Blog

  • Ex-assessor de Bolsonaro abre vaquinha para custear advogado nos EUA

    Ex-assessor de Bolsonaro abre vaquinha para custear advogado nos EUA

    Apontado como integrante do “núcleo 2” da trama golpista, Filipe Martins lançou uma campanha online para custear advogados americanos. O ex-assessor presidencial está em prisão domiciliar e será julgado em dezembro no STF por participação na articulação da tentativa de golpe de Estado em 2022

    Filipe Martins, ex-assessor de Jair Bolsonaro para Assuntos Internacionais e um dos investigados por envolvimento na articulação golpista de 2022, tenta agora mobilizar apoiadores para financiar sua defesa jurídica fora do país. Uma campanha virtual foi lançada para arrecadar fundos destinados ao pagamento de advogados nos Estados Unidos.

    O anúncio da iniciativa foi feito no domingo (9) pelo advogado Jeffrey Chiquini, em publicação no X (antigo Twitter). Ele explicou que a arrecadação foi organizada por simpatizantes de Martins com o propósito de cobrir despesas legais e custos pessoais resultantes das restrições impostas ao ex-assessor nos últimos anos.

    De acordo com Chiquini, toda a verba será direcionada exclusivamente a Filipe Martins. O advogado também pediu que aliados ajudem na divulgação da campanha, dizendo que a intenção é responsabilizar judicialmente os autores da suposta fraude no sistema migratório americano.

    Preso preventivamente desde fevereiro de 2024, Martins passou seis meses em um presídio no Paraná até obter o direito à prisão domiciliar, concedido devido ao risco de fuga. O Supremo Tribunal Federal (STF) fundamentou a ordem de prisão no fato de seu nome constar na lista de passageiros do voo presidencial que levou Jair Bolsonaro a Orlando, em 30 de dezembro de 2022. A defesa, porém, alega que ele nunca embarcou.

    A criação da vaquinha ocorre em meio a novas tensões jurídicas. Dias antes, o ministro Alexandre de Moraes havia determinado o afastamento da equipe de defesa de Martins por perda de prazo processual, mas voltou atrás pouco depois. O episódio reacendeu críticas de perfis bolsonaristas, que acusaram o STF de restringir o direito de defesa.

    Apesar das manifestações, a Procuradoria-Geral da República sustenta que Filipe Martins teve papel direto na tentativa de golpe. Um dos principais elementos da acusação é a reunião de 7 de dezembro de 2022, quando Bolsonaro teria apresentado aos comandantes militares uma minuta de decreto com medidas de exceção, documento apontado pela Polícia Federal como base jurídica do plano.

    Réu no STF, Martins será julgado em dezembro, nos dias 9, 10, 16 e 17, junto a outros integrantes do chamado núcleo 2, grupo formado por ex-assessores e aliados do ex-presidente acusados de articular e dar suporte logístico ao esquema golpista.

    Ex-assessor de Bolsonaro abre vaquinha para custear advogado nos EUA

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Participante desmaia após ser empurrada na piscina em reality show; veja

    Participante desmaia após ser empurrada na piscina em reality show; veja

    Durante uma briga no programa La Mansión de Luinny, da República Dominicana, La Piry desmaiou após ser empurrada na piscina por Yina Calderón. O incidente chocou os colegas de confinamento e viralizou nas redes sociais. Yina foi expulsa, embora a vítima tenha pedido que ela permanecesse no reality.

    Uma participante do reality show La Mansión de Luinny, produzido na República Dominicana, desmaiou após ser empurrada na piscina durante uma briga com outra competidora. O episódio, exibido recentemente, ganhou grande repercussão nas redes sociais.

    A confusão começou depois que La Piry fez uma brincadeira com Yina Calderón, colocando farinha de trigo dentro do secador de cabelo da colega. Irritada com a pegadinha, Yina reagiu durante uma atividade do programa e empurrou La Piry para dentro da piscina.

    Ao cair na água, La Piry perdeu a consciência e precisou ser socorrida pelos demais participantes, que entraram em pânico ao perceber a gravidade da situação. Nos vídeos que circulam online, é possível ouvir gritos de desespero e comentários sobre a cabeça da vítima.

