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  • Quem é e o que pensa Marco Rubio, que esteve em ligação de Lula e Trump

    Quem é e o que pensa Marco Rubio, que esteve em ligação de Lula e Trump

    Marco Rubio é secretário de Estado do governo de Donald Trump; apoiador de políticos de extrema-direita, Rubio já elogiou a família Bolsonaro e já fez críticas ao governo Lula

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, participou hoje da videochamada entre os presidentes Lula e Donald Trump. Após a conversa, ele -que é crítico do governo brasileiro-, ficou encarregado de liderar as negociações entre os dois países.

    Marco Rubio é secretário de Estado do governo de Donald Trump. O cargo é equivalente ao de ministro das Relações Exteriores.

    Rubio é aliado de Trump, mas já trocou críticas públicas com o presidente. Em 2016, quando os dois disputavam o posto para representar o Partido Republicano nas eleições presidenciais, Trump passou a chamar Rubio de “Little Marco” (o equivalente a “Marquinhos”), por causa da altura do então rival, que mede entre 1,73 e 1,78 m. Trump também afirmou que Rubio era um “cara desagradável” e o chamou de “con man”, termo em inglês que indica uma pessoa que usa “truques” para enganar os outros.

    No fim de 2024, porém, Trump nomeou o ex-rival para um cargo-chave no governo. Rubio foi o primeiro membro do gabinete a ser confirmado no segundo mandato de Trump e recebeu uma votação unânime no Senado, com 99 votos a favor de sua nomeação.

    Ele tomou posse em janeiro deste ano. Conforme o portal oficial do Departamento de Estado dos EUA, Rubio é a autoridade hispano-americana de mais alto escalão na história do país.

    Filho de cubanos que se mudaram para os Estados Unidos, Rubio nasceu em Miami, na Flórida, em 1971. O pai trabalhava como barman e a mãe, como camareira de hotel. Ele é casado com Jeanette Dousdebes, com quem tem quatro filhos.

    Republicano, ele começou a carreira política na Flórida, onde foi eleito senador em 2011. No estado, foi comissário municipal em West Miami e presidente da Câmara dos Representantes, antes de ser eleito senador. Ele foi reeleito diversas vezes e ocupou o cargo até o início deste ano, quando passou a atuar como Secretário de Estado.

    O QUE PENSA MARCO RUBIO

    Marco Rubio é próximo da família Bolsonaro. Ele começou a se aproximar do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) em 2018, quando recebeu o brasileiro durante uma viagem aos EUA. Eles voltaram a se encontrar em 2020, quando o então presidente Jair Bolsonaro viajou aos Estados Unidos.

    Rubio elogiou Bolsonaro quando ele assumiu a presidência. Em artigo publicado na CNN, o então senador disse que a posse do político inaugurava “uma nova era na política brasileira que marca um rompimento drástico com os governos esquerdistas e antiamericanos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff”.

    Este ano, Rubio foi um dos principais nomes do governo americano envolvido com críticas ao STF. Quando Jair Bolsonaro foi condenado por tentativa de golpe de Estado, o americano chamou a decisão de perseguição política e afirmou que os Estados Unidos responderiam a esta “caça às bruxas”.

    Ele também acusou Alexandre de Moraes de abuso de autoridade. Ao impor sanções à esposa do ministro do STF, Rubio argumentou que Moraes “usou sua posição para instrumentalizar os tribunais, autorizar prisões preventivas arbitrárias e suprimir a liberdade de expressão”.

    Dado o histórico, a escolha do secretário de Estado para negociar foi recebida com apreensão no Brasil. Especialistas e membros do setor privado classificaram a decisão como preocupante.

     

    Quem é e o que pensa Marco Rubio, que esteve em ligação de Lula e Trump

  • Exportações para os Estados Unidos caem 20,3% após tarifaço

    Exportações para os Estados Unidos caem 20,3% após tarifaço

    No acumulado de 2025, o Brasil exportou US$ 29,213 bilhões para os Estados Unidos, queda de apenas 0,6% em relação aos nove primeiros meses do ano passado; novos mercados, no entanto, garantem recorde nas vendas externas

    No segundo mês do tarifaço imposto pelo governo de Donald Trump, as exportações do Brasil para os Estados Unidos recuaram 20,3%, em setembro, na comparação com igual período do ano passado, divulgou nesta segunda-feira (6) o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). No entanto, o crescimento das vendas para outros mercados garantiu recorde nas vendas externas brasileiras.

