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  • Julgamento de Bolsonaro: Quinto dia tem expectativa por desfecho das condenações

    Julgamento de Bolsonaro: Quinto dia tem expectativa por desfecho das condenações

    O julgamento será reiniciado a partir das 14h desta quinta-feira (11), após sessão com voto de mais de 11 horas de Luiz Fux

    O julgamento da trama golpista no Supremo Tribunal Federal (STF) deve ter, nesta quinta-feira, 11, uma definição sobre condenações e absolvições do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros sete réus. O julgamento será reiniciado a partir das 14h. Os trabalhos da manhã foram cancelados após a longa sessão de ontem.

    Terceiro a julgar o caso, o ministro Luiz Fux levou mais de 11 horas para votar, na quarta-feira, 10, pela absolvição de Bolsonaro. O voto foi considerado inesperado pela plateia de advogados e deputados que compareceram à Primeira Turma para acompanhar a sessão.

    Fux afirmou que não há provas para condenar Bolsonaro por nenhum dos crimes atribuídos a ele na denúncia: golpe de Estado, abolição violenta do Estado democrático de direito, organização criminosa, dano qualificado e dano ao patrimônio tombado. “Não há provas suficientes para imputar ao réu Jair Messias Bolsonaro os crimes de tentativa abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União, e com considerável prejuízo para a vítima, e deterioração de patrimônio tombado”, declarou.

    Fux também votou para absolver o almirante Almir Garnier, ex-comandante da Marinha que teria aceitado ceder tropas para uma ruptura democrática, de todos os crimes, e para condenar Mauro Cid por tentativa de abolição do Estado democrático de direito. Antes o ministro havia decidido pela improcedência das acusações de abolição do Estado democrático de direito, de crimes de organização criminosa e organização criminosa armada e de dano ao patrimônio.

    Mais cedo, ele havia acolhido algumas das preliminares apresentadas pelas defesas que abrem brecha para a nulidade do processo. O voto animou as defesas dos réus e selou a divergência com o relator do caso, Alexandre de Moraes. Com isso, Fux reduziu a diferença no placar pela condenação de Bolsonaro e aliados para dois a um, após votos de Moraes e Flávio Dino contra o ex-presidente. Existe uma expectativa de que o placar seja fechado em quatro a um com os votos de Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.

    No começo da manhã, Fux fez uma explanação acerca da definição e das diferentes categorias de democracia observadas no mundo. Para configurar uma tentativa de abolição, segundo ele, deve estar configurado um “perigo real, não meramente hipotético”, do agente da ação. Seria também preciso dolo do agente contra todos os aspectos do Estado de direito, como separação de Poderes, eleições livres e liberdades individuais.

    Em relação à acusação de organização criminosa, ele argumentou que a denúncia não narrou em qualquer trecho que os réus pretendiam praticar delitos reiterados de modo permanente, como exige o tipo de organização criminosa. “As alegações finais do Ministério Público tampouco descreveram a permanência e a estabilidade da organização criminosa para a prática de delitos indeterminados”, declarou.

    Fux também afirmou não ter visto “inequívoca intenção dolosa” dos réus para a imputação de dano ao patrimônio. Sem estar caracterizado dessa forma, segundo o magistrado, não há autoria imediata da ação, nem mesmo para Jair Bolsonaro, apontado como o líder do grupo denunciado. “Pelo contrário, há evidências de que, assim que a destruição começou, tomaram medidas para evitar que o edifício do Supremo fosse invadido pelos vândalos.”

    A duração do voto cansou os colegas – o procurador-geral da República, Paulo Gonet, demonstrou sonolência, e Moraes bocejou em algumas ocasiões. Passava das 19h quando o presidente da Turma, Zanin, chegou a perguntar se Fux iria se prolongar ainda mais com a sua leitura. A sessão começou às 9h. Na quinta-feira, o julgamento será retomado no mesmo horário e pode levar o dia todo.

    Preliminares

    Fux começou a leitura de seu voto cumprindo a promessa, feita durante o voto de seu colega Alexandre de Moraes, de que voltaria às questões preliminares na sua vez – indicando que a questão não estava pacificada. O ministro listou cinco preliminares levantadas pelas defesas dos oito réus: a competência do STF para julgar o caso; a competência da Primeira Turma em detrimento do plenário para o julgamento; o cerceamento do direito de defesa; a validade de colaboração premiada de Mauro Cid e a sustação da ação penal contra o réu Alexandre Ramagem.

