Autor: REDAÇÃO

  • Dólar recua e Bolsa vai a 155 mil pontos com expectativa pelo fim da paralisação nos EUA

    Dólar recua e Bolsa vai a 155 mil pontos com expectativa pelo fim da paralisação nos EUA

    A moeda norte-americana caía 0,33% por volta das 14h19, cotada a R$ 5,317; a Bolsa registrava alta de 0,55%, a 154.924 pontos, a caminho de renovar o recorde histórico pela 11ª vez consecutiva

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar está em queda nesta segunda-feira (10), com investidores atentos à possibilidade da paralisação do governo dos Estados Unidos chegar a um fim.

    O Senado norte-americano avançou, no domingo, com um projeto para financiar a máquina pública até o fim de janeiro. Caso aprovada, a medida precisa passar pela Câmara dos Representantes e, depois, pela sanção do presidente Donald Trump, um processo que poderá levar dias.

    A expectativa pelo encerramento da maior paralisação da história do governo dos Estados Unidos injeta ânimo nos mercados e aumenta o apetite por risco dos investidores, com o dólar perdendo força ante a maior parte das moedas e as praças acionárias globais registrando fortes ganhos.

    Aqui, a moeda norte-americana caía 0,33% por volta das 14h19, cotada a R$ 5,317.

    Já a Bolsa, registrava alta de 0,55%, a 154.924 pontos, a caminho de renovar o recorde histórico pela 11ª vez consecutiva. Na máxima do pregão, bateu 155.601 pontos -primeira vez em que chega ao patamar dos 155 mil pontos.

    O Senado norte-americano deu o primeiro passo para encerrar o mais longo shutdown da história dos EUA na noite de domingo, depois que um grupo de democratas rompeu o bloqueio do partido e votou com os republicanos para avançar a proposta que pode reabrir o governo.

    A votação de procedimento, que teve 60 votos favoráveis e 40 contrários, abriu caminho para que o projeto de gastos começasse a tramitar no Congresso. Ele ainda precisará ser debatido e aprovado pelo plenário do Senado, obter o aval da Câmara e ser sancionado por Trump para valer.

    Oito senadores democratas votaram a favor da medida, que deve financiar a maioria das agências federais até janeiro. A decisão dos dissidentes permitiu que os republicanos, até então incapazes de aprovar um orçamento temporário, finalmente atingissem os 60 votos necessários para avançar. Ainda assim, a reabertura efetiva do governo pode demorar.

    A votação inicia o debate formal da proposta no Senado antes da decisão final. Caso aprovada, ela seguirá para a Câmara -em recesso prolongado e sem data definida de retorno- e, depois, para a assinatura de Trump.

    Para os mercados, o possível encerramento do shutdown guarda a promessa de normalização. A falta de financiamento deixou centenas de milhares de servidores em licença não remunerada, milhões de pessoas em risco de perder assistência alimentar, voos em atraso e, no ponto mais sensível para os operadores, o Fed (Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos) no escuro.

    A paralisação afetou a divulgação de dados econômicos essenciais para balizar as decisões de política monetária do banco central, como de inflação e de desemprego. A falta de visibilidade sobre a temperatura da economia pode impedir a continuidade do ciclo de cortes de juros -possibilidade aventada pelo presidente do Fed, Jerome Powell, em entrevista coletiva após a reunião de outubro.

    “O que você faz quando está dirigindo sob neblina? Você diminui a velocidade”, afirmou.

    Assim, a perspectiva do fim da paralisação alivia a incerteza sobre a economia norte-americana, dando força aos mercados globais de ações e às moedas de países emergentes, como o real, o rand sul-africano, o peso mexicano e o peso chileno.

    No caso da Bolsa brasileira, “o desafio é manter o bom desempenho registrado nas últimas sessões”, diz Marco Ribeiro Noernberg, sócio e estrategista de renda variável da Manchester.

    O Ibovespa renovou o recorde histórico por 10 pregões consecutivos e, nesta segunda, busca o 11º.

