Autor: REDAÇÃO

  • Governo contraria Motta e mantém plano de novo projeto por fim da escala 6×1

    Governo contraria Motta e mantém plano de novo projeto por fim da escala 6×1

    No Planalto, as discussões vinham sendo conduzidas principalmente por Boulos e Gleisi; o envio do projeto é visto como uma estratégia para acelerar a tramitação da proposta no Legislativo

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O governo Lula (PT) deve contrariar o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e insistir no envio de um novo projeto de lei que propõe a redução da escala de trabalho 6×1.

    À reportagem um integrante do Palácio do Planalto envolvido nas discussões negou que exista um acordo para recuar e dar prioridade à PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que já está em tramitação na Câmara, conforme anunciou Motta nesta terça-feira (7).

    Membros do governo afirmam que a possibilidade de envio do PL segue sendo considerada e que será observada a tramitação das propostas atualmente deliberadas pelo Congresso antes de enviar o texto próprio.

    Uma possível mudança de planos não teria sido discutida pelos ministros que lideravam a discussão, Guilherme Boulos (Secretaria-Geral) e Gleisi Hoffmann, que até recentemente chefiava a Secretaria de Relações Institucionais.

    O envio do projeto é visto como uma estratégia para acelerar a tramitação da proposta no Legislativo.

    Motta havia afirmado a jornalistas que a mudança de posição do governo teria sido fruto de um alinhamento que definiu as próximas etapas para a votação da PEC. Segundo ele, o líder do governo, José Guimarães (PT-PE), afirmou que o projeto com urgência constitucional não será mais enviado.

    Ao contrário de uma PEC, os projetos de lei têm prazo de 45 dias para serem votados na Câmara. Propostas de redução da jornada já tramitam na Casa neste formato, que tem tramitação mais lenta.

    “A admissibilidade deverá ser votada na próxima semana na CCJ e imediatamente criaremos a comissão especial para trabalharmos a votação em plenário até o final do mês de maio, dando a oportunidade de que todos os setores possam se manifestar acerca dessa proposta que é importante para a classe trabalhadora do país, pois nós estamos tratando a redução da jornada de trabalho sem prejuízo salarial”, disse Motta.

    Atualmente, a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) está analisando duas propostas: uma, de autoria da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), prevê a adoção da carga semanal de quatro dias de trabalho e três dias de descanso. Já a proposta de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) reduz de 44 para 36 horas a jornada semanal do trabalhador. A proposta de Lopes tem sido priorizada nos debates da comissão.

    No Planalto, as discussões vinham sendo conduzidas principalmente por Boulos e Gleisi -então à frente da articulação política do governo.

    O movimento ocorre em meio à transição no comando da Secretaria de Relações Institucionais, pasta responsável pela articulação política do governo. Desde a saída de Gleisi para disputar as eleições, o cargo é ocupado interinamente pelo secretário-executivo, Marcelo Costa.

    Inicialmente, o governo não pretendia enviar um texto próprio ao Congresso, mas apoiar propostas que garantissem ao menos dois dias de descanso semanal e jornada máxima de 40 horas.

     

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  • Trump recua de novo e anuncia cessar-fogo de 2 semanas após ameaçar destruir o Irã

    Trump recua de novo e anuncia cessar-fogo de 2 semanas após ameaçar destruir o Irã

    Presidente americano apresenta sexto ultimato para que teocracia reabra o vital estreito de Hormuz; decisão ocorre com negociação travada, dia de violência intensa e ameaça de retaliação no golfo Pérsico

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Após dizer que a “uma civilização inteira morrerá nesta noite” e ameaçar obliterar a infraestrutura civil do Irã, Donald Trump recuou novamente e aceitou nesta terça-feira (7) uma proposta feita pelo Paquistão para um cessar-fogo de duas semanas na guerra iniciada em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel.

    Com isso, o prazo para que a teocracia reabra o estreito de Hormuz para o trânsito de 20% do petróleo e gás natural liquefeito do mundo, foi adiado pela quinta vez. O presidente passou o dia sob fogo por sua frase com tintas genocidas, que foi criticada até por aliados.

    O anúncio foi feito pouco menos de uma hora antes da expiração do prazo que ele havia dado para que Teerã aceitasse a medida, sob pena de destruir pontes e usinas de energia do país “em quatro horas”, segundo havia dito na véspera.