    De acordo com o portal El Espectador, Yina Calderón foi expulsa do reality no domingo, dia 9. Mesmo assim, La Piry pediu à produção que a adversária não fosse retirada do programa, afirmando acreditar que a colega não teve a intenção de machucá-la.

     

    Participante desmaia após ser empurrada na piscina em reality show; veja

  • Narcisa detona Boninho e expõe relação dele com a filha: ‘Péssimo pai'

    Narcisa detona Boninho e expõe relação dele com a filha: ‘Péssimo pai'

    Durante entrevista ao programa De Frente com Blogueirinha, Narcisa Tamborindeguy fez duras críticas ao ex-marido, Boninho. A socialite afirmou que o diretor da Globo é distante da filha Marianna, não demonstra carinho e trata os filhos de forma desigual. O desabafo repercutiu nas redes sociais

    Narcisa Tamborindeguy voltou a causar nesta segunda-feira (10) ao participar do programa De Frente com Blogueirinha. Sem filtros, a socialite e advogada fez declarações contundentes sobre o ex-marido, o diretor da Globo José Bonifácio de Oliveira Júnior, o Boninho.

    Durante a entrevista, Narcisa afirmou que o ex é um pai distante e pouco afetuoso com a filha deles, Marianna Tamborindeguy de Oliveira. O casal foi casado entre 1983 e 1986. “Ele deixou ela sem carro, não ajuda, não é um bom pai”, criticou.

    A empresária também comentou que o diretor não reconhece as conquistas da filha. “Quando ela passou pra King’s University, ele não fez nada, nem ligou. É um pai ausente, sem carinho, que não demonstra amor”, declarou. Segundo ela, o comportamento do ex vai além da frieza emocional. “O carro dela foi levado num assalto, e ele não se preocupou em repor.”

    Narcisa ainda acusou Boninho de ter tratamento diferente entre os filhos. “Ele só demonstra afeto pela outra filha, a Isabela”, disse, referindo-se à filha do diretor com a apresentadora Ana Furtado.

    A apresentadora Blogueirinha reagiu ao desabafo com ironia: “Ô Boninho, dá parabéns pra tua filha, né? Para de escolher a preferida, isso não existe.” Narcisa encerrou o assunto em tom categórico: “Nunca gostei disso. Vamos mudar de tema, chega.”

     

     
     
     

     
     
    Ver essa foto no Instagram

     
     
     
     

     
     

     
     
     

     
     

    Uma publicação compartilhada por Hotel Mazzafera (@hotelmazzafera)

    Narcisa detona Boninho e expõe relação dele com a filha: ‘Péssimo pai'

  • O “erro” de edição que colocou a BBC em crise e gerou reação de Trump

    O “erro” de edição que colocou a BBC em crise e gerou reação de Trump

    A emissora britânica é acusada de manipular um discurso de Trump para sugerir incitação à violência no ataque ao Capitólio. O caso levou à renúncia de seus diretores, pedidos públicos de desculpas e ameaça de processo pelo presidente americano

    A polêmica entre a BBC e Donald Trump instalou-se neste fim de semana depois de o Telegraph publicar um artigo no qual denunciava o documentário exibido pelo meio de comunicação britânico como manipulado, dando a entender que o republicano estaria junto dos seus apoiadores no ataque ao Capitólio em 6 de janeiro de 2021.

    O diretor-geral da BBC, Tim Davie, e a presidente executiva da BBC News, Deborah Turness, apresentaram suas demissões no sábado, dia 8 de novembro, na sequência da controvérsia causada pelo documentário sobre Trump, no qual os cortes pareceram distorcer a mensagem original. Paralelamente, o presidente do Conselho de Administração da BBC, Samir Shah, reconheceu o “erro de julgamento” após a transmissão da reportagem. Mas, afinal, o que está em jogo?

    O documentário exibido pelo programa Panorama da BBC uma semana antes das eleições norte-americanas de 2024 — teria apresentado uma edição de um discurso de Donald Trump, de 6 de janeiro de 2021 (data da invasão do Capitólio por seus apoiadores), de modo que sugerisse que o agora presidente dizia aos seus seguidores que iria caminhar com eles até o Capitólio e “lutar como demônios”.