    Para Fux, há uma “Incompetência absoluta” do STF pra julgar a trama golpista. Ele argumenta que os réus perderam os seus cargos antes de a Corte firmar o novo entendimento que a permitiu julgar esse tipo de ação. Os réus, segundo ele, deveriam ser julgados pela Justiça Federal.

    Uma vez que a ação está no Supremo, Fux também entende que o âmbito ideal para o julgamento seria no plenário, com voto dos 11 ministros, e não nas Turmas – cada qual formada por cinco deles, estando ausente apenas o presidente da Corte, no caso Luís Roberto Barroso.

    “Ao rebaixar a competência original do plenário para uma das turmas, estaríamos silenciando as vozes de ministros que poderiam esterilizar a formar de pensar sobre os fatos a serem julgados nesta ação penal. A Constituição Federal não se refere às Turmas, ela se refere ao plenário e seria realmente ideal que tudo fosse julgado pelo plenário do STF com a racionalidade funcional”, declarou Fux.

    Outra questão a trazer acalento aos bolsonaristas foi a posição de Fux sobre a alegação de cerceamento de defesa em razão de uma “avalanche” de documentos. O ministrou citou os 70 terabytes de dados, incluindo “bilhões de páginas”, 1,2 mil laudos periciais e mais de mil equipamentos eletrônicos apreendidos junto aos investigados para acolher o argumento dos advogados de que eles tiveram pouco tempo para analisar tamanha carga de provas.

    “Os advogados, seja os constituídos pelo acusado ou nomeados pelo juiz, têm direito de acesso aos autos do processo e da investigação penal, ainda que em tramitação de regime de sigilo, considerada a essencialidade do direito de defesa”, afirmou. E disse que “toda pessoa acusada tem direito à plena igualdade e diversas garantias, entre as quais dispor de tempo necessário para garantir sua defesa”.

    Os três posicionamentos vão ao encontro à argumentação de Bolsonaro e seus aliados de que o julgamento, como tal, não deveria ocorrer. Enquanto a leitura do voto, diversos aliados do ex-presidente manifestaram elogios e empolgação com o ministro. “Fux vai gabaritar”, afirmou o advogado Fabio Wajngarten, conselheiro de Bolsonaro.

    Fux também declarou ter mudado de opinião sobre a validade da delação de Cid. Ele disse ter “chegado à conclusão que o réu colaborou com as delações sempre acompanhado de advogado” e que as advertências pontuais feitas pelo relator “fazem parte” da dinâmica do instituto do colaborador. Fux também concordou em sustar as ações penais contra Ramagem que tenham relação com crimes cometidos durante o seu mandato como deputado federal – no caso, dano ao patrimônio público e dano ao patrimônio tombado, ocorridos durante os ataques do 8 de Janeiro.

    Julgamento de Bolsonaro: Quinto dia tem expectativa por desfecho das condenações

  • Fluminense reverte vantagem do Bahia com brilho de Thiago Silva no fim e avança

    Fluminense reverte vantagem do Bahia com brilho de Thiago Silva no fim e avança

    SÃO PAULO, SP (UOLFOLHAPRESS) – O Fluminense cresceu no segundo tempo, venceu o Bahia por 2 a 0, no Maracanã, e se garantiu na semifinal da Copa do Brasil. Canobbio e Thiago Silva marcaram os gols do jogo. Ambos saíram já na etapa final. O time carioca fechou o agregado em 2 a 1. Na ida, o Bahia havia vencido por 1 a 0.

    O Fluminense espera por Botafogo ou Vasco na semifinal. As equipes se enfrentam amanhã, no Nilton Santos, pelo jogo de volta das quartas. Na ida, empate por 1 a 1, em São Januário. Com a vaga do Flu, a Copa do Brasil já tem um carioca garantido na decisão.

    As duas equipes voltam a campo para disputar a 23ª rodada do Brasileirão. No sábado, o Fluminense recebe o Corinthians, às 21h (de Brasília). Na segunda-feira, o Bahia recebe o Cruzeiro, às 20h.

    O JOGO

    O Fluminense fez uma partida segura defensivamente. Thiago Silva e Freytes pouco tiveram trabalho com o ataque do Bahia, que deu a bola para os cariocas por já ter vencido o jogo de ida.

    No ataque, o capitão precisou de apenas um toque para colocar o Fluminense na semifinal. Bastou uma movimentação na direção contrária enquanto todos fechavam para a pequena área, e o camisa 3 apareceu sozinho para fazer o gol da classificação -Canobbio havia marcado de pênalti antes.

    Em 2007, pouco tempo depois de surgir como destaque no Flu, o zagueiro foi um dos líderes do time campeão contra o Figueirense. Ele é o único remanescente daquele elenco.

