Autor: REDAÇÃO

  • Rússia faz mega-ataque contra Kiev, e Ucrânia atinge porto russo

    Rússia faz mega-ataque contra Kiev, e Ucrânia atinge porto russo

    Ataques se intensificam enquanto Moscou avança no leste do vizinho; ao menos 6 morreram na capital ucraniana; violência escala enquanto governo de Donald Trump espera que sanções contra petroleiras russas façam efeito

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A guerra aérea entre Rússia e Ucrânia voltou a ter uma noite violenta nesta sexta-feira (14), enquanto as forças de Vladimir Putin seguem avançando sobre as defesas de Volodimir Zelenski no país invadido por Moscou em 2022.

    Ao menos seis pessoas morreram na capital ucraniana, Kiev, durante um mega-ataque que durou quase três horas durante a madrugada. Segundo Zelenski, foram lançados 430 drones e 19 mísseis, a maior parte contra a cidade.

    Todos os distritos de Kiev foram atingidos, e incêndios eram combatidos já com o sol a pino. A Força Aérea local disse ter abatido 405 drones e 14 mísseis, incluindo 2 hipersônicos do tipo Kinjal. A Rússia empregou também um modelo hipersônico Tsirkon, raramente usado, que não foi interceptado, segundo os ucranianos.

    Outras áreas do país também foram atingidas, mas o foco foi Kiev. Segundo o Ministério da Defesa russo, o ataque foi uma retaliação por ações contra refinarias e infraestrutura energética executadas pela Ucrânia nos últimos dias.

    O foco do conflito vinha sendo mais em solo, com o avanço russo sobre áreas no leste e no sul do vizinho. A pressão sobre o centro logístico de Pokrovsk continua, com tropas de Putin em boa parte da cidade -cuja eventual queda pode dificultar a defesa dos 20% remanescentes da província de Donetsk em mãos de Zelenski.

    Nesta sexta, o ministério anunciou a tomada de mais dois vilarejos na região. A pressão também continua em Zaporíjia, ao sul, onde a resistência ucraniana tem sido vencida pela pressão russa e pela transferência de reforços de lá para Pokrovsk.

    O governo de Kiev, por sua vez, acentuou o combate assimétrico, lançando segundo Zelenski novos mísseis de cruzeiro de fabricação local, o Netuno Longo, contra alvos na Rússia.

    Mas foi um ataque atribuído a drones que causou o maior estrago da noite na terra de Putin, com múltiplas explosões no porto de Novorossisk, no sul russo.

    O terminal já sofre com a queda no volume embarcado de petróleo e grãos, e a mídia local afirma que todo o trabalho foi paralisado para reparos nesta sexta.
    A escalada sem freios no conflito ocorre no momento em que o governo de Donald Trump deixou de insistir na negociação direta com Putin e passou a esperar os efeitos de novas sanções aplicadas às duas maiores petroleiras russas, a Rosneft e a Lukoil.

    A última vive uma situação complexa, pois tem US$ 22 bilhões de ativos no exterior, de postos de gasolina na Finlândia e refinaria na Bulgária a campos de petróleo e gás em diversos países. Compradores correm para fazer ofertas, mas o eventual ganho da Lukoil pode ser congelado pelas sanções.

    No Egito, Cazaquistão e Moldova, os governos locais ensaiam a nacionalização dos ativos russos. Apesar disso, nada sugere ainda que Putin irá reduzir a intensidade de sua campanha contra a Ucrânia.

    Zelenski também vive um momento político complexo, tentando abafar o escândalo de desvio do equivalente a R$ 527 milhões do setor de energia do país, justamente um dos mais afetados pelos ataques russos.

    O presidente afastou o atual ministro da Justiça, German Galuschenko, que era o titular da pasta da Energia. A crise gerou admoestação de apoiadores europeus de Kiev, como a Alemanha, cujo premiê Friedrich Merz ligou para Zelenski pedindo rigor nas apurações.

    A União Europeia chamou o episódio de lamentável, e a França anunciou uma visita de Zelenski a Paris na segunda (17) para tentar sinalizar apoio continuado aos ucranianos.

    Rússia faz mega-ataque contra Kiev, e Ucrânia atinge porto russo

  • Ônibus avança contra ponto de ônibus e deixa mortos e feridos na capital da Suécia

    Ônibus avança contra ponto de ônibus e deixa mortos e feridos na capital da Suécia

    O motorista do ônibus foi detido e está sendo investigado pelo crime de homicídio culposo, em que não há intenção de matar

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Autoridades da Suécia informaram que várias pessoas morreram e outras ficaram feridas nesta sexta-feira (14) após um ônibus avançar contra um ponto de ônibus no centro de Estocolmo. Os investigadores ainda não sabem o que provocou a colisão e afirmam que é cedo para apontar qualquer causa.