    “Nós vamos até o Capitólio e eu estarei lá com vocês. Lutaremos. Lutaremos como demônios”, ouve-se no trecho editado pela emissora britânica.
    Porém, no discurso original, Trump teria afirmado: “Nós vamos até o Capitólio e nós vamos apoiar os nossos corajosos senadores e congressistas”.

    O programa Panorama é um dos exemplos citados pelo ex-consultor externo da BBC, Michael Prescott, no artigo do Telegraph, que expõe suas preocupações acerca da imparcialidade da emissora britânica.

    Contudo, há um grupo de apoiadores da BBC que alega estar sendo alvo de um esforço coordenado das forças de direita para prejudicar a emissora.

    Entenda o que aconteceu (e o que está em curso)

    Diretor-geral da BBC e CEO da BBC News renunciam após polêmica com Trump

    O diretor-geral da BBC, Tim Davie, e a presidente executiva da BBC News, Deborah Turness, renunciaram no sábado como consequência de uma reportagem que tinha como alvo o presidente dos EUA, Donald Trump.

    “É um dia triste para a BBC”, afirmou Samir Shah em comunicado.

    Na nota, Shah disse que “Tim foi um excelente diretor-geral nos últimos cinco anos”, mas enfrentou “uma pressão persistente […] que o levou a tomar esta decisão”.

    A BBC esteve nos últimos dias no centro de uma controvérsia, acusada de ter apresentado de modo enganoso as declarações do presidente americano em um documentário do programa Panorama, transmitido em outubro de 2024.

    “Pessoas desonestas”: Trump celebra demissão do diretor da BBC

    Posteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, comemorou a demissão do diretor-geral da BBC, Tim Davie, após as controvérsias sobre a cobertura da emissora.

    “Os altos cargos da BBC, inclusive Tim Davie, o chefe, estão se demitindo ou sendo demitidos porque foram apanhados ‘manipulando’ meu excelente (perfeito!) discurso de 6 de janeiro. Obrigado ao The Telegraph por desmascarar esses ‘jornalistas’ corruptos”, escreveu Trump em sua rede social Truth Social.

    “São pessoas muito desonestas que tentaram influenciar o resultado das eleições presidenciais. Como se não bastasse, são de um país estrangeiro, que muitos consideram nosso aliado número um. Que terrível para a democracia!”, acrescentou.

    BBC pede desculpas por edição de discurso de Trump e reconhece “erro de julgamento”

    Já nesta segunda-feira, o presidente do conselho da BBC pediu desculpas pela emissora e admitiu um “erro de julgamento” após a exibição de uma reportagem com montagem enganosa do discurso de Donald Trump.

    “Reconhecemos que a forma como o discurso foi editado deu a impressão de um apelo direto à ação violenta. A BBC deseja pedir desculpas por este erro de julgamento”, escreveu Samir Shah em carta ao presidente da comissão parlamentar de Cultura e Mídia, publicada online.

    Trump envia carta à BBC e ameaça com ação judicial

    A BBC confirmou ter recebido nesta segunda-feira uma carta de Donald Trump ameaçando mover ação judicial por causa da edição de seu discurso em documentário da emissora britânica.

    Questionada sobre o teor da carta, a emissora disse que “vai analisá-la e responder na devida altura”.

    Conduta jornalística da BBC questionada após relatório

    A publicação de relatório interno da BBC com críticas ao serviço de notícias da emissora, revelado pelo jornal The Daily Telegraph, reacendeu acusações de parcialidade e resultou na demissão de Tim Davie. As primeiras matérias começaram a ser publicadas em 3 de novembro, apontando diversas irregularidades na conduta jornalística da BBC.

    Discurso de Trump manipulado
    A BBC transmitiu em outubro de 2024, no programa Panorama, um documentário sobre Donald Trump. Em uma parte, um discurso de 6 de janeiro de 2021 foi editado para dar a entender que o presidente americano incitava seus apoiadores à violência, dizendo “lutaremos como demônios”. No entanto, o trecho original dizia que eles iriam “fazer ouvir as suas vozes de forma pacífica e patriótica”.
    A frase sobre lutar com todas as forças foi proferida 54 minutos depois na gravação original.

