Autor: REDAÇÃO

  • Zema não descarta aliança com Caiado para viabilizar outro nome da direita ainda no 1º turno

    Zema não descarta aliança com Caiado para viabilizar outro nome da direita ainda no 1º turno

    Pré-candidato do Novo à Presidência, Romeu Zema sinalizou possibilidade de alianças com Ronaldo Caiado e voltou a criticar Flávio Bolsonaro após revelações envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro e o caso “Dark Horse”.

    O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República pelo Novo, Romeu Zema, afirmou nesta terça-feira (27) que não descarta alianças ainda no primeiro turno para fortalecer uma candidatura de direita alternativa ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), atualmente o nome mais bem posicionado nas pesquisas contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

    As declarações foram feitas durante evento com investidores em São Paulo e acontecem após a divulgação de áudios envolvendo Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro.

    Zema citou o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) como um possível aliado e afirmou que as definições sobre composições políticas devem acontecer apenas perto do prazo final estabelecido pela Justiça Eleitoral.

    “Essas conversas sempre acontecem e, com toda certeza, o desfecho disso vai ocorrer na data limite. Na política, infelizmente, as decisões costumam ser tomadas na última hora”, afirmou.

    O calendário eleitoral prevê até 15 de agosto para o registro oficial das candidaturas.

    Segundo Zema, o cenário político ainda deve sofrer mudanças até a reta final da disputa presidencial.

    “Vai mudando à medida que o tempo avança. Eu tenho dito que vou levar minha pré-campanha e campanha até o fim”, declarou.

    Apesar disso, o ex-governador destacou a boa relação com Caiado e sinalizou abertura para alianças.

    “Me dou muito bem com o Caiado”, afirmou. Ao ser questionado sobre a possibilidade de ser vice do ex-governador goiano, respondeu em tom de brincadeira: “Não pode ser o contrário?”

    Zema também ressaltou a proximidade entre Minas Gerais e Goiás e citou a convivência com outros governadores.

    “Criamos um consórcio com sete governadores e me dei muito bem com todos, inclusive com o Tarcísio. Goiás e Minas são quase estados gêmeos”, disse.

    Mesmo admitindo possíveis composições, Zema afirmou que os nomes da direita devem se unir em um eventual segundo turno contra Lula.

    “Nós vamos estar juntos contra o grande objetivo nosso, que é combater a esquerda”, declarou.

    Críticas a Flávio Bolsonaro e ao Bolsa Família
    Durante o evento, Zema também voltou a criticar Flávio Bolsonaro após as revelações envolvendo Daniel Vorcaro e o caso conhecido como “Dark Horse”.

    Sem citar diretamente o senador, o ex-governador afirmou que o eleitor não aceitaria candidatos ligados a “banqueiro bandido”.

    Na pesquisa Datafolha divulgada na última sexta-feira (23), Lula apareceu com 47% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra Flávio Bolsonaro, que registrou 43%. Na rodada anterior, ambos apareciam empatados com 45%.

    Zema também criticou programas sociais e afirmou que o atual modelo de distribuição de renda estaria contribuindo para o aumento da dependência do Bolsa Família.

    “O que tem de marmanjão de 20, 30 anos recebendo Bolsa Família e complementando renda com bicos não está escrito”, afirmou.

    Segundo ele, seria necessário criar regras mais rígidas para beneficiários que recusam oportunidades de emprego.

    Apesar das críticas, o pré-candidato reconheceu que políticas sociais continuam sendo necessárias para grupos mais vulneráveis, como mães com filhos pequenos.

    Na área da segurança pública, Zema também criticou a condução das políticas nacionais e afirmou que o setor deveria ser coordenado por profissionais da área policial.

    Zema não descarta aliança com Caiado para viabilizar outro nome da direita ainda no 1º turno

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  • Vídeo: Robert F. Kennedy Jr. é mordido por cobras após pegá-las com a mão

    Vídeo: Robert F. Kennedy Jr. é mordido por cobras após pegá-las com a mão

    Secretário de Saúde dos EUA publicou vídeo segurando duas cobras sem qualquer proteção e acabou sendo mordido pelos animais. Kennedy Jr., conhecido por polêmicas e teorias conspiratórias, já protagonizou outros episódios controversos nos últimos anos

    obert F. Kennedy Jr., secretário de Saúde dos Estados Unidos, voltou a chamar atenção nas redes sociais após publicar um vídeo em que aparece segurando duas cobras com as próprias mãos, sem qualquer equipamento de proteção. Durante a gravação, ele acaba sendo mordido várias vezes pelos animais.

    O episódio aconteceu na Flórida, na casa de Mehmet Oz, diretor dos programas de saúde do governo americano.

    Nas imagens, Kennedy Jr., de 72 anos, aparece agachado em um quintal tentando capturar as cobras. Vestindo apenas um terno e sem usar luvas ou qualquer proteção, ele consegue segurar os dois répteis pelas caudas, enquanto os animais tentam escapar e subir pelos braços dele.

