Autor: REDAÇÃO

  • Dólar e Bolsa caem após fim da paralisação nos EUA, com temporada de balanços no radar

    Dólar e Bolsa caem após fim da paralisação nos EUA, com temporada de balanços no radar

    No começo da tarde, a moeda norte-americana marcava variação negativa de 0,06%, cotada a R$ 5,288, desacelerando em relação às perdas de mais cedo

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar está em leve queda nesta quinta-feira (13), tendo o fim da paralisação do governo dos Estados Unidos como principal motor para as decisões de investimento.

    A temporada de balanços corporativos, por sua vez, pauta as movimentações na Bolsa, que, após oscilar entre os sinais durante a manhã, firmou em queda no início da tarde.

    Às 14h48, a moeda norte-americana marcava variação negativa de 0,06%, cotada a R$ 5,288, desacelerando em relação às perdas de mais cedo. Já o Ibovespa caía 0,38%, a 157.018 pontos.

    O Congresso norte-americano aprovou um acordo para encerrar a mais longa paralisação do governo na história do país.

    O processo engrenou na segunda-feira, quando o Senado aprovou um projeto de lei para reestabelecer o financiamento para agências federais. Na noite de quarta, a Câmara dos Representantes (o equivalente à Câmara dos Deputados no Brasil) avalizou o acordo, aprovado por 222 votos a 209. Horas depois, o presidente Donald Trump o sancionou.

    A assinatura fez com que os funcionários federais voltassem aos postos de trabalho já nesta quinta, embora ainda não esteja claro o quão rápido os serviços e operações governamentais serão totalmente retomados.

    “Não podemos deixar isso acontecer de novo”, disse Trump no Salão Oval durante a cerimônia de assinatura. “Não é assim que se governa um país.”

    O acordo encerra oficialmente o shutdown de 43 dias, o mais longo da história do país. A medida estende o financiamento do governo até 30 de janeiro, mantendo o ritmo de expansão da dívida pública, que soma US$ 38 trilhões e cresce cerca de US$ 1,8 trilhão por ano.

    Para os mercados, o fim da paralisação diminui incertezas em relação à economia americana. Desde 1º de outubro, quando o shutdown começou, a falta de financiamento nas agências federais colocou a divulgação de dados econômicos oficiais em suspenso, deixando o Fed (Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos), dependente dos números da economia para balizar as decisões de juros, no escuro.

    Até agora, a falta de visibilidade sobre a temperatura da atividade era um fator que colocava em dúvida a continuidade do ciclo de cortes de juros, iniciada na reunião de setembro. A possibilidade foi aventada inclusive pelo presidente do Fed, Jerome Powell, em entrevista coletiva após a reunião de outubro.

    “O que você faz quando está dirigindo sob neblina? Você diminui a velocidade”, afirmou, no que foi um banho de água fria para os investidores, até então convictos de que um novo corte ocorreria na reunião de dezembro.

    Agora, o mercado está dividido. Segundo a ferramenta FedWatch do CME Group, 52,6% dos operadores apostam em uma nova redução de 0,25 ponto percentual no próximo encontro, enquanto os 46,4% restantes enxergam como mais provável a manutenção do atual patamar de 3,75% e 4%.

    Essas apostas podem mudar daqui para frente. “A paralisação prejudicou a coleta de informações econômicas pelas agências que estavam fechadas, e elas devem retomar a publicação do que for possível”, diz Leonel Mattos, analista de Inteligência de Mercado da StoneX.

    Fernanda Campolina, sócia da One Investimentos, afirma que a tendência é que, com o fim da paralisação, o Fed se sinta “mais confortável” para realizar novos cortes ainda em 2025, “o que favorece mercados emergentes como o Brasil”.

    Sob essa expectativa, o dólar está em queda em relação à maioria das moedas globais. O índice DXY, que o compara a uma cesta de outras seis divisas fortes, marcava queda de 0,29%, a 99,23 pontos, e outras moedas emergentes, como o rand sul-africano, o peso chileno e o peso mexicano, também se valorizavam.