    Parcialidade pró-Israel na BBC Árabe

    O relatório documentou que uma pessoa que defendeu que judeus deveriam ser “queimados como Hitler fez” apareceu 244 vezes como convidado no canal BBC ÁRabe em 18 meses. Outro que descrevia israelenses como menos que humanos apareceu 522 vezes no mesmo período.

    O relatório também aponta que a cobertura da BBC ÁRabe sobre Israel diferia substancialmente da versão em inglês da BBC.

    Cobertura pró-transexuais

    O relatório revela que jornalistas dedicados à cobertura de temas LGBT publicaram “uma série constante de histórias unilaterais” favoráveis aos direitos trans, enquanto ignoravam narrativas críticas, levando a uma “censura prática”.

    As polêmicas da emissora pública britânica BBC

    A BBC, emissora pública britânica, enfrenta críticas há anos. A crise atual, que resultou na demissão do diretor-geral e da presidente de jornalismo, é a mais recente de uma série de controvérsias.

    Dos métodos às demissões: as polêmicas da BBC nos últimos anos

    A emissora vive um momento crítico, com acúmulo de acusações que vão desde viés político até falhas éticas e de governança. A demissão de Tim Davie e Deborah Turness é o ápice de uma sequência longa de tensões internas e externas.

    Como será escolhido o próximo diretor-geral? Influência do governo?

    O novo diretor-geral será nomeado pelo Conselho de Administração da BBC, que deve garantir o cumprimento da missão e dos objetivos públicos da empresa. O diretor-geral é responsável pela liderança editorial, operacional e criativa da BBC, incluindo seus serviços de TV, rádio e web.

    O conselho é liderado por Samir Shah e composto por dez membros não executivos e quatro executivos, sendo quatro não executivos nomeados como representantes de cada uma das nações do Reino Unido.

    Embora os ministros não participem diretamente do processo, a nomeação obedece à carta da BBC, elaborada pelo governo e que define sua missão. A atual carta vence em 31 de dezembro de 2027.

    O governo também decide o modelo de financiamento da emissora, como a taxa de licença, o que dá influência sobre suas decisões estratégicas e operações.

     
     
     

    O “erro” de edição que colocou a BBC em crise e gerou reação de Trump

  • Leandro Lima é levado ao hospital após engolir gasolina; entenda

    Leandro Lima é levado ao hospital após engolir gasolina; entenda

    O ator de 43 anos passou mal ao tentar transferir combustível de sua moto para o carro usando uma mangueira. Ele ficou em observação e, após receber alta, tranquilizou os fãs com bom humor e alertou sobre os riscos da prática.

    O ator Leandro Lima, 43, passou por um susto nesta segunda-feira (10) após precisar ser levado às pressas para o hospital. Ele contou nas redes sociais que acabou ingerindo gasolina ao tentar transferir combustível de sua moto para o carro de forma improvisada.

    Segundo Leandro, a ideia era usar uma mangueira para sugar o combustível e passá-lo para o tanque do Fusca, mas o plano não saiu como esperado. “Já tinha feito isso outras vezes, mas dessa vez vacilei e acabei engolindo um pouco. Fiquei sem ar e corri para o hospital”, relatou.

    Notícias ao Minuto [Legenda]© Reprodução- Instagram  

    O ator, que está no ar em “Três Graças”, ficou em observação por algumas horas para garantir que o líquido não havia atingido os pulmões. Após ser liberado, ele tranquilizou os seguidores e aproveitou para fazer um alerta bem-humorado: “Não bebam gasolina! Estou com um hálito de posto de combustível, me sentindo o próprio Fusca.”

    A gasolina contém compostos tóxicos como benzeno, tolueno e xileno, que podem causar náuseas, tonturas e até danos neurológicos e respiratórios em casos mais graves.

    Leandro Lima é levado ao hospital após engolir gasolina; entenda

  • Médico que matou 6 pessoas na Alemanha é julgado "em caixa de vidro"

    Médico que matou 6 pessoas na Alemanha é julgado "em caixa de vidro"

    O julgamento de Taleb al-Abdulmohsen, acusado de matar seis pessoas ao atropelar uma multidão no mercado de Natal de Magdeburgo em 2024, começou sob forte esquema de segurança na Alemanha. O médico saudita pode ser condenado à prisão perpétua pelo ataque que deixou mais de 300 feridos

    Começou nesta segunda-feira (10) o julgamento do médico psiquiatra Taleb al-Abdulmohsen, responsável pelo ataque ao mercado de Natal de Magdeburgo, que deixou seis mortos e mais de 300 feridos em dezembro de 2024. O caso é considerado um dos maiores da história recente da Alemanha e deve se estender por pelo menos 47 dias, segundo o Tribunal Regional de Magdeburgo.

