Autor: REDAÇÃO

  • Alcolumbre anuncia Alessandro Vieira como relator de PL Antifacção

    Alcolumbre anuncia Alessandro Vieira como relator de PL Antifacção

    Alcolumbre diz que negou posto de relatoria a bolsonaristas

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), disse nesta terça-feira (18) que o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) será o relator do projeto de lei antifacção quando o texto, ainda em análise pela Câmara, chegar à Casa Alta. Segundo Alcolumbre, a escolha é para evitar a contaminação política do projeto.

    O presidente da Casa disse que diversos senadores haviam pedido para relatar o projeto, de forte apelo popular. Ele citou apenas dois nomes: os de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e de Sergio Moro (União-PR), ambos ligados à oposição.

    “O senador Flávio Bolsonaro, assim como senador Moro e outros senadores, me solicitaram para que eles pudessem relatar essa matéria”, afirmou. Alcolumbre disse que a escolha de Vieira foi tomada de maneira “equilibrada e consciente”.

    “Na condição de presidente do Senado Federal eu gostaria de proteger esse projeto do debate que nós estamos vivenciando infelizmente na Câmara dos Deputados entre situação e oposição. Proteger esse projeto, proteger esse relatório, é defender verdadeiramente os brasileiros”, disse Alcolumbre.

    Alessandro Vieira não tem alinhamento automático nem à oposição nem ao governo. Ainda assim, aliados do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), demonstravam, antes do anúncio de Alcolumbre, satisfação com a possibilidade de Vieira ser colocado no posto.

    Escolher o relator antes de o projeto chegar ao Senado é pouco usual. Alcolumbre indicou que tomou a atitude para acalmar os ânimos de governistas e oposicionistas, que travam uma disputa política acirrada na Câmara em torno da proposta.

    Alcolumbre disse que disputa política criada em torno do projeto não leva a nada. “Felizmente nós não teremos no Senado Federal a contaminação da votação de uma matéria tão importante para o Brasil.”

    O presidente do Senado também deu declarações para mostrar o respaldo a Alessandro Vieira, mencionando que ele também é relator da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Crime Organizado e que trabalhou na área.

    “Se o Senado teve com sabedoria a capacidade de escolher um delegado que serve o Brasil como senador da República para ser relator da CPI, eu tenho certeza absoluta de que todos nós estaremos representados por esse delegado senador como relator dessa matéria importantíssima”, disse o presidente do Senado.

    O debate em torno do projeto antifacção cresceu há cerca de duas semanas, quando o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), escolheu Guilherme Derrite (PP-SP) como relator da proposta.

    Derrite é secretário de segurança licenciado de São Paulo, uma das caras mais visíveis do governo paulista de Tarcísio de Freitas e possível candidato ao Senado no campo bolsonarista.

    A nomeação veio depois de a operação policial que terminou 121 mortos no Rio de Janeiro. O caso teve aprovação entre o eleitorado e promoveu políticos de direita com discurso linha-dura na segurança pública.

    Nas últimas duas semanas, as discussões lideradas por Derrite teve idas e vindas. Seu relatório já está na quinta versão, e deverá ter uma sexta antes da votação. A deliberação foi prometida por Motta para esta terça.

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  • Após recuo de Trump, Câmara aprova liberação de arquivos do caso Epstein

    Após recuo de Trump, Câmara aprova liberação de arquivos do caso Epstein

    Medida exige divulgação de todos os documentos não confidenciais sobre suposto esquema de tráfico sexual; após recuo, Trump disse que republicanos na Câmara e no Senado deveriam apoiar texto e prometeu sancioná-lo

    BRASÍLIA, DF E SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Em voto quase unânime, a Câmara dos Representantes e o Senado dos Estados Unidos aprovaram nesta terça-feira (18) a liberação dos arquivos do Departamento de Justiça sobre Jeffrey Epstein, caso que tem gerado desgaste para o presidente Donald Trump e cobranças de sua base.

    Na Câmara, a medida teve placar de 427 votos a 1, com cinco abstenções. No Senado, recebeu aval de todos os parlamentares, sem exceção, após uma manobra do Partido Democrata. Agora, o texto vai para a sanção presidencial -Trump prometeu não vetar a lei se aprovada no Congresso.

    A reviravolta acontece dois dias após Trump abandonar sua oposição à medida. O texto exige a divulgação de todos os materiais não confidenciais sobre Epstein e o suposto esquema de tráfico sexual e exploração de menores que o financista teria operado.

