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  • Corinthians crê em pontos perdidos por polêmicas e vê projeção frustrada

    Corinthians crê em pontos perdidos por polêmicas e vê projeção frustrada

    (UOL/FOLHAPRESS) – As polêmicas de arbitragem nos jogos contra Flamengo e Internacional revoltaram e frustraram a projeção do Corinthians sobre a sua própria posição no Brasileiro após 26 rodadas.

    CORINTHIANS FRUSTRADO

    A equipe paulista vive dias de muita revolta com a arbitragem. Tudo começou com o lateral que originou o segundo gol sofrido pelo Corinthians na derrota para o Flamengo por 2 a 1, no domingo. O ápice veio nesta quarta-feira (1º), com o pênalti que originou o empate com o Inter por 1 a 1 no último lance do duelo disputado no Beira-Rio.

    Na visão do Corinthians, as polêmicas custaram três pontos na classificação. Se eles tivessem sido conquistados, a equipe estaria mais acima e brigando por outras coisas na tabela. Dorival Júnior citou a situação cinco vezes durante a entrevista coletiva após o empate contra o Internacional.

    “O Corinthians está em uma posição que nos incomoda. Deixamos pontos importantes para trás em razão de erros nossos e acima de tudo de arbitragem.

    O desempenho não reflete o que o time tem nesse momento. O Corinthians merecia ter uma posição diferente. Não digo que estaríamos entre os seis primeiros, mas estaríamos entre a sétima e a décima posição em razão do que vínhamos produzindo”, disse Dorival Júnior.

    O Corinthians é o atual 13° colocado, com 30 pontos. Se tivesse 33, a equipe paulista estaria no limite da projeção de Dorival, em décimo.

    Atualmente, o clube paulista está mais perto da zona de rebaixamento do que da luta por uma vaga na Pré-Libertadores. O Corinthians está sete pontos acima do Z4 e a 10 de distância do G6.

    As polêmicas geram cobranças do Corinthians à CBF. O clube trabalha com a ideia de enviar um ofício à entidade máxima do futebol brasileiros após os últimos dois jogos.

    “Não gostaríamos disso, futebol é espetáculo, mas trabalhamos a semana toda para dar o nosso melhor, fomos prejudicados e não vamos aceitar. O Corinthians é muito grande, não queremos ser beneficiados, mas é difícil esse comportamento”, disse Fabinho Soldado, executivo de futebol, ao Amazon Prime Video.

    “Queremos seriedade para apitar os jogos do Corinthians, todo jogo tem uma polêmica, sempre contra nós. Não dá para continuar assim, todo trabalho vai por água abaixo. Precisamos mudar isso, o Corinthians não pode ser prejudicado todo jogo. Treinam e preparam árbitros para acontecer isso quando chega a hora. Queria que a CBF prestasse atenção e evitasse que isso acontecesse”, afirma Osmar Stabile, presidente do Corinthians.

    SEQUÊNCIA RUIM

    O Corinthians chegou a três jogos consecutivos sem vencer. São duas derrotas [Sport e Flamengo] e um empate [Internacional].

    Mesmo com os resultados ruins, Dorival é respaldado pela diretoria, que vê repertório e soluções criadas pelo técnico em meio à uma onda de desfalques por lesões e ausência de reforços.

    “Dorival está fazendo o melhor. O que ele tem trabalhado e feito é muito grande. Usa os atletas da base, recupera os jogadores que estavam sem espaço. Muito feliz pelo o que está sendo feito. Estamos longe dos objetivos no Brasileiro, mas gostaria de destacar o trabalho dele. Ele muda a equipe, arma com linha de três zagueiros, quatro ou até cinco, tem coragem para mudar… Espero que ele nos leve a resultados melhores em meio a toda essa dificuldade do clube”, disse Fabinho Soldado.

    “Não dá para continuar assim, todo trabalho vai por água abaixo. Não dá para cobrar técnico e jogadores se quando chega na hora as coisas mudam [por decisões da arbitragem]”, falou Osmar Stabile.

    Dorival e Corinthians têm a chance de mudar o cenário no sábado. Em casa, o Corinthians enfrenta o Mirassol, às 21h (de Brasília), pela 27ª rodada do Brasileiro.

    Julio Avellar, diretor de competições da CBF, disse que a expansão tem como objetivo “fazer a competição ainda mais democrática e mais inclusiva”

    Folhapress | 03:50 – 03/10/2025

    Corinthians crê em pontos perdidos por polêmicas e vê projeção frustrada

  • BC define regra do Pix parcelado neste mês após alerta sobre risco de endividamento

    BC define regra do Pix parcelado neste mês após alerta sobre risco de endividamento

    Banco Central adiará regras do Pix parcelado para outubro, com manual em dezembro. A medida prevê mais transparência na cobrança de parcelas e prazos de adaptação para os bancos. Especialistas alertam para riscos de endividamento ligados ao crédito instantâneo

    (FOLHAPRESS) – O Banco Central (BC) anunciou que divulgará o regulamento com a definição do Pix parcelado em outubro e o manual de procedimentos da operação em dezembro, com exigências de transparência e instruções para a cobrança das parcelas.

    O Pix parcelado é uma modalidade na qual a instituição financeira faz uma operação de crédito em parcelas para o cliente, e o estabelecimento ou pessoa física recebe o valor da operação à vista. A nova funcionalidade já é oferecida por bancos e fintechs de forma independente e passará ainda por novas etapas do trabalho de regulamentação.

    O anúncio das regras para a ferramenta estava agendado para setembro, mas houve adiamento por causa de incidentes de segurança no sistema de pagamentos instantâneos e críticas de entidades da sociedade civil sobre o risco de endividamento criado pelo mecanismo.

    A autoridade monetária anunciou a nova agenda evolutiva do Pix em reunião aberta do Fórum Pix, realizada nesta quinta-feira (2).

    De acordo com o chefe de departamento responsável pelo desenvolvimento técnico da ferramenta de pagamento instantâneo, Breno Lobo, o BC precisou dedicar mais tempo às normas do sistema de crédito instantâneo ao perceber os riscos de endividamento ligados ao mecanismo. “Nós precisamos entrar em detalhes de como esse pagamento será feito, que foi algo que pensamos que não precisaríamos fazer.”