    O réu, de 52 anos, natural da Arábia Saudita e residente na Alemanha há quase duas décadas, é acusado de ter atropelado deliberadamente dezenas de pessoas por insatisfação com o tratamento dado a refugiados sauditas no país. Ele foi levado ao tribunal de helicóptero e acompanha o julgamento dentro de uma caixa de vidro, sob forte esquema de segurança.

    Durante a sessão, al-Abdulmohsen exibiu para as câmeras um computador com a inscrição “#MagdeburgGate” e a data “26 de setembro”, cuja mensagem ainda é desconhecida.

    O ataque matou quatro mulheres, um menino de 9 anos e, posteriormente, uma mulher de 52 anos que não resistiu aos ferimentos. Outras 338 pessoas ficaram feridas, 309 em estado grave.

    Inicialmente tratado como um atentado terrorista, o caso passou a ser investigado como crime isolado, sem ligação com organizações extremistas. Se condenado, o médico poderá cumprir prisão perpétua.

    Médico que matou 6 pessoas na Alemanha é julgado "em caixa de vidro"

  • STF forma maioria para tornar lei que restringe mototáxi inconstitucional

    STF forma maioria para tornar lei que restringe mototáxi inconstitucional

    O Supremo Tribunal Federal decidiu que a lei paulista que proibia o serviço de mototáxi por aplicativo é inconstitucional. Para a Corte, apenas a União pode legislar sobre o tema, e restringir a atividade fere a livre iniciativa e a concorrência no transporte individual

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O plenário do STF formou maioria nesta segunda-feira (10) para tornar inconstitucional uma lei do estado de São Paulo que restringia o serviço de mototáxi por aplicativo.

    STF entende que São Paulo invadiu a competência da União na regulamentação. A maioria foi formada na manhã desta segunda-feira em plenário e a sessão virtual segue em andamento.

    O relator, ministro Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Fachin votaram para reconhecer a lei paulista como inconstitucional. Além deles, seguiram nos votos os ministros Edson Fachin, Dias Tofolli e Cármen Lúcia.

    O STF considerou que restringir o transporte por motorista de aplicativo viola a livre iniciativa concorrência. O relator explicou que as legislações dos municípios e estados não podem ir contra a legislação federal.

    Dino usou voto para criticar plataformas e pedir novas discussões. Para o ministro, é essencial que os trabalhadores desse setor estejam inseridos em regimes de direito básicos, como repouso remunerado, férias, seguro, entre outros.

    “Seres humanos não são personagens de videogame múltiplas ‘vidas’ – a serem exploradas ao máximo e descartadas como um produtor de consumo qualquer (…) não é admissível que empresas operadoras de alta tecnologia comportem-se como senhores de escravos do século 18”, disse Flávio Dino, em voto.

    Zanin também ofereceu ressalvas. Para o ministro, não é legal a proibição, mas os municípios podem regulamentar e fiscalizar a atividade de mototáxi, observando condicionantes ao exercício com características locais.

    A ação julgou a lei 18.156/2025 de São Paulo. Sancionado em junho, o texto havia definido que é poder do município autorizar ou não o transporte de passageiros em motos por aplicativo.

    “Prevaleceu o entendimento segundo o qual a competência para a regulação de transporte individual particular de passageiros, ainda que com fundamento no interesse público na proteção ao consumidor, mobilidade urbana e meio ambiente, não permite a proibição dessa atividade”, disse Alexandre de Moraes.