    No mês passado, o país vendeu US$ 2,58 bilhões ao mercado estadunidense, contra US$ 3,23 bilhões no mesmo período de 2024. As importações dos Estados Unidos, em contrapartida, subiram 14,3%, de US$ 3,8 bilhões para US$ 4,35 na mesma comparação.

    O aumento das importações, combinado com o recuo nas exportações, fez o saldo da balança comercial do Brasil com os Estados Unidos ficar negativo em US$ 1,77 bilhão no mês passado, o nono déficit comercial seguido com o país e o maior registrado neste ano. 

    No acumulado de 2025, o Brasil exportou US$ 29,213 bilhões para os Estados Unidos, queda de apenas 0,6% em relação aos nove primeiros meses do ano passado. As importações somaram US$ 34,315 bilhões, alta de 11,8%, fazendo o déficit comercial subir para US$ 5,102 bilhões em 2025.No mesmo período do ano passado, o Brasil acumulava déficit de US$ 1,317 bilhão com os Estados Unidos. O déficit comercial é desfavorável para o Brasil, mas favorável para os Estados Unidos. Antes de o governo de Donald Trump impor a tarifa de 50% sobre vários produtos brasileiros, o Brasil registrava déficit com o mercado estadunidense.

    Novos mercados

    A queda nas exportações para os Estados Unidos não se refletiu no resultado total da balança comercial. Isso porque as exportações para outros parceiros cresceram, com destaque para a Ásia. As exportações para Singapura subiram 133,1% US$ 500 milhões em relação a setembro do ano passado.

    Para a Índia, aumentaram 124,1% (US$ 400 milhões). Outros destaques foram Bangladesh (+80,6% ou US$ 100 milhões); Filipinas (+60,4% ou US$ 100 milhões); e China (+14,9% ou US$ 1,1 bilhão).

    Para a América do Sul, as vendas brasileiras cresceram 29,3%, impulsionadas pela Argentina, país para o qual as exportações aumentaram 24,9% de setembro do ano passado a setembro deste ano. No mesmo período, as vendas para a União Europeia aumentaram 2%.

    No mês passado, o Brasil exportou US$ 30,54 bilhões, valor recorde para o mês, com crescimento de 7,2% em relação a setembro de 2024. O superávit da balança comercial, no entanto, encolheu 41,1%, ficando em US$ 2,99 bilhões, por causa da compra de uma plataforma de petróleo de US$ 2,4 bilhões de Singapura.

    Exportações para os Estados Unidos caem 20,3% após tarifaço

  • 'Minha mãe está chateada', diz rapaz que teria sido adotado informalmente por Leonardo

    'Minha mãe está chateada', diz rapaz que teria sido adotado informalmente por Leonardo

    Suposto ‘menino de Ilhéus’ diz que fará pronunciamento em breve: ‘Essa história é minha’; Poliana Rocha, mulher do cantor, diz que levou adolescente para casa sem autorização

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – João Dias, o ‘menino de Ilhéus’ que teria sido adotado informalmente pelo cantor Leonardo, decidiu se manifestar após a repercussão da história relatada por Poliana Rocha, esposa do sertanejo.

    Em um vídeo no Tiktok, João -hoje adulto- diz ser o rapaz que foi levado pela família de Leonardo para morar em Goiânia (GO) por dois meses. Ele mostra uma foto posada com o cantor na Fazenda Talismã, contendo uma carta no verso.

    No vídeo, João não dá muitos detalhes sobre a história contada por Poliana, mas afirma que vai postar novos vídeos em breve e que “deixará claro” o que aconteceu.

    “Sei que tem muita gente querendo saber onde está essa pessoa e quem é. Essa pessoa sou eu”, diz João. “Vou fazer um pronunciamento logo mais. Já chegou no ouvido da minha mãe e ela está chateada pela forma como foi falado. Ela não quer aparecer, então eu vou me pronunciar porque essa história é minha”, diz.

    ENTENDA O CASO

    Em entrevista à RedeTV! que foi ao ar no dia 15 de setembro, Poliana Rocha relatava a Daniela Albuquerque uma série de anedotas sobre sua vida com Leonardo, com quem é casada há 30 anos. Em uma dessas “aventuras”, o casal teria adotado informalmente um rapaz de 15 anos que conheceu em uma viagem a Ilhéus (BA).