    Na Câmara, o único voto contrário foi do republicano Clay Higgins, deputado trumpista da Louisiana. Em publicação no X, Higgins explicou sua posição, dizendo que a lei “revela a identidade de milhares de inocentes, entre testemunhas, familiares, etc”. “Se for aprovada da forma como está, uma revelação tão ampla de uma investigação criminal, liberada para uma mídia raivosa, irá resultar em pessoas inocentes sendo prejudicadas”, afirmou o parlamentar.

    No Senado, o líder da oposição, o senador por Nova York Chuck Schumer, manobrou para que a lei fosse aprovada por consenso -isto é, propôs que a Casa avalizasse a medida de maneira automática a menos que algum senador levantasse objeções. Nenhum republicano o fez, e o texto foi aprovado.

    Trump, cujas relações com Epstein têm sido exploradas por críticos e apoiadores, há muito tempo alimenta teorias conspiratórias sobre o abusador que cultivou muitos amigos ricos e poderosos -Epstein foi condenado por crimes sexuais na justiça estadual da Flórida em 2008. Ele foi preso por acusações semelhantes, mas mais graves, em 2019, quando morreu na prisão.

    Desde que o republicano retornou ao poder, o assunto se tornou um raro ponto fraco para ele, em particular para alguns de seus apoiadores mais radicais, que têm se mostrado descontentes com declarações de Trump e atos do governo sobre o caso.

    Uma pesquisa Reuters/Ipsos de outubro descobriu que apenas 4 em cada 10 republicanos aprovam a forma como Trump lida com o assunto, bem abaixo dos 9 em cada 10 que aprovam seu desempenho geral.

    Trump afirma que nunca teve nenhuma ligação com os supostos crimes de Epstein e tem se referido ao assunto como uma “farsa democrata”, usada para desviar o foco do que seriam pontos positivos de seu governo e falhas da oposição.

    A campanha parlamentar pela divulgação dos materiais sobre o financista foi liderada pelo republicano Thomas Massie, o que indicava a dificuldade do governo de resistir à medida. Massie coletou 218 assinaturas de colegas da Câmara em uma petição que forçou a votação da medida, algo que vinha sofrendo resistência do presidente da Casa, o também republicano Mike Johnson.

    O fato de Trump anteriormente se opor à divulgação do material azedou as relações com uma de suas mais fortes apoiadoras no Congresso, a deputada republicana Marjorie Taylor Greene, que criticou repetidas vezes o Departamento de Justiça por não divulgar mais detalhes sobre Epstein. Trump rebateu, chamado Greene de traidora.

    A súbita reviravolta do presidente veio no domingo (16), quando ele afirmou: “Os republicanos da Câmara deveriam votar para divulgar os arquivos de Epstein, porque não temos nada a esconder.”

    O principal democrata da Câmara, o deputado por Nova York Hakeem Jeffries, teve outra avaliação. “Donald Trump parece ter se acovardado no escândalo Epstein. Ele cedeu. É uma rendição completa e total”, disse ele em uma entrevista coletiva na segunda-feira (17).

    Mike Johnson havia dito a repórteres que ele e Trump estavam preocupados em proteger as vítimas de Epstein de exposição pública indesejada. “Não tenho certeza se a liberação faz isso, e isso é parte do problema”, disse o republicano na segunda-feira -argumento que repetiu no plenário antes de votar a favor da lei. Os apoiadores da medida dizem que as preocupações de Johnson são infundadas.

    Há dúvidas, no entanto, sobre o alcance real da divulgação dos materiais, porque a medida permite ao Departamento de Justiça manter sob sigilo documentos sujeitos a investigações -ao mesmo tempo, Trump pediu ao departamento para investigar a relação de Epstein com importantes nomes democratas, como o ex-presidente Bill Clinton e o ex-secretário do Tesouro Larry Summers.

    Na segunda, Summers disse estar “profundamente envergonhado” após as revelações de seus diálogos com Epstein e anunciou que se afastaria da vida pública. Professor de Harvard, ele continuará a dar aulas na instituição, entretanto.

    Epstein se declarou culpado de uma acusação estadual de prostituição de menores na Flórida em 2008 e cumpriu 13 meses de prisão. O Departamento de Justiça dos EUA, em 2019, o acusou de tráfico sexual de menores na esfera federal em um caso muito mais amplo, jogando luz em um esquema que pode ter vitimado mais de 200 mulheres. Epstein se declarou inocente dessas acusações e morreu na prisão antes do julgamento, no que foi considerado um suicídio.