    No formato atual, cada instituição financeira decide o modelo de crédito oferecido, a partir da prerrogativa de que o Pix parcelado já constava na agenda do BC.

    Na prática, o Pix parcelado se tornou um produto entre o cartão de crédito e o empréstimo pessoal, em que encargos adicionais são cobrados do cliente de forma explícita, porém sem detalhamento de quais são os juros ou taxas.

    Junto com a publicação das normas, a autoridade monetária divulgará um prazo de convivência para que os bancos adequem os produtos que hoje oferecem às normas. “Depois da publicação das regras em outubro, as outras linhas de crédito oferecidas com o Pix não poderão se chamar Pix parcelado, se não estiverem em conformidade”, disse Lobo.

    Lobo afirmou que sua equipe precisou redirecionar esforços para a definição de novas normas de segurança, uma vez que não houve reforços da equipe de segurança, como ocorreu em 2021 quando o BC sofreu com vazamentos de dados.

    Funcionários do BC ouvidos pela reportagem afirmam que as novas normas devem se limitar à cobrança e exigências de transparência no contrato de empréstimo. Não deve haver diretrizes para a forma de contratação de crédito.
    Diferentemente de um pagamento instantâneo, que envolve só transferência, a contratação de créditos envolve pagamento de juros, taxas além de tributos sobre operações financeiras, como o IOF.

    Uma preocupação do corpo técnico do BC é a disponibilização da ferramenta sem uma conscientização sobre os riscos de endividamento vinculados à contratação instantânea de empréstimos por meio do Pix parcelado, que exigiria mobilização de campanhas de comunicação.

    No caso do Pix automático, que tinha lançamento previsto para 2021 e foi operacionalizado apenas neste ano, houve um atraso de mais de três anos no anúncio para que a ferramenta fosse lançada em conformidade com os planos iniciais.

    Para o Idec (Instituto de Defesa de Consumidores) e o Procon-SP, um sistema de crédito instantâneo deveria ser oferecido por instrumentos já regulamentados (cartão de crédito e empréstimos para pessoa física), com denominação própria, análise de risco proporcional, padronização contratual e salvaguardas jurídicas.

    “A preocupação principal com o Pix Parcelado reside na possibilidade de descaracterização do Pix como meio de pagamento imediato e gratuito”, disse o Idec em nota técnica enviada ao BC em junho. “Ao incorporar operações de crédito, o sistema introduz variáveis complexas, tais como juros, encargos financeiros e obrigações financeiras prolongadas”, acrescentou.

    No aplicativo do Nubank, por exemplo, o cliente pode usar o cartão de crédito para fazer o Pix parcelado. Por outro lado, no Banco do Brasil, o cliente pode contrair um empréstimo para parcelar o pagamento Pix, que cai na hora para a conta de destino, e a instituição financeira faz cobranças mensais com débito automático.

    As entidades da sociedade civil avaliam que a falta de um padrão nas condições contratuais e nas taxas de juros praticadas pelas diferentes instituições podem confundir as pessoas.

    O Procon-SP já tem em seus canais de atendimento queixas que envolvem a modalidade Pix parcelado. “Acompanhamos as reclamações para eventual necessidade de que exista atuação mais direta junto às instituições financeiras, de forma preventiva ou fiscalizando práticas que possam ser consideradas abusivas.”

    Durante a plenária do Fórum Pix, o BC também retirou da agenda de lançamentos de 2025 o Pix em garantia, cujo objetivo é permitir que empresas e autônomos contratem empréstimos usando rendimentos futuros como garantia.

    Também saíram da agenda deste ano o Pix offline, que permitirá transações mesmo sem conexão à internet, e o pagamento de duplicatas escriturais com Pix.

    VEJA O CRONOGRAMA ATUALIZADO DO PIX

    – Última semana de outubro: divulgação de regras do Pix parcelado
    – 23 de novembro: Rastreio de Pix em fraudes, ainda em versão limitada, passa a ser opcional
    – Dezembro: publicação do manual do Pix parcelado
    – Dezembro, com possibilidade de atraso: Pagamento de boleto com QR code do Pix
    – 2 de fevereiro de 2026: Rastreio de Pix em fraudes passa a ser obrigatório

    BC define regra do Pix parcelado neste mês após alerta sobre risco de endividamento

  • Jogador brasileiro Kayo Lopes está na UTI após acidente na Polônia

    Jogador brasileiro Kayo Lopes está na UTI após acidente na Polônia

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O jogador brasileiro Kayo Lopes, 23, do BKS Sparta Brodnica, na Polônia, sofreu ferimentos graves após um acidente de carro no domingo (28), no distrito de Plowce.

    Ele estava no veículo ao lado dos amigos Brendon Pereira, atacante da mesma equipe, e Pedro Guilherme, ex-zagueiro do clube, também brasileiros.

    Pedro Guilherme dirigia o carro, que saiu da pista, capotou e bateu em uma árvore.

    Kayo, ex-volante do Volta Redonda (RJ), foi levado para um hospital da região com lesão nas costas. Ele foi submetido a uma cirurgia na coluna cervical e está internado na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo).

    “Todos os passageiros estavam sóbrios no momento do incidente”, diz nota divulgada pelo clube, que disputa a quarta divisão local.

    O Sparta faz campanha para arrecadar recursos para o tratamento e reabilitação do jogador.

    “Ele está em coma farmacológico, sua condição permanece muito grave e o tratamento é incerto. Toda a sua família está a milhares de quilômetros de distância, no seu Brasil natal”, diz trecho de uma postagem do time.

    Segundo o clube, Kayo está sozinho na Polônia e parte do dinheiro arrecadado será usado para pagar a viagem e hospedagem dos pais.
    Brendon e Pedro já receberam alta do hospital.