    A agenda da semana, porém, guarda gatilhos que podem desencadear uma realização de lucros por parte dos investidores. Na terça, o Copom (Comitê de Política Monetária) divulga a ata da última reunião, quando decidiu por manter a taxa Selic inalterada em 15% e reforçou que ela ficará neste patamar “por tempo bastante prolongado”.

    A terça também guarda os dados da inflação oficial de outubro, medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo).

    “Tanto a ata quanto o IPCA podem trazer novas perspectivas para o início da política de corte de juros”, diz Noernberg.

    No mercado de câmbio, quanto maior o diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos, melhor para o real. Quando a taxa por lá cai -como ocorreu nas últimas duas reuniões do Fed (Federal Reserve, o banco central norte-americano)- e a Selic permanece em patamares altos, investidores se valem da diferença de juros para apostar na estratégia de “carry trade”.

    Isto é: toma-se empréstimos a taxas baixas, como a americana, para investir em mercados de taxas altas, como o brasileiro. O aporte aqui implica na compra de reais, o que desvaloriza o dólar.

    Mas, para a renda variável, os efeitos de uma Selic alta não são tão positivos assim. A taxa de juros em 15% estimula a renda fixa, tradicionalmente mais segura que a variável por ter previsibilidade no retorno e, em alguns casos, baixo risco de calote. Com isso, investidores podem optado por alocar recursos na renda fixa do que na variável, desaquecendo a classe de investimentos.

    Dólar recua e Bolsa vai a 155 mil pontos com expectativa pelo fim da paralisação nos EUA

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  • PT prioriza Lula, maior bancada na Câmara e novos senadores no Nordeste

    PT prioriza Lula, maior bancada na Câmara e novos senadores no Nordeste

    Partido tem reeleição de presidente como prioridade e adota cautela em definições nos estados; objetivo é construir candidaturas fortes para enfrentar nomes alinhados ao bolsonarismo

    SALVADOR, BA (CBS NEWS) – Com o foco na reeleição do presidente Lula, o PT adotou uma estratégia cautelosa para as eleições de 2026, travando anseios internos e adiando para o próximo ano decisões sobre candidaturas próprias a governos estaduais e ao Senado.

    O primeiro passo para destravar as negociações foi dado na última semana, com a instalação do Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE), instância responsável por coordenar a estratégia nacional do partido para a disputa eleitoral de 2026.

    O grupo será liderado pelo deputado federal José Guimarães (PT-CE) e terá como missão articular ações com três focos prioritários: reeleger Lula, ampliar as bancadas do PT na Câmara e no Senado e garantir palanques estaduais fortes e articulados com aliados.

    A ordem é ampliar as negociações e baixar a fervura nos estados, evitando movimentos bruscos que possam prejudicar a campanha nacional.

    “A prioridade é a reeleição do presidente Lula. Temos que construir candidaturas fortes no campo democrático contra essa parcela da direita que se organiza no Brasil que tem uma definição ideológica inspirada no fascismo”, afirma Edinho Silva, presidente nacional do PT.

    Ele diz que as estratégias serão traçadas conforme a realidade de cada estado, com prioridade na escolha de nomes capazes de barrar candidatos alinhados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

    Ao ser empossado coordenador do GTE, José Guimarães destacou o Nordeste como central para a estratégia nacional. A meta é eleger, em todos os nove estados, pelo menos um senador do PT e outro de um partido aliado.

    Outro objetivo do PT é garantir presença em todos os estados, com a eleição de ao menos um deputado federal por unidade da federação.

    Nos estados, os diretórios locais sinalizam para candidaturas próprias ao governo e ao Senado, colocando a pré-campanha nas ruas. Levantamento da Folha aponta que o PT tem pré-candidatos a governador em ao menos 11 estados e no Distrito Federal.