    Questionada mais de uma vez pela apresentadora se teve autorização da família do menino, Poliana respondeu com tranquilidade que nunca os procurou.

    Após dois meses abrigando o adolescente em casa, Poliana diz que se cansou e mandou-o de volta para Ilhéus com roupas novas e uma quantia em dinheiro. “Ele não estava mais jogando bola com o Zé, só queria ficar deitado ouvindo música. Aí eu falei: ‘Vou ter que devolver.’”

    'Minha mãe está chateada', diz rapaz que teria sido adotado informalmente por Leonardo

  • Postos licenciados pelo Corinthians são alvos de megaoperação contra PCC

    Postos licenciados pelo Corinthians são alvos de megaoperação contra PCC

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Três postos de gasolina que operam sob a marca licenciada do Corinthians são de propriedade de empresários que se tornaram alvos de uma megaoperação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO).

    SUPOSTO ESQUEMA BILIONÁRIO

    Documentos judiciais, aos quais o UOL teve acesso, detalham a investigação de esquema criminoso bilionário com supostas ligações com o PCC (Primeiro Comando da Capital) A informação foi publicada primeiro pelo g1.

    A decisão, emitida pela 2ª Vara Criminal de Catanduva, acolheu um pedido do Ministério Público para apurar o “projeto criminoso” que supera a cifra dos R$ 8,4 bilhões. A investigação aponta para a prática de múltiplos crimes, incluindo lavagem de dinheiro, fraudes tributárias e estelionato.

    Dois dos postos licenciados pelo clube estão associados a Luiz Ernesto Franco Monegatto. Ele foi alvo de um mandado de busca e apreensão no âmbito da operação. Os autos da operação indicam seu envolvimento em transações imobiliárias utilizadas para a lavagem de capitais pelo grupo.

    O terceiro posto está ligado a outros dois alvos da mesma operação: Pedro Furtado Gouveia Neto e Himad Abdallah Mourad. O documento descreve Himad, primo do apontado líder do esquema, como um dos “principais expoentes do grupo criminoso”. O nome de Himad também consta no quadro societário de 103 postos ligados ao núcleo investigado.

    Pedro Furtado Gouveia Neto, por sua vez, é descrito como representante da GGX Global, uma empresa de serviços administrativos que integra a estrutura da organização criminosa. Ambos também tiveram mandados de busca e apreensão expedidos em seus nomes.

    A apuração também ressalta ainda que o PCC se espalhou por toda a cadeia produtiva de combustíveis, utilizando uma vasta rede de postos, e aponta “vínculos objetivos com pessoas potencialmente vinculadas à organização criminosa do Primeiro Comando da Capital”.

    A parceria com os postos de combustíveis foi divulgada pelo próprio clube em seu site institucional. As inaugurações das unidades que levam a marca “Posto Corinthians” foram noticiadas oficialmente em 2021, 2022 e 2023, sendo estes os únicos estabelecimentos que fazem parte do projeto de licenciamento do time no setor de combustíveis.

    Procurado pela reportagem, o Corinthians afirmou que “não é o administrador responsável pelos postos de gasolina citados” e “acompanha com máxima atenção o andamento das investigações”.

    “O Sport Club Corinthians Paulista informa que não é o administrador responsável pelos postos de gasolina citados pela reportagem. Nesses casos o Clube esclarece que trata-se de um contrato de licenciamento de sua marca. O Corinthians também informa que acompanha com máxima atenção o andamento das investigações para – se necessário- tomar as medidas jurídicas cabíveis em relação aos contratos de licenciamento firmados com os postos de gasolina citados na operação”, afirma o clube, em nota.

    Postos licenciados pelo Corinthians são alvos de megaoperação contra PCC

  • Zanin vota para manter Moro réu por calúnia contra Gilmar Mendes

    Zanin vota para manter Moro réu por calúnia contra Gilmar Mendes

    Moro foi gravado e teria afirmado:  “Isso é fiança, instituto para comprar um habeas corpus do Gilmar Mendes”; placar está em 4 votos a 0 para rejeitar recurso da defesa do senador

    O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta segunda-feira (6), para manter da decisão da Primeira Turma que tornou o senador Sérgio Moro (União-PR) réu pelo crime de calúnia contra o ministro Gilmar Mendes.

    Com o voto de Zanin, o placar da votação está 4 votos a 0 pela rejeição do recurso protocolado pela defesa do senador. Falta o voto de Luiz Fux. 