    FLUMINENSE
    Fábio; Guga, Freytes, Thiago Silva e Renê; Martinelli (Bernal), Nonato (Acosta) e Hércules; Serna (Keno), Canobbio e Everaldo (Cano). T.: Renato Gaúcho

    BAHIA
    Ronaldo; Gilberto, David Duarte, Ramos Mingo e Luciano Juba; Acevedo (Rezende), Jean Lucas e Everton Ribeiro (Juninho); Kayky (Sanabria), Michel Araújo (Iago) e Willian José (Cauly). T.: Rogério Ceni

    Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)
    Árbitro: Matheus Delgado Candançan (SP)
    Assistentes: Danilo Ricardo Simon Manis (SP) e Neuza Inês Back (SP)
    VAR: Caio Max Augusto Vieira (GO)
    Gols: Canobbio (9’/2°T), Thiago Silva (38’/2°T)
    Cartões amarelos: Acevedo, Kayky, Ronaldo, Iago, Cauly (BAH), Canobbio, Freytes (FLU)

    Mano Menezes vem treinando a equipe com atletas da equipe Sub-20, como Dahora (lateral-direito), Henzo (zagueiro), Rogério (volante), Smiley (volante) e Gabriel Passos (atacante)

    Rafael Damas | 06:00 – 11/09/2025

    Fluminense reverte vantagem do Bahia com brilho de Thiago Silva no fim e avança

  • Fux passa de algoz de réus do 8/1 a aliado de Bolsonaro em julgamentos

    Fux passa de algoz de réus do 8/1 a aliado de Bolsonaro em julgamentos

    Voto de Luiz Fux, no STF, deixou especialitas e juristas confusões com os argumentos em favor a maioria dos réus acusados de trama golpista; ministro votou favorável e condenou réus de outros núcleos do caso

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O ministro Luiz Fux mudou significativamente os seus votos nos últimos meses em ações sobre atos golpistas, conforme os processos foram gerando maior repercussão política e com a aproximação do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

    Fux decidiu nesta quarta-feira (10) se manifestar pela absolvição de Bolsonaro por todos os crimes pelos quais ele era acusado no núcleo central da trama golpista, depois de cerca de 12 horas de leitura do seu voto.

    Em diversas ações penais do 8 de janeiro, Fux acompanhou integralmente o relator Alexandre de Moraes, com votos duros e penas pesadas, sobre todas as acusações apresentadas pela PGR (Procuradoria-Geral da República).

    As pessoas que participaram mais ativamente dos ataques aos prédios dos Poderes foram acusadas dos mesmos crimes imputados a Bolsonaro: abolição violenta do Estado democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, deterioração do patrimônio tombado e associação criminosa armada.

    Um exemplo relativamente recente no qual o ministro acompanhou Moraes é o caso de Maria de Fátima Mendonça Jacinto Souza, conhecida nas redes como Fátima de Tubarão.

    Fátima foi condenada a uma pena de 17 anos em agosto do ano passado. Ela havia sido presa preventivamente na 3ª fase da operação Lesa Pátria, em janeiro de 2023.

    Ela foi presa por aparecer em imagens dentro do Palácio do Planalto. Em um dos vídeos, ela cita Moraes e afirma: “Vamos para a guerra, é guerra agora. Vamos pegar o Xandão agora”.

    À época do julgamento, Fux votou pela mesma pena proposta por Moraes, e foi acompanhando por Flávio Dino, Cármen Lúcia, Dias Toffoli e Gilmar Mendes.
    Em março deste ano, conforme a Primeira Turma do Supremo votava o recebimento da denúncia contra Bolsonaro, Fux já dava os primeiros sinais de retração nas suas convicções.

    À época, ele começou a questionar a prisão da cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos, que ficou conhecida por pichar a estátua da Justiça localizada em frente à sede do STF, no 8 de janeiro.

    Na época, Fux criticou em sessão a condução dos casos do 8 de janeiro e disse ver “penas exacerbadas”. A fala ocorreu na esteira de grande mobilização do bolsonarismo, inclusive no Congresso, em torno do caso de Débora.

    Em manifestação na avenida Paulista, em março, o caso da cabeleireira foi intensamente explorado, e apoiadores de Bolsonaro levaram batons para protestar. Bolsonaro costumava citar o caso dela com frequência para criticar o que considera abusos do STF.

    O julgamento de Débora ocorreu em foi encerrado deste ano, no plenário virtual da Primeira Turma do Supremo, depois de Fux pedir vista (mais tempo par análise).

