Autor: REDAÇÃO

  • Lindbergh Farias diz não ver espaço para anistia: "É inconstitucional"

    Lindbergh Farias diz não ver espaço para anistia: "É inconstitucional"

    O líder do PT também criticou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), aliado de Bolsonaro, por declarações favoráveis à anistia

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias (RJ), afirmou nesta terça (2) que não vê espaço para anistia mesmo após o julgamento sobre a trama golpista. Além do petista, outros deputados da base aliada do governo Lula (PT) compareceram ao Supremo Tribunal Federal.

    “A gente não aceita discussão sobre anistia. Esse debate vai existir essa semana, mas vai crescer depois do julgamento. Vi a fala do ministro Barroso, mas pelas decisões que existem no STF não achamos que existe espaço nenhum. É inconstitucional”, afirmou Lindbergh, na entrada do STF para acompanhar o julgamento.

    O deputado também criticou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), aliado de Bolsonaro, por declarações favoráveis à anistia.

    “Tarcísio agora começou a ser o defensor da anistia. A pessoa que diz que vai dar o indulto. No momento em que vai acontecer o julgamento do Supremo, isso parece até provocação. São declarações infelizes.”

    Outros petistas foram às redes sociais na manhã desta terça para comentar o início do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e outros réus da trama golpista.

    A ministra Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) afirmou que o processo representa um “encontro marcado com a democracia” e que a “Justiça terá a palavra final”.

    O líder do PT na Câmara, deputado José Guimarães (CE), celebrou o julgamento do ex-presidente e declarou: “Ninguém ficará impune por afrontar a democracia e as instituições”.

    A deputada Jandira Feghali (PC do B-RJ) disse, ao chegar ao Supremo, que o julgamento da trama golpista no STF é histórico e lição para o mundo. Ela acompanha da corte o julgamento que pode condenar Bolsonaro a mais de 40 anos de prisão. Outros políticos também devem marcar presença.

    Todo processo mostra que tivemos risco irreversível para a democracia no Brasil. () As instituições brasileiras reagiram, povo brasileiro reagiu”, disse a jornalistas ao chegar no local. “É uma lição realmente pro mundo”, completou.
    Ao menos dois deputados do PSOL, Pastor Henrique Vieira (RJ) e Fernanda Melcchiona (RS), também acompanham a sessão na Primeira Turma do STF.

    Os parlamentares que se credenciaram podem comparecer a todos os cinco dias de sessões na Primeira Turma do STF. No plenário do colegiado fracionado, há assentos reservados para os parlamentares que se inscreveram previamente para acompanhar o julgamento.

     

    Lindbergh Farias diz não ver espaço para anistia: "É inconstitucional"

  • Sandra Annenberg festeja nova parceria com William Bonner

    Sandra Annenberg festeja nova parceria com William Bonner

    A saída de William Bonner do Jornal Nacional promoveu uma ‘dança das cadeiras’ no jornalismo da TV Globo; Bonner assume a apresentação do Globo Repórter ao lado de Sandra Annenberg

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A jornalista e apresentadora Sandra Annenberg usou as redes sociais para festejar o anúncio de William Bonner, que em 2026 comandará com ela o Globo Repórter.

    “Querido amigo de longa data, vai ser um prazer apresentar com você o Globo Repórter! Te esperamos na nova temporada, em 2026! Seja muito bem-vindo!”, escreveu ela com uma imagem ao lado do colega no Instagram.

    Bonner contou que havia tomado a decisão de mudar de área no meio da pandemia de Covid-19. Há cinco anos, o jornalista negociava sua saída do telejornal noturno. A saída foi oficializada pela emissora em comunicado nesta segunda (1º).

    Bonner era nome de confiança da família Marinho. Por causa deles, houve uma solicitação para que a troca no Jornal Nacional fosse em um momento mais tranquilo para a política nacional e para o país como um todo.