    Emails divulgados na semana passada por um comitê da Câmara mostraram que o financista acreditava que Trump “sabia sobre as garotas”, embora não estivesse claro o que isso significava. A Casa Branca disse que os emails divulgados não continham prova de irregularidades por parte de Trump.

    Após recuo de Trump, Câmara aprova liberação de arquivos do caso Epstein

  • Texas classifica de terrorista principal associação muçulmana nos EUA

    Texas classifica de terrorista principal associação muçulmana nos EUA

    Medida abre caminho para que Conselho de Relações Islâmicas-Americanas seja expulso do estado; governador Greg Abbott (foto) cita caso de 2007 para afirmar que Cair tem ligações com facção palestina Hamas

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O governador do Texas, o republicano Greg Abbott, classificou oficialmente nesta terça-feira (18) o Centro de Relações Islâmicas-Americanas (Cair, na sigla em inglês) de organização terrorista, abrindo caminho para que a entidade, uma das mais importantes no combate à islamofobia nos Estados Unidos, seja expulsa do estado. Cerca de 300 mil muçulmanos vivem no Texas, ou pouco mais de 1% da população.

    No decreto, Abbott impõe a mesma classificação à Irmandade Muçulmana, grupo fundado em 1928 e considerado terrorista por países como o Egito e a Rússia. O Hamas, em seus primeiros anos, surgiu como braço palestino desse grupo.

    O texto diz que o Cair é uma “organização sucessora” da Irmandade Muçulmana nos EUA. Para embasar a afirmação, cita um processo de 2007 em que o Centro foi citado como uma de 275 organizações muçulmanas que seriam “cúmplices” de um esquema de lavagem de dinheiro que tinha o objetivo de financiar o Hamas.

    Embora o Cair nunca tenha sido acusado de algum crime, o FBI, a polícia federal americana, suspendeu sua cooperação com o centro em 2008, outro fato citado no decreto de Abbott para justificar a classificação de organização terrorista.

    As consequências da medida são severas. Com o decreto, o Cair e seus dirigentes agora não podem mais comprar terrenos, e o procurador-geral do estado deve abrir um processo para expulsar a organização do Texas.

    Fundado em 1994 em Washington, o Cair ganhou projeção nacional no início dos anos 2000 ao denunciar a explosão de casos de racismo e islamofobia nos EUA após os ataques de 11 de Setembro. O conselho processou uma série de empresas por discriminação no ambiente de trabalho e hoje possui filiais em uma série de estados americanos.

    Recentemente, a organização foi criticada por suas posições contra as ações de Israel na Faixa de Gaza e por falas de alguns de seus membros, que classificaram “sionistas” como inimigos de muçulmanos. A nível federal, republicanos pedem que o governo Donald Trump investigue possíveis ligações financeiras entre o Cair e o Hamas.

    A medida do Texas foi comemorada por membros do Partido Republicano como Valentina Gomez, pré-candidata à Câmara dos Representantes nas eleições de 2026. Em publicação no X, Gomez disse que se reuniu com Abbott para “tratar do problema muçulmano no Texas” e prometeu tornar o estado “o pior lugar para o Islã e para imigrantes ilegais”. Em resposta a comentários, afirmou ainda: “se eu chegar ao Congresso, o Texas se livrará desses muçulmanos sujos”.

    Texas classifica de terrorista principal associação muçulmana nos EUA

  • Renato Aragão nega acusação da filha de ter dado 'calote' de R$ 872 mil

    Renato Aragão nega acusação da filha de ter dado 'calote' de R$ 872 mil

    Juliana Rangel Aragão acusa o humorista de não ter quitado um empréstimo de R$ 950 mil firmado entre os dois em dezembro de 2018

    RIO DE JANEIRO, RJ (CBS NEWS) – Renato Aragão, 90, se pronunciou nesta terça-feira (18) após vir a público uma ação de cobrança movida por sua filha mais velha, Juliana Rangel Aragão, 47. Ela acusa o humorista de não ter quitado um empréstimo de R$ 950 mil firmado entre os dois em dezembro de 2018 – valor de uma dívida que hoje estaria em cerca de R$ 872 mil, sem correções monetárias.

    Em nota enviada à Folha de S.Paulo, o intérprete de Didi, de Os Trapalhões, nega o calote e afirma que não se trata de um empréstimo, mas de um acordo para que parte dos recursos herdados por Juliana da mãe, Martha Rangel, fosse administrada por ele. Segundo o comunicado, o arranjo foi feito com orientação do advogado da própria Juliana na época.

