Autor: REDAÇÃO

  • Mel Lisboa volta ao primeiro palco em que pisou para receber prêmio

    Mel Lisboa volta ao primeiro palco em que pisou para receber prêmio

    Mel Lisboa foi eleita melhor atriz da 17ª edição da Fita por sua atuação em Rita Lee – Uma Autobiografia Musical. A atriz celebrou o prêmio com emoção, lembrando que o recebeu no mesmo palco em que se apresentou pela primeira vez, aos 8 anos.

    (CBS NEWS) – Escolhida melhor atriz na 17ª edição da Fita (Festa Internacional de Teatro de Angra), Mel Lisboa revelou a emoção por receber o prêmio na Casa de Cultura Laura Alvim, em Ipanema, no Rio de Janeiro, o primeiro lugar em que se apresentou, na infância.

    “Há 35 anos eu comecei a fazer o curso livre de teatro da Laura Alvim. Eu tinha 8 anos. No final do ano, havia uma apresentação com os alunos. Foi a primeira vez que pisei num palco”, disse.

    Ela venceu com a interpretação no espetáculo “Rita Lee – Uma Autobiografia Musical”, um grande sucesso de público.

    “Um ciclo que se fecha, mas não se encerra”, afirmou sobre a cerimônia, realizada na terça-feira (11) à noite. “É a vida nos ensinando, como dizia Madame Blavatsky, que se formos colhendo as flores que nos aparecem no caminho, fazemos um buquê. E que lindo buquê”.

    O tributo a Rita Lee ganhou também os prêmios de melhor espetáculo do júri popular e melhor atriz coadjuvante (Débora Reis).

    O espetáculo “E Vocês, Quem São?” também levou três troféus: melhor espetáculo, trilha sonora e ator, para Samuel de Assis. Foi o primeiro prêmio do ator em 26 anos de carreira.

    “Eu já estava feliz por receber sete indicações na Festa Internacional de Teatro de Angra para o espetáculo que mudou a minha vida, mas ser premiado foi extremamente emocionante”, disse.

    Diogo Vilela foi o homenageado da noite pelos 55 anos de carreira e Osmar Prado recebeu o prêmio especial do júri por “O Veneno do Teatro”, peça que o júri considera uma declaração de amor à profissão.

    Cinquenta peças de estilos e origens diversas foram exibidas durante o festival, de 22 de agosto a 7 de setembro.

    No ano passado, o ator homenageado foi Othon Bastos.

     

    Mel Lisboa volta ao primeiro palco em que pisou para receber prêmio

  • Zelensky alerta que Rússia se prepara para uma "grande guerra" na Europa

    Zelensky alerta que Rússia se prepara para uma "grande guerra" na Europa

    O presidente ucraniano afirmou que Moscou aumenta a produção militar e pode estar se preparando para um conflito em larga escala nos próximos anos. Zelensky pediu mais pressão internacional para conter a Rússia e reduzir sua capacidade de ataque antes que uma nova guerra se inicie na Europa.

    O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou nesta quinta-feira (13) que não há indícios de que a Rússia pretenda encerrar a guerra e alertou que o país de Vladimir Putin pode estar se preparando para um conflito de grandes proporções entre 2029 e 2030.

    “Precisamos aumentar a pressão sobre a Rússia. Pela situação no campo de batalha, não vemos sinais de que eles queiram parar. O problema é que, ao observarmos a indústria militar russa, percebemos que estão ampliando sua produção. Nossa avaliação é de que pretendem continuar essa guerra”, escreveu Zelensky na rede social X (antigo Twitter).

    Segundo o presidente, uma pressão internacional mais forte poderia forçar Moscou a fazer uma pausa. No entanto, ele advertiu que a Rússia “quer uma grande guerra” e que o país precisa estar pronto para isso em poucos anos.

    “Acreditamos que, se houver forte pressão, os russos precisarão de uma pausa. Mas devemos reconhecer que eles se preparam para um grande conflito e podem estar prontos entre 2029 e 2030 para iniciar uma guerra dessa dimensão, no continente europeu. Encaramos isso como um enorme desafio”, afirmou.

    Zelensky reforçou ainda que é essencial “pensar em como deter a Rússia na Ucrânia” e fazer tudo o que for possível para “reduzir sua capacidade militar”.

