Autor: REDAÇÃO

  • Como Ana Maria Braga conseguiu reduzir conta de luz e economizar mais de R$ 10 mil

    Como Ana Maria Braga conseguiu reduzir conta de luz e economizar mais de R$ 10 mil

    Ana Maria Braga revelou no Mais Você que reduziu em 75% o gasto com energia elétrica após instalar placas solares em sua fazenda, economizando R$ 10,6 mil em três meses. Especialistas explicam que o investimento, estimado entre R$ 11 mil e R$ 20 mil, pode ser recuperado em até três anos e meio

    A apresentadora Ana Maria Braga mostrou no programa Mais Você (TV Globo) desta quinta-feira, 13, o quanto economizou nos últimos três meses com a instalação de placas para energia solar na sua fazenda: um total de R$ 10.694,79 comparando os meses de agosto, setembro e outubro de 2025 com os mesmos meses de 2024, o que representa uma redução de 75% nos gastos.

    Em 2024, em nenhum dos três meses a apresentadora gastou menos de R$ 4 mil com a energia elétrica; em 2025, o maior gasto foi em setembro, com R$ 1.934,63. Ana mencionou sua experiência particular enquanto falava da energia solar em comunidades da Amazônia, onde ocorre a COP-30, evento anual global que debate como evitar os piores cenários das mudanças climáticas.

    “Fiquei surpresa com a economia. É um assunto pessoal meu, eu sei, mas eu acho que vale contar, porque você não faz ideia do que é reduzir a despesa”, disse a apresentadora durante o programa matutino.

    Se você quiser fazer como Ana Maria Braga e instalar placas solares no local onde vive, pode demorar um pouco mais do que ela para ter retorno sobre o investimento, mas conseguiria com a economia na conta de luz ao longo do tempo.

    Sol é para todos, placas solares são para poucos?

    Segundo Ronaldo Koloszuk, presidente do Conselho de Administração da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), o custo de instalação de placas solares na casa de uma família de três ou quatro pessoas ficaria em torno de R$ 11 mil ou R$ 12 mil.

    Já Patrick Schaaffhausen, CEO do Descarbonize, grupo empresarial que conta com empresas que fazem a instalação, faz uma estimativa maior: de R$ 16 mil a R$ 20 mil, para uma família de três ou quatro pessoas com consumo em torno de R$ 400 a R$ 600 por mês – já com equipamentos, projeto homologado na concessionária de energia e instalação.

    Como a ‘mágica’ acontece?

    Uma vez que os equipamentos estejam instalados, a energia gerada nas placas flui para a utilização na casa, que recorre ao sistema geral apenas em caso de necessidade. Essa energia das placas não pode ser cobrada, o que causa a economia.

    O tempo necessário para recuperar o investimento depende do consumo da residência, da incidência de sol e da quantia investida, mas, segundo Koloszuk, a média é de três anos e meio. Atualmente, há diversas empresas que instalam placas solares no telhado de residências, e algumas permitem simular em seus sites a economia.

    A instalação dura um ou dois dias, após a busca por um local no telhado ou propriedade em que não haja sombra. “Na maioria dos casos, não é necessário refazer a fiação. A instalação é feita a partir do quadro de energia já existente, e o instalador realiza apenas as adequações pontuais para garantir a segurança e o funcionamento correto do sistema”, comenta Schaaffhausen.

    Para quem mora em apartamento e não tem a possibilidade de instalar placas solares no lugar onde mora, a alternativa é comprar energia solar de usinas de geração compartilhada. “Ela vai pagar mais barato do que paga hoje na sua conta de energia, vai ter um deságio, um desconto que varia de empresa para empresa”, afirma o conselheiro da Absolar.

    De acordo com Koloszuk, hoje quem mais investe na energia solar é a classe média. “A energia solar hoje deixou de ser uma tecnologia para pessoas ricas. Para quem mora em regiões vulneráveis, como favelas, já tem várias instalações, inclusive na Rocinha e em outras, abastecendo ali pequenos comércios e restaurantes”, relata, destacando o trabalho de ONGs que colocam as placas e ensinam os próprios moradores a instalar.