    Em determinado momento, a pessoa que grava o vídeo pergunta:

    “Elas estão te mordendo?”

    “Sim”, responde Kennedy Jr., rindo.

    Ao fundo, também é possível ouvir uma mulher pedindo para que ele solte os animais, mas o secretário ignora os alertas e continua segurando as cobras.

    No vídeo, Kennedy Jr. afirma que os animais eram cobras negras não venenosas, espécie comum na Flórida.

    Essa não é a primeira vez que o secretário aparece manipulando cobras dessa forma. Em outra ocasião, um vídeo dele fazendo o mesmo em uma estrada também repercutiu nas redes sociais.

    Kennedy Jr. já se envolveu em outras situações inusitadas com animais. Em 2024, ele revelou ter levado o corpo de um filhote de urso para o Central Park, em Nova York.

    Na época, o então candidato à Presidência contou em um vídeo publicado no X que um motorista atropelou o animal na sua frente. Segundo ele, decidiu colocar o corpo do urso no porta-malas do carro com a intenção de aproveitar a carne depois, mas acabou mudando de planos por falta de tempo.

    Foi então que, segundo relatou, teve a ideia de abandonar o animal no Central Park junto de uma bicicleta velha que também queria descartar. Kennedy Jr. disse que criou uma cena para simular que o urso teria sido atropelado pela bicicleta dentro do parque.

    As polêmicas envolvendo Kennedy Jr. não são novidade. Conhecido por posições contrárias às vacinas e pela divulgação de teorias da conspiração, o secretário já protagonizou diversas declarações controversas ao longo dos últimos anos.

    Recentemente, ele afirmou que não tem “medo de germes” porque “costumava cheirar cocaína em tampas de vaso sanitário”, frase que também repercutiu nas redes sociais e na imprensa americana.
     
     

    Vídeo: Robert F. Kennedy Jr. é mordido por cobras após pegá-las com a mão

  • NASA e a Blue Origin iniciarão este ano a construção de uma base na Lua

    NASA e a Blue Origin iniciarão este ano a construção de uma base na Lua

    Primeira missão deve pousar no polo sul lunar entre setembro e novembro e faz parte do plano da NASA para criar uma base permanente na Lua, com envio de cargas, rovers, drones e futuras missões tripuladas até a próxima década.

    A NASA prevê enviar à Lua, entre setembro e novembro deste ano, um módulo de pouso não tripulado da Blue Origin para iniciar a construção da futura base lunar. Outras duas missões também estão programadas até o fim de 2026, segundo informou a agência espacial americana.

    A nave escolhida para a primeira missão é o módulo Blue Origin Mark One Endurance, desenvolvido pela empresa espacial de Jeff Bezos, fundador da Amazon. O anúncio foi feito pelo administrador da NASA, Jared Isaacman, durante uma entrevista coletiva em Washington.

    Batizada de “Moon Base One”, a missão será a primeira operação privada de pouso lunar financiada comercialmente na história e terá como destino a borda da cratera Shackleton, no polo sul da Lua.

    “Além de transportar duas cargas científicas da NASA, a missão tem como objetivo demonstrar capacidades críticas para reduzir riscos nas futuras missões do Sistema de Pouso Humano”, afirmou Isaacman.

    O segundo lançamento, previsto para o fim de 2026, levará à Lua um módulo desenvolvido pela empresa americana Astrobotic Technology. A missão deverá transportar mais de 500 quilos de carga, incluindo um rover, para a superfície lunar.

    Já o terceiro módulo será operado pela empresa Intuitive Machines e terá como foco investigar a origem das anomalias magnéticas da Lua.

    As três missões não tripuladas fazem parte da primeira fase do projeto de construção da base lunar. O plano prevê o envio de mais de quatro toneladas de equipamentos e materiais à Lua por meio de 25 lançamentos e 21 pousos lunares até 2029.

    Em março deste ano, a NASA anunciou um plano para construir uma base no polo sul lunar, região que possui áreas permanentemente sombreadas, onde há possibilidade de existência de gelo. A presença de água congelada é considerada essencial para permitir a permanência contínua de astronautas na superfície lunar.

    “Visualizamos a base lunar como uma estrutura que ocupará centenas de quilômetros quadrados, com diversos recursos integrados para permitir uma presença humana permanente na Lua”, afirmou o cientista espanhol Carlos García Galán, responsável pelo programa Moon Base.

    A segunda etapa do projeto está prevista para ocorrer entre 2029 e 2032. Nessa fase, estão planejados 27 lançamentos e 24 pousos lunares, além do transporte de cerca de 60 toneladas de equipamentos para instalação da infraestrutura inicial da base e realização de missões tripuladas semestrais.

