Autor: REDAÇÃO

  • Alerta global: Cientistas alertam para uma possível catástrofe em 2026

    Alerta global: Cientistas alertam para uma possível catástrofe em 2026

    À medida que a população mundial continua a aumentar, juntamente com a insegurança alimentar, a urbanização, a desmatamento das florestas e as alterações climáticas, van Foerster prevê que 2026 será o ano em que estes fatores atingirão um ponto de ebulição.

    Segundo o físico Heinz von Foerster, 2026 será um ano horrível para a humanidade. À medida que a população mundial continua a aumentar, juntamente com a insegurança alimentar, a urbanização, a desmatamento das florestas e as alterações climáticas, van Foerster prevê que 2026 será o ano em que estes fatores atingirão um ponto de ebulição. Como ele chegou a essa previsão e o que podemos fazer para evitar esse destino terrível?

    Alerta global: Cientistas alertam para uma possível catástrofe em 2026

  • Lembra dela? Ex-paquita fala da perda de peso e término com Romário

    Lembra dela? Ex-paquita fala da perda de peso e término com Romário

    Segundo Ana Paula, a ideia surgiu após receber inúmeras mensagens nas redes sociais, de pessoas curiosas sobre sua trajetória e seu lado empreendedor. Ela afirma que sempre manteve uma postura otimista, mesmo nos momentos mais difíceis.

    Conhecida como a eterna Pituxita Bonequinha do “Xou da Xuxa”, Ana Paula Almeida, hoje com 48 anos, se prepara para iniciar uma nova fase profissional: a de palestrante motivacional. A ex-paquita voltou a aparecer com força na mídia após participar do documentário “Pra sempre paquitas”, do Globoplay, e quer compartilhar com o público a trajetória de superação e reinvenção que marcou sua vida.

    Segundo Ana Paula, a ideia surgiu após receber inúmeras mensagens nas redes sociais, de pessoas curiosas sobre sua trajetória e seu lado empreendedor. Ela afirma que sempre manteve uma postura otimista, mesmo nos momentos mais difíceis. Evangélica e já tendo atuado como missionária, conta que sua mãe fez um voto religioso durante a gravidez, ao ser informada por um médico que a filha poderia nascer com má formação. Embora não tenha seguido o caminho religioso prometido, Ana Paula diz acreditar que é usada por Deus para ajudar outras pessoas.

    Atualmente, ela se divide entre Rio de Janeiro e Santos, onde mora seu marido, o empresário Daniel de Silos, com quem está há dois anos. Nas redes, compartilha aspectos da vida pessoal: a rotina com o filho Davi, de 19 anos, fruto do primeiro casamento; a faculdade de Biomedicina que está cursando; e o processo de emagrecimento. Ela já perdeu 14 quilos em dois meses com dieta, canetas emagrecedoras e exercícios, e pretende lançar um ebook com receitas no próximo ano.

    Ana Paula relata que, ao longo da vida, chegou a pesar 100 quilos. Diz que sempre foi disciplinada por causa da experiência como paquita, mas tende a descontar emoções na comida — especialmente no chocolate. Momentos de forte impacto emocional, como a morte da mãe e o fim de um casamento abusivo em 2013, fizeram o peso oscilar. Em 2015, participou do reality “Além do Peso”, da Record, após engordar por causa de uma medicação. Saiu do programa com 80 kg, mas depois voltou aos 96 kg.

    Entre os episódios mais difíceis, cita a saída da TV Globo — onde chegou a trabalhar como assistente de direção — e o rompimento com Xuxa, que veio a público em 2019. Ela diz que deixou a emissora para se dedicar ao casamento, decisão da qual hoje se arrepende. Sobre Xuxa, afirma que já voltaram a se falar, embora a relação não seja mais a mesma.

    Antes do primeiro casamento, Ana Paula chegou a ficar noiva do ex-jogador Romário. O casamento seria em Punta del Este, mas foi cancelado 20 dias antes. Apesar do fim, ela afirma que os dois mantêm respeito mútuo, e que até hoje é próxima de Danielle Favatto, filha do ex-jogador.

    Lembra dela? Ex-paquita fala da perda de peso e término com Romário

  • Realeza britânica: Andrew poderá ter que mudar de nome

    Realeza britânica: Andrew poderá ter que mudar de nome

    Andrew Mountbatten Windsor, ex-príncipe Andrew, pode ter de mudar de nome novamente devido a um documento assinado pela sua mãe, a rainha Elizabeth II, em 1960.

