Autor: REDAÇÃO

  • Mercado reduz previsão da inflação para 4,46%, abaixo do teto da meta

    Mercado reduz previsão da inflação para 4,46%, abaixo do teto da meta

    A meta do Conselho Monetário Nacional (CMN) é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%

    Após a divulgação da inflação de outubro, a menor para o mês em quase 30 anos, a previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país – passou de 4,55% para 4,46% este ano. Com isso, a estimativa alcançou o intervalo da meta de inflação que deve ser perseguida pelo Banco Central (BC).

    Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%.

    A estimativa está no boletim Focus desta segunda-feira (17), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC), em Brasília, com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.Para 2026, a projeção da inflação permaneceu em 4,2%. Para 2027 e 2028, as previsões são de 3,8% e 3,5%, respectivamente.A redução na conta de luz puxou a inflação oficial para baixo e fez o IPCA fechar outubro em 0,09%, o menor para o mês desde 1998, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE). Em setembro, o índice havia marcado 0,48%. Em outubro de 2024, a variação havia sido de 0,56%.

    Com esse resultado, a inflação acumulada em 12 meses é 4,68%, a primeira vez, em oito meses, que o patamar fica abaixo da casa de 5%. No entanto, ainda acima do teto da meta do CMN.

    Juros básicos

    Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros – a Selic – definida em 15% ao ano [Clique Aqui!] pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. O recuo da inflação e a desaceleração da economia levaram à manutenção da Selic pela terceira vez seguida, na última reunião, no início deste mês.

    No entanto, o colegiado não descarta a possibilidade de voltar a elevar os juros “caso julgue apropriado”.

    Em nota, o BC informou que o ambiente externo se mantém incerto por causa da conjuntura e da política econômica nos Estados Unidos, com reflexos nas condições financeiras globais.

    Já no Brasil, a autarquia destacou que a inflação continua acima da meta, apesar da desaceleração da atividade econômica, o que indica que os juros continuarão alto por bastante tempo.

    A estimativa dos analistas de mercado é que a taxa básica encerre 2025 nesses 15% ao ano. Para o fim de 2026, a expectativa é que a Selic caia para 12,25% ao ano. Para 2027 e 2028, a previsão é que ela seja reduzida novamente para 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente.

    Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida; e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

    Quando a taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

    PIB e câmbio

    Nesta edição do boletim Focus, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano permaneceu em 2,16%.

    Para 2026, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) ficou em 1,78%. Para 2027 e 2028, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 1,88% e 2%, respectivamente.

    Puxada pelas expansões dos serviços e da indústria, no segundo trimestre deste ano a economia brasileira cresceu 0,4%. Em 2024, o PIB fechou com alta de 3,4%. O resultado representa o quarto ano seguido de crescimento, sendo a maior expansão desde 2021, quando o PIB alcançou 4,8%.

    A previsão da cotação do dólar está em R$ 5,40 para o fim deste ano. No fim de 2026, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,50.

     

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  • Fã de Beyoncé que ficou viral em espetáculo morre aos 25 anos

    Fã de Beyoncé que ficou viral em espetáculo morre aos 25 anos

    Sydney Hardeman, que ficou famosa por sua reação no show histórico de Beyoncé em 2018, morreu aos 25 anos. Segundo a mãe, a jovem tirou a própria vida meses antes do casamento e vinha enfrentando dificuldades emocionais desde a perda do avô

    Sydney Hardeman, a fã de Beyoncé que viralizou após sua reação de espanto durante o show da cantora no Coachella em 2018, morreu aos 25 anos. A informação foi confirmada pela mãe da jovem, Jamie Hardeman, ao site TMZ.

    De acordo com a família, Sydney cometeu suicídio no último sábado (15). Ela era natural de Dallas, no Texas, e estava noiva — o casamento estava marcado para abril de 2026.

    A jovem ganhou fama em 2019, quando tinha 19 anos, ao reagir de forma entusiasmada à performance de Beyoncé no Coachella. Seu vídeo se espalhou pelas redes sociais e chegou a ser incluído no documentário da Netflix Beyoncé: Homecoming. O momento se transformou em um dos memes mais populares entre os fãs da cantora.

    A família contou que Sydney jogou basquete desde a infância até a faculdade e trabalhava como instrutora de voo no Texas. Os parentes disseram que notaram mudanças de humor após a morte do avô e tentaram convencê-la a iniciar terapia, mas as sessões acabaram sendo canceladas.

    Relembrando o show no Coachella, familiares disseram que Sydney foi uma das primeiras a entrar no evento, correu até o palco principal e esperou por 12 horas na grade para ver Beyoncé de perto.

    A mãe da jovem deixou uma mensagem comovente aos fãs da cantora. “Apoiem-se na sua rede de apoio. A Sydney tinha uma enorme, mas às vezes é preciso se permitir ser vulnerável para que as pessoas possam ajudar. Não há problema em ficar triste, é normal. Ainda não chegaram à melhor parte. Por favor, não desistam”, disse Jamie ao TMZ.

    Fã de Beyoncé que ficou viral em espetáculo morre aos 25 anos

  • STF divulga acórdão que abrirá contagem de prazos para novos recursos da defesa de Bolsonaro

    STF divulga acórdão que abrirá contagem de prazos para novos recursos da defesa de Bolsonaro

    O STF detalhou no acórdão a rejeição dos primeiros recursos de Jair Bolsonaro contra sua condenação por liderar uma trama golpista após as eleições de 2022, abrindo agora os prazos para novas contestações. As próximas etapas definirão o fim do processo e o futuro do ex-presidente.

