Blog

  • Navio de guerra dos EUA chega a Trinidad e Tobago em meio a tensão crescente com Venezuela

    Navio de guerra dos EUA chega a Trinidad e Tobago em meio a tensão crescente com Venezuela

    O navio de guerra USS Gravely chegou a Trinidad e Tobago neste domingo (26), intensificando a presença militar dos EUA no Caribe em meio à pressão de Donald Trump sobre Nicolás Maduro. A visita coincide com o encontro entre Trump e Lula na Malásia, onde discutiram tarifas e diplomacia regional

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Um navio de guerra lança-mísseis americano chegou neste domingo (26) a Trinidad e Tobago, pequeno país insular composto por 23 ilhas e situado em frente à Venezuela, em um momento em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensifica sua pressão sobre o ditador Nicolás Maduro.

    O navio foi visto no domingo pela manhã diante do porto da capital Port of Spain, que em linha reta fica a cerca de 570 km de Caracas. A chegada do USS Gravely, assim como de uma unidade de fuzileiros navais para exercícios com o Exército trinitino, havia sido anunciada na quinta-feira (23) pelo governo local.
    O regime em Caracas reagiu neste domingo e disse em nota que os exercícios são “provocação militar em conjunto com a CIA”, a agência de espionagem americana.

    A primeira-ministra de Trinidad e Tobago, Kamla Persad-Bissessar, tem oferecido apoio ao governo Trump e já fez falas defendendo os ataques da marinha americana contra embarcações que supostamente levariam drogas aos EUA. Ela disse recentemente que o Caribe “não é mais uma zona de paz” devido ao aumento da criminalidade na região.

    A encarregada de negócios da embaixada americana em Port of Spain, Jenifer de Ortiz, disse em nota que os exercícios com o país insular “têm o objetivo de lidar com ameaças em comum, como o crime organizado transnacional, e desenvolver resiliência por meio de treinamento, missões humanitárias e esforços de segurança”.

    O navio de guerra pertence à classe Arleigh Burke e foi batizado em homenagem ao primeiro homem negro a chegar ao posto de oficial sênior na Marinha dos EUA, Samuel L. Gravely Jr., que se aposentou em 1980 como vice-almirante e morreu em 2004.

    O USS Gravely é capaz de lançar os mísseis de longo alcance Tomahawk, um dos mais avançados do mundo, entre outros armamentos. O navio já foi utilizado contra o Estado Islâmico, lançando mísseis em direção ao grupo terrorista no início da guerra da Síria, e mais recentemente contra os houthis, milícia que controla boa parte do Iêmen.

    A chegada do navio de guerra a Port of Spain aumenta ainda mais a presença militar americana nas proximidades da Venezuela. Um oficial militar trinitino disse à agência de notícias Associated Press que o envio do USS Gravely foi acertado de última hora.

    Na sexta (24), o Pentágono anunciou o envio ao Caribe do USS Gerald R. Ford, o maior e mais poderoso porta-aviões do mundo, e de outras embarcações que o acompanham.

    A chegada do navio de guerra USS Gravely ocorre no mesmo dia em que o presidente Luiz Inácio Lula da SIlva (PT) se encontrou com Donald Trump e se ofereceu para mediar a tensão entre Washington e a Venezuela.

    Segundo o chanceler Mauro Vieira, Lula disse que a América do Sul é uma região de paz, e o Brasil estaria disposto a atuar pra a promoção da paz e do entendimento entre as nações.

    Lula e Trump se encontraram na tarde deste domingo (26) em Kuala Lumpur, na Malásia, onde participam da cúpula da Asean (Associação das Nações do Sudeste Asiático, em português). O encontro aconteceu por volta das 16h do horário local (5h de Brasília) e durou cerca de 50 minutos.

    O tema principal da conversa foram as tarifas impostas pelo americano ao Brasil, mas outros assuntos também foram tratados.

    Navio de guerra dos EUA chega a Trinidad e Tobago em meio a tensão crescente com Venezuela

  • Comércio global resiste a Trump e cresce em 2025

    Comércio global resiste a Trump e cresce em 2025

    Pela elevada precisão, o RWI/ISL Container Index é usado pela OMC (Organização Mundial do Comércio) e pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), entre outras entidades, como termômetro do comércio e da atividade econômica global.

    MAELI PRADO
    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Apesar das tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o comércio global resiste e continua a avançar em 2025, mostra um indicador mensal que mede 64% do fluxo de contêineres em 90 portos pelo mundo.

