Autor: REDAÇÃO

  • Disney+ permitirá que usuários criem conteúdos via inteligência artificial

    Disney+ permitirá que usuários criem conteúdos via inteligência artificial

    CEO da Disney, Bob Iger, afirma que novidade será grande mudança tecnológica; Discussões reacendem caso de IA em série da Marvel Studios

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Bob Iger, CEO da Disney, revelou que a empresa pretende incluir ferramentas de inteligência artificial em seu streaming, o Disney+. Segundo o empresário, conforme revelado numa apresentação para acionistas, a ideia é que os usuários possam produzir conteúdos próprios ao usar propriedades intelectuais da Disney que serão adicionadas à plataforma.

    “A IA nos dará a habilidade de fornecer a usuários do Disney+ uma experiência muito mais engajadora, incluindo a possibilidade de eles criarem e consumirem conteúdos -majoritariamente em formatos curtos- criados por terceiros”, disse Iger. Segundo o The Hollywood Reporter, o CEO se referiu à novidade como a “maior e mais significativa mudança comercial e tecnológica” desde o próprio streaming da companhia.

    Além do uso de ferramentas generativas, também foi anunciado que a plataforma pretende oferecer “uma série de programas parecidos com jogos”, que será produzida junto a Epic Games, conhecida pelo game “Fortnite” e que possui autorização para utilizar propriedades da Disney em seus produtos.

    O anúncio levantou discussões nas redes sociais e debates semelhantes ao caso da série “Invasão Secreta”, produção original da Marvel Studios e do Disney+. Na ocasião, a abertura criada para a série, lançada em 2023, recebeu uma série de críticas pelo uso de IA.

    Por outro lado, a Disney se juntou a Universal para processar a empresa de tecnologia generativa Midjourney, em um caso de infração de direitos autorais após usuários terem utilizado a plataforma de IA para gerar modelos e peças baseadas em personagens de ambos os estúdios cinematográficos.

    Disney+ permitirá que usuários criem conteúdos via inteligência artificial

  • Epstein diz que recebeu ligação com Lula e afirma que 'Bolsonaro é o cara' em troca de emails

    Epstein diz que recebeu ligação com Lula e afirma que 'Bolsonaro é o cara' em troca de emails

    Epstein cita em mensagem sobre as eleições no Brasil em 2018, no qual afirmava que Bolsonaro iria ganhar; empresário também cita mensagem de Lula, quando estava preso, ao brasileiros

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é citado em emails do caso Epstein divulgados nesta quarta-feira (12) por parlamentares republicanos dos Estados Unidos. Na menção, o financista Jeffrey Esptein, acusado de tráfico sexual nos EUA, afirma ter recebido uma ligação do escritor americano Noam Chomsky com o petista na linha, direto da prisão.

    Chomsky visitou Lula na sede da Polícia Federal em Curitiba em setembro de 2018, de quando datam as mensagens de Epstein.

    Nos arquivos, as mensagens ainda fazem menção ao que pode ser a eleição brasileira. Após relatar a ligação, o interlocutor do financista na troca de emails, cuja identidade não é revelada nos arquivos, escreve: “Diga a ele que meu garoto vai vencer a eleição no primeiro turno”.

    Logo em seguida, Epstein ainda cita “uma mensagem de Lula ao Partido dos Trabalhadores (PT) sobre a militância da organização”, que teria sido emitida naquele dia.

    Algumas mensagens abaixo, Epstein escreve: “Bolsonara [sic] the real deal” (Bolsonaro é o cara).

    Os documentos foram publicados pelos republicanos nesta quarta após membros do Partido Democrata divulgarem três emails atribuídos a Epstein que sugerem que o presidente Donald Trump tinha ciência dos abusos sexuais e passou horas com uma das vítimas.

    Trump afirmou em seguida que os democratas “estão tentando ressuscitar a farsa de Jeffrey Epstein” com uma “armadilha” para desviar a atenção “do quão desastrosos foram com a paralisação do governo”.