    Um porta-voz do serviço de resgate da capital afirmou à agência de notícias Reuters que seis pessoas foram atingidas, sem especificar o número de mortos ou feridos. Equipes médicas e policiais foram mobilizadas para a região, que permanece isolada enquanto peritos analisam o local.

    O motorista do ônibus foi detido e está sendo investigado pelo crime de homicídio culposo, em que não há intenção de matar. Segundo a polícia, trata-se de um procedimento padrão em ocorrências desse tipo. O veículo não tinha passageiros no momento da colisão.

    Motoristas são orientados a evitar a área. As autoridades não divulgaram detalhes sobre o estado de saúde dos feridos nem a identidade das vítimas. Disseram ainda que novas informações serão fornecidas conforme a investigação avançar.

    O primeiro-ministro Ulf Kristersson manifestou solidariedade às vítimas em publicação nas redes sociais. “Neste momento, meus pensamentos estão principalmente com aqueles que foram afetados e em suas famílias”, escreveu.

    Ônibus avança contra ponto de ônibus e deixa mortos e feridos na capital da Suécia

  • Bolsa sobe 0,37% e quase volta a bater recorde

    Bolsa sobe 0,37% e quase volta a bater recorde

    O dólar comercial fechou a semana vendido a R$ 5,297, com recuo de apenas 0,02%

    Na contramão das incertezas no exterior, o mercado financeiro brasileiro teve um dia de tranquilidade. Após duas quedas, a bolsa de valores voltou a subir e quase bateu recorde. O dólar fechou estável, mas registrou queda na semana.

    O índice Ibovespa, da B3, encerrou esta sexta-feira (14) aos 157.739 pontos, com alta de 0,37%. Por volta das 14h45, na máxima do dia, o indicador chegou aos 158,3 mil pontos, mas desacelerou nas horas finais de negociação, influenciado pelas incertezas nos Estados Unidos.

    A bolsa brasileira está no segundo maior nível da história, só perdendo para  terça-feira (12) pela diferença de apenas 10 pontos. Com alta de 2,39% na semana, o Ibovespa acumula alta de 5,49% em novembro.O dólar comercial fechou a semana vendido a R$ 5,297, com recuo de apenas 0,02%. Apesar do fechamento estável, a cotação teve um dia de oscilações. Nos primeiros minutos de negociação, chegou a R$ 5,31, caiu para R$ 5,27 por volta das 13h e diminuiu a queda durante a tarde, com a pressão do mercado internacional.

    A moeda estadunidense caiu 0,7% na semana. A divisa acumula queda de 1,54% em novembro e de 14,26% em 2025.

    O mercado financeiro brasileiro começou o dia influenciado pelas incertezas em torno do shutdown (paralisação do governo) nos Estados Unidos. As ações das empresas de tecnologia pararam de cair, mas a possibilidade de que os dados de inflação e de emprego na maior economia do planeta jamais sejam divulgados tumultuou as bolsas estadunidenses.

    O Brasil foi parcialmente beneficiado em meio a informações de que o governo Donald Trump suspenderia parte das tarifas comerciais sobre café, carne, frutas e outros produtos agrícolas. A expectativa de que as exportações de alimentos subam ajudou a segurar as pressões pela alta do dólar e de queda na bolsa.

    Bolsa sobe 0,37% e quase volta a bater recorde

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  • Viúva de Fred Astaire tenta barrar cinebiografia do artista, com Tom Holland no papel principal

    Viúva de Fred Astaire tenta barrar cinebiografia do artista, com Tom Holland no papel principal

    A viúva, Robyn Astaire, que não teve filhos com Fred, afirma que nenhum filme jamais foi aprovado ou endossado pela família

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A cinebiografia de Fred Astaire (1899-1987), com Tom Holland no papel principal, está sendo barrada pela família do dançarino.

    Segundo o TMZ, a viúva do artista, Robyn Astaire, 81, mandou uma notificação extrajudicial à Sony Pictures dizendo que a família não autoriza o filme.

    No documento, Robyn diz que o ator e dançarino deixou explícito em seu testamento que não queria que sua história de vida fosse retratada na tela e que a família “absolutamente respeita e apoia esse desejo.”

    A viúva, que não teve filhos com Fred Astaire, afirma que nenhum filme jamais foi aprovado ou endossado pela família. Ela diz ainda que, caso a Sony decida prosseguir com as filmagens, precisará deixar claro que a produção não representa o desejo dos familiares.

    Robyn ameaçou tomar providências judiciais caso a produtora afirme que ela autorizou a obra. O filme está em desenvolvimento desde 2021 e Tom Holland já confirmou que viverá Fred.

    A Sony foi procurada pelo TMZ via assessoria de imprensa, mas não se manifestou até o momento.