    O alerta do líder ucraniano foi feito um dia após o Canadá anunciar novas sanções contra Moscou, voltadas principalmente ao setor energético. As medidas atingem 13 pessoas e 11 empresas ligadas à produção de gás natural liquefeito e ao desenvolvimento do programa de drones da Rússia, além de 100 navios usados para contornar penalidades internacionais.

    Estados Unidos, União Europeia e Reino Unido já haviam imposto sanções semelhantes.

    Nas últimas semanas, a Ucrânia vem enfrentando uma nova onda de ataques russos contra suas infraestruturas energéticas e a ofensiva sobre a cidade estratégica de Pokrovsk, no leste do país, enquanto o inverno se aproxima e as negociações de paz permanecem estagnadas.
     

     

    Zelensky alerta que Rússia se prepara para uma "grande guerra" na Europa

  • Senadores e ministros do STF veem recado a Lula sobre Messias em aprovação apertada de Gonet

    Senadores e ministros do STF veem recado a Lula sobre Messias em aprovação apertada de Gonet

    O resultado apertado da recondução de Paulo Gonet à PGR acendeu um alerta no governo Lula e no STF sobre a dificuldade que Jorge Messias pode enfrentar caso seja indicado ao Supremo. O placar reforçou o peso político de Davi Alcolumbre e a influência do Senado nas próximas decisões.

    (CBS NEWS) – A recondução de Paulo Gonet ao comando da PGR (Procuradoria-Geral da República) por 45 votos a 26, no placar mais apertado desde a redemocratização, foi interpretada por ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e senadores governistas, do centrão e da oposição como um alerta sobre as dificuldades que Jorge Messias enfrentará caso tenha sua indicação para o STF confirmada pelo presidente Lula (PT).

    A percepção geral é de que isso também fortalece o grupo do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que não esconde a preferência para que a vaga seja ocupada pelo senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), seu antecessor e um de seus principais aliados.

    Cabe ao Senado aprovar a indicação do presidente para o STF, e para isso é necessário o apoio mínimo de 41 dos 81 senadores, em votação secreta. Sem o grupo de Alcolumbre, o bloco governista dificilmente terá votos suficientes para aprovar o nome do advogado-geral da União para o cargo de ministro do Supremo.

    Logo após a votação, governistas minimizaram os efeitos que o placar apertado de Gonet pode ter na eventual indicação de Messias. Há uma avaliação de que o resultado mostra a conjuntura atual do Senado, com votos estabelecidos da oposição e dos blocos governistas, e que Lula já está ciente das dificuldades, mas tem reiterado o apoio ao chefe da AGU (Advocacia-Geral da União).

    O placar de aprovação do ministro Flávio Dino -então senador e ex-ministro da Justiça e Segurança Pública de Lula- não foi tão diferente do obtido pelo PGR. Foram 47 votos a 31.

    A diferença é que Gonet foi aprovado com 65 votos favoráveis da primeira vez, mas agora enfrentou uma campanha da oposição após denunciar Jair Bolsonaro (PL) no processo da trama golpista -no qual o ex-presidente foi condenado a 27 anos e três meses de prisão.

    Um auxiliar do petista ressalta que o Executivo já está atento à necessidade de articular e de intensificar o diálogo com os senadores para melhorar esse placar. A expectativa de integrantes do Planalto é de que as resistências arrefeçam uma vez indicado o nome, e que votar contra com o objetivo de forçar a escolha de Pacheco seria atuar contra o próprio Lula.

    O presidente da República tem sinalizado que pode indicar Pacheco para uma futura vaga no STF, caso seja reeleito para seu quarto mandato, mas tem insistido que o senador concorra ao governo de Minas Gerais com seu apoio, para lhe dar um palanque mais forte no estado.

    Alcolumbre esteve com o petista no final de outubro, antes de o presidente viajar para a Ásia. A expectativa era que o chefe do Executivo anunciasse 

    Messias após o encontro, mas ele resolveu adiar esse movimento.
    Na reunião, o presidente do Senado apontou sua preferência por Pacheco e alertou Lula sobre os problemas, e o petista ficou de conversar com outros senadores antes de oficializar sua escolha.

    O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), evita comparar o placar de Gonet com uma possível votação sobre Messias, mas afirma que o resultado mostra que a oposição pode derrotar o governo caso os blocos da base de sustentação do presidente Lula rachem.

