Autor: REDAÇÃO

  • Foragida, mãe de Oruam tem mandado de prisão suspenso pela Justiça

    Foragida, mãe de Oruam tem mandado de prisão suspenso pela Justiça

    Defesa alegou que investigação era ‘ficção tendenciosa’ sem provas concretas; polícia apontava Márcia Nepomuceno como elo entre o Comando Vermelho e marido preso

    RIO DE JANEIRO, RJ (CBS NEWS) – A 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro acolheu nesta terça (6) o pedido da defesa de Márcia Gama dos Santos Nepomuceno, mãe do rapper Oruam, e determinou o recolhimento da ordem de prisão. Ela era procurada, desde março, por associação criminosa após ser apontada pela Polícia Civil e pela Promotoria como elo comunicacional e de validação de decisões entre o marido, Marcinho VP, e o CV (Comando Vermelho).

    A defesa de Márcia afirmava que o pedido de prisão era ilegal. No pedido de liberdade, sustentou que a investigação seria uma construção sem base concreta, descrita como uma “ficção tendenciosa” e “investigação quimérica”.
    Segundo os advogados, não há prova direta que vincule Márcia a práticas criminosas, destacando que, ao longo do relatório policial, com mais de 140 páginas, não existe nenhuma mensagem, áudio ou imagem produzida por ela nem registros de comunicação com outros investigados.

    “Assim que tivemos acesso aos autos ficou constatado o que já afirmávamos: se tratava de uma prisão ilegal. Por isso, nós orientamos a nossa cliente a não se entregar”, disse o advogado Flávio Fernandes.

    A defesa também questionou o principal indício apresentado, que seria uma menção indireta ao nome “tia Márcia” em conversa de terceiros, argumento apontado pelos advogados como insuficiente para estabelecer vínculo com a organização criminosa.

    Além disso, a defesa disse que ela estava sendo alvo de criminalização indevida em razão de seu casamento com Marcinho VP, caracterizando o que chamaram de “perseguição baseada no sobrenome Nepomuceno”.

    Os advogados também ressaltaram que ela é ré primária, possui bons antecedentes, residência fixa e exerce atividade lícita como empresária, além de já ter sido absolvida em processos anteriores com acusações semelhantes.

    Como estratégia jurídica, a defesa também pediu a extensão de um habeas corpus concedido a outro investigado, o vereador Salvino de Oliveira Barbosa, alegando que o Tribunal de Justiça já havia suspendido sua prisão por considerar frágeis os elementos da investigação e genérica a decisão judicial.

    A decisão, do desembargador Marcus Basílio, diz que o indício apresentado oficialmente pela polícia de envolvimento dele com a facção criminosa “é bastante precário”. O relatório encaminhado pela Polícia Civil apresenta apenas uma mensagem em que o primeiro nome de Salvino é citado.

    A prisão de Salvino gerou um embate político entre Eduardo Paes, pré-candidato de oposição ao então governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL). Paes disse ver na prisão sinais de uso eleitoreiro da Polícia Civil, que na ocasião da prisão, em março, estava sob o comando do delegado Felipe Curi, que almeja uma cadeira da Câmara dos Deputados.

    POLÍCIA DISSE QUE MÁRCIA ERA ‘LONGA MANUS’ DO CV

    Segundo a mesma investigação, tanto a Polícia Civil quanto o Ministério Público do Rio de Janeiro descreveram Márcia como uma figura estratégica dentro da estrutura do Comando Vermelho, destacando que sua atuação ultrapassaria o papel de esposa de um líder preso.

    Márcia é casada com Márcio Nepomuceno, preso em presídio federal, e apontado pelas autoridades como o principal dirigente da organização. Segundo as investigações, ela exerceria uma função relevante na manutenção do funcionamento da facção fora do sistema prisional.

    De acordo com a Polícia Civil, Márcia possuiria uma autoridade simbólica reconhecida por integrantes operacionais do grupo, e foi classificada como “longa manus” de Marcinho VP nas ruas, ou seja, alguém responsável por executar ou retransmitir suas ordens.

    A investigação aponta ainda a existência de uma hierarquia operacional estruturada, na qual as ordens seguiriam um fluxo específico: de Márcia para seu sobrinho Landerson, deste para um indivíduo conhecido como “Dom”, responsável pela administração local, e, por fim, às lideranças territoriais.