    Fred Astaire foi um dançarino, cantor e ator americano de ascendência alemã. Estrelou vários filmes de Hollywood e protagonizou musicais da Broadway. Com a primeira mulher, Phyllis Potter, teve dois filhos, Fred Jr. e Ava Astaire. Em 1980, aos 81 anos, casou-se pela segunda vez com Robyn, 45 anos mais jovem.

    Viúva de Fred Astaire tenta barrar cinebiografia do artista, com Tom Holland no papel principal

  • Desemprego nos estados varia de 2,3% a 10%

    Desemprego nos estados varia de 2,3% a 10%

    SC e MT têm menores taxas, enquanto PE segue com maior índice no 3º trimestre; IBGE diz que 11 UFs registram desocupação na mínima da série histórica

    RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – A taxa de desemprego caiu em dois estados (Rio de Janeiro e Tocantins) no terceiro trimestre de 2025, em relação aos três meses imediatamente anteriores, apontam dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgados nesta sexta-feira (14).

    A desocupação ficou relativamente estável, ou seja, sem variações consideradas significativas, nas outras 25 unidades da Federação.

    Conforme o IBGE, Santa Catarina e Mato Grosso tiveram os menores índices, ambos com 2,3%. Os dois estados costumam ficar entre os locais com desemprego mais baixo.

    Pernambuco, por outro lado, seguiu com a maior taxa no terceiro trimestre: 10%. É a única unidade da Federação com índice de dois dígitos. Amapá (8,7%) e Bahia (8,5%) vêm na sequência.
    Taxa de desemprego nas UFs

    Em %, no 3º tri.25

    Santa Catarina – 2,3
    Mato Grosso – 2,3
    Rondônia – 2,6
    Espírito Santo – 2,6
    Mato Grosso do Sul – 2,9
    Paraná – 3,5
    Tocantins – 3,8
    Minas Gerais – 4,1
    Rio Grande do Sul – 4,1
    Goiás – 4,5
    Roraima – 4,7
    São Paulo – 5,2
    Brasil – 5,6
    Maranhão – 6,1
    Ceará – 6,4
    Pará – 6,5
    Paraíba – 7,0
    Acre – 7,4
    Piauí – 7,5
    Rio Grande do Norte – 7,5
    Rio de Janeiro – 7,5
    Amazonas – 7,6
    Alagoas – 7,7
    Sergipe – 7,7
    Distrito Federal – 8,0
    Bahia – 8,5
    Amapá – 8,7
    Pernambuco – 10,0
    Fonte: IBGE

    No Brasil, o desemprego marcou 5,6% em igual período. É o menor patamar da série histórica iniciada em 2012 -também encontrado nos trimestres móveis até julho e agosto de 2025.

    O resultado do país já havia sido publicado pelo IBGE em 31 de outubro. Nesta sexta, o órgão detalhou os números dos estados e outros recortes da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua).

    A Pnad investiga as condições do mercado de trabalho formal e informal. Ou seja, leva em consideração a abertura e o fechamento de vagas com ou sem carteira assinada ou CNPJ.

    William Kratochwill, analista da pesquisa do IBGE, disse que os resultados das unidades da Federação refletem a estrutura econômica de cada região.

    Ele destacou a forte presença da indústria em Santa Catarina, que tem uma das menores taxas de desemprego do país, além da atuação de setores como agropecuária e turismo.

    “É uma economia diversificada. Favorece uma situação de menor taxa de desocupação e mais empregabilidade.”

    Por outro lado, o pesquisador lembrou que regiões como o Nordeste são afetadas por gargalos históricos, como menor diversificação de atividades econômicas e dificuldades na área de educação.

    DESEMPREGO TEM MÍNIMA EM 11 UFS

    O IBGE disse que, no terceiro trimestre, 11 unidades da Federação registraram as suas menores taxas de desemprego da série histórica.

    Foram os casos de Mato Grosso (2,3%), Espírito Santo (2,6%), Mato Grosso do Sul (2,9%), Tocantins (3,8%), Rio Grande do Sul (4,1%), Ceará (6,4%), Paraíba (7%), Rio Grande do Norte (7,5%), Sergipe (7,7%), Distrito Federal (8%) e Bahia (8,5%).

    INFORMALIDADE VARIA DE 24,9% A 57%

    Outro indicador avaliado -e que mostra diferenças regionais- é a taxa de informalidade. Trata-se do percentual da população ocupada que trabalhava sem carteira assinada ou CNPJ no setor privado.

    As maiores taxas de informalidade, acima de 50%, foram registradas no Maranhão (57%), no Pará (56,5%) e no Piauí (52,7%).

    Santa Catarina (24,9%), Distrito Federal (26,9%) e São Paulo (29,3%) mostraram os menores percentuais de informais. No Brasil, o indicador ficou em 37,8% no terceiro trimestre.