    César Tralli vai assumir o posto a partir de novembro, mas não terá o cargo de editor-chefe. Ele terá liberdade para apurações como repórter e influência na linha editorial, mas em escala menor.

    Algo semelhante ao que aconteceu com o próprio Bonner, entre 1996 e 1999. Cristiana Souza Cruz, treinada por Bonner nos últimos anos, assume a função.

    Sandra Annenberg festeja nova parceria com William Bonner

  • Serviços crescem 0,6% e sustentam PIB positivo no 2º trimestre

    Serviços crescem 0,6% e sustentam PIB positivo no 2º trimestre

    O setor é o que mais pesa na economia do lado da oferta, respondendo por quase 70% do cálculo do PIB

    RIO DE JANEIRO, RJ, E SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O setor de serviços do Brasil avançou 0,6% no segundo trimestre de 2025, na comparação com os três meses imediatamente anteriores.

    É o que apontam dados do PIB (Produto Interno Bruto) divulgados nesta terça-feira (2) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
    O

     resultado dos serviços ficou levemente acima do desempenho da atividade no primeiro trimestre (0,4%).

    O setor é o que mais pesa na economia do lado da oferta, respondendo por quase 70% do cálculo do PIB. Abrange uma ampla variedade de negócios.

    Dentro de serviços, o IBGE apontou crescimento nas seguintes atividades no segundo trimestre: atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (2,1%), informação e comunicação (1,2%), transporte, armazenagem e correio (1%), outras atividades de serviços (0,7%) e atividades imobiliárias (0,3%).

    Houve estabilidade no comércio (0%) e variação negativa em administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (-0,4%).

    Em termos gerais, o PIB teve variação de 0,4% no segundo trimestre ante o primeiro. O cálculo indicador também inclui a indústria e a agropecuária.

    Assim como os serviços, a indústria também cresceu no segundo trimestre. A alta foi de 0,5%, após estabilidade (0%) no primeiro trimestre.

    O desempenho positivo na indústria se deve ao crescimento de 5,4% nas indústrias extrativas. Por outro lado, houve retração nas atividades de eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (-2,7%), indústrias de transformação (-0,5%) e construção (-0,2%).

    Já a agropecuária teve variação negativa no segundo trimestre (-0,1%). O setor havia crescido 12,3% de janeiro a março, quando é registrado o impacto mais intenso da safra de grãos.

    A produção das lavouras fechará o ano em patamares recordes, de acordo com projeções.

    Enquanto isso, serviços e indústria lidam com os efeitos dos juros elevados. A taxa Selic de dois dígitos desafia o consumo e a produção, já que o crédito fica mais caro para famílias e empresas.

    O mercado de trabalho, por outro lado, seguiu mostrando sinais de força no segundo trimestre. A geração de emprego e renda é vista como estímulo para serviços e indústria em meio ao aperto dos juros.

    A taxa de desemprego caiu a 5,8% nos três meses até junho, o menor patamar da série histórica do IBGE, iniciada em 2012. Foi a primeira vez que o indicador ficou abaixo de 6%.

    Serviços crescem 0,6% e sustentam PIB positivo no 2º trimestre

  • Pacificação é desejo de todos nós, mas não se confunde com covardia ou impunidade, diz Moraes

    Pacificação é desejo de todos nós, mas não se confunde com covardia ou impunidade, diz Moraes

    As declarações foram feitas antes de Moraes começar a leitura do relatório da ação penal sobre a trama golpista na manhã desta terça-feira (2)

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), abriu o julgamento da trama golpista com uma fala dura, em que cita “pressões internas ou externas” e tentativas de coação à corte durante o processo contra Jair Bolsonaro (PL) e outros réus.

    Moraes afirmou que a pacificação é um desejo de todos, mas pontuou que esse objetivo depende da aplicação das leis e não pode ser alcançado com covardia ou impunidade. Ele também antecipou sua posição, mais uma vez, do ponto central do julgamento, ao mencionar que houve uma tentativa de golpe de Estado.