    Isso porque reduções nos juros dos Estados Unidos costumam ser uma boa notícia para os mercados. Como a economia norte-americana é vista como a mais sólida do mundo, os títulos do Tesouro, também chamados de “treasuries”, são um investimento praticamente livre de risco.

    Quando os juros estão altos, os rendimentos atrativos das treasuries levam operadores a tirar dinheiro de outros mercados. Quando eles caem, a estratégia de diversificação vira o norte, e investimentos alternativos ganham destaque.

    Já na ponta corporativa, balanços do terceiro trimestre norteiam as decisões de investimento. Destaque para os resultados do Banco do Brasil, que reportou lucro líquido ajustado de R$ 3,8 bilhões no período -60,2% menor que há 12 meses.

    O tombo se refletia nos papéis, em queda de mais de 3% no pregão da Bolsa.

    Também na ponta negativa, as ações da operadora de planos de saúde Hapvida desabavam quase 40%. A companhia divulgou um resultado na véspera que, na visão de analistas do Itaú BBA, apontou uma dinâmica mais desafiadora para a companhia do que o mercado esperava.

    Ajudando a amenizar o baque sobre o Ibovespa, Petrobras, Itaú e Bradesco saltavam 1% cada.

    Dólar e Bolsa caem após fim da paralisação nos EUA, com temporada de balanços no radar

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  • Bolsonaristas veem derrapada de Derrite e avanço de vice de Nunes por vaga ao Senado

    Bolsonaristas veem derrapada de Derrite e avanço de vice de Nunes por vaga ao Senado

    Relator de proposta contra facções vira alvo de aliados e reacende disputa por vaga no Senado; fiel a Bolsonaro, coronel Mello Araújo defende que vaga é de Eduardo, que está nos EUA

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A atuação de Guilherme Derrite (PP-SP) como relator do projeto de lei contra facções criminosas desagradou bolsonaristas e, na avaliação deles, abriu espaço a outro nome do grupo na disputa ao Senado em 2026, o vice-prefeito de São Paulo, coronel Mello Araújo (PL).

    Aliados de Jair Bolsonaro (PL) afirmam que Derrite derrapou ao não costurar consenso sobre a viabilidade jurídica de seu projeto antes de apresentá-lo à sociedade, o que abriu margem a críticas e levou-o a recuar.

    O aumento de penas a criminosos e de garantias legais a forças de segurança são bandeiras históricas da direita e havia, no grupo, expectativa de que Derrite aproveitasse o projeto como ativo eleitoral para buscar a vaga no Senado.

    O momento era considerado favorável, especialmente após o apoio popular à operação policial no Rio de Janeiro contra o Comando Vermelho, em 28 de outubro, que deixou 121 mortos.

    Um bolsonarista relatou, sob reserva, que, na sexta (7), Derrite foi aconselhado a procurar especialistas próximos ao grupo para validar tecnicamente o texto. Um dos nomes citados foi o do promotor de Justiça paulista Lincoln Gakiya, reconhecido pelo enfrentamento ao PCC (Primeiro Comando da Capital), que acabou criticando a proposta.

    O secretário, porém, descartou a sugestão e ressaltou sua experiência no combate ao crime organizado – ele foi oficial da Polícia Militar por mais de 20 anos.

    Derrite discursou no plenário da Câmara nesta quarta (12) e defendeu o projeto. “Agora, sabe por que o governo federal e alguns políticos estão dizendo isso [criticando a proposta]? Porque eles não conseguem debater o texto comigo”, afirmou. Ele terminou chorando ao se dirigir a familiares de policiais mortos na operação do Rio, que eram homenageados na sessão.

    Entre bolsonaristas, há críticas também ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), diante da percepção de que o governador não articulou com parlamentares nem manifestou apoio público ao auxiliar após o início das críticas.

    O Palácio dos Bandeirantes discorda dessa avaliação. A interlocutores, nesta quarta (12), Tarcísio disse que a aprovação do PL está costurada, que há muita gente ajudando e que a ideia é ter um texto que atenda ao interesse nacional -acima de questões eleitorais.