    Flamengo e Cruzeiro empataram sem gols em duelo eletrizante no Maracanã pela 26ª rodada do Brasileirão. Com grandes atuações de Rossi e Cássio, o clássico manteve o Fla na liderança, mas abriu espaço para o Palmeiras encostar de vez na briga pelo título

    Folhapress | 04:22 – 03/10/2025

    Jogador brasileiro Kayo Lopes está na UTI após acidente na Polônia

  • Leandra Leal brinca que 'O Agente Secreto' leva o Oscar se a premiação cair no Carnaval

    Leandra Leal brinca que 'O Agente Secreto' leva o Oscar se a premiação cair no Carnaval

    A atriz esteve presente na sessão de abertura da 27ª edição do Festival do Rio na noite desta quinta (2), no Cine Odeon -a poucos metros do Teatro Rival, administrado por ela e por sua mãe, Ângela Leal

    (CBS NEWS) – A atriz Leandra Leal, 43, brincou, na noite de hoje (2), que o Carnaval deu sorte ao filme “Ainda Estou Aqui” na edição de 2025 do Oscar. Porta-estandarte do bloco Cordão da Bola Preta, que desfila para mais de 1 milhão de pessoas no Rio, ela associou a festa à vitória do filme na categoria Melhor Filme Internacional. Para o filme “O Agente Secreto”, ela espera a mesma coincidência e vitória.

    “Se cair no Carnaval de novo, vai [ganhar]. Ano passado eles botaram no Carnaval para dar para a gente, eu acho”, brincou.

    A atriz esteve presente na sessão de abertura da 27ª edição do Festival do Rio na noite desta quinta (2), no Cine Odeon -a poucos metros do Teatro Rival, administrado por ela e por sua mãe, Ângela Leal.

    As duas também dividem a parceria no documentário “Nada a Fazer”, que aborda a relação familiar no contexto da pandemia de Covid-19. Júlia Leal, filha de Leandra, também participa.

    “É um filme muito íntimo, muito familiar, sobre esse momento do mundo tão difícil que foi a pandemia. Agora eu vejo que o mundo superou esse momento e a gente está aqui no Festival do Rio, estreando esse documentário que fala sobre arte, amor e maternidade, tantas coisas para mim importantes e que foram ressignificadas durante aquele momento”, reflete.

    Leandra volta às novelas em 2026, em “Coração Acelerado”, e interpretará a mãe de Naiane (Isabelle Drummond) na trama, que também se aprofundará na relação entre mãe e filha.

    Leandra Leal brinca que 'O Agente Secreto' leva o Oscar se a premiação cair no Carnaval

  • Trabalhador ganhará até R$ 313 por mês com novo Imposto de Renda

    Trabalhador ganhará até R$ 313 por mês com novo Imposto de Renda

    O projeto, que ainda precisa ser aprovado no Senado, prevê redução gradual de imposto para quem recebe de R$ 5.000,01 até R$ 7.350 mensais. Para essa faixa intermediária, quanto maior for o salário, menor será a redução do IR

    (FOLHAPRESS) – A reforma do Imposto de Renda, que foi aprovada na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (1º) para zerar o imposto de quem ganha até R$ 5.000 mensais estabelece que o novo cálculo a ser aplicado em salários e aposentadorias valerá a partir de 1º de janeiro de 2026.

    O projeto, que ainda precisa ser aprovado no Senado, prevê redução gradual de imposto para quem recebe de R$ 5.000,01 até R$ 7.350 mensais. Para essa faixa intermediária, quanto maior for o salário, menor será a redução do IR.

    O 13º salário que for pago a partir do ano que vem também entrará na nova regra, com isenção para quem receber até R$ 5.000 e redução para essa faixa intermediária de renda. O cálculo do IR sobre o 13º é feito exclusivamente na fonte, ou seja, não se soma aos demais rendimentos do contribuinte.

    Veja tabela completa que mostra a diferença no salário dos trabalhadores por mês e no ano, incluindo o 13º, feita pela Confirp.
    *
    Renda bruta – – Ganho por mês – – Ganho anual – – Ganho em %*
    3.036,00 – – – – – – – – –
    3.400,00 – – 27,30 – – 354,89 – – 10,44%
    3.600,00 – – 54,76 – – 711,89 – – 19,77%
    3.800,00 – – 84,76 – – 1.101,89 – – 29,00%
    4.000,00 – – 114,76 – – 1.491,89 – – 37,30%
    4.200,00 – – 144,76 – – 1.881,89 – – 44,81%
    4.400,00 – – 177,89 – – 2.312,57 – – 52,56%
    4.600,00 – – 222,89 – – 2.897,57 – – 62,99%
    4.800,00 – – 267,89 – – 3.482,57 – – 72,55%
    5.000,00 – – 312,89 – – 4.067,57 – – 81,35%
    5.200,00 – – 286,27 – – 3.721,46 – – 71,57%
    5.400,00 – – 259,64 – – 3.375,28 – – 62,51%
    5.600,00 – – 233,01 – – 3.029,10 – – 54,09%
    5.800,00 – – 206,38 – – 2.682,93 – – 46,26%
    6.000,00 – – 179,75 – – 2.336,75 – – 38,95%
    6.200,00 – – 153,12 – – 1.990,57 – – 32,11%
    6.400,00 – – 126,49 – – 1.644,40 – – 25,69%
    6.600,00 – – 99,86 – – 1.298,22 – – 19,67%
    6.800,00 – – 73,23 – – 952,04 – – 14,00%
    7.000,00 – – 46,60 – – 605,86 – – 8,66%
    7.200,00 – – 19,98 – – 259,69 – – 3,61%
    7.350,00 – – 0,00 – – 0,00 – – 0,00%
    7.400,00 – – 0,00 – – 0,00 – – 0,00%
    7.500,00 – – – – – – – – 0,00%
    8.000,00 – – – – – – – – 0,00%
    *ganho no ano inclui o 13º e o ganho em % considera o percentual em relação ao salário mensal
    *
    O texto aprovado pelos parlamentares não traz uma nova tabela do IR, com as alíquotas e faixas salariais, mas mostra como calcular a redução do imposto mensal e anual nas duas faixas de renda beneficiadas.

    Para contribuintes com ganhos de até R$ 5.000, a redução do imposto sobre a renda será de até R$ 312,89 mensais, com o objetivo de zerar o imposto na fonte para todos esses trabalhadores. Pela regra atual, quem tem renda de até R$ 3.036 mensais, o correspondente a dois salários mínimos, já é isento do IR.