    As declarações foram feitas antes de Moraes começar a leitura do relatório da ação penal sobre a trama golpista na manhã desta terça-feira (2), como primeira etapa para o julgamento que vai definir o destino de Bolsonaro e outros sete réus.

    “A pacificação do país depende do respeito à Constituição, da aplicação das leis e do fortalecimento das instituições, não havendo possibilidade de se confundir a saudável e necessária pacificação com a covardia do apaziguamento, que significa impunidade e desrespeito à Constituição federal. E mais: significa incentivo a novas tentativas de golpe de Estado”, disse.

    Moraes afirmou que o tribunal julga o caso sem interferências e que ignora tentativas de obstrução.

    “Esse é o papel do Supremo Tribunal Federal: julgar com imparcialidade e aplicar a Justiça a cada um dos casos concretos, independentemente de ameaças ou coações, ignorando pressões internas ou externas”, declarou.

    Sem citar nomes ou casos concretos, ele se referiu ao inquérito em que o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e outros atores foram indiciados por tentativa de coação.

    “Lamentavelmente, no curso dessa ação penal, se constatou a existência de condutas dolosas e conscientes de uma verdadeira organização criminosa que, de forma jamais vista anteriormente em nosso país, passou a agir de maneira covarde e traiçoeira com a finalidade de tentar coagir o Poder Judiciário e, em especial, este Supremo Tribunal Federal e submeter o funcionamento da corte ao ao crivo de outro Estado estrangeiro.”

    O relator antecipou o ponto central da ação, ao afirmar que houve uma tentativa de golpe de Estado, principal acusação que pesa contra os réus.

    “Um país e a Suprema Corte só têm a lamentar que se tenha tentado de novo um golpe de Estado, pretendendo-se um estado de exceção e uma verdadeira ditadura. As instituições mostraram sua força e sua resiliência em que pese uma radical polarização política, todos nós devemos afastar com todas as nossas forças e empenho a tentativa de qualquer quebra da institucionalidade”, disse.

    O ministro também declarou que “a soberania nacional não pode, não deve e jamais será vilipendiada, negociada ou extorquida”, por ser um fundamento constitucional.

    “Coragem institucional e defesa da soberania nacional fazem parte do universo republicano dos membros desta Suprema Corte, que não aceitará coações ou obstruções no exercício de sua missão constitucional, conferida soberanamente pelo povo brasileiro, por meio de sua Assembleia Nacional Constituinte”, afirmou.

    A partir de então, Moraes passou a fazer a leitura do relatório do processo, que é o resumo e a descrição das principais informações da ação, incluindo argumentos das partes, provas apresentadas, fatos relevantes e o andamento do caso, como forma de contextualizar o caso e dar transparência a ele.

    Neste ponto, não é usual que o juiz emita suas posições sobre os crimes em análise. Moraes só dará seu voto depois de ouvir a PGR (Procuradoria-Geral da República) e as defesas dos oito réus. A depender do andamento das sessões, é possível que a manifestação de mérito do relator seja dada apenas na próxima semana.

    Aspectos como o caráter novo dos tipos penais em discussão e o estilo e a velocidade impostos pelo relator na condução do processo fazem com que o caso tenha vários elementos inéditos.

    Os componentes práticos, como o volume de materiais reunidos -os dados somam cerca de 80 terabytes- ou o esquema de segurança elaborado para as datas de sessões também representam pontos fora da curva, mesmo na comparação com outros casos rumorosos.

    Desde o início do processo, Moraes tomou decisões que foram questionadas e conduziu com velocidade a para evitar que o processo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) fosse contaminado pelo calendário eleitoral de 2026.

    A denúncia da PGR foi apresentada em 18 de fevereiro. Em março, a Primeira Turma da corte analisou e recebeu a acusação e deu início à tramitação da ação penal.

    Em 2 de junho, o ministro terminou as oitivas das testemunhas do núcleo e, já no encerramento da sessão, marcou para a semana seguinte os interrogatórios dos réus.