    Ela foi condenada uma pena de 14 anos de prisão em regime fechado, com votos de Moraes, Flávio Dino e Cármen Lúcia.

    Fux, no entanto, votou para condenar Débora a apenas um ano e seis meses de reclusão, pelo crime de deteriorar “bem especialmente protegido por lei”, e a absolveu dos demais crimes.

    “Considerando que a pena definitiva fixada em meu voto é inferior ao tempo em que a ré esteve reclusa preventivamente, deixo de analisar o regime inicial de cumprimento da pena, sua substituição por penas restritivas de direitos e a eventual aplicação da suspensão condicional da pena”, votou Fux à época.

    Fux também mudou de posição em duas oportunidades durante o julgamento da trama golpista nesta quarta. Em um primeiro momento, decidiu condenar Mauro Cid por considerar que uma reunião que ele participou com militares com formação em forças especiais, em 28 de novembro de 2022, configurava um ato executório para a abolição do Estado Democrático de Direito.

    Depois, ao citar a mesma reunião enquanto tratava sobre Bolsonaro, o ministro disse que a reunião não poderia configurar uma organização para um golpe contra a democracia.

    “A alegação me causou perplexidade, considerando que a reunião foi realizada em um salão de festa de um condomínio da Asa Norte, em Brasília, onde o pilotis é aberto ao público e não há privacidade necessária para discussão de assuntos tão sensíveis”, disse.

    Fux passa de algoz de réus do 8/1 a aliado de Bolsonaro em julgamentos

  • Rei Charles 3º e príncipe Harry se encontram pela 1ª vez em mais de um ano

    Rei Charles 3º e príncipe Harry se encontram pela 1ª vez em mais de um ano

    Os primeiros sinais de reconciliação entre pai e filho surgiram em julho, quando assessores de Harry e Charles se reuniram em Londres para discutir uma reaproximação

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O rei Charles 3º e o príncipe Harry se reencontraram pela primeira vez em um ano e meio. Eles não se viam desde fevereiro do ano passado.

    O rei e o príncipe se encontraram na Clarence House, residência oficial de Charles e da rainha Camilla em Londres. Harry chegou de carro à residência, onde passou cerca de 55 minutos antes de ir embora.

    Charles e Harry se viram pela última vez no ano passado, dias após o rei revelar que havia sido diagnosticado com câncer. “Eu falei com ele. E embarquei em um avião e fui vê-lo o mais rápido que pude. Eu amo minha família. Sou grato por poder entrar em um avião, vê-lo e passar um tempo com ele”, disse o príncipe, na época, em entrevista ao programa “Good Morning America”.

    Desde então, pai e filho não se falavam, segundo fontes próximas a Harry. Segundo a revista People, Charles não atendia a ligação do filho nem respondia às suas mensagens. Em maio, o príncipe disse que “amaria se reconciliar” com a família.

    Os primeiros sinais de reconciliação surgiram em julho, quando assessores de Harry e Charles se reuniram em Londres para discutir uma reaproximação. Segundo o DailyMail, Harry fez uma “oferta de paz” à família, dando acesso à sua agenda de compromissos para evitar “disputas de publicidade” entre os Sussex e a realeza. ” Agora, Harry tem um novo jeito de pensar e quer diminuir conflitos com a família”, disse uma fonte ao tabloide.

    Rei Charles 3º e príncipe Harry se encontram pela 1ª vez em mais de um ano

  • Explosão de caminhão-tanque deixa 10 mortos e 70 feridos no México

    Explosão de caminhão-tanque deixa 10 mortos e 70 feridos no México

    O veículo capotou sob uma ponte em Iztapalapa, na Cidade do México, pegou fogo e explodiu

    Nesta quarta-feira (10), um caminhão-tanque de gás capotou, pegou fogo e explodiu em uma rodovia na Cidade do México, deixando ao menos dez pessoas mortas e outras 70 feridas.

    Segundo as autoridades locaisa, a explosão atingiu vários carros e caminhões que estavam perto de onde ocorreu o acidente, localizado na divisa entre o distrito de Iztapalapa, na capital, e Chalco, no vizinho estado do México.

    A prefeita da Cidade do México, Clara Brugada, disse no X (antigo Twitter) , que 10 pessoas perderam a vida e 70 tiveram ferimentos. Ela também divulgou uma lista preliminar de hospitalizados, que será atualizada conforme as avaliações médicas prosseguem.