    O texto da reforma estabelece que, para rendas de R$ 5.000,01 a R$ 7.350, será aplicada uma fórmula para calcular a redução: R$ 978,62 – (0,133145 x rendimentos tributáveis mensais).

    O IR é calculado sobre a base tributável do trabalhador, ou seja, o salário bruto menos o desconto da contribuição previdenciária.
    Quem ganha mais que R$ 7.350 não terá redução de imposto.

    REFORMA NÃO REAJUSTA TABELA, MAS PREVÊ PROJETO FUTURO

    Apesar da pressão de parlamentares, a Câmara não aprovou o reajuste da tabela do IR pela inflação. Numa tentativa de acordo do relator, deputado Arthur Lira (PP-AL), o projeto aprovado na Câmara prevê que, no prazo de um ano, o governo enviará ao Congresso projeto de lei prevendo política nacional de atualização dos valores da tabela do IR válida para pessoas físicas.

    A tabela do IR ficou congelada de 2016 a 2023. Desde então, a forma encontrada pelo governo para dar isenção a quem ganha até dois mínimos é reajustar apenas a primeira faixa e conceder um desconto mensal para todas as outras.

    Para quem ganha acima do limite de isenção, a tributação começa a incidir em fatias do salário -a maior alíquota é de 27,5%. O último reajuste dado na faixa inicial da tabela beneficiou também trabalhadores que recebem renda acima de R$ 3.036, já que a tributação começa a ser calculada conforme as faixas da tabela.
    *
    VEJA A TABELA ATUAL DO IMPOSTO DE RENDA

    Como a nova lei terá efeitos a partir de 1º de janeiro de 2026, mesmo após a aprovação final no Congresso a tabela do Imposto de Renda de 2025 não mudará e os descontos aplicados na fonte sobre aposentadorias e salários seguirão os mesmos até dezembro deste ano.

    Base de cálculo (R$) – Alíquota (%) – Parcela a deduzir do IR (R$)
    Até 2.428,80 – 0 – 0
    De 2.428,81 até 2.826,65 – 7,5 – 182,16
    De 2.826,66 até 3.751,05 – 15 – 394,16
    De 3.751,06 até 4.664,68 – 22,5 – 675,49
    Acima de 4.664,68 – 27,5 – 908,73

    A primeira faixa da tabela do IR foi reajustada em 7,51% no dia 1º de maio. O limite de isenção anterior, que foi válido até o final de abril, era de R$ 2.259,20.
    Além do limite de isenção, de R$ 2.428,80, há ainda o desconto simplificado mensal de R$ 607,20 para isentar quem ganha até dois mínimos.

    MUDANÇA TERÁ IMPACTO NA DECLARAÇÃO ENVIADA EM 2027

    A reforma não mudará as declarações do Imposto de Renda que serão enviadas em 2026, nem aumentará a restituição que será paga aos trabalhadores no ano que vem, já que a próxima declaração do IR será referente aos valores recebidos ao longo de 2025.

    Já a partir de 2027, milhões de brasileiros que antes eram obrigados a declarar não precisarão mais prestar contas, pois passarão a ser isentos, sem cobrança do IR na fonte. A estimativa do relator é que a desoneração da base da pirâmide de renda deve beneficiar até 16 milhões de contribuintes a um custo de R$ 31,2 bilhões no ano que vem.

    IMPOSTO MÍNIMO PARA RICOS

    Para compensar a perda com a arrecadação, a reforma do IR cria um imposto mínimo de 10% sobre a alta renda. O alvo são 141,4 mil contribuintes pessoas físicas que recolhem, em média, uma alíquota efetiva de 2,5% sobre seus rendimentos totais, incluindo distribuição de lucros e dividendos -abaixo do que pagam profissionais como policiais (9,8%) e professores (9,6%).

    O imposto mínimo será cobrado progressivamente de quem ganha a partir de R$ 50 mil mensais (cerca de R$ 600 mil anuais), sempre que o contribuinte estiver pagando menos do que o piso estabelecido. O mínimo de 10% vale para rendas a partir de R$ 1,2 milhão ao ano, e a cobrança será feita pela diferença: se o contribuinte já recolheu 2,5%, o imposto devido será equivalente aos outros 7,5%.

    Trabalhador ganhará até R$ 313 por mês com novo Imposto de Renda

  • Itália acorda em greve geral e com manifestações contra Israel

    Itália acorda em greve geral e com manifestações contra Israel

    Pelo segundo dia consecutivo, cerca de 10 mil pessoas se reuniram no Coliseu de Roma após protestos iniciados na estação Termini, onde trens foram cancelados ou sofreram atrasos de mais de uma hora

    Uma greve geral convocada por sindicatos contra a interceptação da flotilha humanitária Global Sumud por Israel paralisou os transportes nas principais cidades da Itália nesta sexta-feira (3).

    Pelo segundo dia consecutivo, cerca de 10 mil pessoas se reuniram no Coliseu de Roma após protestos iniciados na estação Termini, onde trens foram cancelados ou sofreram atrasos de mais de uma hora.

    “Não há lugares vazios. Isso mostra a humanidade e a determinação das pessoas honestas que querem pôr fim ao genocídio, enquanto governos fingem não ver ou são cúmplices do que acontece em Gaza”, disse o líder sindical da CGIL, Maurizio Landini, à rádio Anch’io.

    Em Milão e outras cidades italianas, a paralisação também afetou transportes públicos e o trânsito. A estatal ferroviária Trenitalia alertou que os impactos devem se estender até 20h59 (horário local). O vice-premiê e ministro dos Transportes, Matteo Salvini, afirmou que “um milhão de italianos ficará parado nos trens hoje”.

    Na véspera, manifestações pró-Palestina ocorreram em Lisboa e no Porto, em apoio aos ativistas da flotilha internacional detidos por Israel, entre eles a deputada e líder do Bloco de Esquerda, a atriz Sofia Aparício, o ativista Miguel Duarte e Diogo Chaves, cujo nome foi confirmado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal.