    Quatro deles são considerados nomes garantidos nas urnas: os governadores Jerônimo Rodrigues (BA), Elmano de Freitas (CE) e Rafael Fonteles (PI), que disputam a reeleição, além do secretário Cadu Xavier (RN), escolhido para a sucessão da governadora petista Fátima Bezerra.

    Dos quatro, Fonteles vive situação mais confortável e é considerado favorito em um cenário de oposição fragmentada. Elmano e Jerônimo saem na dianteira, mas enfrentam um cenário desafiador em seus estados, com uma oposição organizada e gargalos na segurança pública.

    Cadu Xavier, secretário da Fazenda do governo Fátima Bezerra, terá uma tarefa mais complexa por ser desconhecido e se ampara na popularidade do presidente. Para isso, passou a ser chamado pelos aliados como “Cadu de Lula”.

    Nos demais estados, a principal aposta é o Rio Grande do Sul, onde o nome do ex-deputado Edegar Pretto aparece bem colocado nas pesquisas. Mas a candidatura ainda é incerta diante dos apelos por unidade no campo da esquerda.

    No Distrito Federal, o PT determinou a suspensão das prévias que aconteceriam em novembro entre o ex-deputado Geraldo Magela e Leandro Grass, chefe do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional).

    A orientação é que os diretórios locais não antecipem a definição de candidaturas.

    Dentre as candidaturas ao Senado, cinco dos seis senadores cujo mandato encerra em fevereiro de 2027 sinalizaram que vão disputar a reeleição. O senador Paulo Paim (PT-RS) disse que não concorreria a um novo mandato, mas voltou a ser uma opção após apelos de aliados.

    Fora desse grupo, a candidatura de Fátima Bezerra, governadora do Rio Grande do Norte, também é dada como certa. Mas nos demais estados as pretensões vão depender da conjuntura local e seu impacto no cenário nacional.

    Na Bahia, a definição sobre a chapa para reeleição do governador Jerônimo Rodrigues vai ficar para o próximo ano: “Não temos pressa, nossos aliados sabem disso”, diz Adolpho Loyola, secretário estadual de Relações Institucionais.

    A base enfrenta tensões desde 2024, quando o ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), sinalizou o desejo de concorrer ao Senado e o PT passou a defender uma chapa puro-sangue, com Jerônimo, Rui e Jaques Wagner.

    A estratégia entra em conflito com o desejo do senador Angelo Coronel (PSD), que quer concorrer à reeleição. O imbróglio vai demandar uma costura política delicada, já que o PSD tem mais de cem prefeituras na Bahia e é aliado de Lula no estado.

    O cenário é parecido no Ceará, onde o petista José Guimarães pleiteia uma das vagas ao Senado, mas outros partidos aliados querem compor a chapa do governador Elmano de Freitas (PT).

    Nas últimas semanas, Guimarães elevou o tom ao criticar aliados do PT no Ceará que votaram contra pautas de interesse do governo Lula no Congresso Nacional. Foi o caso dos deputados Júnior Mano (PSB) e Moses Rodrigues (União Brasil), que negociam concorrer ao Senado na chapa petista.

    Também são cotados para disputar o Senado os petistas Benedita da Silva (RJ), Fernando Haddad (SP), Érica Kokay (DF) e Marcelo Ramos (AM).

    Ainda em São Paulo, setores do governo Lula cogitam ainda para o Senado o ex-jogador Raí ou o apoio a aliadas como Marina Silva (Rede) ou Simone Tebet (MDB).

    Enquanto as candidaturas próprias seguem indefinidas, o PT acelera tratativas para alianças com outros partidos.

    O movimento mais recente aconteceu no Paraná, onde a legenda indicou apoio ao deputado estadual Requião Filho (PDT) na disputa pelo governo do estado.

    Fora da esquerda, legendas como PSD e MDB devem ser aliados preferenciais. Os petistas devem apoiar Omar Aziz (PSD), no Amazonas, Renan Filho (MDB), em Alagoas, e Hanna Ghassan (MDB), no Pará.

