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  • Lula assina MP e zera "taxa das blusinhas"

    Lula assina MP e zera "taxa das blusinhas"

    Imposto gerou R$ 1,7 bi para caixa do governo até abril, e perda pode ser compensada por ganhos com alta do petróleo, diz Instituição Fiscal Independente

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, nesta terça-feira (12), uma Medida Provisória (MP) para acabar com a cobrança de 20% de Imposto de Importação sobre compras internacionais de até US$ 50, apelidada de “taxa das blusinhas”.  

    A Medida Provisória deve ser publicada em edição extraordinária do Diário Oficial ainda hoje. 

    No ato de assinatura oficial, o secretário executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, explicou que foi possível zerar o imposto após três anos de combate ao contrabando e maior regularização do setor.  

    “O contrabando, que era uma marca presente nesse setor, foi eliminado. Agora, o setor regularizado vai poder usufruir dessa isenção sobre esses produtos”, afirmou.

    Para o secretário, a decisão vai beneficiar a população de baixa renda que utiliza plataformas para adquirir produtos. 

    “Não é só blusinha”

    A ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, destacou que, apesar do apelido, as compras internacionais desse valor são diversificadas, não apenas de roupas.

    “Não é só roupa. Há um conjunto de outros bens que são comprados, todos de valor pequeno”, afirmou.

    O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou que zerar as taxas federais dessas compras melhora o perfil da nossa tributação.

    “Os números mostram que a maior parte das compras, de fato, é de baixo valor. Está associado ao consumo popular”.

    A chamada “taxa das blusinhas” entrou em vigor em agosto de 2024, dentro do programa “Remessa Conforme”, criado para regulamentar o comércio eletrônico internacional.

    Na prática, o imposto era cobrado no momento da compra, para aumentar a fiscalização e a redução de fraudes.

    Lula assina MP e zera "taxa das blusinhas"

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  • Marcha Universitária protesta contra cortes de Milei

    Marcha Universitária protesta contra cortes de Milei

    Manifestantes criticam queda nos repasses para as universidades; protesto é contra o congelamento do orçamento, a perda do poder de compra e no descumprimento da Lei de Financiamento Universitário

    Estudantes, professores, funcionários e reitores de universidades argentinas realizaram a quarta Marcha Nacional Universitária nesta terça-feira (12) em defesa da educação e das pesquisas públicas.

    A mobilização, organizada com o apoio da Federação Argentina de Universidades (FUA), da Frente Nacional de União Universitária e do Conselho Interuniversitário Nacional (CIN), teve como ponto central a Praça de Maio, em Buenos Aires.

    O protesto é contra o congelamento do orçamento, a perda do poder de compra e no descumprimento da Lei de Financiamento Universitário.

    Um relatório da associação Justiça Distributiva indica que os gastos reais com o ensino superior caíram 29% entre 2023 e 2025, atingindo o nível mais baixo desde 2006.

    O orçamento de 2026 agrava essa tendência. Segundo o reitor da Universidade Nacional de Rosário (UNR), Franco Bartolacci, as universidades operam com apenas 0,4% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto as transferências nacionais reduziram acima de 45% desde 2023.

    Em Mendoza, a reitora Esther Sánchez afirmou que um professor em tempo integral ganha 1.500.000 pesos por mês, um valor que “torna praticamente impossível sustentar uma família”.

    Há em curso uma disputa institucional e legal.

    A Lei 27.795, aprovada em outubro de 2025 após a derrubada do veto presidencial, determina a atualização das dotações orçamentárias e dos reajustes salariais. O Poder Executivo suspendeu a implementação, alegando falta de fontes de financiamento, uma decisão parcialmente revertida por liminares e atualmente sob análise do Supremo Tribunal.

    Entretanto, a comunidade universitária argumenta que o corte de verbas põe em risco a pesquisa, as atividades de extensão e o funcionamento dos hospitais universitários.

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    Marcha Universitária protesta contra cortes de Milei

  • São Paulo pede R$ 600 milhões à BYD para trocar naming rights do Morumbi

    São Paulo pede R$ 600 milhões à BYD para trocar naming rights do Morumbi

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O São Paulo tem caminhado nas conversas com a BYD pelos naming rights do estádio do Morumbi. O UOL apurou que o time aguarda uma reposta da montadora de carros chinesa para alterar o nome do Morumbis para MorumBYD. A primeira oferta do clube gira em torno de R$ 60 milhões anuais por um contrato de dez anos.

