Autor: REDAÇÃO

  • Burle cai em onda gigante, quase se afoga e tem resgate dramático

    Burle cai em onda gigante, quase se afoga e tem resgate dramático

    (UOL/FOLHAPRESS) – O surfista brasileiro Carlos Burle, de 58 anos, sofreu uma queda impressionante enquanto surfava uma onda gigante em Nazaré, Portugal, e precisou ser resgatado pelo também surfista Lucas “Chumbo”.

    O experiente atleta descia a onda quando foi engolido pela massa de água e espuma. Burle ficou à deriva no mar turbulento, exigindo uma ação rápida da equipe de segurança.

    O resgate foi conduzido pelos brasileiros Lucas Chumbo e Willyam Santana. Chumbo pulou do jet-ski e nadou em direção a Burle para conseguir retirá-lo da zona de impacto das ondas.

    Após ser levado à praia, Burle recebeu os primeiros socorros. Imagens mostram o surfista deitado na areia enquanto uma equipe de resgate e bombeiros utiliza um cilindro de oxigênio para ajudá-lo a respirar.

    O surfista foi encaminhado para um hospital local para a realização de exames e está bem. A esposa de Burle confirmou que ele passa bem, apesar do grande susto.

    TENSÃO REGISTRADA AO VIVO

    O videomaker Luiz Henrique da Silva narrou o resgate em tempo real, capturando a angústia do momento. “O cara tomou muita onda na cabeça. Bizarro esse momento aqui em Nazaré”, diz ele na gravação.

    O alívio foi geral quando Burle recuperou a consciência ainda na areia. “Graças a Deus, tá tudo ok com o Burle”, comemorou o videomaker.

    ‘NÃO DÁ PARA SE ACOSTUMAR’, DIZ ESPOSA

    Ao UOL, a esposa de Carlos Burle, Lígia Moura, confirmou que o surfista está em recuperação. Ela afirmou que “não dá para se acostumar com esses sustos”.

    Real Madrid bateu o Athletic Bilbao por 3 a 0 e com a vitória vai a 36 pontos no Espanhol, seguindo na caça do líder Barcelona, que tem 37

    Folhapress | 18:48 – 03/12/2025


    Burle cai em onda gigante, quase se afoga e tem resgate dramático

  • Bolsa renova recorde de fechamento com dados de emprego nos EUA; dólar recua

    Bolsa renova recorde de fechamento com dados de emprego nos EUA; dólar recua

    O Ibovespa, índice de referência do mercado acionário brasileiro, encerrou o dia com alta de 0,41%, aos 161.755 pontos; o dólar encerrou o pregão em baixa de 0,29%, a R$ 5,314

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Bolsa renovou o recorde histórico de fechamento pelo segundo dia consecutivo nesta quarta-feira (3), com investidores reagindo a dados fracos do mercado de trabalho dos Estados Unidos e intensificando as apostas em um corte da taxa básica de juros do país na próxima semana.

    O Ibovespa, índice de referência do mercado acionário brasileiro, encerrou o dia com alta de 0,41%, aos 161.755 pontos. Durante o pregão, a Bolsa também atingiu uma nova máxima no período de negociações, a 161.963 pontos.

    Impactado pelas previsões de cortes na taxa dos EUA, o dólar encerrou o pregão em baixa de 0,29%, a R$ 5,314, em linha com o exterior. O índice DXY, que mede o desempenho da moeda frente a seis outras fortes divisas, tinha queda de 0,50%.

    Na véspera, a Bolsa renovou os recordes intradiário e de fechamento ao encerrar acima da marca de 161 mil pontos pela primeira vez. Também foi a primeira vez que o mercado acionário brasileiro negociou acima dos 160 mil pontos.

    O maior apetite ao risco ajudou a derrubar o dólar, que recuou 0,53%, para R$ 5,329. No ano, o dólar registra queda de 13,76%; a Bolsa, alta de 33,63%.

    O pregão desta quarta acompanha o cenário econômico dos EUA, com os investidores atentos a informações do setor privado do país, realizado pela ADP, em meio à crescente aposta de corte de juros pelo Fed na próxima semana.

    O setor fechou mais vagas do que abriu em novembro, contrariando a projeção de analistas, revelou relatório divulgado nesta quarta-feira. Foram fechados 32 mil postos de trabalho no último mês, ante estimativa de economistas consultados pela Reuters de abertura de 10 mil postos de trabalho.

    Para João Soares, sócio-fundador da Rio Negro Investimentos, os números surpreendem negativamente. “É uma queda bastante acentuada no número de empregos. Os empresários estavam tentando ter uma leitura mais clara sobre o real impacto das tarifas na demanda, para então tomar decisões de contratação. O dado de hoje revela de que talvez haja um enfraquecimento um pouco maior do que o esperado nos EUA”, afirma.

    Segundo ele, os dados devem pesar para o Fed tomar uma decisão na reunião da próxima quarta-feira (10).

    Por mais que a paralisação do governo federal dos EUA tenha se encerrado no começo do mês, dados importantes não foram coletados. O relatório “payroll”, uma das métricas preferidas do Fed (Federal Reserve, banco central americano) para medir informações sobre empregos, está defasado e só será atualizado em 16 de dezembro, quando as informações de outubro e novembro serão divulgadas.

    O BC americano, portanto, irá focar em outros dados. “Não vai ter divulgação de novas informações oficiais em relação ao emprego e inflação [antes da decisão do dia 10 de dezembro]. Cresce a importância de dados regionais e de informações sobre o setor privado para o Fed calibrar a leitura de como a economia americana está evoluindo”, diz Leonel Mattos, analista de Inteligência de Mercado da StoneX.

    A ferramenta FedWatch, do CME Group revela que investidores veem uma chance de 88,8% de que o banco central americano reduza a taxa de juros para 3,50% a 3,75%, em dezembro -hoje é de 3,75% a 4,00%.