    O julgamento ocorre de forma virtual e está previsto para terminar na próxima sexta-feira (10). 

    Antes do voto de Zanin, a ministra Cármen Lúcia e os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino já tinham formado maioria para manter a decisão. Em junho do ano passado, Moro virou réu no Supremo após ser denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

    A denúncia foi feita com base em vídeo no qual o ex-juiz da Operação Lava Jato apareceu em uma conversa com pessoas não identificadas durante uma festa junina, ocorrida em 2022, e afirmou:  “Isso é fiança, instituto para comprar um habeas corpus do Gilmar Mendes”.

    Outro lado 

    Durante o julgamento no qual o senador virou réu, o advogado Luiz Felipe Cunha, representante de Moro, defendeu a rejeição da denúncia e disse que o parlamentar se retratou publicamente.

    Para o advogado, Moro usou uma expressão infeliz: “Expressão infeliz reconhecida por mim e por ele também. Em um ambiente jocoso, num ambiente de festa junina, em data incerta, meu cliente fez uma brincadeira falando sobre a eventual compra da liberdade dele, caso ele fosse preso naquela circunstância de brincadeira de festa junina.”

    Zanin vota para manter Moro réu por calúnia contra Gilmar Mendes

  • Quem são os 13 brasileiros da flotilha que estão detidos em Israel

    Quem são os 13 brasileiros da flotilha que estão detidos em Israel

    Relação inclui desde deputada e vereadora até ativistas que já haviam sido presos em tentativa anterior de chegar a Gaza; Tel Aviv anunciou mais 170 ativistas deportados nesta segunda (6), mas não havia cidadãos do Brasil nesta leva

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Os 13 brasileiros que foram detidos por Israel após a interceptação da flotilha Global Sumud, que pretendia chegar a Gaza e furar o bloqueio imposto por Tel Aviv, seguem na prisão de Ktzi’ot, no deserto de Negev, perto da fronteira com o Egito. Quatro deles estão em greve de fome.
    A flotilha era composta por 41 barcos e mais de 400 pessoas de diversas nacionalidades.

    Thiago Ávila, detido por Israel na empreitada anterior do grupo em maio, estava novamente entre os tripulantes. Além dele, fazem parte do grupo a deputada federal Luizianne Lins (PT-CE), a vereadora Mariana Conti (Psol), de Campinas, assim como a presidente do partido no Rio Grande do Sul, Gabrielle Tolotti. Também há outros militantes pró-Palestina e sindicalistas como Magno de Carvalho Costa, histórico dirigente do Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP).

    Veja, abaixo, a lista de quem são os 13 brasileiros detidos em Israel.

    1.Ariadne Telles: Advogada e militante do Movimento Bem Viver.
    2. Bruno Gilga Rocha: Funcionário da área administrativa da Universidade de São Paulo e atuante no Sindicato dos Trabalhadores da USP. Está atualmente de licença.
    3. Gabrielle Tolotti: Presidente do Psol-RS.
    4. João Aguiar: Ativista do movimento global para Gaza e Núcleo Palestina do PT-SP.
    5. Lisiane Proença: Comunicadora popular de causas socioambientais.
    6. Lucas Farias Gusmão: Ativista e internacionalista.
    7. Luizianne Lins: Deputada federal pelo PT (CE).
    8. Magno Carvalho Costa: Integrante da Executiva nacional da CSP-Conlutas e diretor do Sindicado dos Trabalhadores da USP.
    9. Mariana Conti: Vereadora do Psol em Campinas.
    10. Mansur Peixoto: Criador e administrador do projeto História Islâmica.
    11. Miguel de Castro: ativista e cineasta.
    12. Mohamad El Kadri: Médico e coordenador do Fórum Latino Palestino.
    13. Thiago Ávila: Internacionalista e ativista socioambiental. Esteve na flotilha anterior, quando também foi detido por Israel.

    O Itamaraty não divulgou a identidade dos detidos, mas a flotilha havia tornado pública uma lista de 15 nomes de brasileiros que participavam da missão. A diferença se explica porque o fotojornalista Hassan Massoud não foi detido, já que estava a bordo do barco Shein, com advogados e membros da imprensa, que não entrou na zona de risco de interceptação.

    Já Nicolas Calabrese, militante do Psol, apesar de viver no Brasil há mais de dez anos, nasceu na Argentina e tem cidadania italiana. Por isso, sua passagem para a Turquia, a primeira parada após a saída da prisão, foi custeada pelo consulado da Itália em Israel, segundo a organização Adalah, que oferece assistência jurídica aos detidos.