    Além disso, a polícia levanta suspeitas de que Márcia teria participação em articulações no plano político-eleitoral, contribuindo para a formação de bases em áreas sob influência da facção, como a Gardênia Azul, e menciona ainda possíveis estratégias de infiltração em órgãos públicos por meio de familiares, incluindo acusações pretéritas de que ela teria ocupado cargo como funcionária fantasma.

    Foragida, mãe de Oruam tem mandado de prisão suspenso pela Justiça

  • Dólar fecha em alta com ultimato de Trump ao Irã no radar; Bolsa fica estável

    Dólar fecha em alta com ultimato de Trump ao Irã no radar; Bolsa fica estável

    Trump deu prazo até às 21h desta terça-feira para que Teerã reabra o estreito de Hormuz e fez novas ameaças; investidores adotam postura cautelosa diante da perspectiva de escalada do conflito

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar fechou em alta de 0,14%, cotado a R$ 5,154, nesta terça-feira (7), com o ultimato do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que o Irã aceite um acordo e reabra o estreito de Hormuz, o que elevou a busca por ativos de segurança.

    Trump reforçou o prazo até às 21h (horário de Brasília) para que Teerã concorde com um cessar-fogo. O republicano também afirmou que uma civilização inteira pode morrer hoje, caso um acordo não seja firmado entre Estados Unidos e Irã.

    A Bolsa, por outro lado, encerrou o dia em avanço de 0,05%, a 188.258 pontos, próxima da estabilidade e com o mercado acionário em compasso de espera.

    O presidente norte-americano aumentou o grau das suas ameaças ao regime do Irã. Na manhã desta terça, Trump escreveu em postagem na Truth Social que uma “civilização inteira” vai morrer em ataques americanos caso as partes não cheguem a um acordo para a reabertura do estreito de Hormuz nas próximas horas.

    Em resposta, o representante da República Islâmica nas Nações Unidas, Amir-Saeid Iravani, afirmou que as falas “constituem incitação a crimes de guerra e potencialmente genocídio”. O representante participou de reunião do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) nesta terça.

    Nos últimos dias, o político tem reforçado o prazo que deu à liderança persa: esta terça, 21h, no horário de Brasília. O presidente americano também disse que, caso não haja acordo até lá, “todas as pontes e todas as usinas de energia” do Irã serão destruídas a partir de 1h de quarta (8).

    O bloqueio do estreito de Hormuz, por onde passam 20% de todo o petróleo e gás natural liquefeito consumidos no mundo, lançou a economia global em turbulência. O choque de oferta, considerado sem precedentes, está se transformando em uma crise energética que fez os preços do petróleo e produtos derivados dispararem.

    “O grande motivador continuou sendo o petróleo, refletindo o medo de interrupção no fluxo global de energia”, diz Otávio Araújo, consultor sênior da Zero Markets Brasil. Nesta terça, o preço do petróleo sobe a US$ 110 com as tensões em foco.

    Em paralelo, a temperatura do conflito aumentou. Israel e a teocracia atacaram nesta terça-feira (7) usinas petroquímicas, linhas férreas e a estratégica ilha de Kharg foram alvejadas.

    Israel bombardeou nesta manhã de terça a segunda petroquímica iraniana em dois dias. O alvo foi uma usina que segundo Tel Aviv produzia insumos para explosivos em Shiraz. Foram também registradas explosões em Kharg, que Trump já disse que pode tomar para si em uma ação com fuzileiros navais e paraquedistas.

    O Irã retaliou contra o complexo petroquímico de Jubail, no leste da Arábia Saudita. O local foi atacado com sete mísseis e vários drones. Nesta terça, a Guarda Revolucionária iraniana também afirmou que “o comedimento acabou” e que está pronta para interromper o fluxo de petróleo e gás pelo golfo Pérsico “por anos”.

    Na véspera, Trump já havia dito que o Irã poderia ser destruído em uma noite. Questionado se não considerava que estava cometendo crimes de guerra ao ameaçar atingir a infraestrutura civil, incluindo pontes e usinas energéticas, o republicano respondeu: “Não, porque eles são animais”.

    Do lado de Teerã, não há sinais de recuo. Uma autoridade do país afirmou que o Irã rejeitou uma proposta de cessar-fogo temporário intermediada por terceiros. O regime afirma que quer uma solução definitiva para os conflitos na região.

    Teerã tem afirmado que a guerra continuará até quando for preciso e ofereceu aos Estados Unidos dez pontos para negociar, incluindo um acordo para o uso do estratégico estreito de Hormuz, o fim das sanções econômicas ao país e provisões para a reconstrução do país.

