Autor: REDAÇÃO

  • Tesouro rejeita dar garantia, e empréstimo de R$ 20 bi dos Correios é suspenso

    Tesouro rejeita dar garantia, e empréstimo de R$ 20 bi dos Correios é suspenso

    Órgão avisou que não daria aval à operação de financiamento devido aos juros altos; bancos foram alertados da suspensão, e a empresa busca nova rodada de negociação com as instituições

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O Tesouro Nacional negou a concessão de garantia soberana ao empréstimo de R$ 20 bilhões que os Correios pretendiam tomar com bancos, levando a estatal de serviços postais a suspender a transação.

    Segundo interlocutores, o órgão ligado ao Ministério da Fazenda avisou a empresa nesta terça-feira (2) que não aceitaria conceder o aval em uma operação com taxa de juros acima do custo máximo permitido pelo comitê de garantias do Tesouro.

    A operação de crédito foi aprovada pelo conselho de administração dos Correios no último sábado (29) e seria contratada com um sindicato de cinco bancos: Banco do Brasil, Citibank, BTG Pactual, ABC Brasil e Safra. Como fiador, o Tesouro Nacional honra os pagamentos em caso de inadimplência, o que torna praticamente nulo o risco de prejuízo para as instituições financeiras.

    Na proposta, o custo do empréstimo ficou um pouco abaixo do ofertado na primeira rodada de negociação, de 136% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário) ou cerca de 20% ao ano, mas ainda próximo desse patamar. A tabela de custo máximo aprovada pelo comitê de garantias do Tesouro Nacional prevê um teto de 120% do CDI (em torno de 18% ao ano) em operações desse tipo com prazo de dez anos.

    A estatal ainda não protocolou formalmente o pedido de aval à operação de crédito, mas já entregou seu plano de reestruturação e também apresentou as condições do empréstimo. Segundo interlocutores, o presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, foi chamado nesta terça para uma reunião no Ministério da Fazenda, em que foi avisado de que as condições não seriam aceitas.

    A empresa já informou os bancos da suspensão da contratação, e há expectativa por parte da companhia de voltar à mesa de negociação com as instituições financeiras, na tentativa de reduzir as taxas. A diretoria e o conselho de administração também foram alertados da situação.

    Caso os bancos não aceitem emprestar os recursos a um custo menor, a empresa pode precisar de um aporte do Tesouro Nacional para cumprir suas obrigações de curto prazo. Esse cenário não está descartado, embora ainda não haja um valor estimado de quanto seria o risco imediato para o caixa da União.

    Como mostrou a Folha de S.Paulo, a companhia está em situação financeira delicada, com dívidas com fornecedores e risco de um furo no caixa. Eventual aporte do Tesouro demandaria recursos do Orçamento e também precisaria respeitar regras fiscais, como o limite de despesas e a meta de resultado primário.

    Segundo interlocutores, os Correios tinham recebido sinalização favorável do governo à operação ainda na primeira rodada com os bancos, quando a taxa era de 136% do CDI, mas decidiram fazer uma nova chamada para tentar reduzir o custo do empréstimo.

    O veto do Tesouro veio após os detalhes da operação serem analisados pela área técnica do órgão e também pela PGFN (Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional), braço jurídico do Ministério da Fazenda.

    Desde o início das conversas sobre a operação, a área técnica da pasta manifesta preocupações em autorizar a garantia, dado o risco da operação, o que eleva as chances de a União ser efetivamente acionada para honrar os pagamentos.

    Um integrante da equipe econômica disse à Folha que o Tesouro não costuma flexibilizar o custo máximo e não vê elementos para abrir uma exceção neste ano. Segundo esse interlocutor, o órgão foi categórico de que não dará a garantia em operação cujo custo seja superior aos 120% do CDI.

    Antes de o Tesouro vetar a transação, a avaliação interna nos Correios era que a segunda proposta dos bancos apresentava condições melhores no geral.

    Antes, as instituições financeiras estavam fazendo exigências mais duras para a operação, como lucro mínimo e recebíveis futuros da empresa como garantia adicional -o que não é usual em empréstimos com aval soberano. Na segunda proposta, essas condições haviam ficado mais flexíveis, embora o custo ainda tenha ficado próximo dos 136% do CDI.

    Na avaliação de pessoas que acompanham as discussões, o risco de eventual punição pelo TCU (Tribunal de Contas da União) em caso de calote dos Correios pesou na decisão do Tesouro de travar a operação com um custo muito elevado. Isso porque os servidores e as autoridades podem responder individualmente, com o próprio CPF, caso haja alguma irregularidade ou prejuízo para a União.