    (CBS NEWS) – O STF (Supremo Tribunal Federal) divulgou na noite desta segunda-feira (17) no DJe (Diário da Justiça Eletrônico) o acórdão da decisão que rejeitou os primeiros recursos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) contra a sua condenação a 27 anos e 3 meses por ter liderado uma trama golpista após a derrota nas eleições de 2022.

    A publicação oficial do documento, que acontecerá nesta terça (18), abre a contagem de prazos para que as defesas dos condenados possam apresentar novos recursos no processo.

    O Código de Processo Penal prevê dois prazos diferentes para os tipos de recursos possíveis para as defesas, os de declaração e os infringentes.

    No primeiro caso, eles devem ser apresentados em até cinco dias. Foram esses os primeiros recursos levados ao Supremo pelas defesas dos oito réus do núcleo central. Esses questionam pontos obscuros da decisão. É admitida a possibilidade de uma segunda leva de embargos de declaração.

    Já os embargos infringentes têm o prazo de 15 dias para serem formalizados. É o recurso cabível quando o julgamento não for unânime. Apenas as defesas podem fazer uso desses.

    O acórdão é um documento que detalha a decisão colegiada dos magistrados em um julgamento -nesse caso, a rejeição dos chamados embargos de declaração pelos ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Cármen Lúcia, da Primeira Turma do Supremo.

    Bolsonaro está atualmente em prisão domiciliar e, depois do esgotamento dos recursos, Moraes definirá seu futuro.

    Cogita-se a possibilidade de o ex-presidente permanecer em casa, ir para ala especial na penitenciária da Papuda, no Distrito Federal, a uma cela na superintendência da Polícia Federal em Brasília ou a alguma unidade militar.

    Bolsonaro e outros réus só serão presos quando não puderem mais apresentar recursos. Normalmente, o STF tem determinado a execução da pena após a rejeição dos segundos embargos. Moraes pode determinar a prisão imediata se entender que as defesas têm tentado protelar a execução da pena.

    A previsão é que a ação seja encerrada em dezembro -com o início do cumprimento das penas ainda em 2025. O local de uma eventual prisão de Bolsonaro em regime fechado ainda é desconhecido.

    Tiveram também seus pedidos rejeitados Walter Braga Netto (ex-ministro da Casa Civil), Almir Garnier Santos (ex-chefe da Marinha), Paulo Sérgio Nogueira (ex-ministro da Defesa), Alexandre Ramagem (ex-diretor da Abin e deputado federal), Augusto Heleno (ex-ministro do GSI) e Anderson Torres (ex-ministro da Justiça).

    O único que não recorreu foi o tenente-coronel Mauro Cid. Como benefício do acordo de colaboração premiada, o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro não ficará preso pela participação na trama golpista, pois foi condenado a apenas dois anos de reclusão em regime aberto.

    Relator da ação penal, Moraes foi o primeiro a votar e teve sua posição acompanhada por Dino, Zanin e Cármen. O ministro Luiz Fux, único a votar pela absolvição de Bolsonaro na fase da análise do mérito da ação, deixou a Primeira Turma a seu pedido e não participou da análise dos recursos.

    Segundo Moraes, os temas abordados pelos advogados de Bolsonaro e dos demais réus nos embargos já foram superados ao longo do processo, desde o recebimento da denúncia até o julgamento.

    Cogita-se a possibilidade de o ex-presidente permanecer em casa, ir para ala especial na penitenciária da Papuda, no Distrito Federal, a uma cela na superintendência da Polícia Federal em Brasília ou a alguma unidade militar.

    STF divulga acórdão que abrirá contagem de prazos para novos recursos da defesa de Bolsonaro

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  • Caixa antecipa Bolsa Família em dezembro; veja calendário

    Caixa antecipa Bolsa Família em dezembro; veja calendário

    O pagamento de dezembro do Bolsa Família será antecipado devido aos feriados de fim de ano. Os depósitos começam no dia 10 e seguem até 23 de dezembro, com calendário organizado pelo final do NIS. O governo reforça a importância de manter o CadÚnico atualizado para evitar bloqueios.

    (FOLHAPRESS) – A Caixa Econômica Federal antecipa o calendário de pagamentos do Bolsa Família em dezembro. Os depósitos referentes ao último mês do ano começarão no dia 10 e seguirão até o dia 23. A antecipação acontece porque não haverá atendimento bancário nos feriados de 25 de dezembro e 1° de janeiro segundo a Febraban (Federação Brasileira de Bancos).

    No dia 24, os bancos terão horário reduzido, das 9h às 11h. Já nos dias 26 de dezembro e 2 de janeiro os bancos funcionam normalmente onde não houver feriado estadual. O dia 30 de dezembro será o último dia de expediente.

    Têm direito ao benefício as famílias inscritas no CadÚnico (Cadastro Único para Programas Sociais) com renda mensal por pessoa de até R$ 218. Os valores serão creditados conforme o último dígito do NIS (Número de Identificação Social).
    *
    VEJA DATAS DOS PAGAMENTOS DE DEZEMBRO:

    Final do NIS – Data de pagamento
    1 – 10 de dezembro
    2 – 11 de dezembro
    3 – 12 de dezembro
    4 – 15 de dezembro
    5 – 16 de dezembro
    6 – 17 de dezembro
    7 – 18 de dezembro
    8 – 19 de dezembro
    9 – 22 de dezembro
    0 – 23 de dezembro

    De acordo com o MDS (Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome), o programa beneficia cerca de 48,59 milhões de pessoas, com um valor médio de R$ 683,28 por família.

    Famílias residentes em cidades em situação de emergência ou estado de calamidade pública recebem os valores no primeiro dia do calendário, independentemente do dígito final do NIS.