    A terceira e última etapa prevê 29 lançamentos e 28 pousos, com capacidade para transportar até 150 toneladas de carga e garantir presença humana contínua na Lua.

    “Teremos constelações de satélites para comunicação, navegação, orientação e observação. Também haverá rovers, veículos lunares e drones”, explicou García Galán.

    O clima extremo da Lua é apontado como um dos principais desafios do projeto. Durante o dia lunar, que dura cerca de duas semanas terrestres, as temperaturas podem chegar a 120°C. Já durante a noite, de mesma duração, os termômetros podem cair abaixo de -120°C.

    A geração de energia também é considerada um ponto crítico. Segundo García Galán, a expectativa é utilizar energia solar e nuclear para abastecer a futura base lunar.

    “Prevemos uma capacidade de geração entre dois e 15 quilowatts, podendo chegar a 20 quilowatts com sistemas nucleares, além de capacidade de armazenamento de centenas de quilowatts-hora”, detalhou.
     

     

    NASA e a Blue Origin iniciarão este ano a construção de uma base na Lua

  • Marjorie Estiano diz que relação difícil com a mãe influenciou decisão de não ter filhos

    Marjorie Estiano diz que relação difícil com a mãe influenciou decisão de não ter filhos

    Atriz afirmou que decisão de não ter filhos foi influenciada pela relação difícil com a mãe e revelou que passou anos rejeitando vínculos afetivos mais profundos como forma de defesa emocional

    (CBS NEWS) – A atriz Marjorie Estiano, 44, afirmou que nunca desejou ser mãe e relacionou essa decisão à convivência difícil que teve com a mãe, Marilene Dias. Em entrevista recente, ela contou que cresceu em um ambiente familiar marcado por conflitos.

    “Nunca pensei em ter filhos. Acho que talvez por ter esse ambiente mais bélico com a minha mãe, eu falei: ‘Não quero ter filhos, isso não é bom, isso não é legal’”, disse.

    Segundo a atriz, a relação entre as duas foi marcada por tensões durante muitos anos. Marjorie revelou que chegou a passar um período sem falar com a mãe e afirmou que só conseguiu revisitar essas experiências após iniciar terapia.

    “A análise é um processo de autorreflexão e autoconhecimento. Você precisa se conhecer para conseguir viver em sociedade, no seu lugar potente de comunicação e entendimento”, afirmou ao podcast “Isso Não é Uma Sessão de Análise”, apresentado por Vera Iaconelli.

    Mesmo após a reaproximação familiar, a atriz disse que manteve a decisão de não ter filhos. Protagonista da série “Ângela Diniz: Assassinada e Condenada”, da HBO Max, Marjorie contou que, durante muito tempo, adotou uma postura de rejeição em relação a vínculos afetivos mais profundos.

    “Acho que o caminho que fiz foi um pouco esse da rejeição. Inclusive, rejeitava o romantismo e tudo que fosse mais amoroso e afetivo nas minhas relações. Sou uma mulher prática, objetiva: não quero ter filhos, não quero ter descendentes”, declarou.

    Desde 2022, a atriz mantém um relacionamento com o médico-cirurgião Márcio Maranhão, consultor da série “Sob Pressão”.

    Marjorie também afirmou que, com o passar dos anos, percebeu que parte desse comportamento funcionava como um mecanismo de defesa emocional.

    “Depois fui entendendo que isso era uma defesa, porque queria e desejava muito esse lugar, mas não sabia muito como alcançar”, explicou.

    Ao refletir sobre relações familiares, a atriz comparou o núcleo familiar a uma “caixa de Pandora”.

    “O núcleo familiar tem muitos vícios de infância, projeções e coisas difíceis de atualizar. Existe uma ideia de amor incondicional, mas, para mim, é o núcleo mais hardcore que existe”, afirmou.

    Marjorie Estiano diz que relação difícil com a mãe influenciou decisão de não ter filhos

  • ´Tem muitas questões que ele mesmo precisa explicar', diz Tarcísio sobre Flávio e caso Master

    ´Tem muitas questões que ele mesmo precisa explicar', diz Tarcísio sobre Flávio e caso Master

    Governador de São Paulo endureceu o tom ao comentar o caso envolvendo Flávio Bolsonaro e o Banco Master, classificando o episódio como um “escândalo” e afirmando que o senador precisa dar mais explicações sobre o dinheiro recebido para a produção de filme sobre Jair Bolsonaro

    (CBS NEWS) – O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), voltou a afirmar que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) precisa apresentar explicações sobre o dinheiro recebido de Daniel Vorcaro, do Banco Master, para a produção de “Dark Horse”, filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

    Tarcísio, entretanto, chamou o caso de “escândalo” que “agride a sociedade como um todo”, expressões mais contudentes do que havia usado na primeira vez que comentou a ligação de seu aliado com o caso.