    Reduções nos juros dos EUA costumam ser uma boa notícia para os mercados globais -e o oposto também é verdadeiro. Como a economia norte-americana é vista como a mais sólida do mundo, os títulos do Tesouro, também chamados de “treasuries”, são um investimento praticamente livre de risco.

    Quando os juros estão altos, os rendimentos atrativos das treasuries levam operadores a tirar dinheiro de outros mercados. Quando eles caem, a estratégia de diversificação vira o norte, e investimentos alternativos ganham destaque.

    Além disso, uma redução nos juros por lá e a manutenção da taxa brasileira fortalece a estratégia conhecida como “carry trade”. Nela, pega-se dinheiro emprestado a taxas mais baixas, como a dos EUA, para investir em ativos com alta rentabilidade, como a renda fixa brasileira.

    Assim, quanto mais atrativo o carry trade, mais dólares tendem a entrar no Brasil, o que ajuda a valorizar o real.

    No mercado doméstico, os investidores repercutem falas do presidente Lula sobre as tarifas dos Estados Unidos.

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta quarta-feira (3), que espera boas notícias sobre revogações de tarifas americanas impostas contra o Brasil, após a conversa que manteve com Donald Trump na terça (2).

    “Da mesma forma que o povo teve uma notícia ruim quando o Trump anunciou a taxação [de 50%], acho que está perto de ouvir uma notícia boa”, disse Lula. Ele lembrou ainda que recentemente os EUA já suspenderam parte do tarifaço em vigor contra o país.

    Segundo o presidente brasileiro, o país pode esperar o anúncio da retirada de mais sobretaxas que ainda estão em vigor sobre produtos brasileiros. “Muita coisa vai acontecer”, afirmou.

    Na terça-feira, Trump já havia dito que teve uma ótima conversa com o presidente Lula.

    “Tivemos uma ótima conversa, conversamos sobre negócios, sanções, porque, como você sabe, nós aplicamos sanções a eles por causa de algumas coisas que aconteceram. Mas nós tivemos uma ótima conversa. Eu gosto dele, nós tivemos algumas reuniões, e nós tivemos uma ótima conversa”, disse a jornalistas.

    No fim de julho, o governo americano impôs uma sobretaxa de 40% a produtos importados pelo Brasil, que somou-se às chamadas “tarifas recíprocas” de 10% aplicadas globalmente. O decreto, no entanto, previu uma lista com quase 700 exceções, como suco de laranja e produtos de aviação, que livrou 43% do valor de itens brasileiros exportados para o exterior, segundo levantamento feito pela Folha.

    Em 14 de novembro, o governo americano derrubou a tarifa de 10% de algumas das principais exportações brasileiras, como carne e café. Depois, a sobretaxa de 40% também caiu para uma gama de produtos, isentando-os das taxas adicionais aplicadas pelo republicano desde abril.

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  • Decisão sobre aposentadoria por invalidez tem reviravolta e STF suspende julgamento

    Decisão sobre aposentadoria por invalidez tem reviravolta e STF suspende julgamento

    A decisão em favor dos segurados e contra a regra do INSS teve reviravolta porque Alexandre de Moraes mudou seu voto; veja a posição dos ministros no julgamento!

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O STF (Supremo Tribunal Federal) suspendeu o julgamento de duas ações que tratam sobre a reforma da Previdência de 2019 nesta quarta-feira (3). A primeira delas contesta o cálculo da aposentadoria por invalidez do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e a outra trata sobre imunidade tributária para servidores aposentados por doença grave.

    A suspensão do primeiro processo ocorreu porque dois ministros estavam ausentes, Gilmar Mendes e Luiz Fux. No caso da segunda ação, não houve tempo para que todos votassem. Este último caso pode ser retomado na sessão desta quinta (4).

    Por 5 votos a 4, os ministros presentes entenderam que o redutor de 40% aplicado na aposentadoria por incapacidade permanente quando há acidente ou doença comum é inconstitucional. A reforma mantém cálculo mais vantajoso quando a invalidez é decorrente de doença ou acidente de trabalho.

    Votaram pela inconstitucionalidade os ministros Flávio Dino; Edson Fachin, presidente do STF; Alexandre de Moraes; Dias Toffoli e Cármen Lúcia. A favor da reforma estão os ministros Luís Roberto Barroso -já aposentado e que deixou seu voto por ser relator da ação-, Cristiano Zanin, André Mendonça e Kassio Nunes Marques.

    A decisão em favor dos segurados e contra a regra do INSS teve reviravolta porque Alexandre de Moraes mudou seu voto. O caso já tinha começado a ser julgado no plenário virtual e Moraes havia acompanhado Barroso, dizendo que a regra é constitucional.

    Nesta quarta, porém, seguiu o ministro Flávio Dino. Dino afirmou não ser contrário às mudanças trazidas pela reforma, mas que é preciso ter responsabilidade fiscal e responsabilidade social ao mesmo tempo. Para ele, neste caso, as mudanças ferem princípios constitucionais como o da dignidade da pessoa humana e da isonomia.

    “Em primeiro lugar, não sou daqueles que consideram que a reforma da Previdência ou mesmo a reforma trabalhista só trouxe males ao país. Pelo contrário, em face dos tempos que vivemos de gravíssimas constrições fiscais, mudanças são necessárias, mas o consequencialismo não pode ser unívoco”, disse.

    Segundo a emenda constitucional 103, a aposentadoria por invalidez deve ser calculada em 60% da média salarial do segurado mais 2% a cada ano extra que ultrapassar o tempo mínimo, como ocorre com as demais aposentadorias da Previdência Social. Quando houver invalidez por acidente de trabalho, doença ocupacional ou doença do trabalho, o cálculo é de 100% sobre a média salarial.

    Outro debate diz respeito ao auxílio-doença, chamado de benefício por incapacidade temporária, cujo cálculo é mais vantajoso ao segurado. Neste caso, o beneficiário recebe 91% sobre sua média salarial, percentual maior do que quando há a concessão de benefício permanente.