    Epstein diz que recebeu ligação com Lula e afirma que 'Bolsonaro é o cara' em troca de emails

  • Dólar fecha em estabilidade e Bolsa cai após fim da paralisação nos EUA, com balanços no radar

    Dólar fecha em estabilidade e Bolsa cai após fim da paralisação nos EUA, com balanços no radar

    Investidores repercutem acordo que acabou com maior shutdown da história norte-americana; resultados corporativos, em especial do Banco do Brasil, pesam sobre o Ibovespa

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar ficou praticamente estável nesta quinta-feira (3) e encerrou a sessão em variação positiva de 0,09%, cotado a R$ 5,297.

    O fim da paralisação do governo dos Estados Unidos foi o principal motor para as decisões de investimento. A moeda estava em queda até o meio da tarde, mas inverteu o movimento com uma maior aversão a ativos brasileiros.

    A valorização do dólar aqui, ainda que leve, foi na contramão do exterior, com o índice DXY, que o compara a uma cesta de outras seis divisas fortes, caindo 0,37%, a 99,125 pontos.

    A Bolsa, embalada principalmente pela temporada de balanços corporativos, firmou no negativo no início da tarde. Fechou em queda de 0,29%, a 157.162 pontos, com investidores também realizando lucros após a sequência de 12 novos recordes consecutivos.

    O exterior pautou as movimentações no mercado doméstico, sobretudo a cena política dos Estados Unidos. O Congresso norte-americano aprovou um acordo para encerrar a mais longa paralisação do governo na história do país.

    O processo engrenou na segunda-feira, quando o Senado aprovou um projeto de lei para reestabelecer o financiamento para agências federais. Na noite de quarta, a Câmara dos Representantes (o equivalente à Câmara dos Deputados no Brasil) avalizou o acordo, aprovado por 222 votos a 209. Horas depois, o presidente Donald Trump o sancionou.

    A assinatura fez com que os funcionários federais voltassem aos postos de trabalho já nesta quinta, embora ainda não esteja claro o quão rápido os serviços e operações governamentais serão totalmente retomados.

    “Não podemos deixar isso acontecer de novo”, disse Trump no Salão Oval durante a cerimônia de assinatura. “Não é assim que se governa um país.”

    O acordo encerra oficialmente o shutdown de 43 dias, o mais longo da história do país. A medida estende o financiamento do governo até 30 de janeiro, mantendo o ritmo de expansão da dívida pública, que soma US$ 38 trilhões e cresce cerca de US$ 1,8 trilhão por ano.

    Para os mercados, o fim da paralisação diminui incertezas em relação à economia americana. Desde 1º de outubro, quando o shutdown começou, a falta de financiamento nas agências federais colocou a divulgação de dados econômicos oficiais em suspenso, deixando o Fed (Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos), dependente dos números da economia para balizar as decisões de juros, no escuro.

    Até agora, a falta de visibilidade sobre a temperatura da atividade era um fator que colocava em dúvida a continuidade do ciclo de cortes de juros, iniciada na reunião de setembro. A possibilidade foi aventada inclusive pelo presidente do Fed, Jerome Powell, em entrevista coletiva após a reunião de outubro.

    “O que você faz quando está dirigindo sob neblina? Você diminui a velocidade”, afirmou, no que foi um banho de água fria para os investidores, até então convictos de que um novo corte ocorreria na reunião de dezembro.

    Agora, o mercado está dividido. Segundo a ferramenta FedWatch do CME Group, 52,6% dos operadores apostam em uma nova redução de 0,25 ponto percentual no próximo encontro, enquanto os 46,4% restantes enxergam como mais provável a manutenção do atual patamar de 3,75% e 4%.

    Essas apostas podem mudar daqui para frente. “A paralisação prejudicou a coleta de informações econômicas pelas agências que estavam fechadas, e elas devem retomar a publicação do que for possível”, diz Leonel Mattos, analista de Inteligência de Mercado da StoneX.

    Fernanda Campolina, sócia da One Investimentos, afirma que a tendência é que, com o fim da paralisação, o Fed se sinta “mais confortável” para realizar novos cortes ainda em 2025, “o que favorece mercados emergentes como o Brasil”.