    COMO ACESSAR AO BENEFÍCIO?

    Os recursos do programa são disponibilizados por meio do aplicativo Caixa Tem. Os beneficiários podem realizar saques em caixas eletrônicos, agências da Caixa, lotéricas e postos de atendimento Caixa Aqui, utilizando o Cartão Cidadão ou o cartão do Bolsa Família.

    É fundamental que as famílias mantenham seus dados cadastrais atualizados no CadÚnico para não terem o benefício bloqueado. A atualização deve ser feita pelo responsável familiar em um Cras (Centro de Referência de Assistência Social) ou em outros postos de atendimento do Cadastro Único.

    VALORES E BENEFÍCIOS EXTRAS:

    No governo Lula, o valor mínimo do Bolsa Família foi estabelecido em R$ 600 por família. A composição do benefício pode incluir valores adicionais conforme o perfil familiar:

    – Renda de Cidadania: R$ 142 por integrante da família;
    – Complemento: Garante o piso de R$ 600 para famílias que não o atingiriam valor mínimo com os outros benefícios;
    – Primeira Infância: R$ 150 para cada criança de zero a seis anos;
    – Benefício Familiar: R$ 50 para cada criança de 7 a 12 anos, adolescente de 12 a 18 anos e para gestantes;
    – Familiar Nutriz: R$ 50 para famílias com bebês de zero a seis meses.

    Regras para continuar recebendo o auxílio

    As famílias devem cumprir uma série de contrapartidas nas áreas de saúde e educação:
    – Gestantes: fazer e acompanhar o pré-natal;
    – Crianças até sete anos: manter o calendário de vacinação em dia e ter o estado nutricional monitorado;
    – Crianças de quatro e cinco anos: ter frequência escolar mínima de 60%;
    – Estudantes de seis a 18 anos: garantir frequência escolar de pelo menos 75%;
    – Famílias: Devem informar a condição de beneficiárias do programa no ato da matrícula escolar e da vacinação.

    Caixa antecipa Bolsa Família em dezembro; veja calendário

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  • PL Antifacção chega à votação na Câmara com texto indefinido após alterações de Derrite

    PL Antifacção chega à votação na Câmara com texto indefinido após alterações de Derrite

    A votação do PL Antifacção ocorre sob forte disputa política, com o relator preparando uma quinta versão do texto após críticas de governo e oposição, enquanto a Câmara tenta chegar a um acordo de última hora para aprovar a proposta ainda nesta terça-feira

    (CBS NEWS) – O projeto de lei Antifacção chega à votação na Câmara dos Deputados com o texto ainda indefinido, já que o relator Guilherme Derrite (PP-SP) trabalha em uma quinta versão do parecer, após ter desagradado ao governo Lula (PT) e à oposição da direita com as alterações que promoveu até agora na proposta enviada ao Congresso pelo Poder Executivo.

    O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou em suas redes sociais que o PL Antifacção será votado nesta terça-feira (18), como ele já havia determinado após o adiamento da análise pelo plenário na semana passada.

    Como mostrou a Folha de S.Paulo, aliados de Lula trabalham com a ideia de votar a matéria e superar a pauta, o que vai depender do novo texto apresentado por Derrite, enquanto a oposição pede mais tempo e tenta explorar o desgaste da esquerda na área da segurança pública.

    Durante a tarde, antes da votação, está marcada uma reunião entre Motta, Derrite e líderes partidários. Por isso, é esperado que o relator divulgue seu novo parecer até esse encontro, para que os deputados possam discutir o texto.

    Em entrevista à Rádio BandNews FM nesta segunda, Motta afirmou que o relatório está sendo construído e lapidado, além de defender a escolha de Derrite como relator. A avaliação geral na Câmara é a de que o secretário da Segurança do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) cometeu erros e perdeu força política.

    Seu relatório já foi alterado algumas vezes e será quantas vezes for necessário para que o texto possa ser construído da melhor forma possível”, disse.

    “Derrite fará um apanhado e as mudanças necessárias em seu relatório para atender aos pleitos que são justos do governo e dos partidos, porque o compromisso da Câmara é com acerto no relatório. Não temos compromisso com o erro. […] Não temos que agradar a um polo ou outro do ponto de vista político”, afirmou ainda o presidente da Câmara.

    “Por isso confio que o relatório amanhã terá apoio amplo no plenário para sua aprovação”, completou.

    O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), também se manifestou nesta segunda e defendeu que Motta retire Derrite da relatoria por entender que ele criou “uma confusão” depois de apresentar quatro versões de seu parecer, como noticiou a coluna Painel, do jornal Folha de S.Paulo.

    “Diante de um relatório que acumula erros conceituais, vícios constitucionais, insegurança jurídica, impacto financeiro severo, não há conciliação possível. A única solução responsável é adiar a votação e trocar imediatamente o relator”, escreveu em suas redes.

    É possível que aliados do governo apresentem emendas e destaques durante a votação para que o texto fique mais parecido com o original. Do outro lado, a oposição também pretende usar os mesmos instrumentos para modificar a proposta e tentar aprovar a equiparação das facções aos terroristas, algo de que Derrite acabou desistindo, apesar de ser uma bandeira do bolsonarismo.

    Na entrevista, Motta disse não ver necessidade de alteração na Lei Antiterrorismo, uma vez que as penas previstas no PL Antifacção são maiores (de 20 a 40 anos de prisão). Além disso, o presidente da Câmara apontou que a sugestão da direita pode trazer riscos para a soberania e investimentos estrangeiros.