    “Só poderei falar pela oposição quando confirmar a escolha, e aí nos reunirmos para discutir. Mas eu pessoalmente votarei contra, do mesmo modo que votei contra o Cristian Zanin, porque o presidente Lula prometeu no último debate da campanha que não nomearia seu advogado, amigo ou aliados políticos para o Supremo Tribunal Federal”, diz Marinho.

    Integrantes da oposição ressaltam que os 26 votos contrários ocorreram mesmo sem mobilização. Bolsonaro está isolado, em prisão domiciliar, e sem acesso a redes sociais. A estratégia é fazer uma pressão maior no caso da vaga ao Supremo, mais visada pelos bolsonaristas, para inibir o apoio de senadores de partidos de centro-direita.

    Por outro lado, parte da oposição reconhece que pode votar a favor de Messias, pela possibilidade de escolha de outro evangélico para o STF, para fazer uma dobradinha junto com André Mendonça.

    Um líder do centrão diz, nos bastidores, que seu voto dependerá da orientação de Alcolumbre. Outro ressalta que Gonet só não acabou rejeitado nesta quarta (12) pela atuação dos líderes do MDB, Eduardo Braga (AM), e do PSD, Omar Aziz (AM) -que foi relator da indicação de Gonet na Comissão de Constituição e Justiça.

    Dois ministros do STF ouvidos pela reportagem corroboram a percepção dos senadores. Um deles disse que o placar foi um sinal bem ruim, ainda mais às vésperas da indicação de um ministro. Outro viu na votação um forte recado para o governo sobre a escolha para o Supremo.

    Senadores e ministros do STF veem recado a Lula sobre Messias em aprovação apertada de Gonet

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  • Timothée Chalamet virá à CCXP para divulgar 'Marty Supreme', de Josh Safdie

    Timothée Chalamet virá à CCXP para divulgar 'Marty Supreme', de Josh Safdie

    Timothée Chalamet e o diretor Josh Safdie participarão da CCXP 2025 em São Paulo para apresentar o filme Marty Supreme. O evento também contará com painel sobre Chorão e show da banda Fresno, além da estreia da produtora A24 na feira brasileira

    O ator Timothée Chalamet participará da CCXP 2025, em São Paulo, para promover o filme Marty Supreme, dirigido por Josh Safdie. O longa, inspirado no jogador Marty Reisman, acompanha um prodígio do tênis de mesa em sua jornada para provar seu valor.

    Chalamet e Safdie participarão de um painel no dia 5 de dezembro, no palco Thunder, principal espaço da feira. A apresentação marca também a estreia da produtora A24 e da distribuidora Diamond Films no evento.

    A CCXP confirmou ainda um painel sobre o filme Só os Loucos Sabem, cinebiografia de Chorão, vocalista do Charlie Brown Jr., que será exibido no novo palco Blast!. Os representantes do longa ainda serão divulgados.

    A programação inclui também um show da banda Fresno, marcado para o dia 7 de dezembro, último dia da feira. Marty Supreme estreia nos cinemas brasileiros em janeiro e já é cotado para o Oscar de 2026.

    A CCXP 2025 acontecerá de 3 a 7 de dezembro, com a Spoiler Night abrindo o evento no dia 3. Os ingressos já estão disponíveis no site oficial.

    Timothée Chalamet virá à CCXP para divulgar 'Marty Supreme', de Josh Safdie

  • Faturamento do e-commerce deve crescer 17% na Black Friday 2025

    Faturamento do e-commerce deve crescer 17% na Black Friday 2025

    Com crescimento previsto de até 17%, a Black Friday 2025 marca uma nova fase do e-commerce brasileiro, impulsionada por automação, planejamento e inteligência artificial. A antecipação das promoções e o aumento no volume de pedidos exigem operações mais eficientes e integração total entre tecnologia e logística.

    A Black Friday 2025 deve consolidar o e-commerce brasileiro em um novo patamar de maturidade tecnológica e eficiência operacional. Segundo dados da Neotrust, o setor deve crescer até 17% em faturamento neste ano, impulsionado pela ampliação do acesso digital e pela antecipação das promoções, que agora se estendem por todo o mês de novembro.

    A tendência conhecida como “Black November” transformou a principal data do varejo em um desafio de longa duração. As empresas precisam manter o ritmo acelerado de vendas por semanas consecutivas sem comprometer o nível de serviço. Essa nova dinâmica aumentou a necessidade de planejamento estratégico, automação e previsibilidade logística, especialmente entre grandes varejistas e marketplaces.