    Quem mora em áreas afastadas pode obter a energia solar por meio de baterias, mesmo que não esteja conectado à rede elétrica. “É importante a avaliação técnica local, mas o sistema é bastante flexível em termos de instalação. Pode inclusive ser instalado em regiões remotas, criando uma solução independente de energia”, comenta Schaaffhausen.

    “A energia solar já tem mais de 100 linhas de financiamento. O investimento no sistema solar consegue financiar e a conta da prestação fica praticamente igual a que a pessoa pagava na conta de energia até recuperar o investimento, e com uma energia limpa. Hoje você tem energia solar em todas as camadas sociais”, acredita.

    Segundo pesquisa da Absolar de março de 2025, a energia solar está instalada hoje em 5 milhões de imóveis no Brasil, tendo ocorrido um crescimento de 42,86% entre 2024 e 2025. Com isso, a modalidade chegou a 37,4 GW de potência instalada no País.

    Considerando a capacidade de grandes usinas fotovoltaicas conectadas no Sistema Interligado Nacional (SIN), de 17,6 GW, a fonte solar alcançou 55 GW no Brasil. Isso representa 22,2% da matriz elétrica brasileira (250 GW), o que lhe confere a posição de segunda maior fonte do País, atrás da hidrelétrica (44,6%) e à frente da eólica (13,4%).

    Outro ponto é que o consumidor passa a ficar livre da mudanças de bandeiras tarifárias que tornam a conta mais cara – sistema adotado pelo governo quando há pouca chuva e as usinas hidrelétricas têm dificuldades para gerar energia, obrigando a utilização de usinas termelétricas, mais caras. “A energia solar traz autonomia para o consumidor, é uma forma do consumidor sair do mercado cativo, quando não pode trocar de fornecedor”, resume Koloszuk.

    Como Ana Maria Braga conseguiu reduzir conta de luz e economizar mais de R$ 10 mil

  • Espanha multa rede social X em R$ 29 milhões por anúncios fraudulentos

    Espanha multa rede social X em R$ 29 milhões por anúncios fraudulentos

    A rede social X, antiga Twitter, foi multada em 5 milhões de euros (cerca de R$ 29 milhões) pela CNMV da Espanha por veicular anúncios de esquemas financeiros fraudulentos e ignorar alertas sobre a empresa Quantum AI, que operava sem autorização no país.

    A Comissão Nacional do Mercado de Valores da Espanha (CNMV) aplicou uma multa de 5 milhões de euros (cerca de R$ 29 milhões) à rede social X (antigo Twitter) por uma infração considerada “muito grave” e de caráter continuado.

    De acordo com o jornal ABC, a penalidade foi imposta por causa da divulgação de anúncios de esquemas financeiros fraudulentos, segundo informou o Boletim Oficial do Estado nesta quinta-feira (13).

    O órgão regulador afirma que a empresa não colaborou adequadamente com uma solicitação relacionada a anúncios sobre a empresa Quantum AI, suspeita de operar de forma irregular. A CNMV explicou que a plataforma não verificou se a Quantum AI possuía autorização para oferecer serviços financeiros na Espanha nem se constava na lista de entidades advertidas por atuar sem licença — mesmo após ter sido notificada sobre o caso em 8 de novembro.

    A multa faz parte das medidas da CNMV para reforçar a proteção de investidores e combater fraudes financeiras divulgadas em plataformas digitais, um problema crescente em todo o continente europeu.

    Espanha multa rede social X em R$ 29 milhões por anúncios fraudulentos

  • Cantora lamenta a perda do filho: "Até breve, nossa estrelinha"

    Cantora lamenta a perda do filho: "Até breve, nossa estrelinha"

    Tati Zaqui revelou nas redes sociais ter perdido o primeiro filho, fruto do relacionamento com o empresário Mateus Oliveira. A ex-funkeira, que estava grávida havia um mês, publicou um vídeo emocionado com familiares e amigos e disse confiar “plenamente nos planos de Deus”

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Tati Zaqui, 31, lamentou nas redes sociais a perda do primeiro filho. A ex-funkeira estava grávida havia um mês.