    O regime dos aiatolás havia rejeitado a proposta por sugerir uma trégua, e não uma solução para a guerra lançada pelos Estados Unidos e Israel, que já dura mais de cinco semanas. Mas as conversas continuaram.

    O Paquistão, país que centralizava a mediação das conversas indiretas, pediu mais duas semanas a Trump. Seu premiê, Shehbaz Sharif, sugeriu também um cessar-fogo e a reabertura de Hormuz no período.

    A decisão reafirma a mística do acrônimo TACO, ou Trump Sempre Amarela nas iniciais em inglês. É um risco ocupacional da tendência do americano de repetir sua estratégia negocial na diplomacia: elevar ameaças e fazer imposições impossíveis ao adversário para ver o que consegue ganhar.

    No fim de semana, o republicano publicou uma postagem inaudita para um presidente dos EUA, cheia de palavrões e xingando os iranianos de “malucos do c…”. Na segunda (6), afirmou que poderia destruir o Irã em uma noite e, nesta terça, pintou sua guerra com cores de um extermínio, numa frase tão malvista que até o papa Leão 14, primeiro pontífice americano, a condenou.

    Só que a teocracia persa, que já demonstrou capacidade adaptativa enorme ante a decapitação a que foi submetida, não caiu na tática. Insistiu em que não pode negociar sob bombas e buscou negar que estivesse disposta a ceder, embora isso estivesse subentendido no curso de negociações mediadas pelo Paquistão.

    Elas pareciam ter avançado um pouco ao longo da terça, mas todos os beligerantes resolveram elevar a temperatura militar do conflito para se posicionar para novas conversas.

    Os EUA atacaram alvos militares na estratégica ilha de Kharg, de onde saem 90% do óleo iraniano em tempos mais normais. O local é um alvo primários de qualquer ação anfíbia ou aerotransportada dos americanos, embora analistas digam que os riscos de baixas são enormes dada a posição exposta junto à costa do Irã.

    Seja como for, Trump deslocou 5.000 fuzileiros navais e um número incerto de paraquedistas para a região. Não é nada que garanta uma invasão terrestre do rival, mas sim para operações mais focadas.

    Apesar do poderio superior, os americanos não têm recursos para assegurar o trânsito de petroleiros e afins por Hormuz. Também nesta terça, os aliados de Teerã Rússia e China vetaram uma resolução no Conselho de Segurança da ONU que abriria o caminho para uma operação legal com esse fim.

    Já Israel fez inéditos ataques a ferrovias civis do rival, matando ao menos duas pessoas no processo, e atingiu uma petroquímica produtora de insumos para explosivos em Shiraz.

    A ação, um dia após outra petroquímica iraniana ser atacada, levou a uma retaliação contra um complexo semelhante na Arábia Saudita. Teerã voltou a advertir que iriam empregar seus mísseis e drones contra o sistema energético do golfo Pérsico, mantendo a tensão no mercado em alta.

    O ataque aos sauditas azedou as negociações tocadas pelos paquistaneses, que têm um acordo militar com o reino desértico, mas aparentemente não foi suficiente para demover Trump de seu novo adiamento.

    Enquanto isso, os iranianos também atacaram um petroleiro perto de Omã, edifícios no Kuwait e nos Emirados Árabes Unidos, onde duas pessoas foram mortas. À noite, voltou a bombardear alvos nos vizinhos.

    A rotina de bombardeio a Israel também seguiu, com drones e mísseis disparados de lá, a partir de bases houthis no Iêmen e do Líbano, onde posições do Hezbollah também foram atacadas pelo Estado judeu.

    Trump recua de novo e anuncia cessar-fogo de 2 semanas após ameaçar destruir o Irã

  • Luís Roberto é afastado para tratamento médico e está fora da Copa do Mundo

    Luís Roberto é afastado para tratamento médico e está fora da Copa do Mundo

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Luis Roberto, narrador esportivo da TV Globo, não estará nas transmissões da emissora na Copa do Mundo de 2026. Ele foi afastado para tratamento médico.

    Narrador fazia exames de rotina e teve diagnóstico de neoplasia na região cervical. Segundo comunicado da Globo enviado à reportagem, Luis Roberto está em fase final de avaliação para o tratamento médico.