    O conflito tem pressionado a inflação global. O crescimento econômico antes previsto também tem sido colocado em dúvida, bem como os próximos passos de alguns dos principais bancos centrais do mundo.

    Tanto o Federal Reserve, dos Estados Unidos, quanto o BC (Banco Central) brasileiro citaram a guerra nas decisões do mês passado, diante do risco de pressão inflacionária global.

    Na última segunda (6), o presidente do BC, Gabriel Galípolo, defendeu o que chamou de cautela da instituição na condução da política de juros no Brasil. Ele também afirmou que a sociedade não aceita mais inflação.

    A ideia é poder tomar tempo para conhecer melhor o problema e fazer movimentos mais seguros, dar passos mais seguros, na direção da política monetária. É dessa cautela que a gente vem se beneficiando mais recentemente”, afirmou.

    Para Otávio Araújo, o cenário de maior cautela do Fed tende a pressionar a Bolsa brasileira e de outros países emergentes. “Um dólar globalmente mais forte costuma pesar sobre o fluxo para países emergentes. Por outro lado, um alívio nas tensões tende a favorecer ativos de risco e dar suporte adicional a commodities e empresas ligadas a petróleo e exportação”, afirma.

    Na visão da XP, um conflito prolongado e preços de petróleo altos por mais tempo são os principais pontos de atenção do conflito, à medida que as expectativas de inflação local sobem acima da meta de 3% do BC.

    Ainda assim, a XP vê o Brasil bem posicionado para enfrentar as turbulências da guerra, “dada a alta exposição ao petróleo e o potencial de seguir atraindo fortes fluxos estrangeiros, especialmente quando as tensões arrefecerem”.

    Dólar fecha em alta com ultimato de Trump ao Irã no radar; Bolsa fica estável

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  • Irã reage a ameaça de Trump e fala em 'incitação ao genocídio'

    Irã reage a ameaça de Trump e fala em 'incitação ao genocídio'

    Americano diz que ‘uma civilização inteira morrerá’ nesta terça, fim de ultimato dado à República Islâmica; representante de Teerã na ONU critica Washington em reunião que barrou ação para liberar estreito de Hormuz

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – As ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que “uma civilização inteira morrerá” caso Washington não chegue a um acordo com o Irã até a noite desta terça-feira (7) “constituem incitação a crimes de guerra e potencialmente genocídio”, afirmou o representante da República Islâmica nas Nações Unidas, Amir-Saeid Iravani.

    O diplomata participou da reunião do Conselho de Segurança da ONU nesta terça que votou uma proposta do Bahrein, presidente rotativo do colegiado, para desobstrução do estreito de Hormuz, bloqueado pelo Irã desde o início do conflito. A proposta foi derrubada por posição contrária de China e Rússia, membros permanentes que têm poder de veto no órgão e são aliadas de Teerã.

    Iravani pediu à comunidade internacional que denuncie a retórica de Trump. “O Irã não ficará parado diante de crimes de guerra tão flagrantes. Exercerá, sem hesitação, seu direito inerente de legítima defesa e tomará medidas recíprocas imediatas e proporcionais”, afirmou o representante.

    A secretária de Imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou mais tarde nesta terça que Trump “está ciente” de proposta feita pelo Paquistão para estender o prazo do ultimato por mais duas semanas e que “uma resposta virá”.

    Entre ameaças e recuos, Trump já afirmou também que mandará o Irã “de volta à Idade da Pedra”, indicando que atingiria a produção de petróleo do país persa, pontes e usinas elétricas.

    Ofensivas à infraestrutura de uso civil são amplamente vistas como crimes de guerra, embora agressores, em geral, tentem defender que são usadas por forças militares e, portanto, alvos legítimos. Argumentos do tipo são usados pela Rússia na guerra da Ucrânia e por Israel em ataques ao sul do Líbano contra o Hezbollah.

    Trump fez um ultimato a Teerã para a reabertura do estreito de Hormuz, por onde passam cerca de 20% do petróleo mundial. Nos últimos dias, o republicano vem reforçando o prazo que deu à liderança persa: esta terça, 21h, pelo horário de Brasília.

    O presidente americano também disse que, caso não haja acordo até lá, “todas as pontes e todas as usinas de energia” do Irã serão destruídas até 1h de quarta (8). “Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada. Eu não quero que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá”, escreveu Trump na sua rede, a Truth Social.

    Na reunião do Conselho de Segurança, China e Rússia disseram que a resolução para liberar Hormuz era tendenciosa contra o Irã.