    Também foram presos 30 espanhóis, 22 italianos, 21 turcos, 12 malaios, 11 tunisianos, 11 brasileiros, 10 franceses, além de cidadãos dos EUA, Reino Unido, Alemanha, México e Colômbia. Pela lei israelense, os detidos podem ser deportados em até 72 horas ou aceitar a expulsão voluntária, como já ocorreu em junho com quatro dos 12 ativistas capturados em outra embarcação.

    A ofensiva militar israelense em Gaza, iniciada em 16 de setembro para eliminar o “último bastião” do Hamas, já causou a morte de mais de 66 mil palestinos, segundo autoridades locais, e levou mais de um milhão de pessoas a deixar suas casas rumo ao sul da Faixa de Gaza.
     
     

    Itália acorda em greve geral e com manifestações contra Israel

  • Mulher acha que tem apendicite, mas descobre parto surpresa em hospital

    Mulher acha que tem apendicite, mas descobre parto surpresa em hospital

    Aos 26 anos, Megan deu entrada no pronto-socorro com fortes dores abdominais e saiu de lá mãe do pequeno Jaxson. Sem sintomas aparentes de gravidez, a jovem descobriu a gestação apenas minutos antes do parto dentro da ambulância

    Uma jovem de 26 anos deu entrada em um hospital de Blackburn, na Inglaterra, com fortes dores abdominais e suspeita de apendicite. Após a realização de exames, os médicos descobriram que, na verdade, ela estava em trabalho de parto. O caso ocorreu em 9 de setembro, mas só ganhou repercussão nesta quinta-feira (2), em reportagem do New York Post.

    Megan Isherwood, gerente de bar, relatou que sentiu mal-estar durante o expediente e pediu ajuda a uma amiga, acreditando que estava com hipoglicemia. Ao vê-la, Gabbie acionou o serviço de emergência, já que Megan apresentava taquicardia, náuseas e dores intensas no lado direito da barriga. Os sintomas levaram os médicos a solicitar exames de imagem, mas o resultado surpreendeu: um bebê aparecia nas imagens.

    Encaminhada às pressas para uma maternidade, Megan não chegou a ser internada. Dentro da ambulância, entrou em trabalho de parto e deu à luz o pequeno Jaxson. “Fiquei sem palavras. Não tive inchaço nem sintomas, ele simplesmente apareceu do nada”, disse a jovem ao jornal.

    O bebê foi levado para a UTI neonatal com dificuldades respiratórias, enquanto a mãe ficou em observação. Ambos receberam alta no dia 25 de setembro. Sobre o pai da criança, Megan afirmou tratar-se de um rapaz com quem manteve encontros casuais.

    Mulher acha que tem apendicite, mas descobre parto surpresa em hospital

  • Entenda ponto a ponto o que pode mudar com a reforma administrativa

    Entenda ponto a ponto o que pode mudar com a reforma administrativa

    Propostas incluem PEC, PLP e PL que alteram forma de ingresso, salários iniciais, estágio probatório, contratações temporárias, teletrabalho e bônus por desempenho. Texto também busca limitar supersalários, unificar carreiras e ampliar transparência nos gastos com servidores

    (FOLHAPRESS) As propostas da reforma administrativa foram apresentadas nesta quinta-feira (2) depois de meses de discussões em um grupo de trabalho, em uma assembleia geral e de entrevistas.
    No total, são três projetos diferentes: uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional), um PLP (Projeto de Lei Complementar) e um PL (projeto de lei).

    A proposta de reforma traz alterações em diferentes aspectos do serviço público. Contempla forma de ingresso, uma reorganização das carreiras em uma tentativa de diminuir o número e alterar os incentivos para os servidores públicos, propostas para atacar com supersalários e disciplinar verbas indenizatórias e medidas que alteram o trabalho dos gestores eleitos.

    O deputado Pedro Paulo (PSD-RJ) foi o coordenador do GT (grupo de trabalho) da reforma administrativa da Câmara. As propostas nasceram desse trabalho, mas ele não assina a autoria dos projetos. A PEC, por exemplo, tem como autores os deputados Zé Trovão (PL-SC), Fausto Santos Jr. (União Brasil-AM), Marcel van Hattem (Novo-RS), Neto Carletto (Avante-BA) e Júlio Lopes (PP-RJ).

    VEJA ABAIXO COMO ALGUMAS DAS PROPOSTAS DA REFORMA ALTERAM O FUNCIONAMENTO DO SERVIÇO PÚBLICO:

    FORMA DE INGRESSO

    REDUÇÃO DO SALÁRIO INICIAL

    Um dos objetivos das mudanças é impedir que um servidor atinja rapidamente o topo de uma carreira e “passe grande parte de sua trajetória funcional estagnado”. A ideia é garantir uma progressão gradual.

    Além da marca mínima de 20 níveis de progressão, o salário inicial será limitado a, no máximo, 50% do nível mais elevado.
    Ingresso em nível mais alto

    Foi criada uma previsão para concurso para níveis maiores de experiência. 

    “Nem todo servidor precisa começar do nível inicial”, afirma-se no texto.

    “Há casos de executivos que estão há anos em cargos de comissão. Para eles, é preciso ter uma fase de avaliação de experiência executiva”, afirma o professor Fernando Coelho, da USP.

    A ideia é buscar profissionais “que já tenham a qualificação e/ou expertise necessárias para a função em questão”.

    A proposta fixou uma trava de 5% do quadro para essas excepcionalidades.

    ESTÁGIO PROBATÓRIO

    “Há uma clara percepção de que o instrumento do estágio probatório é inoperante”, diz o texto.

    Os primeiros três anos dos servidores públicos concursados são de estágio probatório, período em que, teoricamente, eles deveriam ser avaliados em relação à sua aptidão e capacidade para desempenhar o trabalho.

    Na prática, são poucos os servidores que não passam nesse estágio -segundo dados do MGI (Ministério da Gestão e da Inovação), entre 2014 e 2024, os reprovados foram 0,19% do total.

    A proposta de reforma prevê que as avaliações deverão determinar se o servidor vai permanecer no cargo. O estágio probatório também terá programas para capacitação.