    Vítimas sofreram queimaduras graves

    Equipes de emergência foram acionadas rapidamente após o acidente. Muitas vítimas tiveram queimaduras graves, segundo autoridades locais. O corpo de bombeiros informou que as chamas foram totalmente extintas dentro e ao redor do caminhão-tanque que transportava gás.

    Explosão de caminhão-tanque deixa 10 mortos e 70 feridos no México

  • EUA: homem diz que matou ucraniana por ela ter 'lido sua mente'

    EUA: homem diz que matou ucraniana por ela ter 'lido sua mente'

    Decarlos Brown Jr., o homem que assassinou Iryna Zarutska, refugiada ucraniana nos Estados Unidos, contou à irmã que a atacou porque acreditava que a jovem estava ‘lendo’ seus pensamentos

    O homem que assassinou Iryna Zarutska, refugiada ucraniana, no metrô de Charlotte, na Carolina do Norte, nos Estados Unidos, teria dito à família que a atacou porque acreditava que a jovem lhe estava ‘lendo’ seu pensamentos.

    A CNN US, que cita a irmã do assassino, contou que o homem, Decarlos Brown Jr., tinha sido diagnosticado com esquizofrenia e que, várias vezes, dizia que o governo norte-americano tinha lhe implantado um chip.

    Revelou ainda que o irmão, que tinha alucinações e paranoia, a atacou em 2022, tendo-a mordido e quebrado uma porta. A irmã, Tracey Brown, chegou a fazer queixa, mas acabou retirando a acusação, uma vez que estava preocupada com os problemas de saúde mental. 

    “Eu sabia que ele estava lutando contra algumas coisas”, disse Tracey Brown, acrescentando que acredita que Decarlos sofreu um colapso mental no dia em que assassinou a jovem ucraniana, Iryna Zarutska.

    Depois do sucedido, o assassino teria contado à sua irmã que esfaqueou Iryna Zarutska porque ela estava estava ‘lendo’ a sua mente.

    Afinal, o que aconteceu?

    Iryna, de 23 anos, tinha deixado a Ucrânia em agosto de 2022 para fugir da guerra. No último dia 22 de agosto, foi esfaqueada até à morte no metro de Charlotte, na Carolina do Norte, por um passageiro que já tinha sido detido mais de uma dezena de vezes e estava em liberdade.

    O crime só foi divulgado este fim de semana e rapidamente se tornou viral, depois da divulgação de imagens gravadas por câmaras de videovigilância do metrô no momento anterior ao apunhalamento.

    As imagens mostram que a jovem refugiada ucraniana entrou no trem e sentou-se em um banco à frente do assassino, ficando a olhar para o celular durante a viagem. Quatro minutos depois, o suspeito, já identificado como Decarlos Brown Jr., tirou uma arma branca do bolso, olhou pela janela e, em um movimento brusco, atacou a mulher. Iryna, claramente assustada, segurou o rosto e a garganta, antes de cair inconsciente no chão, esvaindo-se em sangue. 

    O suspeito vagueou pela carruagem, tirou a camisa que usava e esperou até que o metrô chegasse à estação, onde acabou saindo, sendo detido pouco depois.

    O crime, que chocou os Estados Unidos, tem levantado inúmeras questões, não só sobre segurança mas também sobre violência e saúde mental.

    EUA: homem diz que matou ucraniana por ela ter 'lido sua mente'

  • Veja as primeiras imagens do Galaxy S26! iPhone 17 foi inspiração?

    Veja as primeiras imagens do Galaxy S26! iPhone 17 foi inspiração?

    Estão circulando as primeiras imagens de dois dos modelos da série Galaxy S26, com lançamento previsto para o começo do próximo ano; um detalhe chamou atenção em comparação com o lançamento do iPhone 17

    A série iPhone 17 foi anunciada esta terça-feira, dia 9, pela Apple mas, coincidentemente, as primeiras imagens da próxima geração de celulares da Samsung também começaram a circular esta semana.

    Segundo o site Android Headlines, estas imagens foram criadas a partir de arquivos CAD e representam o Galaxy S26 Pro (que será o sucessor do Galaxy S25) e o Galaxy S26 Edge (que sucederá ao Galaxy S25 Edge). Enquanto o Galaxy S26 Pro parece manter um design bastante próximo ao Galaxy S25, o Galaxy S26 Edge apresenta um módulo de câmara em linha com os celulares Pixel da Google e até os recentes modelos das série iPhone 17.

    Ainda é cedo para sabermos se estas imagens correspondem aos smartphones que serão lançados pela Samsung no começo de 2026, desconhecendo-se se estes designs dizem respeito a protótipos da série Galaxy S26 ou se pertencem às versões finais.