    Motta afirmou ainda que a Câmara está focada em respostas práticas para crimes como domínio de cidades, obstrução de vias e novo cangaço.

    Também nesta segunda, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, afirmou que a proposta de Derrite carece de técnica legislativa, sendo uma tentativa de criar do nada uma lei sem fundamentos técnicos.

    O ministro reconhece que, devido à falta de maioria do governo no Congresso, a perspectiva de emplacar o projeto original do Executivo é pequena. Diante disso, a solução seria repudiar um projeto impróprio ou então começar a discutir ponto a ponto eventuais emendas.

    O ministro enfatiza que o governo federal precisa de instrumentos legais, como a PEC da Segurança, que deve ser votada até o fim do ano, e o PL Antifacção para enfrentar a criminalidade, especialmente diante da falência dos governos estaduais nesse combate.

    “A segurança não é um calcanhar de Aquiles da esquerda nem do atual governo, é de todos os governadores. Eu desafio quem estiver nos assistindo a apontar um estado que tenha sido bem-sucedido na luta contra o crime organizado”, afirmou em evento do site Jota.

    Lewandowski argumenta que a responsabilidade tem sido deslocada de forma equivocada para a União, apesar de o governo federal não ter competência constitucional para enfrentar crimes comuns, como roubos, furtos, bloqueios de vias ou violência urbana.

    Motta, por sua vez, buscou responder a críticas do governo ao projeto, ressaltando que as prerrogativas e o financiamento da Polícia Federal serão mantidos. Quanto ao confisco de bens das organizações criminosas somente após o trânsito em julgado, o presidente da Câmara afirmou que colocou integrantes do Ministério da Fazenda em contato com Derrite para discutir esse ponto, após ter falado com o ministro Fernando Haddad (PT).

    Na semana passada, após o governo argumentar que o relator pretendia diminuir o papel da Polícia Federal, algo que Derrite nega, o deputado recuou e acabou acatando parte das demandas do Executivo.

    O Ministério da Justiça e Segurança Pública, no entanto, aponta uma série de problemas no texto, que poderia retirar mais de R$ 360 milhões ao ano de fundos federais de combate ao crime e redirecioná-los para governos estaduais.
    O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), afirmou nesta segunda que não há um acordo entre senadores e deputados acerca do texto a ser votado e falou que é preciso tratar o projeto sem “usar como elemento de disputa eleitoral”.

    Ele também disse ainda que o vaivém de Derrite com diferentes versões do parecer é uma “verdadeira metamorfose ambulante”. O melhor projeto sairá na hora que as pessoas, nós da classe política, não quiserem usar isso como elemento de disputa eleitoral. Enquanto virar disputa eleitoral é difícil sair projeto bom. Ficar apontando o dedo não vai levar a lugar nenhum”, disse.

    Jaques afirmou ainda que avalia ser possível retomar o conteúdo do texto enviado originalmente pelo governo federal. “É possível. O texto que foi mandado é equilibrado, chama a composição com todo mundo. É preciso parar de vender uma ilusão: se quiser endurecer com as facções, e tem que endurecer, não precisa ficar caracterizada como terrorista.”

    PL Antifacção chega à votação na Câmara com texto indefinido após alterações de Derrite

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  • Apple se une a grife que vestiu Jobs e lança bolsa de R$ 1.200 para iPhone

    Apple se une a grife que vestiu Jobs e lança bolsa de R$ 1.200 para iPhone

    A parceria inédita entre Apple e Issey Miyake resultou no iPhone Pocket, bolsa plissada criada no Japão em colaboração com o Apple Design Studio. O acessório resgata a ligação histórica entre Miyake e Steve Jobs, mas chega ao mercado com recepção dividida: elogios pelo design e críticas ao preço.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Décadas depois de Steve Jobs adotar o icônico suéter preto criado pelo estilista japonês Issey Miyake, a Apple decidiu formalizar uma parceria inédita com a grife.

    As marcas lançaram na sexta-feira (14) o iPhone Pocket, uma bolsa transversal de tecido plissado pensada para transportar o celular ou outros itens pequenos. Disponível em países selecionados, mas não no Brasil, o produto custa US$ 149,95 (cerca de R$ 800, sem considerar impostos) na versão de alça curta e US$ 229,95 (R$ 1.225) na versão com alça longa.

    O acessório foi criado no Japão em parceria com o Apple Design Studio e é inspirado no conceito de “um único tecido” por trás das peças da marca.

    A colaboração resgata um elo histórico com Jobs, cofundador da Apple morto em 2011. Em 1981, ele conheceu Miyake e, segundo sua biografia escrita por Walter Isaacson, se encantou com o design funcional da marca de roupas a ponto de tentar implementar uniformes para toda a equipe da Apple.

    A ideia naufragou, mas a amizade continuou, e Miyake criou o suéter de gola alta que Jobs vestiu por anos em eventos da empresa. Esta é a primeira vez, contudo, que as duas marcas lançam uma colaboração.

    Além de reforçar a tendência das alças para celulares, o lançamento também ocorre em meio à presença cada vez mais forte de parcerias entre vestuário e produtos de tecnologia.

    A Meta, por exemplo, produz seus óculos inteligentes em parceria com a Oakley e a Ray-Ban, da EssilorLuxottica; a Motorola tem modelos de celulares e fones de ouvido decorados com cristais Swarovski; e a própria Apple vende pulseiras da Nike e da Hermès para o Apple Watch.

    A recepção do iPhone Pocket, no entanto, foi inicialmente mista nas redes sociais, negativa pelo preço, considerado alto até para padrões americanos, e positiva pela parceria inédita com uma marca admirada no mundo da moda.