    No início do ano, os planos da centro-direita eram eleger Derrite e Eduardo Bolsonaro (PL-SP) ao Senado em 2026, dentro da estratégia de ampliar a presença bolsonarista na Casa, responsável por analisar pedidos de impeachment de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).

    Como parte do plano, Derrite deixou o PL, partido pelo qual se elegeu em 2022, e migrou para o PP, para que cada sigla tivesse um candidato.

    Eduardo, porém, foi para os Estados Unidos em março, em meio a ataques ao ministro Alexandre de Moraes (STF). Tanto seu retorno ao Brasil quanto a candidatura são considerados improváveis atualmente pelos dirigentes partidários do grupo.

    Conforme a Folha mostrou em junho, com o afastamento de Eduardo, o nome do vice do prefeito Ricardo Nunes (MDB) passou a circular como alternativa para a chapa ao Senado. Agora, ganha força, segundo aliados de Bolsonaro ouvidos pela reportagem.

    Na ocasião em que o tema foi noticiado, Mello Araújo negou participar de articulações, mas admitiu que poderia concorrer se Bolsonaro assim decidisse.

    Nesta quarta, ele voltou a defender o filho do ex-presidente: “Espero que o Brasil volte ao rumo. País democrático tem que ter o presidente Bolsonaro nas eleições e Eduardo Bolsonaro para o Senado. Isso é democracia. O que estão fazendo com eles hoje farão com os outros amanhã”, disse, sem mais detalhes.
    Derrite foi procurado, mas preferiu não comentar, segundo sua assessoria.

    Bolsonaristas veem derrapada de Derrite e avanço de vice de Nunes por vaga ao Senado

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  • Os nomes completos de famosos conhecidos por um nome só

    Os nomes completos de famosos conhecidos por um nome só

    Eles fizeram sucesso com apenas um nome, mas começaram com muito mais

    Muitas estrelas são conhecidas apenas por um nome, mas por trás desses apelidos icônicos existem nomes completos que podem te surpreender. Alguns famosos escolheram seus nomes artísticos para se destacar, enquanto outros herdaram apelidos da infância ou de família. Curioso para saber como suas celebridades favoritas foram chamadas ao nascer?

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  • Avião da Air India faz pouso de emergência por ameaça de bomba

    Avião da Air India faz pouso de emergência por ameaça de bomba

    Um voo da Air India Express teve de fazer um pouso de emergência depois de receber uma ameaça de bomba, quando viajava entre as cidades de Mumbai e Varanasi. Tudo não terá passada de um falso alarme

    Um avião da Air India foi obrigado a fazer um pouso de emergência após uma ameaça de bomba. A aeronave da Air India Express transportava 176 pessoas, incluindo os comissários de bordo, e já estava no ar há duas horas quando teve de interromper a viagem.

     
    O avião partira de Mumbai em direção a Varanasi, esta quarta-feira (12), quando o avião foi obrigado a  desviar-se, noticia o The Independent.

    Depois de pousar, todos os passageiros foram retirados de dentro do avião. No local esteve uma equipa de desativação de engenhos explosivos, mas nenhum artefato perigoso foi encontrado no local. 

    “O voo pousou em segurança e todos os passageiros desembarcaram. A aeronave será liberada para operações assim que todas as verificações de segurança obrigatórias forem concluídas”, destacou fonte da companhia aérea.

    Segundo o Daily Mail, tudo indica que se tratou de um alarme falso.

    Avião da Air India faz pouso de emergência por ameaça de bomba

  • UE investiga Google por possível violação da Lei de Mercados Digitais em buscas online

    UE investiga Google por possível violação da Lei de Mercados Digitais em buscas online

    A Comissão Europeia abriu investigação contra o Google por possível violação da Lei de Mercados Digitais, suspeitando que a empresa rebaixe veículos de mídia nos resultados de busca. Se confirmada a infração, a Alphabet poderá ser multada em até 20% do faturamento global e forçada a adotar medidas corretivas

    A Comissão Europeia abriu nesta quinta-feira uma investigação formal para apurar se o Google violou a Lei de Mercados Digitais (DMA, na sigla em inglês) ao rebaixar sites e conteúdos de veículos de mídia nos resultados de busca. Segundo comunicado do braço executivo da UE, há indícios de que a empresa estaria aplicando sua política de “abuso de reputação do site” de forma a prejudicar editores que utilizam conteúdos de parceiros comerciais, prática descrita como “comum e legítima” para monetização.