    Isso porque reduções nos juros dos Estados Unidos costumam ser uma boa notícia para os mercados. Como a economia norte-americana é vista como a mais sólida do mundo, os títulos do Tesouro, também chamados de “treasuries”, são um investimento praticamente livre de risco.

    Quando os juros estão altos, os rendimentos atrativos das treasuries levam operadores a tirar dinheiro de outros mercados. Quando eles caem, a estratégia de diversificação vira o norte, e investimentos alternativos ganham destaque.

    Já na ponta corporativa, balanços do terceiro trimestre nortearam as decisões de investimento. Destaque para os resultados do Banco do Brasil, que reportou lucro líquido ajustado de R$ 3,8 bilhões no período -60,2% menor que há 12 meses.

    O tombo se refletiu nos papéis, que caíram 1,18%, desacelerando em relação às perdas de mais de 3% do começo do dia.

    Também na ponta negativa, as ações da operadora de planos de saúde Hapvida desabaram 43%. A companhia divulgou um resultado na véspera que, na visão de analistas do Itaú BBA, apontou uma dinâmica mais desafiadora para a companhia do que o mercado esperava.

    No positivo, a subida de 0,7% da Petrobras ajudou a minimizar a pressão sobre o Ibovespa.

    Dólar fecha em estabilidade e Bolsa cai após fim da paralisação nos EUA, com balanços no radar

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Globo confirma Viviane Araújo em 'Três Graças'; ela será ex de Belo na trama

    Globo confirma Viviane Araújo em 'Três Graças'; ela será ex de Belo na trama

    Viviane começa a gravar em dezembro suas primeiras cenas da novela ‘Três Graças’; “Minha ficha ainda não caiu”, disse a atriz

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Viviane Araújo está confirmada no elenco de “Três Graças”. A atriz vai contracenar com o ex, Belo. Ela será Consuelo, um amor de Misael que aparece para bagunçar a vida do morador da comunidade fictícia da Chacrinha.

    “Minha ficha ainda não caiu”, falou Viviane em nota enviada à imprensa. “É uma personagem diferente das que já fiz. Sei pouco ainda sobre ela, mas posso adiantar que será uma mulher forte e corajosa.”

    Viviane começa a gravar em dezembro suas primeiras cenas da novela. Essa é a terceira colaboração dela com Aguinaldo Silva.

    “Sou amiga e fã do Aguinaldo e estava acompanhando a construção de ‘Três Graças’, mas não imaginava que o convite chegaria com a novela em andamento”, acrescentou Viviane. Ela esteve nos elencos de “Império” (2014) e “O Sétimo Guardião” (2018).

    Mesmo antes de receber o convite, Viviane já estava, de certa forma, envolvida na novela. Ela foi homenageada com a personagem Viviane, a farmacêutica vivida por Gabriela Loran.

    EX DO EX

    Viviane e Belo foram casados entre 1998 e 2007. Desde 2021, a atriz é casada com Guilherme Militão, com quem tem o filho Joaquim, de três anos.

    Belo namora há cerca de um ano a influenciadora Rayane Figliuzzi, que está em A Fazenda 17.

    Globo confirma Viviane Araújo em 'Três Graças'; ela será ex de Belo na trama

  • PF aponta que ex-presidente do INSS recebia propina mensal de R$ 250 mil em esquema

    PF aponta que ex-presidente do INSS recebia propina mensal de R$ 250 mil em esquema

    Decisão de prisão diz que há indícios de que Stefanutto exerceu papel de facilitador institucional do grupo; ele teria usado sua influência na alta administração pública para garantir a continuidade da fraude

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – A Polícia Federal apontou que o ex-presidente do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) Alessandro Stefanutto recebia R$ 250 mil mensais, quando comandava o órgão, no esquema de descontos ilegais de aposentadorias.