    Pela elevada precisão, o RWI/ISL Container Index é usado pela OMC (Organização Mundial do Comércio) e pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), entre outras entidades, como termômetro do comércio e da atividade econômica global.

    O índice mostra que, cinco meses após as sobretaxas colocadas por Trump a quase todos os países, a movimentação de contêineres ainda aumenta de forma significativa, com quedas na atividade em portos da Costa Oeste americana e do sul da Europa mais do que compensadas pelo resto do mundo.

    “Em nível global, os volumes de contêineres atingem novos recordes quase todos os meses, com algumas regiões crescendo muito acima da média”, diz Sönke Maatsch, chefe da área de mercados marítimos da ISL (Instituto de Economia e Logística do Transporte Marítimo), responsável pelo índice.

    Após um crescimento anual de 7% no primeiro trimestre, em uma antecipação às já esperadas tarifas americanas, o RWI/ISL continuou mostrando uma alta anual de cerca de 5% entre abril e julho.

    Em agosto, o aumento em relação ao mesmo mês de 2024 foi menor, de 2,6%, mas o índice manteve o mesmo patamar registrado em julho, em uma resiliência relacionada ao redirecionamento de exportações para outros destinos e mudanças nos padrões de comércio.

    É um cenário impulsionado em grande parte pela China. No gigante asiático, o fluxo de contêineres se reduziu em relação aos EUA mas subiu para outros países, com destaque para o Sudeste Asiático. O movimento total registrou altas em maio (4,9%), junho (3,7%), julho (1,9%) e agosto (0,8%), sempre na comparação com o mesmo período de 2024.

    “A China começou a se preparar para as tarifas dos EUA no ano passado. Ela exporta cada vez menos para os Estados Unidos, mas passa a enviar cada vez mais produtos para países como Vietnã, Coreia do Sul, Laos, Tailândia e Malásia, entre outros”, diz Lívio Ribeiro, pesquisador associado do FGV/Ibre e sócio da BRCG Consultoria.

    O índice mostra que, nos Estados Unidos, parte dos embarques para outros países foram redirecionados dos portos da Costa Oeste americana, mais voltada à China, para a Costa Leste, que movimenta principalmente o comércio com os europeus.

    No caso da Europa, apesar da queda no fluxo dos portos do sul do continente, o crescimento médio ante 2024 ficou acima de 5% entre abril e julho. Em agosto, o crescimento foi de 2,7%. “No norte da Europa, os volumes de tráfego aumentaram acentuadamente desde a virada do ano”, explica Maatsch.

    Os dados mostram ainda um crescimento importante da movimentação nos portos da América do Sul: o crescimento do tráfego de contêineres nos portos do Brasil, taxado em 50% por Trump, foi de 8% e 6%, respectivamente, em comparação com 2024. “É um bom desempenho em relação à média de longo prazo”, diz Maatsch.

    Apesar dessa resistência às tarifas, o cenário benigno deve mudar em algum momento. Torsten Schmidt, economista responsável pela conjuntura econômica do RWI (Instituto Leibniz de Pesquisa Econômica), que também participa da elaboração do indicador, afirma que as tarifas elevadas estão forçando as empresas a reestruturarem suas cadeias de suprimentos internacionais.

    “O processo ainda está em andamento. Os efeitos totais das tarifas sobre os preços ainda não são visíveis. Portanto, a movimentação de contêineres provavelmente diminuirá no futuro”, afirma.

    É a mesma avaliação de Maatsch, que diz que, apesar do cenário de resiliência do comércio global, haverá mudanças permanentes no padrão do comércio global se as tarifas permanecerem no longo prazo. “Além disso, a política comercial dos EUA se tornou errática, e isso impulsionou a cooperação internacional em outras partes, como por exemplo no acordo comercial entre Mercosul e União Europeia”, diz.

    Ele acredita que as tensões geopolíticas e as consequências da pandemia também ajudam a afetar a globalização. “As empresas tentam reduzir sua dependência de longas cadeias de suprimentos ou de certos países. Isso pode levar a um crescimento comercial global mais lento”, avalia.

    Para Ribeiro, os impactos das tarifas são demorados, já que muitos contratos são de longo prazo. O ritmo do comércio global daqui para a frente, afirma, dependerá das possíveis reações à forte alta nas exportações da China a outros países como consequência das tarifas americanas.

    Se houver taxações à China em resposta a esse movimento, diz, a guerra comercial pode se intensificar. “Há alguns sinais preocupantes, como as tarifas extras aplicadas pela União Europeia aos carros elétricos chineses.”