    A vida de Andrew Mountbatten Windsor, ultimamente, não para de surpreender. Depois de o irmão do rei Charles III ter perdido todos os títulos reais e até a casa onde morava desde 2003 — o Royal Lodge — eis que o antigo príncipe pode enfrentar mais uma reviravolta.

    É que o ex-marido de Sarah Ferguson terá que mudar de nome novamente, tudo por causa de um documento assinado por sua mãe, a rainha Elizabeth II.

    Assim que Andrew perdeu os títulos reais, passou a ser chamado de André Mountbatten Windsor, conforme divulgado pelo Palácio de Buckingham.

    Porém, isso terá que ser alterado devido a uma declaração assinada pela rainha duas semanas antes do nascimento dele. Em 1960, Elizabeth II assinou um documento no qual determinou que os membros da família real que não tivessem os títulos de príncipe ou princesa fossem registrados com o sobrenome Mountbatten-Windsor (com hífen).

    “No exercício da minha vontade e satisfação, declaro que, enquanto eu e meus filhos continuarmos a ser chamados e conhecidos como a Casa e Família de Windsor, os meus descendentes — exceto aqueles que possuam o título ou atributo de Alteza Real e o título de Príncipe ou Princesa — e as descendentes mulheres que se casarem, bem como os seus descendentes, usarão o nome Mountbatten-Windsor”, diz o documento real.

    A medida foi tomada por Elizabeth II para que o sobrenome de seu marido, o príncipe Philip, fosse incorporado à linhagem Windsor, unindo definitivamente as duas famílias.

    Prova disso é que os filhos de Harry, Archie e Lilibet, já utilizam o sobrenome com hífen.

    Também a princesa Anne usa os sobrenomes dessa forma, sendo seu nome completo: Anne Elizabeth Alice Louise Mountbatten-Windsor.

    Diante disso, Andrew deverá passar a assinar como Andrew Mountbatten-Windsor em breve.

    Realeza britânica: Andrew poderá ter que mudar de nome

  • "Estou com medo", diz mãe de menino brasileiro que teve dedos amputados

    "Estou com medo", diz mãe de menino brasileiro que teve dedos amputados

    A mãe do menino brasileiro de nove anos que perdeu as pontas de dois dedos arrancados em um caso de bullying, na Escola Básica de Fonte Coberta, em Cinfães, disse ter sido alvo de represálias.

    A mãe do menino de nove anos que perdeu as pontas de dois dedos em um caso de bullying, na Escola Básica de Fonte Coberta, em Cinfães, confessou ter sido alvo de represálias por parte dos pais das crianças envolvidas no caso. E decidiu, por isso, se mudar para uma cidade a cerca de uma hora de distância.

    Vim para Portugal à procura de uma vida melhor. Vivi no Porto por três anos e depois fui para uma região mais barata. Mas, agora, tenho de mudar tudo de novo. Estou com medo”, confessou Nívia Estevam ao g1.

    Desde que denunciou o episódio, a família da jovem de 27 anos está temporariamente na casa dos sogros, regressando à sua residência apenas para alimentar o animal de estimação, um gato chamado Shelbinho. Contudo, Nívia decidiu mudar-se permanentemente, por temer novas represálias.

    “O meu receio é que é uma cidade pequena, como se fosse uma região no interior do Brasil. As pessoas conhecem-se todas e, como os pais dos agressores têm família e amigos na região, não sei o que podem fazer. Não sei a maldade deles”, afirmou Nívia.

    A mãe da criança adiantou ao g1 que a mudança será feita num único dia, com a ajuda de familiares. Será também necessário matricular o menino numa nova escola, mas a jovem confessou temer que ocorram mais situações de violência, já que “muitas regiões de Portugal são racistas e xenófobas”.

    O caso de bullying foi denunciado pela própria Nívia, que se apresentou na rede social Instagram como “mãe da criança de nove anos que teve as pontas dos dedos amputados dentro da escola em Portugal”.

    “Duas crianças fecharam a porta nos dedos do meu filho” quando ele foi ao banheiro, e o impediram “de sair e pedir ajuda”, contou numa das publicações, acrescentando que o menino “perdeu muito sangue e precisou se arrastar por baixo da porta com os dedos já amputados”.

    O menor foi submetido a três horas de cirurgia no Hospital de São João, no Porto, e irá ficar “com sequelas físicas e psicológicas”, afirmou, pedindo ajuda jurídica para enfrentar o momento que está vivendo.