    Como mostrou a Folha de S.Paulo, o governo já tem buscado alternativas para blindar os técnicos na autorização da operação e deve editar um decreto e uma portaria interministerial para permitir a concessão da garantia da União.

    A motivação desses atos, no entanto, é diferente e não tem relação direta com o custo do empréstimo. A ideia é permitir que uma estatal sob risco de dependência do Tesouro Nacional -isto é, precisar de dinheiro do Orçamento para custear despesas operacionais, incluindo pessoal- possa apresentar um plano de reestruturação com medidas de ajuste, cujos efeitos financeiros serão considerados na avaliação da capacidade de pagamento.

    A chamada “capag” é um indicador crucial para determinar se um ente ou uma empresa estatal faz jus ou não à garantia da União.

    Na prática, o ato abre caminho para que os técnicos avaliem o pedido de aval dos Correios levando em consideração medidas de ganho de receitas e corte de despesas que ainda não foram implementadas. É diferente do rito habitual, no qual o Ministério da Fazenda analisa a fotografia atual da saúde financeira dos entes ou das estatais.

    O fechamento do empréstimo é essencial para dar fôlego de caixa à empresa, que passa por dificuldades financeiras. A companhia acumula prejuízos crescentes desde 2022. Neste ano até setembro, a estatal teve um saldo negativo de R$ 6,1 bilhões.

    Tesouro rejeita dar garantia, e empréstimo de R$ 20 bi dos Correios é suspenso

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • São Paulo sofre transfer ban por dívidas com empresário de Calleri

    São Paulo sofre transfer ban por dívidas com empresário de Calleri

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O São Paulo está impedido pela Fifa de realizar transferências por conta de um calote no empresário do atacante Jonathan Calleri.

    O transfer ban já foi oficializado e publicado no site da Fifa. Há cerca de um mês para a abertura da janela de transferências, o São Paulo terá as próximas quatro semanas para chegar em um acordo com o agente Adrián Ruocco, da AIS Football.

    Calleri retornou ao São Paulo em 2021, contratado inicialmente por empréstimo. Seu empresário alega não ter recebido valores combinados pelo intermédio da operação.

    Ao UOL, o São Paulo afirmou que “houve um desacordo” entre os valores devidos ao agente e que fará o pagamento do montante junto à entidade máxima do futebol.

    SEGUNDO TRANSFER BAN

    Esta é a segunda vez em 2025 que o Tricolor é impedido de ir ao mercado pela Fifa. O outro transfer ban aconteceu em agosto, também decorrente de dívidas. Dessa vez, a questão foi com o Cerro Porteño, ex-equipe de Damián Bobadilla.

    Entidade quer que escanteios sejam revistos pelo VAR (Árbitro Assistente de Vídeo em tradução em português)para evitar marcação de gols polêmicos em partidas da Copa do Mundo de 2026

    Folhapress | 11:30 – 03/12/2025

    São Paulo sofre transfer ban por dívidas com empresário de Calleri

  • EUA: Departamento de Justiça demite 8 juizes que trabalhavam em imigração

    EUA: Departamento de Justiça demite 8 juizes que trabalhavam em imigração

    A Justiça dos Estados Unidos está promovendo demissão em massa de juízes e profissionais que não estejam alinhados com a poítica do governo de Donald Trump

    Oito juízes responsáveis por questões de imigração em Nova York foram demitidos pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, segundo informações divulgadas na terça-feira (2).

    De acordo com a Associação Nacional de Juízes de Imigração (NAIJ, na sigla em inglês), que confirmou informações divulgadas pela imprensa norte-americana, os oito magistrados atuam nº 26 da Federal Plaza, em Manhattan, que abriga um tribunal encarregado de analisar os casos de migrantes que tentam regularizar a situação de permanência nos Estados Unidos.

    Desde há meses, agentes da polícia federal com rostos encobertos percorrem diariamente os corredores daquele edifício e procedem à detenção de migrantes à saída de audiências, sob o olhar da imprensa, também presente todos os dias.

    Várias cenas de confrontos com a polícia e famílias separadas deram a volta ao mundo, tornando o nº 26 da Federal Plaza um local emblemático do endurecimento da política da Administração do Presidente Donald Trump em relação aos migrantes em situação irregular no país.

    Não se sabe o que motivou a escolha dos oito juízes demitidos, que se juntam a cerca de outros 90, segundo um cálculo do New York Times, demitidos durante o ano em todo o país (de um total de cerca de 600 com responsabilidades semelhantes).