    Segundo a decisão sigilosa do André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), que determinou a sua prisão nesta quinta-feira (13), há indícios de que Stefanutto exerceu papel de facilitador institucional do grupo criminoso dentro do INSS, primeiro como procurador-chefe, depois, como presidente do órgão.

    “Ele utilizou sua influência na alta administração pública para garantir a continuidade da fraude em massa, que gerou R$ 708 milhões em receita ilícita, confirmando sua posição como uma das principais engrenagens da organização criminosa”, disse a PF.

    Segundo as investigações, o pagamento de valores indevidos aos altos gestores do INSS era necessário porque, sem o apoio deles, seria impossível continuar com uma fraude de tamanha magnitude, que envolvia mais de 600 mil vítimas e gerava milhares de reclamações judiciais e administrativas

    “Em síntese, sua conduta viabilizou juridicamente o esquema fraudulento, conferindo aparência de legalidade a operações ilícitas, mediante o uso da posição pública de destaque que ocupava no INSS”, diz a decisão.

    Desses repasses, segundo a polícia, quase a totalidade dos valores foram pagos entre junho de 2023 e setembro de 2024 (à exceção de um pagamento de R$ 250 mil realizado em outubro de 2022).

    As investigações da PF também apontaram que Stefanutto avaliava e aprovava a manutenção dos convênios entre o INSS e da Conafer (Confederação Nacional dos Agricultores Familiares), mesmo após alertas técnicos sobre inconsistências nas listas de filiados e indícios de falsificação de autorizações de desconto.

    Além disso, autorizava o processamento de cadastros de filiação encaminhados pela Conafer sem observância dos critérios legais e sem checagem da manifestação de vontade dos beneficiários.

    Ainda de acordo com as investigações, Stefanutto recebia pagamentos mensais provenientes de empresas vinculadas ao operador financeiro Cícero Marcelino de Souza Santos, disfarçados como honorários de consultoria ou assessoria técnica e utilizava influência institucional para manter a execução dos atos criminosos.

    Stefanutto foi preso nesta quinta-feira (13), na nova fase da Operação Sem Desconto, que apura um esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões, em conjunto com a CGU (Controladoria-Geral da União).

    Procurada, a defesa de Stefanutto afirmou que não teve acesso ao teor da decisão que decretou a prisão dele e que trata-se de uma detenção “completamente ilegal, uma vez que Stefanutto não tem causado nenhum tipo de embaraço à apuração, colaborando desde o início com o trabalho de investigação”.

    A defesa também disse que irá buscar as informações que fundamentaram a decisão para tomar as providências necessárias e que segue confiante, diante dos fatos, de que comprovará a inocência dele ao final dos procedimentos relacionados ao caso.

    PF aponta que ex-presidente do INSS recebia propina mensal de R$ 250 mil em esquema

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Djavan volta atrás e diz que hoje não seria contra as biografias não autorizadas

    Djavan volta atrás e diz que hoje não seria contra as biografias não autorizadas

    Cantor defendeu autorização prévia para livros biográficos; ele diz que seguiu Procure Saber e hoje teria outra postura

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O cantor Djavan disse que, se fosse hoje, teria outro posicionamento em relação à publicação de biografias não autorizadas. Há 12 anos, ele ficou ao lado dos artistas do grupo Procure Saber em defesa da exigência de autorização prévia para a comercialização de livros biográficos.

    O cantor e compositor alagoano, que acaba de lançar o disco “Improviso”, afirma que, hoje, teria outra postura. “Na época das biografias não autorizadas, meu posicionamento foi voltado ao coletivo, ao que aquele grupo meu, o Procure Saber, pensava.”

    Djavan lança disco com faixa feita para Michael Jackson e diz que racismo o fez tímido

    “Mas eu acho que a biografia não autorizada é mais interessante do que a biografia autorizada. É ali onde você pode buscar uma informação mais crua, mais viva -melhor, na minha opinião. Hoje, o meu posicionamento teria sido outro”, ele diz.