    “Acho que tem muitas questões que ele mesmo precisa explicar. A população está vendo esse escândalo do Banco Master, que é uma coisa que agride a sociedade como um todo. Isso deixa a sociedade em alerta e aí tudo tem que ser muito bem explicado”, disse Tarcísio nesta terça-feira (26), durante entrega de obras de saneamento básico em Perus, na zona norte de São Paulo.

    Há duas semanas, quando as ligações entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro foram reveladas pelo site The Intercept Brasil, o governador havia dito que o áudio preocupava e pedido explicações do aliado.

    “Acho que ele precisa continuar dando esclarecimentos à medida que as perguntas forem aparecendo, porque é fundamental que todo mundo tenha segurança na relação, no que aconteceu”, afirmou Tarcísio no dia 14, durante entrega de apartamentos em São Bernardo do Campo, no ABC paulista.

    Na ocasião, contudo, ele elogiu Flávio por apresentar respostas de pronto.

    No começo do ano, após o senador ser indicado por Bolsonaro como representante do bolsonarismo para disputar a Presidência da República contra Lula, o governador se reuniu com Flávio e afirmou que coordenaria sua campanha em São Paulo.

    Na entrevista desta terça, Tarcísio disse que não tratou com o senador sobre uma possível participação dele na Marcha para Jesus, promovida por igrejas evangélicas e marcada para o próximo dia 4. “Eu não sei, tem que perguntar para ele”, afirmou o governador ao ser questionado sobre a presença de Flávio no evento.

    Como a Folha mostrou, bolsonaristas de São Paulo identificaram um distanciamento de Tarcísio em relação a Flávio após o início da crise e, nos bastidores, relataram incômodo com a postura.

    No fim de semana seguinte à divulgação dos áudios, Tarcísio e Flávio tinham duas agendas juntos no interior do estado, uma na sexta-feira (15) e outra no sábado (16). Tarcísio afirmou que estava com gripe e não compareceu ao segundo encontro.

    Questionado nesta terça sobre a ausência de agendas públicas com o senador, que esteve na capital paulista na semana passada, o governador afirmou que ainda não está em campanha. “Tenho uma agenda de governador. Veja, estou governando o estado. Quando vou pensar em eleição? No período da campanha”, disse

    Tarcísio falou com a imprensa antes da confirmação de que Flávio foi recebido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o que ocorreu no fim da tarde desta terça, no horário de Brasília.

    Questionado se o encontro poderia ajudar a imagem do senador, o governador respondeu: “Ele é pré-candidato à Presidência da República e esse é o cargo mais importante do Brasil. Ou seja, ele está querendo assumir uma posição de liderança nacional. E aí é natural que ele converse com outros chefes de Estado, outros líderes internacionais, mundiais, e obviamente falar com o presidente dos Estados Unidos é muito saudável”.

    ´Tem muitas questões que ele mesmo precisa explicar', diz Tarcísio sobre Flávio e caso Master

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  • Cuca reclama de ‘disse me disse’ dentro do Santos e revela pré-temporada em Portugal

    Cuca reclama de ‘disse me disse’ dentro do Santos e revela pré-temporada em Portugal

    O técnico Cuca comemorou o “grande jogo” do Santos na vitória por 3 a 0 sobre o Deportivo Cuenca, nesta terça-feira, na Vila Belmiro, resultado que garantiu a classificação da equipe para os playoffs da Copa Sul-Americana. Após a partida, o treinador também aproveitou para desabafar sobre críticas e rumores envolvendo o goleiro Brazão.

    “Fizemos um grande jogo. Pelo menos dois terços da partida com domínio total. Tivemos criatividade, muita troca de passes. Marcamos três gols e poderíamos ter feito mais. Foi um jogo muito bem jogado. No final, ainda tivemos o pênalti, que premiou a atuação do Brazão”, afirmou Cuca em entrevista coletiva.

    O treinador negou qualquer problema com o goleiro e criticou os rumores nos bastidores do clube.

    “Nunca tive nenhum problema com o Brazão. Nunca disse que ele não iria jogar, mas aqui no Santos existe muito disse me disse. O Brazão sofre uma cobrança pelo que conquistou no ano passado, quando foi um dos grandes responsáveis pelo Santos permanecer na primeira divisão”, completou.

    Cuca também falou sobre o período de paralisação do calendário por causa da Copa do Mundo e revelou que o elenco fará uma viagem para a Europa durante a pausa. A ideia é realizar uma espécie de pré-temporada, com três ou quatro amistosos.

    “Vai servir para equilibrar o elenco. Estamos tendo de improvisar o improviso. Vamos precisar ser criativos porque sabemos do momento complicado que vivemos para contratações. Nossa maior contratação será recuperar jogadores que já estão aqui. São atletas bons. Melhor do que trazer três ou quatro jogadores sem saber como vão reagir”, declarou.