    Ele pediu em entrevista à Folha de S.Paulo que o governo brasileiro adote uma postura mais firme para libertar os integrantes da missão detidos por Tel Aviv.

    Quem são os 13 brasileiros da flotilha que estão detidos em Israel

  • As pessoas me dizem que já estão fazendo bolão, diz Debora Bloch sobre a morte de Odete

    As pessoas me dizem que já estão fazendo bolão, diz Debora Bloch sobre a morte de Odete

    Personagem será encontrada morta no capítulo desta segunda-feira (6); atriz confessa estar vivendo mix de emoções com despedida da novela ‘Vale Tudo’, da TV Globo

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Nesta segunda-feira (6), os telespectadores se despedem de Odete Roitman. No capítulo, a empresária interpretada por Debora Bloch em “Vale Tudo” é encontrada morta no quarto de hotel, pouco antes de deixar o país com César (Cauã Reymond).

    O crime abre o maior mistério da novela na reta final, que já vinha rendendo assunto nas redes sociais sobre quem será o autor do crime no remake. “Aonde quer que eu vá, as pessoas me dizem que já estão fazendo bolão sobre o assassino de Odete. Está me parecendo que as pessoas já estão mobilizadas”, comentou Bloch.

    Para atriz, assumir o posto da vilã imortalizada por Beatriz Segall na primeira versão foi tanto peso quanto prazer. Ela afirmou que o papel foi um grande desafio, mas também muito prazeroso. “Ver que o público abraçou essa nova versão da personagem foi gratificante demais”, disse a atriz.

    Se no ar Odete colecionava inimigos, nos bastidores Bloch garante que a energia era oposta. A interprete da vilã contou que se divertiu durante as gravações. Ela complementou elogiando a parceria entre o elenco e equipe da novela.

    Com a despedida de Odete da trama, a atriz confessa estar vivendo um mix de sentimentos com o adeus à personagem. “A satisfação de ter conseguido fazer um trabalho legal, sentir que as pessoas gostaram.Por outro, o cansaço natural de um ano de entrega total, com muita disciplina e dedicação. Estou feliz com o resultado, mas também sentindo aquela emoção de encerrar um ciclo tão especial. E, sim, já sonhando com as férias.”

    As pessoas me dizem que já estão fazendo bolão, diz Debora Bloch sobre a morte de Odete

  • Amistosos: Ancelotti comanda 1º treino da seleção na Coreia do Sul

    Amistosos: Ancelotti comanda 1º treino da seleção na Coreia do Sul

    O técnico italiano Carlo Ancelotti comandou nesta segunda-feira (6) em Goyang (Coreia do Sul) o primeiro treino da seleção brasileira, antes dos amistosos da próxima sexta (10) contra a Coreia do Sul, e contra o Japão quatro dias depois. A atividade ocorreu sob chuva fina, com os 10 primeiros jogadores a se apresentarem à delegação na noite do domingo (5): Bento, Matheus Cunha, Rodrygo, Vinicius Jr., Fabrício Bruno, Luiz Henrique, Carlos Augusto, Casemiro, Militão e Douglas Santos.

    Ao longo desta segunda (6), outros seis convocados se juntaram à equipe – Richarlison, Lucas Paquetá, Gabriel Martinelli, Hugo Souza e Gabriel Magalhaes – e devem participar do treino de terça (7), quando está prevista a chegada de outros nove jogadores.

    Convocado de última hora, o lateral-direito Paulo Henrique (Vasco) se apresentará na quarta (8). Ele substituirá Wesley (Roma), desconvocado após lesão em duelo do Campeonato Italiano.


    Outra novidade na lista de Ancelotti é o goleiro John, ex-Botafogo e atualmente no Nottingham Forest. Ele entrará no lugar de Ederson (Fenerbahçe), também cortado da amarelinha após se machucar durante treino do time turco.

    Com a desconvocação de Ederson, o goleiro Bento (Al-Nassr), de 26 anos, tornou-se o mais experiente dos três arqueiros à disposição de Ancelotti. Nos últimos dois anos, Bento foi convocado 24 vezes, contra sete de Hugo Souza (Corinthians) e apenas uma de John – os dois últimos ainda não estrearam em campo com o escrete canarinho.