    Além de Djavan, o Procure Saber tinha como fundadores Caetano Veloso, Chico Buarque, Milton Nascimento, Gilberto Gil e Erasmo Carlos. Sob liderança da presidente e porta-voz do grupo, Paula Lavigne, eles se uniram a Roberto Carlos, que chegou a tirar de circulação obras sobre sua vida.

    Na época, Djavan afirmou em nota enviada ao jornal O Globo que “tais biografias, do modo como é hoje, ela, a liberdade de expressão, corre o risco de acolher uma injustiça, à medida em que privilegia o mercado em detrimento do indivíduo; editores e biógrafos ganham fortunas enquanto aos biografados resta o ônus do sofrimento e da indignação”.

    Ele diz agora que seguiu o grupo que integrava. “Embora eu não achasse aquilo normal -aquele posicionamento, na época-, eu era participante de um grupo. Eu disse que sim e, naturalmente, assumo aquilo. Mas hoje eu não assumiria.”

    O Supremo Tribunal Federal, o STF, decidiu há dez anos que a publicação de biografias não necessitaria de autorização prévia do biografado ou de sua família. O tribunal considerou inconstitucional por configurar uma forma de censura.

    Djavan, que nunca gostou muito de ter sua vida exposta, conta que está ficando mais flexível com a chegada da idade. Tema do musical “Vidas pra Contar”, o alagoano afirma que num primeiro momento foi contra e não queria ter sua trajetória retratada no teatro.

    “É sempre uma coisa difícil para mim, que não sou muito afeito à superexposição e que tenho uma vida mais escondida. Não gosto muito de festas, convivo sempre com as mesmas pessoas, num ambiente contido -pouca gente, família, alguns amigos”, diz.

    O cantor também afirma que pode ser tema de um documentário feito pelo cineasta George Gachot, que já retratou gente como Martinho da Vila e Maria Bethânia na telona. “Vai acabar rolando, porque a gente vai ficando mais velho e vai perdendo a resistência, né? As pessoas vão tomando conta da nossa vida de um modo irreversível. É um horror, mas faz parte.”

    Djavan lançou o disco “Improviso”, o 26º de sua carreira, nesta terça-feira. O álbum conta com uma música que ele fez nos anos 1980 para Michael Jackson gravar, uma homenagem a Gal Costa e dá continuidade à sua investigação do amor em canção.

    Djavan volta atrás e diz que hoje não seria contra as biografias não autorizadas

  • Proposta de Derrite para PL Antifacção retira R$ 360 milhões de fundos federais contra crime

    Proposta de Derrite para PL Antifacção retira R$ 360 milhões de fundos federais contra crime

    A proposta apresentada pelo deputado Guilherme Derrite (PP-SP), em sua quarta versão, é considerada por juristas e especialistas em seguraça pública como inconsistente

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – A quarta versão do projeto antifacção, apresentada pelo deputado Guilherme Derrite (PP-SP), pode retirar mais de R$ 360 milhões ao ano de fundos federais de combate ao crime e redirecioná-los para governos estaduais.

    Pelo texto de Derrite, a permanência de recursos com a União só ocorreria nos casos em que a investigação da atividade ilícita tivesse participação direta da Polícia Federal.

    Atualmente, quando o estado toma bens obtidos com atividade criminosa (como tráfico, corrupção, lavagem de dinheiro) ou usados para cometer o crime (como veículos, imóveis, aeronaves, equipamentos), os bens passam a integrar o patrimônio público. Entre as destinações está o Funad (Fundo Nacional Antidrogas).

    A alteração proposta por Derrite em seu parecer mais recente, divulgado na quarta-feira (12), gerou apreensão entre integrantes do governo Lula (PT), que criticam a medida. Um documento elaborado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, e obtido pela Folha de S.Paulo, mostra que apenas entre janeiro e outubro de 2025 essas receitas somaram cerca de R$ 367,48 milhões.

    O dinheiro foi destinado a fundos nacionais geridos pela pasta da Justiça.