    Segundo Nívia, o episódio de segunda-feira, dia 10 de novembro, aconteceu depois de já ter feito outras queixas relativas a “puxões de cabelo, pontapés e enforcamento”, sendo que “nenhuma atitude foi tomada pela escola”.

    A mãe criticou o fato da escola não ter acionado a Polícia de Segurança Pública (PSP), e de não ter explicado a ela a gravidade da situação (da qual só se percebeu quando já ia na ambulância) e de as funcionárias terem limpado “todo o local” do incidente.

    “A escola está tratando isto como uma brincadeira que correu mal”, lamentou.

    Agrupamento e Inspeção-Geral da Educação abriram inquéritos

    Entretanto, o Agrupamento de Escolas de Souselo abriu um inquérito interno para apurar o que aconteceu, segundo disse à agência Lusa o seu diretor, Carlos Silveira.

    Carlos Silveira não quis dar mais esclarecimentos sobre o que aconteceu na segunda-feira, por ocorrer o inquérito interno, mas garantiu que “os socorros foram prontamente chamados” e a escola desenvolveu os procedimentos adequados.

    “Não há PSP em Cinfães, só GNR. Quando é acionado o INEM (Instituto Nacional de Emergência Médica), se considerar que é uma situação grave, automaticamente entra em contacto com as forças de segurança”, explicou.

    Também a Inspeção-Geral da Educação abriu “um processo de averiguações sobre o incidente, a pedido do diretor geral da Direção-Geral de Estabelecimentos Escolares”.

    O pedido de ajuda de Nívia foi ouvido e um grupo de 15 advogados já se disponibilizou para tratar do processo.

    “Vamos proceder à queixa ao Ministério Público e vamos tratar do processo administrativo, da responsabilidade civil da escola em termos de vigilância e do processo cível”, revelou à Lusa a advogada Catarina Zuccaro.

    No que respeita à questão criminal, os advogados vão estudar o que poderá ser feito, porque “os envolvidos são menores de idade”, mas terão de ser responsabilizados, acrescentou.

    “Somos 15 advogados que vamos atuar. Cada núcleo vai ficar com uma parte: com o criminal, com o administrativo e com o cível”, contou Catarina Zuccaro.

     

    "Estou com medo", diz mãe de menino brasileiro que teve dedos amputados

  • Vendas de iPhones na China aumentam 22% após novo lançamento

    Vendas de iPhones na China aumentam 22% após novo lançamento

    As vendas de iPhones na China viram um aumento de 22% no primeiro mês após o lançamento do iPhone 17, de acordo com um estudo da empresa Counterpoint.

    As vendas de iPhones na China aumentaram 22% em relação ao mesmo período do ano anterior, no primeiro mês após o lançamento do iPhone 17. A conclusão é de um estudo da empresa Counterpoint, citado pela agência de notícias Reuters.

    Segundo os dados, o iPhone 17 foi responsável pela maioria dos smartphones da Apple vendidos no país desde o lançamento, em 19 de setembro, representando cerca de 80% das unidades compradas pelos consumidores.

    No ano anterior, após o lançamento do iPhone 16 em setembro de 2024, as vendas haviam registrado uma queda de 5%.

    O lançamento do iPhone 17, lembra a Reuters, atraiu centenas de pessoas à loja principal da Apple em Pequim, apesar da crescente concorrência de marcas como Xiaomi e Huawei.

    A linha iPhone 16, iPhone 17 Pro, iPhone 17 Pro Max e iPhone Air foi apresentada oficialmente em 9 de setembro e lançada em 19 de setembro.

    O preço do iPhone 17 começa em 989 euros, mantendo o mesmo valor de lançamento do iPhone 16 no ano passado. No entanto, o iPhone 16 tinha uma versão básica de 128 GB, enquanto as configurações do iPhone 17 começam em 256 GB.

    Dessa forma, a versão mais barata da série iPhone 17 passa a contar com apenas duas opções — já que não existe uma versão com 1 TB de armazenamento interno.

    Já o iPhone Air pode ser adquirido por 1.249 euros na versão de 256 GB. O iPhone 17 Pro, por sua vez, custa 1.349 euros.

    O iPhone 17 Pro Max custa 1.499 euros na versão de 256 GB, sendo o mesmo valor cobrado pela Apple em 2024 pela configuração equivalente do iPhone 16 Pro Max.