    Em homenagem ao filho, ela escreveu na legenda: “A vontade de Deus é boa, perfeita e agradável. O útero é a porta do céu na Terra. Deus nos tocou e aqui fica o registro do nosso maior e breve presente.”

    O bebê era fruto da relação com o empresário Mateus Oliveira. Eles assumiram o relacionamento há dois meses.

    No vídeo, ela mostra a reação dos familiares e amigos à notícia de que estava grávida.

    “Eu me preparava para anunciar a chegada, mas o nosso bebê voltou para os braços do Senhor. […] nesta quinta-feira (13) eu vejo o quanto eu precisava de você. Nós te amamos desde o primeiro segundo. Todos nós ansiávamos pela sua chegada. Eu posso não entender os planos de Deus, mas confio plenamente neles. […] Até breve, nossa estrelinha”, disse Tati Zaqui.

    Cantora lamenta a perda do filho: "Até breve, nossa estrelinha"

  • Correios querem desligar pelo menos 10 mil empregados em novo PDV

    Correios querem desligar pelo menos 10 mil empregados em novo PDV

    Os Correios preparam um novo programa de demissão voluntária (PDV) que deve desligar ao menos 10 mil funcionários como parte do plano de reestruturação da estatal. A medida é vista como essencial para viabilizar o empréstimo de R$ 20 bilhões solicitado pela empresa

    (FOLHAPRESS) – Os Correios querem desligar pelo menos 10 mil empregados por meio do novo PDV (programa de demissão voluntária), que será lançado como parte do plano de reestruturação da estatal.

    O ajuste nas contas da empresa é um ponto central para sustentar a decisão dos bancos de conceder o empréstimo de R$ 20 bilhões pleiteado pela companhia.

    Como revelou a Folha, os Correios abriram uma nova rodada de negociação para tentar atrair mais instituições financeiras e reduzir o custo da operação, que terá garantia do Tesouro Nacional. O aval soberano diminui o risco, já que a União honra os pagamentos em caso de inadimplência.

    A estatal enfrenta grave crise financeira, com prejuízos crescentes desde 2022 e deve fechar 2025 com um rombo de R$ 10 bilhões. Sem recursos novos, projeções indicam que a situação pode se agravar dramaticamente: o prejuízo pode atingir R$ 20 bilhões em 2026 devido a multas contratuais por atrasos nos pagamentos a fornecedores e, em um cenário extremo, chegar a R$ 70 bilhões em cinco anos.

    Segundo pessoas envolvidas na discussão, a meta exata do novo PDV ainda está sendo fechada, mas o patamar de 10 mil funcionários é uma baliza mínima. A estatal tem hoje cerca de 85 mil empregados, e o gasto com pessoal representa cerca de 72% dos custos da empresa.

    O programa deve ser lançado em duas etapas. Na primeira, as regras adotadas serão as habituais, que fixam critérios mínimos de idade e tempo de serviço. Na segunda fase, a ideia é estipular metas de desligamento específicas para as áreas ou unidades, de acordo com um estudo encomendado pela companhia sobre a produtividade de cada agência e setor.

    Hoje, os Correios têm cerca de 10 mil unidades de atendimento, das quais 7.000 são agências próprias ou franqueadas. Segundo relatório da administração de 2024, apenas 15% eram superavitárias, ou seja, geravam receitas maiores do que o custo para mantê-las.

    A ideia é mapear agências muito próximas uma da outra sem necessidade (o que é chamado tecnicamente de “sombreamento”). Num caso como esse, uma possibilidade seria unificar a operação e estipular uma meta de quantos funcionários dali precisariam aderir ao PDV. Outros poderiam ser remanejados.