    Dados da Senior Sistemas, multinacional que fornece soluções de gestão e logística para parte das maiores operações do país, mostram que três das cinco principais empresas de e-commerce e quatro das dez maiores marcas de cosméticos on-line utilizam suas plataformas para orquestrar estoques, transportes e entregas.

    Empresas com automação registraram desempenho superior em 2024

    Durante a Black Friday de 2024, as operações que utilizaram sistemas da Senior processaram 7,6 milhões de pedidos — crescimento de 7,1% em relação ao ano anterior. No total, foram 706 milhões de itens expedidos, alta de 5,8%, e um pico de 1,52 mil itens processados por hora.

    No fim de semana da data, as soluções WMS da companhia movimentaram 1,6 milhão de pedidos, o equivalente a 8,8% de todo o volume nacional, com aumento de 16% sobre 2023. O desempenho reforça a importância da automação e da integração de sistemas para lidar com volumes recordes em curtos intervalos de tempo. Para o gerente de produto da Senior, Anderson Benetti, os resultados comprovam que tecnologia e planejamento antecipado são pilares indispensáveis de sucesso. “As empresas que estruturaram suas operações com base em automação conseguiram reduzir falhas, evitar gargalos e garantir entregas rápidas mesmo nos períodos de pico.”

    A análise também indica uma mudança no comportamento de compra: em 2024, 21% das transações do mês de novembro se concentraram na última semana, e 9% de todas as vendas ocorreram no dia oficial da Black Friday.

    Vendas se concentram no fim de novembro, mas operações duram o mês inteiro

    Com os consumidores antecipando as compras, as empresas passaram a operar sob demanda elevada por mais tempo. A estratégia de promoções contínuas, aliada a benefícios como frete grátis e cashback, impulsionou o número médio de itens por pedido, que cresceu 13% em relação a 2023, alcançando 7,61 produtos por transação no e-commerce e varejo integrados. “O aumento no número de itens por pedido é um indicativo de recuperação da confiança do consumidor. Também mostra que as empresas estão mais bem estruturadas para atender volumes maiores sem perder o controle operacional”, analisa Benetti.

    Tecnologia e dados impulsionam a previsibilidade logística

    A eficiência logística durante a Black Friday depende, cada vez mais, da capacidade das empresas de prever cenários e ajustar suas cadeias em tempo real. Ferramentas de inteligência artificial e automação preditiva já são amplamente utilizadas para calcular rotas, redistribuir estoques e gerenciar equipes conforme o fluxo de pedidos. “Previsibilidade é o novo diferencial competitivo. Com IA e dados integrados, as empresas conseguem simular cenários, antecipar picos e tomar decisões com base em fatos — não em tentativa e erro”, explica.

    O especialista destaca que a integração entre ERP, WMS e TMS tem permitido que grandes operações orquestrem todo o processo — do pedido à entrega — de forma coordenada. Esse modelo reduz custos e aumenta a produtividade em até 30% em comparação com operações manuais.

    Planejamento como vantagem estratégica

    À medida que as promoções se estendem por mais dias e o volume de pedidos cresce, o planejamento antecipado se consolida como o principal fator de sucesso.  Empresas que iniciam o ajuste de estoques e estratégias logísticas com mais de 30 dias de antecedência conseguem manter níveis de eficiência até 50% superiores durante a Black Friday, segundo análises do setor. “A automação entrega velocidade, mas é a equipe que transforma dados em decisões inteligentes. Quando tecnologia e pessoas trabalham em sincronia, o resultado aparece em toda a cadeia — da separação de produtos à satisfação do cliente”, conclui Benetti.

    Com o avanço da digitalização, a diversificação dos canais de venda e o uso crescente de inteligência artificial, a Black Friday 2025 tende a ser uma das mais complexas e desafiadoras da história do varejo nacional.
    As empresas que conseguirem unir automação, planejamento e análise de dados em tempo real estarão mais preparadas para absorver o crescimento de dois dígitos previsto para o período e converter eficiência operacional em vantagem competitiva duradoura.