    O Funad concentrou a maior parte dos recursos, recebendo 74% do total, o equivalente a R$ 271,9 milhões. Na sequência, aparece o Funpen (Fundo Penitenciário Nacional), com R$ 65,1 milhões. O Funapol (Fundo para Aparelhamento e Operacionalização das Atividades-Fim da Polícia Federal) ficou com R$ 27,2 milhões, enquanto o fundo da Polícia Rodoviária Federal recebeu R$ 3 milhões. Já o Fundo Nacional de Segurança Pública foi o que obteve menos recursos: apenas R$ 14,8 mil.

    A terceira versão do projeto apresentada por Derrite destinava esse tipo de receita exclusivamente aos fundos estaduais, medida que, segundo o Ministério da Justiça, poderia descapitalizar investimentos já realizados com recursos federais, inclusive aqueles voltados à Polícia Federal. Na quarta versão, o deputado passou a incluir também o Funapol com destinação dos valores obtidos com confisco.

    Apesar da mudança, técnicos da pasta avaliam que o ajuste ainda é insuficiente. Eles argumentam que o principal fundo atualmente é o Funad, que financia parte relevante das políticas públicas para o setor, inclusive da própria Polícia Federal, e que sua exclusão poderia comprometer essas ações.

    No documento, a pasta aponta que, embora a intenção dessas proposições possa ser legítima, a alteração das fontes de financiamento desses fundos traria consequências graves e imediatas para as políticas públicas de segurança, de enfrentamento às drogas e de administração penitenciária.

    Além disso, haveria riscos jurídicos e institucionais tendo em vista que a redução das receitas provenientes do confisco de bens afetaria diretamente o cumprimento de decisões do STF (Supremo Tribunal Federal), que reconhecem a essencialidade e a vinculação desses recursos.

    O STF reconheceu a existência de um “estado de coisas inconstitucional” no sistema carcerário brasileiro e determinou que os recursos do Funpen sejam integralmente aplicados em ações de melhoria do sistema, incluindo o Plano Nacional Pena Justa.

    “Reduzir as receitas do Funpen significaria fragilizar o cumprimento de decisão judicial vinculante e agravar o quadro de superlotação e violação de direitos fundamentais”, aponta o documento.

    Outro efeito previsto, ainda de acordo com o texto da Justiça, seria o enfraquecimento da atuação da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal, que teriam menos recursos para investir em equipamentos, tecnologia e logística.

    A mudança também poderia comprometer a política nacional de combate às drogas, em um momento em que o STF redefiniu o marco jurídico sobre o tema e reforçou obrigações para a União.

    Como a Folha de S.Paulo mostrou, o parecer apresentado por Derrite não agradou nem governistas nem oposicionistas. Diante desse cenário, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), determinou o adiamento da votação da proposta, que estava prevista para ocorrer na quarta.

    Proposta de Derrite para PL Antifacção retira R$ 360 milhões de fundos federais contra crime

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Hitler tinha micropênis? Documentário aponta síndrome rara em líder nazista

    Hitler tinha micropênis? Documentário aponta síndrome rara em líder nazista

    Estudo indica que Hitler tinha uma síndrome que poderia ter provocado desenvolvimento de micropênis, um dos sintomas associados aos baixos níveis de testosterona

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Um documentário exibido no Reino Unido afirma que uma nova análise do DNA de Adolf Hitler identificou sinais de uma síndrome genética rara, que aumentaria a probabilidade de o líder nazista ter tido um micropênis.

    Análise genética indica alterações associadas a um distúrbio hereditário que afeta o desenvolvimento sexual. Segundo o Times of Israel, a equipe utilizou um tecido manchado de sangue retirado do sofá onde Hitler morreu, em 1945, para reconstruir seu perfil biológico. Os pesquisadores afirmam que as variantes identificadas apontam para um quadro hormonal atípico.

    Sinais identificados são compatíveis com a síndrome de Kallmann. A condição causa puberdade incompleta e pode provocar subdesenvolvimento dos órgãos genitais, segundo o Independent. Os pesquisadores explicam que esse conjunto de fatores aumenta a probabilidade de anomalias testiculares e inclui a possibilidade de micropênis. A estimativa citada na reportagem indica que variantes associadas ao distúrbio podem elevar a chance de micropênis para aproximadamente uma em dez.