    Teremos de estar atentos a futuros rumores e vazamentos de informação sobre a série Galaxy S26 mas, por enquanto, lhe convidamos a ver as imagens acima para ter uma ideia dos designs do Galaxy S26 Pro e do Galaxy S26 Edge.

    Vale lembrar que a Samsung deverá ter um anúncio até ao final deste mês de setembro.

    Dobrável triplo no horizonte?

    Há algum tempo que circulam informações sobre o primeiro dobrável triplo da Samsung, um modelo com o qual a empresa coreana pretende competir com o Mate XT da Huawei. Ao que parece, o anúncio oficial deste celular dobrável com duas dobradiças deverá acontecer muito em breve.

    De acordo com informações avançadas pelo site ET News, é possível que tenhamos novidades em uma edição especial da apresentação Unpacked da Samsung que, supostamente, acontecerá no dia 29 de setembro.

    Segundo a publicação, será neste evento que veremos pela primeira vez o dobrável triplo da Samsung, com lançamento previsto para o mês de novembro. No entanto, não é claro se todos terão a oportunidade de adquirir este telemóvel.

    Acontece que, além de um preço que deverá ficar acima da média dos valores dos celulares tradicionais, este dobrável triplo deverá ter um lançamento limitado e chegar apenas à Coreia do Sul e à China. Acredita-se que a Samsung pretende produzir apenas 50 mil unidades deste smartphones – significativamente menos do que as 200 mil unidades que eram citadas pelas estimativas iniciais.

    A par deste dobrável triplo, este evento Unpacked deverá ser aproveitado pela Samsung para revelar oficialmente o Project Moohan. Este dispositivo também deverá servir para a Samsung entrar em um novo mercado, como o dos óculos de realidade virtual e aumentada – onde a Apple já se encontra presente com o Vision Pro.

    Veja as primeiras imagens do Galaxy S26! iPhone 17 foi inspiração?

  • Líder do PT diz que votar anistia na próxima semana seria interferência no julgamento do STF

    Líder do PT diz que votar anistia na próxima semana seria interferência no julgamento do STF

    “Estamos argumentando que isso seria uma brutal interferência num processo que está acontecendo no Judiciário. O julgamento não acaba na sexta-feira”, disse Lindbergh Farias

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias (RJ), disse nesta quarta-feira (10) que uma eventual votação de anistia na próxima semana, na Casa, pode representar interferência no julgamento em curso no STF em razão da possibilidade de recursos.

    “Estamos argumentando que isso seria uma brutal interferência num processo que está acontecendo no Judiciário. O julgamento não acaba na sexta-feira. Haverá embargos e publicação de acórdãos”, disse Lindbergh ao chegar ao STF para assistir à sessão.

    “Hoje vamos ter várias reuniões para desmontar qualquer possibilidade de votação na próxima semana”, disse o petista. Segundo ele, a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, também está envolvida nas articulações para barrar a anistia.

    Líder do PT diz que votar anistia na próxima semana seria interferência no julgamento do STF

  • EUA retiram tarifa de 10% sobre celulose e beneficiam indústria brasileira

    EUA retiram tarifa de 10% sobre celulose e beneficiam indústria brasileira

    A decisão beneficia a indústria brasileira, que exportou 2,8 milhões de toneladas do produto para o país no ano passado

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Em ordem executiva publicada na última sexta-feira (5), o presidente Donald Trump retirou a tarifa de 10% sobre a celulose importada pelos Estados Unidos.

    A decisão beneficia a indústria brasileira, que exportou 2,8 milhões de toneladas do produto para o país no ano passado. Isso representa cerca de 15% das vendas de celulose (de todos os tipos) para o exterior no mesmo período.

    A estimativa da Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos é que as exportações para os EUA caíram 15,2% em valor e 8,5% em volume entre janeiro e maio de 2025, principalmente por causa das tarifas aplicadas.

    A celulose já estava isenta da sobretaxa de 40% imposta pelo governo Trump a outros produtos brasileiros. Agora está liberada também da chamada tarifa recíproca de 10%.

    Estão incluídas na isenção três descrições de celulose. Ainda continuam válidos os 50% aplicados a papéis em geral e painéis de madeira.

    “A medida beneficia mais de 90% da celulose exportada pelo Brasil aos Estados Unidos. Trata-se de uma decisão muito positiva, que partiu do governo americano, acreditamos que muito graças aos esforços de clientes que levam ao governo peculiaridades de produtos e matérias-primas essenciais ao país. Isso reforça a importância do caminho da diplomacia e do diálogo”, afirma Paulo Hartung, presidente da Ibá (Indústria Brasileira de Árvores).