    Os ministros entenderam que não há isonomia, ferindo princípio constitucional. A ministra Cármen Lúcia apontou que não houve tratamento igual aos cidadãos perante a lei, como diz a Constituição.

    Ao abrir a sessão, o presidente do Supremo lembrou ser celebrado nesta quarta o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, o que norteou o voto de parte dos ministros. Dino afirmou, em seu voto, que o Brasil é signatário de norma internacional que protege a pessoa com deficiência e que, na ocasião, a regra foi aprovada como emenda constitucional.

    João Badari, do escritório Aith, Badari e Luchin, que representou o Ieprev (Instituto de Estudos Previdenciários) como amicus curiae -amigo da corte- afirmou aos ministros que a reforma trouxe retrocessos como o redutor de 40%. “Nós tratamos a aposentadoria por incapacidade permanente como um benefício programado, onde ele não é.”

    Já o INSS argumentou que direitos foram mantidos. “A aposentadoria por invalidez continua existindo, a fórmula de cálculo foi alterada, mas a essência do direito permanece incólume, inalterado”, disse a procuradora federal Renata Maria Pontes Cunha.

    STF ANALISA AINDA OUTRAS DUAS AÇÕES

    Além da aposentadoria por invalidez, os ministros analisam alterações na aposentadoria especial -cálculo, idade mínima e conversão de tempo especial em comum- e revogação da isenção de contribuições previdenciárias sobre benefícios de servidores aposentados e pensionistas com doença grave que ultrapassem o dobro do teto da Previdência Social.

    As ações já têm posicionamento de alguns ministros, com votos contrários e a favor. Se o Supremo entender que as normas são inconstitucionais, a economia prevista com a reforma na época da aprovação da emenda constitucional 103 ficará comprometida, segundo argumentos da AGU (Advocacia-Geral da União).

    “Referidas projeções atuariais registram a existência de um ‘déficit atuarial de aproximadamente R$ 1,221 trilhão, na posição em 31 de dezembro de 2018”, diz documento enviado pela AGU ao STF em uma das ações. Segundo os cálculos, o déficit leva em consideração projeção de receita de R$ 315,571 bilhões e de despesa futura em R$ 1,536 trilhão.

    Adriane Bramante, conselheira da OAB-SP (Ordem dos Advogados do Brasil em SP) e do IBDP (Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário), aponta que a criação da idade mínima na aposentadoria especial inviabiliza o benefício. Isso porque para ter direito à aposentadoria especial o segurado poderá passar até 40 anos no mercado de trabalho em atividade prejudicial à saúde.

    Estamos esperançosos com a melhor decisão, pois de fato se trata de um benefício que tem como foco principal a saúde do trabalhador e a reforma mudou drasticamente as condições de acesso dele”, diz.

    O advogado Leandro Madureira, do escritório Mauro Menezes & Advogados, aponta a importância do julgamento. “São temas fundamentais para toda a sociedade, tanto do regime geral quanto do regime próprio. As decisões definirão o nível de proteção previdenciária de milhões de pessoas em situação de doença grave, incapacidade ou exposição permanente a agentes nocivos”, afirma.

    APOSENTADORIA POR INVALIDEZ

    A ação tem repercussão geral o que significa que o que for decidido valerá para todos os caso do tipo no país. A corte vai decidir se o redutor de 40% aplicado neste benefício -hoje chamado de aposentadoria por incapacidade permanente- é constitucional.

    O ministro Luís Roberto Barroso, ex-presidente do STF e relator do tema 1.300, já votou a favor da mudança em julgamento no plenário virtual. Ele foi acompanhado por Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin.

    Segundo emenda constitucional 103, a aposentadoria por invalidez deve ser calculada em 60% da média salarial do segurado mais 2% a cada ano extra que ultrapassar o tempo mínimo, como ocorre com as demais aposentadorias da Previdência Social.

    Quando houver invalidez por acidente de trabalho, doença ocupacional ou doença do trabalho, o cálculo deve ser de 100% sobre a média salarial.

    O caso começou a ser julgado do zero, e todos os votos antigos foram descartados, com exceção do voto do ministro Barroso, já aposentado. A análise do caso foi interrompida em setembro por pedido do ministro Flávio Dino. Ele tinha 90 dias para devolver o processo, prazo que terminaria em 22 de dezembro, mas já adiantou a devolução e, com isso, o ministro Edson Fachin, atual presidente do Supremo, pautou o julgamento.

    APOSENTADORIA ESPECIAL

    A reforma da Previdência estabeleceu idade mínima na aposentadoria especial, paga a segurados que trabalham em atividades consideradas prejudiciais à saúde. Antes, o benefício era concedido apenas ao se conquistar o tempo mínimo no mercado de trabalho, que era reduzido conforme o nível de exposição d atividade, se grave, leve ou moderado.

    Após a mudança, novos segurados precisam ter idade mínima de 55, 58 e 60 anos, conforme o nível de exposição da atividade. Houve também a proibição de conversão de tempo especial em comum, que é quando o trabalhador utiliza o tempo trabalhado em atividade especial e o converte para comum, com um bônus por ter sido exposto a atividade prejudicial à saúde.

    Não é mais possível fazer essa conversão para atividades exercidas após a publicação da emenda 103, em 13 de novembro de 2019.

    “Se o segurado não tiver 25 anos de tempo especial, o tempo dele de trabalho dele não serve para nada, é como se ele trabalhasse em uma atividade comum, sem prejuízo à saúde. Isso é flagrantemente inconstitucional”, diz Adriane, sobre o fim da conversão.

    A especialista é uma crítica da falta de estudos técnicos à época como foco na saúde do trabalhador e não apenas voltados para a questão atuarial. Outro ponto é o cálculo do benefício, que segue igual aos demais, de 60% sobre o tempo mínimo de contribuição mais 2% a cada ano extra.