    O embaixador chinês na ONU afirmou que aprovar o texto em um momento em que os EUA fazem ameaças graves ao país persa enviaria “a mensagem errada”. Já o representante russo afirmou que os dois países trabalham em uma proposta alternativa sobre a situação no Oriente Médio, incluindo a segurança marítima.

    Sem surpresas, os EUA criticaram o posicionamento de Moscou e de Pequim. O embaixador americano na ONU, Mike Waltz, disse que os vetos representam “um novo nível de baixeza” e acusou os dois países de se alinharem a Teerã. Segundo ele, o bloqueio do estreito tem impedido a chegada de ajuda humanitária a regiões como Congo, Sudão e Faixa de Gaza.

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  • Marido de Kelly Key, Mico Freitas sofre AVC e é internado em Lisboa

    Marido de Kelly Key, Mico Freitas sofre AVC e é internado em Lisboa

    Empresário está estável, consciente, falando e andando, segundo a cantora; casal mora em Angola, mas estava em Portugal quando o episódio aconteceu

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O empresário Mico Freitas, marido da cantora Kelly Key, sofreu um AVC (Acidente Vascular Cerebral) isquêmico e está internado em Lisboa, Portugal. A informação foi divulgada pela cantora nas redes sociais.

    Segundo Kelly, os primeiros sintomas -fala enrolada e perda de coordenação do lado esquerdo do corpo- surgiram de forma repentina. “Agimos rápido. Muito rápido. E isso fez toda a diferença. Ele teve o AVC às 11h30 e chegamos ao hospital às 11h53”, escreveu ela.

    Os exames confirmaram que o episódio foi causado por um coágulo em pequenas ramificações do cérebro, caracterização clínica do AVC isquêmico. Mico foi transferido entre unidades hospitalares até ser encaminhado a um centro especializado, onde segue sob acompanhamento médico.

    A cantora afirma que o quadro do marido apresenta evolução. “Está estável, consciente, falando e andando”, informou, acrescentando que ele será submetido a uma investigação para identificar a causa do problema.

    Kelly e Mico vivem em Angola, país natal do empresário. O casal está junto desde 2004 e tem três filhos, Suzanna, 25, Jaime Vitor, 20, e Artur, 8.

    Em 2025, Mico já havia enfrentado episódios de saúde relacionados à interrupção de medicação para controle do colesterol. Na época, ele relatou desconfortos que surgiam após a ingestão do remédio e chegou a suspeitar que estava tendo um AVC.

    Ao concluir o relato, Kelly descreveu o episódio como um momento de alerta. “Foi um susto grande. Daqueles que reorganizam tudo por dentro. Mas também foi um lembrete poderoso sobre tempo, presença e prioridade”, afirmou.

    Marido de Kelly Key, Mico Freitas sofre AVC e é internado em Lisboa

  • Galípolo confirma ida à CPI do Crime Organizado como convidado

    Galípolo confirma ida à CPI do Crime Organizado como convidado

    Galípolo confirmou ida a Comissão Parlamentar de Inquérito após comissão aprovar requerimento sobre encontro de Lula e Vorcaro; a comissão também quer ouvir o ex-presidente do BC Roberto Campos Neto

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O presidente do BC (Banco Central), Gabriel Galípolo, confirmou que irá depor na quarta-feira (8) à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Crime Organizado do Senado. A reunião está marcada para começar às 10h.

    A informação foi dada pelo presidente da comissão, Fabiano Contarato (PT-ES), nesta terça (7) e confirmada pela assessoria de imprensa do Banco Central. Galípolo foi convidado a participar da CPI e, por isso, sua presença não é obrigatória.

    O requerimento aprovado para convidar o presidente da autoridade monetária, apresentado pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE), justifica o depoimento ao mencionar o encontro de Galípolo com o presidente Lula (PT) e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, no Palácio do Planalto em 4 de dezembro de 2024.

    “A presença de dirigente do Banco Central do Brasil em encontro dessa natureza, envolvendo agente econômico investigado, suscita questionamentos legítimos quanto à finalidade institucional da reunião, ao seu conteúdo e aos limites da atuação de autoridades monetárias em situações sensíveis do ponto de vista regulatório e investigativo”, diz o documento.

    “Considerando que o Banco Central exerce função essencial na supervisão, fiscalização e estabilidade do sistema financeiro nacional, é imprescindível que esta comissão tenha pleno esclarecimento acerca das razões que motivaram a participação do sr. Gabriel Galípolo no referido encontro”, completa.

