Autor: REDAÇÃO

  • Tiago Leifert defende Tadeu Schmidt e relembra críticas no BBB

    Tiago Leifert defende Tadeu Schmidt e relembra críticas no BBB

    Leifert avaliou que o apresentador do reality acaba se tornando uma espécie de “para-raios” das emoções do público; jornalista, que comandou o reality entre 2017 e 2021, afirmou que a pressão faz parte do cargo

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Tiago Leifert saiu em defesa de Tadeu Schmidt diante das críticas que o atual apresentador do Big Brother Brasil vem recebendo nas redes sociais. À frente do reality entre 2017 e 2021, o jornalista afirmou que a pressão faz parte do cargo e que, durante sua passagem pelo programa, também foi alvo constante de ataques e pedidos de demissão por parte dos internautas.

    Em participação no programa Fofocalizando, o hoje comentarista esportivo do SBT relembrou o período em que comandava o BBB e disse que as quartas-feiras, dias de Jogo da Discórdia, eram especialmente turbulentas. “Toda vez que eu saía do ar estavam tentando pedir a minha cabeça no Twitter”, afirmou.

    Segundo ele, a internet promovia enquetes e campanhas para sua substituição praticamente toda semana. “Eu não tinha um elogio. A internet era um massacre. Eu não podia abrir minhas DMs”, disse. “Hoje o tempo me absolveu. Que bom. Mas, enquanto eu estava vivendo aquilo lá, era um caos.”

    Leifert avaliou que o apresentador do reality acaba se tornando uma espécie de “para-raios” das emoções do público. “Ele é apresentador, narrador daquela história e também árbitro daquele jogo. Como o jogo é muito disputado, é normal que o apresentador vire esse para-raio”, explicou.

    “Vocês falam do Tadeu hoje, mas comigo era toda quarta-feira”, disse após a apresentadora Carol Lekker afirmar que a apresentação de Tiago estava em outro nível se comparada com Tadeu Schmidt.

    Ao relembrar sua própria experiência com a repercussão negativa, Leifert disse que aprendeu a lidar com a pressão. “Eu não sou perfeito. Minha função era fazer o jogo andar”, declarou.

    Tiago Leifert defende Tadeu Schmidt e relembra críticas no BBB

  • Homem é preso em Lisboa após ingerir um quilo de cocaína para traficar

    Homem é preso em Lisboa após ingerir um quilo de cocaína para traficar

    Homem foi detido no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, após ingerir mais de um quilo de cocaína para traficar em Portugal; suspeito foi levado para o hospital, onde acabou por expelir a substância

    Um homem de nacionalidade estrangeira foi preso ao chegar ao Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, com mais de um quilo de droga no organismo, que pretendia traficar para Portugal.

    Em um comunicado enviado à imprensa, a Polícia de Segurança Pública (PSP) informa que “um cidadão de nacionalidade estrangeira, do sexo masculino, com 39 anos” foi interceptado ao pousar em Lisboa, vindo de São Paulo, no Brasil.

    “No seguimento do controle fronteiriço, e após ter apresentado declarações inconsistentes quanto aos motivos da viagem, acabou admitindo ter ingerido cápsulas contendo produto entorpecente”, pode ler-se nessa mesma nota.

    “Por razões de salvaguarda da sua integridade física, foi de imediato acionado o transporte para unidade hospitalar, onde permaneceu internado sob vigilância policial até à completa expulsão do produto transportado do interior do organismo”, continua o comunicado.

    Ao todo, a PSP contabilizou, depois, um total de 1.174,9 gramas de cocaína, que se encontravam dentro do suspeito.

    O homem foi, por isso, preso e “sujeito às formalidades legais previstas no Código de Processo Penal, encontrando-se o processo sob direção do Ministério Público”.

    A detenção foi feita através da Divisão de Segurança Aeroportuárias e Controlo Fronteiriço do aeroporto de Lisboa da PSP, sob a coordenação da Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras.

    No comunicado, a polícia local reafirma ainda o seu compromisso e empenho permanente no combate ao tráfico internacional de droga, reforçando os mecanismos de controlo nas fronteiras aéreas e contribuindo para a proteção da comunidade, da segurança interna e do espaço europeu.