    PT prioriza Lula, maior bancada na Câmara e novos senadores no Nordeste

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  • Príncipe William se emociona ao ver foto rara de Diana com Huck

    Príncipe William se emociona ao ver foto rara de Diana com Huck

    William também comentou em entrevista a fama de ser a pessoa que mantém o legado de sua mãe, Diana, em relação a filantropia

    ARACAJU, SE (CBS NEWS) – No Brasil pela primeira vez, o príncipe William viu uma foto rara de sua mãe, princesa Diana. O presente foi dado por Luciano Huck, durante uma entrevista para o seu programa na Globo, exibida neste domingo (9).

    “De que ano foi isto?”, perguntou William. “Foi em 1991”, disse Huck. “Que coisa linda”, afirmou William. A foto em questão era de uma visita de Diana em São Paulo, na Fundação Casa, onde conversou com menores de idade que estavam reclusos.

    Luciano Huck elogiou William pelo seu legado. O príncipe falou sobre a emoção em estar no Brasil pela primeira vez e disse que se encantou com a beleza da cidade.

    “Quando cheguei aqui, vi as belezas da cidade e fiquei encantado. Estar no Pão de Açúcar foi um sonho realizado”, disse William.

    O príncipe também comentou a fama de ser a pessoa que mantém o legado de sua mãe, Diana, em relação a filantropia.

    “Eu tento usar minha influência para seguir e melhorar o mundo”, disse William.

    Príncipe William se emociona ao ver foto rara de Diana com Huck

  • Wagner Moura diz que pegou dicas com Fernanda Torres para campanha ao Oscar

    Wagner Moura diz que pegou dicas com Fernanda Torres para campanha ao Oscar

    Wagner Moura se prepara para a campanha do Oscar com “O Agente Secreto”, filme de Kleber Mendonça Filho que já conquistou prêmios em Cannes. O ator reflete sobre política, arte e sua trajetória, destacando o compromisso com personagens que questionam a realidade brasileira

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O ator Wagner Moura, protagonista do filme “O Agente Secreto”, afirma que já está se preparando para a campanha do filme ao Oscar, premiação na qual ele pode ser indicado ao prêmio de melhor ator.

    “É um filme sobre um homem que resolve se manter fiel a seus valores quando tudo que está em volta dele diz o contrário”, afirmou o artista, em entrevista ao Fantástico, da TV Globo. “Conversei com Waltinho [Walter Salles], com aquela sabedoria dele que me orienta muito. Falei também com Nanda [Fernanda Torres]. Estou com gás para a campanha.”

    Dirigido por Kleber Mendonça Filho, “O Agente Secreto” é um thriller que se passa em dois tempos, mas a ação principal acontece em 1977, durante a ditadura militar. No tempo atual, duas pesquisadoras ouvem fitas cassetes com conversas gravadas dos personagens daquela época e tentam desvendar o destino de Marcelo, personagem de Wagner Moura que chega a Recife dirigindo um Fusca amarelo no meio de um carnaval.

    Em Recife, Marcelo se junta a um grupo de refugiados após ser ameaçado de morte por um empresário ligado ao governo. Com outra identidade, ele busca respostas do seu passado e luta para sobreviver. A produção foi a escolhida do país para tentar vaga no Oscar 2026.

    Em maio, Mendonça Filho saiu vencedor do Festival de Cannes, com o troféu de melhor direção pelo filme, e Moura foi laureado no mesmo evento com a premiação de melhor ator, consagrações que atraíram ainda mais atenção internacional para o longa.

    Durante a entrevista com a jornalista Maju Coutinho, Moura relembrou o capitão Nascimento, protagonista do filme “Tropa de Elite”, um de seus principais papéis no cinema.

    “Convivi com muitos homens do Bope. Eles eram íntegros e acreditavam que faziam algo importante para o país.” O personagem é relembrado pouco tempo após uma operação da polícia ter deixado 121 pessoas mortas nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro. Para alguns espectadores, o filme naturaliza a violência policial.