    1 EM CADA 5 PROCURA EMPREGO HÁ DOIS ANOS OU MAIS

    O país tinha 6 milhões de desempregados no trimestre encerrado em setembro. É o menor número da série histórica do IBGE.

    A população desocupada é formada por pessoas de 14 anos ou mais que não estão trabalhando e que seguem em busca de oportunidades.

    Mais da metade desse contingente (3,1 milhões ou 50,8%) procurava emprego no período de um mês a menos de um ano.

    A segunda parcela mais expressiva era aquela de longa duração. Ou seja, que buscava trabalho havia dois anos ou mais. O grupo respondeu por 19,5% do total de desempregados no terceiro trimestre, o equivalente a 1,2 milhão. Em outras palavras, 1 em cada 5 desocupados estava nessa situação.

    Desocupados havia menos de um mês (18,6% ou 1,1 milhão) e de um ano a menos de dois anos (11% ou 666 mil) completam a lista.

    O mercado de trabalho mostrou recuperação no Brasil nos últimos anos, em um cenário de estímulos do governo federal à economia, além de mudanças demográficas e impactos da tecnologia.

    Agora, economistas enxergam sinais de acomodação gradual na geração de emprego e renda. As projeções, contudo, ainda indicam desemprego em patamares baixos para o padrão histórico nos próximos trimestres.

    Desemprego nos estados varia de 2,3% a 10%

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  • Racha fragiliza aliança entre grupo de Hugo Motta e ala do centrão na Paraíba

    Racha fragiliza aliança entre grupo de Hugo Motta e ala do centrão na Paraíba

    Pai do presidente da Câmara é pré-candidato ao Senado contra aliados de Lula e Bolsonaro; prefeito de João Pessoa quer enfrentar vice-governador na eleição para governo do estado

    RECIFE, PE (CBS NEWS) – O arco de alianças do grupo político do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), sofreu uma cisão após o anúncio do prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, de que se filiará ao MDB.

    Com a mudança, ele deverá se lançar candidato ao Governo da Paraíba em 2026 contra o atual vice-governador, Lucas Ribeiro (PP), sobrinho do deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), uma das principais lideranças do centrão no Congresso.

    O movimento do gestor da capital paraibana derrubou a unidade pregada por Motta e outros integrantes da base aliada do governador João Azevêdo (PSB), que deverá deixar o cargo em abril para ser candidato ao Senado.

    A chapa acordada na base governista prevê também o prefeito de Patos, Nabor Wanderley (Republicanos), pai de Hugo Motta, como candidato a senador junto com João Azevêdo.

    Até meados do ano passado, a articulação do grupo era para que Motta fosse o candidato ao Senado, mas, como ele assumiu a presidência da Câmara, prefere agora disputar a reeleição e buscar a recondução ao comando da Casa.

    Aliados de Motta reconhecem nos bastidores que o pai dele deverá enfrentar uma disputa acirrada.

    O governador João Azevêdo é tido como favorito para se eleger a uma vaga, restando apenas a outra em disputa. Os principais concorrentes de Nabor Wanderley são o atual senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB) e o ex-ministro da Saúde Marcelo Queiroga (PL), derrotado no segundo turno para a Prefeitura de João Pessoa em 2024.

    Veneziano é aliado do presidente Lula (PT), que costuma ter votações expressivas na Paraíba. Em 2022, o petista foi eleito com 66,62% dos votos no estado, enquanto Jair Bolsonaro (PL) teve 33,38%. O parlamentar, porém, terá que quebrar um tabu de quase 30 anos, já que, desde 1998, um senador não se reelege no estado.

    Ex-prefeito de Campina Grande, Veneziano estava com dificuldades para montar um palanque próprio, já que é oposição ao atual governador e também não é próximo do bolsonarismo. A salvação foi a ida do prefeito de João Pessoa para o MDB, em evento que acontece na próxima segunda-feira (17). A tendência é que Lula apoie Veneziano e João Azevêdo, mesmo os dois sendo adversários locais.

    Cícero será o candidato a governador na chapa do MDB. Ele foi reeleito prefeito de João Pessoa em 2024 e decidiu, neste ano, fazer o movimento em prol da postulação ao governo ao deixar o PP, que manteve Lucas Ribeiro como pré-candidato.

    A articulação de Cícero irritou Aguinaldo Ribeiro, que disse a aliados ter sido traído. O deputado lembrou, segundo pessoas próximas, que o prefeito estava afastado da política em 2020, quando o PP o lançou como candidato.

    Novo aliado de Cícero, Veneziano tem articulado ações dos prefeitos paraibanos junto ao governo federal, enquanto Nabor aposta na força política do filho para conseguir êxito.

