UE fecha entendimento preliminar e avança em acordo comercial com os EUA

União Europeia e Estados Unidos avançaram em acordo provisório para reduzir tarifas comerciais após meses de tensão envolvendo Donald Trump, ameaças sobre automóveis europeus e disputas em setores como aço, alumínio e energia

Negociadores da União Europeia (UE) afirmaram nesta quarta-feira (20) que chegaram a um acordo provisório para retirar parte das tarifas sobre importações dos Estados Unidos, no âmbito do acordo comercial firmado entre os dois lados no verão passado, no Hemisfério Norte. A medida ocorre às vésperas do prazo estabelecido pelo governo americano para ampliar tarifas sobre automóveis europeus.

O entendimento representa um avanço importante após meses de tensão no comércio transatlântico. As chamadas tarifas do “Dia da Libertação”, implementadas pelo presidente Donald Trump, desorganizaram acordos comerciais anteriores e levaram EUA e União Europeia a renegociarem os termos da parceria.

A UE tenta proteger exportadores europeus e preservar o fluxo comercial entre os dois blocos, estimado em cerca de US$ 1,5 trilhão.

Parlamentares europeus haviam suspendido mais de uma vez a ratificação do acordo neste ano, especialmente após a Suprema Corte dos Estados Unidos decidir que parte das tarifas globais recíprocas adotadas por Trump era ilegal.

As negociações também sofreram atrasos depois de Trump ameaçar aumentar tarifas contra países que se opusessem ao interesse americano de anexar a Groenlândia, território ligado ao Reino da Dinamarca.

Posteriormente, o presidente americano afirmou que aplicaria novas tarifas de 25% sobre carros importados da União Europeia caso o acordo não fosse implementado até 4 de julho. Autoridades americanas demonstravam irritação com a lentidão das negociações em Bruxelas.

“O acordo deve servir como uma plataforma para continuar o diálogo com os Estados Unidos, reduzir tarifas e cooperar em desafios comuns”, afirmou o Conselho Europeu nesta quarta-feira.

O entendimento agora abre caminho para uma votação final no Parlamento Europeu antes do prazo estipulado por Trump.

A União Europeia também aprovou mecanismos de proteção para a indústria europeia. Pelo texto negociado, a Comissão Europeia poderá avaliar se o aumento das importações americanas está causando ou ameaçando causar prejuízos às empresas do bloco e, se necessário, suspender a aplicação do acordo do lado europeu.

A Comissão também poderá interromper sua participação caso considere que os Estados Unidos descumpriram compromissos previstos no acordo firmado em 2025 ou estejam discriminando empresas europeias.

Parlamentares defendiam mecanismos ainda mais rígidos, como uma “cláusula de validade”, que faria o acordo expirar em março de 2028 caso não fosse renovado. No fim, os negociadores decidiram manter o texto válido até o fim de 2029, com possibilidade de extensão.

Para proteger o setor metalúrgico europeu, a Comissão Europeia poderá restabelecer tarifas sobre aço e alumínio dos EUA caso a Casa Branca continue cobrando tarifas superiores a 15% sobre produtos feitos com metais europeus após dezembro de 2026.

Em abril, os Estados Unidos implementaram um novo regime tarifário para aço, alumínio e cobre, prevendo taxas de até 50% para metais considerados commodities e de 25% para produtos fabricados a partir deles.

“Um acordo é um acordo, e a União Europeia honra seus compromissos”, escreveu a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, na rede social X.

“Juntos, podemos garantir um comércio transatlântico estável, previsível, equilibrado e mutuamente benéfico”, completou.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

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