    Em um dos pontos de crítica, ele foi apontado como suspeito para relatar e julgar o processo, por ser apontado nas investigações como um possível alvo da organização criminosa.

    Outra forte discordância estava na demora do envio da íntegra do material apreendido pela Polícia Federal aos advogados envolvidos no processo.

    Os advogados de Braga Netto acusaram Moraes de ser parcial e violar prerrogativas da advocacia. “Sua suspeição decorre do fato de a denúncia apontá-lo como a pessoa que seria vitimada pelos denunciados, sendo natural e evidente a contaminação subjetiva do julgador”, dizem nas alegações finais.

    Pacificação é desejo de todos nós, mas não se confunde com covardia ou impunidade, diz Moraes

  • Hacker suspeito de ameaçar Felca vendia nas redes até exclusão de certificado de óbito

    Hacker suspeito de ameaçar Felca vendia nas redes até exclusão de certificado de óbito

    Após uma investigação do Noad (Núcleo de Observação e Análise Digital) da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, um homem identificado como Cayo Lucas foi preso em Olinda (PE)

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Dois hackers que ameaçaram o influenciador Felipe Bressanim, o Felca, e a psicóloga Ana Beatriz Chamati, após o vídeo “Adultização”, faziam parte de comunidades que promovem crimes de ódio, além de venderem serviços ilegais com acesso a bancos de dados pelo Brasil.

    Na semana passada, após uma investigação do Noad (Núcleo de Observação e Análise Digital) da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, um homem identificado como Cayo Lucas foi preso em Olinda (PE), e adolescente que vive em Arapiraca, interior do estado de Alagoas, foi apreendido e internado por encaminhar ameaças à psicóloga.

    Segundo a polícia, eles eram vigiados desde 2024 pelo Noad e integravam grupos no Discord e Telegram. De acordo com a delegada Lisandrea Salvariego, eles também integravam comunidades, como a “Country”, que são conhecidas por promover estupro virtual, automutilação e desafios perigosos em vítimas que, em geral, são adolescentes. Também são ambientes em que são vendidas imagens de abuso sexual infantil.

    Cayo oferecia dados oficiais, como fotos, telefones e endereços para que usuários pudessem ameaçar as vítimas de exposição. Na véspera da prisão, segundo a polícia, ele induziu uma garota a se automutilar.

    Agora, a polícia vai investigar o celular e computador dos hackers para conseguir entender a quantidade de vítimas e quantas pessoas contrataram seus serviços. Entre as ações ofertadas está a inclusão ou exclusão de certificado de óbito, que custava entre R$ 150 e R$ 500. Também são listados “consultas gerais”, “consultas com foto”, “banimento em redes sociais” e “bloqueio de contas bancárias”.

    A polícia afirma que há indícios de de que ele faturasse entre R$ 20 mil e R$ 30 mil por semana.

    Quando Cayo foi preso, ele estava com um amigo chamado Paulo Vinícius em casa, que também foi preso em flagrante por acessar a plataforma de dados da Secretaria de Segurança Pública de Alagoas. Agora, a polícia investiga qual a relação dele com os crimes praticados por Cayo.

    “Ele passou a investir menos contra as vítimas e passou a ir para o crime [de dados] para ganhar dinheiro, sem ter que fazer com que as vítimas se machucassem”, diz. Em um dos anúncios, os criminosos prometiam que os usuários tivessem “acesso a informações claras e assertivas”.

    De acordo com a polícia, Cayo forjou um mandado de prisão contra Felca e iria inseri-lo em bancos de dados oficiais, porém foi capturado antes. Ele e adolescente teriam ameaçado o influenciador e a psicóloga após a divulgação do vídeo “Adultização”, que denuncia a exploração da imagem de menores de 18 anos e expõe casos de crianças e adolescentes que têm suas imagens e corpos sexualizados na internet.