    Apesar de ter saído de um voo em São Paulo, a polícia não confirmou se a nacionalidade do homem era brasileira.

    Homem é preso em Lisboa após ingerir um quilo de cocaína para traficar

  • WhatsApp está a testar um novo design para app de iPhone

    WhatsApp está a testar um novo design para app de iPhone

    A mais recente versão beta do WhatsApp para iOS indica que a empresa se encontra testando a integração do design Liquid Glass na app para iPhones; design foi introduzido com o iOS 26, lançado no final do ano passado

    A Apple lançou no final de 2025 a atualização iOS 26 com a qual introduziu o Liquid Glass, um novo design para a interface dos iPhones compatíveis com esta versão do sistema operacional que, pelos vistos, também está prestes a chegar ao WhatsApp.

    Segundo o site WABetaInfo, a mais recente versão beta do WhatsApp para iOS aplica o design Liquid Glass à barra de introdução de texto nas conversas tidas através do aplicativo.

    Como pode ver abaixo na imagem compartilhada por esta publicação, a barra de introdução de texto surge com um aspecto translúcido – semelhante a vidro – que será familiar para todos os usuários do iPhone já com o iOS 26 instalado.

    A ideia passa por tornar o design do WhatsApp no iPhone mais em linha com o da interface do próprio smartphone, criando assim uma experiência mais homogênea. No entanto, acredita-se que o WhatsApp adotará uma abordagem cautelosa em relação à introdução deste design Liquid Glass.

    “Apesar de haver um progresso claro em levar o Liquid Glass a mais elementos do app, ainda não há notícias sobre um lançamento completo para todos os usuários”, pode ler-se no WABetaInfo. “Parece que o WhatsApp continua adotando uma estratégia de lançamento faseado para o Liquid Glass. Ainda que mais lento do que inicialmente esperado, esta abordagem permite ao WhatsApp avaliar com cautela o desempenho em todos os dispositivos, afinar o comportamento visual, resolver possíveis problemas e garantir uma experiência estável antes de expandir mais a disponibilidade”.

    Desta forma, teremos de aguardar um pouco mais por notícias para sabermos quando é que será disponibilizada esta atualização do WhatsApp que integrará o Liquid Glass na app para iPhones compatíveis.

    JORNAL DA TARDE© WABetaInfo  

    WhatsApp está a testar um novo design para app de iPhone

  • Maxiane é eliminada do BBB 26 com 63,21% dos votos

    Maxiane é eliminada do BBB 26 com 63,21% dos votos

    Tadeu Schmidt revelou que o ‘Paredão’ formado por Maxiane Rodrigues, Milena Moreira e Chaiany Andrade foi a maior votação por pessoa da história do Big Brother Brasil

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Maxiane Rodrigues é a sexta eliminada do BBB 26 (Globo), com quase 64% dos votos. O anúncio da eliminação foi dado por Tadeu Schmidt na noite desta terça-feira (24). Milena Moreira (36,11%) e Chaiany Andrade (0,68%) disputaram a berlinda com a sister.

    O apresentador anunciou para o público que esta foi a maior votação por pessoa da história. “Nunca tivemos tantos votos únicos no BBB. Pela primeira vez, passamos dos três milhões de CPF”, divulgou.

    Maxiane tem 32 anos, é natural de Nazaré da Mata, mas vive em Carpina, ambas em Pernambuco. É professora de história e influenciadora digital. Nas redes, fala sobre beleza, moda, estilo de vida saudável e da rotina como mãe.

    Durante o discurso de eliminação, Tadeu Schmidt pontuou que, independente do resultado, o programa perderia uma forte dupla feminina. Chaiany tem a parceria de Gabriela, Milena firmou com Ana Paula e Maxiane encontrou um ombro amigo em Marciele.

    “Essas amizades continuam lá fora, mas um desses laços vai ser cortado aqui dentro. […] É importante tentar se preparar pra tudo, mas muitas vezes, para os momentos decisivos e imprevisíveis, é impossível ensaiar. Quem sai hoje é você, Maxiane”, afirmou o apresentador.