    Queiroga, por sua vez, aposta no voto ideológico do bolsonarismo. Bolsonaro tem a eleição do Senado como uma das prioridades do seu grupo político no próximo ano para fazer frente ao Supremo Tribunal Federal.

    Queiroga diz acreditar que é possível vencer e alfineta Veneziano e Nabor. “Eles comandam um trem da alegria de emendas, que são instrumento de troca de posicionamento político. São os candidatos da verba. E eu sou do verbo. Eles vão se destruir entre eles”, diz.

    O candidato a governador apoiado pelo PL deverá ser o senador Efraim Filho (União Brasil), que entregou os cargos que tinha indicado no governo Lula. A aproximação do parlamentar com o bolsonarismo teve o aval da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro durante visita a João Pessoa.

    A aposta da direita é que a divisão do campo governista poderá ajudar Efraim a ir ao segundo turno da eleição. Há possibilidade de ele migrar para o PL, se a federação entre União e PP for concretizada e o comando na Paraíba ficar com o grupo de Aguinaldo e Lucas Ribeiro.

    Outro partido cobiçado pelas oposições é o PSD, comandado no estado pelo ex-deputado federal Pedro Cunha Lima, derrotado em 2022 no segundo turno por João Azevêdo em disputa acirrada.

    Aliados de Cícero dizem que há possibilidade de Pedro ser o candidato a vice na chapa. Também há intenção de Efraim de fazer composição com Pedro. O ex-deputado pretende tomar a decisão de forma conjunta com o primo e prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima (União Brasil), até janeiro.

    “Não abro mão de fazer um necessário debate e com foco imenso na educação. Mais do que qualquer composição, o mais importante é uma agenda para colocar em primeiro plano”, diz Pedro, que apoiará Veneziano para uma das vagas ao Senado.

    Com Pedro em sua chapa, Cícero teria apoio das máquinas públicas das duas maiores cidades paraibanas: Campina Grande e João Pessoa -já que o atual vice-prefeito da capital, Léo Bezerra (PSB), que herdará o cargo de Cícero, o apoia para o governo.

    Lucas Ribeiro, por sua vez, tem como principal capital político a estrutura do governo estadual, já que estará como governador durante a campanha eleitoral. Juntos, o PP de Lucas, o PSB de João Azevêdo e o Republicanos de Hugo Motta elegeram 139 dos 223 prefeitos da Paraíba nas eleições de 2024.

    Tanto Cícero Lucena como Lucas Ribeiro disputam o apoio do PT no próximo ano. Há possibilidade de o partido de Lula ocupar a vaga de vice em uma das chapas. Apesar de ter apenas um prefeito no estado, a legenda é cobiçada por ser do presidente e ter um dos maiores tempos de propaganda no rádio e na televisão.

    O principal foco dos petistas é eleger dois deputados federais para ajudar a ampliar a base aliada de Lula num eventual quarto mandato -um dos candidatos será o ex-governador Ricardo Coutinho. Atualmente, há apenas um deputado federal do PT no estado.

    Racha fragiliza aliança entre grupo de Hugo Motta e ala do centrão na Paraíba

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  • EUA x Venezuela: como é o 'grupo de ataque' do maior porta-aviões do mundo

    EUA x Venezuela: como é o 'grupo de ataque' do maior porta-aviões do mundo

    Maior navio de guerra do mundo está na região do Caribe, em ponto não divulgado, em missão declarada contra traficantes; O USS Gerald R. Ford leva mais de 4 mil militares e dezenas de aeronaves capazes de operar dia e noite

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Os EUA divulgaram ontem novas imagens do grupo de ataque do porta-aviões USS Gerald R. Ford após a chegada da embarcação à América Latina. As fotos revelam o arsenal mais avançado da Marinha americana em operação na região.

    O porta-aviões é o centro da força. O USS Gerald R. Ford, maior porta-aviões do mundo, leva mais de 4 mil militares e dezenas de aeronaves capazes de operar dia e noite. A embarcação concentra a capacidade de projeção de poder aéreo e naval dos EUA.

    A ala aérea embarcada amplia o alcance. A bordo estão os caças F/A-18E/F Super Hornet, aviões de alerta antecipado E-2D Hawkeye, helicópteros MH-60 e aeronaves de guerra eletrônica EA-18G Growler, que permitem vigilância, ataque, defesa e apoio logístico em múltiplos cenários.

    Os destróieres fazem a proteção do grupo. As escoltas incluem os destróieres USS Bainbridge, USS Mahan e USS Winston S. Churchill, todos da classe Arleigh Burke, equipados com o sistema Aegis, radares de longo alcance e lançadores verticais capazes de disparar mísseis de defesa aérea e de ataque.

    O arsenal cobre todas as frentes. Esses navios combinam capacidades antiaérea, antissubmarino e antissuperfície, criando uma bolha de proteção que permite ao porta-aviões operar em segurança mesmo em áreas de maior tensão.