    Comércio global resiste a Trump e cresce em 2025

  • Andrew renunciou a títulos reais, mas não deixou de ser príncipe ou duque

    Andrew renunciou a títulos reais, mas não deixou de ser príncipe ou duque

    Num comunicado que emitiu na passada semana, o príncipe Andrew, irmão do rei Charles III, anunciou que iria deixar de usar os seus títulos reais publicamente, mantendo-se afastado da família real britânica. Contudo, isso não significa que Andrew tenha deixado de ser príncipe.

    Por causa do escândalo envolvendo sua amizade com Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais, Sarah Ferguson perdeu o título de duquesa de York, concedido pela falecida rainha Elizabeth II após seu casamento com o príncipe Andrew, em 1986 — união que terminou em divórcio em 1996.

    A perda do título ocorreu depois que Andrew divulgou um comunicado oficial informando que deixaria de usar os títulos reais, após a revelação de e-mails inéditos trocados entre Ferguson, Andrew e Epstein.

    Mas, afinal, o que significa para Sarah Ferguson perder o título de duquesa de York?
    Sem o título, ela passa a ser conhecida apenas como Sarah Ferguson, nome que usava antes de ingressar na família real.

    Apesar da repercussão, uma fonte próxima contou à revista Hello! que Sarah está tranquila com a decisão.
    “Ela sempre apoiou as decisões do ex-marido e faz qualquer coisa pelo rei. Para ela, isso não fará grande diferença”, afirmou.

    A repórter especializada em realeza Danielle Stacey concorda:
    “A perda do título não deve ter grande impacto para Sarah. Desde o divórcio, em 1996, ela já utilizava seu nome profissionalmente, sem o título.”

    Andrew deixou de ser príncipe?

    Não exatamente.
    “Andrew, duque de York, continua sendo príncipe”, explicou o especialista em realeza Alberto Miranda, em sua página no Instagram (Diário da Realeza), após o irmão do rei Charles III anunciar que deixaria de usar seus títulos reais.

    Segundo Miranda, para que Andrew perdesse o título de príncipe, seria necessário um ato do Parlamento britânico, um processo considerado complexo, demorado e politicamente delicado para a imagem da monarquia.

    “Isso significa que o ducado não foi legalmente retirado pelo rei, que não tem esse poder. Seria preciso um procedimento legislativo aprovado pelo Parlamento”, destacou o especialista.

    Assim, Andrew segue sendo duque de York, embora o título esteja, na prática, “inativo”.

    Ele também deixará de usar os títulos de conde de Inverness e barão de Killyleagh, concedidos por sua mãe, além de perder a Ordem da Jarreteira, da qual era cavaleiro.

    Miranda enfatiza ainda que a decisão partiu do próprio Andrew, e não da Coroa, diante da gravidade do caso.

    “O ducado de York é um dos mais importantes e tradicionais da família real. O pai de Elizabeth II foi duque de York antes de se tornar rei, e a própria rainha nasceu como princesa de York. Os títulos militares e patronatos ligados a Andrew já haviam sido retirados em 2022”, completou o especialista.

    Andrew renunciou a títulos reais, mas não deixou de ser príncipe ou duque

  • Derrotada por Trump, Kamala Harris diz querer voltar a disputar presidência

    Derrotada por Trump, Kamala Harris diz querer voltar a disputar presidência

    A ex-vice-presidente se mostrou confiante para uma nova tentativa, afirmando que suas sobrinhas-netas “com certeza” verão uma presidente mulher durante suas vidas. A democrata foi derrotada por Donald Trump ao assumir a vaga de Biden após um desastroso desempenho em um debate.

    RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/CBS NEWS) – A ex-vice-presidente dos Estados Unidos Kamala Harris disse, em entrevista à rede britânica BBC, que pretende concorrer novamente à presidência do país.
    “Ainda não terminei”, disse Harris, no programa “Sunday with Laura Kuenssberg”, cuja íntegra será exibida neste domingo (26). “Vivi toda a minha carreira como uma vida de serviço, e isso está na minha essência.”, completou.

    A ex-vice-presidente se mostrou confiante para uma nova tentativa, afirmando que suas sobrinhas-netas “com certeza” verão uma presidente mulher durante suas vidas. A democrata foi derrotada por Donald Trump ao assumir a vaga de Biden após um desastroso desempenho em um debate.
    Apesar de não estar entre as favoritas atualmente na concorrência pela vaga da chapa democrata, ela disse que nunca deu ouvido às pesquisas. “Se eu tivesse ouvido as pesquisas, não teria concorrido ao meu primeiro ou segundo cargo – e certamente não estaria sentada aqui”.