    A UE pretende concluir a investigação em até 12 meses. Em caso de infração, podem ser aplicadas multas de até 10% do volume de negócios mundial da Alphabet – controladora do Google -, chegando a 20% em reincidência. A Comissão também poderá impor medidas adicionais, como obrigar a companhia a vender partes do negócio ou impedir novas aquisições.

    De acordo com o texto, essa política “parece impactar diretamente” a forma como publishers conduzem negócios, inovam e cooperam com terceiros. A investigação busca determinar se as demissões feitas pelo Google podem afetar a liberdade de conduzir atividades comerciais legítimas.

    A Comissão ressalta que a abertura do processo não prejulga uma conclusão, mas indica que o caso será aprofundado. Se forem encontradas evidências de descumprimento, Bruxelas informará ao Google suas conclusões preliminares e as medidas necessárias para sanar as preocupações.

    Em setembro, o bloco europeu multou o Google em 2,95 bilhões de euros por contrariar boas práticas de concorrência para publicidade em sua plataforma de buscas, favorecendo, segundo a Comissão, seus próprios serviços de propaganda digital.

    Às 8h25 (de Brasília), a Alphabet recuava 0,39% no pré-mercado de Nova York.

    UE investiga Google por possível violação da Lei de Mercados Digitais em buscas online

  • Melanie Griffith revela imagens do casamento da filha

    Melanie Griffith revela imagens do casamento da filha

    Melanie Griffith divulgou fotos inéditas do casamento da filha, Stella Banderas, com Alex Gruszynski, realizado em outubro na Espanha. As imagens mostram momentos da celebração com Antonio Banderas e Dakota Johnson, reunindo toda a família em uma cerimônia marcada por emoção e reconexão com as origens

    Semanas após o casamento da filha, Melanie Griffith encantou os seguidores ao compartilhar imagens inéditas da cerimônia.

    A atriz publicou em seu perfil no Instagram uma série de fotos do casamento de Stella del Carmen Banderas, de 29 anos, com o namorado de longa data, Alex Gruszynski. A celebração aconteceu na Espanha, em outubro.

    Nas fotos, aparecem Melanie, os noivos, Antonio Banderas e Dakota Johnson. “Stella e Alex estão casados! Foi um momento de pura felicidade, amor e ternura. Tantos sentimentos lindos! 18 de outubro de 2025, o dia em que o nó foi dado”, escreveu Melanie na legenda.

     
     
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    Antonio Banderas, orgulhoso da filha, destacou que o casamento ter sido realizado na Espanha, no luxuoso Abadía Retuerta LeDomaine, em Valladolid, teve um significado especial. “Ela tem muito da Andaluzia e de Málaga, mesmo tendo crescido nos Estados Unidos. Casar-se aqui foi uma forma de se reconectar com suas raízes e compartilhar sua terra natal com o marido e a família dele”, afirmou o ator.

    Stella, por sua vez, disse ter se sentido “muito sortuda” por celebrar o casamento no país do pai. A cerimônia contou ainda com a presença da mãe, Melanie Griffith, e da meia-irmã Dakota Johnson, o que foi confirmado pelas imagens agora divulgadas.

    Melanie Griffith, de 68 anos, é mãe de três filhos: Stella, do casamento com Antonio Banderas (1996–2015); Dakota Johnson, de 36, fruto da união com Don Johnson (1989–1996); e Alexander Bauer, de 40, do relacionamento com Steven Bauer (1981–1989).

     
     

    Melanie Griffith revela imagens do casamento da filha

  • Correios decidem fatiar empréstimo de R$ 20 bi em tentativa de atrair mais bancos e reduzir juros

    Correios decidem fatiar empréstimo de R$ 20 bi em tentativa de atrair mais bancos e reduzir juros

    Os Correios decidiram dividir o empréstimo de R$ 20 bilhões em várias operações para atrair mais bancos e reduzir custos. A estatal, que acumula prejuízos desde 2022, precisa do crédito para evitar colapso financeiro e tenta fechar o acordo até o fim de 2025.