    “O tratamento vai impedir o narrador de estar presente nas próximas transmissões e nos jogos da Copa do Mundo”, afirmou a TV Globo, em nota.

    A Globo informou à reportagem que um substituto ainda não foi definido. Luís Roberto se tornou o narrador número 1 da emissora após a saída de Galvão Bueno, após a Copa do Mundo de 2022.

    O narrador disse que tudo está sob controle e agradeceu à emissora pelo apoio. “Em quase 40 anos na Globo, aprendi que essa casa jamais desampara os seus. Estou plenamente amparado por todo nosso time”, afirmou.

    “Ficar ausente por esse período que engloba a Copa é um desafio enorme, mas o maior de todos é vencer esta etapa. Esse é o meu foco. Com fé em Deus e na ciência, em breve estaremos de volta à vida normal. Obrigado a todos por tanto carinho e apoio”, disse o narrador.

    Luis Roberto narrou os amistosos da seleção brasileira contra França e Croácia, no fim de março. Ele também participou da transmissão de Flamengo x Santos, no último domingo (5), pelo Brasileirão.

    Brasileirão chega a média de um técnico demitido por rodada após saída de Dorival Júnior. Sequência de mudanças reflete pressão por resultados, enquanto Fernando Diniz encaminha acerto para assumir o Corinthians em meio à instabilidade no comando das equipes

    Folhapress | 19:24 – 07/04/2026

    Luís Roberto é afastado para tratamento médico e está fora da Copa do Mundo

  • Mariana Goldfarb expõe mensagens de suposto stalker nas redes

    Mariana Goldfarb expõe mensagens de suposto stalker nas redes

    Modelo e apresentadora publicou captura de tela com textos recebidos de um perfil desconhecido; pessoa por trás das mensagens afirma repetidamente que terá um relacionamento com ela

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Mariana Goldfarb, 35, usou os stories do Instagram nesta terça-feira (7) para expor mensagens abusivas que recebe de um suposto stalker. Ela publicou uma captura de tela com textos recebidos de um perfil desconhecido.

    Na imagem, a pessoa por trás das mensagens afirma repetidamente que terá um relacionamento com a modelo e apresentadora. Ele escreve coisas como “você será minha mulher!”, “não vou me cansar de dizer: você será minha, para sempre” e “eu serei o homem que vai te fazer feliz”.

    Depois da publicação, alguns seguidores da modelo reagiram com risadas. Goldfarb, porém, não achou a situação engraçada e desabafou sobre o caso. “Estou recebendo mensagens de vocês rindo, mas não estou achando engraçado”, comentou.

    “Dizem que remédio para maluco é um maluco e meio. Só que em alguns casos, a gente não alcança. Eu o denuncio? Como faço isso? Já bloqueei, mas ele cria outra página”, continuou. “O pior é que essa pessoa não é fake, não é robô, temos amigos em comum.”

    No desabafo, Goldfarb disse que não iria iniciar uma discussão mais ampla sobre a violência contra a mulher, mas que esse tipo de ameaça está presente em todos os ambientes. “A principal forma de violência acontece dentro de casa, mas vou falar que em todos os nossos ambientes, seja de trabalho, academia, na rua, na internet”, comentou.

    “A gente vive com medo, aprendeu a viver nesse estado de hipervigilância, de atenção, para minimizar os riscos e se proteger ao máximo possível”, prosseguiu. “Não é bom viver assim.”

    Pouco tempo depois, a modelo compartilhou novos stories com pesquisas sobre o termo “stalker cibernético”. “Pode servir para vocês também”, disse ela aos seguidores.

    Mariana Goldfarb expõe mensagens de suposto stalker nas redes

  • Atual concessionária participará de novo leilão do aeroporto de Brasília

    Atual concessionária participará de novo leilão do aeroporto de Brasília

    Ministério de Portos e Aeroportos prevê investimentos de R$ 1,2 bilhão no terminal, que deve ter certame ainda em 2026; espaço será leiloado junto a outros dez aeroportos regionais

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Inframerica concorrerá no novo leilão do aeroporto internacional de Brasília (Juscelino Kubitschek), previsto para ocorrer ainda em 2026. A participação da concessionária no certame faz parte do processo de repactuação do terminal.

    Atualmente, a Inframerica já administra o espaço. A concessionária é controlada pelo conglomerado Corporación América Airports, que está à frente de 52 aeroportos em seis países (Argentina, Armênia, Brasil, Equador, Itália e Uruguai). A Infraero é sócia da Inframerica e mantém 49% de participação na concessão.