    Para as associações de defesa dos migrantes, essas demissões visam substituir os juízes cessantes por profissionais mais alinhados com a política governamental.

    Este anúncio surge depois de, durante o fim de semana, várias dezenas de pessoas se terem reunido em Manhattan para impedir uma possível intervenção da Immigration and Costums Enforcement (ICE, polícia de imigração) contra vendedores ambulantes. A polícia de Nova York procedeu a várias prisões.

    No final de outubro, uma operação semelhante da polícia federal na muito turística Canal Street também provocou manifestações de pessoas que tentaram opor-se à mesma.

    “Cidade santuário” para os migrantes, Nova York tem limitado a cooperação entre as autoridades locais e os serviços federais de imigração.

    EUA: Departamento de Justiça demite 8 juizes que trabalhavam em imigração

  • STF julga três ações que podem mudar regras da reforma da Previdência

    STF julga três ações que podem mudar regras da reforma da Previdência

    As ações já têm posicionamento de alguns ministros, com votos contrários e a favor. Se o Supremo entender que as normas são inconstitucionais, a economia prevista com a reforma na época da aprovação da emenda constitucional 103 ficará comprometida, segundo argumentos da AGU (Adovocacia-Geral da União)

    (FOLHAPRESS) – Os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) analisam, em julgamento no plenário físico nesta quarta-feira (3), três ações que podem alterar as regras da reforma da Previdência de 2019.

    Os processos tratam sobre o cálculo da aposentadoria por invalidez paga pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), mudanças na aposentadoria especial -cálculo, idade mínima e conversão de tempo especial em comum- e revogação da isenção de contribuições previdenciárias sobre benefícios de servidores aposentados e pensionistas com doença grave que ultrapassem o dobro do teto da Previdência Social.

    As ações já têm posicionamento de alguns ministros, com votos contrários e a favor. Se o Supremo entender que as normas são inconstitucionais, a economia prevista com a reforma na época da aprovação da emenda constitucional 103 ficará comprometida, segundo argumentos da AGU (Adovocacia-Geral da União).

    “Referidas projeções atuariais registram a existência de um ‘déficit atuarial de aproximadamente R$ 1,221 trilhão, na posição em 31 de dezembro de 2018”, diz documento enviado pela AGU ao STF em uma das ações. Segundo os cálculos, o déficit leva em consideração projeção de receita de R$ 315,571 bilhões e de despesa futura em R$ 1,536 trilhão.

    Para advogados que defendem aposentados, essas regras da reforma seriam inconstitucionais. João Badari, do escritório Aith, Badari e Luchin, que representa o Ieprev (Instituto de Estudos Previdenciários) na ação, chama as regras de cálculo da aposentadoria por invalidez de injustas.

    “Eu tenho a esperança de que o Supremo Tribunal Federal vá corrigir essa injustiça trazida pela reforma da Previdência”, afirma. O motivo é que segurados com doenças graves podem ganhar menos ao se aposentarem por incapacidade permanente do que se tiverem acesso ao auxílio-doença.

    Adriane Bramante, conselheira da OAB-SP (Ordem dos Advogados do Brasil em SP) e do IBDP (Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário), aponta que a criação da idade mínima na aposentadoria especial inviabiliza o benefício. Isso porque para ter direito ao benefício o segurado poderá passar até 40 anos no mercado de trabalho em atividade prejudicial à saúde.

    Estamos esperançosos com a melhor decisão, pois de fato se trata de um benefício que tem como foco principal a saúde do trabalhador e a reforma mudou drasticamente as condições de acesso dele”, diz.

    O advogado Leandro Madureira, do escritório Mauro Menezes & Advogados, aponta a importância do julgamento. “São temas fundamentais para toda a sociedade, tanto do regime geral quanto do regime próprio. As decisões definirão o nível de proteção previdenciária de milhões de pessoas em situação de doença grave, incapacidade ou exposição permanente a agentes nocivos”, afirma.
    *
    APOSENTADORIA POR INVALIDEZ

    O primeiro processo na lista de julgamentos é o que trata sobre o cálculo da aposentadoria por incapacidade permanente, antigo benefício por invalidez. A ação tem repercussão geral o que significa que o que for decidido valerá para todos os caso do tipo no país.