    “É necessário que o governo se mantenha firme na busca de canais, assim como empresários devem manter o contato constante com seus clientes e fornecedores.”

    As empresas brasileiras exportadoras se mobilizaram, com contratação de escritórios de advogados e de lobistas, função regulamentada nos Estados Unidos. Fornecedores e clientes que necessitam da celulose importada também ajudaram no pedido para que a taxa fosse revista.

    Existe uma demanda interna americana, que necessita de insumos para produzir papel higiênico, fraldas e lenços umedecidos.

    Suzano e Eldorado Brasil são as duas principais empresas brasileiras exportadoras de celulose para os Estados Unidos.

    A Suzano vendeu cerca de 50% das 2,8 milhões de toneladas enviadas para o país e era a mais afetada pela sobretaxa.

    Consultadas pela reportagem, a Suzano não respondeu até o momento. A Eldorado Brasil informou que não vai se pronunciar.

    EUA retiram tarifa de 10% sobre celulose e beneficiam indústria brasileira

  • Oruam, preso há 50 dias, compõe novo álbum na cela, e defesa diz que delegado o persegue

    Oruam, preso há 50 dias, compõe novo álbum na cela, e defesa diz que delegado o persegue

    Oruam foi preso no dia 22 de julho, após um incidente ocorrido na noite anterior, quando policiais civis foram até o endereço do artista para cumprir um mandado de busca e apreensão contra um adolescente

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Preso há quase 2 meses, o rapper Oruam, 25 anos, passou cerca de dez dias em uma cela de isolamento. Depois, foi para uma cela coletiva. Está compondo um novo álbum com temáticas de encarceramento e perseguição policial.

    Os versos são escritos em um pequeno caderno sem linhas que um dos advogados lhe deu.

    Crianças que vão visitar os pais no presídio Serrano Neves, parte do Complexo Penitenciário de Gericinó, pedem autógrafo ao músico, que tem sentido a angústia de estar longe do seu público, com medo de ser esquecido, segundo relatos de familiares e advogados.

    Ao mesmo tempo em que Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, o Oruam, espera um desfecho para o seu caso, sua defesa aguarda a apreciação de um habeas corpus por parte do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, argumentando que a prisão tem uma série de inconsistências.

    “E se ele compuser um rap dizendo que o delegado de polícia, que vai buscar às 11 horas da noite, dá um tapaço na cara do garoto, depois o subjuga. Vão chamar isso de proibidão. Quando, na verdade, proibido devia ser o delegado dar um tapaço na cara de quem está prendendo”, afirma Nilo Batista, um dos advogados do artista.

    O tapa ao qual o advogado se refere aparece em um dos vídeos enviados à Folha pela defesa, que mostra o delegado Moysés Santana Gomes, agredindo um dos jovens que estavam presentes na noite da diligência que levou à prisão de Oruam.

    Os advogados que representam o cantor elencaram o que consideram ser uma lista de inconsistências na denúncia, que aponta tentativa de homicídio pelo arremesso de pedras contra os policiais.

    A defesa enumera perícias inconclusivas em relação a uma suposta arma de fogo atribuída pela polícia ao cantor, a abertura do inquérito fora da jurisdição, a acusação sem nenhuma comprovação de tráfico de drogas nem de associação ao tráfico e contradições sobre a letalidade das pedras arremessadas contra os agentes policiais.

    Procurada, a Polícia Civil defendeu sua atuação no caso e afirmou agir dentro da legalidade.

    Oruam foi preso no dia 22 de julho, após um incidente ocorrido na noite anterior, quando policiais civis foram até o endereço dele no bairro Joá, no Rio de Janeiro, para cumprir um mandado de busca e apreensão contra um adolescente que estava na casa do cantor. O jovem, menor de 18 anos, estaria descumprindo uma medida sócio educativa.

    Na versão da polícia, que chegou ao local em uma viatura descaracterizada por volta das 23 horas, cinco amigos de Oruam, além do adolescente, foram abordadas na rua. Durante a ação, um deles, Pablo Ricardo de Morais, teria começado a desacatar, com xingamentos, o delegado Moysés e o oficial de cartório da Polícia Civil Alexandre Ferraz, que o acompanhava.

    Ainda conforme a polícia, Oruam apareceu na varanda da casa, que ficava no alto, acompanhado de outras pessoas, e inflamou uma reação, provocando as pedradas.