    O TCU (Tribunal de Contas da União) aprovou neste mês um acordo firmado entre o Ministério de Portos e Aeroportos, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e a Inframerica para a repactuação do contrato de concessão do terminal de Brasília. A Infraero sairá da concessão.

    A Inframerica diz que o pedido de repactuação foi feito por causa da baixa demanda no aeroporto observada ao longo dos últimos anos. A concessionária diz em nota que a aprovação da proposta pelo TCU representa um passo importante para a modernização do contrato e não implica qualquer mudança para passageiros, companhias aéreas ou demais usuários do aeroporto.

    “A operação seguirá sendo conduzida dentro dos elevados padrões de segurança e qualidade já reconhecidos. Como parte do processo de repactuação, a Inframerica participará do novo leilão e mantém uma perspectiva positiva em relação ao desfecho do processo”, escreveu a Inframérica à reportagem.

    A Secex Consenso (Secretaria de Controle Externo de Solução Consensual e Prevenção de Conflitos) do TCU decidiu que o leilão será realizado ainda em 2026. O lance mínimo corresponderá a 5,9% das receitas brutas da concessão e participação obrigatória da Inframerica.

    O leilão ocorrerá em processo competitivo simplificado, que prevê a oferta ao mercado de um contrato de concessão previamente acertado com uma companhia, no caso, a atual concessionária. No entanto, se outra proponente oferecer uma proposta melhor, esse contrato pode trocar de dono.

    O ministério prevê investimentos de R$ 1,2 bilhão somente no aeroporto de Brasília, no tempo restante do contrato. O aporte será utilizado para construção de um novo terminal internacional, implantação de um edifício garagem e de uma nova via de acesso ao aeroporto e aquisição de equipamentos de segurança e inspeção de passageiros e bagagens.

    Outros oito aeroportos regionais do Centro-Oeste, um do Paraná e um da Bahia serão incluídos na concessão. São eles os terminais de Juína (MT), Cáceres (MT), Tangará da Serra (MT), Alto Paraíso (GO), São Miguel do Araguaia (GO), Bonito (MS), Dourados (MS), Três Lagoas (MS), Ponta Grossa (PR) e Barreiras (BA).

    A proponente ganhadora ficará responsável por investir cerca de R$ 857,8 milhões para ampliar, manter e operar os dez aeroportos regionais.

    A inclusão desses terminais segue a lógica de conceder aeroportos com baixa demanda e menos atrativos ao mercado junto a ativos maiores.

    O novo contrato de concessão do bloco terá validade até 2037.

    A Inframerica arrematou o aeroporto de Brasília no início de 2012. Anteriormente, tinha saído vitoriosa do leilão que concedeu o aeroporto de Natal (São Gonçalo do Amarante). No entanto, em fevereiro de 2020, a concessionária anunciou a devolução amigável do terminal potiguar, processo que foi concluído quatro anos depois, em fevereiro de 2024.

    Atual concessionária participará de novo leilão do aeroporto de Brasília

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  • Se tiver 15%, ótimo, diz Kassab sobre candidatura de Caiado à Presidência

    Se tiver 15%, ótimo, diz Kassab sobre candidatura de Caiado à Presidência

    Presidente do PSD afirma que ex-governador de Goiás é alternativa à polarização entre PT e bolsonarismo; alternativa é importante, ‘nem que fosse para perder’, afirma Kassab

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou nesta terça-feira (7) que se a candidatura do -ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado atingir 15% das intenções de voto, “está ótimo”. A declaração foi feita durante um evento de investimentos do Bradesco BBI, em São Paulo.

    Segundo Kassab, existe uma polarização entre o petismo e o bolsonarismo, que não está consolidada. Para ele, o apoio a Caiado é uma alternativa na qual aposta que possa dar certo.

    “Acho que é muito importante que tenha essa alternativa, nem que fosse para perder. Os brasileiros precisam mostrar que existe outro caminho”, disse.

    Kassab afirmou que, mesmo se Caiado não chegar ao segundo turno, ter 15% dos votos é uma esperança. “São 15% com os quais nós vamos chamar alguém e dizer: ‘nós vamos apoiar porque queremos isso e aquilo’”.