    A atuação conjunta com a Força Aérea deixa a presença dos EUA ainda mais intimidante. As imagens divulgadas mostram o grupo de ataque operando junto a um bombardeiro B-52, aeronave capaz de lançar mísseis de longo alcance e realizar patrulhas estratégicas em grande altitude.

    A mobilização tem peso geopolítico. A presença deste conjunto militar próximo à América Latina funciona como uma demonstração de força dos EUA em meio ao aumento de tensões com a Venezuela e sinaliza a atuação americana contra supostas redes criminosas e tráfico internacional.

    EUA x Venezuela: como é o 'grupo de ataque' do maior porta-aviões do mundo

  • Macron pede a Lula que compense perdas das empresas por cortes de energia renovável

    Macron pede a Lula que compense perdas das empresas por cortes de energia renovável

    Ressarcimento pode custar cerca de R$ 7 bi e seria pago por consumidores de energia, com impactos na conta de luz e inflação; procurados, governos não se manifestaram; Planalto disse a parlamentares que trecho será vetado

    BELÉM, PA (FOLHAPRESS) – O corte de energia no Brasil por causa do excesso de geração renovável, conhecido pelo termo em inglês “curtailment”, ganhou projeção internacional nos bastidores de eventos que ocorrem em paralelo à COP30 em Belém, no Pará.

    Segundo pessoas que acompanham a agenda da energia, durante sua passagem pela Cúpula dos Líderes, na semana passada, o presidente da França, Emmanuel Macron, pediu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que não vete uma emenda da MP (medida provisória) 1.304 que trata do ressarcimento às empresas que sofrem perdas financeiras com esses cortes.

    A preocupação de Macron é que as empresas francesas com investimento em energia renovável no Brasil possam sofrer perdas se não forem reembolsadas.

    Na tarde desta quinta-feira (13), o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, foi de Belém a Brasília para uma reunião com Lula que tinha entre os temas discutir vetos na MP. O presidente não quer elevar a conta de luz, e o Planalto já avisou a senadores que o trecho será vetado. No entanto, a pressão pelo ressarcimento é grande. Ele tem até 24 de novembro para decidir.

    O governo francês não se manifestou sobre o assunto, a assessoria da Presidência do Brasil disse que quem cuida da questão é o MME (Ministério de Minas e Energia), que, procurado, não comentou até a publicação deste texto

    Segundo a Folha de S.Paulo apurou, há alguns meses, um diplomata da França já havia reclamado do curtailment no MME. A queixa é que o acúmulo de perdas por causa dos cortes prejudica a estabilidade financeira dos negócios e a imagem da geração renovável brasileira no mundo e colocam em xeque investimentos futuros.

    Apesar de diferentes fontes de energia sofrerem com o curtailment, entre as empresas mais impactadas estão parques eólicos e solares, muitos deles com acionistas estrangeiros, que fizeram aportes vultosos para estarem aqui.

    Cinco pessoas com conhecimento das discussões disseram que vários países com investimentos em energia renovável no Brasil estão preocupados com o impacto financeiro dos cortes, mas a França é o país que tem sido mais vocal.

    O governo Macron está especialmente preocupado com os investimentos em energia renovável feitos por empresas francesas no Brasil. Entre elas está a TotalEnergies, que tem 34% da Casa dos Ventos, uma das principais desenvolvedoras de projetos eólicos no Brasil. O negócio faz parte do portfólio de descarbonização da companhia francesa.

    Procurada pela reportagem, a empresa respondeu que, “como companhia privada, não comenta temas políticos ou discussões entre países”. Fundada em 1924, a TotalEnergies é uma gigante do setor de energia que nasceu como empresa pública, mas foi privatizada na década de 1990. Hoje mantém uma relação complexa com o Estado francês, porque vem sofrendo pressão da opinião pública e de setores do governo para acelerar a transição energética. As perdas com o curtailment no Brasil dificultam essa meta.

    NEGOCIAÇÕES

    O relatório original sobre a MP, do senador Eduardo Braga (MDB-AM), limitava o ressarcimento a casos pontuais, que fossem associados a questões técnicas, como falta de linha de transmissão, um problema que afetou vários investidores.

    Uma emenda aglutinativa apresentada pelo deputado Danilo Forte (União-CE) ampliou o benefício para outros tipos de cortes. O Ceará concentra projetos eólicos, e o deputado é conhecido no Congresso por sua ativa atuação em defesa do estado, especialmente da Casa dos Ventos.

    A empresa atua em múltiplas frentes de energia renovável, incluindo o desenvolvimento de um grande data center em Pecém, que foi beneficiado recentemente por iniciativas do governo.

    A forma e o valor do ressarcimento têm gerado controvérsias também.