    O placar atual tem dois votos contra a mudança e dois votos a favor. Votaram pela constitucionalidade das regras da reforma os ministros Luis Roberto Barroso e Gilmar Mendes. O atual presidente, ministro Edson Fachin, e a ex-presidente do STF, Rosa Weber, foram contra e apontaram que há inconstitucionalidade.

    O ministro Fachin já se posicionou, em outra ocasião, pela conversão do tempo e contra a proibição. “Esperamos que o mesmo entendimento se aplique agora [neste julgamento] no quesito da conversão”, diz Adriane.

    Isenção de contribuição para servidor

    O processo que discute o fim da isenção do pagamento da contribuição para servidores aposentados e pensionistas foi levado ao Supremo pela Anamatra, associação de juízes. A entidade questiona o fim da da isenção de pagamento de contribuição a quem ganha até dois tetos do INSS.

    O argumento é de que, com a revogação desse direito após a reforma da Previdência, servidores aposentados e pensionistas com doença grave poderão ter de pagar contribuições em momento de maior fragilidade. O relator desta ação é o ministro Edson Fachin, que votou contra as regras da reforma.

    A análise foi suspensa após o voto de Fachin e deve ser retomada nesta quinta (4), se houver tempo. Segundo o advogado Leandro Madureira, sócio do escritório Mauro Menezes & Advogados, essa alteração aumentou o peso financeiro para quem já está em forte situação de vulnerabilidade.

    “As aposentadorias por incapacidade permanente são concedidas quando a pessoa já está no limite do seu adoecimento. Ao reduzir a faixa de isenção, a reforma gera um comprometimento maior do orçamento desses aposentados e pensionistas, que passam a ter uma despesa maior com contribuição previdenciária após 2019.”

    Decisão sobre aposentadoria por invalidez tem reviravolta e STF suspende julgamento

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  • 'Amauri Soares, me dá um programa, pelo amor de Deus', pede Susana Vieira

    'Amauri Soares, me dá um programa, pelo amor de Deus', pede Susana Vieira

    A atriz recebeu homenagem da TV Globo e faz parte agora de um seleto grupo de artistas com o nome gravado na Calçada da Fama; Betty Faria, Tony Ramos, Walcyr Carrasco e Laura Cardoso foram alguns que ganharam a estrela

    RIO DE JANEIRO, RJ (CBS NEWS) – Duas semanas depois de reclamar nas redes sociais do salário que recebe do contrato vitalício com a Globo, Susana Vieira recebeu homenagem da emissora nesta quarta-feira (3). A atriz faz parte agora de um seleto grupo de artistas com o nome gravado na Calçada da Fama. A intérprete de Maria do Carmo em “Senhora do Destino” (2004) lamentou estar fora do ar, se queixou de não ter mais do peru de Natal do Roberto Marinho e ainda pediu um programa para comandar na TV.

    “Ai, gente… Sou exibida mesmo. Pensei em não fazer um discurso por causa do compliance [departamento que apura conduta dos funcionários]. Mas vou fazer. Amauri Soares, me dá um programa, pelo amor de Deus. Tantos programas e você só dá para a Angélica e outras… Sou muito mais engraçada do que elas”, brincou, dirigindo-se aos diretores presentes.

    Ela continuou: “O país mudou, as coisas mudaram e a gente continua feliz de estar ainda empregado aqui. Me sinto grata. E o meu contrato é vitalício. Se vocês pensam que vão me pagar mais três ou quatro anos, vão me aguentar até os 100.”

    Apesar das brincadeiras, ela se emocionou as falar das colegas de emissora. Citou Regina Duarte como sua “primeira amiga na casa”, reverenciou Arlete Salles e Tonia Carrero e mencionou colegas de diferentes épocas da emissora. “Eu não sei se fui eu que fiquei velha ou vocês que morreram. Eu sei que não tem mais quase ninguém do meu tempo aqui. Mas é uma felicidade ver que tudo deu certo.”

    Susana ainda aproveitou para exaltar a força da televisão e ressaltou que, apesar das mudanças tecnológicas, o hábito de ligar a TV continua vivo. Antes de se despedir, fez menção à nova geração de artistas e não resistiu: “Para essa turma nova que tá chegando, vem aprender a fazer televisão, gente. Tem muita gente precisando aprender. Vê novela antiga. Não é? Canal Viva”.
    Além de Susana Vieira e Regina Duarte, Luiz Fernando Guimarães, Tony Tornado, Marcos Caruso,

    Nívea Maria, Zezé Motta, Daniel Filho, Dedé Santana, Osmar Prado, Arlete Salles, Walter Carvalho, Vera Fischer, Irene Ravache e Othon Bastos foram homenageados na Calçada da Fama nos Estúdios Globo.

    Em outubro, a Calçada da Fama foi inaugurada com seus primeiros 15 profissionais veteranos. Betty Faria, Tony Ramos, Walcyr Carrasco e Laura Cardoso foram alguns que ganharam a estrela.

    'Amauri Soares, me dá um programa, pelo amor de Deus', pede Susana Vieira

  • Arsenal bate Brentford e mantém vantagem sobre o City na ponta do Inglês

    Arsenal bate Brentford e mantém vantagem sobre o City na ponta do Inglês

    (UOL/FOLHAPRESS) – O Arsenal foi eficiente, marcou no começo e no fim da partida, e venceu o Brentford por 2 a 0 no Emirates Stadium, se mantendo traquilo na liderança do Campeonato Inglês. Em duelo pela 14ª rodada, Merino e Saka balançaram as redes, e os Gunners reencontraram a vitória após empate no clássico contra o Chelsea.

    Gabriel Jesus foi opção no banco mais uma vez, mas não entrou. O atacante brasileiro está recuperado de uma grave lesão no joelho esquerdo, sofrida em janeiro. Ele já havia sido opção para Arteta na última partida, contra o Chelsea, mas também não foi acionado.