    Maxiane é eliminada do BBB 26 com 63,21% dos votos

  • Flávio diz que Eduardo quer disputar o Senado mesmo vivendo nos EUA

    Flávio diz que Eduardo quer disputar o Senado mesmo vivendo nos EUA

    Flávio constatou que apesar da vontade do irmão de se candidatar, e manter imunidade parlamentar, que seria difícil explicar ao eleitor; Eduardo perdeu o cargo por faltas ao trabalho

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, afirmou que o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), seu irmão, quer ser candidato ao Senado, mas diz ver dificuldade nessa hipótese, dado que ele está fora do país.

    No fim do ano passado, Eduardo teve o mandato cassado pela Mesa Diretora da Câmara dos Deputados por ter excedido o número de faltas permitidas. Ele se mudou para os EUA, em março de 2025, para comandar uma campanha junto a autoridades americanas contra o julgamento de seu pai, Jair Bolsonaro (PL). O ex-presidente está preso após ter sido condenado por tentativa de golpe de Estado.

    “Eduardo está elegível, apesar de estar fora. Eduardo está em primeiro na pesquisa [para o Senado] em São Paulo. Então, não adianta querer tratar ele como se fosse carta fora do baralho. Ele tem o peso dele, ele vai querer emprestar a sua imagem para os candidatos ao Senado da nossa chapa”, disse Flávio.

    Questionado sobre a possibilidade de Eduardo concorrer ao Senado, como estava previsto antes da mudança dele para os Estados Unidos, Flávio afirmou que seria difícil justificar isso ao eleitor.

    “Eduardo teria a chance teórica de ser candidato. Ele quer? Óbvio que ele quer. […] Eu expliquei pra ele que eu vejo dificuldade em função disso. Se ele perde o mandato por falta, como é que ele vai explicar para o eleitor que ele vai se eleger, vai tomar falta e vai perder o mandato também?”, disse Flávio.

    Em São Paulo, a chapa bolsonarista será composta pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição, e, em relação ao Senado, um candidato será o deputado Guilherme Derrite (PP) e o outro nome, a ser escolhido pelo PL, está em aberto.

    Da mesma forma que disse que Eduardo terá peso na escolha, Flávio também afirmou que o nome será definido em consonância com Tarcísio e o ex-presidente Bolsonaro. O PL realiza uma pesquisa com cerca de dez nomes cotados para a disputa ao Senado para avaliar a viabilidade de cada um.

    “O Eduardo quer tomar uma decisão também que tenha um alinhamento com o governador Tarcísio, provavelmente passando pelo presidente Bolsonaro”, afirmou Flávio.

    Ainda falando sobre o irmão, Flávio minimizou os embates protagonizados por Eduardo dentro do bolsonarismo nos últimos dias. O ex-deputado cobrou da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) dedicação à pré-campanha de Flávio.

    Como mostrou a Folha, Flávio esteve com o irmão nos EUA no último fim de semana e, ao retornar ao Brasil na segunda-feira (23), tentou colocar panos quentes no conflito, afirmando pelas redes sociais que precisará da ajuda e união de todos.

    “A conversa que eu tive com ele lá nos Estados Unidos foi de uma pessoa bastante madura, consciente, que não quer mais ficar discutindo quem está certo e quem está errado. Ele quer dar a colaboração dele da melhor forma possível para esse projeto nacional dar certo. […] Entendendo que o momento não é de ficar estimulando ou tentando vencer a discussão, […] porque a gente tem uma questão maior. Ele se comprometeu comigo de estar nessa linha agora integralmente.”

    Flávio disse ainda que o irmão sofre uma perseguição covarde e que, mais do que ninguém, sabe da importância de vencer a eleição. “Acho que isso explica um pouco a ansiedade dele de querer que as pessoas se engajem de corpo e alma de uma vez na nossa pré-campanha”, completou.

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  • Novas tarifas de Trump poupam 46% das exportações do Brasil aos EUA

    Novas tarifas de Trump poupam 46% das exportações do Brasil aos EUA

    As mudanças ocorrem após decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que derrubou as chamadas tarifas recíprocas impostas por Trump; aeronaves ficam isentas; 25% das vendas ao país terão taxa de 10%

    O novo regime tarifário dos Estados Unidos deve poupar 46% dos produtos brasileiros exportados ao país, informou nesta terça-feira (24) o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). Entre os itens beneficiados estão as aeronaves, que passam a ter alíquota zero para ingresso no mercado estadunidense.