    Faturamento do e-commerce deve crescer 17% na Black Friday 2025

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  • Polícia Federal prende ex-presidente do INSS em operação sobre descontos em aposentadorias

    Polícia Federal prende ex-presidente do INSS em operação sobre descontos em aposentadorias

    A Polícia Federal prendeu o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, em nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga fraudes bilionárias em aposentadorias e pensões. A ação, autorizada pelo STF, apura corrupção, estelionato previdenciário e falsificação de dados em um esquema que movimentou R$ 6,3 bilhões

    (FOLHAPRESS) – O ex-presidente do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) Alessandro Stefanutto foi preso nesta quinta-feira (13), pela Polícia Federal, na nova fase da Operação Sem Desconto, que apura um esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões, em conjunto com a CGU (Controladoria-Geral da União).

    Stefanutto havia assumido o órgão em julho de 2023, durante o governo Lula, e foi afastado em abril deste ano, após a deflagração da primeira fase da operação.

    Segundo a PF, estão sendo investigados os crimes de inserção de dados falsos em sistemas oficiais, constituição de organização criminosa, estelionato previdenciário, corrupção ativa e passiva, além de atos de ocultação e dilapidação patrimonial.

    Ainda de acordo com o órgão, foram cumpridos 63 mandados de busca e apreensão, 10 mandados de prisão preventiva e outras medidas cautelares diversas de prisão nos estados do Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe, Tocantins e no Distrito Federal.

    As medidas foram autorizadas pelo ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), relator do caso. De acordo com as investigações, as entidades descontaram o valor estimado de R$ 6,3 bilhões, entre 2019 e 2024.

    Uma outra auditoria feita pela CGU em 29 destas entidades identificou que muitas não tinham estrutura operacional para prestar os serviços que ofereciam aos beneficiários, como descontos em academias, convênios com planos de saúde e auxílio funerário.

    Também verificou que 72% não tinham fornecido a documentação completa ao INSS. Onze foram alvo de medidas judiciais. Os pagamentos foram suspensos.

    Polícia Federal prende ex-presidente do INSS em operação sobre descontos em aposentadorias

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  • Trump orienta embaixadas a negar visto por obesidade ou doenças crônicas

    Trump orienta embaixadas a negar visto por obesidade ou doenças crônicas

    Nova diretriz do governo Trump autoriza embaixadas a negar vistos a estrangeiros com doenças crônicas, como obesidade e diabetes, sob o argumento de evitar custos ao sistema de saúde. A medida amplia as exigências médicas e financeiras para quem deseja viver nos Estados Unidos.

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviou uma diretriz às embaixadas que pode barrar o visto de entrada no país a pessoas com doenças crônicas, incluindo obesidade e diabetes.

    Trump justifica medida com base na possibilidade de aumento de custos para o sistema de saúde. A nova diretriz aumentou a gama de doenças a serem consideradas na hora de emitir a permissão de entrada nos EUA. O documento cita condições específicas, como doenças cardiovasculares, doenças respiratórias, câncer, diabetes, doenças metabólicas, doenças neurológicas e transtornos mentais, e insta os agentes a considerarem ainda a obesidade, com base nos problemas médicos que ela pode causar.

    Diretriz não especifica o tipo de visto requerido para aplicação das exigências. Documento foi enviado pelo Departamento de Estado dos EUA a embaixadas e obtido pelo KFF Health News. O veículo especializado em assuntos de saúde teve acesso às orientações antes de serem divulgadas ao público. Segundo um especialista entrevistado pelo portal, é possível que as embaixadas só apliquem a exigência para quem quiser morar no país.

    Porta-voz confirmou autenticidade do documento à Fox News. Tommy Piggot, porta-voz adjunto do Departamento de Estado, disse, em nota, que “não é segredo que a administração de Trump está colocando os americanos em primeiro lugar, isso inclui a aplicação de políticas que garantam que nosso sistema de imigração não seja um fardo para o contribuinte americano.”

    ANÁLISES PASSAM A SER MAIS DETALHADAS

    Familiares também serão considerados. Não apenas o solicitante do visto será investigado, mas também os dependentes dele. Se algum tiver doenças crônicas ou necessidades de saúde que possam impedir que o imigrante trabalhe, o visto pode ser negado.

    Exames médicos vão ficar mais rigorosos. Mesmo antes da nova diretriz, solicitantes de vistos de imigração já tinham que passar por uma avaliação médica. No entanto, a checagem observava principalmente doenças contagiosas, como tuberculose, e o histórico vacinal. Agora, com as novas orientações, essa triagem passa a ser mais rigorosa e incluir, ainda, uma projeção de custos e necessidades médicas futuras.