    Em setembro, o lançamento do iPhone 17 também foi acompanhado pela estreia de uma alça transversal padrão que se acopla a uma capa de proteção. Disponível no Brasil, o produto custa R$ 719 ou US$ 60 nos EUA.

    Por aqui, há alternativas mais acessíveis para acessórios do tipo, que vêm se popularizando. Na Amazon, por exemplo, é possível encontrar produtos semelhantes por menos de R$ 50. A Ovvi, marca de acessórios da Vivo, oferece uma opção por R$ 199.

    O iPhone Pocket, em parceria com a grife, é feito de um tecido elástico, com textura rugosa inspirado na linha Pleats Please. Ele pode ser usado na mão, preso a uma bolsa ou no corpo, como uma espécie de pochete.

    A Apple diz que a paleta de cores foi desenvolvida para combinar com qualquer modelo de iPhone. O produto será vendido na França, China, Itália, Reino Unido, Estados Unidos, Japão, Singapura e Coreia do Sul.

    Apple se une a grife que vestiu Jobs e lança bolsa de R$ 1.200 para iPhone

  • Ex de Justin Trudeau admite raiva e dor após romance com Katy Perry

    Ex de Justin Trudeau admite raiva e dor após romance com Katy Perry

    Ex-esposa do ex-primeiro-ministro do Canadá admite que a nova relação a afetou, mas diz escolher “ouvir a música em vez do barulho” e reforça a importância de lidar com as emoções com maturidade.

    A ex-esposa do ex-primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, Sophie Grégoire, falou pela primeira vez sobre o relacionamento do político com a cantora Katy Perry, depois que o casal tornou o romance público.

    Durante participação no podcast Arlene Is Alone, em 12 de novembro, Sophie, de 50 anos, admitiu que é natural sentir-se abalada ao ver o ex-companheiro iniciar um novo relacionamento. “Somos seres humanos e as coisas nos afetam. Isso é normal. A forma como reagimos é uma escolha nossa. Então, eu escolho ouvir a música em vez do barulho”, afirmou.

    Questionada sobre como lida com a repercussão do namoro de Trudeau, de 53 anos, com a cantora americana de 41, ela destacou que tenta preservar o equilíbrio emocional: “Muita coisa que aparece publicamente pode servir de gatilho, e está tudo bem. O que eu faço com isso é uma decisão minha. A mulher que quero me tornar a partir dessas experiências também é uma decisão minha.”

    Sophie disse ainda que não reprime seus sentimentos. “Isso não quer dizer que eu não tenha emoções, que não chore, grite ou ria. Tenho uma natureza sensível. Mas, no fim das contas, a decisão entre emoção e reação é minha.”

    De acordo com a revista People, Sophie Grégoire anunciou o fim do casamento com Justin Trudeau em 2023, após 18 anos juntos. No podcast, ela reforçou a importância de lidar com os próprios sentimentos. “Permito-me ficar triste, com raiva ou desapontada. E, como defensora da saúde mental, sei o quanto é importante reconhecer e sentir essas emoções”, disse.

    O novo relacionamento de Justin Trudeau e Katy Perry

    O namoro entre o ex-primeiro-ministro e a cantora veio a público em outubro, quando os dois foram vistos de mãos dadas no cabaré Crazy Horse Paris, durante as comemorações do aniversário de 41 anos de Katy Perry, em 25 de outubro.

    Fontes próximas ao casal afirmaram à People que o relacionamento “é sério” e “segue em uma direção sólida”. Segundo a publicação, Trudeau e Perry têm se encontrado sempre que possível, mesmo com as agendas lotadas.

    O romance começou após o fim do noivado de longa data da cantora com o ator Orlando Bloom. A separação foi confirmada oficialmente em 3 de julho, poucos dias depois de a People noticiar o rompimento.
     

    Ex de Justin Trudeau admite raiva e dor após romance com Katy Perry

  • Submarinos nucleares da Coreia do Sul podem gerar “efeito dominó nuclear”

    Submarinos nucleares da Coreia do Sul podem gerar “efeito dominó nuclear”

    A Coreia do Norte afirmou que o apoio dos EUA ao desenvolvimento de submarinos nucleares pela Coreia do Sul pode desencadear um efeito dominó nuclear na região, elevando tensões e alimentando uma nova corrida armamentista, mesmo após Seul propor diálogo militar para reduzir riscos na fronteira

    A Coreia do Norte declarou nesta terça-feira (18) que os planos da Coreia do Sul, em parceria com os Estados Unidos, para desenvolver submarinos movidos a energia nuclear vão provocar “inevitavelmente” um efeito dominó nuclear na Ásia. Segundo Pyongyang, esse avanço permitirá que Seul amplie sua capacidade militar de forma inédita e desencadeie uma “corrida armamentista intensa” na região.

    A posição foi divulgada em um editorial da agência estatal KCNA e representa a primeira reação norte-coreana aos documentos apresentados por Coreia do Sul e EUA na última semana, incluindo um informe sobre as duas cúpulas realizadas entre o presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, e o presidente americano, Donald Trump, e o comunicado final da 57ª Reunião Consultiva de Segurança.

    Nos documentos, Washington e Seul confirmam um afrouxamento parcial das restrições ao enriquecimento de urânio pela Coreia do Sul. O editorial critica duramente a decisão dos EUA de permitir que Seul avance em tecnologia nuclear naval e acusa Washington de dar “sinal verde” ao país para enriquecer urânio e reprocessar combustível nuclear. Para Pyongyang, essas medidas transformariam a Coreia do Sul em um “quase Estado nuclear”.