    As mudanças ocorrem após decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que derrubou as chamadas tarifas recíprocas impostas pelo governo do presidente Donald Trump com base em legislação de emergência nacional.

    Em nota, o ministério informou que, com a nova ordem executiva publicada em 20 de fevereiro, cerca de 46% das exportações brasileiras aos EUA (US$ 17,5 bilhões) ficam sem qualquer sobretaxa adicional.

    Outros 25% (US$ 9,3 bilhões) passam a estar sujeitos à tarifa global de 10%. Aplicado com base na Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, o percentual pode subir para 15% conforme o governo estadunidense.

    Já 29% das exportações (US$ 10,9 bilhões) continuam submetidas às tarifas setoriais previstas na chamada Seção 232, mecanismo aplicado de forma linear a diversos países com base em argumentos de segurança nacional, como no caso de aço e alumínio.

    Antes das alterações, aproximadamente 22% das exportações brasileiras estavam sujeitas a sobretaxas de até 40% ou 50%.

    Aeronaves

    Uma das principais mudanças é a exclusão das aeronaves da incidência das novas tarifas. O produto passa a ter alíquota zero, contra tributação anterior de 10%.

    Segundo o Mdic, as aeronaves foram o terceiro principal item da pauta exportadora brasileira para os Estados Unidos em 2024 e 2025, com elevado valor agregado e conteúdo tecnológico.

    Setores beneficiados

    Além das aeronaves, o ministério avalia que o novo regime amplia a competitividade de diversos segmentos industriais brasileiros no mercado norte-americano.

    Entre os setores beneficiados estão:

    Máquinas e equipamentos;

    Calçados;

    Móveis;

    Confecções;

    Madeira;

    Produtos químicos;

    Rochas ornamentais.

    Esses produtos deixam de enfrentar tarifas de até 50% e passam a competir sob alíquota isonômica (igual para todos os países) de 10%, ou eventualmente 15%.

    No setor agropecuário, pescados, mel, tabaco e café solúvel também saem da alíquota de 50% para a tarifa geral de 10% (ou eventuais 15%).

    Comércio bilateral

    Em 2025, a corrente de comércio entre Brasil e Estados Unidos somou US$ 82,8 bilhões, alta de 2,2% sobre 2024. As exportações brasileiras totalizaram US$ 37,7 bilhões, enquanto as importações atingiram US$ 45,1 bilhões, gerando déficit comercial de US$ 7,5 bilhões para o Brasil.

    O Mdic ressalta que os dados foram estimados com base nas exportações para os Estados Unidos no ano passado. Segundo a pasta, os cálculos podem sofrer variações conforme critérios técnicos de classificação tarifária e destinação específica dos produtos.

    Exportações brasileiras aos EUA (2025)

     Categoria  bilhões   participação
     Sem sobretaxas  17,496  46%
     Sujeitos à tarifa de 10% (ou 15%) – Seção 122   9,248  25%
     Sujeitos a tarifas setoriais (10% a 50%) – Seção 232   10,938  29%
     Total geral   37,682  100%

    Fonte: Mdic

    Novas tarifas de Trump poupam 46% das exportações do Brasil aos EUA

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  • Filho de Babu Santana reage após Samira dizer que já ficou com ele

    Filho de Babu Santana reage após Samira dizer que já ficou com ele

    A atendente de bar e hostel na Praia do Rosa, em Imbituba (SC), disse ter vivido um affair recente com Carlos Alexandre, filho do ator. O problema: o próprio “envolvido” só ficou sabendo agora -e pela TV.

    ANA CORA LIMA
    RIO DE JANEIRO, RJ (CBS NEWS) – Depois que Babu Santana se afastou de Ana Paula Renault, Milena Moreira e Samira Sagr no BBB 26, o público foi rápido em puxar do arquivo uma história curiosa contada pela sister no início do programa.

    A atendente de bar e hostel na Praia do Rosa, em Imbituba (SC), disse ter vivido um affair recente com Carlos Alexandre, filho do ator. O problema: o próprio “envolvido” só ficou sabendo agora -e pela TV.