    Vendas de iPhones na China aumentam 22% após novo lançamento

  • Chile pode ter 1.º presidente que reivindica o legado do ditador Pinochet

    Chile pode ter 1.º presidente que reivindica o legado do ditador Pinochet

    O Chile vota hoje num cenário político que reedita, aos tempos atuais, a dicotomia entre o socialista Salvador Allende e o ditador Augusto Pinochet, com três candidatos que reivindicam o legado do general, 52 anos após o golpe militar.

    “Desde 1990, quando a democracia foi restaurada no Chile, todos os presidentes foram de centro-esquerda ou de centro-direita, contrários a Pinochet, incluindo o presidente Sebastián Piñera. Agora, se um dos três candidatos da direita vencer, teremos um presidente ‘pinochetista’. Será a primeira vez na nossa história”, disse à Lusa o analista político, escritor e ex-embaixador do Chile em Portugal (2009-2012), Fernando Ayala.

    Em 11 de setembro de 1973, Salvador Allende, então o único socialista a chegar à presidência pelo voto popular e, por isso, uma referência em toda a América Latina, suicidou-se ao ver os bombardeios ordenados pelo general Augusto Pinochet ao Palácio La Moneda, sede do governo chileno e palco do golpe militar.

    Passados 52 anos, Jeannette Jara, a primeira candidata comunista apoiada por uma coalizão de centro-esquerda, concorre contra três candidatos, dois deles de extrema-direita, mas todos abertamente ‘pinochetistas’. Antes, os políticos de direita chilenos defendiam a escola neoliberal de Pinochet na economia; agora, os candidatos reivindicam o legado do ditador em toda a sua extensão, especialmente a chamada “mão dura” como forma de combater o crime, e estão dispostos a rever os limites dos direitos humanos.

    O candidato de extrema-direita José Antonio Kast, segundo nas intenções de voto, disse que, se Pinochet estivesse vivo, votaria em Kast.

    O também candidato de extrema-direita Johannes Kaiser, tecnicamente empatado com Kast, afirmou que, se o país estivesse nas mesmas condições políticas de 52 anos atrás, ele apoiaria um novo golpe de Estado.

    A candidata de direita Evelyn Matthei, filha de Fernando Matthei — um dos integrantes da junta militar de Pinochet — defende que o golpe era inevitável ou o Chile teria se tornado Cuba. Também considera que os crimes cometidos nos dois primeiros anos da ditadura eram inevitáveis.

    Os três, descendentes de alemães, se cumprimentam em alemão e anunciam que vão libertar os militares condenados por crimes contra a humanidade durante a ditadura. E, se o golpe de 1973 foi financiado pela CIA, agora Donald Trump já afirmou que espera somar um aliado ideológico no Chile.

    “Diferentemente de todos os demais países onde os ditadores morreram no poder, fugiram ou foram presos, Pinochet manteve-se como comandante do Exército e senador vitalício. Essa anomalia nunca foi resolvida porque sua Constituição continua vigente e, quando tivemos a chance de enterrá-la definitivamente, falhamos”, conta Fernando Ayala.

    Nestas eleições, como nunca antes nos últimos 35 anos de democracia, Pinochet revive. No ato de encerramento da campanha de Johannes Kaiser, imagens do general eram vendidas como santinhos.

    Um estudo da consultoria Cadem indicou, em setembro, que Pinochet é a segunda figura histórica mais admirada pelos chilenos, com 10% dos votos — três pontos a mais do que no ano passado, quando começou a aparecer na lista dos dez mais admirados. Em 2023, ano dos 50 anos do golpe de Estado, ele havia obtido apenas 4%.

    O deposto Salvador Allende, sempre presente na lista, ficou agora em terceiro lugar, com 8%.

    “O motivo pelo qual os chilenos estão revivendo os símbolos da ditadura é a situação da criminalidade no país e a demanda social por segurança através da mão dura, uma bandeira política que impulsionou a extrema-direita”, observa Fernando Ayala.

    Para a analista política Claudia Heiss, “estas eleições têm uma estética e uma retórica que reivindicam a figura de Pinochet”.

    “O que se esperaria, 50 anos após o golpe, é que a direita mostrasse suas credenciais democráticas, mas a verdade é que a ideia do caos e do medo usada na ditadura ainda ressoa no eleitorado chileno”, aponta a cientista política da Universidade do Chile.