    As negociações vinham sendo lideradas pelo ex-diretor de marketing Eduardo Toni, que deixou o clube há cerca de dez dias. Mesmo com a saída do executivo, a reportagem ouviu que as conversas seguem e existe otimismo em ambos os lados por avanço.

    O início das tratativas entre clube e montadora chinesa foi revelado pelo UOL, em março. A aproximação ganhou força ainda na reta final da gestão Julio Casares, que tem relação próxima com o vice-presidente da BYD no Brasil, Alexandre Baldy. Ambos chegaram a almoçar juntos para discutir o projeto.

    Mesmo após a renúncia de Casares, as partes ensaiaram uma reaproximação e requentaram as negociações – às vésperas do fim do contrato com a Mondelez.

    MORUMBIS DEVE PERDER O ‘S’

    Atualmente, o Tricolor possui contrato de naming rights com a Mondelez até dezembro deste ano. O acordo do Morumbis, assinado no fim de 2023, rende cerca de R$ 25 milhões anuais ao clube, em vínculo avaliado em aproximadamente R$ 75 milhões no total.

    As conversas por uma renovação com a Mondelez esfriaram nos últimos meses. O aumento do preço do cacau impactou financeiramente a holding da Lacta, enquanto a ascensão das casas de apostas ampliou a concorrência por espaço e investimento no futebol brasileiro.

    Apesar de a renovação ainda não estar descartada, internamente, como o UOL também mostrou, várias fontes na liderança do clube já admitem que o clube não deve acertar a extensão com a Mondelez.

    São Paulo pede R$ 600 milhões à BYD para trocar naming rights do Morumbi

  • Mãe pede reabertura de inquérito cinco anos após morte de MC Kevin

    Mãe pede reabertura de inquérito cinco anos após morte de MC Kevin

    Valquíria Nascimento diz que contratará perícia particular por ter dúvidas sobre o caso. Funkeiro morreu em maio de 2021 após cair da janela de um hotel

    (CBS NEWS) Valquíria Nascimento, mãe de MC Kevin, usou as redes sociais para dizer que quer a reabertura do caso da morte do funkeiro, em maio de 2021. Segundo ela, ainda há muitas dúvidas sobre o processo mesmo após a perícia concluir que não houve crime no episódio.

    No dia 16 de maio daquele ano, Kevin morreu ao cair do quinto andar de uma sacada de hotel. Na ocasião, era casado com a advogada e hoje influenciadora Deolane Bezerra, que não estava com ele no quarto.

    Em seu perfil e ao lado de outros dois cantores, Valquíria falou sobre isso. “Eu sou a pessoa mais interessada em saber o que aconteceu no dia da morte do meu filho. Estou disposta a fazer tudo o que for possível e o impossível. Na época, eu não tinha condições de fazer nada. Hoje as coisas mudaram”, disse.

    O laudo pericial sobre a morte de Kevin, um ano depois do fato, apontou para um acidente. Em 2022, a Justiça do Rio de Janeiro arquivou a investigação.

    Agora, a família se diz disposta a contratar um detetive e uma perícia independente para contestar a versão e reabrir o caso com o Ministério Público.

    “A gente também tem dúvida. Vamos atrás da verdade. Eu quero saber o que aconteceu no dia 16 de maio de 2021”, completou Valquíria.

    Mãe pede reabertura de inquérito cinco anos após morte de MC Kevin

  • Telescópio da Nasa identifica exoplaneta com superfície semelhante à de Mercúrio

    Telescópio da Nasa identifica exoplaneta com superfície semelhante à de Mercúrio

    Um estudo publicado em 4 de maio na Revista Nature Astronomy analisou dados coletados pelo Webb e identificou que o LHS 3844 b tem um diâmetro cerca de 30% maior que o da Terra

    Astrônomos conseguiram observar o exoplaneta LHS 3844 b graças ao Telescópio Espacial James Webb, da Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço dos Estados Unidos (Nasa).

    De acordo com a agência de notícias Reuters, um estudo publicado em 4 de maio na Revista Nature Astronomy analisou dados coletados pelo Webb e identificou que o LHS 3844 b tem um diâmetro cerca de 30% maior que o da Terra.