    O encontro foi antes do escândalo de fraude financeira ser conhecido do público.

    Vorcaro foi ao Planalto acompanhando o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega. Augusto Lima, ex-sócio do Master, também estava com eles. Mantega tinha uma conversa marcada com o chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola. Depois, pediu para falar com o presidente.

    Na mesma audiência, a CPI do Crime Organizado também quer ouvir o ex-presidente do BC Roberto Campos Neto -que foi convocado a depor, o que torna sua presença obrigatória. O economista já foi liberado pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça de falar ao colegiado.

    Caso não seja prorrogada, a comissão está em suas últimas semanas de funcionamento. O prazo dos trabalhos é até 14 de abril. Na segunda (6), o relator Alessandro Vieira (MDB-SE) um pedido para estender o período por 60 dias.

    O colegiado foi instaurado em novembro de 2025 na esteira da Operação Contenção, no Rio de Janeiro, que deixou 122 mortos. No entanto, como mostrou a Folha, o grupo se tornou uma das frentes encontradas pelos senadores para apurar o caso Master diante da resistência de Alcolumbre em abrir uma CPI sobre o tema.

    Galípolo confirma ida à CPI do Crime Organizado como convidado

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  • Caça a ovos de Páscoa vira caso de polícia com descoberta de crânio nos EUA

    Caça a ovos de Páscoa vira caso de polícia com descoberta de crânio nos EUA

    A descoberta ocorreu no DeForest Park, na cidade de Long Beach, quando uma família participava de uma caça aos ovos de Páscoa e se deparou com os restos no local

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Uma tradicional atividade de Páscoa terminou de forma inesperada e perturbadora na Califórnia, nos Estados Unidos. Uma família encontrou o que mais tarde foi confirmado pelas autoridades como restos humanos parcialmente enterrados no solo. O caso aconteceu durante uma caça a ovos de Páscoa em um parque de Long Beach. Policiais e especialistas forenses foram mobilizados e uma investigação foi aberta.

    A descoberta ocorreu na tarde de domingo (5), no DeForest Park, na cidade de Long Beach. Segundo as autoridades, uma família participava de uma caça aos ovos de Páscoa quando encontrou os restos no local, que fica próximo a uma trilha usada por moradores para caminhadas e exercícios.

    Relatos indicam que crianças procuravam ovos coloridos espalhados pelo parque quando se depararam com o que parecia ser um crânio parcialmente enterrado. A polícia foi acionada imediatamente após a descoberta.

    Crânio e mandíbula foram recolhidos para análise. De acordo com o Los Angeles County Department of Medical Examiner, equipes especializadas foram acionadas para recuperar o material. Em nota oficial, o órgão informou que sua equipe de resposta especial “recuperou um crânio humano e uma mandíbula e levou os restos ao Centro de Ciências Forenses para exames adicionais”.

    Até o momento, as autoridades não conseguiram determinar sexo, idade ou causa da morte, e a investigação segue em andamento. Imagens aéreas feitas por equipes de televisão mostraram uma tenda branca de investigação montada no parque, com ovos de Páscoa coloridos espalhados pelo caminho onde ocorria a atividade infantil.

    Moradores da região disseram ter ficado chocados com a descoberta em um local considerado tranquilo e frequentado por famílias. “Sinto muito por quaisquer crianças que tenham visto isso. Parece algo muito ruim”, afirmou Fernando Guzman à ABC7 Los Angeles.

    Outro morador, Gabriel Rivas, relatou surpresa com o ocorrido em uma área que costuma ser considerada segura para caminhadas. “Minha namorada e eu passamos por aqui o tempo todo para caminhar e correr. Sempre sentimos que é uma trilha segura, então, foi surpreendente”, disse ao mesmo veículo.

    A descoberta ocorreu a poucos metros da entrada da trilha do parque, reforçando o impacto causado entre moradores que utilizam o espaço diariamente. As autoridades seguem trabalhando para identificar a origem dos restos mortais e esclarecer as circunstâncias da morte. Até agora, não há confirmação de quanto tempo o crânio estava no local.

    Caça a ovos de Páscoa vira caso de polícia com descoberta de crânio nos EUA

  • Quem é Tiago Maia, empresário fotografado de mão dada com Ivete Sangalo em praia de SC

    Quem é Tiago Maia, empresário fotografado de mão dada com Ivete Sangalo em praia de SC

    Sócio da produtora Super Sounds, ele é responsável pelo projeto musical da cantora baiana; artista não assumiu publicamente novo relacionamento desde que se separou de Daniel Cady

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A cantora Ivete Sangalo foi fotografada de mãos dadas com o empresário Tiago Maia em uma praia de Florianópolis. Os registros mostram os dois caminhando pela areia da Praia do Campeche após treinarem no hotel em que ela estava hospedada para cumprir agenda de shows na capital de Santa Catarina.