    Já na versão da defesa, Pablo Morais não desacatou o policial. Ele teria apenas questionado a legalidade da abordagem àquela hora da noite. Neste momento, o adolescente já havia sido levado para dentro da viatura, mas a polícia não foi embora. O vídeo apresentado pela defesa mostra o delegado Moysés dando um soco, um tapa e um chute em Pablo depois da apreensão do jovem.

    De acordo com o advogado Nilo Batista, as pedras foram atiradas para interromper uma situação em que o policial agredia uma das pessoas ali presentes, mas o gesto foi transformado em uma denúncia de tentativa de homicídio contra Oruam. “Qual foi o último caso de homicídio por pedrada? O último que eu me lembro está no evangelho. Jogar essas pedras tinha um sentido defensivo”, diz Batista.

    Também advogado do cantor, Fernando Henrique Cardoso Neves diz que seu cliente é vítima de uma antiga perseguição por parte do delegado Moysés. Segundo ele, o policial usa uma incriminação grave, como o tráfico de drogas e associação para o tráfico contra o cantor, mas não apresenta qualquer prova disso.

    “Essa perseguição começa pela própria concepção do Mauro, que é filho de um presidiário [o pai de Oruam é Marcinho VP, apontado como líder do Comando Vermelho, que cumpre pena desde 1996]. E qualquer outra pessoa no mundo com essa filiação acaba sofrendo os preconceitos próprios de uma sociedade cuja grande paixão é prender e fazer sofrer”, diz Neves.

    No início deste ano, o delegado Moyses, que pertence à DRE (Delegacia de Repressão a Entorpecentes) do Rio de Janeiro, instaurou um inquérito sobre um suposto tiro com arma de fogo disparado por Oruam em São Paulo em dezembro de 2024.

    A defesa de Oruam afirma que foi um “tiro pirotécnico” para uma peça publicitária e que o delegado não tem conexão de especialidade com esse tipo de crime, além de um equívoco de competência sobre o juízo de outro estado.

    Os advogados questionam também a razão de agentes de uma delegacia de entorpecentes terem se envolvido em uma questão relacionada à quebra de medida socioeducativa, no caso do adolescente detido.

    Procurada pela Folha, a assessoria de imprensa da Polícia Civil do Rio de Janeiro afirma que as pedradas começaram antes de o delegado dar o soco em Pablo Morais, mas a resposta contradiz a cronologia indicada no depoimento do delegado e do oficial de cartório nos documentos do caso.

    A Polícia Civil também afirma que o vídeo divulgado pela defesa é um recorte que omite o contexto real.

    “Quando o delegado se dirigiu a um dos presentes, a equipe já tinha sido atacada com pedras, contra a viatura e contra os policiais, inclusive com um agente atingido. O delegado conteve um dos envolvidos que retirava uma pedra para lançar. Essa reação ocorreu após a violência contra a polícia, e não antes, como tenta fazer parecer a defesa. O material foi claramente manipulado para proteger os agressores e inverter a narrativa”, diz o órgão.

    “Comparsas de Oruam investiram contra os policiais e contra a viatura, lesionando um agente. O delegado agiu em legítima defesa e no estrito cumprimento do dever legal para conter uma agressão em andamento”, diz.

    Ainda segundo a Polícia, a abordagem estava em curso de forma técnica e dentro da legalidade. “Quatro indivíduos eram revistados, com um já detido, quando outro passou a desacatar e reagir de forma violenta.

    Nesse momento, o delegado interveio com técnicas de contenção previstas em treinamento policial”, diz.

    Questionada pela reportagem por que a equipe não deixou o local após colocar o adolescente dentro da viatura, a Polícia Civil diz que não havia como sair em meio a ataques violentos. “A permanência era necessária para proteger a integridade da equipe, da viatura e do próprio apreendido”.

    Segundo a nota, o adolescente “é reconhecido como um dos maiores ladrões de veículos do estado e também atua como segurança de uma liderança do Comando Vermelho. Sua captura era prioritária e exigia cautela até a completa estabilização do cenário.”

    A polícia também nega perseguição ao cantor. “Oruam responde a investigações fundamentadas em fatos concretos. A Justiça e o Ministério Público acolheram as denúncias e mantiveram a prisão, o que demonstra a solidez das provas.”

    Questionada sobre quais são as suspeitas de tráfico de drogas e associação ao tráfico contra o músico, a polícia diz que as investigações “apontam indícios de que Oruam mantém vínculos com integrantes do Comando Vermelho, servindo como financiador e promotor da chamada narcocultura, que glamouriza o crime”.

    Oruam, preso há 50 dias, compõe novo álbum na cela, e defesa diz que delegado o persegue