    “As pessoas podem interpretar o personagem da forma que quiserem”, afirma o ator. “Mas não podemos normalizar haver 121 corpos de pessoas mortas no chão, isso é uma loucura, uma maluquice.”

    Ele falou ainda sobre “Last Night At The Lobster”, primeiro filme que dirige nos Estados Unidos. Além de assinar a direção, ele também atua no longa. “É um filme típico de Natal americano. Essa magia não vem do céu, mas sim das pessoas.”

    Wagner Moura diz que pegou dicas com Fernanda Torres para campanha ao Oscar

  • Harry pede desculpa por ter cometido gafe: "Estava sob pressão"

    Harry pede desculpa por ter cometido gafe: "Estava sob pressão"

    O duque de Sussex explicou com bom humor o motivo de ter usado um boné dos Dodgers durante partida contra o time canadense Blue Jays, gesto visto como desrespeitoso à Commonwealth, da qual o rei Charles III é chefe

    O príncipe Harry precisou se desculpar publicamente depois de cometer uma gafe envolvendo seu visual. O filho mais novo do rei Charles III compareceu a uma partida de beisebol entre o Los Angeles Dodgers e o Toronto Blue Jays, no Dodger Stadium, na Califórnia, e o acessório que escolheu usar acabou gerando polêmica.

    Sentado em um camarote VIP ao lado de Meghan Markle, Harry apareceu usando um boné azul dos Dodgers — time americano do qual Meghan é torcedora entusiasmada. O problema é que o adversário era o Toronto Blue Jays, equipe canadense. E o Canadá faz parte da Commonwealth, aliança formada atualmente por 56 países que reconhecem o monarca britânico, no caso o rei Charles III, como chefe de Estado.

    “Eu estava sob pressão”, brincou Harry ao comentar o episódio. “Primeiro, quero pedir desculpas ao Canadá por isso. Segundo, fui meio que forçado. Não tinha muitas opções e estava sob pressão. Fui convidado pelo próprio dono dos Dodgers, então achei que seria educado aceitar”, disse em tom bem-humorado.

    O príncipe ainda prometeu que vai se redimir. “De agora em diante, vou sempre usar o boné dos Dodgers para garantir que não cometa o mesmo erro.”

    Encerrando o assunto com ironia, completou: “Quando você está ficando careca e sob os holofotes, aceita qualquer boné que aparecer.”

    Harry pede desculpa por ter cometido gafe: "Estava sob pressão"

  • Focus: projeção suavizada de IPCA 12M à frente passa de 4,06% para 4,08%

    Focus: projeção suavizada de IPCA 12M à frente passa de 4,06% para 4,08%

    A projeção de inflação suavizada para os próximos 12 meses subiu de 4,06% para 4,08%, segundo o relatório Focus. O indicador, que ganhou destaque com o novo regime de metas contínuas, ainda mostra pressão acima do centro da meta de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual

    A mediana do relatório Focus para a inflação suavizada nos próximos 12 meses passou de 4,06% para 4,08%. Um mês antes, era de 4,13%. Essa medida ganhou importância nas análises do mercado após a regulamentação da meta de inflação contínua, válida a partir deste ano.

    O novo alvo foi descumprido pela primeira vez no dia 10 de julho, quando o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA fechou junho com alta de 5,35% em 12 meses – acima do teto da meta, de 4,50%, pelo sexto mês consecutivo. No mesmo dia, o Banco Central publicou uma carta aberta ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, informando que esperava que a inflação acumulada em 12 meses caísse abaixo do teto da meta no fim do primeiro trimestre de 2026.

    Em declaração recente, o diretor de Política Econômica do BC, Diogo Guillen, esclareceu que a expectativa da autarquia para o retorno da inflação ao centro da meta acompanha o horizonte relevante da política monetária, atualmente localizado no 1º trimestre de 2027. “O objetivo é o atingimento da inflação no horizonte relevante, e a cada momento a gente está conduzindo a política monetária para esse atingimento”, disse.