    A presença de uma candidata comunista e a demanda por segurança pública contra o crime ajudam a manter viva a dicotomia chilena.

    “Existe algo da Guerra Fria presente nos debates atuais. A direita fala do câncer marxista e defende o Estado mínimo e certas ideias programáticas, colocando a esquerda como irresponsável. Além disso, ainda está muito viva a eclosão social de 2019, quando jovens foram às ruas em uma luta épica semelhante ao enfrentamento entre a Unidade Popular (de Allende) e o golpe de Estado (de Pinochet), com o uso da violência”, compara Claudia Heiss.

    Há seis anos, milhares de pessoas foram às ruas em grandes e espontâneas manifestações populares contra a Constituição neoliberal de 1980, imposta por Pinochet e vista como o ponto de partida da desigualdade no país.

    “Não havia nenhuma ação coordenada nem grupo armado, mas essa eclosão social alimentou temores na direita reacionária e anticomunista”, explica Heiss.

    “Enquanto não mudarmos essa Constituição, o fantasma de Pinochet continuará pelas ruas do Chile”, sentencia Fernando Ayala.

    Chile pode ter 1.º presidente que reivindica o legado do ditador Pinochet

  • Planet Hemp se despede de São Paulo com caldeirão de fumaça no Allianz

    Planet Hemp se despede de São Paulo com caldeirão de fumaça no Allianz

    Os shows, que começaram em setembro, passaram por Salvador, Recife, Curitiba, Porto Alegre, Florianópolis, Goiânia, Brasília e Belo Horizonte. O grand finale está marcado para o dia 13 de dezembro, na Fundição Progresso, no Rio de Janeiro.

    MANUELA FERRARO
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O Planet Hemp fez um caldeirão de fumaça no show deste sábado (15) no Allianz Park, em São Paulo.
    A apresentação faz parte da turnê “A última ponta”, que marca a despedida dos palcos da banda underground que nasceu em 1993 no bairro do Catete, no Rio de Janeiro, e despontou rapidamente cantando pela legalização da maconha e contra o racismo e a violência policial.

    Os shows, que começaram em setembro, passaram por Salvador, Recife, Curitiba, Porto Alegre, Florianópolis, Goiânia, Brasília e Belo Horizonte. O grand finale está marcado para o dia 13 de dezembro, na Fundição Progresso, no Rio de Janeiro.

    O BaianaSystem abriu a noite depois de voltar de Las Vegas premiado com o Grammy Latino. Ainda assim, não faltou energia na participação especial. Marcelo D2 e BNegão, do Planet, já pularam no palco numa palhinha do que viria na apresentação principal.

    O grupo soteropolitano misturou a malemolência urbana de Salvador com músicas de pegada forte. Em algumas músicas, como “Saci” e “Cabeça de Papel”, a banda interagiu com dançarinos fantasiados, que fizeram boas performances. “A Mosca”, “CertopeloCertoh” e “Duas Cidades” também animaram o público, que enfrentou um frio atípico para a época do ano.

    O Planet entregou um show muito bem produzido. Antes de a banda subir ao palco, os telões laterais trouxeram uma retrospectiva de episódios de repressão à cannabis, de movimentos de contracultura, e de violência no Rio de Janeiro, que enveredou então pela história do próprio grupo.

    A linha do tempo se transformou num livro que se abria no telão principal. O obra era dediaca a Skunk, integrante da banda que morreu de Aids em 1994.

    Os capítulos acompanhavam o show com letras sincronizadas e traziam momentos marcantes da Planet, como a prisão dos músicos em 1997, em Brasília, durante um show. Eles foram acusados de apologia às drogas.

    O setlist deste sábado fez jus ao estilo raprocknrollpsicodeliahardcoreragga do grupo, que já começou a apresentação com a frenética “Dig Dig Dig” (“Hempa”). Não faltaram “Queimando Tudo”, “Legalize Já”, “Stab” e “Zerovinteum”, além de músicas mais recentes, como “Jardineiro” e “Distopia”.

    A fumaça, claro, marcou a noite. No palco, o gelo seco intenso trazia a pegada do Planet. Na plateia, sinalizadores levados pelo público transformaram a roda de bate-cabeça em um caldeirão de névoa que se misturava àquela que vinha dos baseados.

    O livro-show homenageou músicos que inspiraram o grupo, como Marcelo Yuka, Chico Science e Fábio Kalunga, figura conhecida na cena underground carioca. De convidados vieram Emicida, Pitty, Seu Jorge, João Gordo e DJ Zegon. A plateia vibrou quando Black Alien, ex-integrante do Planet, apareceu no fim do show, e o grupo recantou músicas com as rimas do rapper.