    Entre eles está o influenciador Hytalo Santos, que foi preso no dia 15 de agosto com o marido. O Ministério Público da Paraíba e o MPT (Ministério Público do Trabalho) investigava Hytalo desde o ano passado sob suspeita de exploração e exploração de menores de 18 anos em conteúdos produzidos para as redes sociais. Ele nega todas as acusações.

    A Justiça determinou uma medida de busca e apreensão, mas ao chegar à residência não havia ninguém. Indícios apontavam que o local foi deixado às pressas, uma vez que uma máquina de lavar roupa estava funcionando.

    No despacho da Justiça, a prisão foi decretada para evitar novos atos de destruição ou ocultação de provas, além da intimidação de testemunhas. De acordo com a Promotoria, esses atos já estariam ocorrendo desde que o influenciador tomou conhecimento da investigação.

    Hacker suspeito de ameaçar Felca vendia nas redes até exclusão de certificado de óbito

  • Polícia do Senado faz varredura com cão farejador e agentes usam drone no STF

    Polícia do Senado faz varredura com cão farejador e agentes usam drone no STF

    A denúncia da PGR diz que a organização criminosa foi criada em 29 de julho de 2021; o julgamento só deve acabar em 12 de setembro, após cerca de 36 horas em cinco sessões

    A Polícia do Senado realizou na manhã desta terça-feira, 2, varredura com o apoio de cães farejadores em frente ao prédio da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), conhecido como “igrejinha”. A segurança foi reforçada na área em que serão realizadas as sessões de julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus.

    Além da Polícia do Senado, dezenas de agentes da Polícia Judicial estão posicionados nas imediações do Anexo 2 do STF com armas de dissuasão de multidões. Foram convocados policiais que atuam em outros tribunais para reforçar a segurança no STF. A Polícia Judicial realiza concomitantemente varredura aérea com o apoio de drone.

    A área ao redor do Supremo está isolada. Há mais de uma semana toda a segurança do prédio foi reforçada.

    O julgamento de Bolsonaro se inicia nesta terça-feira. A última sessão está marcada para o dia 12.

    Polícia do Senado faz varredura com cão farejador e agentes usam drone no STF

  • Quem é Roberto Kovalick, que assume o Jornal Hoje no lugar de César Tralli

    Quem é Roberto Kovalick, que assume o Jornal Hoje no lugar de César Tralli

    A saída de William Bonner do Jornal Nacional promoveu uma ‘dança das cadeiras’ no jornalismo da TV Globo; Bonner assume a apresentação do Globo Repórter ao lado de Sandra Annenberg

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A saída de William Bonner do Jornal Nacional desencadeou uma série de ajustes no jornalismo da Globo. César Tralli foi escalado para a bancada do principal telejornal da emissora e, em seu lugar no Jornal Hoje, entra Roberto Kovalick, até então apresentador do Hora Um. A mudança passa a valer em novembro.

    Aos 60 anos, Kovalick tem uma trajetória de mais de três décadas na emissora. Desde que ingressou na Globo, em 1990, atuou como repórter de cidades no Rio de Janeiro e em Brasília. Também foi correspondente em Nova York, Tóquio e Londres , cobrindo acontecimentos de impacto mundial, como o furacão Katrina e o desastre nuclear de Fukushima.

    Antes de assumir postos internacionais, esteve em coberturas emblemáticas no Brasil, como a chacina da Candelária e o sequestro do ônibus 174. Também fez reportagens em parceira com Tim Lopes, assassinado em 2002 enquanto trabalhava em uma investigação sobre tráfico de drogas e exploração de menores.

    Quando voltou ao país em 2016, o jornalista se instalou em São Paulo como repórter especial e, três anos depois, assumiu o Hora Um. Agora, deixa as madrugadas para ocupar a faixa vespertina com o Jornal Hoje.