    Antes da pausa para a Copa do Mundo, o Santos volta a campo no sábado, em Salvador, contra o Vitória, pela 18ª rodada do Campeonato Brasileiro. A equipe ocupa a 17ª posição, primeira dentro da zona de rebaixamento, com 18 pontos.

    Os paraguaios estão em alta na Libertadores e Alex Arce é responsável por mais da metade dos gols do Independiente Rivadavia na Libertadores deste ano

    Folhapress | 22:35 – 26/05/2026

    Cuca reclama de ‘disse me disse’ dentro do Santos e revela pré-temporada em Portugal

  • Autor de 'La Casa de Papel' expõe falta de remuneração a roteiristas no país

    Autor de 'La Casa de Papel' expõe falta de remuneração a roteiristas no país

    Javier Gómez Santander recebe direitos autorais na Europa, mas não na América Latina. Roteirista participa de painel no Rio2C sobre remuneração de roteiristas no streaming

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O roteirista espanhol Javier Gómez Santander, chefe dos roteiristas de “La Casa de Papel”, da Netflix, ajudou a escrever uma das séries de língua não inglesa mais populares do planeta, vista em dezenas de países, transformada em fenômeno global, estendida por cinco temporadas e desdobrada em derivados.

    Ainda assim, a circulação da obra não se traduz em remuneração em todos os mercados onde ela é exibida. Do Brasil, por exemplo, ele nunca recebeu nada. “Sei que a série foi muito vista em toda a América Latina e não recebemos de nenhum país. O que me parece mais preocupante é que os criadores brasileiros não tenham direitos”, disse ele à Folha nesta terça, no Rio2C.

    Convidado da Gedar (Gestão de Direitos de Autores Roteiristas) para participar do evento carioca, Javier sobe ao palco GlobalStage, na Cidade das Artes, nesta quarta-feira (27), às 10h, no painel “O Valor da Criação”. Ele divide o painel com a diretora francesa Noémie Saglio, o roteirista brasileiro Cauê Laratta e André Mielnik, presidente da entidade.

    A discussão parte de uma pergunta que parece simples: quanto vale uma obra depois que ela continua circulando por anos em plataformas e emissoras?

    Javier diz que “La Casa de Papel” gerou pagamentos para ele em países como Espanha, França, Itália, Bélgica e Polônia, mas não em mercados como Brasil ou outros países latino-americanos. Mas ele evita transformar isso numa reclamação pessoal.

    Para ele, o problema não é deixar de receber por uma série específica. O problema é o modelo brasileiro. “Desse jeito, tanto faz se você faz uma série assistida por uma pessoa ou por 1 milhão”, afirma. “Alguém vai ganhar muito dinheiro com isso e não vai ser você.”

    A discussão aparece num momento em que entidades do setor tentam avançar no Projeto de Lei 4.968/2024, que atualiza regras de direitos autorais para o ambiente digital e prevê mecanismos de remuneração pela circulação online das obras.

    Em geral, o roteirista brasileiro recebe um valor na entrega do texto e nunca mais. Segundo dados divulgados pela Gedar, 85% afirmaram nunca ter recebido remuneração posterior pela exibição de suas obras. Apenas 2% disseram receber sempre direitos de exibição e 27,5% falaram que vivem exclusivamente de escrever roteiro.

    Os números vieram de pesquisa feita pela Associação Brasileira de Autores Roteiristas (Abra), baseada em 584 respostas entre cerca de mil associados. Para o presidente da Gedar, André Mielnik, o caso do roteirista espanhol ajuda a explicar uma distorção maior.

    “O exemplo do Javier é muito interessante. O Brasil é uma das maiores economias do mundo, um dos maiores mercados de streaming, e uma obra como a dele obviamente vai circular intensamente. Então por que ele não recebe?”, afirma.

    A proposta discutida pela entidade prevê um sistema em que empresas exibidoras, como plataformas de streaming, contribuam para um mecanismo de remuneração distribuído entre autores conforme a circulação das obras.

    O projeto em discussão foi desenhado especificamente para o ambiente digital e não altera regras para cinema, TV aberta ou TV por assinatura. Segundo Mielnik, os percentuais não seriam fixos em lei: seriam negociados entre plataformas, emissoras e entidades de gestão coletiva, em acordos próprios para cada empresa.

    A lógica, segundo ele, seria semelhante à de sistemas já existentes em outras áreas de direitos autorais, em que obras mais exibidas geram maior remuneração aos autores.

    Para Javier, a discussão não envolve apenas ganhar mais dinheiro. Envolve conseguir atravessar os períodos entre um trabalho e outro. Ele diz que os direitos autorais funcionam como uma espécie de colchão numa atividade em que projetos levam anos, fracassam com frequência e o próximo trabalho nunca está garantido.