    Com a cantora baiana, o grupo cantou “Admirável Chip Novo” e “Teto de Vidro”. Já Seu Jorge, que fez parte da banda por cerca de uma ano, capturou o público num solo de flauta doce e cantou com eles a música “Quem tem Seda?”, cuja letra inspirou um anúncio feito em papel do material que circulou em edições da Folha no início do mês.

    Apesar das várias palavras contra o fascismo e a intolerância, a apresentação teve tom de despedida, com muitos abraços e Marcelo D2 dizendo diversas vezes o quanto estava emocionado. A nostalgia era grande com o livro nas telas mostrando imagens da juventude da Planet Hemp. “Mantenha o respeito” foi a canção escolhida para encerrar a noite. O público, queimando tudo, permaneceu animado até o bis.

    Planet Hemp se despede de São Paulo com caldeirão de fumaça no Allianz

  • Documentário faz panorama de atrizes e atores negros que mudaram Hollywood

    Documentário faz panorama de atrizes e atores negros que mudaram Hollywood

    Centrada apenas em atores e atrizes que transformaram a indústria americana, a obra une celebração e denúncia num momento particularmente sensível, quando a representatividade racial em Hollywood enfrenta novos desafios num contexto político conservador.

    VITÓRIA MACEDO
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Ser “number one on the call sheet”, na expressão em inglês, é ser a primeira opção ou aquele que justifica a existência de um projeto. É esse também o título original do documentário do Apple TV, traduzido aqui de maneira mais direta quanto ao seu conteúdo –”Artistas Negros Conquistam Hollywood”.

    Centrada apenas em atores e atrizes que transformaram a indústria americana, a obra une celebração e denúncia num momento particularmente sensível, quando a representatividade racial em Hollywood enfrenta novos desafios num contexto político conservador.

    Como define o diretor Reginald Hudlin, o documentário se apresenta como um “antídoto para muita negatividade que está acontecendo agora”. O projeto nasceu da convergência entre as visões dele, que já havia explorado a temática ao relembrar a vida e carreira de Sidney Poitier –o primeiro homem negro a ganhar o Oscar de melhor ator–, e os atores e produtores Jamie Foxx –vencedor do Oscar pelo filme “Ray”– e Kevin Hart, que vai do stand-up às comédias de grande bilheteria.

    O documentário é dividido em duas partes, o que reflete tanto uma necessidade prática quanto uma escolha estética. Hudlin dirigiu a primeira, centrada nos homens, enquanto Shola Lynch assumiu a segunda, sobre as mulheres. “É como se fossem dois lados da mesma moeda”, diz Lynch, conhecida por seus trabalhos sobre Shirley Chisholm e pelo documentário “Libertem Angela Davis”.

    Na primeira metade, são apresentados nomes como Morgan Freeman, Denzel Washington e Michael B. Jordan. Hudlin buscou homens de diferentes gerações, origens e estilos de interpretação, incluindo americanos e britânicos.

    A segunda reúne 17 atrizes, entre elas Viola Davis, Gabrielle Union e Alfre Woodard –todas protagonistas de suas carreiras, muitas indicadas ao Oscar. Lynch pensou numa metáfora visual para orientar sua abordagem. “É como uma caixa de chocolates, colorida e lindamente embrulhada. Você abre e há todos esses doces diferentes, do branco ao amargo. Todos têm coisas diferentes dentro.”

    Whoopi Goldberg, por exemplo, relata sua resiliência ao enfrentar rejeições para papéis concebidos para mulheres brancas e loiras. Vivica A. Fox lembra os desafios técnicos enfrentados durante “Independence Day”, de 1996, quando seu cabelo foi danificado por falta de profissionais que soubessem lidar com estilos cacheados e crespos. Já Nia Long passou a cuidar da própria maquiagem para se autopreservar.

    Ao abordar os troféus da indústria, o filme celebra conquistas como a de Halle Berry, primeira mulher negra a vencer o Oscar de melhor atriz em 2002 por seu papel em “A Última Ceia”, mas aponta oportunidades perdidas de outras atrizes como Angela Bassett, Viola Davis e Cynthia Erivo.