    Nascido em Curitiba, Bento figurou em todas as convocações de Ancelotti, que assumiu o comando a amarelinha em junho.

    “É importante para mim, estou feliz de poder mostrar o meu trabalho na seleção, acho que está sendo bem feito. Vou aproveitar ao máximo os treinamentos aqui e dar o meu melhor para seguir sendo convocado. Tenho o sonho de jogar uma Copa do Mundo e estar aqui é a realização de um sonho”, disse o curitibano em entrevista nesta segunda (6) antes do treino.
    Amistosos

    Brasil x Coreia do Sul – 10 de outubro – 8h (horário de Brasília)

    Brasil x Japão – 14 de outubro – 7h30

    O jornal argentino ‘Olé’ repercutiu o ‘afastamento para aperfeiçoamento’ anunciado pela CBF a Ramon Abatti Abel e Ilbert Estevam da Silva

    Folhapress | 16:36 – 06/10/2025


    Amistosos: Ancelotti comanda 1º treino da seleção na Coreia do Sul

  • Bolsonaristas minimizam impactos após Trump ignorar Bolsonaro em telefonema a Lula

    Bolsonaristas minimizam impactos após Trump ignorar Bolsonaro em telefonema a Lula

    Trump ligou para Lula e em nenhum momento citou a condenação de Bolsonaro pela Justiça; a relação amistosa entre o presidente americano e o brasileiro foi minimizada por bolsonaristas

    BRASÍLIA, DF, E SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Donald Trump não citou o nome de Jair Bolsonaro (PL) no telefonema desta segunda-feira (6), de cerca de 30 minutos, com Lula (PT), apesar de o julgamento do ex-presidente no STF ter sido um dos argumentos usados pelo governo dos EUA para aplicação de sanções contra o Brasil.

    A relação amistosa entre o presidente americano e o brasileiro foi minimizada por bolsonaristas, que buscaram destacar o que apontam um revés político para Lula: a indicação do secretário de Estado, Marco Rubio, da ala mais ideológica do governo Trump, para a continuidade das negociações.

    Na conversa, Lula pediu a Trump a retirada do tarifaço imposto pelo republicano ao Brasil. O petista também solicitou que Trump suspenda “medidas restritivas aplicadas contra autoridades brasileiras” -o republicano cassou vistos de auxiliares de Lula e autorizou sanções financeiras contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

    Moraes também não foi nominalmente citado, segundo testemunhas da conversa. Ainda segundo relatos, a conversa transcorreu de forma descontraída. Lula chegou a dizer que não tinha inimigos. Em resposta, Trump disse que os tem.

    O bolsonarista Paulo Figueiredo, parceiro do deputado Eduardo Bolsonaro (PL) na ofensiva por sanções de Trump, minimizou os impactos da ligação entre os dois presidentes. Em publicação na rede social X, disse que “a luz no fim do túnel é um trem”.”Trump colocou MARCO RÚBIO para NEGOCIAR com o Brasil. Zero de avanço! O grau de desconexão com a realidade é patológico”, escreveu.

    Figueiredo também repostou análise do jornalista Brian Winter que classifica Rubio como “um cético de longa data em relação a Lula”. O texto diz ainda que o secretário de Estado pode “insistir em demandas relacionadas à Venezuela, China e muito mais”.

    O ex-secretário de Comunicação da Presidência Fábio Wajngarten fez uma comparação irônica com a indicação do deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP) para ser o relator do projeto de anistia, rebatizado posteriormente como projeto da dosimetria das penas.

    “A indicação por parte do governo [Donald] Trump do secretário Rubio para que ele seja a interlocução com o governo brasileiro tem exatamente o mesmo poderio que indicar Paulinho da Força e Aécio [Neves] para aprovação da anistia”, afirmou.

    “Aguardem as cenas dos próximos capítulos, peguem a pipoca”, acrescentou.

    Na conversa com Trump, como prova de sua disposição ao diálogo, Lula lembrou que, em seus primeiros governos, manteve bom relacionamento com o ex-presidente americano George W. Bush, também republicano.

    No final, os dois presidentes trocaram seus números de telefone para que possam se falar sem intermediários. No telefonema, Trump e Lula falaram até do vigor físico.

    Já de início, Lula comentou estar prestes a completar 80 anos, sendo seis meses mais velho que Trump. O presidente americano disse ter vigor de 40 anos, segundo relatos. Lula, por sua vez, afirmou ser movido por uma causa.