    “A intenção, desde o início, foi simples: garantir que seu patrimônio estivesse protegido e bem-organizado, de forma que ela pudesse utilizá-lo com tranquilidade ao longo do tempo, sempre priorizando também a segurança e o bem-estar de sua filha menor de idade”, diz o texto.

    Ainda de acordo com a nota, Juliana saiu da casa da família no início deste ano sem informar o paradeiro e deixou a filha, Júlia, menor de idade, sob os cuidados do avô. Desde então, todas as tentativas de contato teriam sido frustradas. A família afirma ter recebido apenas notificações jurídicas, mensagens com suposto tom de chantagem e publicações online que “não representam a realidade”.

    O comunicado também reforça que Renato Aragão “não precisa nem precisou” dos recursos da filha e que o dinheiro “nunca foi incorporado ao patrimônio dele ou de sua esposa”, sendo apenas administrado por segurança. A família demonstra também preocupação com uma possível interferência de terceiros, que poderiam estar tentando se aproveitar da situação para obter vantagens financeiras.

    Segundo o site Notícias da TV, Juliana ingressou com a ação na 43ª Vara Cível da Comarca da Capital do Rio de Janeiro. Na petição, a filha do humorista afirma que o valor “emprestado” ao pai saiu da venda de um imóvel herdado da mãe e que Renato Aragão deveria ter devolvido o montante total até 31 de dezembro de 2023, o que não ocorreu. O F5 entrou em contato com a defesa de Juliana Rangel em um escritório na Barra da Tijuca, zona sudoeste do Rio, e não obteve resposta.

    Em abril, Renato foi acusado em um podcast de “esconder” Juliana, que é motorista de aplicativo, vive uma relação homoafetiva. Ela usou suas redes para pedir ajuda financeira e até fez vaquinhas virtuais para comprar remédios. Na época, ela alegou que não era aceita pelo humorista. O artista negou. “Juliana é minha filha tanto quanto o Paulinho, o Ricardo, o Renato Jr. e a Lívian. Nunca fiz diferença -nem pela escolha sexual dela, nem por ser adotiva. Filho é filho”, disse.

    Renato Aragão nega acusação da filha de ter dado 'calote' de R$ 872 mil

  • Cesta de Natal deverá ter alta de 4,5%, abaixo da inflação de 2024

    Cesta de Natal deverá ter alta de 4,5%, abaixo da inflação de 2024

    Todos os itens da lista sofreram altas, com exceção do azeite

    O preço da cesta de Natal em 2025 deverá ter elevação de 4,53%, segundo prévia do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), divulgado nesta terça-feira (18) pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE). Em 2024, a alta foi de 9,16%.

    A cesta é composta por peru, lombo de porco, atum sólido, macarrão espaguete, caixa de bombom, panetone com frutas cristalizadas, vinho tinto, champagne, sucos néctar de laranja e morango, molho de tomate, azeitona verde com caroço, palmito, queijo ralado e azeite de oliva extra-virgem.

    Todos os itens da lista sofreram altas, com exceção do azeite de oliva, que teve o preço reduzido em 23,06%. Já as maiores elevações ocorreram nos preços do quilo de peru (+13,62%), azeitona (+12,53%), e caixa de bombom (+10,81%). 

    Outros itens, comuns nas festas de Natal, também foram analisados no estudo – embora não componham a cesta. Ave (tipo chester) registrou um aumento de +13,85%, enquanto a alta do filé mignon foi de +9,70%. O pêssego de feira (-6,85%), além do quilo de sorvete (-6,99%), por outro lado, registraram quedas.

    “A mensagem principal que este estudo passa, ano após ano, é que os números reforçam a importância do planejamento antecipado para economizar nas festas de fim de ano”, destacou o coordenador do IPC-FIPE, Guilherme Moreira.

    Cesta de Natal deverá ter alta de 4,5%, abaixo da inflação de 2024

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  • Andressa Urach relembra fase religiosa extrema e relata agressão ao filho

    Andressa Urach relembra fase religiosa extrema e relata agressão ao filho

    Andressa Urach comentou pela primeira vez sobre uma agressão cometida contra o filho Arthur, admitindo que, à época, estava tomada por um radicalismo religioso

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Andressa Urach, 38, revisitou no podcast “Sem Filtro”, comandado por Luiza Ambiel, alguns dos capítulos que define como os mais difíceis e contraditórios de sua trajetória.