    Além das doenças, os solicitantes terão capacidades financeiras checadas. Com base no objetivo de não gerar custos ao sistema de saúde, as embaixadas vão avaliar se os estrangeiros teriam condições de pagar pelos tratamentos de que eventualmente precisem sem recorrer ao governo.

    Trump orienta embaixadas a negar visto por obesidade ou doenças crônicas

  • Rei Charles 3º mandou carta 'amável' para Sharon após morte de Ozzy

    Rei Charles 3º mandou carta 'amável' para Sharon após morte de Ozzy

    O rei Charles 3º enviou uma carta de condolências à família Osbourne após a morte de Ozzy, em julho. Sharon e Jack Osbourne revelaram o gesto no podcast da família e disseram que o monarca demonstrou profundo carinho, lembrando ainda outras vezes em que ele apoiou o músico

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O rei Charles 3º mandou uma carta para Sharon Osbourne após a morte de Ozzy, em julho, aos 76 anos.

    “Recebemos uma carta amável do rei”, disse Jack Osbourne, filho do músico. O gesto foi revelado no episódio mais recente do podcast “The Osbournes”.

    Sharon disse que Charles é “uma pessoa maravilhosa”. “Ele é maravilhoso, não só porque nos escreveu quando Ozzy morreu, mas porque se fez isso por nós, sei que fez isso por muitas, muitas outras pessoas”, disse a viúva. “Ele é um homem que sabe o que está acontecendo lá fora com as pessoas, e não só quando o assunto é política. É um homem que se preocupa com o meio ambiente, com os animais. Ele se importa com muitas, muitas coisas”, completou.

    Ela revelou ainda que Charles entrou em contato com a família em 2003, quando Ozzy foi internado após um acidente de quadriciclo. “Ele tem um bom coração. Ele não precisava ter feito algumas coisas que fez por Ozzy. Ele é um homem bom, carinhoso, de bom coração”, completou.

    Nós respeitamos [o rei], respeitamos sua família. Ele tirou um tempo para nos escrever e para que a carta fosse entregue em nossas mãos. Uma nota do rei com suas condolências. Isso diz muito sobre ele.

    Ozzy se apresentou no Palácio de Buckingham em 2002, no show “Party at the Palace”. A ocasião marcou o Jubileu de Ouro da rainha Elizabeth 2ª. O rei também recebeu Ozzy em uma reunião da Prince’s Trust, uma de suas instituições de caridade, em 2006.

    Rei Charles 3º mandou carta 'amável' para Sharon após morte de Ozzy

  • Kanye West pode ser preso se fizer discurso nazista em show em SP

    Kanye West pode ser preso se fizer discurso nazista em show em SP

    O Ministério Público de São Paulo instaurou inquérito para impedir manifestações de ódio e apologia ao nazismo durante o show de Kanye West, marcado para 29 de novembro. O órgão considera o rapper “antissemita declarado” e alerta que ele e os organizadores podem ser presos em flagrante caso repitam discursos desse tipo

    (UOL/CBS NEWS) – O MP-SP (Ministério Público de São Paulo) abriu inquérito civil para vetar práticas de discurso de ódio e apologia ao nazismo durante o show do rapper Kanye West, previsto para o dia 29 de novembro, em São Paulo.

    Segundo a portaria, obtida pelo UOL, o MP considera que o artista é “antissemita declarado”. Além disso, órgão considera que ele tem histórico de manifestações públicas que glorificam o nazismo. A música “Heil Hitler”, por exemplo, contém trechos de discursos do ditador Adolf Hitler e referências à suástica.

    Caso o cantor realize qualquer tipo de apologia ao nazismo durante o show, ele poderá ser preso em flagrante. Órgão usa como base o artigo 20 da Lei 7.716/1989, que criminaliza a discriminação racial e o proselitismo nazista.

    O MP também notificou a Prefeitura de São Paulo e o Comando de Policiamento de Choque da PM para adotar medidas preventivas. Policiais devem permanecer de prontidão durante o show para efetuar prisão caso ocorra apologia ao nazismo.

    A prisão também pode se estender aos produtores do evento, Guilherme Cavalcante e Jean Fabrício Ramos (Fabulouz Fabz), apontados como coautores e corresponsáveis pela apresentação. Além da responsabilização criminal, o MP prevê a possibilidade de ação civil pública por danos morais coletivos contra os organizadores do show.