    A corte vai decidir se o redutor de 40% aplicado neste benefício -hoje chamado de aposentadoria por incapacidade permanente- é constitucional. O ministro Luís Roberto Barroso, ex-presidente do STF e relator do tema 1.300, já votou a favor da mudança em julgamento no plenário virtual. Ele foi acompanhado por Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin.

    Segundo emenda constitucional 103, a aposentadoria por invalidez deve ser calculada em 60% da média salarial do segurado mais 2% a cada ano extra que ultrapassar o tempo mínimo, como ocorre com as demais aposentadorias da Previdência Social.

    Quando houver invalidez por acidente de trabalho, doença ocupacional ou doença do trabalho, o cálculo deve ser de 100% sobre a média salarial.

    “Esse foi um dos projetos de campanha do atual governo, percebendo quão injusto foi esse cálculo com o aposentado por doença grave pós-reforma da Previdência que, na maioria dos casos, ele é 31% menor do que aquela pessoa que tem aquela doença que não é grave”, afirma João Badari.

    O caso começará a ser analisado do zero, e todos os votos que foram apresentados serão descartados, com exceção do voto do ministro Barroso, já aposentado. A tendência, no entanto, é o STF seguir o que já tinha sido decidido.

    A análise da ação foi interrompida em setembro por pedido do ministro Flávio Dino. Ele tinha 90 dias para devolver o processo, prazo que terminaria em 22 de dezembro, mas já adiantou a devolução e, com isso, o ministro Edson Fachin, atual presidente do Supremo, pautou o julgamento.

    APOSENTADORIA ESPECIAL

    A reforma da Previdência estabeleceu idade mínima na aposentadoria especial, paga a segurados que trabalham em atividades consideradas prejudiciais à saúde. Antes, o benefício era concedido apenas ao se conquistar o tempo mínimo no mercado de trabalho, que era reduzido conforme o nível de exposição d atividade, se grave, leve ou moderado.

    Após a mudança, novos segurados precisam ter idade mínima de 55, 58 e 60 anos, conforme o nível de exposição da atividade. Houve também a proibição de conversão de tempo especial em comum, que é quando o trabalhador utiliza o tempo trabalhado em atividade especial e o converte para comum, com um bônus por ter sido exposto a atividade prejudicial à saúde.

    Não é mais possível fazer essa conversão para atividades exercidas após a publicação da emenda 103, em 13 de novembro de 2019.

    “Se o segurado não tiver 25 anos de tempo especial, o tempo dele de trabalho dele não serve para nada, é como se ele trabalhasse em uma atividade comum, sem prejuízo à saúde. Isso é flagrantemente inconstitucional”, diz.

    Adriane é uma crítica da falta de estudos técnicos à época. Outro ponto é o cálculo do benefício, que segue igual aos demais, de 60% sobre o tempo mínimo de contribuição mais 2% a cada ano extra.

    O placar atual tem dois votos contra a mudança e dois votos a favor. Votaram pela constitucionalidade das regras da reforma os ministros Luis Roberto Barroso e Gilmar Mendes. O atual presidente, ministro Edson Fachin, e a ex-presidente do STF, Rosa Weber, foram contra e apontaram que há inconstitucionalidade.

    O ministro Fachin já se posicionou, em outra ocasião, pela conversão do tempo e contra a proibição. “Esperamos que o mesmo entendimento se aplique agora [neste julgamento] no quesito da conversão”, diz Adriane.

    ISENÇÃO DE CONTRIBUIÇÃO PARA SERVIDOR

    O processo que discute o fim da isenção do pagamento da contribuição para servidores aposentados e pensionsitas foi levado ao Supremo pela Anamatra, associação de juízes.

    O argumento é de que, com a revogação desse direito após a reforma da Previdência, servidores aposentados e pensionistas com doença grave poderão ter de pagar contribuições em momento de maior fragilidade. O relator desta ação é o ministro Edson Fachin.

    Segundo o advgoado Leandro Madureira, sócio do escritório Mauro Menezes & Advogados, essa alteração aumentou o peso financeiro para quem já está em forte situação de vulnerabilidade.

    “As aposentadorias por incapacidade permanente são concedidas quando a pessoa já está no limite do seu adoecimento. Ao reduzir a faixa de isenção, a reforma gera um comprometimento maior do orçamento desses aposentados e pensionistas, que passam a ter uma despesa maior com contribuição previdenciária após 2019.”