    O portal LeoDias divulgou entrevista, onde ela comentou pela primeira vez sobre uma agressão cometida contra o filho Arthur, admitindo que, à época, estava tomada por um radicalismo religioso que orientava cada aspecto de sua rotina.

    Ao longo da conversa, Urach contou que o temor de que o filho fosse gay (sentimento que hoje reconhece como preconceituoso) a levou a comportamentos que descreve como violentos e injustos. “Quando eu estava na igreja, tinha medo de o Arthur ser gay. Eu cheguei a dar uma surra nele. Dei uma surra porque ele tinha um amigo gay e eu achei que ele estava tendo um relacionamento homoafetivo. Questionei a masculinidade dele. Eu fui religiosa e intolerante”, relatou.

    Ela afirma que acreditava ser seu dever aplicar de forma rígida os preceitos da doutrina que seguia, interferindo inclusive na vida do próprio filho. O esforço para impor padrões religiosos, segundo Urach, acabou se tornando fonte de violência, julgamentos e arrependimento: “Eu fui muito religiosa e me arrependo de ter sido um fariseu, porque, daí, comecei a abrir mão das coisas que gostava de fazer. Acho que é isso que acontece com o religioso: o fato de ele não poder fazer e de estar sacrificando o seu eu faz com que queira obrigar os outros a fazerem também. Já que está se tornando uma pessoa infeliz por não poder ser livre e falar ou viver o que quer, quer impor essa coisa ruim aos outros também”, afirmou.

    Além do episódio envolvendo Arthur, Urach lembrou também do processo judicial que perdeu após publicar um post considerado transfóbico. Ela diz reconhecer o erro e afirma ter aprendido com o episódio: “Quando estava na igreja, cheguei a fazer um post sobre uma trans que fez um desfile de Carnaval e estava na cruz. Até perdi o processo contra ela porque fui intolerante religiosa. Eu nem sabia quem ela era. Peguei uma foto em que ela estava no Carnaval usando a imagem de Jesus e a coloquei na cruz. Eu atrelei ela ao pecado. Imagine quantas pessoas morrem hoje por causa dessa intolerância?”, refletiu.

    Durante o podcast, Urach ainda criticou o ambiente religioso no qual esteve inserida por anos, dizendo enxergá-lo como um sistema que deixou de priorizar o que considera essencial. “Não preciso de intermediários, de consulta com o pastor ou qualquer coisa. Hoje, infelizmente, a religiosidade virou um CNPJ, uma empresa. Sou o que sou. Se eu sou put*, sou put*. Se eu sou crente, sou crente”, declarou, reforçando que continua acreditando em Jesus, mas busca uma espiritualidade individual, distante de regras e controles.

    Atualmente, livre das restrições que seguia, ela afirma ter uma relação respeitosa e amorosa com a comunidade LGBT+. “Eu amo os gays! E um dos motivos pelos quais saí da igreja foi o fato de condenarem e dizerem que os gays iriam para o inferno. Eu penso que o gay veio para confundir os sábios. Quando Deus diz: ‘Amar a Deus sobre todas as coisas e o próximo como a ti mesmo’, você ama o próximo e respeita as escolhas do próximo. A Bíblia fala também que ‘tudo o que não vem da fé é pecado’, então tudo o que fizermos que não for de fé é pecado; estaríamos todos condenados. Deus fez justamente gays, homossexuais, travestis, todo grupo LGBT para confundir os sábios. São pessoas que só querem amar, e Deus é amor”.

    Andressa Urach relembra fase religiosa extrema e relata agressão ao filho

  • F-35 só empata jogo da Arábia Saudita com Israel no papel

    F-35 só empata jogo da Arábia Saudita com Israel no papel

    Aeronave só era operada pelo Estado judeu no Oriente Médio, mas experiência de combate é inigualável entre os rivais; Trump tenta afastar Riad da diversificação e da China, mas venda pode ser vetada como ocorreu com os Emirados

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Além de isentá-lo publicamente pela morte de um jornalista e outras violações de direitos humanos, Donald Trump entregou ao príncipe Mohammed bin Salman o instrumento que a Arábia Saudita tanto desejava para buscar uma equiparação com Israel, a mais temida potência militar do Oriente Médio.

    Os caças F-35A prometidos ao reino pelos Estados Unidos só eram operados na região pelo Estado judeu, e no papel haverá um maior equilíbrio entre as forças aéreas de suas duas maiores máquinas mlitares.