    Com o triunfo, o Arsenal mantém cinco pontos de vantagem na ponta. O clube de Londres chega a 33 contra 28 do vice-líder Manchester City.

    O Brentford, por sua vez, perde a chance de se aproximar do G5 de vagas europeias, e estaciona nos 19 pontos, em 13º lugar.

    Ambas as equipes voltam a campo no sábado. Os Gunners recebem o Aston Villa, enquanto o Brentford visita o Tottenham pela próxima rodada da Premier League.

    COMO FOI O JOGO

    O Arsenal começou pressionando e abriu o placar no início. Madueke deixou de letra com Ben White, que chegou no fundo e cruzou para Merino testar para as redes, aos 10 minutos. Depois do gol, os Gunners seguiram em cima, e Madueke teve boa chance. O camisa 20 passou de um pé para outro na área, deixou dois marcadores para trás e finalizou para defesa de Kelleher.

    Os mandantes controlavam a partida, mas o Brentford assustou com bola no travessão. Janelt bateu escanteio na área, Schade subiu sozinho, mas Raya fez uma defesaça antes da bola pegar no travessão. Martinelli respondeu para o Arsenal, só que mandou por cima. Antes do intervalo, Madueke teve outra chance, porém chutou para fora depois de cruzamento rasteiro de Rice.

    O segundo tempo começou em ritmo lento. As equipes voltaram do intervalo e demoraram a criar chances. Do lado do Brentford, o brasileiro Igor Thiago entrou no jogo aos 15 minutos. O Arsenal voltou a assustar aos 20. Depois de a zaga afastar, Rice dominou na entrada da área e deixou com Calafiori, que bateu rasteiro para Kelleher espalmar. No rebote, Merino tentou cavar pênalti, mas a bola ficou com o goleiro.

    E o Arsenal matou o jogo após perder chances. Pouco depois, Rice mandou de fora da área, e Kelleher espalmou. Merino ficou na cara do gol com o arqueiro caído mas, dentro da pequena área, caiu e perdeu a oportunidade. Já no final, o Brentford se desorganizou. Calafiori finalizou depois de carregar, Kelleher espalmou e se recuperou muito rápido para evitar o gol de Saka. Mas aos 45 minutos, o camisa 7 deu números finais aos jogo. Em contra-ataque, Saka bateu alto, Kelleher defendeu, só que a bola chorou para entrar: 2 a 0.

    Real Madrid bateu o Athletic Bilbao por 3 a 0 e com a vitória vai a 36 pontos no Espanhol, seguindo na caça do líder Barcelona, que tem 37

    Folhapress | 18:48 – 03/12/2025

    Arsenal bate Brentford e mantém vantagem sobre o City na ponta do Inglês

  • Lula: queda da pobreza está ligada à menor inflação e maiores salários

    Lula: queda da pobreza está ligada à menor inflação e maiores salários

    De acordo com o IBGE, em um ano, 8,6 milhões de brasileiros deixaram a pobreza, e 1,9 milhão saíram da miséria, mostrando o crescimento econômico do país

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou, nesta quarta-feira (3), a redução da pobreza e da extrema pobreza no país, anunciada mais cedo pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o presidente, há mais dinheiro circulando entre os trabalhadores por causa da redução geral dos preços e crescimento dos salários.

    “Nós temos hoje a menor inflação acumulada em quatro anos. Hoje, nós temos o maior crescimento do salário mínimo, o maior crescimento da massa salarial deste país. Hoje, nós temos o menor desemprego da história deste país. E hoje, nós temos o menor índice de pobreza de todos os 525 anos de história desse país. Por uma razão muito simples, o dinheiro está chegando na mão do povo”, afirmou durante visita ao polo automotivo do Ceará, em Horizonte. 

    A cerimônia marcou o início da produção de veículos elétricos da General Motors no Brasil. O presidente também lembrou a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil de salário, que entra em vigor a partir de janeiro, e os sucessivos crescimentos da economia acima de 3% desde 2023.

    “É esse país que nós temos que fazer acontecer, todo mundo tem que participar da riqueza produzida. É por isso que nós fizemos o desconto do Imposto de Renda, porque, no Brasil, o rico paga proporcionalmente menos do que o pobre”, observou.

    Energia renovável

    Em seu discurso após visita à fábrica automotiva, que produzirá carros elétricos, Lula destacou que o Brasil já tem 53% de energia renovável, enquanto países desenvolvidos querem chegar a 40% em 2050.

    “É por isso que é importante o carro elétrico, é por isso que é importante a decisão da GM vir para cá, para a gente poder mostrar que este país não deve nada a ninguém”, disse.

    Para o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, o anúncio reforça a cadeia automotiva nacional e estimula a mobilidade sustentável no país. Ele lembrou que essa é a terceira fábrica automobilística que o presidente Lula reabre.

    “Quando o presidente Lula assumiu, a indústria automotiva estava em crise. Inúmeras fábricas fechadas e uma enorme ociosidade. O presidente lançou, logo no início, o carro patrocinado para estimular as vendas. Num único dia foram vendidos 29 mil veículos”, disse. 

    Alckmin também lembrou o lançamento da Nova Indústria Brasil (NIB). “E essa nova indústria está aqui representada. É uma indústria inovadora”, completou Alckmin.

    AgendaMais cedo, ainda no Ceará, Lula participou da entrega das novas carteiras nacionais de docentes a professores do estado, em evento em Fortaleza. Na ocasião, ele também assinou a autorização para a terceira etapa de obras do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) no Ceará. Com investimento de R$ 181,3 milhões, o ato marca um novo avanço no projeto de implantação da instituição na Base Aérea de Fortaleza.