    SHOW PERDEU AUTORIZAÇÃO DA PREFEITURA

    A apresentação de Kanye West perdeu a autorização para ser realizada no Autódromo de Interlagos, equipamento público administrado pela prefeitura. “Em equipamento da prefeitura, ninguém que faça apologia do nazismo vai tocar ou cantar”, afirmou o prefeito Ricardo Nunes (MDB), na segunda-feira (10), ao ser questionado sobre o evento.

    Até o momento, a 17 dias do show, o rapper não tem um lugar definido para se apresentar. Show não foi cancelado pelos organizadores.

    Em julho deste ano, a vereadora Zoe Martínez (PL) protocolou um projeto de decreto legislativo para declarar Kanye West “persona non grata” por “flertar com o nazismo”. “Não vamos tolerar de jeito nenhum que artistas que flertam com o nazismo ou propagam discursos de ódio tenham espaço aqui. São Paulo é terra de respeito, diversidade e memória. Lar de famílias que fugiram dos horrores do regime nazista”, disse Martínez.

    Kanye West pode ser preso se fizer discurso nazista em show em SP

  • Defesas de réus do núcleo militar negam que eles tenham integrado plano para matar Moraes

    Defesas de réus do núcleo militar negam que eles tenham integrado plano para matar Moraes

    Advogados alegam que acusação não individualiza condutas de acusados; a previsão é que os votos dos ministros sejam colhidos na próxima semana

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – As defesas de mais quatro réus do chamado núcleo militar da trama golpista negaram à Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) que eles tenham participado do plano de assassinato do ministro Alexandre de Moraes e do presidente Lula (PT).

    O julgamento começou na última terça (11), quando o colegiado ouviu os advogados de seis acusados, além da manifestação da PGR (Procuradoria-Geral da República).

    A maioria dos denunciados pela PGR nesse núcleo é composta por oficiais do Exército com formação em forças especiais -os chamados “kids pretos”. A previsão é que os ministros exponham seu voto no caso na próxima semana.

    O primeiro a se manifestar nesta quarta foi Jeffrey Chiquini, advogado do tenente-coronel Rodrigo Bezerra de Azevedo, único réu a acompanhar pessoalmente as sessões de julgamento.

    Ele está preso há 11 meses, acusado de fazer parte de uma operação clandestina para o assassinato de Moraes, que ocorreria em Brasília, no dia 15 de dezembro de 2022:

    A Polícia Federal diz ter identificado dois dos seis integrantes do grupo que teria atuado nesse plano. Azevedo, que utilizaria o codinome Brasil, seria um deles.

    Documentos apresentados pela defesa do militar e outros obtidos pela Folha de S.Paulo mostram que ele trabalhou no quartel em Goiânia durante a manhã e a tarde de 15 de dezembro.

    A principal prova de acusação é que um dos celulares empregados no plano contra Moraes foi utilizado por Azevedo duas semanas após a operação fracassada.

    “Ele colocou o chip em um celular que teria sido utilizado 14 dias depois do fato, um celular que teria sido usado em uma ação clandestina. Há algo mais tem contra ele? Não”, disse o advogado.

    “Tudo que tem é: dia 15 de dezembro de 2022 houve uma ação clandestina de monitoramento da residência do ministro Alexandre de Moraes. Catorze dias depois, o celular dá conexão próxima à residência do Azevedo, e um chip com o CPF dele é colocado nesse celular. E esse celular é usado por seis meses.

    Então um força especial colocou o seu CPF em um celular usado em uma ação clandestina por seis meses?”, afirmou Chiquini.

    Azevedo colocou um chip com seu próprio nome, em 29 de dezembro de 2022, em um dos celulares usados na operação militar clandestina de duas semanas antes.

    O militar diz ter pegado o aparelho de uma caixa cheia de telefones no depósito do CCOP (Centro de Coordenação de Operações), no quartel em Goiânia, às vésperas do Natal.

    Durante a sustentação oral, Chiquini afirmou que o delegado da Polícia Federal responsável pela investigação mentiu, que a peça da PGR é a pior da história brasileira e que, por já ter atuado em tribunal do júri, poderia avaliar a qualidade da acusação.

    Ao encerrar, Flávio Dino, presidente da Primeira Turma, afirmou que a corte tem um histórico de respeito à advocacia e pediu tratamento semelhante. O ministro também mencionou o poder de polícia da presidência.