    O novo regime prevê que o cumprimento da meta seja apurado com base na inflação acumulada em 12 meses. Se a taxa ficar acima ou abaixo do intervalo de tolerância por seis meses consecutivos, considera-se que o BC perdeu o alvo.

    A meta é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos. O ministro da Fazenda pode propor uma alteração ao Conselho Monetário Nacional (CMN), mas é necessário esperar 36 meses para que qualquer mudança tenha efeito.

    A expectativa de inflação suavizada para os próximos 12 meses é calculada com base nas projeções das instituições para a inflação total nesse período. A cada nova divulgação do IPCA, a projeção para o mês mais antigo é substituída pelo novo dado.

    Para evitar saltos bruscos nas expectativas devido à diferença entre o valor projetado e o realizado, o Banco Central dilui esse desvio de forma gradual, do dia da divulgação até a próxima. O resultado é a inflação suavizada.

    Focus: projeção suavizada de IPCA 12M à frente passa de 4,06% para 4,08%

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  • Após ser expulsa de reality, Gaby Spanic se muda oficialmente para o Brasil

    Após ser expulsa de reality, Gaby Spanic se muda oficialmente para o Brasil

    Após sua polêmica expulsão de A Fazenda 17, Gaby Spanic decidiu fixar residência no Brasil. A atriz venezuelana, famosa por viver Paola Bracho em A Usurpadora, anunciou novos projetos e parcerias voltados ao público brasileiro

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Após ser expulsa de A Fazenda 2025 (Record), Gaby Spanic se mudou oficialmente para o Brasil.

    A mudança foi comunicada nas redes sociais da atriz. “É com grande alegria que anunciamos que Gabriela Spanic, a inesquecível intérprete de Paola Bracho, está agora oficialmente estabelecida no Brasil.”

    “Reconhecida internacionalmente por sua trajetória de sucesso, talento e carisma, Gaby Spanic segue fortalecendo sua conexão com o público brasileiro e abrindo novas oportunidades de colaboração”, diz o comunicado nas redes sociais.

    A publicação finaliza. “Empresas, marcas e produtores interessados em parcerias, campanhas publicitárias e eventos podem entrar em contato através do link disponível na biografia.”

    Spanic foi expulsa de A Fazenda 17 no dia 19 de outubro. Durante uma dinâmica, a peoa deu um tapa na cara de Tàmires.

    Após ser expulsa de reality, Gaby Spanic se muda oficialmente para o Brasil

  • Vocalista do A-ha se diz injustiçado por receber apenas 16% dos direitos de 'Take On Me'

    Vocalista do A-ha se diz injustiçado por receber apenas 16% dos direitos de 'Take On Me'

    O vocalista Morten Harket revelou mágoa com os ex-companheiros do A-ha por receber apenas 16,6% dos direitos de “Take On Me”, sucesso que completa 40 anos. O trio norueguês, hoje separado, enfrenta disputas por dinheiro, autoria e controle criativo

    (CBS NEWS) – Em 1985, o trio norueguês A-ha lançou seu maior sucesso, “Take On Me”. Com a melodia de teclado que gruda na mente, batida dançante e vocais agudos, o hit global atravessou quatro décadas tocando nas pistas mundo afora.

    Em entrevista ao Washington Post, o trio, formado pelo tecladista Magne Furuholmen, 63, o guitarrista Waaktaar-Savoy, 64 e o vocalista Morten Harket, 66, falou sobre o processo de composição da música.

    Morten, no entanto, é ressentido com os ex-parceiros. O vocalista afirmou receber atualmente apenas 16,6% dos direitos autorais da música, enquanto Paul e Magne, que compuseram o hit, dividem os outros 83,4%. Morten considera a divisão injusta. “Aquela nota do meio é o que desencadeia tudo no refrão. E isso veio de mim”, diz.