    O presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, já havia sinalizado em entrevista coletiva concedida em outubro, menos de um mês após sua posse, que o novo PDV teria regras específicas, para priorizar desligamentos em áreas onde há ociosidade e, assim, não desfalcar a operação da companhia.

    Além das metas customizadas, há uma preocupação do comando da estatal de desenhar o PDV com incentivos financeiros que sejam efetivamente capazes de atrair os empregados, mas sem criar um fardo oneroso para uma companhia que já enfrenta dificuldades financeiras. O último programa, lançado em 2024, teve adesão de apenas 3.705 funcionários.

    Para isso, a ideia é conversar com os sindicatos que representam os servidores.

    Alguns pontos sensíveis para os empregados já foram identificados, como o temor de ficar sem o salário da ativa e passar a depender do benefício de aposentadoria do Postalis, fundo de pensão da estatal.

    O Postalis precisou instituir cobranças extras, descontadas de seus participantes e dos próprios Correios, para tentar equacionar um rombo bilionário nos planos de aposentadoria. Na prática, isso significa que os aposentados sofrem reduções no valor de seus benefícios.

    Outro ponto sensível é o plano de saúde, que, embora precarizado pela falta de pagamentos da empresa, ainda é considerado um ativo valioso pelos empregados.

    Dado o cenário, o plano de reestruturação também vai apontar os riscos de frustração da meta de PDV, caso haja adesão menor dos empregados. Mesmo que isso ocorra, no entanto, os técnicos acreditam na possibilidade de adotar ações de compensação ao longo dos meses para evitar um desequilíbrio futuro.

    Parte do dinheiro obtido com o empréstimo de R$ 20 bilhões ajudará a bancar os incentivos financeiros que forem elencados no PDV. Embora haja um gasto maior na largada, a expectativa é que, no médio e longo prazo, a economia de recursos com o corte de pessoal seja mais significativa e ajude no reequilíbrio da empresa.

    As metas e o desenho do programa precisam ser críveis, para convencer os bancos de que tanto os Correios quanto o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estão comprometidos em sanear a companhia e torná-la viável economicamente.

    Esse compromisso será colocado à prova quando as medidas de ajuste começarem a sair do papel, gerando descontentamento entre servidores e também políticos beneficiados pelo loteamento da estatal e que eventualmente tiverem aliados afetados pelo enxugamento da estrutura.

    Dentro da empresa, a avaliação é que a indicação do plano de reestruturação como pilar da operação de crédito vai ajudar a blindar a empresa contra eventuais pressões para afrouxar o ajuste. Como o dinheiro envolvido é significativo, haverá cobrança dos bancos e de órgãos de controle, como TCU (Tribunal de Contas da União) e CGU (Controladoria-Geral da União) -que já estão acompanhando as discussões.

    Como mostrou a Folha de S.Paulo, o plano também vai incluir medidas como venda de imóveis, reformulação do plano de saúde, reestruturação de cargos e salários e flexibilização da jornada de trabalho, para intensificar entregas nos finais de semana.

    O comando da estatal também vai cobrar dos superintendentes metas e resultados, com possibilidade futura de algum tipo de remuneração variável -embora ainda não haja solução para implementar essa iniciativa neste momento, dado o quadro de prejuízo.

    Os detalhes do plano de reestruturação devem ser fechados nas próximas duas semanas, mesmo período em que os bancos poderão apresentar suas novas propostas após a decisão dos Correios de fatiar a contratação do empréstimo. A expectativa é fechar as operações ainda este ano.

    Em uma primeira rodada de negociações, um sindicato de quatro bancos (Banco do Brasil, BTG Pactual, Citibank e ABC Brasil) aceitou conceder o crédito no valor pleiteado pela companhia, mas estipulou uma taxa de juros considerada elevada para um contrato com garantia soberana.

    Segundo duas pessoas a par do assunto ouvidas pela Folha de S.Paulo, a proposta dos bancos tinha um custo de 136% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário).

    No entanto, a tabela de custo máximo aprovada pelo comitê de garantias do Tesouro Nacional prevê um teto de 120% do CDI em operações desse tipo com prazo de dez anos.