    O dirigente do PSD destacou que tanto Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quanto Flávio Bolsonaro (PL) possuem rejeições acima de 40%. “O voto do Lula não é consolidado. Dos 40% e poucos que ele tem, metade é fluido. Com o Flávio é a mesma coisa”, avaliou.

    Caiado foi confirmado pré-candidato do partido na semana passada. Na ocasião, prometeu conceder indulto a Jair Bolsonaro (PL), mas fez críticas a Flávio, questionando a experiência dele para governar o país.

    Em pesquisa Datafolha divulgada há um mês, o presidenciável do PSD marcou 4% das intenções de voto em cenário com Lula, que aparecia com 39%, e Flávio, que tinha 33%.

    Se tiver 15%, ótimo, diz Kassab sobre candidatura de Caiado à Presidência

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  • Kane desequilibra, e Bayern abre vantagem sobre o Real nas quartas da Champions

    Kane desequilibra, e Bayern abre vantagem sobre o Real nas quartas da Champions

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Sob mistério até uma hora antes do jogo, Harry Kane deixou a condição de dúvida para ser protagonista na vitória do Bayern de Munique sobre o Real Madrid nesta terça-feira (7), por 2 a 1, na partida de ida das quartas de final da Champions League.

    Recuperado de uma lesão no tornozelo sofrida a serviço da seleção inglesa -não detalhada por federação ou clube, que ocultaram até o lado afetado-, o atacante foi confirmado pelo técnico Vincent Kompany no limite do prazo definido para partidas organizadas pela Uefa.

    O suspense alimentou expectativas distintas. Para o time espanhol, a ausência do inglês significaria um problema a menos diante do ataque alemão. Para o líder da Bundesliga, a presença do camisa 9 elevava a confiança para buscar resultado fora de casa.

    A atuação fez jus ao enredo. Kane participou da jogada do primeiro gol, marcado por Luis Díaz aos 41 minutos do primeiro tempo, e precisou de apenas 20 segundos na etapa final para ampliar após assistência de Olise.

    Foi o 49º gol do atacante em 41 jogos na temporada. Na Champions, ele é o vice-artilheiro, com 11, atrás de Kylian Mbappé, que chegou a 14 justamente contra o time alemão.

    Aos 29 minutos do segundo tempo, o francês descontou para o Real Madrid e manteve a equipe viva na disputa, agora obrigada a buscar a virada no jogo de volta, na próxima quarta-feira (15), em Munique.

    Apesar da esperança que Mbappé deu ao seus torcedores, a tarefa não será nada fácil. Afinal, mesmo na Espanha, o Bayern de Munique construiu sua vitória com uma postura agressiva, encurralando o Real em seu campo de defesa durante boa parte do jogo.

    O time espanhol exigiu boas defesas de Neuer, mas suas principais chegadas foram com contra-ataques. fora de casa, o cenário deverá ser ainda mais desafiador.

    Na outra chave, o Arsenal também conseguiu uma vitória como visitante. Em Lisboa, Havertz marcou nos acréscimos e definiu o placar de 1 a 0.

    As duas equipes voltam a se enfrentar em Londres, na quarta (15).

    Kane desequilibra, e Bayern abre vantagem sobre o Real nas quartas da Champions

  • Foragida, mãe de Oruam tem mandado de prisão suspenso pela Justiça

    Foragida, mãe de Oruam tem mandado de prisão suspenso pela Justiça

    Defesa alegou que investigação era ‘ficção tendenciosa’ sem provas concretas; polícia apontava Márcia Nepomuceno como elo entre o Comando Vermelho e marido preso

    RIO DE JANEIRO, RJ (CBS NEWS) – A 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro acolheu nesta terça (6) o pedido da defesa de Márcia Gama dos Santos Nepomuceno, mãe do rapper Oruam, e determinou o recolhimento da ordem de prisão. Ela era procurada, desde março, por associação criminosa após ser apontada pela Polícia Civil e pela Promotoria como elo comunicacional e de validação de decisões entre o marido, Marcinho VP, e o CV (Comando Vermelho).

    A defesa de Márcia afirmava que o pedido de prisão era ilegal. No pedido de liberdade, sustentou que a investigação seria uma construção sem base concreta, descrita como uma “ficção tendenciosa” e “investigação quimérica”.
    Segundo os advogados, não há prova direta que vincule Márcia a práticas criminosas, destacando que, ao longo do relatório policial, com mais de 140 páginas, não existe nenhuma mensagem, áudio ou imagem produzida por ela nem registros de comunicação com outros investigados.