    Quem é Roberto Kovalick, que assume o Jornal Hoje no lugar de César Tralli

  • 'Só hoje recebi 30 ligações': brasileiros reclamam de telemarketing após fim do 0303

    'Só hoje recebi 30 ligações': brasileiros reclamam de telemarketing após fim do 0303

    Agência aposta na Origem Verificada para autenticação de chamadas; diferenciar telemarketing de outras ligações ficou mais difícil sem identificação

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A retirada da obrigatoriedade do prefixo 0303 para ligações de telemarketing acendeu o alerta entre consumidores, que dizem já ter notado aumento de chamadas indesejadas, insistentes e difíceis de bloquear. O recurso, adotado em 2022, ajudava a identificar ofertas de produtos ou serviços antes mesmo de atender.

    Sem ele, as ligações voltam a ser feitas de números comuns, com DDD e nove dígitos, dificultando saber se é um contato legítimo ou telemarketing. “Só hoje recebi 30 ligações de números diferentes, que meu celular ainda não reconhece como spam”, afirma a dona de casa Shaianne Santos da Silva, 31.

    Autista, assim como o filho, ela diz que precisa estar sempre atenta ao telefone para acompanhar chamadas da escola e da clínica onde faz tratamento. “Cada vez que o celular toca meu coração acelera. Detesto ligações, me deixam desconfortável.”

    Em substituição ao 0303, empresas contratantes de serviços de telecomunicações que fizerem mais de 500 mil ligações por mês são obrigadas a utilizar a autenticação da chamada -que permite o rastreio pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações). O sistema faz parte do Origem Verificada e serve para a prevenção a fraudes, uma das frentes que a agência promete priorizar.

    Luciana do Rocio Mallon, 51, vendedora e professora de dança, viu sua rotina profissional ser prejudicada. “Perdi ligações de freguesas por medo de telemarketing e trotes”, afirma. Para evitar cair em golpes, deixou de atender chamadas de números desconhecidos. “Só que muitas clientes ligaram para mim e eu não atendi.”

    O bartender Marcelo de Oliveira Azevedo, 37, diz que o fim da obrigatoriedade do 0303 coincidiu com um aumento expressivo de chamadas oferecendo produtos que não havia solicitado -no caso dele, um cartão de crédito. “Parece que as empresas dobraram a aposta. É um verdadeiro assédio”, afirma.

    “Nas últimas semanas, tenho recebido ligações de um jeito que, posso afirmar tranquilamente, nunca antes na minha vida aconteceu”, comenta.

    Já Luiz Brito, 30, publicitário, utiliza ferramentas de bloqueio do celular e chegou a se cadastrar no “Não Me Perturbe” da Anatel, mas diz que ainda recebe ligações. “Algumas vezes, ao retornar, o número nem existe. É muito inseguro”, diz.

    A plataforma é uma base de cadastro com mais de 13,5 milhões de números. Segundo a Anatel, ela funciona apenas para barrar ligações de operadoras de telecomunicações e crédito consignado, e não para as demais.

    Os Procons (Programa de Proteção e Defesa do Consumidor) regionais também costumam ter suas próprias bases de cadastro, sob o nome de “Não Me Ligue”. Em São Paulo, a plataforma acumula 443 mil reclamações e 3,5 milhões de telefones cadastrados até julho deste ano.

    Para a advogada Camila Leite Contri, coordenadora do programa de Telecomunicações e Direitos Digitais do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), os avanços na prevenção de chamadas de spam não foram suficientes.

    “O Brasil é tetracampeão mundial no recebimento de contatos abusivos. Tivemos medidas paliativas, como o 0303, mas precisamos de soluções estruturais. A mais eficaz seria o consentimento prévio do consumidor, como já ocorre na Espanha”, diz.

    “O prefixo [0303] era uma tentativa importante de garantir o direito à informação, embora houvesse descumprimentos. Revogar não resolve, o consumidor continua desprotegido, sem saber como seus dados são obtidos e expostos a riscos.”