    Como o valor contratado é significativo, a diferença da taxa de juros ao longo dos anos representaria um custo adicional de centenas de milhões para os Correios, e a aprovação de um financiamento nessas condições poderia deixar margem para questionamentos futuros, inclusive de órgãos de controle. A avaliação é que é mais prudente fazer uma nova rodada de negociações, ainda que isso resulte em algum atraso na contratação.

    Correios querem desligar pelo menos 10 mil empregados em novo PDV

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • STF avalia denúncia da PGR contra Eduardo Bolsonaro nesta sexta

    STF avalia denúncia da PGR contra Eduardo Bolsonaro nesta sexta

    A Primeira Turma do Supremo analisa se aceita a denúncia da PGR contra Eduardo Bolsonaro por tentar interferir, nos Estados Unidos, em um processo que envolve o pai, Jair Bolsonaro. Se o tribunal aceitar a acusação, o deputado passará à condição de réu por coação no curso do processo.

    A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal inicia nesta sexta-feira (14) o julgamento que pode transformar o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) em réu. A Procuradoria-Geral da República acusa o parlamentar de coação no curso do processo, por supostamente tentar interferir, fora do país, no julgamento que envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro.

    O caso é analisado no plenário virtual do STF, sistema em que os ministros registram seus votos eletronicamente. A votação segue até 25 de novembro, salvo pedido de vista ou destaque que leve o caso a sessão presencial.

    Se a denúncia for aceita, será aberta ação penal contra o deputado; se rejeitada, o processo será arquivado. A acusação aponta que Eduardo Bolsonaro teria atuado nos Estados Unidos para pressionar autoridades brasileiras e criar constrangimento a ministros do Supremo.

    A PGR cita postagens e entrevistas em que o deputado defendia sanções a integrantes do Judiciário. Para os procuradores, as declarações configuraram tentativa de intimidação e interferência no processo que apura a trama golpista de 8 de janeiro, em que Jair Bolsonaro já foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão.

    As investigações começaram em maio e se ampliaram nos meses seguintes. Em julho, o inquérito passou a incluir o ex-presidente e o influenciador Paulo Figueiredo, e em agosto, o pastor Silas Malafaia. A Polícia Federal apontou indícios de que o grupo teria articulado ações e mensagens com o objetivo de pressionar o Judiciário e o Legislativo.

    Em setembro, a PGR apresentou denúncia formal contra Eduardo Bolsonaro e Figueiredo, alegando que ambos buscaram apoio do governo Donald Trump para retaliar autoridades brasileiras e impedir condenações no caso do golpe.

    O crime de coação no curso do processo, previsto no artigo 344 do Código Penal, ocorre quando alguém usa violência ou ameaça para favorecer a si ou a terceiros em um processo judicial, administrativo ou policial. A pena varia de um a quatro anos de prisão.

    Durante o julgamento, os ministros vão avaliar se a denúncia apresenta elementos mínimos para instaurar ação penal, como a descrição dos fatos, indícios de autoria e provas iniciais. Caso a Primeira Turma aceite a acusação, o deputado se tornará réu e o processo seguirá para coleta de provas e depoimentos.

    Além de Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo, o inquérito ainda apura a conduta de Jair Bolsonaro e Silas Malafaia. O julgamento marca mais um capítulo da ofensiva do Supremo contra as ações de bastidores relacionadas ao caso do golpe de Estado.

    STF avalia denúncia da PGR contra Eduardo Bolsonaro nesta sexta

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • EUA prometem resposta em até 30 dias sobre acordo comercial com Brasil

    EUA prometem resposta em até 30 dias sobre acordo comercial com Brasil

    Após reuniões com o secretário de Estado Marco Rubio, o chanceler Mauro Vieira afirmou que Washington deve responder nos próximos dias à proposta brasileira que busca eliminar tarifas de até 50% aplicadas por Donald Trump a produtos nacionais.