    A superfície do exoplaneta – que é um planeta que não pertence ao Sistema Solar – se assemelha à de Mercúrio. Ele orbita uma estrela menor e menos luminosa que o Sol, localizada a cerca de 49 anos-luz da Terra.

    Em entrevista à Reuters, a astrônoma Laura Kreidberg, diretora-geral do Instituto Max Planck de Astronomia e uma das autoras do estudo, afirmou que o LHS 3844 b “não é um lugar agradável”.

    “É uma rocha infernal e árida, muito mais parecida com Mercúrio do que com a Terra. Não há nenhum vestígio de atmosfera. Em vez disso, vemos uma superfície escura, provavelmente antiga. Imagine uma rocha nua viajando pelo espaço por bilhões de anos. Você não gostaria de ir para lá”, disse Laura.

    Segundo o estudo, a combinação entre a ausência de uma atmosfera perceptível e as temperaturas extremas – um lado registra até 725ºC enquanto o outro praticamente não recebe calor – indica que ele provavelmente é inabitável. A superfície é coberta por regolito escurecido, um material rochoso solto e fragmentado que recobre o leito rochoso sólido e resulta de eras de bombardeio contínuo por radiação estelar e impactos de micrometeoritos.

    O exoplaneta também é chamado de Kua’kua, termo que significa “borboleta” em um dialeto indígena costa-riquenho.

    Coletar essas informações só foi possível graças à capacidade de observação em infravermelho do Webb, que ajudou os cientistas a discernir a composição química e a dinâmica interna das atmosferas dos exoplanetas.

    À Reuters, o astrônomo Sebastian Zieba, do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian e também autor do estudo, afirmou que o Webb permite aos cientistas estudar diretamente a geologia e a composição da superfície de exoplanetas, algo que antes era desafiador.

    “É como se, de repente, tivéssemos limpado nossos óculos e pudéssemos ver os planetas com clareza pela primeira vez”, acrescentou Laura.

    Telescópio da Nasa identifica exoplaneta com superfície semelhante à de Mercúrio

  • Casais LGBTQ+ que você não conhecia ou esqueceu

    Casais LGBTQ+ que você não conhecia ou esqueceu

    Aqui estão alguns casais realmente inspiradores

    As pessoas adoram casais de famosos e não é diferente quando se trata de astros e estrelas LGBTQ+. Alguns desses casais estão juntos aos olhos do público há anos, outros se assumiram publicamente após décadas de namoro. Embora cada casal tenha sua própria história, uma coisa é certa: eles estão mostrando ao mundo que amor é amor.

    Clique para conferir alguns dos casais LGBTQ+ mais famosos por aí. 

    Casais LGBTQ+ que você não conhecia ou esqueceu

  • Boulos volta a criticar “terrorismo econômico” contra fim da 6 por 1

    Boulos volta a criticar “terrorismo econômico” contra fim da 6 por 1

    “Esses grupos chegam a fazer terrorismo econômico, na tentativa de postergar a votação da matéria no Legislativo”, disse Guilherme Boulos, ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República

    O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, afirmou nesta terça-feira (12) que a proposta do fim da escala de trabalho 6 por 1 tem enfrentado resistência porque atinge interesses de setores poderosos da economia brasileira.

    “Esses grupos chegam a fazer terrorismo econômico, na tentativa de postergar a votação da matéria no Legislativo”, disse no programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

    De acordo com Boulos, os grupos contrários à redução da jornada de trabalho que dá ao trabalhador dois dias de folga semanais, estão tentando, inclusive, estabelecer prazos para que a nova jornada comece a vigorar. Algo que, segundo ele, não terá apoio do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    Na avaliação do ministro, o presidente Lula, ao defender a redução da jornada de trabalho, se coloca em posição de enfrentamento a “um grande sistema econômico”. 

    “Mas foi para isso que ele foi eleito”, acrescentou.

    Movimento recorrente

    As críticas à proposta, segundo o ministro, fazem parte de um movimento recorrente sempre que há avanços em direitos trabalhistas, o mesmo quando se propôs a criação do salário mínimo, das férias remuneradas e do 13º salário.

    “O que existe é um terrorismo econômico brutal nessa história, que, aliás, não é novo no Brasil, se você observar os arquivos dos jornais de 1940, quando [o então presidente] Getúlio Vargas criou a lei do salário mínimo. Hoje, tem doido para tudo. Alguns até falam em acabar com o salário mínimo. Mas ninguém aceita isso”, argumentou.