     

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  • 'Se a Globo me chamar, eu venho', diz Regina Duarte

    'Se a Globo me chamar, eu venho', diz Regina Duarte

    A atriz também falou sobre as criticas que recebe por seu posicionamento a favor do ex-presidente Jair Bolsonaro

    RIO DE JANEIRO, RJ (CBS NEWS) – Com mais de 50 anos de Globo, Regina Duarte tem saudades da emissora. Afastada desde 2017 -sua última novela foi “Tempo de Amar”- ela revelou que aceitaria um convite para voltar à casa. “Sim. Aceitaria. Se a Globo me chamar, eu venho”, disse à Folha de S.Paulo.

    Homenageada pela emissora com o nome gravado na Calçada da Fama, Regina se emocionou com a recepção dos funcionários que acompanharam a cerimônia. “Me sinto em casa aqui, sabe? Passa anos e essa sensação continua. É tão bom ainda se sentir amada e respeitada e assim que me sinto toda vez que venho aqui”, diz a atriz que completa: “Interpretar era o que eu sempre quis fazer na vida e a Globo me deu esse espaço pra que eu pudesse me expressar. Expressar tudo que eu tinha trazido do berço”.

    Regina, 78, também destaca que vive um momento de realização. “Gosto muito da vida que levo vendo os meus netos crescerem, as artes plásticas me fascinam e acredito que tenho muitas coisas para fazer. Enfim. Me sinto viva, produtiva.”

    Questionada se via essa homenagem como uma forma reaproximação, Regina não pensou duas vezes: “Será? Vamos aguardar. Como já disse, voltaria. Só não quero me repetir, né? Mas também não tem como não se repetir na idade que eu tô, né? Agora vai ser sempre uma vovó [risos].”

    A atriz também falou sobre as criticas que recebe por seu posicionamento a favor do ex-presidente Jair Bolsonaro. “Na verdade, eu me sinto muito amada. Se alguma vez eu vi ou ouvi ou li algo que não era o que eu esperava, o amor, eu ficava e fico triste, claro, mas esqueco em cinco minutos.”

    'Se a Globo me chamar, eu venho', diz Regina Duarte

  • Vini Jr vacila, mas Real vence com dois de Mbappé e segue caça ao Barcelona

    Vini Jr vacila, mas Real vence com dois de Mbappé e segue caça ao Barcelona

    (UOL/FOLHAPRESS) – Em jogo adiantado da 19ª rodada, o Real Madrid bateu o Athletic Bilbao por 3 a 0 e voltou a vencer após três empates seguidos em La Liga. No Estádio San Mamés, Mbappé (duas vezes) e Camavinga anotaram os gols do triunfo merengue, enquanto Vini Jr teve boas oportunidades para marcar, mas desperdiçou e chega ao 12º jogo sem balançar as redes.

    Com a vitória, a equipe de Xabi Alonso vai a 36 pontos e segue na caça do líder Barcelona, que tem 37. Na última rodada, o Barça assumiu a ponta após o tropeço do Real contra o Girona.

    Já o Athletic Bilbao estaciona nos 20 pontos, em oitavo lugar, perdendo a chance de se aproximar do G6 para vagas em competições europeias.

    Ambas as equipes voltam a campo pela 15ª rodada. O Real Madrid encara o Celta de Vigo no domingo, no Santiago Bernabéu. O Athletic Bilbao, por sua vez, terá outro duelo difícil contra o Atlético de Madrid, um dia antes.

    COMO FOI O JOGO

    O Real Madrid começou impondo seu ritmo no início da partida, teve as primeiras chances e abriu o placar com Mbappé. Aos seis minutos, Alexander-Arnold mandou bola longa para o camisa 10, que arrancou, passou por dois marcadores e acertou um míssil: 1 a 0. Antes, Mbappé já havia desperdiçado outra chance em grande defesa de Unai Simón.

    Vini Jr perdeu uma chance cara a cara, e os mandantes melhoraram no jogo. Com 18 minutos, o brasileiro tabelou com Mbappé e foi lançado em profundidade. Na frente do goleiro, o camisa 7 ficou sem saber o que fazer, tentou um passe e foi interceptado. Pouco depois, Courtois fez duas defesaças. Na primeira, o Real saiu jogando errado, e Guruzeta fuzilou para o goleiro espalmar. Na segunda, Berenguer recebeu de letra de Nico Williams e, cara a cara, viu Courtois fazer uma defesa à la goleiro de handebol.

    Vinícius desperdiçou de novo, mas Camavinga ampliou antes do intervalo. O atacante do Real recebeu em profundidade, passou pelo goleiro e, sem ângulo, acabou acertando a trave. Depois, Militão achou Vini em profundidade, mas o camisa 7 foi parado em grande ação de Unai Simón. Aos 41, Alexander-Arnold cruzou, Mbappé mandou para o meio de área e Camavinga, sem goleiro, testou para ampliar: 2 a 0.

    Courtois aparece de novo, mas o Real esfriou o jogo, e Mbappé marcou mais um. Na volta do intervalo, Jauregizar arriscou de longe, e o goleiro do Real fez uma defesaça de mão trocada. Após a chance dos mandantes, a partida deu uma acalmada, e os merengues voltaram a marcar. Aos 13 minutos, Mbappé recebeu na ponta da área e, com muito espaço, acertou no canto de Unai Simón: 3 a 0.

    Após o terceiro dos merengues, o jogo esfriou de vez, e Xabi Alonso tirou suas principais peças. Vini Jr foi substituído por Rodrygo aos 30 minutos – o camisa 7 deu um abraço no técnico ao sair de campo. Mbappé também saiu para a entrada de Gonzalo García, enquanto Endrick não saiu do banco.