    TEMPORÁRIOS

    Para os autores, não existe um modelo objetivo e funcional para as contratações temporárias, mas mesmo assim a administração pública usa muito esse tipo de trabalhador.

    A proposta busca estabelecer normas sobre essas contratações -a justificativa é que esse já é um vínculo adotado em todo o território nacional, mas de forma precária e sem garantias aos contratados.

    O texto estabelece que todos os temporários deverão passar por processo seletivo, o tempo máximo de duração do contrato deve ser de cinco anos e, ao longo desse período, serão garantidos direitos como férias e licença-maternidade.

    A quarentena para recontratação foi fixada em 24 meses para a garantia de cumprimento dos direitos.

    SERVIDORES

    TELETRABALHO

    A proposta determina que um órgão deve ter, no máximo, 20% de sua força de trabalho remota por um dia por semana.
    “O servidor poderá trabalhar remotamente um dia na semana, podendo essa proporção ser ampliada mediante ato específico do chefe máximo do órgão, com a devida justificativa e transparência.”

    DIMINUIÇÃO DO NÚMERO DE CARREIRAS

    Um dos principais propósitos da reforma é enxugar o número de carreiras e incentivar as que são transversais -ou seja, quando o profissional pode trabalhar em diferentes órgãos.

    No serviço público, o que se chama de carreira não é a trajetória profissional inteira de uma pessoa, mas, sim, um cargo que cada servidor ocupa.
    Hoje, algumas carreiras são muito parecidas, mas têm remunerações diferentes.

    Por exemplo, o cargo de analista administrativo no governo federal pode ter uma remuneração inicial de R$ 5.213, caso seja ocupado por servidores que trabalham no Incra, ou de até R$ 15 mil se a posição for nas agências reguladoras, como a Anac (Agência Nacional da Aviação Civil). Isso porque, apesar de a denominação ser idêntica, há sete cargos de analista administrativo na administração pública federal, de acordo com o Painel Estatístico de Pessoal do MGI (Ministério de Gestão e Inovação).
    Aumento dos níveis de progressão dentro de cada carreira

    Os níveis de progressão são as “promoções” dentro do serviço público. O servidor não muda de carreira, mas vai aumentando de nível e, assim, recebe mais.

    A reforma administrativa traz a marca mínima de 20 níveis de progressão, limitando o salário inicial em, no máximo, 50% do nível mais elevado.

    REMUNERAÇÃO

    FÉRIAS DE 60 DIAS

    Uma estratégia para limitar os pagamentos além do teto é acabar com a “venda” de férias. Para evitar isso, a reforma fixa na Constituição regras que proíbem férias superiores a 30 dias, limitam ao adicional de férias a um terço da remuneração e impedem adicionais, progressões e licenças condicionadas ao tempo de serviço.

    Todas as verbas indenizatórias ou remuneratórias teriam que passar pelo Poder Legislativo (hoje, muitos desses pagamentos são decididos pelo CNJ ou pelo CNMP).

    Também há vedação à concessão de folgas para compensar “excesso de trabalho” e à conversão de folgas ou férias em dinheiro.
    Por fim, determina que só se pode pagar adicional de insalubridade a “efetiva exposição a fatores de risco”.

    SUPERSALÁRIOS

    De acordo com a proposta, o Brasil “não tem uma despesa excessiva com servidores públicos” e, como proporção do PIB, as despesa da União com servidores ativos “encontra-se, atualmente, na mínima histórica” de 3,1%.

    O problema, segundo o projeto, é que “uma pequena parcela dos servidores integrantes da chamada ‘elite do funcionalismo’ (juízes, promotores, advogados públicos, especialmente no âmbito dos Estados) ganham muito mais do que o resto dos servidores através de pagamentos indenizatórios, que não entram no teto remuneratório dos agentes públicos. Ou seja, são os supersalários.

    Por isso, a reforma proíbe qualquer tipo de licença ou outras vantagens ou verbas não previstas em lei com a finalidade de compensar acumulação de funções administrativas e processuais extraordinárias, exercício de função relevante singular, acumulação de acervo processual, procedimental ou administrativo e qualquer outro trabalho excedente.

    Também serão proibidos atos infralegais que aumentem salários.

    O texto define as verbas indenizatórias da seguinte forma: têm natureza reparatória, sendo destinadas à compensação de despesas efetivamente suportadas pelos agentes públicos como condição necessária ao exercício das funções.

    Afirma-se também que elas devem possuir natureza episódica, eventual e transitória. O texto veda o pagamento rotineiro e permanente e a concessão geral e indistinta à todos integrantes de uma carreira.

    14ª FOLHA DE PAGAMENTO

    O texto afirma que a remuneração no setor público precisa ser “ser competitiva o suficiente para atrair e reter servidores qualificados e motivar o desempenho” e que por isso há espaço para um bônus de resultado. A ideia é que seja algo facultativo.

    Ainda segundo o texto, a literatura acadêmica sobre as experiências com o tema mostram que esse bônus “pode gerar efeitos diretos positivos em áreas com resultados mensuráveis, como ensino, saúde e arrecadação”, nas que “para funções de formulação de políticas e administração central, os efeitos diretos tendem a ser fracos”.

    A proposta é distribuir um 14°, mas apenas para as equipes que atingirem suas metas “de forma meritocrática e transparente”. O servidor pode ficar sem bônus nenhum, mas de acordo com o desempenho dele, pode receber até mesmo dois salários a mais por ano.

    Esses valores não serão levados em conta na hora de calcular se a remuneração do servidor extrapola o teto constitucional.

    Para poder pagar os bônus, os órgãos não podem gastar mais de 90% do limite de despesa pessoa.

    GESTORES

    PLANO PARA TAMANHO DA FOLHA

    Há uma previsão de normas nacionais para toda a administração pública para a gestão de servidores.

    Cada ente federativo deverá fazer uma projeção para os próximos dez anos de quantos funcionários eles deverão ter (essa estimativa deve ser feita com base nos dez anos anteriores).

    NOVO DOCUMENTO DE PLANEJAMENTO

    Hoje existem três principais instrumentos de planejamento, o PPA (Plano Plurianual), que os eleitos devem fazer ao longo do primeiro ano e que vigora durante quatro anos, até o fim do primeiro ano do exercício seguinte, a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) e a LOA (Lei Orçamentária Anual).