    O ministro defendeu que o debate sobre o tema seja feito com base em dados reais. Nesse sentido, citou estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), segundo o qual o impacto médio da redução da jornada para 40 horas semanais seria de cerca de 1% no custo operacional das empresas.

    “Isso é semelhante ao impacto causado pelo aumento real do salário mínimo, algo que se teve em todos os governos do Lula. Alguma empresa faliu? Gerou desemprego? Ao contrário, temos o menor índice de desemprego da série histórica no Brasil. A atividade econômica, o PIB, está crescendo como não crescia há 12 anos no país”, afirmou.

    “Você tem muita conversa de terrorismo para querer inviabilizar, e tem pouco fato”, complementou.

    Boulos reiterou o argumento de que a redução da jornada tem, entre seus impactos positivos, o aumento da produtividade.

    “Não é segredo para ninguém que um trabalhador cansado vai render menos. Tem havido uma explosão de casos de Burnout [síndrome do esgotamento] no trabalho, por ansiedade, depressão, exaustão. No ano passado, 500 mil trabalhadores foram afastados por problemas de saúde mental, por excesso de trabalho”, argumentou.

    Mulheres

    O ministro Guilherme Boulos ressaltou que a mudança terá impacto direto na vida das mulheres, que frequentemente acumulam dupla jornada.

    “O homem trabalha na 6 por 1 e tem um dia de descanso. A mulher trabalha na 6 por 1 e não tem nenhum dia de descanso, porque no único dia que deveria ser de descanso, ela trabalha em casa”, disse ao lembrar que tarefas domésticas transformam o dia de folga feminina em mais trabalho.

    Para o ministro, o fim da escala representa também uma correção dessa desigualdade. 

    “Quando a gente acaba com a seis por um, nós também estamos dando um respiro para as mulheres trabalhadoras deste país”.

    Boulos volta a criticar “terrorismo econômico” contra fim da 6 por 1

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  • Lily Allen pulica que quer 'dançar com gays na Zig' e 'conhecer a Patixa' em SP

    Lily Allen pulica que quer 'dançar com gays na Zig' e 'conhecer a Patixa' em SP

    Cantora publicou mensagem em português depois de ser anunciada no Primavera Sound. Artista também disse que quer ir à boate e visitar a cantora Vita durante passagem pelo Brasil

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Lily Allen movimentou os fãs brasileiros nesta segunda-feira (11) ao publicar uma mensagem em português celebrando sua participação no Primavera Sound São Paulo 2026.

    A artista britânica foi confirmada como uma das atrações principais do evento, marcado para os dias 5 e 6 de dezembro.
    Em tom descontraído, Lily comentou os planos que pretende realizar durante a estadia no Brasil e citou nomes conhecidos da cena LGBTQIA+ e das redes sociais brasileiras.

    “Quero dançar com os gays na Zig, visitar a casa da Vita e conhecer a Patixa”, escreveu a cantora no X, antigo Twitter.

    A publicação rapidamente viralizou entre fãs brasileiros, que passaram a comentar a familiaridade da artista com referências populares da internet nacional. Muitos internautas também se divertiram com o pedido feito por ela sobre Patixa Teló. “Alguém tem o telefone dela?”, brincou Lily na postagem.

    A boate citada pela cantora é a Zig Studio, espaço bastante conhecido da cena noturna paulistana e frequentado por artistas, influenciadores e público LGBTQIA+.

    Já Vita mencionada por Lily faz referência à cantora Vita Pereira, ex-integrante da dupla Irmãs de Pau.

    O anúncio do show também chamou atenção por marcar o retorno de Lily Allen aos palcos brasileiros após um longo período longe do país. Segundo a divulgação oficial do festival, a apresentação deve ter foco em “West End Girl”, álbum mais recente da artista.

    O disco foi lançado após o fim do casamento da cantora com David Harbour, conhecido por interpretar Hopper em Stranger Things. Os dois oficializaram a união em 2020, e a separação veio a público no início de 2025.

    Já Patixa Teló ganhou notoriedade nas redes sociais nos últimos anos com vídeos de humor e participação no Rancho do Maia. Ela acumula milhões de visualizações na internet e se tornou um fenômeno entre o público jovem.

    Nas redes sociais, fãs brasileiros comemoraram a animação de Lily Allen com o país. “Ela já entendeu tudo sobre o Brasil”, brincou um internauta após a publicação da cantora.