    Procurada pela reportagem, a assessoria da cantora informou que não comenta a vida pessoal da artista. Desde o fim do casamento com o nutricionista Daniel Cady, com quem tem três filhos, Ivete não assumiu publicamente um novo relacionamento.

    Discreto e fora dos holofotes, Maia atua nos bastidores do entretenimento. Ele é sócio da produtora Super Sounds, responsável pelo projeto musical “Clareou”, iniciativa em que Ivete revisita clássicos do samba e do pagode em shows pelo país.

    Criada há menos de um ano, a empresa se apresenta como uma nova aposta no mercado de shows, turnês e festivais. Antes de entrar no setor artístico, Maia trabalhou como executivo de contas na Trip Editora e ocupou cargos de gestão na companhia aérea Latam e no Grupo RBS.

    Não é a primeira vez que os dois aparecem juntos. Maia acompanhou Ivete em apresentações durante o Carnaval no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Salvador. Também esteve com ela em Boston, nos EUA, onde a cantora passou um período com os filhos.

    Segundo o programa Melhor da Tarde, da Band, ele tem circulado em áreas reservadas a convidados próximos durante eventos da cantora.

    Quem é Tiago Maia, empresário fotografado de mão dada com Ivete Sangalo em praia de SC

  • Motta diz que fim da escala 6×1 será debatida por meio de PEC

    Motta diz que fim da escala 6×1 será debatida por meio de PEC

    Intenção é deixar matéria pronta para o plenário até maio. A CCJ analisa os textos das PECs apresentadas pela deputada Érika Hilton (PSOL-SP) e pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG)

    O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse nesta terça-feira (7) que o governo não vai mais encaminhar um projeto de lei com urgência para tratar do fim da escala de trabalho 6X1. Segundo ele, o debate ocorrerá por meio de uma proposta de Emenda à Constituição (PEC) que, atualmente, está em análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

    “O governo não mais enviará, segundo o líder do governo [deputado José Guimarães], o projeto de lei com urgência, pactuando assim o entendimento já feito e determinado por essa presidência de que nos iremos analisar a matéria por Projeto de Emenda à Constituição”, disse Motta após reunião de líderes na residência oficial.

    Atualmente, a Constituição estabelece que a carga de trabalho será de até oito horas diárias e até 44 horas semanais. A CCJ analisa os textos das PECs apresentadas pela deputada Érika Hilton (PSOL-SP) e pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG). A expectativa é que o colegiado análise a admissibilidade da matéria na próxima semana. 

    O primeiro acaba com a escala 6×1, de seis dias de trabalho e um de descanso e limita a duração do trabalho normal a 36 horas semanais. O texto ainda faculta a compensação de horas e a redução de jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho. Pela proposta, a nova jornada entra em vigor 360 dias após a data da sua publicação.

    O segundo projeto também reduz a jornada de trabalho para 36 horas semanais, facultada a compensação de horários e a redução da jornada, nos mesmos termos da proposta anterior. A matéria, entretanto, prevê que a nova jornada entre em vigor 10 anos após a data de sua publicação.Urgência

    O governo avaliava enviar um projeto de lei com urgência para o Congresso Nacional, caso as discussões que tratam sobre a jornada de trabalho considerados como prioritários não caminhassem com a “velocidade desejada”. 

    A urgência impõe que tanto a Câmara dos Deputados quanto o Senado tenham 45 dias para deliberar o tema, sob pena de trancamento da pauta.

    Motta disse que após a aprovação na CCJ, encaminhará a criação de uma comissão especial para debater e deliberar sobre a matéria. Segundo o presidente da Câmara, a intenção é que o texto seja votado nessa comissão especial ainda em maio para posteriormente ser levado para ao plenário.

    “Imediatamente [após a aprovação na CCJ] criaremos a Comissão Especial para trabalharmos a votação em plenário até o final do mês de maio, dando a oportunidade de que todos os setores possam se manifestar acerca dessa proposta que é importante para a classe trabalhadora do país, pois nós estamos tratando da redução da jornada de trabalho sem prejuízo salarial”, afirmou.

    Votações

    Motta disse ainda que a Câmara deve votar esta semana o projeto de lei que regulamenta o trabalho de motoristas e entregadores por aplicativo.