    Harris também fez críticas a Trump dizendo que já havia avisado que ele se comportaria de forma autoritária. “Ele disse que usaria o Departamento de Justiça como arma – e foi exatamente isso que ele fez”.

    A ex-vice-presidente dos Estados Unidos teve a campanha mais rápida da história moderna do país, após a saída de Biden da disputa. Os 107 dias deram título a um livro de memórias, lançado no mês passado.

    Na publicação, Harris disse que foi uma “imprudência” permitir que Biden se candidatasse a um segundo mandato. “‘A decisão é de Joe e Jill (esposa de Joe Biden)’. Todos nós repetíamos isso como um mantra, como se estivéssemos hipnotizados. Foi um ato de nobreza ou imprudência? Em retrospecto, eu acho que foi imprudência”.

    Derrotada por Trump, Kamala Harris diz querer voltar a disputar presidência

  • Gravidez era fake, mas Medina sonha em ser pai e queria 6 filhos com Yasmin

    Gravidez era fake, mas Medina sonha em ser pai e queria 6 filhos com Yasmin

    (UOL/FOLHAPRESS) – A suposta gravidez que Gabriel Medina e Isabella Arantes anunciaram nas redes sociais acabou sendo apenas uma ação publicitária – parte do lançamento de uma nova marca infantil do surfista. Mas, apesar da brincadeira, ser pai é um dos maiores sonhos do tricampeão mundial.

    Ao longo dos últimos anos, Medina revelou em diferentes entrevistas, séries e interações com fãs o quanto sonha em formar uma família.

    O UOL relembra as principais vezes em que o surfista deixou claro que gostaria de se tornar pai.
    6 FILHOS
    Em junho de 2021, ainda casado com Yasmin Brunet, Gabriel Medina revelou que sonhava em ter uma família grande. Em entrevista ao GShow, Yasmin contou que o surfista desejava ter seis filhos.

    “neste sábado (25) ele falou! Casa grande, seis filhos”, disse a modelo na época. “Eu quero bastante. Deixar a casa lotada”, completou o surfista.

    “QUERO SER PAI”
    Poucas semanas depois, Medina voltou a falar sobre o assunto em tom mais intimista, na webserie Onda Perfeita, produzida pela Corona. Gravada em Maresias, a série mostrava o tricampeão em casa, ao lado de Yasmin, refletindo sobre a vida, o mar e o futuro.
    “Minha onda perfeita é o que faz sentido pra mim – estar com quem eu amo de verdade, fazendo o que eu amo, estar surfando e estar no mar”, disse o surfista. E completou: “Um dia eu quero ser pai.”

    “MEU MAIOR SONHO”
    Já em 2022, durante uma sessão de perguntas e respostas no Instagram, um fã perguntou se ele pensava em ser pai. A resposta foi direta e sincera: “Meu maior sonho”, escreveu Medina, acompanhando a mensagem de um emoji de rosto com corações, e uma foto do seu polegar levantado.

    Na época, o surfista estava solteiro após o fim do casamento com Yasmin, mas seguia expressando o mesmo desejo de formar uma família e ter filhos – um tema recorrente em suas falas e reflexões públicas.

    Gravidez era fake, mas Medina sonha em ser pai e queria 6 filhos com Yasmin

  • Argentina renova parte do Congresso em eleições que definem futuro de Milei

    Argentina renova parte do Congresso em eleições que definem futuro de Milei

    Quase dois anos se passaram desde que os argentinos deram a Presidência a Milei, e os eleitores agora voltam às urnas para renovar um terço do Senado (24 de 72 vagas) e metade da Câmara (127 de 257 cadeiras)

    DOUGLAS GAVRAS
    ROSÁRIO, ARGENTINA (CBS NEWS) – O governo de Javier Milei esperava pintar o Congresso da Argentina de violeta, a cor do partido A Liberdade Avança. Este era o cenário há menos de dois meses, mas a expectativa de uma vitória arrasadora se desfez conforme as eleições legislativas deste domingo (26) se aproximavam.

    Quase dois anos se passaram desde que os argentinos deram a Presidência a Milei, e os eleitores agora voltam às urnas para renovar um terço do Senado (24 de 72 vagas) e metade da Câmara (127 de 257 cadeiras)

    O mileísmo, que ganhou as eleições de 2023 com ar de novidade, promessas ousadas de tirar o país da crise econômica e críticas severas à classe política tradicional, conseguiu reduzir a inflação, mas seu apoio tem diminuído desde que a economia estancou, o desemprego subiu e os salários e as aposentadorias ficaram achatados.