    Lily Allen pulica que quer 'dançar com gays na Zig' e 'conhecer a Patixa' em SP

  • CBF tem calmaria política e pensa a longo prazo com Ancelotti

    CBF tem calmaria política e pensa a longo prazo com Ancelotti

    RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) – Se a chegada de Carlo Ancelotti foi o último ato da gestão Ednaldo Rodrigues, a CBF de Samir Xaud vai anunciar nos próximos dias a renovação contratual com o treinador da seleção até 2030, em uma mostra de olhar a médio/longo prazo na entidade.

    A calmaria política na CBF abre terreno para essas e outras definições. As brigas judiciais e intrigas internas deram um tempo. E a gestão atual entende que não pode repetir o antecessor: Ednaldo usou três técnicos (entre interinos e definitivos) e trouxe Ancelotti faltando um ano para a Copa.

    Os planos para o comando da seleção no próximo ciclo já foram desenhados bem antes da marca desta terça-feira (12) – 30 dias para a Copa do Mundo 2026. O entendimento é que Ancelotti está feliz, tem bom entendimento com jogadores e a gestão da CBF. E um ano só é muito pouco para o trabalho que ele pode fazer por aqui.

    Dar um ciclo a mais para Ancelotti faz parte de um pacote de ações que se juntam, por exemplo, a ajustes de calendário, fair play financeiro e profissionalização da arbitragem.

    Com o novo contrato, o italiano terá um vínculo que vai extrapolar até mesmo o mandato atual de Samir Xaud. O italiano, inclusive, foi apresentado um dia depois da eleição que confirmou Samir como substituto de Ednaldo.

    Na parte política, a visão de quem transita nos bastidores da CBF é de que a engrenagem está funcionando.

    O grupo político que assumiu o poder tem conseguido dividir atribuições e projetos. O próprio Samir, como figura que colocaria o rosto e a reputação para “jogo” ao assumir a presidência, está cumprindo o combinado.

    Fernando Sarney, que chegou a ser interventor quando Ednaldo foi destituído pela Justiça, é o vice-presidente mais afastado do cotidiano da CBF. Mas tem mantido boas relações com o grupo político no poder.

    “Essa calmaria política na CBF é fruto de um entendimento institucional importante de que o futebol brasileiro precisa de estabilidade. A entidade passou por momentos turbulentos recentemente, e nesta terça-feira (12) existe uma consciência maior de que o foco precisa estar no fortalecimento do futebol e no planejamento de longo prazo. Isso conversa diretamente com a ideia de ter um treinador assegurado até 2030. A seleção precisa voltar a ter um ciclo sólido, com tempo para desenvolver identidade, integrar talentos e criar consistência competitiva”, opinou Ednailson Rozenha, presidente da Federação do Amazonas e um dos vices da CBF.

    A presença de Gustavo Feijó como diretor de seleções também faz parte das articulações políticas. Mas o dirigente alagoano tem adotado postura discreta, permitindo uma autonomia para as decisões técnicas de Rodrigo Caetano, o coordenador de seleções, e, claro, do que Ancelotti quer para a seleção.

    Além do cenário da seleção, os grupos de trabalhos sobre os temas discutidos na CBF, além das cadeiras de vice-presidentes, dão um retrato sobre essa distribuição de poder.

    O GT do fair play foi para Ricardo Gluck Paul, presidente da Federação Paraense e um dos vices da CBF. Na arbitragem, Netto Góes, filho do ex-VP Roberto Góes, da Federação do Amapá, conduziu o grupo de trabalho e já até foi incorporado como diretor da pasta na CBF.

    Felipe Diego Barbosa, filho do VP José Vanildo, comandante do futebol no Rio Grande do Norte, comanda o grupo que trata do futebol de base.

    Gustavo Dias Henrique é o VP responsável pela articulação política, em geral. Nos bastidores, também há sinais da forte influência de Francisco Mendes, filho de Gilmar Mendes, um dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
    O movimento político em curso na CBF envolve a formação de uma liga única para o Brasileirão.

    Em termos financeiros, a CBF aumentou o volume de gastos administrativos e investimento na seleção. Renovar com Ancelotti também reforça essa linha de raciocínio, custeando um treinador que ganha R$ 5 milhões por mês.