    A Coreia do Norte também acusa EUA e Coreia do Sul de abandonarem o conceito de “desnuclearização da Península Coreana” e substituí-lo por “desnuclearização da Coreia do Norte”, o que Pyongyang rejeita. O regime mantém a condição de que qualquer diálogo só poderá ocorrer se a questão nuclear for retirada da pauta.

    Em resposta, a porta-voz da Presidência sul-coreana, Kang Yu-jung, afirmou em comunicado que Seul “não tem qualquer intenção hostil ou de confronto”. Um representante do Ministério da Unificação, ouvido pela agência Yonhap, disse que o editorial apenas repete posições já conhecidas da Coreia do Norte e destacou o tom “moderado” do texto, que não cita diretamente os líderes dos EUA ou da Coreia do Sul.

    A manifestação ocorre um dia depois de Seul apresentar sua primeira proposta oficial de diálogo militar intercoreano no governo Lee, voltada a evitar incidentes na fronteira, e após a tentativa frustrada da administração Trump de realizar uma cúpula com Kim Jong-un durante a viagem do presidente americano à Ásia no mês passado.

    Submarinos nucleares da Coreia do Sul podem gerar “efeito dominó nuclear”

  • Mais de 1 milhão de segurados ainda podem aderir ao acordo do INSS; confira o que fazer

    Mais de 1 milhão de segurados ainda podem aderir ao acordo do INSS; confira o que fazer

    O processo de devolução dos descontos indevidos do INSS enfrenta entraves como desinformação, burocracia e desconfiança, deixando mais de 1 milhão de segurados sem aderir ao acordo que garante o ressarcimento direto na conta e sem ação judicial.

    (FOLHAPRESS) – Mais de 1 milhão de segurados do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) que contestaram descontos indevidos em seus benefícios ainda não aderiram ao acordo de devolução e, por isso, seguem sem receber o ressarcimento de forma administrativa, direto na conta do benefícios e sem a necessidade de ir à Justiça.

    Após a contestação, é preciso aderir ao acordo previsto no plano de ressarcimento homologado pelo STF (Supremo Tribunal Federal). O procedimento começa quando o segurado identifica um desconto que não reconhece e faz a contestação pelo site ou aplicativo Meu INSS ou presencialmente em uma agência dos Correios.

    A associação responsável pela cobrança tem 15 dias para responder e apresentar documentos que comprovem a autorização do segurado. Se a entidade não envia provas, o beneficiário pode aderir ao acordo pelo Meu INSS ou nos Correios. E então o dinheiro é liberado.

    Luis Gustavo Nicoli, advogado com atuação em assuntos previdenciários e sócio do Nicoli Sociedade de Advogados, diz que um dos fatores que podem explicar por que 1 milhão de segurados ainda não aderiram ao acordo é a desinformação.

    Segundo ele, muitos beneficiários sequer sabem que existe uma segunda etapa de devolução administrativa. Há também a dificuldade tecnológica, já que grande parte dos segurados não consegue realizar o pedido sozinho.

    Outro ponto citado por Nicoli é a desconfiança. Após terem sofrido descontos indevidos, muitos segurados não acreditam na efetividade do acordo. Além disso, há casos em que os valores considerados baixos desestimulam a adesão.

    O especialista diz que o processo de devolução poderia ter sido mais simples do que o modelo criado pelo INSS. Ele afirma que o instituto deveria ter desenvolvido uma página única, com consulta direta, informações claras sobre o pedido de devolução e uma previsão de pagamento.

    Rômulo Saraiva, advogado especialista em Previdência Social e colunista da Folha, reforça essa crítica e compara o procedimento ao da Receita Federal, que identifica automaticamente quem pagou imposto a mais e realiza a restituição em lotes de pagamento para quem faz a declaração do Imposto de Renda.

    Veja o que fazer para ter o dinheiro de volta

    Quando a associação responde com documentos que dizem comprovar a autorização, o segurado deve analisá-los para confirmar se são válidos. Se não os reconhece, ocorre a chamada ‘fraude da fraude’, quando entidades enviam documentos com assinaturas digitais que não seria do aposentado, além de gravações de voz como se fossem do beneficiário para justificar uma suposta filiação, mas não são.

    Na ultima quarta-feira (12), a AGU (Advocacia-Geral da União) e o INSS anunciaram que irão devolver o dinheiro a aposentados e pensionistas que foram vítimas desta segunda fraude e que, por isso, não haviam conseguido avançar na adesão ao acordo.

    Segundo a AGU, foram identificadas 17 entidades envolvidas nos descontos indevidos a partir de uma apuração da CGU (Controladoria-Geral da União). Entre elas, três utilizaram gravações de áudio na tentativa de comprovar a autorização dos segurados, 13 são suspeitas de empregar softwares para fraudar assinaturas e uma utilizou tanto áudio quanto software.

    A AGU não detalhou quais entidades se enquadram em cada categoria.

    Segundo levantamento mais recente do INSS, 6,064 milhões de segurados já informaram não reconhecer os descontos aplicados em seus benefícios. Desse total, 1,5 milhão tive a contestação respondida pelas associações com algum tipo de documentação apresentada para tentar comprovar a autorização.

    Ao todo, 4,8 milhões de segurados estão aptos a aderir ao acordo de ressarcimento (já cumpriram as etapas necessárias para solicitar a devolução administrativa dos valores). Entre eles, 3,8 milhões já aderiram, o que corresponde a 78,7%. Até o momento, foram emitidos 3,7 milhões pagamentos, somando R$ 2,56 bilhões, com valores agendados até esta segunda-feira (17). O INSS tem disponível R$ 3,3 bilhões para pagar aos segurados.