    Uma sequência de crises também desgastou a imagem da Casa Rosada nos últimos meses: da promoção de um criptoativo sem lastro por Milei aos áudios do ex-diretor da agência para pessoas com deficiência, sugerindo que Karina Milei, a irmã e braço-direito do presidente, fosse beneficiada em um esquema de propinas na compra de medicamentos.

    Erros táticos, como subestimar a força local de governadores, afetaram a posição dos mileístas em disputas eleitorais que eram consideradas seguras, como na estratégica Córdoba (que escolhe nove deputados), onde os libertários hoje concorrem com o ex-governador Juan Schiaretti. Em Santa Fé (também nove deputados), a briga é com o atual governador, Maximiliano Pullaro, que é parte do bloco opositor Províncias Unidas.

    Uma sequência de derrotas no Legislativo também trouxe a percepção de que o governo perdeu a capacidade de impor sua agenda ao Congresso.

    Analistas trabalham com três cenários para este domingo, considerando o total de votos em nível nacional: um resultado consagrador para Milei seria conquistar 40% ou mais dos votos; 35% seriam lidos como um empate, enquanto uma derrota preocupante seria algo próximo ou abaixo dos 30%.

    O patamar de 40% tem peso simbólico: nas eleições presidenciais, como as de 2027, o candidato pode ser eleito em primeiro turno se receber 40% dos votos e ter uma distância de dez pontos percentuais do segundo colocado. Alcançando este limiar, o presidente sinaliza que está forte para concorrer à reeleição.

    Atualmente, os governistas têm 74 cadeiras na Câmara (menos de um terço) e 13 no Senado (menos de um quinto). Projeções da consultoria Directorio Legislativo apontam que eles poderiam passar de um terço na Câmara e de um quarto no Senado, caso a Liberdade Avança tenha um desempenho mediano, de cerca de 35% dos votos nacionais.

    Conquistar um terço da Câmara (86 assentos) daria ao governo uma quantidade mínima de cadeiras para evitar que os vetos do presidente fossem derrubados. Ainda assim, qualquer reforma tributária, trabalhista ou previdenciária que ele pretenda fazer continuaria exigindo uma aliança sólida para passar nas Casas.

    A situação para Milei é mais confortável no distrito federal que compreende a cidade de Buenos Aires (que elege três senadores e 13 deputados), com a ministra Patricia Bullrich (Segurança) concorrendo ao Senado; em Mendoza (cinco deputados), há expectativa com a candidatura à Câmara do ministro Luis Petri (Defesa); em Salta (três senadores e três deputados), o peronismo local se dividiu.

    O desapontamento de parte do eleitorado com o governo ficou explícito em setembro, nas eleições legislativas locais da província de Buenos Aires, a mais populosa do país. O partido do presidente foi derrotado pelo peronismo por mais de 13 pontos de diferença. Agora, Milei até pode conseguir um desempenho melhor na província de Buenos Aires (que renova 35 vagas de deputado), mas o principal colégio eleitoral do país é considerado perdido pelo governo.

    Além de ser comandado pelo peronista Axel Kicillof, maior nome da oposição hoje, o território foi palco de um escândalo que derrubou semanas atrás o principal candidato do mileísmo, José Luis Espert, envolvido com um empresário investigado por narcotráfico.

    O peronismo nacional tem seus principais quadros no Partido Justicialista, comandado pela ex-presidente Cristina Kirchner, e concorre nestas eleições pela coalizão Força Pátria. O grupo também tem chances de se impor nas províncias de Tucumán (elege quatro deputados), Formosa (dois deputados), La Pampa (três deputados), La Rioja (dois deputados) e Catamarca (três deputados).

    A renovação de parte do Congresso argentino, que sempre é lida como um balanço da metade do mandato presidencial, ganhou um componente internacional neste ano. Milei chegou a interromper suas viagens de campanha pelas províncias para ir até a Casa Branca, onde recebeu apoio do presidente Donald Trump.

    O republicano fez o Tesouro dos EUA intervir para evitar uma crise cambial na Argentina às vésperas das eleições, com a disparada do dólar, mas avançou o sinal ao condicionar sua ajuda ao resultado eleitoral, o que irritou parte da opinião pública e assustou o mercado.

    O governo espera que Milei saia mais forte das urnas a partir de segunda-feira (27), apontando que a sua coalizão, que incorporou o PRO (do ex-presidente Mauricio Macri), é a única que compete com o mesmo nome em todas as províncias. O peronismo, por sua vez, concorre dividido em diversas vertentes locais do movimento.