    Estudante de Publicidade e Propaganda, Carlos negou a história com bom humor. “Nunca vi a Samira sem ser agora no ‘BBB’. Ela falou de um festival no Sul, mas eu nunca fui. Acho que alguém disse que era filho do Babu, e ela acreditou”, afirmou.

    Apesar da situação inusitada -que rendeu mais memes do que romance-, ele também comentou a participação do pai no reality. Segundo Carlos, a família está mais preparada desta vez. “A gente já entende melhor o jogo e como lidar com a repercussão aqui fora. Acho que agora meu pai está mais objetivo”, disse. O ator participou do “BBB 20” e terminou em quarto lugar.

    Sobre o prêmio, o estudante afirmou que o valor teria impacto direto na vida da família. “Mudaria nosso presente e nosso futuro. Ele queria pagar uma faculdade de medicina para a minha irmã e uma pós-graduação para mim”, declarou.

    Filho de Babu Santana reage após Samira dizer que já ficou com ele

  • Dólar cai para R$ 5,15, menor valor em dois anos, com tarifas dos EUA em foco; Bolsa renova recorde

    Dólar cai para R$ 5,15, menor valor em dois anos, com tarifas dos EUA em foco; Bolsa renova recorde

    Em uma sessão marcada pela implementação da nova política tarifária do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o mercado de câmbio foi embalado por cautela. A alíquota estipulada pelo governo norte-americano foi de 10%, segundo aviso emitido pela CBP (Alfândega e Proteção de Fronteiras, na sigla em inglês), e não de 15%, como anunciado por Trump no sábado.

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar reverteu os ganhos do início das negociações desta terça-feira (24) e fechou em queda de 0,26%, a R$ 5,154, renovando a mínima em quase dois anos.

    Em uma sessão marcada pela implementação da nova política tarifária do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o mercado de câmbio foi embalado por cautela. A alíquota estipulada pelo governo norte-americano foi de 10%, segundo aviso emitido pela CBP (Alfândega e Proteção de Fronteiras, na sigla em inglês), e não de 15%, como anunciado por Trump no sábado.

    A imposição de uma taxa mais baixa gerou confusão entre os agentes econômicos, e nenhuma explicação foi fornecida pelas autoridades americanas. Passada a cautela inicial, que levou o dólar ao pico de R$ 5,184, a moeda perdeu força e passou a refletir o maior apetite por risco por parte dos investidores globais.

    Na mínima do dia, chegou a R$ 5,142. A última vez em que o dólar rondou esse patamar foi em 28 de maio de 2024, quando esteve cotado a R$ 5,160.

    O apetite por risco também se traduziu no desempenho da Bolsa brasileira, que fechou em forte alta de 1,39%, a 191.490 pontos. Trata-se de um novo recorde para o Ibovespa, acima dos 191 mil pontos no fechamento pela primeira vez na história. Na máxima do dia, chegou a 191.780, nova marca durante o período de negociações.

    “Diante da diminuição da alíquota, temos visto valorizações de moedas e de ações de mercados emergentes. É um cenário de apetite por risco que tende a favorecer, principalmente, economias com juros mais altos e retornos atrativos, como o Brasil”, diz Lucca Bezzon, analista de inteligência de mercado da StoneX.

    Em meio ao fluxo de capital para emergentes, operadores aguardam mais informações sobre a alíquota final. O Deutsche Bank, em nota, lembrou os clientes de que Trump fará um discurso às 23h (horário de Brasília) e possivelmente indicará os próximos passos da política comercial dos Estados Unidos.

    A nova taxa é uma reação à decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos, que considerou as tarifas anunciadas no “Dia da Libertação” ilegais. O tarifaço anterior tinha como base jurídica a IEEPA -Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional-, que permitia a aplicação de sobretaxas de importação a todos os países sem aprovação do Congresso.

    Os juízes discordaram que a lei, criada em 1977 para situações de emergência, de fato concedia ao presidente esse poder. O placar da decisão foi de 6 votos a 3.

    A nova carga tarifária se ampara, dessa vez, em um dispositivo de 1974. A seção 122 dá a Trump poder para impor temporariamente taxas de até 15% sobre importações quando houver déficits significativos na balança de pagamentos.