    “Assim que tivemos acesso aos autos ficou constatado o que já afirmávamos: se tratava de uma prisão ilegal. Por isso, nós orientamos a nossa cliente a não se entregar”, disse o advogado Flávio Fernandes.

    A defesa também questionou o principal indício apresentado, que seria uma menção indireta ao nome “tia Márcia” em conversa de terceiros, argumento apontado pelos advogados como insuficiente para estabelecer vínculo com a organização criminosa.

    Além disso, a defesa disse que ela estava sendo alvo de criminalização indevida em razão de seu casamento com Marcinho VP, caracterizando o que chamaram de “perseguição baseada no sobrenome Nepomuceno”.

    Os advogados também ressaltaram que ela é ré primária, possui bons antecedentes, residência fixa e exerce atividade lícita como empresária, além de já ter sido absolvida em processos anteriores com acusações semelhantes.

    Como estratégia jurídica, a defesa também pediu a extensão de um habeas corpus concedido a outro investigado, o vereador Salvino de Oliveira Barbosa, alegando que o Tribunal de Justiça já havia suspendido sua prisão por considerar frágeis os elementos da investigação e genérica a decisão judicial.

    A decisão, do desembargador Marcus Basílio, diz que o indício apresentado oficialmente pela polícia de envolvimento dele com a facção criminosa “é bastante precário”. O relatório encaminhado pela Polícia Civil apresenta apenas uma mensagem em que o primeiro nome de Salvino é citado.

    A prisão de Salvino gerou um embate político entre Eduardo Paes, pré-candidato de oposição ao então governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL). Paes disse ver na prisão sinais de uso eleitoreiro da Polícia Civil, que na ocasião da prisão, em março, estava sob o comando do delegado Felipe Curi, que almeja uma cadeira da Câmara dos Deputados.

    POLÍCIA DISSE QUE MÁRCIA ERA ‘LONGA MANUS’ DO CV

    Segundo a mesma investigação, tanto a Polícia Civil quanto o Ministério Público do Rio de Janeiro descreveram Márcia como uma figura estratégica dentro da estrutura do Comando Vermelho, destacando que sua atuação ultrapassaria o papel de esposa de um líder preso.

    Márcia é casada com Márcio Nepomuceno, preso em presídio federal, e apontado pelas autoridades como o principal dirigente da organização. Segundo as investigações, ela exerceria uma função relevante na manutenção do funcionamento da facção fora do sistema prisional.

    De acordo com a Polícia Civil, Márcia possuiria uma autoridade simbólica reconhecida por integrantes operacionais do grupo, e foi classificada como “longa manus” de Marcinho VP nas ruas, ou seja, alguém responsável por executar ou retransmitir suas ordens.

    A investigação aponta ainda a existência de uma hierarquia operacional estruturada, na qual as ordens seguiriam um fluxo específico: de Márcia para seu sobrinho Landerson, deste para um indivíduo conhecido como “Dom”, responsável pela administração local, e, por fim, às lideranças territoriais.

    Além disso, a polícia levanta suspeitas de que Márcia teria participação em articulações no plano político-eleitoral, contribuindo para a formação de bases em áreas sob influência da facção, como a Gardênia Azul, e menciona ainda possíveis estratégias de infiltração em órgãos públicos por meio de familiares, incluindo acusações pretéritas de que ela teria ocupado cargo como funcionária fantasma.

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  • Dólar fecha em alta com ultimato de Trump ao Irã no radar; Bolsa fica estável

    Dólar fecha em alta com ultimato de Trump ao Irã no radar; Bolsa fica estável

    Trump deu prazo até às 21h desta terça-feira para que Teerã reabra o estreito de Hormuz e fez novas ameaças; investidores adotam postura cautelosa diante da perspectiva de escalada do conflito

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar fechou em alta de 0,14%, cotado a R$ 5,154, nesta terça-feira (7), com o ultimato do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que o Irã aceite um acordo e reabra o estreito de Hormuz, o que elevou a busca por ativos de segurança.