    O governo brasileiro aguarda uma resposta dos Estados Unidos sobre um plano de negociação que deve orientar as tratativas para resolver impasses comerciais entre os dois países. O documento, apelidado de “mapa do caminho”, propõe diretrizes para encerrar o tarifaço de até 50% aplicado pelos norte-americanos a produtos brasileiros.

    O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, detalhou o avanço das conversas após uma série de reuniões com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. Os dois se encontraram três vezes nesta semana — duas durante a reunião do G7, no Canadá, e uma em Washington, nesta quinta-feira (13).

    Segundo Vieira, Rubio demonstrou interesse em acelerar as discussões e assegurou que o governo de Donald Trump pretende enviar uma resposta ao Brasil nos próximos dias. “O diálogo está muito aberto. Fizemos uma proposta detalhada, com base na lista de temas que recebemos em outubro. Agora esperamos o retorno americano”, afirmou o chanceler.

    O ministro explicou que o plano apresentado por Brasília foi construído em conjunto com o Ministério da Fazenda e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. A ideia é criar um cronograma de trabalho de médio prazo, que sirva de base para um acordo comercial mais amplo entre as duas economias.

    De acordo com Vieira, Trump elogiou a reunião que teve com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em outubro, na Malásia, e indicou disposição política para avançar nas negociações. “Foi uma sinalização importante, que mostra vontade de cooperação e de reaproximação”, disse.

    A meta é concluir até o fim de novembro um acordo provisório que funcione como ponto de partida para negociações mais complexas. O roteiro deve estabelecer metas e compromissos a serem cumpridos em até dois anos.

    Vieira também esclareceu que as conversas com Rubio trataram do aspecto político e institucional das negociações, sem entrar em temas específicos, como a suspensão das tarifas sobre o café brasileiro. Essa questão, segundo ele, segue sendo discutida em outros fóruns técnicos.

    “Há boa vontade de ambos os lados. O importante, agora, é consolidar um canal de diálogo estável e previsível”, concluiu o chanceler.

    EUA prometem resposta em até 30 dias sobre acordo comercial com Brasil

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Moraes libera Tarcísio, Cláudio Castro e aliados para ver Bolsonaro

    Moraes libera Tarcísio, Cláudio Castro e aliados para ver Bolsonaro

    O ministro do STF liberou encontros de aliados com o ex-presidente, entre eles Tarcísio de Freitas, Cláudio Castro e Ronaldo Caiado. A lista inclui ainda deputados, ex-ministros e líderes religiosos, com visitas monitoradas marcadas entre 24 de novembro e 11 de dezembro.

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que o ex-presidente Jair Bolsonaro receba uma série de visitas políticas e pessoais nas próximas semanas. A decisão foi publicada nesta quinta-feira (13) e atende a um pedido da defesa, que alegou a necessidade de “diálogo direto” com o ex-presidente.

    Entre os visitantes autorizados estão os governadores Cláudio Castro (PL-RJ) e Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), que devem se encontrar com Bolsonaro nos dias 26 de novembro e 10 de dezembro. Também receberam autorização o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), e o deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP), ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo, cujas visitas estão marcadas para 9 e 1º de dezembro, respectivamente.

    A lista de pessoas liberadas por Moraes inclui ainda aliados próximos e apoiadores do ex-presidente. O ex-ministro de Minas e Energia Adolfo Sachsida será o primeiro a visitá-lo, no dia 24 de novembro. Em seguida, Bruno Scheid, vice-presidente do PL em Rondônia, no dia 25. No dia 27, o encontro será com o padre Cleidimar da Silva Moreira, seguido do deputado federal Evair de Melo (PP-ES), em 28 de novembro.

    Outros nomes também foram confirmados: o ex-deputado Odelmo Leão, no dia 3 de dezembro; o padre Pablo Henrique de Faria, em 4 de dezembro; Paulo M. Silva, em 5 de dezembro; e o deputado federal José Medeiros (PL-MT), em 2 de dezembro. O deputado federal Sanderson (PL-RS) encerrará a agenda no dia 11 de dezembro.