    PROCESSO CRIATIVO

    Magne, que fundou a banda junto com Paul, seu amigo de infância, conta que, quando mostrou seus acordes no piano ao guitarrista, ouviu do amigo que parecia um jingle de propaganda. “Bem, sim”, ele se lembra de ter respondido. “Mas é contagiante, né?”

    O tecladista, no entanto, não deixa de dar os créditos ao vocalista. Ele reconhece que a beleza e a voz de Morten tiveram papel crucial no estouro do hit. “O alcance vocal dele era incrível. Porque é como se fosse um falsete, mas o topo é uma mistura de voz de peito com falsete. Ele tem muita potência lá em cima, é isso que impressiona as pessoas. Eu consigo chegar lá, mas o fôlego dele é o que simplesmente te nocauteia”, diz Magne.

    “Morten lembrava Jeff Ayeroff de Roy Orbison, o gigante do rockabilly com um alcance de três oitavas e talento para vocalizar o coração partido, mas com uma diferença fundamental: Morten era devastadoramente bonito, moreno, com traços cinzelados e olhos cintilantes”, acrescenta.

    Atualmente, a banda está em pausa indefinida após desentendimentos por conta de direitos autorais, dinheiro e controle criativo. Na entrevista, Magne afirma que os três já não se falam e nem se encontraram para celebrar os 40 anos de seu maior sucesso.

    Em junho deste ano, Morten revelou que tem doença de Parkinson. O último show do trio junto foi em 2022.

    Vocalista do A-ha se diz injustiçado por receber apenas 16% dos direitos de 'Take On Me'

  • BoJ indica que novo aumento de juros pode estar próximo, segundo Sumário de Opiniões de outubro

    BoJ indica que novo aumento de juros pode estar próximo, segundo Sumário de Opiniões de outubro

    O Banco do Japão sinalizou que um novo aumento dos juros pode ocorrer em breve, caso o cenário global permaneça estável e as empresas mantenham a política de valorização salarial. A instituição avalia que a economia japonesa segue em trajetória de crescimento moderado, com condições financeiras ainda favoráveis

    O Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês) indicou que um novo aumento de juros pode estar próximo, segundo o Sumário de Opiniões da reunião de política monetária de 29 e 30 de outubro. No documento publicado nesta segunda-feira, 10, um dos membros do conselho afirmou que “as condições para dar mais um passo em direção à normalização da taxa de juros de política monetária praticamente já foram atendidas”.

    O texto mostra que a decisão dependerá do comportamento dos salários e da economia global. “Se não houver notícias negativas sobre a economia global ou os mercados financeiros, e se for confirmado que as empresas manterão seu comportamento ativo de definição de salários, a julgar pelos movimentos de trabalhadores e empregadores nas etapas iniciais das negociações salariais anuais da primavera, isso provavelmente levará a uma mudança de política”, diz outro trecho.

    Embora o BoJ tenha mantido a taxa em 0,5%, o documento observa que as condições financeiras “permanecerão acomodatícias mesmo após o próximo aumento”. O banco também avaliou que “a economia japonesa manteve um caminho de crescimento moderado”, com impacto até agora “limitado” da política tarifária dos Estados Unidos. Já sobre o cenário doméstico, destacou que “o novo gabinete do governo assumiu na semana passada” e que “não há informações suficientes sobre a direção ou os detalhes das políticas governamentais”, o que impede incorporar seus efeitos nas projeções.

    Entre os representantes do governo, não houve objeção explícita a uma futura alta de juros, apenas a expectativa de que o BoJ conduza a política monetária “de forma apropriada”, cooperando estreitamente com as autoridades fiscais. O BoJ elevou a taxa básica de juros pela última vez em janeiro deste ano, quando passou de 0,25% para os atuais 0,5% ao ano.