    STF julga três ações que podem mudar regras da reforma da Previdência

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Lula diz que espera nova revogação de tarifas após conversa por telefone com Trump

    Lula diz que espera nova revogação de tarifas após conversa por telefone com Trump

    Lula afirmou acreditar que o Brasil terá boas notícias sobre a revogação de tarifas impostas pelos EUA após conversa por telefone com Donald Trump. O presidente destacou avanços na retirada de sobretaxas e pediu aceleração nas negociações. Trump classificou o contato como “boa conversa” e elogiou Lula.

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse acreditar que o Brasil terá boas notícias sobre revogação de tarifas impostas contra o País pelo governo americano. Lula conversou por telefone com Donald Trump na terça-feira, 2.

    “Da mesma forma que o povo teve uma notícia ruim quando o Trump anunciou a taxação, acho que está perto de ouvir uma notícia boa”, disse Lula em entrevista à TV Verdes Mares, de Fortaleza.

    Lula ligou para Trump quando estava na refinaria Abreu e Lima, em Ipojuca, no interior de Pernambuco. Apesar de elogiar a retirada da sobretaxa de 40% imposta pelos EUA a produtos brasileiros como café, carnes e frutas, o presidente pediu ao americano que acelerasse as negociações para reduzir as tarifas de 22% dos itens exportados pelo Brasil que ainda enfrentam esse problema.

    Durante à entrevista à TV Verdes Mares, Lula também afirmou que fora dos holofotes, Trump “é outra pessoa”.

    “Eu posso dizer que, toda vez que eu converso com o Trump, eu me surpreendo. Porque, muitas vezes, você vê o Trump na televisão, muito nervoso. Na conversa pessoal, ele é outra pessoa. Eu fiz questão de dizer para ele, temos dois Trump: o da televisão, e o da conversa pessoal”.

    ‘Boa conversa’, diz Trump

    Na terça, após a ligação, em evento da Casa Branca para anunciar doação da Dell ao Trump Accounts, Trump foi questionado por jornalistas sobre o contato do presidente brasileiro.

    Ele afirmou que uma “boa conversa” com o presidente do Brasil e elogiou Lula. “Eu gosto dele”. “Tivemos uma boa conversa. Falamos mais sobre o comércio e sanções econômicas contra o Brasil. Mas, sabem, gosto dele”, disse, sem acrescentar detalhes.

    Foi a terceira vez que os mandatários conversaram desde as sanções impostas pelos EUA ao Brasil.

    Lula diz que espera nova revogação de tarifas após conversa por telefone com Trump

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Casais LGBTQ+ que você não conhecia ou esqueceu

    Casais LGBTQ+ que você não conhecia ou esqueceu

    Aqui estão alguns casais realmente inspiradores

    As pessoas adoram casais de famosos e não é diferente quando se trata de astros e estrelas LGBTQ+. Alguns desses casais estão juntos aos olhos do público há anos, outros se assumiram publicamente após décadas de namoro. Embora cada casal tenha sua própria história, uma coisa é certa: eles estão mostrando ao mundo que amor é amor.

    Clique para conferir alguns dos casais LGBTQ+ mais famosos por aí. 

    Casais LGBTQ+ que você não conhecia ou esqueceu

  • Presidente da Alerj, deputado Rodrigo Bacellar é preso pela PF

    Presidente da Alerj, deputado Rodrigo Bacellar é preso pela PF

    A investigação apura vazamento de informações sigilosas da ‘Operação Zargun’, que o deputado TH Joias foi preso

    Na manhã desta quarta-feira (3), a Polícia Federal (PF) cumpriu mandados na Operação Unha e Carne, onde o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), deputado estadual Rodrigo Bacellar (União Brasil), era um dos alvos e foi preso.

    Segundo a PF, Bacellar é suspeito de ter vazado informações sigilosas da Operação Zargun, deflagrada em setembro, em que o então deputado estadual TH Joias foi preso.

    Agentes informaram que a ação tinha o objetivo de cumprir 1 mandado de prisão preventiva e 8 mandados de busca e apreensão, além de 1 mandado de intimação para cumprimento de medidas cautelares diversas da prisão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

    A defesão do deputado estadual Rodrigo Bacellar ou o partido União Brasil ainda não comentaram sobre o caso.

    Presidente da Alerj, deputado Rodrigo Bacellar é preso pela PF

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Rachas no PL e na família Bolsonaro extrapolam aliança com Ciro Gomes e se estendem a outros estados

    Rachas no PL e na família Bolsonaro extrapolam aliança com Ciro Gomes e se estendem a outros estados

    Sem uma liderança coesa, a primeira-dama Michelle Bolsonaro, os filhos do ex-presidente, Flávio, Eduardo e Carlos, e a ala do partido alinhada ao centrão disputam espaços e tentam influir na formação dos palanques para 2026

    (CBS NEWS) – O imbróglio da família Bolsonaro em torno do apoio a Ciro Gomes (PSDB) no Ceará expôs um cenário de crises internas e disputas de poder dentro do PL que se estende para outros estados.