    Todas as visitas deverão ocorrer entre 9h e 18h e seguir protocolos de segurança e monitoramento. A decisão ocorre no contexto da condenação de Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, no julgamento do chamado “Núcleo 1” da trama golpista.

    A maioria dos visitantes mantém postura crítica ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e integra o grupo político que tenta preservar a articulação do bolsonarismo mesmo com o ex-presidente em prisão domiciliar. Entre eles estão aliados próximos, líderes religiosos e nomes com histórico de atuação em pautas conservadoras.

    Moraes já havia concedido autorizações semelhantes a visitas anteriores, mas esta é a mais ampla desde a condenação de Bolsonaro, refletindo a pressão política de aliados e a estratégia de permitir encontros supervisionados, sem abrir mão do controle institucional sobre o ex-presidente.

    Moraes libera Tarcísio, Cláudio Castro e aliados para ver Bolsonaro

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Condenado no corredor da morte é salvo minutos antes da execução

    Condenado no corredor da morte é salvo minutos antes da execução

    Tremane Wood, preso desde 2002 por um homicídio em Oklahoma, teve a pena de morte comutada para prisão perpétua pelo governador Kevin Stitt. Ele sempre afirmou ser inocente e culpa o irmão, já falecido, pelo crime.

    Um preso que seria executado nesta quinta-feira (13) foi poupado minutos antes da aplicação da injeção letal no estado de Oklahoma, nos Estados Unidos, após receber um indulto do governador Kevin Stitt.

    A execução de Tremane Wood estava marcada para as 10h (horário local), mas o governador decidiu aceitar a recomendação do Conselho de Indultos e Liberdade Condicional e comutou a pena de morte para prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional.

    O caso de Wood, de 46 anos, aconteceu 2002, quando um assalto a um hotel em Oklahoma terminou com a morte de um jovem imigrante de 19 anos que trabalhava como agricultor no estado de Montana. Condenado à morte pelo crime, Wood sempre afirmou ser inocente da acusação de homicídio, alegando que quem matou a vítima foi seu irmão, Zjaiton, morto na prisão em 2019.

    “Não sou um monstro, não sou um assassino. Nunca fui”, declarou Tremane em um vídeo divulgado por sua defesa. A advogada reforçou que o irmão dele havia confessado ter cometido outros assassinatos.

    Antes da decisão do governador, a defesa chegou a recorrer à Suprema Corte dos Estados Unidos para tentar impedir a execução, mas o pedido foi negado. Procuradores insistiam que Wood representava perigo à sociedade, alegando que ele continuava a cometer crimes dentro da prisão, como tráfico de drogas, contrabando de celulares e incitação à violência entre detentos.

    Desde que assumiu o cargo, há sete anos, o governador Kevin Stitt concedeu clemência a um condenado à morte apenas uma vez até esta decisão que salvou Tremane Wood da execução.

    Condenado no corredor da morte é salvo minutos antes da execução

  • Zé Felipe fala sobre romance de Virginia com Vinicius Jr

    Zé Felipe fala sobre romance de Virginia com Vinicius Jr

    Zé Felipe diz estar em paz com o namoro de Virginia e Vinicius Jr. e afirma que o mais importante é ver as crianças bem cuidadas. O cantor declarou torcida pela felicidade do novo casal e revelou estar vivendo uma fase leve e abençoada ao lado de Ana Castela.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Zé Felipe falou sobre o romance de Virginia Fonseca com Vinicius Junior e garantiu que a relação dos dois segue em clima de paz. Nesta quinta (13), o cantor disse ao Portal Léo Dias que se sente tranquilo ao ver as filhas com a influenciadora e o jogador em Madri e ressaltou que mantém uma boa convivência com a ex-companheira, mesmo após a separação.

    “A gente se preocupa muito com como os filhos serão tratados. Quando vê eles sendo bem tratados, isso é gratificante”, afirmou, retomando uma fala de Virgínia sobre o assunto. “A gente vê tanta loucura, tanta coisa acontecendo, quando vê os filhos sendo bem tratados, é muita felicidade.”