     

    Vini Jr vacila, mas Real vence com dois de Mbappé e segue caça ao Barcelona

  • IBGE: Em um ano, 8,6 milhões de brasileiros deixaram a pobreza, e 1,9 milhão saíram da miséria

    IBGE: Em um ano, 8,6 milhões de brasileiros deixaram a pobreza, e 1,9 milhão saíram da miséria

    Em 2024, o Brasil tinha 48,9 milhões de habitantes vivendo abaixo da linha de pobreza, o equivalente a uma fatia de 23,1% da população sobrevivendo com cerca de R$ 23,13 por dia

    O aquecimento do mercado de trabalho e a manutenção de programas de transferência de renda reduziram a pobreza e a miséria no País em 2024 para novos pisos históricos. Em apenas um ano, 8,6 milhões de brasileiros deixaram a pobreza, e 1,9 milhão saíram das condições de miséria. Os dados são da Síntese dos Indicadores Sociais (SIS) divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira, 3.

    Em 2024, o Brasil tinha 48,9 milhões de habitantes vivendo abaixo da linha de pobreza, o equivalente a uma fatia de 23,1% da população sobrevivendo com cerca de R$ 23,13 por dia. No ano anterior, em 2023, 27,3% da população vivia em condições de pobreza, 57,6 milhões de pessoas.

    Já o contingente de miseráveis correspondia a 3,5% da população do País em 2024, o equivalente a 7,4 milhões de brasileiros em situação de pobreza extrema, sobrevivendo com menos de R$ 7,27 por dia. Em 2023, porém, o número de miseráveis somava 9,3 milhões, 4,4% de toda a população.

    Tanto o total de pessoas vivendo em situação de pobreza quanto o de indivíduos em condições miseráveis desceram em 2024 ao patamar mais baixo da série histórica, seja em números absolutos, seja como proporção da população. A série histórica da pesquisa do IBGE, que usa dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, teve início em 2012.

    Pelos critérios dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas e recomendações do Banco Mundial, a pobreza extrema é caracterizada por uma renda familiar per capita disponível inferior a US$ 2,15 por dia, o equivalente a um rendimento médio mensal de R$ 218 por pessoa em 2024, na conversão pelo método de Paridade de Poder de Compra (PPC) – que não leva em conta a cotação da taxa de câmbio de mercado, mas o valor necessário para comprar a mesma quantidade de bens e serviços no mercado interno de cada país em comparação com o mercado nos Estados Unidos.

    Já a população que vive abaixo da linha de pobreza é aquela com renda disponível de US$ 6,85 por dia, o equivalente a R$ 694 mensais por pessoa em 2024. O IBGE esclarece que o Banco Mundial atualizou em junho de 2025 as suas linhas de pobreza, mas as informações da Síntese de Indicadores Sociais já estavam processadas, por isso o instituto optou por fazer nova atualização apenas na edição do próximo ano.

    O IBGE ressaltou que o maior dinamismo do mercado de trabalho foi mais importante para explicar a redução na pobreza, enquanto os benefícios sociais foram mais significativos na queda da extrema pobreza. Caso não existissem os benefícios de programas sociais, a extrema pobreza teria passado de uma fatia de 11,1% dos brasileiros em 2023 para 10,0% da população em 2024. Ou seja, a renda proveniente de outras fontes, incluindo do mercado de trabalho, também reduziria o contingente de miseráveis no País, mas a população sobrevivendo em condição de pobreza extrema no ano passado ainda somaria quase o triplo dos atuais 3,5% de brasileiros nesta condição.

    A pobreza também afetaria uma proporção maior da população se não houvesse benefícios sociais, mas ainda cairia de uma fatia de 32,3% dos habitantes em 2023 para 28,7% em 2024, o que evidencia um maior peso da renda do trabalho para este grupo. De qualquer forma, em 2024, efetivamente 23,1% dos brasileiros sobreviviam em condições de pobreza, o que significa um impacto positivo das transferências de renda também na redução dessa fatia da população.

    O índice de Gini do rendimento médio domiciliar per capita de todas as fontes – indicador que mede a desigualdade de renda, numa escala de 0 a 1, em que, quanto mais perto de 1 o resultado, maior é a concentração de riqueza – desceu de 0,517 em 2023 para a mínima histórica de 0,504 em 2024. Entretanto, foram os benefícios de programas sociais que impediram que a desigualdade fosse mais elevada: se excluída a renda proveniente dessas transferências, o Índice de Gini teria saído de 0,554 em 2023 para 0,542 em 2024.

    Entre 2023 e 2024, o rendimento médio domiciliar per capita mensal cresceu 4,9%, subindo a R$ 2.017, o maior da série histórica iniciada em 2012. Houve aumento em todas as faixas de renda, mas o crescimento foi maior entre os 10% da população com os menores rendimentos, elevação de 13,2% na passagem de 2023 para 2024. Entre os 10% mais ricos, a renda per capita subiu 1,6%, para R$ 7.983 mensais. Apesar da evolução, os 10% mais pobres ainda recebiam apenas R$ 248 mensais por pessoa da família em 2024.

    Em relação ao início da série, 2012, a renda média domiciliar per capita dos 10% mais pobres cresceu 52,3%, enquanto a dos 10% mais ricos aumentou 9,8%. Na média da população, o avanço foi de 18,9%.

    Na passagem de 2023 para 2024, houve redução da extrema pobreza em todas as grandes regiões do País, com maior impacto no Norte e Nordeste. Porém, essas regiões ainda concentravam fatia expressiva da população vivendo nessas condições.

    Em 2024, a Região Nordeste detinha 26,9% da população brasileira, mas concentrava 50,3% das pessoas em situação de extrema pobreza e 45,8% dos que viviam em situação de pobreza. Já o Sudeste, com 41,8% de toda a população do País, respondia por 28,2% dos extremamente pobres e 28,3% dos pobres brasileiros. O Norte respondia por 8,6% da população, mas concentrava 11,4% de todos os miseráveis e 13,4% dos pobres brasileiros.

    O levantamento mostrou ainda que tanto a extrema pobreza quanto a pobreza são mais elevadas em áreas rurais do que urbanas: nas zonas rurais, 7,2% da população é considerada extremamente pobre, ante uma fatia de 3,0% nas áreas urbanas; a proporção de pessoas em situação de pobreza em domicílios rurais foi de 43,0% em 2024, quase metade dos lares existentes, enquanto em domicílios urbanos foi de 20,4%.