    A parte centrada nos homens também mapeia marcos como o pioneirismo de Eddie Murphy nos anos 1980, a internacionalização da carreira de Will Smith, e os talentos emergentes, como Michael B. Jordan –simultaneamente ator e ativista e uma das estrelas do já histórico “Pantera Negra”, da Marvel.

    “A coisa mais importante é que todos foram muito honestos sobre si, suas carreiras e a indústria”, afirma Hudlin. Para ele, o documentário transcende questões raciais para abordar temas universais sobre superação e equilíbrio entre vida profissional e pessoal. “Não é apenas para pessoas que trabalham no entretenimento, mas para qualquer um que queira ouvir a mentalidade de um vencedor”, diz o diretor.

    Para ele, o streaming tem se mostrado um bom caminho de transformação, mas que as mudanças dependem da resposta da indústria como um todo. Afirma ainda que o momento pede por inovação e coragem criativa, o que é evidenciado em sucessos recentes como “Pecadores”, terror de Ryan Coogler que causou alvoroço em Hollywood quando estreou, em abril deste ano.

    “A genialidade desses artistas foi encontrar seu caminho para estar no mais alto nível de uma indústria que não é feita para elas”, diz Lynch. “É difícil para pessoas [brancas] acostumadas a serem sempre o centro da história terem sua narrativa tirada de lugar.”

    Artistas Negros Conquistam Hollywood
    Classificação: 16 anos
    Elenco: Denzel Washington, Will Smith, Angela Bessett e Viola Davis
    Direção: Reginald Hudlin e Shola Lynch
    Onde ver: Apple TV

    Documentário faz panorama de atrizes e atores negros que mudaram Hollywood

  • Forças da Colômbia matam 28 guerrilheiros em uma semana após pressão dos EUA

    Forças da Colômbia matam 28 guerrilheiros em uma semana após pressão dos EUA

    Segundo a Defensoria Pública, seis menores de idade que teriam sido recrutados por facções estão entre os mortos em um bombardeio ordenado pelo presidente Gustavo Petro na região amazônica do sul do país.

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – Após pressão feita pelos Estados Unidos para que a Colômbia detenha o narcotráfico, as Forças Armadas do país sul-americano mataram, em uma semana, 28 pessoas, incluindo menores de idade, acusadas de envolvimento com grupos de guerrilha e com tráfico de cocaína.

    Segundo a Defensoria Pública, seis menores de idade que teriam sido recrutados por facções estão entre os mortos em um bombardeio ordenado pelo presidente Gustavo Petro na região amazônica do sul do país.

    “Tudo isso é lamentável. É a guerra em seu desdobramento doloroso e desumano afetando os mais vulneráveis: menores recrutados devido à falta de proteção e hoje transformados em alvos militares”, disse a defensora Iris Marín, em áudio enviado à imprensa.

    Ela afirmou ainda que “as forças militares devem adotar todas as precauções possíveis para proteger as crianças” de acordo com os princípios internacionais que “obrigam a avaliar muito cuidadosamente os meios e métodos de guerra para evitar danos desproporcionais ou desnecessários”.

    Na última terça (11), o Exército anunciou o resgate de três menores de idade em poder de uma guerrilha. Em paralelo, veículos de comunicação informaram sobre a possível morte de adolescentes nas operações.

    “Quem se envolve nas hostilidades perde toda proteção, sem distinção alguma. O que mata não é a idade, é a arma em si”, disse o ministro da Defesa, Pedro Sánchez, em declarações repudiadas pela oposição.

    Os ataques ocorrem após pressões dos EUA contra a Colômbia e seu presidente para que detenha o narcotráfico. Nos últimos dias, Petro intensificou a ofensiva contra os grupos armados e determinou bombardeios. O mais mortal ocorreu na terça, em Guaviare, no sul do país, que matou 19 pessoas.

    Os militares disseram que os mortos integravam grupos dissidentes das extintas Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). Essa foi a operação mais letal do tipo durante a Presidência de Petro, que começou em 2022.

    Uma autoridade do Ministério da Defesa disse à agência de notícias AFP, na sexta-feira (14), que nove rebeldes também morreram em uma operação em Arauca, na fronteira com a Venezuela.

    Veículos de comunicação locais relatam que uma investigação está em andamento para determinar se um comandante de alta patente conhecido como Antonio Medina, que lidera uma sangrenta guerra contra o grupo guerrilheiro ELN, está entre as vítimas.

    “O que sabemos é que o ataque foi extremamente preciso e atingiu o alvo pretendido”, afirmou Sánchez, o ministro da Defesa.