    É preciso enfatizar o “no papel”. Israel tem uma capacidade de combate provada por uma existência toda forjada em guerras, que chegou a um patamar novo com os conflitos decorrentes do ataque do Hamas no 7 de outubro de 2023.

    Desde então, sua Aeronáutica provou-se letal com adversários menos capazes de se defender, como os terroristas da Faixa de Gaza, mas também contra o Irã, que viu seus recursos antiaéreos dizimados pelos israelense em junho passado.

    Já os sauditas, de longe donos do maior gasto militar regional, penaram durante sua intervenção direta na guerra civil do Iêmen, que durou de 2015 a 2022. Como nota análise anual do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos, de Londres, foram expostas fraquezas no poder aéreo e no bombardeio de precisão de Riad.

    Ainda assim, os F-35 são uma aquisição disputada na região. Em 2019, Trump aprovou a venda de 50 F-35A por US$ 10,4 bilhões para os Emirados Árabes Unidos, que haviam concordado em ser os principais artífices dos Acordos de Abrãao -a normalização das relações com Israel de Estados árabes, visando isolar o Irã xiita.

    Em 2021, contudo, o novo governo de Joe Biden congelou a venda, alegando que os emiratis estavam muito próximos da China, que também buscou elevar a relação com Riad quando patrocinou a retomada dos laços diplomáticos entre sauditas e iranianos no ano passado.

    O caso dos Emirados é um conto cautelar, claro, mas o momento político é outro. Trump parece decidido a retomar o projeto Abraão, agora que algum tipo de encaminhamento para a faixa de Gaza está em curso.

    Ele até obrigou Binyamin Netanyahu a se desculpar na sua frente com o emir do Qatar pelo ataque contra membros do Hamas no reino do Golfo. O foco é fazer Bin Salman selar a paz com Israel, algo que parece muito difícil ainda com o belicoso premiê no poder.

    A desconfiança é tanta que os sauditas fecharam em setembro um pacto com o Paquistão que, na prática, os transformaram em uma potência nuclear ao prever assistência com armas do tipo do país islâmico em caso de conflito.

    Isso tudo explica o empurrão militar, além da necessidade de tirar Riad da rota de diversificação. Dada a resistência americana a fornecer as tecnologias furtivas ao radar do F-35, os sauditas equiparam sua frota com Eurofighter Typhoon europeus. Há hoje 71 desses modelos avançados ao lado de 217 F-15 americanos mais antigos, além de 65 aviões de ataque europeus Tornado.

    Os sauditas, como os emiratis agora, namoraram até a ideia de adquirir armas russas, algo mais complexo dado o comprometimento da indústria do país de Vladimir Putin com a guerra na Ucrânia.

    O sobrevoo da Casa Branca quando o príncipe chegou foi, com efeito, feito por F-35 e também F-15, sugerindo o interesse americano na grande compra de caças para substituir os modelos mais antigos do poderoso caça. Hoje, estão de olho nesse mercado o próprio Eurofighter e o francês Rafale.

    Os bolsos de Bin Salman são fundos. Em 2024, segundo o instituto de Londres, o país gastou 6,5% de seu Produto Interno Bruto com defesa, tendo o sétimo maior orçamento do mundo. Isso equivale a 34,3% do volume despendido no setor no Oriente Médio.

    Israel também gasta bastante: no ano passado, elevou em 79% as despesas e empenhou 6,4% do PIB com suas guerras. Tem hoje o 13º maior orçamento militar do planeta. O Estado judeu voa 39 dos 50 F-35 que encomendou, e foi o primeiro operador do modelo a usá-lo em combate. Sua frota de ataque, com 310 aeronaves, tem também F-15 e F-16 americanos.

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  • Governo de SP contrata equipe só de PcDs para digitalizar 1,6 milhão de documentos

    Governo de SP contrata equipe só de PcDs para digitalizar 1,6 milhão de documentos

    São 45 pessoas no total, sendo que 43 são surdas e se comunicam em Libras; para a maioria, é a 1ª vez em trabalho com colegas com a mesma deficiência e intérprete presencial

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Daniela Belchior Costa, 40, começou a trabalhar em uma nova equipe na qual quase todos têm a mesma deficiência que a dela, a surdez.

    Ela digitaliza documentos do governo do estado de São Paulo: recebe caixas de arquivos em papel, as organiza de acordo com a data e, em seguida, transcreve as informações em planilhas. O material então segue para ser escaneado.

