(FOLHAPRESS) – O Conselho Deliberativo do Corinthians aprovou nesta segunda-feira (26), em reunião no Parque São Jorge, a expulsão do ex-presidente Andrés Sanchez do quadro de sócios do clube por uso indevido do cartão corporativo para despesas pessoais.
Dos 167 conselheiros presentes, 112 votaram a favor da expulsão, enquanto 49 se posicionaram contra. Também houve seis abstenções.
A decisão seguiu o parecer da Comissão de Ética do clube, elaborado pelo presidente em exercício do órgão, Leonardo Pantaleão, que recomendou a exclusão de Andrés do quadro associativo.
Com a aprovação, o ex-dirigente será formalmente notificado para que a medida passe a ter efeito.
Segundo Pantaleão, a punição não precisa ser submetida a uma assembleia-geral de sócios.
“Trata-se de um julgamento do colegiado. O Conselho tem autonomia e não há necessidade de assembleia-geral para essa finalidade”, afirmou.
O parecer da Comissão de Ética concluiu que Andrés Sanchez praticou “conduta incompatível com os deveres ético-institucionais previstos no estatuto do clube”, especialmente em relação ao uso de recursos corporativos e à prestação de contas.
A investigação interna aponta que o ex-presidente utilizou o cartão corporativo do Corinthians para despesas pessoais entre agosto de 2018 e fevereiro de 2021, período correspondente a parte de seu segundo mandato no clube.
Além do processo interno no Corinthians, Andrés também é investigado pelo Ministério Público pelos mesmos fatos.
Os valores questionados chegam a R$ 480,1 mil, já considerando correção monetária e juros.
Na defesa apresentada ao Conselho Deliberativo, Andrés alegou que não existia uma política interna específica para regulamentar o uso do cartão corporativo. O ex-dirigente também afirmou que parte das despesas estava ligada a compromissos institucionais, houve confusão entre gastos pessoais e corporativos e parte dos valores teria sido devolvida ao clube.
Por causa de medidas cautelares que o impedem de frequentar as dependências do Corinthians, Andrés não compareceu à reunião no Parque São Jorge. A defesa foi apresentada pelo advogado Alexandre Imbriani.

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