    “É uma profissão de muita incerteza. Você nunca sabe exatamente quando vai voltar a trabalhar.” Ele próprio chegou ao roteiro vindo do jornalismo político e econômico na televisão espanhola. Após anos cobrindo eleições, crises financeiras e política europeia, deixou as redações para criar histórias de ficção.

    Hoje diz ter encontrado um caminho entre as duas atividades. Continua investigando histórias reais, acompanhando fontes e passando semanas em apuração, mas agora usa esse material para construir ficção baseada em histórias reais. “Com a ficção eu posso fazer o jornalismo que sempre sonhei.”

    Autor de 'La Casa de Papel' expõe falta de remuneração a roteiristas no país

  • ‘Haaland paraguaio’ assombra rivais e é artilheiro da Liberta antes da Copa

    ‘Haaland paraguaio’ assombra rivais e é artilheiro da Liberta antes da Copa

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – No ano em que o Paraguai volta a disputar uma Copa do Mundo, a Libertadores tem um artilheiro paraguaio. Com oito gols em cinco jogos, Alex Arce, do Independiente Rivadavia, leva nada mais do que o apelido de “Haaland paraguaio”.

    CONHEÇA ALEX ARCE

    Arce é responsável por mais da metade dos gols do Rivadavia na Libertadores deste ano. Ao todo, a equipe foi às redes 12 vezes. Com os tentos dele e dos companheiros, o time já soma 13 pontos, garantiu o primeiro lugar no grupo do Fluminense e luta para ter a melhor campanha geral logo em seu ano de estreia no torneio.

    A Libertadores é mais um exemplo de quão bom tem sido o desempenho de Arce nos últimos anos. De 2023 para cá, o atacante soma 85 gols marcados, mostrando que o apelido não é em vão.

    Foi durante esse intervalo de três anos que o apelido surgiu. Mais precisamente, o paraguaio ganhou a alcunha enquanto jogava pela LDU, do Equador, entre 2024 e o começo de 2025. Por lá, foram 42 gols em 63 jogos.

    Mas a carreira dele nem sempre foi assim. Arce estreou profissionalmente somente com 22 anos, no Cerro Porteño. Depois, ele se mudou para o Rubio Ñu, onde jogou a segunda divisão, mas sem destaque.

    Arce chegou a virar vendedor ambulante. Durante o período da pandemia, o atacante trabalhou nesta área para ajudar a família e evitar problemas financeiros.

    Na volta do futebol, ele foi jogar no Sportivo Ameliano, do Paraguai. Foi de lá que ele saiu para a primeira passagem pelo Independiente Rivadavia -depois foi para a LDU e voltou à Argentina.

    O auge da carreira vem justamente no ciclo que levou o Paraguai de volta à Copa após 16 anos. Convocado desde 2024, o atacante tem 14 jogos disputados pela Albirroja e tem um gol marcado. Existe uma grande possibilidade dele ser chamado para o Mundial. Na fase de grupos, a seleção encara Estados Unidos, Austrália e Turquia.

    PARAGUAI EM ALTA

    Os paraguaios estão em alta na Libertadores. Dos quatro principais artilheiros desta edição, três nasceram no país.

    Arce lidera com oito, mas Carlos González (Ind. Del Valle) vem logo atrás, com seis. Melgarejo (Libertad) divide o terceiro lugar com o argentino Fydriszewski (Ind. Medellín).

    Diferentemente de Arce, Melgarejo e Carlos González estão distantes do radar da seleção. O primeiro tem 35 anos e não joga pela Albirroja desde 2022. O segundo tem 33 e não é convocado desde 2023.

    ‘Haaland paraguaio’ assombra rivais e é artilheiro da Liberta antes da Copa

  • PF: Castro tinha 'vínculo próximo' e 'alinhamento político' com Vorcaro para investir no Master

    PF: Castro tinha 'vínculo próximo' e 'alinhamento político' com Vorcaro para investir no Master

    Operação que fez buscas contra ex-governador do Rio foi baseada em material apreendido no celular de Vorcaro. Defesa ainda não comentou suspeitas, que são mencionadas em decisão do ministro André Mendonça

    As transferências de R$ 3 bilhões do Rioprevidência para fundos de investimento ligados ao Banco Master dependiam da atuação política do ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL), segundo a Polícia Federal (PF).

    Na manhã desta terça-feira, 26, Castro foi alvo de mandado de busca e apreensão na oitava fase da Operação Compliance Zero sob suspeita de manter “vínculo próximo” e “alinhamento político” com o banqueiro Daniel Vorcaro, termos usados pela PF no pedido feito ao Supremo Tribunal Federal (STF) para autorizar a operação.

    A defesa de Castro não se manifestou sobre as diligências até a publicação desta matéria.

    A decisão do ministro do STF André Mendonça, que autorizou as diligências, aponta que Cláudio Castro “exerceu papel politicamente relevante para a viabilização dos aportes do Rioprevidência no Banco Master”.