    “Esse projeto de lei é importante. Ele atende mais de 2 milhões de trabalhadores no país, que trabalham para essas plataformas. Com essa aprovação, esses trabalhadores passarão a ter previdência, seguro saúde, seguro de vida e garantias que hoje eles não têm”, apontou.

    Também estará na pauta dessa semana a votação da PEC 383/2017 que vincula o repasse de 1% da Receita Corrente Líquida da União para financiamento do Sistema Único de Assistência Social (SUAS).

    O objetivo é garantir recursos contínuos para os Centros de Referência da Assistência Social (CRAS), Centros de Referência Especializada da Assistência Social (CREAS) e programas de proteção social.

    Motta diz que fim da escala 6×1 será debatida por meio de PEC

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  • EUA emitem alerta após hackers pró-Irã atacarem sistemas de água e energia

    EUA emitem alerta após hackers pró-Irã atacarem sistemas de água e energia

    Alerta foi emitido pela Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura (Cisa, em inglês); relatório divulgado diz que grupo visava equipamentos industriais de empresa americana

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Os Estados Unidos informaram hoje que hackers ligados ao regime do Irã iniciaram uma série de ataques contra sistemas de água e energia americanos.

    Aviso foi emitido pela Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura (Cisa, em inglês). O alerta, no entanto, não especifica quais instalações foram atingidas nem informou se houve danos, segundo publicou o jornal The New York Times.

    Relatório diz que grupo visava equipamentos industriais de empresa americana. Os ataques, segundo a publicação, tinham como objetivo atingir “controladores lógicos programáveis” da Rockwell Automation, empresa que ajuda indústrias a automatizar e modernizar seus processos usando tecnologia.

    Autoridades recomendaram desconectar sistemas da internet. A ação seria tomada como medida de prevenção a ataques de grupos hackers supostamente ligados ao Irã. Americanos e israelenses iniciaram o conflito militar contra iranianos no dia 28 de fevereiro.

    Grupo de hackers pró-Irã reivindicou autoria de ataque no mês passado. O ataque em larga escala ocorreu contra a empresa de tecnologia médica Stryker. Segundo a reportagem da rede de TV NBC News, hackers invadiram o sistema e provocaram interrupções na rede global da companhia, afetando sistemas internos e ferramentas da Microsoft usadas pela companhia.

    Motivo da ofensiva foi em retaliação a ataque a escola que deixou mais de 150 estudantes mortos em Minab. Os norte-americanos foram apontados como responsáveis por um ataque com mísseis Tomahawk contra uma escola de ensino fundamental iraniana devido a um erro de escolha de alvos, reportou o jornal The New York Times nesta quarta-feira (11).

    Os criminosos disseram ter roubado cerca de 50 terabytes de dados da empresa no ataque, além de ter atingido escritórios da Stryker em 79 países. Na ocasião, funcionários não identificados relataram problemas. Eles disseram que computadores e celulares corporativos pararam de funcionar, parte dos sistemas e dados foi apagada e a operação da empresa ficou comprometida temporariamente.

    “Não temos indícios de ransomware ou malware e acreditamos que o incidente esteja contido. Nossas equipes estão trabalhando rapidamente para entender o impacto do ataque em nossos sistemas”, disse a Stryker, em comunicado enviado à imprensa.

    Grupo chamado Handala assumiu a autoria do ataque. Eles estão associados a interesses iranianos e começaram o grupo em 2022. “Todos os dados estão nas mãos do povo livre”, informou nas redes.

    Ataque cibernético foi o primeiro do tipo desde o início da guerra entre EUA e Irã. Segundo o jornal Wall Street Journal, o logotipo do Handala foi exibido em páginas de login de empresas durante a invasão.

    EUA emitem alerta após hackers pró-Irã atacarem sistemas de água e energia

  • Melo e Zverev param nos cabeças de chave 1 no Masters 1000 de Monte Carlo

    Melo e Zverev param nos cabeças de chave 1 no Masters 1000 de Monte Carlo

    O mineiro Marcelo Melo e o alemão Alexander Zverev pararam nas oitavas de final do Masters 1000 de Monte Carlo, no saibro de Mônaco, diante dos cabeças de chave 1, o espanhol Marcel Granollers e o argentino Horacio Zeballos. Nesta terça-feira (7), os adversários marcaram 2 sets a 0, com parciais de 7/6(7-5) e 6/1, em 1h29min, para seguir no torneio. 