    Trump reforçou o prazo até às 21h (horário de Brasília) para que Teerã concorde com um cessar-fogo. O republicano também afirmou que uma civilização inteira pode morrer hoje, caso um acordo não seja firmado entre Estados Unidos e Irã.

    A Bolsa, por outro lado, encerrou o dia em avanço de 0,05%, a 188.258 pontos, próxima da estabilidade e com o mercado acionário em compasso de espera.

    O presidente norte-americano aumentou o grau das suas ameaças ao regime do Irã. Na manhã desta terça, Trump escreveu em postagem na Truth Social que uma “civilização inteira” vai morrer em ataques americanos caso as partes não cheguem a um acordo para a reabertura do estreito de Hormuz nas próximas horas.

    Em resposta, o representante da República Islâmica nas Nações Unidas, Amir-Saeid Iravani, afirmou que as falas “constituem incitação a crimes de guerra e potencialmente genocídio”. O representante participou de reunião do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) nesta terça.

    Nos últimos dias, o político tem reforçado o prazo que deu à liderança persa: esta terça, 21h, no horário de Brasília. O presidente americano também disse que, caso não haja acordo até lá, “todas as pontes e todas as usinas de energia” do Irã serão destruídas a partir de 1h de quarta (8).

    O bloqueio do estreito de Hormuz, por onde passam 20% de todo o petróleo e gás natural liquefeito consumidos no mundo, lançou a economia global em turbulência. O choque de oferta, considerado sem precedentes, está se transformando em uma crise energética que fez os preços do petróleo e produtos derivados dispararem.

    “O grande motivador continuou sendo o petróleo, refletindo o medo de interrupção no fluxo global de energia”, diz Otávio Araújo, consultor sênior da Zero Markets Brasil. Nesta terça, o preço do petróleo sobe a US$ 110 com as tensões em foco.

    Em paralelo, a temperatura do conflito aumentou. Israel e a teocracia atacaram nesta terça-feira (7) usinas petroquímicas, linhas férreas e a estratégica ilha de Kharg foram alvejadas.

    Israel bombardeou nesta manhã de terça a segunda petroquímica iraniana em dois dias. O alvo foi uma usina que segundo Tel Aviv produzia insumos para explosivos em Shiraz. Foram também registradas explosões em Kharg, que Trump já disse que pode tomar para si em uma ação com fuzileiros navais e paraquedistas.

    O Irã retaliou contra o complexo petroquímico de Jubail, no leste da Arábia Saudita. O local foi atacado com sete mísseis e vários drones. Nesta terça, a Guarda Revolucionária iraniana também afirmou que “o comedimento acabou” e que está pronta para interromper o fluxo de petróleo e gás pelo golfo Pérsico “por anos”.

    Na véspera, Trump já havia dito que o Irã poderia ser destruído em uma noite. Questionado se não considerava que estava cometendo crimes de guerra ao ameaçar atingir a infraestrutura civil, incluindo pontes e usinas energéticas, o republicano respondeu: “Não, porque eles são animais”.

    Do lado de Teerã, não há sinais de recuo. Uma autoridade do país afirmou que o Irã rejeitou uma proposta de cessar-fogo temporário intermediada por terceiros. O regime afirma que quer uma solução definitiva para os conflitos na região.

    Teerã tem afirmado que a guerra continuará até quando for preciso e ofereceu aos Estados Unidos dez pontos para negociar, incluindo um acordo para o uso do estratégico estreito de Hormuz, o fim das sanções econômicas ao país e provisões para a reconstrução do país.

    O conflito tem pressionado a inflação global. O crescimento econômico antes previsto também tem sido colocado em dúvida, bem como os próximos passos de alguns dos principais bancos centrais do mundo.

    Tanto o Federal Reserve, dos Estados Unidos, quanto o BC (Banco Central) brasileiro citaram a guerra nas decisões do mês passado, diante do risco de pressão inflacionária global.

    Na última segunda (6), o presidente do BC, Gabriel Galípolo, defendeu o que chamou de cautela da instituição na condução da política de juros no Brasil. Ele também afirmou que a sociedade não aceita mais inflação.

    A ideia é poder tomar tempo para conhecer melhor o problema e fazer movimentos mais seguros, dar passos mais seguros, na direção da política monetária. É dessa cautela que a gente vem se beneficiando mais recentemente”, afirmou.