    Na representação, a PF destaca o “sincronismo entre encontros mantidos entre ambos e os aportes financeiros subsequentes do Regime Próprio de Previdência Social, além de conversas encontradas no celular de Vorcaro indicando que a liberação de determinados investimentos dependia de alinhamento político com o ex-chefe do Executivo estadual”.

    O Rioprevidência, fundo de previdência dos servidores fluminenses, aplicou R$ 970 milhões em letras financeiras emitidas pelo Banco Master, instituição liquidada pelo Banco Central e suspeita de operar créditos considerados de alto risco. Esses títulos são papéis de dívida emitidos diretamente pelo banco, sem garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), e funcionam como empréstimos feitos por investidores à instituição.

    Agora, a Polícia Federal apura aplicações de R$ 2,01 bilhões em fundos de investimento ligados ao Banco Master a partir de julho de 2024. Nesse caso, os recursos são reunidos e administrados por gestoras, que aplicam o dinheiro em diferentes ativos financeiros, incluindo papéis emitidos pelo próprio banco. Somadas as duas modalidades, as movimentações sob investigação chegam a cerca de R$ 3 bilhões transferidos pelo Rioprevidência.

    Segundo a Polícia Federal, “a atuação do ex-governador não se limitou a contatos institucionais, mas envolveu vínculo pessoal estreito com o controlador do Banco Master, caracterizado por encontros frequentes, inclusive em ambientes privados e no exterior, custeados pelo banqueiro, com elevada coincidência temporal em relação aos aportes bilionários do RioPrevidência”.

    Esse relacionamento, de acordo com os investigadores, “teria viabilizado o alinhamento político necessário para a liberação dos investimentos, bem como a nomeação estratégica de dirigentes do RioPrevidência em cargos-chave (Presidência, Diretoria de Investimentos e Gerência de Investimentos), assegurando que as decisões de credenciamento e de aplicação de recursos previdenciários fossem conduzidas e desconformidade com a política de investimentos e com as normas regulatórias, mas em consonância com os interesses do Banco Master”.

    A Polícia Federal afirma que as investigações identificaram mudanças na composição da diretoria do Rioprevidência pouco antes do início da série de investimentos no Banco Master.

    Além de Castro, também foram alvo nesta terça-feira o lobista Ricardo Siqueira Rodrigues, o ex-presidente do Rioprevidência Deivis Marcon Antunes, o ex-diretor de Investimentos Eucherio Lerner Rodrigues, o ex-gerente de Investimentos Pedro Pinheiro Guerra Leal e a ex-gerente de Controle Interno e Auditoria Fernanda Pereira da Silva Machado.

    Ao todo, foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e no Distrito Federal. A reportagem busca contato com as defesas. O espaço está aberto para manifestação.

    Para a PF, o “sincronismo” entre reuniões e os aportes financeiros, somado à troca de integrantes da diretoria do fundo, à supressão de etapas técnicas no processo decisório e à ausência de justificativas formais para as operações, reforça a suspeita de interferência política de Castro nas aplicações.

    É a segunda vez em 11 dias que o ex-governador do Rio é alvo de buscas da Polícia Federal. No dia 15, no âmbito da Operação Sem Refino, investigação sobre as ligações da gestão de Castro com o Grupo Refit, apontado pela Receita Federal como o maior sonegador de impostos do País, os agentes apreenderam o celular e o tablet do ex-governador.

    PF: Castro tinha 'vínculo próximo' e 'alinhamento político' com Vorcaro para investir no Master

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  • Botafogo sela acordo de paz com Eagle e engatilha novo investidor para SAF

    Botafogo sela acordo de paz com Eagle e engatilha novo investidor para SAF

    RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) – A SAF Botafogo e a Eagle Bidco assinaram um acordo de paz. O documento prevê a suspensão por um mês dos processos judiciais em curso. A batalha começou quando John Textor estava no poder e agora perde força com mudanças administrativas no alvinegro.

    O acordo foi firmado pelas partes neste domingo e será formalizado por meio de petição nos diferentes processos na Justiça do Rio a partir desta segunda-feira, segundo a reportagem apurou.

    A Eagle é detentora de 90% das ações da SAF Botafogo. Os outros 10% são do clube associativo.

    O movimento pavimenta o caminho para a recuperação judicial da SAF e a chegada de um novo investidor, o grupo GDA Luma, sob propriedade de Gabriel de Alba.

    Mas a ideia com o acordo e os passos subsequentes é não mexer em quem comanda a operação da SAF Botafogo atualmente: Eduardo Iglesias, nomeado pelo juízo da recuperação judicial há 10 dias.

    A trégua com a Eagle é considerada definitiva. Mas por limite legal, a suspensão dos processos só pode acontecer por 30 dias, renováveis por mais 30.