    Nicoli diz que a transparência sobre a devolução dos valores tem avançado, mas ainda não é suficiente para quem precisa entender exatamente o que foi devolvido e o que ainda está pendente. “O INSS divulga números gerais, mas não apresenta detalhamento por faixa de benefício, tipo de desconto, tempo de espera ou taxa de adesão, o que dificulta a aferição real do impacto”, afirma o especialista.

    QUAIS SÃO OS PRINCIPAIS OBSTÁCULOS PARA OS SEGURADOS?

    Segundo Nicoli, os segurados que o procuram relatam três grandes dificuldades. A primeira é a falta de informação clara sobre o status do pedido. A segunda é a burocracia: muitos idosos não conseguem navegar pelo sistema para pedir a devolução. E a terceira é a comunicação falha em alguns cenários.

    “Vários não foram oficialmente informados de que poderiam pedir o reembolso ou de qual seria o valor esperado”, diz. Ele também afirma que já recebeu relatos de pessoas que aderiram ao acordo, cumpriram todas as etapas, mas não receberam o valor no prazo previsto.

    QUEM PODE ADERIR E QUAIS SÃO AS CONDIÇÕES DO ACORDO?

    O acordo permite que aposentados e pensionistas que sofreram descontos indevidos entre março de 2020 e março de 2025 recebam os valores de volta por via administrativa.

    O aposentado que optar por aderir ao acordo aceitará receber o dinheiro administrativamente, mas abrirá mão do direito de cobrar indenização por dano moral do INSS, segundo as regras aprovadas no plano de devolução elaborado por diversos órgãos e homologado pelo STF. O plano também prevê que a ação individual ou coletiva que o aposentado tiver na Justiça será extinta se ele optar por receber via acordo.

    TENHO UMA AÇÃO EM ANDAMENTO. POSSO ADERIR AO ACORDO?

    Sim. Se ainda não recebeu valores pela via judicial, o beneficiário pode optar pelo acordo administrativo.

    Quem entrou na Justiça para receber o ressarcimento deverá desistir da ação contra o INSS, que se compromete a pagar 5% de honorários advocatícios nas ações individuais propostas antes de 23 de abril de 2025.

    COMO ACEITAR O ACORDO PELO MEU INSS?

    – Acesse o aplicativo Meu INSS com CPF e senha;
    – Vá até “Consultar Pedidos” e clique em “Cumprir Exigência”; o procedimento deve ser feito em cada pedido, se houver mais de um;
    – Role a tela até o último comentário, leia com atenção e, no campo “Aceito receber”, selecione “Sim”;
    – Clique em “Enviar”. É preciso, então, aguardar o pagamento.

    COMO PEDIR A DEVOLUÇÃO DE DESCONTOS INDEVIDOS?

    Pelo Meu INSS:
    – Entre no site ou aplicativo Meu INSS Informe seu CPF e a senha cadastrada
    – Siga para “Do que você precisa?”
    – Digite: “Consultar descontos de entidades”
    – Caso tenha descontos, marque se foram ou não autorizados Informe email e telefone para contato
    – Declare se os dados são verdadeiros
    – Confirme no botão “Enviar Declarações”

    Presencialmente:
    Aposentados também podem procurar agências dos Correios para buscar ajuda com a consulta e o pedido de devolução de descontos indevidos.

    SE EU NÃO QUISER ADERIR AO ACORDO. POSSO ENTRAR NA JUSTIÇA?

    Se o segurado não quiser aderir ao acordo, ele pode entrar na Justiça. A adesão é indicada apenas para quem deseja receber os valores de forma administrativa, direto na conta, sem necessidade de processo judicial.

    Segundo Nicoli, quem optar pelo caminho judicial pode pedir a revisão do valor ou cobrar diferenças não reconhecidas pela administração; contestar cálculos e solicitar perícia contábil para apurar o montante correto; pedir indenização por danos morais quando os descontos indevidos afetaram a subsistência; e até requerer tutela de urgência, nos casos em que há risco alimentar ou situação de vulnerabilidade.

    Ele afirma que o Judiciário tem sido receptivo quando o segurado comprova o desconto indevido, mas não consegue resolver o problema pela via administrativa.

    Rômulo Saraiva, no entanto, destaca que há um obstáculo adicional: o STF mandou suspender o andamento de ações relacionadas ao tema. “O Supremo, de certa forma, está beneficiando o INSS, que foi totalmente relapso e até conivente com a fraude, pois está impedindo que aposentados sejam reparados em sua integralidade”, diz o advogado.

    É importante lembrar que quem aderir ao acordo não poderá, depois, ingressar com ação judicial contra o INSS sobre esses mesmos valores.

    O QUE É A ‘FRAUDE DA FRAUDE’?

    A ‘fraude da fraude’ ocorre quando a entidade responsável pelo desconto indevido responde à contestação do segurado com documentos falsos para tentar comprovar que ele autorizou a cobrança.

    Esses materiais incluem assinaturas digitais forjadas e gravações de áudio apresentadas como se fossem do beneficiário. Ou seja: primeiro há o desconto indevido, e depois a tentativa de validar esse desconto com documentação irregular.

    QUAIS SÃO AS 17 ASSOCIAÇÕES QUE, SEGUNDO O INSS, FAZEM PARTE DA ‘FRAUDE DA FRAUDE’?