    Como antecipou Mônica Bergamo, o republicano disse que o encontro que tiveram na Assembleia Geral da ONU, no mês passado, foi uma das “poucas coisas boas” que aconteceram a ele no evento. No telefonema desta segunda, Trump voltou da se queixar dos problemas técnicos enfrentados durante seu discurso, como do teleprompter.

    Crítico da ONU, Trump reclamou, em seu discurso na Assembleia, até mesmo da escada rolante, que não funcionou quando ele e a primeira-dama dos EUA, Melania Trump, tiveram que usá-la.

    Ainda segundo relatos, Lula pediu que as sanções fossem suspensas para que possam negociar a partir do zero. O americano teria respondido que submeterá a proposta a seu secretariado.

    De acordo com comunicado do Palácio do Planalto, Trump escalou seu secretário de Estado, Marco Rubio, para dar sequência às negociações com autoridades brasileiras sobre o tema. Ambos líderes concordaram ainda em realizar uma reunião presencial em breve, e Lula sugeriu a cúpula da Asean (Associação de Nações do Sudeste Asiático), no final de outubro na Malásia, como uma opção.

    Ainda segundo o comunicado, Lula se colocou à disposição para viajar aos Estados Unidos e encontrar-se com Trump.

    “O presidente Trump designou o secretário de Estado Marco Rubio para dar sequência às negociações com o vice-presidente Geraldo Alckmin, o chanceler Mauro Vieira e o ministro da Fazenda Fernando Haddad. Ambos os líderes acordaram encontrar-se pessoalmente em breve. O presidente Lula aventou a possibilidade de encontro na Cúpula da Asean, na Malásia; reiterou convite a Trump para participar da COP30, em Belém (PA); e também se dispôs a viajar aos Estados Unidos”, afirmou o Palácio do Planalto.

    A nota do governo descreve que a conversa telefônica durou 30 minutos e ocorreu “em tom amistoso”. Lula e Trump “relembraram a boa química que tiveram em Nova York por ocasião da Assembleia Geral da ONU”, diz o Planalto.

    Bolsonaristas minimizam impactos após Trump ignorar Bolsonaro em telefonema a Lula

  • Dólar e Bolsa caem, com mercado atento a falas de Galípolo e ligação entre Lula e Trump

    Dólar e Bolsa caem, com mercado atento a falas de Galípolo e ligação entre Lula e Trump

    A paralisação do governo dos Estados Unidos segue impondo cautela sobre as movimentações; a ligação de Trump para Lula também chamou a atenção do mercado financeiro

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar está em queda nesta segunda-feira (6), com investidores repercutindo falas do presidente do BC (Banco Central), Gabriel Galípolo, em evento da Fundação Fernando Henrique Cardoso.

    A paralisação do governo dos Estados Unidos segue impondo cautela sobre as movimentações, e o mercado ainda tem no radar a ligação entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump.

    Às 12h16, a moeda recuava 0,29%, a R$ 5,320, na contramão do exterior. Lá fora, a renúncia do novo primeiro-ministro da França e a possibilidade da eleição de uma premiê nacionalista no Japão têm aumentado a percepção de risco político e impulsionado a divida norte-americana em relação às de economias fortes.

    Já a Bolsa recuava 0,35%, a 143.693 pontos.

    Em evento que integra o ciclo “O Brasil na visão das lideranças públicas”, iniciado em 2024, Gabriel Galípolo afirmou que a dispersão da inflação tem recuado depois de atingir um nível “bastante elevado” em abril.

    Esse processo, porém, tem se concentrado nos preços de bens, com a inflação de serviços seguindo em nível incompatível com a meta. O presidente do BC ainda destacou que as expectativas inflacionárias do mercado apontam para uma inflação acima da meta de 3% até 2028, segundo o Boletim Focus -um indicativo “bastante incômodo” para o BC.

    No relatório divulgado nesta segunda, economistas ouvidos pelo BC esperam que o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), indicador oficial da inflação do país, feche 2025 em 4,8%. Para 2026, a projeção é de 4,28%.

    O centro da meta oficial para a inflação é de 3%, sempre com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Galípolo reiterou que o BC persegue os 3%, vislumbrando a manutenção da taxa Selic em um patamar restritivo por um período prolongado a fim de atingir o objetivo.