    Nesse caso, a taxação expira em 150 dias, a menos que o Congresso aprove uma extensão. O governo trabalhará na emissão de tarifas “legalmente admissíveis” no paralelo, afirmou Trump.

    A cobrança coloca em dúvida os acordos negociados recentemente pelos EUA com parceiros comerciais, já que a nova tarifa pode se sobrepor aos termos já estabelecidos. Na segunda, Trump advertiu países contra algum recuo nos entendimentos, dizendo que, se o fizerem, ele adotará tarifas muito mais altas sob diferentes leis comerciais.

    O Japão solicitou aos Estados Unidos que garantam que seu tratamento sob um novo regime tarifário seja tão favorável quanto no acordo existente. Tanto a União Europeia quanto o Reino Unido indicaram que desejam manter os acordos já firmados.

    Carsten Brzeski, chefe global de macroeconomia do ING, observou que, mesmo com o limite de 150 dias do atual conjunto de medidas, a incerteza comercial provavelmente não desaparecerá tão cedo.
    “Porque teoricamente a próxima coisa que Trump poderia fazer é, com a interrupção de um dia, sempre renovar indefinidamente por mais 150 dias”, disse ele.

    A China, por sua vez, instou Washington a abandonar suas “tarifas unilaterais”, sinalizando que está disposta a realizar outra rodada de negociações.

    Em meio às dúvidas sobre o cenário, o dólar ganhou terreno ante o iene, o euro e a libra. O índice DXY, que o compara a uma cesta de seis moedas fortes, avançou 0,13%, a 97,87 pontos.

    No Brasil, porém, o cenário é outro. Há uma leitura de que as novas tarifas podem ser benéficas ao país, já que são significativamente menores do que a carga que antes incidia sobre alguns produtos brasileiros.

    Essa visão aumenta a atratividade do mercado nacional, já beneficiado pelo fluxo de investidores estrangeiros para praças emergentes.

    “Sob a ótica técnica, a cotação ainda rompeu o suporte em R$ 5,20, faixa que concentrava posições compradas relevantes. A perda desse nível desencadeou ajustes de portfólio e amplificou o movimento de apreciação do real, com redução tática de exposição à moeda americana”, diz Jaqueline Neo, especialista de câmbio e crédito da be.smart.

    Já o Ibovespa se recuperou da queda da véspera. “As tensões envolvendo as negociações entre Estados Unidos e Irã voltaram a puxar o petróleo para cima e Petrobras está acompanhando o ritmo, empurrando o Ibovespa. O setor bancário avança após um pregão de realizações na segunda, e há ainda o fluxo de estrangeiros para o mercado brasileiro, o que colabora para que o dólar siga se desvalorizando”, diz Rodrigo Moliterno, chefe de renda variável da Veedha Investimentos.

    Praças europeias fecharam em estabilidade, como o DAX e o FTSE, e Wall Street avançou, com os principais índices embalados por ações de tecnologia. A Anthropic anunciou dez novas ferramentas de inteligência artificial, impulsionando o setor.

    Dólar cai para R$ 5,15, menor valor em dois anos, com tarifas dos EUA em foco; Bolsa renova recorde

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  • O futuro da TV e do Cinema e as guerras do streaming

    O futuro da TV e do Cinema e as guerras do streaming

    A forma como consumimos conteúdo já mudou drasticamente nos últimos anos

    Junte-se a nós nesta jornada pela face mutável da televisão e do cinema, uma viagem que não apenas entretém, mas também conecta e transforma audiências em todo o mundo. Clique e entenda as guerras do streaming.

    O futuro da TV e do Cinema e as guerras do streaming

  • Democratas planejam boicote e protestos durante discurso de Trump ao Congresso

    Democratas planejam boicote e protestos durante discurso de Trump ao Congresso

    Entre as mulheres democratas, é esperado o retorno ao uso do branco -após muitas terem optado pelo rosa no ano passado- como já ocorreu em outros discursos de Trump. Teresa Leger Fernández, presidente do Caucus das Mulheres Democratas, afirmou que o branco remete às sufragistas, que vestiam a cor em protestos pelo direito ao voto.