    Para Otávio Araújo, o cenário de maior cautela do Fed tende a pressionar a Bolsa brasileira e de outros países emergentes. “Um dólar globalmente mais forte costuma pesar sobre o fluxo para países emergentes. Por outro lado, um alívio nas tensões tende a favorecer ativos de risco e dar suporte adicional a commodities e empresas ligadas a petróleo e exportação”, afirma.

    Na visão da XP, um conflito prolongado e preços de petróleo altos por mais tempo são os principais pontos de atenção do conflito, à medida que as expectativas de inflação local sobem acima da meta de 3% do BC.

    Ainda assim, a XP vê o Brasil bem posicionado para enfrentar as turbulências da guerra, “dada a alta exposição ao petróleo e o potencial de seguir atraindo fortes fluxos estrangeiros, especialmente quando as tensões arrefecerem”.

    Dólar fecha em alta com ultimato de Trump ao Irã no radar; Bolsa fica estável

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  • Irã reage a ameaça de Trump e fala em 'incitação ao genocídio'

    Irã reage a ameaça de Trump e fala em 'incitação ao genocídio'

    Americano diz que ‘uma civilização inteira morrerá’ nesta terça, fim de ultimato dado à República Islâmica; representante de Teerã na ONU critica Washington em reunião que barrou ação para liberar estreito de Hormuz

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – As ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que “uma civilização inteira morrerá” caso Washington não chegue a um acordo com o Irã até a noite desta terça-feira (7) “constituem incitação a crimes de guerra e potencialmente genocídio”, afirmou o representante da República Islâmica nas Nações Unidas, Amir-Saeid Iravani.

    O diplomata participou da reunião do Conselho de Segurança da ONU nesta terça que votou uma proposta do Bahrein, presidente rotativo do colegiado, para desobstrução do estreito de Hormuz, bloqueado pelo Irã desde o início do conflito. A proposta foi derrubada por posição contrária de China e Rússia, membros permanentes que têm poder de veto no órgão e são aliadas de Teerã.

    Iravani pediu à comunidade internacional que denuncie a retórica de Trump. “O Irã não ficará parado diante de crimes de guerra tão flagrantes. Exercerá, sem hesitação, seu direito inerente de legítima defesa e tomará medidas recíprocas imediatas e proporcionais”, afirmou o representante.

    A secretária de Imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou mais tarde nesta terça que Trump “está ciente” de proposta feita pelo Paquistão para estender o prazo do ultimato por mais duas semanas e que “uma resposta virá”.

    Entre ameaças e recuos, Trump já afirmou também que mandará o Irã “de volta à Idade da Pedra”, indicando que atingiria a produção de petróleo do país persa, pontes e usinas elétricas.

    Ofensivas à infraestrutura de uso civil são amplamente vistas como crimes de guerra, embora agressores, em geral, tentem defender que são usadas por forças militares e, portanto, alvos legítimos. Argumentos do tipo são usados pela Rússia na guerra da Ucrânia e por Israel em ataques ao sul do Líbano contra o Hezbollah.

    Trump fez um ultimato a Teerã para a reabertura do estreito de Hormuz, por onde passam cerca de 20% do petróleo mundial. Nos últimos dias, o republicano vem reforçando o prazo que deu à liderança persa: esta terça, 21h, pelo horário de Brasília.

    O presidente americano também disse que, caso não haja acordo até lá, “todas as pontes e todas as usinas de energia” do Irã serão destruídas até 1h de quarta (8). “Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada. Eu não quero que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá”, escreveu Trump na sua rede, a Truth Social.

    Na reunião do Conselho de Segurança, China e Rússia disseram que a resolução para liberar Hormuz era tendenciosa contra o Irã.

    O embaixador chinês na ONU afirmou que aprovar o texto em um momento em que os EUA fazem ameaças graves ao país persa enviaria “a mensagem errada”. Já o representante russo afirmou que os dois países trabalham em uma proposta alternativa sobre a situação no Oriente Médio, incluindo a segurança marítima.

    Sem surpresas, os EUA criticaram o posicionamento de Moscou e de Pequim. O embaixador americano na ONU, Mike Waltz, disse que os vetos representam “um novo nível de baixeza” e acusou os dois países de se alinharem a Teerã. Segundo ele, o bloqueio do estreito tem impedido a chegada de ajuda humanitária a regiões como Congo, Sudão e Faixa de Gaza.

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