    CBF tem calmaria política e pensa a longo prazo com Ancelotti

  • União Europeia veta compra de carne brasileira a partir de setembro

    União Europeia veta compra de carne brasileira a partir de setembro

    Decisão ocorre poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, tema que enfrenta resistência de agricultores europeus, especialmente na França. Bloco acusa Brasil de falhas sobre uso de antimicrobianos

    A União Europeia anunciou nesta terça-feira (12) a exclusão do Brasil da lista de países autorizados a exportar carnes e produtos de origem animal para o bloco europeu. 

    A medida passa a valer em 3 de setembro e foi tomada porque, segundo as autoridades europeias, o Brasil não apresentou garantias suficientes sobre o controle do uso de antimicrobianos na pecuária.

    Na prática, isso significa que produtos brasileiros como carne bovina, carne de frango, ovos, mel, peixes e animais vivos destinados à alimentação poderão deixar de entrar no mercado europeu caso o governo brasileiro não consiga atender às exigências sanitárias até a data-limite.

    A decisão foi confirmada pela Comissão Europeia e ainda precisa ser formalizada no diário oficial da União Europeia para produzir efeitos legais definitivos.

    A União Europeia mantém uma lista de países considerados aptos a exportar produtos de origem animal ao bloco. Para integrar essa relação, cada país precisa comprovar que segue as normas sanitárias europeias.

    O Brasil estava autorizado até agora, mas acabou retirado da lista após a revisão das regras ligadas ao uso de antimicrobianos na criação animal.

    Outros países do Mercosul, como Argentina, Paraguai e Uruguai, permaneceram autorizados a exportar normalmente para o bloco europeu.

    Entenda substâncias

    Antimicrobianos são medicamentos usados para combater microrganismos como bactérias, vírus, fungos e parasitas. Na pecuária, essas substâncias podem servir tanto para tratar doenças quanto para estimular o crescimento dos animais e aumentar a produtividade.

    A União Europeia proíbe especialmente o uso de antimicrobianos que também são importantes para tratamentos médicos em humanos. O objetivo é evitar a chamada resistência antimicrobiana, situação em que bactérias passam a resistir aos medicamentos.

    Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.

    O bloco europeu considera que o Brasil ainda não demonstrou de forma suficiente que essas substâncias deixaram de ser usadas ao longo de toda a cadeia produtiva animal destinada à exportação.

    Como afeta o Brasil

    A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.

    Além da carne bovina, a medida pode afetar exportações de aves, ovos, mel, peixes, equinos e produtos derivados de origem animal.

    O problema não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.

    Para voltar à lista, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados.

    Caminhos possíveis

    Em abril, o governo brasileiro publicou uma portaria proibindo parte dos antimicrobianos utilizados como melhoradores de desempenho animal. Mesmo assim, a União Europeia avalia que ainda faltam garantias adicionais.

    O Brasil tem dois caminhos para reverter a situação: ampliar as restrições legais aos medicamentos restantes ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam essas substâncias.

    A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.

    Setor reage

    Entidades do agronegócio brasileiro afirmaram que trabalham em conjunto com o Ministério da Agricultura para atender às exigências europeias antes da entrada em vigor da medida.

    A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) afirmou que o Brasil continua habilitado a exportar carne bovina ao mercado europeu até setembro e disse que o setor tem sistemas robustos de controle sanitário e rastreabilidade.

    Já a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) declarou que o país cumpre as normas internacionais e prestará esclarecimentos técnicos às autoridades europeias.

    Representantes do setor de mel também criticaram a decisão. Segundo a Associação Brasileira dos Exportadores de Mel, o Brasil é um dos maiores produtores de mel orgânico do mundo e não haveria justificativa técnica para restrições ao produto.

    Pressão europeia

    A decisão ocorre poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, tema que enfrenta resistência de agricultores europeus, especialmente na França. Na segunda-feira (11), o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) anunciou que o Brasil tinha começado a exportar carnes bovina e de aves ao mercado europeu com alíquota zero, por causa do regime de cotas do acordo.

    Apesar disso, a medida sanitária não faz parte diretamente do acordo comercial. As regras sobre antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo.

    O comissário europeu para Agricultura, Christophe Hansen, afirmou nesta terça que os produtores europeus seguem regras sanitárias rigorosas e que os produtos importados precisam obedecer aos mesmos padrões.

    * com informações da Agência Lusa

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