    BoJ indica que novo aumento de juros pode estar próximo, segundo Sumário de Opiniões de outubro

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  • BC anuncia regras para uso de criptoativos e criação de prestadoras de serviços para esse mercado

    BC anuncia regras para uso de criptoativos e criação de prestadoras de serviços para esse mercado

    O Banco Central definiu novas normas para regular o mercado de criptoativos e a atuação das prestadoras de serviços virtuais no Brasil. As regras, que entram em vigor em fevereiro de 2026, buscam aumentar a segurança, transparência e proteção aos investidores do setor.

    (FOLHAPRESS) – O Banco Central anunciou nesta segunda-feira (10) novas regras para orientar as negociações com criptoativos no país e a criação de prestadoras de serviços de ativos virtuais, as chamadas VASPs (na sigla em inglês para Virtual Asset Service Provider). As normas entram em vigor a partir de 2 de fevereiro de 2026.

    As novidades foram apresentadas pelo diretor Gilneu Vivan (Regulação) e pelos chefes de departamentos Mardilson Queiroz (Regulação do Sistema Financeiro) e Ricardo Moura (Regulação Prudencial e Cambial).

    Segundo Vivan, as mudanças trazem mais segurança para quem investe em criptoativos no Brasil. “Essas empresas passam a estar sob autorização do Banco Central, sujeitas a todo nosso processo de supervisão e acompanhamento. O objetivo é trazer mais confiança e proteção ao usuário”, afirma.

    Algumas atividades das prestadoras de serviço passarão a ser tratadas como operações do mercado de câmbio e capitais internacionais. É o caso, por exemplo, de compra, venda ou troca de ativos virtuais referenciados em moeda fiduciária (conhecidos como stablecoins).

    Também inclui pagamento ou transferência internacional usando ativos virtuais; transferência de ativo virtual para cumprir obrigações relativas ao uso internacional de cartão ou outro meio de pagamento eletrônico.

    Desde que autorizadas a operar no mercado de câmbio, as VASPs podem prestar serviços de ativos virtuais nesse mercado. Mas o BC limitou o pagamento ou transferência internacional com ativos virtuais a US$ 100 mil quando a contraparte não for instituição autorizada a operar no mercado de câmbio.

    As prestadoras de serviços de ativos virtuais serão classificadas em três modalidades: intermediárias, custodiantes e corretoras. As intermediárias, como o nome sugere, serão responsáveis por intermediar a negociação e distribuição de ativos virtuais. As custodiantes guardarão esses ativos sob sua responsabilidade. As corretoras, por sua vez, vão exercer as duas atividades de forma simultânea.

    A partir de 4 de maio de 2026, passa a ser obrigatória a prestação de informações para o Banco Central sobre as operações no mercado de câmbio e operações de capitais estrangeiros no Brasil.

    O “marco regulatório dos criptoativos” foi sancionado pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL) em dezembro de 2022. A lei que definiu regras gerais para o setor, como a definição de ativos virtuais e de penas para autores de fraudes, passou a valer em junho de 2023.

    O Banco Central foi designado como órgão regulador do mercado de criptoativos e vem trabalhando nesse processo nos últimos anos. O tema, que já constava na lista de prioridades da área de regulação para 2024, ganhou mais urgência nos últimos meses.

    No ataque cibernético que causou prejuízo de mais de R$ 800 milhões a instituições financeiras, os criminosos tentaram converter parte do dinheiro desviado em criptomoedas. A estratégia é comum em casos de fraudes financeiras por dificultar o rastreamento dos recursos e impedir o retorno do dinheiro desviado às instituições de origem.

    Nos últimos dois meses, o BC anunciou uma série de medidas para endurecer as regras aplicadas às instituições reguladas e reforçar a segurança do sistema financeiro em resposta à infiltração do crime organizado na economia.

    A autoridade monetária estabeleceu, por exemplo, novas regras que determinam o encerramento de “contas-bolsão” irregulares e determinou a elevação do capital mínimo exigido de instituições que operam no país.

    BC anuncia regras para uso de criptoativos e criação de prestadoras de serviços para esse mercado

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