    O partido, que convivia sob um duplo comando de Valdemar Costa Neto e Jair Bolsonaro, viu os atritos se acirrarem com a prisão do ex-presidente, que cumpre pena em regime fechado desde o mês passado após a condenação no processo sobre a trama golpista.

    Sem uma liderança coesa, a primeira-dama Michelle Bolsonaro, os filhos do ex-presidente, Flávio, Eduardo e Carlos, e a ala do partido alinhada ao centrão disputam espaços e tentam influir na formação dos palanques para 2026.

    A cúpula do PL realizou uma reunião de emergência nesta terça-feira (2) para aparar arestas e definir uma rotina de decisões conjuntas. O resultado foi a suspensão do apoio a Ciro Gomes e iniciativa de mapear eventuais acordos fechados por Bolsonaro em outros estados.

    A objetivo é evitar embates públicos como a protagonizada pela mulher e pelos três filhos de Bolsonaro na última segunda-feira (1º).

    O impasse no clã Bolsonaro veio a público após a ex-primeira-dama criticar o apoio do PL a uma possível candidatura de Ciro Gomes, recém-filiado ao PSDB, ao governo do Ceará. Ciro foi adversário de Bolsonaro nas eleições de 2018 e 2022, e tem um histórico de críticas duras ao ex-presidente.

    Flávio Bolsonaro (PL-RJ) respondeu às críticas e disse que a madrasta foi autoritária e atropelou o ex-presidente, que teria avalizado o movimento de aproximação com Ciro Gomes. Nesta terça, o senador falou em união do grupo e disse ter pedido desculpas a Michelle.

    A briga tem a eleição para o Senado como pano de fundo. Michelle Bolsonaro lançou para a disputa a vereadora de Fortaleza Priscila Costa (PL), mas a cúpula local do partido defende a candidatura de Alcides Fernandes (PL), pai do deputado André Fernandes (PL-CE).

    As candidaturas ao Senado são uma prioridade do partido, cuja meta é formar maioria para se contrapor ao Supremo Tribunal Federal. O objetivo é eleger o novo presidente da Casa e destravar pedidos de impeachment contra ministros do STF.

    Embates semelhantes se repetem em estados como Rio de Janeiro, Santa Catarina e Pernambuco, além do Distrito Federal, com a possibilidade de possíveis baixas dentro do PL.

    Um dos casos mais simbólicos é Santa Catarina, onde o ex-presidente indicou o filho Carlos Bolsonaro (PL), vereador pelo Rio de Janeiro, para ser candidato a senador. A escolha gerou um embate com a deputada federal Caroline de Toni (PL), que vinha articulando uma candidatura ao cargo.

    Apesar das duas vagas em disputa, o governador Jorginho Mello (PL) deve apoiar a reeleição do senador Espiridião Amin (PP), o que inviabilizaria uma chapa pura com dois nomes do PL para o Senado. Diante do cenário adverso, De Toni avalia migrar para o Novo.

    A candidatura de Carlos Bolsonaro, que não é catarinense, é vista com reservas no estado. O prefeito de Pouso Redondo, Rafael Tambozi (PL), declarou que o povo de Santa Catarina “não é gado” e disse apoiar De Toni e Amin, movimento que pode ganhar tração com outros prefeitos.

    Em Pernambuco, Bolsonaro escolheu como candidato o ex-ministro do Turismo Gilson Machado (PL), mas a prisão do ex-presidente embaralhou o jogo e intensificou as divisões internas no partido.

    Anderson Ferreira, ex-prefeito de Jaboatão dos Guararapes, também pretende disputar o Senado. Em um estado que é reduto do presidente Lula (PT), a avaliação no meio político é que o PL precisaria sair unido em torno de um único candidato para tentar conseguir uma das duas vagas.

    Em mensagem enviada a aliados há duas semanas, Gilson admitiu que pode mudar de partido -o Novo é uma das alternativas. “Espero que a vontade de Bolsonaro prevaleça no meu partido. Caso contrário, já é pacífico a minha ida para outro ninho. Não vou sair atirando, apenas vou agradecer tudo que fizeram comigo”, disse Gilson.