    “Hoje realmente foi uma pena. A gente fez um excelente primeiro set. Tivemos 5 a 2 no tie-break, algumas chances, mas eles jogaram muito bem até o final. E, depois, no segundo set acabamos perdendo três games no 40/40, em que decidiu também o jogo. Acho que fizemos uma bela partida, faltaram uns pequenos detalhes para, de repente, ter conquistado ali o primeiro set, mudado um pouco o jogo. Mas, infelizmente tênis é assim, às vezes quando a gente não aproveita uma ou duas chances, acaba perdendo a partida”, explicou Melo, que tem o patrocínio de Centauro e BMG, com apoio de Volvo, Head e Asics.

    O primeiro set começou com quebra dos adversários. Melo e Zverev devolveram o break no quarto game, deixando tudo igual em 2/2. O mineiro e o alemão salvaram break points no quinto e sétimo games e, com as duplas mantendo seus serviços, a definição foi para o tie-break. Melo e Zverev chegaram a abrir 5-2, mas o espanhol e o argentino viraram e marcaram 7-5, saindo na frente no jogo: 7/6 (7-5). No segundo set, os adversários quebraram no segundo game e salvaram break no terceiro, fazendo 3/0 e, depois, com nova quebra, 4/0, fechando em 6/1.

    Foi o quarto torneio que Melo e Zverev jogaram nesta temporada. Estiveram, também, nos Masters 1000 de Miami e Indian Wells e no ATP 500 de Acapulco, em que foram campeões no México, no final de fevereiro, o primeiro título juntos. Em Monte Carlo, ficaram com o vice-campeonato em 2024. 

    Melo jogou o Masters 1000 pela 16ª vez. Esta é a 20ª temporada do mineiro no circuito, com 673 vitórias na carreira, em um total de 1.134 jogos. Está na 43ª colocação no ranking de duplas da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP), com 2.000 pontos. Zverev é número 3 em simples. 

    Recordista em títulos, número de vitórias, participações em Grand Slam, ATP Finals e semanas no topo do ranking – Marcelo Melo, 42 anos, é recordista brasileiro em número de títulos, 42 conquistas. Dos títulos, todos em duplas, dois são Grand Slam – Roland Garros, na França (2015) e Wimbledon, em Londres (2017) e nove Masters 1000, além de 14 ATP 500 e 17 ATP 250. Tem o recorde, também, em semanas no topo do ranking da ATP – 56, único brasileiro na história a ser número 1 do mundo em duplas e esteve entre os Top 10 por oito temporadas seguidas.

    Duplista mais vitorioso em atividade no circuito ao lado do croata Mate Pavic – 42 conquistas -, é o maior vencedor entre os brasileiros, tendo alcançado na estreia em Roland Garros 2023 a histórica marca de 600 vitórias. Entre os jogadores de dupla em atividade, Melo é o primeiro a chegar aos 1.000 jogos, mais uma marca histórica, conquistada em Atlanta 2023 – antes, 13 duplistas atingiram e superaram esse número.

    É recordista em participações em Grand Slam, com 73 edições, e em presença no ATP Finals – completou oito seguidas em 2020. Em 2019 chegou a 500 vitórias, na estreia no ATP 500 de Washington, passando a ser o 35º jogador de todos os tempos a atingir essa marca.

    O primeiro título de Marcelo em torneios ATP foi em 2007, no Estoril, em Portugal. Tem dois Grand Slam, além de um vice em Londres (2013) e um vice (2018) e duas semifinais no US Open. Marcelo também lidera no número de títulos em Masters 1000, com nove: três em Xangai, dois em Paris, Toronto, Cincinnati, Miami e Madri.

    Principais títulos
    Grand Slam
    Wimbledon (2017)
    Roland Garros (2015)

    Masters 1000
    Xangai (2018, 2015, 2013)
    Paris (2017 e 2015)
    Miami (2017)
    Madri (2017)
    Cincinnati (2016)
    Toronto (2016)

    ATP 500
    Rio Open (2025, 2026)
    Halle (2023, 2018, 2017)

    Temporada 2026
    Campeão
    Rio Open – ATP 500 do Rio de Janeiro
    ATP 500 de Acapulco – México

    Temporada 2025
    Campeão
    Rio Open – ATP 500 do Rio de Janeiro
    ATP 250 de Winston-Salem – Estados Unidos
    Vice-campeão
    ATP 250 de Buenos Aires – Argentina

    Melo e Zverev param nos cabeças de chave 1 no Masters 1000 de Monte Carlo