    Argentina renova parte do Congresso em eleições que definem futuro de Milei

  • Messi ou CR7? Veja quem deve fazer o milésimo gol antes e entenda projeções

    Messi ou CR7? Veja quem deve fazer o milésimo gol antes e entenda projeções

    BRUNO MADRID
    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Lionel Messi e Cristiano Ronaldo seguem em contagem regressiva rumo à marca de mil gols. Quem deve chegar ao milésimo primeiro? O UOL fez uma projeção baseada nas médias atuais dos astros jogando por Inter Miami e Al-Nassr, respectivamente. E a vantagem é do português.

    O QUE FALTA PARA MESSI?
    Messi tem 891 gols em 1131 jogos, segundo dados do Transfermarkt – os dados excluem duelos na base e do Barcelona B. Restam, portanto, 109 gols para atingir a marca.
    No Inter Miami desde a metade de 2023, o argentino de 38 anos tem média de 0,88 gol por partida. São 73 bolas na rede em 83 embates defendendo a camisa do clube norte-americano.
    Neste cenário, o camisa 10 precisa de cerca de 123 jogos até alcançar o milésimo.

    O time de Messi joga 34 vezes na temporada regular da MLS e, se engatar boas campanhas, pode disputar outros seis jogos até as finais. As temporadas locais, em geral, vão de fevereiro até dezembro.

    Neste panorama, três edições do torneio (sem lesões graves) são suficientes para que ele atinja o marco – o jogador renovou até dezembro de 2028.

    As copas (como a Concachampions, por exemplo) disputadas pelo Inter Miami e os jogos pela seleção, no entanto, devem antecipar este tempo. A Argentina tem pelo menos seis jogos antes da Copa do Mundo 2026, que pode dar até oito confrontos extras aos atuais campeões. Há ainda oito Datas-Fifa até 2028, que podem render mais 16 confrontos.

    Messi, portanto, deve atingir o milésimo gol entre o fim de 2027 e o início de 2028 – a projeção gira em torno da média de gol do argentino pelo Inter Miami.

    O QUE FALTA PARA CRISTIANO?
    Cristiano soma 949 gols em 1294 partidas na carreira profissional (dados do Transfermarkt). O português precisa de 51 gols para alcançar o milésimo.

    No Al-Nassr desde o início de 2023, o atleta de 40 anos tem média de 0,88 gol por jogo. São 99 bolas na rede em 112 embates pelo clube saudita.

    Neste cenário, CR7 precisa de cerca de 58 jogos até o gol mil.

    O Al-Nassr joga 34 vezes no Sauditão, além das copas nacionais e a Champions Asiática – o português atua entre 40 e 50 vezes por temporada, em média.

    Cristiano terá, assim como Messi, jogos pela seleção portuguesa: seis antes da Copa do Mundo e até oito dentro do Mundial, caso Portugal consiga alcançar a final.
    O caminho é, portanto, mais curto para o camisa 7, que tem grandes chances de chegar ao milésimo já no ano que vem – provavelmente, depois da Copa.

    RESUMINDO…
    Messi é mais novo e, mesmo com média melhor no histórico da carreira (0,78 contra 0,73 gol por jogo de CR7), balançou menos as redes do que o colega de profissão. O argentino de 38 anos marcou 891 vezes, enquanto o português de 40 anos soma 949 bolas na rede em duelos profissionais.

    Os dois têm médias similares de gols pelos seus atuais clubes (0,88 gol por jogo). A projeção foi feita justamente nos moldes atuais e excluiu possível queda de rendimento diante do envelhecimento dos craques.

    O fator seleção é um ponto positivo a Messi: enquanto a Argentina só terá amistosos antes da Copa e pinta como uma das favoritas ao tetra, CR7 ainda tem o final das Eliminatórias Europeias pela frente com a seleção de Portugal, que nunca venceu o Mundial.

    Matematicamente, o europeu deve atingir o milésimo antes do sul-americano – as inúmeras circunstâncias do futebol e a genialidade da dupla, no entanto, podem alterar este panorama.

     

    Messi ou CR7? Veja quem deve fazer o milésimo gol antes e entenda projeções

  • Ex-campeão mundial é investigado após morte de jogador americano

    Ex-campeão mundial é investigado após morte de jogador americano

    A Federação Internacional de Xadrez (FIDE) abriu uma investigação por assédio moral contra o ex-campeão mundial Vladimir Kramnik, após a morte do grande mestre americano Daniel Naroditsky, de 29 anos. A entidade confirmou nesta semana que apura a conduta do enxadrista russo, que vinha acusando Naroditsky de trapacear em partidas online.