    STF forma maioria para tornar lei que restringe mototáxi inconstitucional

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Bolsa sobe pela 14ª vez seguida e ultrapassa os 155 mil pontos

    Bolsa sobe pela 14ª vez seguida e ultrapassa os 155 mil pontos

    O índice Ibovespa, da B3, encerrou esta segunda-feira (10) aos 155.257 pontos, com alta de 0,77%, em um novo recorde; o dólar comercial fechou o dia vendido a R$ 5,307, com recuo de R$ 0,029 (-0,55%)

    Em mais um dia de euforia no mercado financeiro, a bolsa subiu pela 14ª vez seguida e superou a marca dos 155 mil pontos, em um novo recorde. O dólar caiu para o menor valor desde o fim de setembro, com a expectativa de fim do shutdown (paralisação do governo) nos Estados Unidos.

    O índice Ibovespa, da B3, encerrou esta segunda-feira (10) aos 155.257 pontos, com alta de 0,77%. Em alta durante toda a sessão, a bolsa brasileira foi impulsionada principalmente por ações de petroleiras, mineradoras e bancos. O indicador bateu recorde pela 11º vez consecutiva e está perto de igualar a sequência de 15 altas entre maio de junho de 1994, pouco antes do Plano Real.

    Com alta de 3,82% apenas em outubro, a bolsa brasileira sobe 29,08% em 2025. Essa é a maior alta anual acumulada desde a valorização de 31,58% registrada em 2019.No mercado de câmbio, o dia também foi positivo. O dólar comercial fechou o dia vendido a R$ 5,307, com recuo de R$ 0,029 (-0,55%). A cotação operou em queda durante toda a sessão, mas aprofundou a tendência de baixa por volta das 15h, quando se firmou na faixa de R$ 5,30.

    A moeda estadunidense está no menor valor desde 23 de setembro, quando tinha fechado em R$ 5,27. A divisa cai 1,36% em novembro e acumula queda de 14,12% em 2025.

    Tanto fatores internos como externos contribuíram para a euforia no mercado. No cenário internacional, a perspectiva do fim do shutdown nos Estados Unidos, após um acordo entre os republicanos e a parcela centrista da bancada democrata no Senado, fez as bolsas estadunidenses subirem fortemente e o dólar cair em todo o planeta.

    No Brasil, o mercado financeiro está sob a expectativa da divulgação da ata do Comitê de Política Monetária (Copom), nesta terça-feira (11), e da inflação oficial em outubro. Os investidores querem analisar o tom do documento para ter pistas de quando o Banco Central (BC) deve começar a baixar a Taxa Selic (juros básicos da economia).

    Em relação ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), caso a inflação em outubro venha mais baixa que o previsto, haverá a abertura de espaço para o Copom começar a cortar a Selic em janeiro, em vez de março do próximo ano. Juros mais baixos estimulam a migração de investimentos para a bolsa de valores.

    Bolsa sobe pela 14ª vez seguida e ultrapassa os 155 mil pontos

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Suprema Corte dos EUA rejeita analisar recurso contra casamento de pessoas do mesmo sexo

    Suprema Corte dos EUA rejeita analisar recurso contra casamento de pessoas do mesmo sexo

    Ex-funcionária de registro civil havia solicitado à mais alta corte do país que revogasse decisão histórica de 2015; pedido foi rejeitado

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou nesta segunda (10) o pedido de uma ex-funcionária pública do Kentucky para derrubar a decisão histórica de 2015 que autoriza o casamento entre pessoas do mesmo sexo em todo o país. A recusa encerra nova tentativa de reabrir o debate sobre o tema quase quatro anos após o tribunal, hoje com maioria conservadora, reverter o direito constitucional ao aborto.

    Com composição atual de 6 juízes conservadores e 3 progressistas, a corte declinou de analisar um recurso apresentado por Kim Davis, que trabalhou em um cartório e se recusou a emitir a documentação para um casamento gay mesmo após a decisão de 2015 reconhecer o direito constitucional das uniões homoafetivas.

    A ex-funcionária, que se identifica como cristã apostólica, afirma que o casamento entre pessoas do mesmo sexo viola suas convicções religiosas.

    Os tribunais inferiores rejeitaram os argumentos apresentados pela defesa de Davis, que mencionava a Primeira Emenda da Constituição, a qual protege a liberdade religiosa, para tentar eximir a ex-funcionária de responsabilidade. Ela foi condenada a pagar mais de US$ 360 mil em indenizações e custos judiciais por violar o direito de um casal gay de se casar.

