, e do produtor Henrique Ribeiro, de 32. O piloto e o copiloto também não sobreviveram.

    A cantora deixou um filho, Léo, hoje com 5 anos, fruto do relacionamento com o também cantor Murilo Huff.

    Notícias ao Minuto [Legenda]© Reprodução- Google Street View  

    Imagem do Google Street View mostra Marília Mendonça aos 16 anos; veja