    No Rio de Janeiro, um candidato natural à reeleição é o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A segunda vaga é disputada pelo governador Cláudio Castro e o senador Carlos Portinho.

    A situação ficou mais favorável para o governador, que ampliou sua popularidade após a megaoperação policial que terminou com 122 mortos nos complexos da Penha e do Alemão, na zona norte do Rio de Janeiro.

    Aliados de Carlos Portinho, contudo, lembram que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) julga o governador em processo que pode culminar com sua cassação e inelegibilidade.

    No Distrito Federal, uma ala do PL defende que a deputada federal Bia Kicis (PL-DF) seja a companheira de chapa da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro para o Senado, movimento que isolaria o governador Ibaneis Rocha (MDB).

    Para o cientista político Adriano Oliveira, da Universidade Federal de Pernambuco, as divergências internas no bolsonarismo devem continuar enquanto Bolsonaro estiver preso.

    “Vão prosseguir e devem demorar porque Bolsonaro não pode conversar, andar pelos país e não é expectativa de poder. Diante disso, existe um vazio e a busca do espólio eleitoral”, afirma.

    Rachas no PL e na família Bolsonaro extrapolam aliança com Ciro Gomes e se estendem a outros estados

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Astrid Fontenelle anuncia fim de 'Admiráveis Conselheiras' no GNT

    Astrid Fontenelle anuncia fim de 'Admiráveis Conselheiras' no GNT

    Emocionada, destacou o orgulho pelo projeto e relembrou sua trajetória de quase 40 anos na TV. Para 2026, prepara novos projetos, como o Clube do Livro e das Panelas, além da última temporada de Chegadas e Partidas no Fantástico.

    (CBS NEWS) – Astrid Fontenelle anunciou, na noite desta terça-feira (2), o fim de “Admiráveis Conselheiras”, programa que comandou em duas temporadas no GNT.

    “Não vamos mais ter esse projeto, que acho belíssimo, que tenho o maior orgulho de ter criado e que marcou a vida de muita gente, mas sobretudo a minha”, disse.

    A apresentadora foi comunicada sobre o fim na segunda-feira (1º).
    “Tem horas que não tem explicação que dê conta. Mas também assim é a vida, o mundo é assim é a televisão”, lamentou.

    Na segunda temporada, Astrid entrevistou Irene Ravache, Silvia Poppovic, Regina Casé, Cissa Guimarães, Miriam Leitão, Benedita da Silva, Simone, Eliana Pittman, Sônia Guimarães e Alaíde Costa, todas mulheres com mais de 60 anos que são referências em suas áreas.

    No comunicado feito pela apresentadora, no Instagram, ela lembrou que está na TV desde 1986, com passagens pela TV Gazeta, TV Mix, Manchete, Band e, por fim, GNT, onde, entre outras coisas, comandou durante onze anos o “Saia Justa”.

    Emocionada, Astrid leu alguns dos conselhos recebidos das entrevistadas no programa agora encerrado: “Reinvente-se sem pedir licença”, disse uma delas.

    “A certeza que tenho é que a nossa conexão seguirá, como nesses quase 40 anos, firme e forte”, ela completou sobre a relação com o público.

    A apresentadora revelou ter outros projetos para 2026, entre eles a continuidade do Clube do Livro e das Panelas, realizado em parceria com Zeca Camargo, colunista da Folha, unindo literatura e culinária.

    Ela afirmou também que no dia 21 deste mês vai ao ar a última temporada do programa “Chegadas e Partidas”, no Fantástico.

    “Bora seguir juntos? Esse é o meu convite para vocês que estão comigo nesses 39 anos”, concluiu.

    Astrid Fontenelle anuncia fim de 'Admiráveis Conselheiras' no GNT

  • Alcolumbre usa recuo em data de sabatina para retomar controle sobre indicação de Messias

    Alcolumbre usa recuo em data de sabatina para retomar controle sobre indicação de Messias

    O indicado de Lula é benquisto entre senadores, mas corre o risco de ser rejeitado porque Alcolumbre e setores importantes do Senado queriam que o escolhido fosse Rodrigo Pacheco (PSD-MG), ex-presidente da Casa.

    (CBS NEWS) – O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), recuou da data que havia anunciado para a sabatina do indicado de Lula para o STF (Supremo Tribunal Federal), Jorge Messias, em uma tentativa de retomar o controle sobre o processo.

    Até poucos dias atrás, Alcolumbre queria avançar com a avaliação do postulante ao STF mesmo sem o governo ter enviado os documentos necessários para oficializar a indicação, mas não teve apoio suficiente na Casa e recuou da ideia.