    O Copom (Comitê de Política Monetária) decidiu por manter a Selic inalterada em 15% ao ano pela segunda vez consecutiva na última reunião, em setembro. A política monetária, de acordo com o colegiado, entrou em uma nova fase: agora, os dirigentes irão observar os efeitos acumulados dos juros altos sobre a economia, antevendo um período de manutenção do atual patamar por tempo indeterminado.

    A perspectiva de juros altos por mais tempo favorece a renda fixa brasileira, ainda que o Ibovespa tenha batido sucessivos recordes nominais no mês de setembro. A injeção de ânimo na renda variável doméstica deriva da chegada de investidores estrangeiros aqui, depois que o Fed (Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos) cortou os juros pela primeira vez no ano, também na reunião de setembro.

    A continuidade do ciclo de cortes, no entanto, depende da evolução da economia norte-americana. O mercado espera novas reduções até dezembro, mas a paralisação do governo limita a visibilidade dos agentes ao congelar a divulgação de novos dados. O relatório de emprego “payroll”, por exemplo, estava previsto para sexta-feira e foi adiado indefinidamente.

    Sem os números oficias, o mercado se ampara em publicações laterais e em falas de autoridades. Na quarta, a ata da última reunião de política monetária do Fed será publicada, e investidores seguirão atento a pistas sobre os próximos da autoridade.

    A agenda da semana é relativamente leve, na visão de Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad. “Destaque para as expectativas de inflação do Fed de Nova York na terça-feira, a divulgação da ata do Fed na quarta e o índice de confiança do consumidor da Universidade de Michigan na sexta. Ao longo da semana, vários dirigentes do Fed discursam, entre eles [o presidente] Jerome Powell, podendo oferecer novas pistas sobre a trajetória da política monetária”, afirma.

    O mercado ainda repercute a ligação entre os presidentes Lula e Donald Trump nesta manhã.

    A conversa foi “positiva”, disse o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que também participou da reunião.

    “Uma nota vai sair daqui a pouquinho do Palácio [do Planalto] sobre o tema, dando os detalhes que foram pactuados”, afirmou.

    No mês passado, ao discursar na Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, Trump disse que teve “bastante química” com Lula e que havia combinado de ter uma reunião com o brasileiro durante um rápido encontro nos bastidores do evento.

    As falas de Trump seguiram a esteira de um aumento nas tensões entre Brasil e EUA. O presidente norte-americano anunciou tarifas comerciais de 50% sobre uma série de exportações e seu governo impôs sanções e revogou vistos de autoridades brasileiras, tendo a seara política como principal motivação. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), por exemplo, foi alvo da Lei Magnistiky por seu papel como relator nos processos contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.

    “No momento, o mercado aguarda o resultado dessa ligação, que pode determinar o rumo da relação entre Brasil e EUA, o nosso segundo maior parceiro comercial. Isso pode afetar tanto o câmbio quanto os ativos em Bolsa que operam no exterior”, diz Dante Araújo, especialista da Valor Investimentos.
    A isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000 por mês também segue no radar dos investidores. O projeto ainda precisa passar pelo Senado Federal antes de começar a valer em 2026, e a expectativa é que ele seja aprovado sem grandes intercorrências.

    O projeto levantou temores de ingerência fiscal no ano passado, o que, entre outros fatores, levou o dólar ao recorde histórico de R$ 6,20. Mais do que a isenção em si, o mercado temia que o texto fosse desidratado na Câmara sem uma compensação para a perda de receita, desequilibrando as contas públicas e impondo dúvidas sobre a sustentabilidade da dívida do governo.

    Mas, mesmo com a medida compensatória de taxação dos superricos, investidores seguem temerosos. Circulam pelas mesas de operação rumores de que o governo Lula estaria estudando a possibilidade de um programa federal para implementar tarifa zero em transporte coletivo de passageiros em todo o Brasil.

    Há o receio de que iniciativas como essa possam se multiplicar com a proximidade do ano eleitoral, gerando mais gastos para o governo.

    “Essa ideia tem causado certa preocupação entre investidores. A questão fiscal tem sido um tema sensível, ainda que mais no ano passado do que nesse, e rumores como esse aumentam a percepção de risco sobre os ativos brasileiros”, comenta Leonel Mattos, analista de inteligência de mercado da StoneX.

    “Mas essa discussão sobre as tarifas zero parece ainda um pouco incipiente.”

    Dólar e Bolsa caem, com mercado atento a falas de Galípolo e ligação entre Lula e Trump