    A proposta da reforma institui um planejamento estratégico que os eleitos deverão apresentar em 180 dias de mandato. Isso não precisará ser aprovado no Legislativo, mas os outros instrumentos (PPA, LDO e LOA) precisam ser baseados nele.

    Metas

    O documento desse planejamento estratégico deve ter medidas objetivas (quantitativa ou qualitativa) para medir o desempenho de órgão ou entidade pública ou de política pública e também uma meta de resultado.

    No projeto de lei da reforma administrativa há uma determinação para que se faça uma avaliação dos resultados que considere, além dos indicadores, uma pesquisa de satisfação de usuários e de partes interessadas.

    O texto obriga que todos façam avaliações de políticas públicas. Cada projeto precisa ter objetivos e metas claras, considerando seu custo de implementação, e cria-se um sistema nacional de avaliação (batizado de Sinap, Sistema Nacional de Avaliação de Políticas Públicas).

    Papel dos tribunais de conta

    A reforma muda as responsabilidades dos tribunais de conta, tanto do TCU (Tribunal de Contas da União) como os estaduais.
    Os órgãos dos estados serão obrigados a seguir um mesmo padrão, que passa a ser o do TCU (Tribunal de Contas da União).

    “O TCU poderá estabelecer súmula vinculante de controle externo, que aplica entendimentos sobre determinado assunto para ser seguido por todos os tribunais de contas.”

    Fora isso, os tribunais também vão ter a responsabilidade de avaliar e monitorar os resultados dos planejamentos estratégicos para “verificar a legalidade e regularidade do pagamento de bônus”.

    O texto também dá mais autonomia para os tribunais de contas firmarem acordos. “O tribunal poderá trazer as partes para avaliar soluções que destravem os impasses em torno dos contratos ou situações fáticas.”

    CONTRATOS

    Gastos

    O texto dá status constitucional à revisão de gastos.

    O governo deverá criar um comitê de revisão de gastos, que selecionará determinadas despesas para estudar. Com as informações das avaliações de políticas públicas e das auditorias do tribunal de contas, esse comitê vai verificar “se as melhorias implementadas geraram um melhor impacto da política pública na sociedade”.

    A reforma também prevê uma mudança em compras públicas. Todos os entes (prefeituras, governos estaduais e União) terão parâmetros de preços. A ideia é evitar grandes diferenças em valores pagos a um mesmo produto em locais diferentes.

    TRANSPARÊNCIA COM GASTOS DE PESSOAL

    Um trecho da proposta busca dar mais transparência às remunerações dos servidores.

    Apesar de os salários serem divulgados em portais de transparência, muitos pagamentos de outra natureza, que não salarial, não são tornados públicos. A ideia, agora, é que qualquer valor recebido por agente público deverá ser divulgado no Portal da Transparência.

    CONSELHO DE GESTÃO FISCAL

    O texto também cria um Conselho de Gestão Fiscal, que poderá tomar decisões sobre ambiguidades na classificação de alguma despesa.
    Esse órgão também poderá análises técnicas da situação das dívidas dos estados e se os entes federativos estão adotando boas práticas fiscais.

    CARGOS COMISSIONADOS

    Até 5% do total de cargos providos em todos os entes federativos poderão ser preenchidos por comissionados, com exceção dos municípios com menos de 10 mil habitantes, nos quais o limite será de até 10%.

    Entenda ponto a ponto o que pode mudar com a reforma administrativa

  • Prisão de Bolsonaro em regime fechado diminuiria para 2 a 3 anos em proposta do centrão

    Prisão de Bolsonaro em regime fechado diminuiria para 2 a 3 anos em proposta do centrão

    Projeto em discussão no centrão busca unificar crimes ligados ao 8 de Janeiro e reduzir penas, o que poderia cortar a condenação de Jair Bolsonaro em regime fechado para até três anos. Deputados pressionam o Senado por compromisso público para evitar desgaste semelhante ao da PEC da Blindagem

    (CBS NEWS) – Relator do projeto de redução de penas dos condenados por atos golpistas, o deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP) tem discutido com o centrão, grupo que hoje comanda a Câmara dos Deputados, um texto que diminui o tempo de prisão de Jair Bolsonaro (PL) em regime fechado de 6 anos e 10 meses para algo em torno de 2 a 3 anos.

    De acordo com pessoas que tiveram acesso ao texto, a proposta é unificar os crimes de abolição violenta do Estado democrático de Direito e de golpe de Estado. Além disso, fixar que nesses casos o regime de progressão ocorra após o cumprimento de um sexto da pena, não mais um quarto.

    Apesar das resistências à proposta e da tentativa do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), de adotar uma agenda positiva, o centrão quer tentar votar o tema até a próxima quarta-feira (8). Para isso, porém, cobram um compromisso público ao texto por parte do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

    De acordo com parlamentares, Motta e Alcolumbre vão se reunir no início da semana que vem para bater o martelo sobre o tema.

    O temor de deputados é que se repita o ocorrido com a PEC da Blindagem, projeto que visava dar aos próprios parlamentares o poder de decidir se processos seriam instaurados contra eles próprios.

    A Câmara aprovou a medida com quase 400 votos, com acordo que o Senado a chancelaria em seguida, também rapidamente. Após ampla repercussão negativa nas redes sociais e protestos de rua em todas as capitais do país, porém, o Senado abandonou o acordo e aprovou de forma unânime o arquivamento da proposta.

    Deputados falam que caso não haja compromisso público, Alcolumbre terá que ao menos se comprometer na presença de testemunhas a chancelar o texto e a colocá-lo em votação, tal é o grau de irritação gerado com a PEC da Blindagem.

    As negociações em torno do projeto de redução de penas também envolvem ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), como mostrou a Folha de S.Paulo no mês passado. Parlamentares dizem que o aval da ala mais próxima a Alexandre de Moraes, relator da trama golpista, também é essencial para que a votação ocorra.

    O bolsonarismo tem hoje como principal bandeira a defesa da anistia aos condenados pela trama golpista e pelos ataques às sedes dos três Poderes em 8 de janeiro de 2023.

    Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão pelo STF. Outros sete réus foram condenados a penas que vão de 2 a 26 anos de reclusão.

    A proposta em discussão nos círculos do centrão reduz a pena total de Bolsonaro para menos de 20 anos.

    Cerca de 1.200 pessoas foram condenadas no STF ou fecharam acordos com o Ministério Público por sua participação no 8 de Janeiro. Balanço divulgado pela corte em agosto informava que naquela data 29 pessoas estavam presas preventivamente e 112 cumpriam prisão definitiva -outras 44 estavam em prisão domiciliar.

    A ideia já manifestada por Paulinho em outras ocasiões é que a aprovação do texto que reduz as penas resultaria na soltura imediata de todos os envolvidos no 8 de Janeiro que ainda estejam atrás das grades.

    Apesar da defesa do bolsonarismo pelo amplo perdão, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, sinalizou abertura a um texto que signifique redução de penas, não anistia. Aliados de Bolsonaro dizem que ele também estaria de acordo com um projeto de redução de penas, contanto que haja a garantia da manutenção da prisão domiciliar. Eles dizem que o ex-presidente está fragilizado e quer evitar ao máximo a ida para o regime fechado.

    Alguns congressistas do PL também se mostram favoráveis a um acordo em torno da redução de penas nos bastidores, mas em público mantêm o discurso pela ampla anistia. Eles argumentam sofrer forte pressão da militância mais radical e de familiares de presos do 8 de Janeiro sob o argumento de que a simples libertação dos condenados não limpa a ficha criminal deles.

    O formato do texto encampado pelo centrão é parecido com a sugestão feita pelo ministro Luís Roberto Barroso. Antes de deixar a presidência do Supremo na segunda-feira (29), ele disse que a proposta de redução de penas não devia ser equiparada com a anistia.

    “Essa discussão surgiu muito antes do julgamento do presidente Bolsonaro. Começou quando houve a percepção de que as penas dos réus do 8/1 ficaram muito elevadas”, disse Barroso à colunista Mônica Bergamo.

    Barroso disse que ele mesmo votou nas centenas de julgamentos do 8 de Janeiro para que não houvesse o acúmulo de penas de golpe de Estado com o de abolição violenta do Estado democrático de Direito. Ele avalia que um crime é um meio para o outro, e o motivo das penas altas era essa dupla punição.

    “Com isso, os bagrinhos, que não eram os mentores, os financiadores, poderiam sair [da prisão] depois de dois anos e meio, mais ou menos. Tenho simpatia pela ideia”, completou.

    O Congresso negocia com o Supremo uma proposta para a redução das penas dos condenados pelos ataques de 8 de Janeiro desde abril. O primeiro texto foi feito pela equipe de consultoria legislativa subordinada a Davi Alcolumbre, em acerto com o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

    O plano era apresentar a proposta oficialmente no Senado caso o projeto de anistia ampla avançasse. Como o assunto esfriou em maio, a proposta não foi levada à frente.

    Prisão de Bolsonaro em regime fechado diminuiria para 2 a 3 anos em proposta do centrão

  • Hamas promete resposta em breve ao plano de Trump para a Faixa de Gaza

    Hamas promete resposta em breve ao plano de Trump para a Faixa de Gaza

    Plano de paz de Trump para Gaza enfrenta resistência no Hamas, que promete resposta rápida. Enquanto a ala política cogita ajustes, a militar rejeita totalmente a proposta, que prevê desarmamento do grupo e abre caminho para um futuro Estado palestino

    O Hamas afirmou que vai divulgar em breve sua posição oficial sobre o novo plano de paz apresentado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para encerrar a guerra na Faixa de Gaza.

    Em entrevista à rede Al Jazeera, do Catar, o dirigente Mohamed Nazzal destacou que o movimento “não aceita ameaças, imposições ou pressões” de governos e instituições internacionais, e garantiu que a resposta será rápida, levando em conta os interesses estratégicos e políticos dos palestinos.

    Nazzal reiterou que o grupo está comprometido em buscar um acordo, mas rejeitou a ideia de que uma trégua represente abrir mão de direitos. “Tempo é sangue”, disse, reforçando que o Hamas tem críticas ao plano entregue na segunda-feira, mas reivindica o direito de debater os termos.

    Enquanto isso, a BBC noticiou que Izz al-Din al-Haddad, líder da ala militar do Hamas em Gaza, já indicou aos mediadores que não aceita a proposta. Ele acredita que o plano busca a eliminação do Hamas, independentemente da posição do grupo, e estaria decidido a continuar a luta.

    O plano norte-americano, aceito por Israel, prevê 20 pontos, incluindo o desarmamento do Hamas e a exclusão do grupo do futuro governo de Gaza. Parte da liderança política do movimento, sediada no Catar, estaria aberta a ajustes, mas sua influência é limitada, já que não controla os reféns em poder da ala militar. Estima-se que 48 pessoas ainda estejam detidas, sendo apenas 20 vivas.

    A desconfiança do Hamas também se deve ao temor de que Israel retome ataques após a libertação dos reféns. A percepção foi reforçada pela tentativa recente de Tel Aviv de assassinar líderes do movimento em Doha, contra a vontade dos EUA.

    Outro ponto sensível é a previsão do envio de uma “Força Internacional de Estabilização temporária” a Gaza, rejeitada pelo grupo por ser vista como forma de ocupação. Além disso, declarações do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, contrariam os termos americanos, já que ele defendeu a permanência de militares israelenses em partes de Gaza e reafirmou oposição à criação de um Estado palestino.

    Segundo autoridades locais, a guerra iniciada após o ataque do Hamas em Israel, que deixou cerca de 1.200 mortos e 251 reféns, já provocou ao menos 66.225 mortos e 168.938 feridos em Gaza, a maioria civis. A ONU considera os números confiáveis.

    O documento elaborado por Trump prevê que, caso seja concluído, possa abrir caminho para a autodeterminação palestina e, eventualmente, a criação de um Estado próprio.

     

    Hamas promete resposta em breve ao plano de Trump para a Faixa de Gaza