    Ministros do STF são indicados pelo presidente da República, mas só assumem o cargo após sabatina e aprovação pelo Senado. É necessário o voto favorável de ao menos 41 dos 81 parlamentares da Casa.

    A data anunciada por Alcolumbre antes de o governo enviar a papelada deu a Lula o poder de manter ou cancelar a sabatina conforme sua conveniência. Como o indicado sofre resistência dos senadores, o presidente da República poderia não enviar a mensagem e inviabilizar ele mesmo a sabatina caso percebesse que não haveria apoio suficiente para aprovar seu escolhido.

    A avaliação predominante no Senado é que, com o cancelamento, o jogo é zerado. A tramitação de Messias ainda depende de Lula enviar a mensagem com os documentos necessários, mas Alcolumbre poderá marcar a sabatina em seu tempo, sem a pressão de já ter uma data previamente anunciada.

    Além disso, o presidente do Senado ganhou discurso e respaldo entre aliados para postergar a sabatina após o envio da mensagem, caso ache necessário. Como o cancelamento foi por falta de um ato do governo, Alcolumbre estará protegido contra críticas por uma eventual demora.

    A Folha de S.Paulo apurou que o presidente do Senado chegou a dizer a colegas de plenário nesta terça, em tom de piada, que realizaria a sabatina só em novembro do ano que vem -depois da eleição em que Lula pode ou não ser escolhido para um novo mandato à frente do Planalto.

    Aliados próximos a Alcolumbre, porém, acham improvável que ele postergue a sabatina por meses depois de a mensagem com os documentos de Messias chegar ao Senado.

    O adiamento vem depois de Alcolumbre passar dias dizendo, nos bastidores, que faria a sabatina mesmo sem o envio da mensagem. O político avaliava que a publicação do nome de Messias no Diário Oficial da União pelo governo federal era suficiente para dar andamento ao processo.

    O relator da indicação de Messias, senador Weverton Rocha (PDT-MA), disse a jornalistas na terça que Alcolumbre considerou publicar uma notificação ao indicado no Diário Oficial para ele próprio apresentar os documentos necessários.

    Aliados do presidente do Senado e até mesmo senadores da oposição a Lula, porém, não queriam que isso fosse feito. Avaliavam que o ato iria contra as regras da Casa. Além disso, Alcolumbre foi aconselhado por políticos de fora do Senado a evitar um tensionamento ainda maior.

    A última vez que um indicado ao STF foi rejeitado pelo Senado foi no século 19. Se Messias for barrado, como havia risco de acontecer com a sabatina no dia 10, seria aberta uma crise política quase sem precedentes. Diversos senadores manifestavam, reservadamente, temer esse cenário.

    O indicado de Lula é benquisto entre senadores, mas corre o risco de ser rejeitado porque Alcolumbre e setores importantes do Senado queriam que o escolhido fosse Rodrigo Pacheco (PSD-MG), ex-presidente da Casa.

    A posição frágil de Messias, porém, tornou-se uma oportunidade para os senadores cobrarem uma repactuação geral na relação entre governo e Senado. 

    Aliados de Lula na Casa acusam o governo de negociar insuficientemente seus projetos. Também avaliam que a bancada do PT se expõe pouco para defender as propostas de interesse do Planalto.

    Nos últimos dias, Lula conversou com os senadores Weverton; Otto Alencar (PSD-BA), presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), colegiado responsável por sabatinar indicados ao STF; e Omar Aziz (AM), líder do PSD.

    O presidente ouviu pessoalmente essas reclamações. Também rechaçou a ideia de que Alcolumbre estaria dificultando a vida de Messias para obter novos cargos no governo. Essa acusação, especificamente, magoou o presidente do Senado.

    Lula teria entendido que, antes de enviar a mensagem que dá início oficial à análise do nome de Messias pelo Senado, é necessário se entender com Alcolumbre. Sem um acerto entre essas duas partes a aprovação do indicado seria quase impossível. O chefe do governo deve procurar o presidente do Senado nos próximos dias, segundo Weverton.

    Apesar de o adiamento ter baixado a temperatura política, aliados do presidente do Senado afirmam que ele continua indignado com a forma como Lula conduziu o processo da indicação para o STF. Também falam em uma quebra de confiança, já que a Casa foi o principal ponto de apoio do governo no Legislativo no atual mandato.

     

    Alcolumbre usa recuo em data de sabatina para retomar controle sobre indicação de Messias

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política