    O nome do cargo dela é preparadora, e essa é a primeira vez que ela vai trabalhar nessa função. Antes disso, ela já foi empregada em uma empresa de telefonia, em uma fábrica de cosméticos e em uma loja.

    A SGGD (Secretaria de Gestão e Governo Digital) do estado de São Paulo contratou uma equipe de 45 PCDs (pessoas com deficiência), sendo que 43 são surdas, para trabalhar na digitalização de documentos da própria secretaria e do arquivo histórico.

    Os novos funcionários, todos eles contratados como celetistas, começaram a trabalhar no dia 10 de novembro. Todos eles se comunicam em Libras, a língua brasileira de sinais. Apenas alguns deles leem lábios.

    Eles vão catalogar e digitalizar mais de 1,6 milhão de papéis do governo, como documentos da Secretaria da Fazenda e perícias médicas dos complexos do Juqueri e do Glicério, além de material da própria SGGD, principalmente prontuários de servidores.

    Grande parte desses documentos são os prontuários dos servidores -são informações como os documentos que comprovam a escolaridade, a contagem do tempo e as análises sobre a insalubridade do trabalho, entre outros.

    A maioria desses novos funcionários vai trabalhar no prédio do Arquivo Público do Estado (a equipe de surdos também vai digitalizar material histórico, como mapas, documentos sobre obras de infraestrutura e também material sobre antigos hospitais psiquiátricos).

    Sarita do Nascimento Alarcon Villalba, que está no serviço público há 40 anos, nunca havia trabalhado com surdos. Ela conta que, por isso, começou a estudar Libras pela internet para aprender a expressar algumas mensagens simples.

    Haverá, no entanto, duas supervisoras bilíngues para facilitar a comunicação entre os funcionários surdos e os demais.

    Tábata Coelho Takamoto, uma das supervisoras, afirma que o trabalho vai consistir em organizar o material (pegar a ficha de cada caixa, transcrever no sistema digital o que se trata) e então digitalizar o próprio documento (preparar fisicamente, limpar e escanear).

    Se for um material do arquivo, eles precisarão identificar quando é necessária a restauração.

    A digitalização de documentos administrativos vai otimizar a gestão, afirma Thiago Lima Nicodemo, diretor do Arquivo Público do Estado. Já a parte dos acervos históricos vai ajudar a melhorar a preservação e o atendimento, segundo ele.

    Nicodemo afirma que faz sentido trazer pessoas surdas para trabalhar no arquivo, que é um centro onde se lida essencialmente com elementos visuais.

    Alexandre Rigo, preparador que começou a trabalhar no setor do arquivo histórico, corrobora. Ele afirma que presta mais atenção a detalhes visuais do que os ouvintes. Surdo desde nascença, ele afirma em Libras que já se deu conta disso desde que era criança.

    No trabalho novo, atenção aos detalhes será importante, pois é comum que as informações nas embalagens do material histórico não sejam precisas ou mesmo venha trocada.

    Tanto ele como Daniela já trabalharam por anos em outros cargos, mas essa é a primeira vez que os dois terão intérpretes à disposição. Nos outros empregos, só havia tradutores de Libras em eventos ou reuniões especiais.

    Governo de SP contrata equipe só de PcDs para digitalizar 1,6 milhão de documentos

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  • Por unanimidade, STF condena mais nove réus pela trama golpista

    Por unanimidade, STF condena mais nove réus pela trama golpista

    A turma formou placar de 4 votos a 0 para condenar oito militares do Exército, conhecidos como kids pretos e integraram o grupamento de forças especiais do Exército, e um policial federal

    Por unanimidade, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou nesta terça-feira (18) nove réus do Núcleo 3 da trama golpista ocorrida durante o governo Jair Bolsonaro. O colegiado também decidiu absolver o general de Exército Estevam Theophilo por falta de provas.

    A turma formou placar de 4 votos a 0 para condenar oito militares do Exército e um policial federal. Os militares são conhecidos como kids pretos e integraram o grupamento de forças especiais do Exército. 

    Eles foram acusados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de planejar ações táticas para efetivar o plano golpista e tentar sequestrar e matar o ministro Alexandre de Moraes, o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.Os acusados foram condenados pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

    Os réus Márcio Nunes de Resende Júnior e Ronald Ferreira de Araújo Júnior tiveram as condutas desclassificadas para os crimes de incitação ao crime e associação criminosa. Com a alteração, eles terão as penas abrandadas.