    “O tribunal é destinatário também de respeito, e isso vale também para esta tribuna, que não é parlamentar, não é do tribunal do júri. E isso se chama lealdade. O tribunal tem sido extremamente leal com a advocacia brasileira. Portanto, reivindicamos idêntico tratamento, não só nessa tribuna como fora dela”, disse Dino.

    “Faço essa observação no exercício do poder de polícia que cabe a esta presidência. Precisamos manter o julgamento nesses termos, sem prejuízo de outras providências e outros momentos”, concluiu.

    DESVINCULAÇÃO COM ‘KIDS PRETOS’

    Na sequência, o tenente-coronel por Ronald Ferreira de Araujo Junior foi defendido por Lissandro Sampaio e João Carlos Dalmagro Junior.

    Nas alegações finais do caso, a PGR pediu que a acusação contra o militar fosse rebaixada e que ele respondesse somente por incitação ao crime e não pelos cinco tipos penais dos quais são acusados os demais. Além disso, Gonet sugeriu que ele tivesse a faculdade de negociar benefícios penais pertinentes.

    A justificativa é que o militar espalhou informações falsas sobre fraudes no processo eleitoral para incitar as Forças Armadas à ruptura democrática, mas não participou de reuniões da trama golpista.

    “Ele não é um ‘kid preto’. Nunca foi. Ele não teve nenhuma participação nesses eventos. Nas alegações finais reconheceu-se que não foram reunidos elementos adicionais sobre a participação do réu na organização criminosa”, disse Sampaio.

    Igor Laboissieri, advogado do tenente-coronel da reserva Sérgio Ricardo Cavaliere, disse que o fato de seu cliente ter, segundo a denúncia, encaminhado texto apócrifo de tom golpista aos seus comandantes não significa que ele concordasse com o seu teor ou tivesse participado do seu planejamento.

    A missiva foi divulgada na internet em 29 de novembro de 2022. Sob o título “carta dos oficiais da ativa ao Comando do Exército”, buscava pressionar o então comandante da Força, Marco Antonio Freire Gomes, a apoiar um golpe militar.
    “Os próprios superiores hierárquicos dele falam que nunca foram pressionados e que nunca viram Cavaliere tentar pressionar ou convencer nenhum militar. A transmissão não configura o protagonismo de modo algum”, disse Laboissieri. “Ele não produz, não confecciona, ele não assina a carta publicada”, disse.

    O advogado disse também que o cliente não é um “kid preto” e, sem essa vinculação, a acusação fica enfraquecida.

    O último a se manifestar foi Sergio William Lima dos Anjos, pela defesa do policial federal Wladimir Matos Soares. Parte central da tese defensiva foi o isolamento do réu em relação aos demais implicados no caso. Segundo ele, a denúncia é falha, fragmentária e não há individualização das condutas.

    A acusação afirma que Wladimir era responsável por monitoramentos, mas a defesa rebate dizendo que o policial não tinha contato com os demais réus.

    “É um policial federal. Não é um ‘kid preto’. Não existe qualquer liame de indício de presença de Wladimir. Nenhum dos réus o conhecia. Nenhuma das testemunhas o conhecia. Ao analisar o processo, a peça acusatória ficou com esse questionamento. Ao analisar os depoimentos do delator, não há qualquer menção.”

    Segundo a Polícia Federal, Wladimir repassou informações sobre a segurança do presidente Lula (PT) durante a transição de governo para pessoas ligadas a Jair Bolsonaro (PL).

    Ainda de acordo com a investigação, ele afirmou a aliados de Bolsonaro que estava à espera da “canetada” do então presidente para auxiliar no golpe de Estado.

    Em áudio, ele afirma que um grupo armado do qual fazia parte estava pronto para dar um golpe de Estado assim que o então presidente Bolsonaro assinasse um decreto intervindo contra o resultado das eleições presidenciais.

    “Eu estive lá também, né, Lu, eu posso falar para você aqui no privado, morre aqui, eu fiz, eu ia, nós fazíamos parte, fazemos, né, de uma equipe de operações especiais que estava pronta para defender o presidente armado, sabe, e com poder de fogo elevado para empurrar quem viesse à frente”, diz o policial.

    Defesas de réus do núcleo militar negam que eles tenham integrado plano para matar Moraes

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