    (FOLHAPRESS) – Os Correios decidiram fatiar a contratação do empréstimo de R$ 20 bilhões para socorrer a empresa em mais de uma operação, em uma tentativa de atrair mais instituições financeiras e reduzir os custos de financiamento.

    Em uma primeira rodada de negociações, um sindicato de quatro bancos (Banco do Brasil, BTG Pactual, Citibank e ABC Brasil) aceitou conceder o crédito no valor pleiteado pela companhia, mas estipulou uma taxa de juros considerada elevada para um contrato com garantia soberana, que reduz consideravelmente o risco de perdas para as instituições financeiras, pois a União paga as prestações em caso de inadimplência.

    Procurados, os bancos não se manifestaram. Em ocasiões anteriores, as instituições disseram não comentar casos específicos.

    A conclusão das tratativas do empréstimo é essencial para dar fôlego de caixa à empresa, que passa por dificuldades financeiras. A companhia acumula prejuízos crescentes desde 2022. Até o fim de 2025, o rombo só neste ano deve alcançar R$ 10 bilhões -no primeiro semestre, o saldo já ficou negativo em R$ 4,4 bilhões.

    Projeções feitas pela companhia e apresentadas ao governo indicam que, sem recursos novos, a situação da estatal pode se agravar. O prejuízo pode chegar a R$ 20 bilhões em 2026, uma vez que os contratos com fornecedores preveem pagamento de multas em caso de atraso –ou seja, um ônus extra para uma empresa já em dificuldades.

    O rombo poderia alcançar valores ainda maiores, na casa de R$ 70 bilhões, daqui a cinco anos. Nesse cenário extremo, a empresa estaria em condição de falência e precisaria inclusive demitir empregados, arcando com os custos trabalhistas desses desligamentos (por isso um valor até maior do que hoje é a despesa anual da estatal).

    Segundo duas pessoas a par do assunto ouvidas pela Folha, a proposta dos bancos tinha um custo de 136% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário).
    No entanto, a tabela de custo máximo aprovada pelo comitê de garantias do Tesouro Nacional prevê um teto de 120% do CDI em operações desse tipo com prazo de dez anos.

    Como o valor contratado é significativo, a diferença da taxa de juros ao longo dos anos representaria um custo adicional de centenas de milhões para os Correios, e a aprovação de um financiamento nessas condições poderia deixar margem para questionamentos futuros, inclusive de órgãos de controle.

    Além disso, as instituições financeiras pleitearam uma taxa de comissão de 5% pela estruturação da operação, o equivalente a R$ 1 bilhão. Nos empréstimos concedidos a estados e municípios com garantia da União, esse percentual costuma ser de 1%.

    Segundo os interlocutores ouvidos pela reportagem, desde o anúncio da estratégia de socorrer os Correios via empréstimo com garantia da União, outros bancos (nacionais e estrangeiros) demonstraram interesse em conceder financiamento à empresa. Por isso, o comando da companhia decidiu fazer uma nova rodada de negociação, agora mais ampla.

    Os bancos já foram comunicados das novas condições. O valor de R$ 20 bilhões foi mantido, mas, em vez de solicitar as condições da proposta (como a taxa de juros), a companhia vai perguntar às instituições financeiras quanto elas aceitam emprestar ao custo de até 120% do CDI.

    Sob esse desenho, o socorro pode acabar sendo pulverizado em várias operações de crédito com diferentes bancos. Se o valor ofertado não chegar aos R$ 20 bilhões, é possível que a empresa faça uma primeira leva de financiamentos com menor volume e volte ao mercado mais adiante para obter novos recursos.

    O Executivo já entrou na mira de órgãos de controle e de parlamentares da oposição pela decisão de colocar a União como fiadora do empréstimo, em vez de fazer um aporte direto de recursos (o que exigiria espaço no Orçamento e também nas regras fiscais). Se a operação ainda assim tiver um custo elevado, isso poderia virar munição no embate político e jurídico.