    Naroditsky era um dos nomes mais populares do xadrez digital, conhecido por suas transmissões ao vivo e aulas em plataformas como a Twitch e o YouTube. Sua morte repentina foi anunciada na segunda-feira (20) pela família, em nota divulgada pelo Charlotte Chess Center, nos Estados Unidos. A causa da morte não foi revelada.

    Nos últimos meses, Kramnik, que foi campeão mundial entre 2000 e 2007, fez diversas publicações nas redes sociais insinuando que o jogador americano utilizava trapaças em partidas virtuais, mas sem apresentar provas. As acusações foram negadas por Naroditsky, que chegou a comentar em sua última transmissão o impacto psicológico das críticas feitas pelo ex-campeão.

    “Desde o incidente com Kramnik, sinto que, se começo a me sair bem, as pessoas assumem as piores intenções”, afirmou Naroditsky na ocasião. “O problema é o efeito persistente disso.”

    Após a morte do jovem mestre, Kramnik negou qualquer responsabilidade e disse, em publicação na rede X, esperar que “a verdade real sobre as circunstâncias e causa desta tragédia seja revelada, apesar das tentativas de escondê-la”.

    O presidente da FIDE, Arkady Dvorkovich, declarou à CNN que as acusações de Kramnik foram “imprudentes e infundadas”. O russo, por sua vez, classificou a investigação da entidade como “insultuosa” e “injusta”, acusando a FIDE de promover “uma campanha de assédio” contra ele e sua família.

    Outros grandes nomes do xadrez se manifestaram após o caso. O pentacampeão mundial Magnus Carlsen considerou a conduta de Kramnik “horrível”, enquanto o número dois do mundo, Hikaru Nakamura, chamou a campanha de “absurda e insana”.

    A investigação da FIDE segue em andamento, e a comunidade enxadrística internacional acompanha com choque e indignação os desdobramentos da tragédia.

    Ex-campeão mundial é investigado após morte de jogador americano

  • Maracanã pode ser usado para abater dívida do RJ que inclui a reforma do próprio estádio

    Maracanã pode ser usado para abater dívida do RJ que inclui a reforma do próprio estádio

    YURI EIRAS
    RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – A lista de imóveis do estado do Rio de Janeiro que podem ir a leilão, cuja inclusão do Maracanã foi proposta na última quarta-feira (22), foi criada para amortizar uma dívida com a União que inclui a reforma do próprio estádio para a Copa do Mundo de 2014.

    A ideia de incluir o estádio foi proposta pelo deputado estadual Rodrigo Amorim (União), presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e líder do governo na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro).

    A proposta envolve também o ginásio do Maracanãzinho e a aldeia Maracanã, terreno onde funcionou o antigo Museu do Índio e que hoje é habitado por representantes da comunidade indígena da cidade. A aldeia fica ao lado do estádio.

    O governo Cláudio Castro (PL) foi procurado para comentar a proposta, mas não respondeu.

    No projeto de lei orçamentária do estado para 2026, o quadro da dívida inclui duas etapas de financiamento para a reforma do estádio: uma de R$ 400 milhões com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), assinada em 2011, e mais US$ 120,6 milhões com o CAF, o banco de desenvolvimento da América Latina, assinada em 2012.

    O saldo das dívidas somava R$ 190,8 milhões em setembro -R$ 67,4 milhões com o BNDES, e 123,4 milhões com o CAF.

    O pagamento do débito com o banco de fomento brasileiro tem periodicidade mensal e término do prazo em agosto de 2026; a dívida com o banco latino-americano é quitada semestralmente e tem prazo até novembro de 2027.

    O Maracanã é administrado por uma concessionária formada por Flamengo e Fluminense, vencedora da licitação do ano passado. O contrato tem previsão de 20 anos. Os dois clubes mandam partidas no estádio, com o Vasco como mandante eventual, além da seleção brasileira.

    “O Maracanã, em breve, pode se tornar um ‘elefante branco’ com o fim da concessão Flamengo/Fluminense. Por isso, estamos dando instrumentos para que o poder público se antecipe e adote um planejamento responsável, que garanta previsibilidade e trate com respeito esse patrimônio”, afirmou o deputado Rodrigo Amorim, em nota.

    “A proposta de inclusão desses equipamentos públicos nasceu da preocupação com as contas do estado. O objetivo é reduzir gastos, gerar receita e assegurar a função social da propriedade.”