    A sessão continua para a leitura das penas dos condenados, a chamada dosimetria.Acompanhe a cobertura completa da EBC na COP30 

    Votos
    Pela manhã, o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, proferiu o voto que baseou as condenações dos réus.

    Na parte da tarde, o ministro Cristiano Zanin acompanhou o relator e afirmou que os acusados mobilizaram militares da alta patente para cometer crimes contra a democracia e criar um ambiente político propício à tentativa de golpe.

    “Parte dos réus efetivou poder de liderança, com foco em ações de campo, destinadas a monitorar e neutralizar autoridades públicas, enquanto outra parte executou ações táticas para convencer e insuflar o alto comando do Exército a consignar um golpe de Estado”, afirmou.

    A ministra Cármen Lúcia acrescentou que a tentativa de Golpe se caracterizou pela tentativa de instigar as Forças Armadas a aderirem ao golpe. A ministra citou mensagens de WhatsApp apreendidas durante as investigações.

    “A influência vem de quem tem influência, e não de que tem cargo. Se trata de cogitar que pessoas atuaram contra essas instituições [Forças Armadas]”, disse.

    Último a votar, Flávio Dino destacou que o STF realiza o primeiro julgamento envolvendo uma tentativa de golpe de Estado no país.

    “Em um novembro como este, em 1823, houve o primeiro golpe de Estado no Brasil, com o fechamento da Constituinte daquele ano. Depois houve uma longa sequência, e temos uma singularidade nesse caso. É o primeiro julgamento judicial que se processa no Brasil em relação a golpes e contragolpes”, afirmou.

    Dino também afirmou que não pode ser razoável entender que as mensagens em que os militares combinaram monitorar e sequestrar o ministro Alexandre de Moraes sejam apenas de descontentamento.

    “O Brasil chegou à beira do precipício de atos muito violentos. Atos que levariam ao inédito assassinato de um ministro do STF, ao assassinato de um presidente da República, do vice-presidente. Isso não são fatos corriqueiros que possam ser vistos como meras conversas de confraternização ou meros planejamentos aleatórios”, completou.

    Com a mudança de Luiz Fux para a Segunda Turma, somente os quatro ministros participaram do julgamento.

    Por unanimidade, STF condena mais nove réus pela trama golpista

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  • Elon Musk ataca Billie Eilish após cantora fazer críticas sobre o uso da sua fortuna

    Elon Musk ataca Billie Eilish após cantora fazer críticas sobre o uso da sua fortuna

    Billie compartilhou uma sequência de slides do grupo ativista My Voice, My Choice, onde aparecia uma tela preta chamando o empresário de “covarde, frouxo, patético, escroto”

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Elon Musk reagiu a comentários de Billie Eilish nas redes sociais após ser cobrado sobre o uso de sua fortuna. Na segunda-feira (17), o dono do X escreveu questionando a inteligência da cantora, que havia usado o Instagram para pressionar o agora trilionário tomar iniciativas humanitárias.

    Nos Stories, Billie compartilhou uma sequência de slides do grupo ativista My Voice, My Choice, que elencava iniciativas que Musk poderia financiar sem deixar o topo da lista de bilionários.

    Ao final, publicou uma tela preta chamando o empresário de “covarde, frouxo, patético, escroto”.

    Musk reagiu em um post de um fã clube da cantora que reproduziu a postagem dela. Em um comentário curto, ele escreveu:”Ela não é exatamente a pessoa mais inteligente do mundo”.

    A posição da artista não é isolada nem recente. No fim de outubro de 2025, ao receber o prêmio de Inovadora Musical do Ano do Wall Street Journal Magazine, Billie discursou contra a desigualdade de riquezas diante de Mark Zuckerberg.

    “Estamos vivendo um momento muito ruim e muito sombrio. As pessoas precisam ter empatia e ajudar, agora mais do que nunca, especialmente nos Estados Unidos. Eu diria que, se você tem dinheiro, seria ótimo usá-lo para coisas boas e talvez dá-lo a pessoas que precisam”, afirmou na ocasião.

    Na mesma leva, ela anunciou a doação de US$ 11,5 milhões (cerca de R$ 60,9 milhões), valor arrecadado com a turnê “Hit Me Hard and Soft”, para projetos voltados ao combate à fome, à crise climática e à poluição por carbono.

    Elon Musk ataca Billie Eilish após cantora fazer críticas sobre o uso da sua fortuna