    A avaliação é de que é mais prudente fazer uma nova rodada de negociações, ainda que isso resulte em algum atraso na contratação do financiamento e deixe a companhia com o caixa sangrando por mais algumas semanas. Enquanto isso, o pagamento a fornecedores deve seguir represado, mas não há, segundo técnicos, risco de atraso no pagamento de salários de funcionários. A expectativa é que, mesmo com a demora, seja possível fechar a contratação até o fim de 2025.

    Inicialmente, a Caixa Econômica Federal também participava das conversas para integrar o sindicato de bancos para financiar os Correios. Segundo duas pessoas, no entanto, a instituição não enviou proposta.

    Nos bastidores, a Caixa era o banco que mais manifestava resistências à operação. No início, isso era atribuído à tentativa frustrada do comando da instituição de influenciar a escolha do sucessor de Fabiano Silva dos Santos, ex-presidente dos Correios que deixou o cargo em setembro. O nome escolhido pelo governo, com o apoio do ministro Rui Costa (Casa Civil), foi o de um funcionário de carreira do Banco do Brasil, Emmanoel Rondon.

    Mesmo após a troca na gestão da empresa, a Caixa continuou apontando dificuldades técnicas em participar da operação.

    O plano de reestruturação da empresa é tido como o “ponto central” para sustentar a decisão dos bancos sobre a capacidade de recuperação da empresa e, consequentemente, a viabilidade do pagamento das prestações. Embora a crise seja financeira, ela é vista como fruto de um problema estrutural de gestão, semeado pelos aumentos sequenciais de custos e pela estratégia deficiente de negócio.

    Correios decidem fatiar empréstimo de R$ 20 bi em tentativa de atrair mais bancos e reduzir juros

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  • Trump diz que reduzirá tarifas para importação de café

    Trump diz que reduzirá tarifas para importação de café

    Donald Trump afirmou que vai reduzir em breve as tarifas de importação sobre o café, prometendo agilizar o processo para conter a alta de preços nos EUA. O Tesouro confirmou que o plano incluirá também produtos como bananas, mas sem detalhar quais países serão beneficiados

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que muito em breve vai reduzir as tarifas de importação que incidem sobre o café. Ele, no entanto, não detalhou quais países produtores serão beneficiados pela medida.

    A declaração foi feita durante entrevista de Trump ao programa The Ingraham Angle, da Fox News, na terça-feira (11).

    “Vamos reduzir algumas tarifas e vamos deixar entrar mais café. Tudo isso acontecerá muito rápido e com muita facilidade. É um processo cirúrgico bonito de se ver. Nossos custos de importação estão muito mais baixos”, declarou o presidente norte-americano após ser questionado sobre a alta dos preços nos EUA. 

    Nesta quarta-feira (12), a informação foi confirmada pelo secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, em outro programa da emissora, o Fox and Friends. Segundo Bessent, os norte-americanos verão “anúncios substanciais” nos próximos dias com o objetivo de reduzir os preços de produtos como café, bananas e outros itens não cultivados nos Estados Unidos.

    Bessent também não entrou em detalhes sobre como essa redução de tarifas será conduzida. Disse apenas que os preços serão reduzidos “muito rapidamente” e que os norte-americanos começarão a se sentir melhor em relação à economia no primeiro semestre de 2026.Até 2024, os EUA figuravam entre os principais destinos do café produzido no Brasil e o principal importador de cafés especiais brasileiros, adquirindo aproximadamente 2 milhões de sacas do produto, a uma receita superior a US$ 550 milhões ao ano. 

    Segundo o Conselho dos Exportadores de Café (Cecafé), o café brasileiro representa mais de 30% do mercado norte-americano. O Brasil é o principal exportador de café para os Estados Unidos, destino de 16% das exportações brasileiras do produto.

    A Agência Brasil contatou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e o Itamaraty, e está aberta à manifestações. 

    As duas pastas aguardam declaração oficial do governo norte-americano. 