    ORIGEM VERIFICADA PROMETE SUBSTITUIR PREFIXO 0303

    Thiago Oliveira, CEO da Ótima Digital, que atende empresas para distribuir mensageria desde 2001, explica que o Origem Verificada é baseado no protocolo internacional stir shaken, que autentica chamadas em milésimos de segundo. “O que ele faz é garantir que quem está ligando realmente é dono daquela linha. Assim, evita-se que golpistas se passem por grandes marcas”, afirma.

    Outro elemento do Origem Verificada, além da autentificação, seria a identificação da chamada, que mostra o nome, logo e motivo da ligação. Este ponto, porém, ainda não é obrigatório para as operadoras.

    Segundo Oliveira, o modelo de identificação é mais eficiente e amigável para as companhias do que o prefixo. “O 0303 acabou ficando rotulado como telemarketing. As empresas não usavam ou burlavam. Já o Origem Verificada pode até fortalecer a imagem de quem trata bem seus clientes, porque a marca aparece claramente no celular.”

    Ele defende a importância do setor para a economia. “Muitas famílias dependem do telemarketing. O setor movimenta o Brasil”, diz. Para ele, ao colocar no mesmo pacote fraudes, televendas e telecobranças, a Anatel acaba penalizando empresas que prestam serviços legítimos, como a intermediação de dívidas.

    “Essas empresas ajudam milhões de pessoas a negociar e resolver pendências financeiras. Quando são tratadas da mesma forma que golpes ou spam agressivo, todos perdem. Consumidores, companhias e a economia”, afirma Oliveira.

    A Anatel diz que atua intensamente no combate às chamadas inoportunas desde 2019, com a adoção de diversas ações para combater práticas inadequadas. Estima-se que cerca de 209,65 bilhões de ligações deixaram de ser geradas na rede das prestadoras monitoradas, representando uma redução de mais de mil chamadas para cada brasileiro, de acordo com a agência reguladora. .

    'Só hoje recebi 30 ligações': brasileiros reclamam de telemarketing após fim do 0303

  • Rainha Camilla teria dado sapatada para se defender de assédio em trem

    Rainha Camilla teria dado sapatada para se defender de assédio em trem

    Camilla retirou o calçado e acertou o agressor nas partes íntimas com o salto; o episódio foi revelado no livro “Power and the Palace” (“Poder e o Palácio”, em tradução livre), escrito por Valentine Low

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – De acordo com um novo livro sobre a família real britânica, a rainha Camilla teria reagido de forma inusitada a um episódio de assédio quando era adolescente. Entre 16 ou 17 anos, durante uma viagem de trem rumo à estação de Paddington, em Londres, ela teria usado um sapato para se defender de um homem que a importunava.

    Segundo o relato, Camilla retirou o calçado e acertou o agressor nas partes íntimas com o salto. Ao desembarcar, ela teria indicado o suspeito a um agente de segurança da estação, que acabou prendendo o homem.

    O episódio foi revelado no livro “Power and the Palace” (“Poder e o Palácio”, em tradução livre), escrito por Valentine Low, ex-correspondente real do jornal The Times. Segundo o autor, Camilla contou a história em 2008, durante uma reunião com Boris Johnson, então prefeito de Londres. Ele afirma que recebeu a informação por meio do ex-diretor de comunicação do político.

    Rainha Camilla teria dado sapatada para se defender de assédio em trem

  • Tarcísio é criticado por promessa de indultar Bolsonaro em primeiro ato

    Tarcísio é criticado por promessa de indultar Bolsonaro em primeiro ato

    Uma suposta anistia que seria dada por Tarcísio de Freitas, caso fosse eleito presidente, é apontada como uma afronta ao apelo popular que é contra ao Estado em conceder um indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A defesa de Tarcísio de Freitas (Republicanos) a Jair Bolsonaro (PL), com a promessa de conceder um indulto ao ex-presidente caso seja eleito à Presidência da República, virou uma munição para a esquerda explorar em uma eventual campanha do governador de São Paulo ao Palácio do Planalto em 2026.