    POR QUE O ACORDO É CRUCIAL

    Após idas e vindas nos últimos dias, envolvendo até decisões no Superior Tribunal de Justiça (STJ) a respeito da devolução dos poderes políticos à Eagle dentro do conselho de administração da SAF, o acordo é visto como fundamental para sustentar os planos em marcha no Botafogo.

    E isso passou por assegurar que a então iminente recuperação judicial fosse ajuizada, já que o desejo da acionista majoritária (a Eagle) era de evitá-la, na visão de quem acompanha o caso pelo Botafogo.

    Quando o pedido de Recuperação Judicial foi feito -e aceito-, isso se deu em um cenário no qual a Eagle não tinha direitos políticos. Logo, bastou o aval do clube associativo.

    A recuperação judicial era necessária, pois se tratava da única ferramenta para derrubar os transfer bans da Fifa, evitar perda de jogadores -que poderiam sair a custo zero- e suspender cobranças e execuções contra a SAF Botafogo. Com esse mecanismo, o Botafogo tenta equacionar parte de uma divida que alcança aproximadamente R$ 2 bilhões.

    Desde o pedido de recuperação judicial, SAF e a Eagle já vinham costurando o acordo de pacificação, pois entendiam que o pedido de RJ era um caminho sem volta.

    O acordo suspende todos os processos entre Botafogo e Eagle. Eduardo Iglesias seguirá no comando da SAF, sem que haja indicação de membros ao conselho.

    As partes se comprometeram a não fazer mais petições nos casos em trâmite e não entrar com novas ações. Fica tudo suspenso, menos a recuperação judicial.

    O acerto com a Eagle ainda pressupõe passos seguintes, pavimentado a entrada de um novo investidor. E aí que a GDA entra na jogada.

    COMO O BOTAFOGO PODE SAIR DO BURACO

    Segundo quem participa das conversas, o cenário costurado é que Eagle/Lyon paguem um valor para deixar a sociedade da SAF e haja a devolução dos 90% para a associação.

    O montante final está sendo discutido entre as partes, mas um ponto de partida estimado é na casa de 25 milhões de euros (R$ 147 milhões).

    Esse pagamento viria por meio de um financiamento DIP (sigla de debtor-in-possesion). É um meio de repassar verba a quem está em recuperação judicial, garantindo capital de giro com segurança jurídica.

    A Eagle pagaria para devolver? A lógica para esse movimento está no passivo. A companhia faria o movimento para se livrar da dívida de cerca de R$ 2 bilhões, que seria assumida pelo investidor futuro. Pelas discussões até agora, a GDA.

    A reboque, um outro passo nessa história -aí, como uma condicionante dessa saída da Eagle- é que se dê a quitação dos valores que o Botafogo entende ter a receber do Lyon e vice-versa.

    No popular, o clube francês ficaria com seus problemas, o Botafogo com os dele, e vida que segue.

    Por quê? Textor fez um emaranhado de transações, que gerou passivos para os dois lados. Ele transferiu valores de premiação, patrocínio e venda de jogadores da SAF Botafogo para Eagle/Lyon, que somaram mais de R$ 900 milhões.

    As transferências foram feitas para que a compra do Lyon pela Eagle fosse efetivada, garantindo-se, na sequência, a manutenção do clube francês na primeira divisão da França. O Botafogo não recebeu o dinheiro de volta.

    Por outro lado, Textor vendia recebíveis futuros -neste caso, com transferências de jogadores- para instituições financeiras com o intuito de ter dinheiro de imediato.

    A questão é que essa operação, chamada de factoring, gerou taxas que encareceram o movimento, ao mesmo tempo que deixou o Lyon com uma dívida alta lá fora.

    APROVAÇÃO NECESSÁRIA

    Com a situação da Eagle pacificada, o Botafogo associativo vai apresentar a proposta recebida pela compra dos 90% das ações da SAF em assembleia no conselho deliberativo.

    O que está engatilhado com a GDA, segundo quem participa das conversas, é que o grupo ficaria com essas ações, trazendo o compromisso de aporte de ao menos 85 milhões de euros (cerca de R$ 500 milhões) na SAF a longo prazo.

    O Botafogo projeta que a GDA já faria em um prazo curto um repasse de 15 milhões de euros (R$ 87 milhões). Na visão do clube, esse aporte e a provável negociação do volante Danilo trarão valores suficientes para o cumprimento das obrigações da SAF pelo menos até o final do ano. Sem contar os demais montantes vindos da GDA e da Eagle/Lyon previstos para ainda esse ano.

    A GDA já mandou ao Botafogo seus documentos assinados. Com a aprovação do conselho, o presidente do associativo, João Paulo Magalhães, poderá colocar sua assinatura.

    Além da GDA, o próprio Textor também tem uma proposta para “recomprar” a SAF. Mas ela deve ser rejeitada. Não há clima para isso, e o Botafogo quer seguir a vida sem ele.

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