    A maioria dos participantes do setor diz que esse mecanismo será financiado pelos consumidores de energia via aumento na conta de luz. Ainda durante a tramitação da proposta, estimativas da Abrace, que representa grandes empresas de energia, estimou que as perdas com o curtailment, de 2023 até o final deste ano, possam somar cerca de R$ 7 bilhões, valor suficiente para acrescentar cerca de 3% de aumento na conta de luz, com efeitos sobre a inflação do Brasil.

    A Abeeólica, que representa o setor eólico, afirma que as empresas já abriram mão de parte das perdas e aceitariam receber R$ 3,8 bilhões. A associação afirma que os recursos sairiam de um mecanismo da CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) que faz compensações do mercado livre. A entidade diz que o setor de renováveis pode quebrar sem o ressarcimento.

    Técnico da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), no entanto, que foi consultado pela Folha, afirma que mencionado recurso pertence aos consumidores e só pode ser liberado com aprovação do Congresso.

    A MP 1304 fez uma reforma no setor de energia. O texto chegou a ficar parado no Congresso, mas depois foi aprovada em tempo recorde. Os grupos de interesse fizeram tanta pressão, inserindo diferentes dispositivos, que o ministro de Minas e Energia disse que era uma vitória do lobby.

    Enquanto se debate o veto, o setor não resolve a origem do problema:o excesso de oferta de energia para pouca demanda, sustentada pelo avanço da geração nos telhados, conhecida no setor como MMGD (micro e minegeração distribuída). Um incentivo, que tem um longo prazo para acabar, mantém a expansão dos projetos. Esperava-se que a mesma MP 1304 apresentasse alguma nova restrição a esse benefício, o que não ocorreu.

    O banco BTG publica relatórios sobre curtailment eólico e solar e divulgou um consolidado sobre o primeiro tremeste que ilustra o tamanho do problema. Até setembro, os cortes afetaram 20,4% geração eólica. Para os parques solares, o corte subiu para 34,1%, bem acima dos 23,8% do trimestre anterior e dos 16,5% registrados no terceiro trimestre e do ano passado.

    Macron pede a Lula que compense perdas das empresas por cortes de energia renovável

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  • Lorelay Fox se pronuncia após polêmica envolvendo Claudia Leitte

    Lorelay Fox se pronuncia após polêmica envolvendo Claudia Leitte

    Lorelay disse estar sendo xingada “horrores” por fãs de Claudia Leitte, que passaram a defendê-la nas mensagens privadas

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Lorelay Fox apareceu no Instagram para comentar o episódio envolvendo ela e o humorista Fernando Pedrosa que viralizou nas redes nos últimos dias. Nos stories, a drag queen contou que nem ela nem Fernando sabiam que Cissa Guimarães anunciaria Claudia Leitte como atração musical no fim da edição e quem vêm recebendo críticas dos fãs da cantora.

    “Foi nos últimos minutos do programa, eu e Fernando nos olhamos sem perceber, a gente se olhou só. A gente não combinou”, explicou. Segundo ela, assim que a gravação acabou, a própria equipe comentou a expressão dos dois: “Um programa cheio de LGBT, todo mundo entendeu.”

    A cena viralizou nas redes sociais. Lorelay disse estar sendo xingada “horrores” por fãs de Claudia Leitte, que passaram a defendê-la nas mensagens privadas. Apesar do tom agressivo, a youtuber tratou a situação com naturalidade e deixou claro que não está tentando impedir ninguém de gostar da artista.

    “Se você é uma gay que gosta da Claudia Leitte, ela não gosta de você. Mas você pode gostar dela. Assim como eu posso não gostar e você não gostar de mim. Tá tudo bem, gente. Foi só uma olhadinha ali e vida que segue, né?”, disse a drag queen.

    Fernando Pedrosa também se manifestou em seu perfil e reforçou que nada foi combinado. “Foi só mesmo uma reação natural das coisas, como o nosso corpo pede”, afirmou.

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  • STF tem maioria para tornar Eduardo Bolsonaro réu sob acusação de coação ao atuar nos EUA

    STF tem maioria para tornar Eduardo Bolsonaro réu sob acusação de coação ao atuar nos EUA

    Julgamento ocorre no plenário virtual do STF, entre ministros da Primeira Turma, até dia 25 de novembro

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – A Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) formou maioria nesta sexta-feira (14) para receber a denúncia contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) sob a acusação de coação.

    Os ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cristiano Zanin apresentaram seu votos no primeiro dia de julgamento no plenário virtual do colegiado. Cármen Lúcia tem até o dia 25 para apresentar sua posição.

    Nessa fase do processo, os ministros analisam se a denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República) traz indícios mínimos de autoria e materialidade que justificam a abertura de um processo penal contra Eduardo. Com a confirmação do resultado, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro se tornará réu e responderá ao Supremo pelos crimes de que foi acusado.