    Da lista inicial de imóveis passíveis de leilão, a comissão da Alerj excluiu 16 e incluiu outros 30. Entre as exclusões está o estádio Caio Martins, em Niterói, campo onde o Botafogo mandou jogos entre as décadas de 1980 e 2000. A lista passou a ter 62 imóveis, incluindo 28 de propriedade da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro). Há endereços no centro, na zona norte e na zona sul.

    A lista vai para discussão em plenário, e deputados poderão propor emendas incluindo ou excluindo imóveis. A previsão atual é que o estado tenha de pagar R$ 12,33 bilhões em 2026 em serviços da dívida pública.

    O Maracanã é tombado pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) desde 2000. Membros do instituto ouvidos pela Folha sob reserva afirmaram que o tombamento do estádio não impede a venda, somente impõe travas à descaracterização.

    A reforma do Maracanã para a Copa de 2014 gerou manifestações por descaracterização da arquitetura original e ficou marcada como uma das fontes de corrupção do suposto esquema de propina do então governador Sérgio Cabral -ele nega.

    Antes da Copa, o Governo do Rio de Janeiro havia escolhido um consórcio, formado por Odebrecht, AEG e IMX, para gerir o estádio.
    Mudanças no projeto, a crise provocada pela Operação Lava Jato e questionamentos à licitação tornaram a concessão objeto de constantes conflitos. Um deles, após os Jogos Olímpicos de 2016, fez com que o estádio fosse abandonado, deixando a grama amarelada.

    A novela com a Odebrecht se encerrou em 2019, com o rompimento do contrato na gestão do governador Wilson Witzel. Flamengo e Fluminense assumiram à época provisoriamente a gestão do estádio. O contrato foi renovado semestralmente por cinco anos, até a licitação de 2024.

    O estádio, inaugurado para a Copa do Mundo de 1950, a primeira no Brasil, completou 75 anos em junho sob risco de ser menos usado, já que o Flamengo comprou um terreno com planos de construir um estádio, e o Vasco dá andamento à aprovação da reforma de São Januário, que deve dobrar a capacidade atual.

    Maracanã pode ser usado para abater dívida do RJ que inclui a reforma do próprio estádio

  • Lula diz que relação com a Malásia "muda de patamar" e assina pacote de cooperação

    Lula diz que relação com a Malásia "muda de patamar" e assina pacote de cooperação

    Na oportunidade, os representantes firmaram acordos de cooperação que miram setores estratégicos da indústria de semicondutores, tecnologia e inovação. Ainda, segundo o Planalto, além da retomada do comércio de carne de frango, foram autorizadas importações de pescados, gergelim, melão e maçã.

    VITÓRIA DE GÓES
    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Em visita oficial à Malásia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que a relação bilateral “muda de patamar” após reunião com o primeiro-ministro Anwar Ibrahim, em Putrajaya, sede do governo. Esse foi o primeiro encontro de um presidente brasileiro ao país do Sudeste Asiático em 30 anos.

    Na oportunidade, os representantes firmaram acordos de cooperação que miram setores estratégicos da indústria de semicondutores, tecnologia e inovação. Ainda, segundo o Planalto, além da retomada do comércio de carne de frango, foram autorizadas importações de pescados, gergelim, melão e maçã.

    Em 2024, o comércio entre os dois países somou US$ 5,8 bilhões, com superávit brasileiro de US$ 2,7 bilhões. Em setembro de 2025, o fluxo atingiu US$ 487,2 milhões, sendo US$ 346,4 milhões em exportações do Brasil, com destaque para minério de ferro (37%) e óleo bruto (28%).

    Durante a cerimônia, Lula criticou a paralisia de instituições multilaterais, disse que o Conselho de Segurança da ONU “não funciona mais” e voltou a classificar a situação em Gaza como genocídio. Ele também chamou a COP30, em Belém, de “COP da verdade”, cobrando a implementação de compromissos climáticos que serão firmados no evento que ocorrerá em novembro.

    Anwar Ibrahim afirmou ter política com Lula e o descreveu como liderança com “consistência na defesa dos mais pobres”, dizendo esperar uma cooperação que extrapole o comércio e alcance cultura e desenvolvimento humano.

    Ainda na Malásia, Lula deve participar, no domingo (26), do 47º encontro da cúpula da ASEAN (Associação de Nações do Sudeste Asiático), em Kuala Lumpur. Essa será a primeira vez de um chefe de Estado brasileiro no encontro do bloco.

    Lula diz que relação com a Malásia "muda de patamar" e assina pacote de cooperação