    Pai de Maria Alice, Maria Flor e José Leonardo, Zé disse que torce pelo relacionamento da ex-mulher com o atacante do Real Madrid. “Desejo que ela seja muito feliz. Temos um vínculo vitalício, as Marias. Gratidão por ela eterna, por me dar os maiores presentes da minha vida, que são os meus filhos. Para ela, toda felicidade do mundo; para o Vini, que eles sejam muito felizes e que Deus possa abençoar.”

    O cantor contou ainda que a relação com Virgínia hoje é baseada em respeito e diálogo, especialmente por causa das crianças. Segundo ele, a partilha de bens também não tem gerado conflitos e está sendo conduzida apenas entre os advogados do ex-casal.

    Na vida amorosa, Zé Felipe está oficialmente assumido com Ana Castela -e não esconde o tom apaixonado ao falar da cantora. “A Ana é maravilhosa, ela me dá paz. Não tenho ciúmes, confio muito nela e tenho uma paz incrível, meu negócio com ela está sendo muito abençoado, muito leve e gostoso”, disse, envergonhado, ao mostrar o anel de compromisso que os dois estão usando.

    Ele contou que o relacionamento ficou sério há cerca de um mês, depois de uma viagem à Disney que deu força aos boatos de affair entre eles. “O beijo foi só depois, fui pra Disney só para passear. Curtimos o parque, conheci a família dela. Oficial tem um mês, o pedido foi bom”, relembra.

    Zé voltou a destacar a sintonia com a boiadeira. “A Ana é muito parecida com a gente, o jeito dela, é muito simples. Os pais, os avós. Parece que a gente se conhece há muito tempo. Está sendo incrível.”

    Zé Felipe fala sobre romance de Virginia com Vinicius Jr

  • Tubarão-branco gigante retorna à costa dos EUA após migração ao Canadá

    Tubarão-branco gigante retorna à costa dos EUA após migração ao Canadá

    Contender, o maior macho monitorado no Atlântico, percorreu quase 7 mil quilômetros desde janeiro e foi localizado perto de Atlantic City, em Nova Jersey. Migração marca o início do retorno dos tubarões às águas mais quentes.

    O maior tubarão-branco macho monitorado no oceano Atlântico voltou à costa dos Estados Unidos neste mês, após nadar até o Canadá no fim do verão.

    Segundo a organização Ocearch, especializada no monitoramento de tubarões, o animal de 4,2 metros de comprimento foi localizado nesta semana nas proximidades de Atlantic City, em Nova Jersey.

    Batizado de Contender, o tubarão começou a ser acompanhado em janeiro, quando nadava próximo aos estados da Flórida e da Geórgia. Depois, seguiu rumo ao norte, chegando até as águas frias de Newfoundland, no Canadá. Desde então, percorreu cerca de 4.300 milhas (6.920 quilômetros).

     
     

     
     
    View this post on Instagram

     
     
     
     

     
     

     
     
     

     
     

    A post shared by OCEARCH (@ocearch)

    Após a temporada no Canadá, Contender retornou para o sul e agora está na costa de Nova Jersey. O animal pesa aproximadamente 748 quilos.

    De acordo com a Ocearch, Contender não é o único em movimento. Ernst, uma fêmea da mesma espécie, também vem migrando para o sul desde outubro, seguindo uma rota semelhante.

    A organização explica que, além dos tubarões-brancos, outras espécies como tubarões-tigre e tubarões-martelo também são monitoradas. Os pesquisadores destacam que os tubarões-brancos costumam passar o verão em águas mais frias e ricas em alimento, no norte, migrando depois para o sul em busca de temperaturas mais quentes.

    Neste ano, a Ocearch registrou um aumento no número de avistamentos da espécie nas águas do estado do Maine e também no Canadá.
    O trajeto dos animais pode ser acompanhado em tempo real clicando aqui.

    Tubarão-branco gigante retorna à costa dos EUA após migração ao Canadá