    O presidente colombiano afirma que as forças de segurança estão utilizando todos os recursos para combater os grupos armados e critica os EUA por, segundo ele, não conseguirem conter o consumo de drogas.

    Petro enfrenta sanções impostas pelo governo de Donald Trump por sua suposta inação no combate aos cartéis de drogas que operam na Colômbia. O republicano chegou a chamá-lo de “chefão do narcotráfico”.

    As duas facções guerrilheiras alvejadas pelas Forças Armadas colombianas seriam comandadas por Iván Mordisco, o criminoso mais procurado do país.

    No entanto, opositores dizem que as organizações se fortaleceram sob a política de Petro de negociar seu desarmamento. Petro tentou fazer as pazes com Mordisco, mas o líder rebelde se retirou das negociações.

    Na terça, o presidente escreveu na plataforma X que havia ordenado a suspensão do compartilhamento de informações com as agências de inteligência dos EUA até que Washington interrompesse os ataques a embarcações no Caribe e no Pacífico, que deixaram pelo menos 80 mortos. Dois dias depois, o governo recuou e garantiu que a cooperação continuaria.

    Forças da Colômbia matam 28 guerrilheiros em uma semana após pressão dos EUA

  • Filhos de Britney Spears estão tentando "reconstruir relação" com a mãe?

    Filhos de Britney Spears estão tentando "reconstruir relação" com a mãe?

    Kevin Federline, ex-marido de Britney Spears e pai dos seus filhos, revelou que os jovens estão em contato com a mãe para tentar “reconstruir a relação”. Ambos são pais de Sean Preston, de 20 anos, e Jayden James, de 19.

    Kevin Federline participou do programa Talk Shop Live na segunda-feira, 10 de novembro, durante a divulgação de seu novo livro de memórias, “You Thought You Knew”, e revelou que sua ex-companheira, Britney Spears, voltou a entrar em contato com os filhos do ex-casal.

    O dançarino profissional explicou que deseja que a cantora reconstrua uma boa relação com os filhos, Sean Preston, de 20 anos, e Jayden James, de 19.

    “Não conversamos especificamente sobre isso, mas sei que ela falou com nossos filhos, o que é algo bom”, afirmou Kevin Federline.

    Em determinado momento da entrevista, segundo a People, Kevin contou que os filhos “estão tentando encontrar uma maneira de reconstruir a relação com a mãe”, algo que ele apoia completamente.

    “Eles amam a mãe deles incondicionalmente. Quero dizer, sempre amaram e sempre vão amar”, destacou. “Isso está enraizado neles. E eu sempre quis que eles tivessem uma conexão com a mãe, da mesma forma que eu tenho com a minha.”

    Kevin, de 47 anos, acrescentou que detalha no livro a suposta relação turbulenta entre Britney e os filhos, com a intenção de ajudar a aproximá-los novamente — algo que agora considera “definitivamente possível”.

    “Eu sei que muita gente acha que este livro piora a situação, mas já tentamos de tudo”, justificou. “Tentamos de tudo. E quando se trata de uma situação assim, se eu tiver que ser o vilão e todo mundo tiver que me odiar, que seja. Eu faço isso para que meus filhos possam ter uma relação com a mãe deles.”

    “Tenho muita esperança de que, no meio disso tudo, no meio de toda essa turbulência, haja uma luz no fim do túnel. Eu vejo essa luz, mas será um caminho difícil e vai levar tempo”, acrescentou.

    No entanto, lembra a People, Britney Spears — dona de sucessos como “Gimme More” — não compartilha da mesma opinião sobre o livro do ex-marido. Em meados de outubro, a cantora divulgou um comunicado no qual acusou Kevin Federline de “manipulá-la constantemente” e defendeu sua relação com Sean Preston e Jayden James.

    “Sempre implorei e gritei para ter uma vida com meus filhos”, escreveu Britney. “Relacionamentos com adolescentes são complexos. Eu me senti desmoralizada por essa situação e sempre pedi, quase supliquei, para que eles fizessem parte da minha vida.”

    “Um dos meus filhos só me viu por 45 minutos nos últimos cinco anos, e o outro me visitou apenas quatro vezes nesse mesmo período. Eu também tenho meu orgulho. A partir de agora, serei eu a dizer quando estou disponível”, desabafou a cantora.

    Filhos de Britney Spears estão tentando "reconstruir relação" com a mãe?