    IBGE: Em um ano, 8,6 milhões de brasileiros deixaram a pobreza, e 1,9 milhão saíram da miséria

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  • Decisão de Gilmar que blinda STF irrita Alcolumbre, e Congresso discute reação

    Decisão de Gilmar que blinda STF irrita Alcolumbre, e Congresso discute reação

    Oposição afirmam que a iniciativa blinda os ministros e enfraquece o poder do Senado

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), manifestou a aliados estar revoltado com a decisão liminar (provisória) do ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que suspendeu trechos da Lei do Impeachment que tratam do afastamento de ministros da corte.

    Parlamentares da oposição afirmam que a iniciativa blinda os ministros e enfraquece o poder do Senado, e aliados de Alcolumbre dizem que a decisão deve receber uma resposta do Legislativo.

    A lei é de 1950, e Gilmar considerou incompatível com a Constituição um artigo que permite a qualquer cidadão apresentar denúncia para abertura de impeachment contra magistrados do Supremo. Ele decidiu que essa atribuição cabe apenas ao chefe da PGR (Procuradoria-Geral da República), função atualmente exercida por Paulo Gonet, e ainda elevou o quórum para aprovação do afastamento pelo Senado.

    Atualmente, qualquer cidadão pode apresentar um pedido de impeachment dos ministros, e cabe ao presidente do Senado autorizar o início do processo.

    A decisão de Gilmar Mendes será levada ao plenário do STF em sessão virtual agendada para começar no próximo dia 12 e se encerrar no dia 19.

    A liminar foi proferida a partir das ADPFs (Arguições de Descumprimento de Preceito Fundamental) 1259 e 1260, apresentadas pelo partido Solidariedade e pela AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros).

    Como mostrou a Folha, Solidariedade, comandado pelo deputado Paulinho da Força, direcionou a Gilmar a ação. O parlamentar é um dos deputados mais próximos dos ministros do Supremo.

    A ação foi apresentada em setembro, quando já corria na Câmara a informação de que Paulinho seria o relator do PL da Anistia, em uma articulação para que a Casa aprovasse apenas uma redução de penas, não um perdão total, a condenados pela tentativa de golpe no governo Bolsonaro.

    A decisão, queixou-se Alcolumbre para aliados, esvazia suas prerrogativas. Ele estava reunido com Paulinho no momento em que saiu a decisão.

    Interlocutores do deputado dizem que o presidente do Senado o questionou sobre a ação e reclamou que a decisão enfraquece o Legislativo perante os outros Poderes. Paulinho respondeu que apresentou a ação há meses, antes dos embates de Alcolumbre com o governo.

    Seu objetivo seria blindar os ministros contra a investida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aliados, que buscam fomentar o impeachment de integrantes do Supremo para retirá-lo da prisão. Bolsonaro já declarou publicamente que sua meta na eleição de 2026 é eleger a maioria do Senado para pressionar o STF.

    Aliados do presidente do Senado afirmam que deve ocorrer uma reação mais dura ou tentativa de alterar a legislação para a Casa retomar a prerrogativa. A liminar de Gilmar Mendes ainda precisa ser confirmada pelos demais ministros.

    A bancada do partido Novo já sugeriu uma PEC (proposta de emenda à Constituição) na Câmara para estabelecer na Constituição que qualquer cidadão possa requerer o impeachment de ministros do Supremo no Senado. A ideia precisa do apoio de 171 deputados para começar a tramitar oficialmente.

    Para os parlamentares do Novo, a decisão enfraquece a transparência e a fiscalização.

    “Novamente alguns ministros do Supremo tentam rebaixar e usurpar a função do Poder Legislativo, sem qualquer justificativa constitucional”, dise em nota do deputado Marcel van Hattem (RS), líder do Novo.

    Um correligionário de Alcolumbre diz que a decisão de Gilmar esvazia o poder da presidência do Senado e faz com que ele perca o poder de influenciar o Supremo, já que, agora, dependerá primeiro de uma iniciativa do PGR.

    Para esse parlamentar, o ministro aproveitou a disputa entre Alcolumbre e o governo Lula (PT) em torno da escolha do novo ministro do STF para decidir sobre a alteração, já que ficaria mais difícil para o Senado brigar com os dois lados ao mesmo tempo.

    Procurado pela Folha, Alcolumbre não respondeu. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), também não quis fazer comentários.

    Para o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), a decisão de Gilmar ” configura um fato institucional de elevada gravidade”.

    “Cria-se um precedente que fragiliza o sistema de controle mútuo instituído pela Constituição”, diz em nota.

    Marinho afirmou ainda que Gilmar “ecoa o absolutismo” do rei Luís 14 da França e que o Brasil não é uma monarquia.

    “Longe de fortalecer a independência do Poder Judiciário, a decisão tende a reduzir a sujeição da Corte a mecanismos de responsabilização, abrindo espaço para uma blindagem incompatível com o Estado de Direito e com a Constituição”, completa.

    Nos últimos anos, partidos têm discutido a possibilidade de formar em 2026 uma composição no Senado que permita o impeachment de ministros do STF. Os principais defensores são aliados de Bolsonaro.

    Em outubro, a oposição no Congresso Nacional apresentou dois pedidos de impeachment contra ministros do STF, um atingindo Flávio Dino e outro Alexandre de Moraes.

    Em nota, o Solidariedade celebrou a decisão. “Em um Estado de Direito, não se pode afastar um membro do Poder Judiciário por simples discordância em relação ao mérito de suas decisões. Por isso, celebramos a relevância deste julgamento histórico para a democracia e para o fortalecimento da Constituição.”

    Decisão de Gilmar que blinda STF irrita Alcolumbre, e Congresso discute reação

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