    Em seu voto, o relator Alexandre de Moraes disse que a PGR levantou diversos indícios de que Eduardo atuou nos Estados Unidos para pressionar o Judiciário a suspender o processo contra seu pai na trama golpista.

    O crime de coação, para ser configurado, exige que a ação tenha grave ameaça. Para o ministro, ela se materializou na “articulação e obtenção de sanções do governo dos Estados Unidos da América, com a aplicação de tarifas de exportação ao Brasil, suspensão de vistos de entradas de diversas autoridades brasileiras nos Estados Unidos da América e a aplicação dos efeitos da Lei Magnitsky a este ministro relator”.

    “Há relevantes indícios de que as condutas de Eduardo Nantes Bolsonaro tinham como objetivo a criação de um ambiente institucional e social de instabilidade, com aplicação de crescentes sanções a autoridades brasileiras e prejuízos econômicos ao Brasil, como modo de coagir os ministros do Supremo Tribunal Federal a decidir favoravelmente ao réu Jair Messias Bolsonaro, em total desrespeito ao devido processo legal”, completou.

    Eduardo Bolsonaro e o jornalista Paulo Figueiredo foram acusados pela PGR de articularem ações junto ao governo do Estados Unidos com o objetivo de intervir nos processos contra Jair Bolsonaro no Brasil.

    O procurador-geral Paulo Gonet viu na ação da dupla o crime de coação, que consiste em “usar de violência ou grave ameaça, com o fim de favorecer interesse próprio ou alheio, contra autoridade, parte, ou qualquer outra pessoa que funciona ou é chamada a intervir em processo judicial”.

    O processo contra os dois acabou desmembrado. Moraes determinou que Eduardo fosse intimado por edital, sob alegação de que ele dificultava o andamento do processo; já Figueiredo mora nos Estados Unidos há mais de dez anos e será notificado pessoalmente, por meio de cooperação jurídica internacional.

    A acusação da PGR diz que Eduardo e Figueiredo, desde o recebimento da denúncia contra Bolsonaro no Supremo, passaram a articular sucessivas e continuadas ações para intervir no processo penal.

    “O propósito foi o de livrar Jair Bolsonaro, e também o próprio Paulo Figueiredo, da condenação penal pelos crimes que ensejaram a abertura de procedimentos criminais”, afirmou o procurador-geral, Paulo Gonet na denúncia de coação. “As ameaças foram reiteradas várias vezes, em diferentes ocasiões”, acrescentou.

    O procurador afirma que Eduardo e Figueiredo tentaram explorar o relacionamento que mantêm com integrantes do governo americano e assessores e conselheiros do presidente Donald Trump e que se valeram dessa rede de contatos para constranger a atuação do Supremo.

    Eles induziram, diz a peça acusatória, “a adoção de medidas retaliatórias pelo governo norte-americano contra o Brasil e contra autoridades brasileiras, no intuito de compelir o Supremo Tribunal a encerrar os processos sem condenações, especialmente de Jair Bolsonaro”.

    Essa pressão tinha, também, o objetivo de que o Congresso Nacional aprovasse um projeto de anistia que abrangesse Bolsonaro, diz Gonet.

    “Os denunciados ameaçavam as autoridades judiciárias e de outros Poderes com a promessa de que conseguiriam de autoridades norte-americanas sanções dispostas para dificultar e arruinar suas vidas civis, mesmo no Brasil, se o processo criminal não tivesse o fim que desejavam ou se a anistia -extensiva necessária e prioritariamente a Jair Bolsonaro- não fosse pautada e conseguida no Congresso Nacional.”

    Um dos efeitos práticos da atuação de Eduardo e Figueiredo nos Estados Unidos foi a aplicação, pelo governo americano, de sanções financeiras contra o ministro Alexandre de Moraes e sua esposa.

    Em nota conjunto divulgada após a denúncia, a dupla disse que a acusação revelava a “perseguição política em curso”. Eles ainda dizem que a acusação é “fajuta” e chamam a equipe de Paulo Gonet na PGR de “lacaios de Moraes”.

    Já o defensor público Antonio Ezequiel Inácio Barbosa, responsável pelo caso, pede ao Supremo que a acusação por coação não seja levada à frente porque o tipo penal exige violência ou grave ameaça para ser configurado.

    “Declarações sobre fatos políticos, ainda que críticas, ácidas ou contundentes, não constituem violência nem grave ameaça. Especificamente, esta última pressupõe promessa de mal futuro que dependa da vontade e do poder de quem ameaça. Se o agente não tem poder de concretizar o mal anunciado, não há grave ameaça, mas mera opinião ou prognóstico sobre eventos futuros”, afirma.

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