    Trump diz que reduzirá tarifas para importação de café

  • Cantor VT Kebradeira é preso por injúria racial após ofender mulher no DF

    Cantor VT Kebradeira é preso por injúria racial após ofender mulher no DF

    O cantor VT Kebradeira foi preso em flagrante no Distrito Federal por injúria racial e ameaça a uma passageira em um ônibus interestadual. O artista, que já havia se envolvido em outro caso polêmico em 2023, ficará afastado das redes sociais, segundo nota de sua produtora.

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O cantor Ewerton Claudio, 24, conhecido como VT Kebradeira, foi preso no Distrito Federal por ameaça e injúria racial contra uma mulher de 21 anos. A informação foi publicada pelo Correio Braziliense e confirmada ao UOL pela Polícia Civil do DF.

    O crime aconteceu em um ônibus de viagem interestadual que ia de São Paulo a Natal. VT Kebradeira havia se apresentado em Goiânia na segunda-feira, e estava voltando para o Recife, onde mora.

    Segundo o Correio Braziliense, o cantor chamou a mulher de “macaca”, “gorila” e “crioula”. O motorista acionou a polícia militar, que prendeu VT Kebradeira em flagrante na cidade de Sobradinho. Ele foi levado para 35ª DP.

    A GOAT Produtora, da qual VT Kebradeira é CEO, publicou uma nota informando que o cantor vai ficar “off-line”. Segundo o texto, ele vai “cuidar de assuntos pessoais e recarregar energias”.

    Natural do Recife, VT Kebradeira começou a carreira artística como dançarino, e migrou para o vocal de brega-funk. A maioria de suas músicas são feats, várias com Anderson e Danilo Neiff. Ele é seguido por quase 420 mil pessoas no Instagram.

    Há menos de um ano, ele atropelou uma mulher em João Pessoa (PB) enquanto dirigia embriagado. Na ocasião, disse estar em surto psicótico e foi internado em um hospital psiquiátrico.

    Cantor VT Kebradeira é preso por injúria racial após ofender mulher no DF

  • Gonet tem maior rejeição para PGR no Senado desde 1989

    Gonet tem maior rejeição para PGR no Senado desde 1989

    O Senado aprovou, por 45 votos a 26, a recondução de Paulo Gonet ao comando da PGR, no resultado mais apertado desde 1989. A queda no apoio reflete o desgaste após o julgamento de Bolsonaro por tentativa de golpe, que expôs críticas da oposição à atuação da Procuradoria junto ao STF.

    O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira, 12, por 45 votos a favor e 26 contra, a recondução de Paulo Gonet ao cargo de procurador-geral da República. O resultado representa a maior rejeição a um indicado para a PGR desde 1989, início da série histórica após a redemocratização. Na votação anterior, em 2023, Gonet havia recebido 65 votos favoráveis e 11 contrários.

    Até então, o procurador-geral mais rejeitado pelo Senado havia sido Geraldo Brindeiro, indicado no governo Fernando Henrique Cardoso. Em sua recondução de 2001, Brindeiro recebeu 18 votos contrários e 55 favoráveis. Ele também registrou resistência em 1999, quando foi reconduzido com 61 votos favoráveis e 11 contrários.

    Depois dele, o caso mais expressivo havia sido a recondução de Rodrigo Janot, em 2015, indicada pela então presidente Dilma Rousseff. Na ocasião, Janot recebeu 59 votos favoráveis e 12 contrários.

    A queda no apoio a Gonet ocorre na esteira do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por tentativa de golpe de Estado, caso no qual senadores de oposição acusam a Procuradoria-Geral da República de ter atuado \”em conluio\” com o Supremo Tribunal Federal (STF).

    Durante a sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Gonet citou a atuação da PGR em investigações sobre ataques ao Estado democrático, fraudes contra o INSS, crime organizado e tráfico de pessoas. Parlamentares da oposição questionaram sua postura sobre a anistia a condenados pelo 8 de Janeiro, sobre pedidos de impeachment de ministros do STF e sobre a duração do inquérito das fake news.

    Na audiência, Gonet afirmou que “a decisão de se aprovar anistia cabe ao Congresso, mas que há polêmicas do ponto de vista jurídico”, sem detalhar quais.

    Gonet tem maior rejeição para PGR no Senado desde 1989

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