    Segundo parlamentares e dirigentes do PT e do PSOL, partidos de oposição ao governo Tarcísio no estado, a promessa do governador atenta contra a vontade popular, soa como admissão de culpa e o coloca na mira de bolsonaristas mais radicais, contrários à ideia de uma possível candidatura do ex-ministro de Bolsonaro.

    “Na hora. Primeiro ato. Porque eu acho que tudo isso que está acontecendo é absolutamente desarrazoado”, disse Tarcísio na sexta-feira (29) ao ser questionado se concederia o indulto a Bolsonaro.

    Em junho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho mais velho do ex-presidente, disse em entrevista à Folha de S.Paulo que, para receber o apoio do pai, um presidenciável deveria não só conceder indulto a ele, mas brigar com o STF (Supremo Tribunal Federal) por isso, se necessário.

    Os partidos de esquerda calculam que a promessa pode gerar um desgaste para Tarcísio entre eleitores mais ao centro no espectro político, já que o último Datafolha mostrou que 61% dos brasileiros não votariam em um candidato que prometesse livrar Bolsonaro de punições pela atuação na trama golpista.

    Para a presidente nacional do PSOL, Paula Coradi, a promessa de Tarcísio, apesar do que foi mostrado pela pesquisa, “demonstra sua completa desconexão com as preocupações da população brasileira”.

    “Declarações como essa revelam que seu principal objetivo é se consolidar como o candidato do bolsonarismo, custe o que custar. Isso faz com que a fachada de moderado desmorone, expondo sua verdadeira face: a de um político autoritário, com claro desprezo pela democracia”, disse à reportagem.

    Já o líder da bancada do PT na Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo), Antônio Donato (PT), disse que “quanto mais subserviente a Bolsonaro, mais Tarcísio se apequena”.

    Na rede social X, ex-Twitter, dois dos ministros de Lula fizeram críticas à fala de Tarcísio. Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) apresentou a tese de que falar em indulto seria uma forma de admitir que Bolsonaro teria, de fato, cometido os crimes pelos quais é investigado -algo que o ex-presidente nega.

    “Ao anunciar que seu primeiro ato se fosse presidente seria indultar Bolsonaro, Tarcísio confirma que seu chefe é culpado e que eles não respeitam o estado de direito nem a Justiça”, escreveu Gleisi no domingo (31).

    O ministro Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário) disse que a declaração “é só mais um pedágio que ele [Tarcísio] paga para a família Bolsonaro”.

    Embora negue publicamente interesse em disputar a Presidência no próximo ano, Tarcísio vem sendo tratado como presidenciável por aliados, empresários e presidentes de partidos de direita e centro-direita. Em uma conversa com banqueiros em julho, ele já havia admitido a possibilidade de indultar Bolsonaro caso fosse eleito presidente.

    O governador já anunciou ao seu entorno que só sairá candidato ao Palácio do Planalto caso Bolsonaro peça. No entanto, o fato de ser tratado como presidenciável por diversos setores tem levantado criticas de bolsonaristas radicais, a começar por Eduardo, filho de Bolsonaro, que busca ser o candidato da direita à Presidência na ausência do pai -que está inelegível, em prisão domiciliar e prestes a ser julgado pela trama golpista.

    “Tarcísio nunca te ajudou em nada no STF”, escreveu Eduardo a Jair, em troca de mensagens apreendidas pela Polícia Federal no celular do ex-presidente. Na mesma troca de mensagens, o filho do ex-presidente diz que o governador está “se aquecendo para 2026”.

    Eduardo também disse ao pai que trabalhou para desfazer a “ideia plantada” por aliados do governador paulista de que “Tarcísio = Bolsonaro.

    Para parlamentares e dirigentes da esquerda, o fato de o governador paulista prometer o indulto, apesar de soar como apoio ao ex-presidente, pode servir para inflamar ainda mais bolsonaristas descontentes com o posto de herdeiro político de Bolsonaro ao qual Tarcísio é alçado.

    Tarcísio é criticado por promessa de indultar Bolsonaro em primeiro ato