    Aasap (Associação de Amparo Social ao Aposentado e Pensionista)
    ABCB (Amar Brasil) – Amar Brasil Clube de Benefícios CENAP.ASA (Central Nacional de Aposentados e Pensionistas – Santo Antônio)
    Master Prev Anddap (Associação Nacional de Defesa dos Direitos dos Aposentados e Pensionistas)
    Conafer (Confederação Nacional dos Agricultores Familiares Rurais e Empreendedores Familiares Rurais do Brasil)
    Abrapps, antes Anapps (Associação Brasileira de Aposentados e Pensionistas do Instituto Nacional de Seguridade Social)
    Cinaap (Círculo Nacional de Assistência dos Aposentados e Pensionistas)
    Cobap (Confederação Brasileira dos Aposentados, Pensionistas e Idosos)
    Sindnapi (Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos da Força Sindical)
    Aaspa (Associação de Assistência Social à Pensionistas e Aposentados)
    Unsbras (União Brasileira de Aposentados da Previdência)
    AAPB (Associação dos Aposentados e Pensionistas do Brasil)
    Aapen, antes ABSP (Associação dos Aposentados e Pensionistas Nacional)
    Caap (Caixa de Assistência aos Aposentados e Pensionistas)
    Ambec (Associação de Aposentados Mutualista para Benefícios Coletivos)
    Cebap (Centro de Estudos dos Benefícios dos Aposentados e Pensionistas)

    Em nota, as associações que responderam à reportagem (Sindnapi, Ambec, Cebap e Cinaap) afirmam que os descontos foram realizados de forma regular e que aguardam um posicionamento do INSS sobre os casos em que houve discordância em relação aos documentos enviados para análise das recusas. 

    As entidades negam que houve fraude nos documentos de autorização apresentados.

    Mais de 1 milhão de segurados ainda podem aderir ao acordo do INSS; confira o que fazer

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  • Hinge, app em que prefeito de Nova York conheceu esposa, chega ao Brasil

    Hinge, app em que prefeito de Nova York conheceu esposa, chega ao Brasil

    O aplicativo de relacionamento Hinge começa a operar no Brasil com foco em conversas mais profundas e conexões duradouras, trazendo ferramentas como prompts obrigatórios, metas de relacionamento e filtros de segurança para garantir interações mais consistentes e respeitosas entre os usuários.

    (CBS NEWS) – O Hinge, aplicativo de relacionamento usado pelo prefeito eleito de Nova York, Zohran Mamdani, para conhecer sua esposa, Rama Duwaji, estreou no Brasil nesta segunda-feira (17). O casal se conheceu no app em 2021 e oficializou a união no início deste ano.

    O país é o segundo da América Latina a receber o serviço, depois do México, que ganhou acesso à plataforma em setembro. O app pode ser baixado gratuitamente na App Store e no Google. O Hinge foi adquirido pelo Match Group, dono do Tinder, em 2018.

    Fundado em 2012 nos Estados Unidos, o Hinge ficou conhecido por estimular interações mais longas entre os usuários, diferentemente de algumas plataformas que apostam em usos rápidos e sucessivos. Um dos principais recursos do app são os “quebra-gelos” -perguntas predefinidas que funcionam como prompts e são obrigatórias no perfil, criadas para facilitar o início das conversas.

    Segundo a plataforma, que adota o slogan “o aplicativo feito para ser deletado” em referência à proposta de incentivar relações duradouras, o Hinge é hoje o app de relacionamento que mais cresce em mercados como Estados Unidos, Reino Unido e Austrália. Nessas regiões, afirma a empresa, um encontro marcado pelo aplicativo ocorre a cada dois segundos.

    O fundador e CEO do Hinge, Justin McLeod, diz que a chegada ao Brasil pretende atrair usuários interessados em conexões reais. “O Brasil é conhecido por sua receptividade e autenticidade, e esses valores se alinham perfeitamente à missão do Hinge de promover conexões significativas”, afirma.

    Cada usuário deve responder a três quebra-gelos, como “A gente vai se dar bem se…” ou “Eu poderia passar a noite toda conversando sobre…”. Além de texto e fotos, é possível incluir áudios e vídeos nessas respostas.

    O app reúne outros recursos voltados a incentivar conversas mais consistentes. Um deles é o “Metas de relacionamento”, em que o usuário pode indicar se busca um parceiro de longo prazo, algo mais curto ou se ainda está definindo o que procura.

    Há ainda o “Sua vez”, que lembra quando é a vez do usuário responder, para evitar conversas interrompidas. O recurso também tem um limite: o aplicativo exige que a pessoa responda ou encerre diálogos antes de iniciar novas interações -medida que, segundo a empresa, elevou em 20% a taxa de resposta.

    Outro item é o “A gente se conheceu”, uma pesquisa enviada após o encontro presencial para perguntar se ambos têm interesse em se ver novamente.
    No Brasil, o aplicativo contará com mais de 50 opções de identidade de gênero e 21 de orientação sexual. Além disso, os usuários podem indicar preferências que refletem seus valores, religião, objetivos de vida ou até signos do zodíaco.

    SEGURANÇA E CIÊNCIA DO AMOR

    O aplicativo oferece verificação por selfie, lembretes que incentivam comportamentos considerados positivos e um filtro de comentários, mecanismos pensados para dar mais controle aos usuários e tentar evitar interações problemáticas antes que ocorram.

    A empresa afirma ter criado o Hinge Labs, uma equipe interna de pesquisadores e cientistas comportamentais dedicada a estudar o que favorece conexões duradouras. O grupo combina análises quantitativas e qualitativas para identificar desafios comuns no universo dos encontros e testar novas funcionalidades. A ideia, segundo o Hinge, é aprimorar a experiência dos encontros presenciais e torná-la mais segura e eficaz.

    Hinge, app em que prefeito de Nova York conheceu esposa, chega ao Brasil