    Documentário detalha origem e análise da amostra. O estudo foi apresentado no programa “Hitler’s DNA: Blueprint of a Dictator”, que descreve o processo de comparação do material genético com registros atribuídos a parentes do líder nazista. A geneticista Turi King, ouvida no documentário, afirma que Hitler “poderia ter tido um genoma totalmente comum, mas não teve”, em referência à presença de variantes raras associadas ao desenvolvimento hormonal.

    HISTÓRICO E LIMITAÇÕES

    Rumores antigos sobre anomalias genitais reaparecem com o estudo. O Independent lembra que um exame médico de 1923 registrou um testículo não descido, condição conhecida como criptorquidia. O jornal também menciona relatos históricos de que Hitler teria enfrentado dificuldades sexuais, embora não haja confirmação médica dessas narrativas.

    Análise genética não explica comportamento de Hitler. Os pesquisadores afirmam que os achados descrevem apenas características biológicas identificadas na amostra, sem relação com decisões políticas ou atos de violência do ditador nazista. O Times of Israel cita o psicólogo Simon Baron-Cohen, que afirma que comportamento “não é 100% genético” e que associar o resultado a atos de violência pode estigmatizar pessoas com condições semelhantes.

    Estudo descarta ancestralidade judaica. A reportagem do Times of Israel afirma que a análise não encontrou evidências de ascendência judaica no material examinado, tema que historicamente alimentou teorias conspiratórias associadas ao líder nazista.

    Resultados ainda não foram publicados em revista científica. A equipe afirma que divulgou os achados no documentário para apresentar as limitações do método e evitar leitura exagerada dos dados. Segundo o Independent, os responsáveis informaram que o estudo está sendo submetido a uma revisão por pares, processo que ainda não foi concluído.

    Hitler tinha micropênis? Documentário aponta síndrome rara em líder nazista

  • Gaby Amarantos fala da relação com Chris Martin, do Coldplay

    Gaby Amarantos fala da relação com Chris Martin, do Coldplay

    Cantora relembra encontro com o vocalista da banda e diz ter ficado surpresa com a repercussão; ela falou sobre o assunto durante o leilão beneficente promovido por Ronaldo Fenômeno

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Gaby Amarantos, 47,voltou a comentar a curiosa história envolvendo Chris Martin, vocalista do Coldplay, e as especulações de que os dois teriam vivido um breve romance.

    A cantora falou sobre o assunto durante o leilão beneficente promovido por Ronaldo Fenômeno e Celina Locks, realizado na última quarta-feira (12), em São Paulo.

    Entre risos, a paraense garantiu que tudo não passou de amizade e carinho mútuo. “Nós nos conhecemos quando ele esteve no Brasil, foi supergentil. Dei a ele uma camiseta do meu projeto Rock Doido, e ele me presenteou com um bóton do Coldplay escrito ‘Love’. Foi uma troca muito especial”, contou a revista Quem.

    O episódio chamou atenção do público depois que Chris Martin apareceu usando a camiseta de Gaby durante um show no país. O gesto gerou uma enxurrada de comentários nas redes sociais e levantou boatos sobre um possível envolvimento entre os dois artistas.

    Gaby, no entanto, levou tudo com bom humor. “Eu fiquei muito feliz por ele ter ido conhecer o Jurunas, o bairro onde nasci. Falei para ele: ‘Você visitou o bairro mais chique de Belém, o Jurunas!’”, brincou.

    A cantora também reagiu às histórias de que o vocalista teria voltado ao local mais de uma vez. “Aí já não estou sabendo…”, respondeu, rindo.

    Mesmo com a repercussão, Gaby preferiu destacar o lado positivo do encontro e a visibilidade que o gesto de Chris trouxe para sua cidade natal. “Foi bonito ver alguém com tanta influência se interessar pela nossa cultura, pelo nosso som. Fiquei emocionada de ver o carinho dele com o povo de Belém”, afirmou.