    ISABELLA MENON
    WASHINGTON, EUA (CBS NEWS) – O discurso do Estado da União do presidente dos EUA, Donald Trump, deve ser marcado por protestos de democratas, que planejam ações que vão desde o uso de uma cor específica até a presença de pessoas afetadas pelo ICE, a polícia de imigração, e vítimas de Jeffrey Epstein, financista condenado por abuso sexual.

    Entre as mulheres democratas, é esperado o retorno ao uso do branco -após muitas terem optado pelo rosa no ano passado- como já ocorreu em outros discursos de Trump. Teresa Leger Fernández, presidente do Caucus das Mulheres Democratas, afirmou que o branco remete às sufragistas, que vestiam a cor em protestos pelo direito ao voto.

    A preocupação surge em meio às pressões do governo Trump para aprovar o Save America Act -projeto de lei que, segundo a Casa Branca, visa evitar que não cidadãos votem nos EUA. Para os democratas, há risco de que a legislação restrinja o direito de voto feminino, devido a uma combinação de barreiras burocráticas, financeiras e logísticas que afetariam desproporcionalmente o público feminino.

    Entre os pontos criticados, as democratas destacam que mais de 70 milhões de mulheres nos EUA mudaram seus sobrenomes após o casamento, o que significa que seus nomes atuais não coincidem com os das certidões de nascimento. Elas temem que, caso a legislação seja aprovada, mulheres cujo nome atual não corresponda exatamente aos documentos de nascimento ou cidadania possam ser impedidas de se registrar para votar.

    “As sufragistas vestiam branco enquanto protestavam, marchavam e faziam greve de fome pelo direito ao voto, que as mulheres finalmente conquistaram em 1920. Cento e seis anos depois, Trump e os republicanos querem tirar esse direito”, afirmou Fernández. “As mulheres não estão seguras na América de Trump, enquanto os custos continuam subindo, o acesso à saúde se torna cada vez mais limitado e a violência vira manchete diária.”

    Outro grupo que deve marcar presença no evento são algumas das vítimas de Jeffrey Epstein. O Partido Democrata acusa Trump de não ter divulgado todos os documentos relacionados ao caso e de acobertar homens poderosos que teriam atuado ao lado de Epstein.
    A deputada Emily Randall afirmou que a presença das vítimas tem como objetivo “lutar pela democracia, lutar por transparência e responsabilidade”. “Temos que garantir que a história de meninas e mulheres não será apagada. Estamos nos levantando não apenas por nós, mas por pessoas ao redor do mundo que vivem esse tipo de atrocidade.”

    Outro desafio de Trump está relacionado à sua política anti-imigração, uma das principais promessas de sua campanha. Ações truculentas de agentes de imigração mataram dois cidadãos americanos em janeiro, gerando críticas até de membros do Partido Republicano.

    A deputada Ilhan Omar deve comparecer ao evento acompanhada de pessoas que tiveram a vida afetada pela presença do ICE. Em discurso nesta terça, ela afirmou que a fala de Trump será “repleta de mentiras” e criticou a operação em Minnesota que mobilizou milhares de agentes de imigração para o estado.

    “Americanos não conseguem pagar seguros de saúde ou empréstimos, estão afogados em financiamentos estudantis, e apenas metade dos arquivos do Epstein foram divulgados. A verdade é que nosso país respira por aparelhos, e os americanos estão pagando o preço”, completou.

    Democratas também organizam um boicote ao evento: ao menos 20 congressistas afirmaram que não comparecerão ao discurso e planejam, simultaneamente, um protesto no National Mall. Os políticos justificam que não podem tratar a atual situação política como normal nem dar a Trump a audiência que ele busca.

    “Eu não vou comparecer ao Estado da União. Nunca perdi um, mas não podemos tratar isso como normal. Não vou dar a ele a audiência que ele anseia para as mentiras que conta”, disse o senador democrata Adam Schiff.

    A deputada Shontel Brown, de Ohio, também defendeu o boicote: “Não podemos tratar isso como um momento normal enquanto nossa democracia está sob ameaça. Não podemos continuar trabalhando normalmente sob um governo que acredita estar acima da lei.”

    Democratas planejam boicote e protestos durante discurso de Trump ao Congresso