    A decisão de 2015, no caso conhecido como Obergefell versus Hodges, foi um marco na história dos direitos LGBTQIA+ nos EUA. Por cinco votos a quatro, a Suprema Corte decidiu que os estados não podem proibir casamentos entre pessoas do mesmo sexo com base nas garantias constitucionais de devido processo e proteção perante a lei.

    O voto decisivo à época foi do então juiz Anthony Kennedy, de tendência conservadora, que escreveu: “A esperança dos que desejam se casar não é a condenação à solidão […]. Eles pedem igualdade e dignidade perante a lei. A Constituição lhes concede esse direito.”

    Revogar a lei permitiria que os estados voltassem a proibir o casamento gay, um desejo de longa data de parte do campo conservador americano.

    Dos quatro juízes que votaram em 2015 contra o reconhecimento do casamento entre pessoas do mesmo sexo, três continuam no tribunal da mais alta instância: Clarence Thomas, John Roberts e Samuel Alito.

    Desde a decisão tomada há dez anos, contudo, a composição da Suprema Corte ficou mais conservadora. Em 2022, por exemplo, o tribunal derrubou Roe versus Wade, decisão de 1973 que garantia o direito constitucional ao aborto em todo o país. O movimento reacendeu as esperanças de setores religiosos e republicanos que defendem a mudança de entendimento relacionado ao casamento entre pessoas do mesmo sexo.

    A ex-funcionária pública Kim Davis se tornou símbolo da resistência religiosa à decisão da Suprema Corte. Após se negar a emitir a documentação do casamento em 2015, ela foi presa por seis dias por desacato à Justiça.

    O processo movido por David Ermold e David Moore, o casal gay a quem Davis negara a documentação, originou a disputa que chegou à mais alta corte do país. Eles conseguiram se casar enquanto ela estava presa.

    Em 2022, o juiz federal David Bunning rejeitou o argumento de que Davis estava protegida pela liberdade religiosa. “Davis não pode usar seus próprios direitos constitucionais como escudo para violar os direitos constitucionais de outras pessoas enquanto desempenha funções públicas”, escreveu o magistrado.

    Um júri condenou a ex-funcionária a pagar US$ 100 mil em indenizações no ano seguinte, além de US$ 260 mil em honorários advocatícios. Em março deste ano, um tribunal de apelações confirmou a condenação.

    Na tentativa de levar o caso adiante, os advogados de Davis pediram que a Suprema Corte reconsiderasse o caso, comparando o direito ao casamento gay ao direito ao aborto, o que foi negado nesta segunda.

    Suprema Corte dos EUA rejeita analisar recurso contra casamento de pessoas do mesmo sexo

  • Maya Massafera se surpreende ao calcular ter mais de R$ 1 milhão em perucas de luxo

    Maya Massafera se surpreende ao calcular ter mais de R$ 1 milhão em perucas de luxo

    Influenciadora diz que acervo pessoal passa de 60 laces que costuma usar em produções, eventos e aparições públicas; ela ainda avisa que não gastou esse valor por conta da parceria com um estilista

    RIO DE JANEIRO, RJ (CBS NEWS) – A influenciadora Maya Massafera, 45, surpreendeu seus seguidores ao revelar o valor impressionante de sua coleção de laces, perucas de luxo que costuma usar em produções, eventos e aparições públicas. Em um vídeo recente, ela mostrou parte do acervo e admitiu ter ficado surpresa ao calcular o montante acumulado ao longo dos anos.

    “Gente, eu estou aqui separando minhas laces e fiquei chocada. Seguinte: eu estava contando, eu tenho mais de 60 laces”, contou. “Aqui tem mais de R$ 1 milhão em laces. Se eu tivesse pago, né? Em dinheiro eu não paguei, deixando bem claro”, completou.

    Maya, que mudou permanentemente a cor dos olhos de castanho para azuis em uma cirurgia feita na França em junho, explicou que a maior parte das peças foi criada por Carlos Cirqueira, conhecido como Carlos Laces, um dos principais lace stylists do país e parceiro de longa data da apresentadora. “O Carlos me dá descontos, e umas custam mais, outras menos. Ele tem laces até de R$ 100 mil. A gente fez trocas em algumas, outras eu paguei”, detalhou.

    Maya Massafera se surpreende ao calcular ter mais de R$ 1 milhão em perucas de luxo