    Com seu carisma e espontaneidade, Gaby Amarantos transformou um simples encontro em um dos assuntos mais comentados da semana – provando, mais uma vez, que sabe brilhar dentro e fora dos palcos.

    Gaby Amarantos fala da relação com Chris Martin, do Coldplay

  • Latam cancela 173 voos após greve de pilotos no Chile; saiba o que fazer se comprou passagem

    Latam cancela 173 voos após greve de pilotos no Chile; saiba o que fazer se comprou passagem

    Paralisação começou após impasse em negociação salarial; companhia aérea oferece remarcação, alteração de viagem ou reembolso para clientes com voos entre 12 e 17 de novembro

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Latam anunciou que cancelou ao menos 173 voos entre essa quarta-feira (12) e a próxima segunda-feira (17) devido à greve de pilotos no Chile. A empresa não disse se os cancelamentos incluem operações com origem ou destino no Brasil.

    A companhia aérea afirmou que 20 mil passageiros foram afetados pela medida que, segundo a empresa, atinge menos de 10% dos voos que têm o Chile como origem ou destino.

    A Latam anunciou um plano de contingência e informou que quase a totalidade dos passageiros receberam as opções. Segundo a empresa, as medidas implementadas permanecerão em vigor até o término da greve. A empresa orienta os passageiros a verificarem o status do voo antes de se dirigirem ao aeroporto, por meio do site latam.com ou do aplicativo da companhia, na seção “Minhas Viagens”.

    “Caso a solução proposta não atenda às necessidades dos passageiros afetados, eles poderão alterar a data ou o voo gratuitamente ou solicitar o reembolso integral da passagem”, escreveu a Latam em nota a jornalistas.

    A greve começou 0h desta quarta-feira após o sindicato dos pilotos da Latam (SPL) informar que a aérea se recusou a continuar a negociação salarial

    “A direção da Latam decidiu encerrar prematuramente o processo de mediação legal”, comunicou o SPL, que disse ter proposto uma prorrogação da negociação por cinco dias, mas que foi recusada pela empresa. “Eles praticamente forçaram a suspensão das operações”, destacou o sindicato.

    A entidade representa um total de 464 pilotos e a última contraproposta da Latam foi rejeitada por 97% dos participantes de uma assembleia realizada em 3 de novembro. Após isso, o sindicato afirmou que ainda buscou negociar com a Latam, mas que a empresa teria decidido encerrar as conversas.

    “Consideramos inexplicável que a direção da empresa, como afirmamos em 16 de outubro, nos tenha conduzido a uma greve que sempre consideramos evitável, dados os lucros da empresa e a moderação das nossas reivindicações laborais”, afirmou o presidente da SPL, Mario Troncoso.

    Em comunicado, a empresa disse que tem “compromisso permanente com o diálogo” e que busca um acordo que beneficie todas as partes envolvidas.

    Ao mesmo tempo, a companhia aérea informou que oferecerá suporte a todos os passageiros que teriam voos entre 12 e 17 de novembro. “Seguimos comprometidos com todos os passageiros que possuem voos nestas datas, oferecendo tranquilidade e suporte necessário, com medidas para reduzir o número de pessoas impactadas e proporcionar as melhores alternativas possíveis”, afirmou Paulo Miranda, vice-presidente de clientes da Latam, em nota.

    TIVE VOO CANCELADO. E AGORA?

    A Latam divulgou que os passageiros devem procurar a empresa por meio de seus canais de atendimento e que disponibilizou as seguintes opções:

    – Mudança de data ou voo sem custo adicional
    – Alteração voluntária da viagem sem penalidades
    – Reembolso total da passagem e serviços associados

    A empresa recomendou que os passageiros verifiquem o status de seus voos antes de se dirigirem ao aeroporto, por meio do site da empresa (latamairlines.com) ou do aplicativo Latam, na seção “Minhas Viagens”. A companhia também comunicou que enviará email aos passageiros impactados pelos voos cancelados.

    Latam cancela 173 voos após greve de pilotos no Chile; saiba o que fazer se comprou passagem

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia