Autor: REDAÇÃO

  • Brasil vira sobre a Argentina e segue invicto na Liga das Nações de vôlei

    Brasil vira sobre a Argentina e segue invicto na Liga das Nações de vôlei

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – A seleção brasileira masculina de vôlei encerrou com vitória a primeira semana da Liga das Nações. Neste domingo (14), no Ginásio Nilson Nelson, em Brasília, a equipe comandada por Bernardinho derrotou a Argentina por 3 sets a 2, de virada, após perder as duas primeiras parciais.

    O Brasil foi superado nos sets iniciais por 25 a 18 e 26 a 24, mas reagiu ao vencer os três seguintes por 25 a 19, 25 a 23 e 15 a 9. Com o resultado, a seleção fechou a etapa disputada na capital federal com quatro vitórias em quatro partidas.

    A vitória sobre os argentinos manteve a sequência iniciada nos triunfos diante de Irã, Bélgica e Sérvia.

    O próximo compromisso brasileiro será no dia 24 de junho, contra a Ucrânia, em Liubliana, na Eslovênia, pela abertura da segunda semana da fase classificatória da competição.

    Argentina controla os dois primeiros sets

    A Argentina começou melhor o jogo e aproveitou os erros brasileiros para assumir a liderança do primeiro set. Vicentín, Palonsky e Armoa Morel apareceram com frequência no ataque, enquanto o Brasil encontrou dificuldades principalmente nos saques e em alguns momentos de definição ofensiva.

    Judson foi um dos destaques brasileiros na parcial, contribuindo com pontos de ataque e um ace. Douglas Souza, Darlan e Adriano também pontuaram, mas a equipe argentina ampliou a vantagem na reta final e fechou o set por 25 a 18.
    O segundo set foi mais equilibrado. A Argentina voltou a abrir vantagem com Vicentín, Zerba e Armoa Morel, enquanto o Brasil buscava permanecer próximo no placar com Judson, Adriano e Matheus Pinta.

    A reação brasileira veio no meio da parcial. Darlan anotou dois aces consecutivos e ajudou a seleção a empatar o marcador. Honorato também apareceu em momentos importantes, mas a Argentina voltou a encontrar soluções ofensivas nos pontos decisivos e fechou o set por 26 a 24.

    Brasil inicia a reação

    O terceiro set marcou a mudança de cenário da partida. Adriano abriu a parcial com um ace, e o Brasil passou a apresentar mais regularidade nas ações ofensivas e defensivas.

    Matheus Pinta e Honorato contribuíram para manter o equilíbrio até a metade do set. Depois, Darlan apareceu no bloqueio para empatar a parcial, enquanto Matheus Pinta participou de um bloqueio duplo que colocou a seleção em vantagem.

    O Brasil passou a controlar o placar nos momentos finais. Cachopa marcou um ponto de segunda bola, anotou um ace pouco depois e ajudou a equipe a abrir vantagem. A parcial terminou em 25 a 19.

    A melhora brasileira teve sequência no quarto set. A Argentina chegou a abrir vantagem com Zerba, Ramos e Vicentín, mas o Brasil conseguiu reduzir a diferença aproveitando erros adversários.

    Bernardinho promoveu mudanças ao longo da quarta parcial. Honorato apareceu em momentos importantes no ataque e no bloqueio, enquanto Bryan contribuiu ofensivamente e também no saque.

    O ace de Bryan igualou o placar em 20 a 20. Na sequência, Judson conseguiu um bloqueio que colocou o Brasil em vantagem pela primeira vez na reta final do set.

    Arthur Bento assumiu protagonismo nos últimos pontos. O ponteiro marcou em diferentes situações ofensivas e participou diretamente da definição da parcial.

    Arthur colocou o Brasil em vantagem por 23 a 22, voltou a pontuar para abrir 24 a 23 e encerrou o set em um rali que garantiu a vitória por 25 a 23 e levou a partida ao tie-break.

    Brasil domina o tie-break

    O quinto set começou equilibrado, mas o Brasil rapidamente assumiu o controle do placar. Honorato marcou no ataque e no bloqueio, enquanto Arthur Bento contribuiu com pontos importantes para a abertura da vantagem.

    Bryan anotou um ace que ampliou a diferença para cinco pontos. Na sequência, o bloqueio brasileiro passou a funcionar com frequência diante dos ataques argentinos.

    Judson marcou pelo meio de rede e Lucas Barreto apareceu em sequência com dois bloqueios sobre Armoa Morel. O segundo deles colocou o Brasil em match point.

    No lance seguinte, Vicentín atacou para fora. A arbitragem ainda revisou a jogada após desafio, mas confirmou o ponto brasileiro e a vitória por 15 a 9 no tie-break, fechando o confronto em 3 sets a 2.

    O que vem pela frente

    A segunda semana da Liga das Nações será disputada entre os dias 24 e 28 de junho, em Liubliana, na Eslovênia. O Brasil enfrentará Ucrânia, Canadá, Itália e Eslovênia.

    A Liga das Nações reúne 18 seleções, onde cada uma disputa 12 partidas ao longo de três semanas da fase classificatória. Ao término dessa etapa, avançam às finais as sete melhores campanhas da classificação geral, além da China, que tem vaga garantida por sediar a fase decisiva.

    As finais serão disputadas entre os dias 29 de julho e 2 de agosto, em Ningbo, na China.

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    Argentinos invadem capital do futebol nos EUA para despedida de Messi

    KANSAS CITY, None (FOLHAPRESS) – Conhecida popularmente como a capital do “soccer” nos Estados Unidos devido à tradição histórica da modalidade na região, Kansas City tem experimentando nos últimos dias uma verdadeira invasão de torcedores argentinos.

    No aeroporto internacional e nas festas de rua promovidas pela Fifa (Federação Internacional de Futebol), as camisas azul e branco se integraram como uma das paisagens da cidade do meio-oeste americano, que vai receber a primeira partida dos atuais campeões no Mundial, nesta terça-feira (16), contra a Argélia, pelo Grupo J.

    Embora reconheçam as dificuldades que é vencer duas vezes seguida a Copa do Mundo -a última que conseguiu o feito foi a seleção brasileira, em 1958 e 1962-, os “hinchas” [torcedores] argentinos dizem que a provável despedida de Lionel Messi do torneio com a camisa alviceleste mais do que justifica a presença nos Estados Unidos, a despeito dos preços caros dos ingressos.

    “Pode ser a última vez que vamos vê-lo com a camisa da seleção. É um privilégio estar aqui. Não só para ele, para os torcedores, para a Argentina”, afirmou o torcedor argentino Darío García Alonso, 41, que se destacava em meio a multidão que foi à “fan fest” promovida pela Fifa no domingo (14) devido à semelhança com o craque do Inter Miami.

    Em uma tarde ensolarada em Kansas, os fãs puderam acompanhar dos vários telões instalados no jardim do National WWI Museum and Memorial, um dos cartões-postais da cidade, ao disputado empate de 2 a 2 entre Holanda e Japão.

    “Os torcedores já estão chegando no aeroporto. Nós chegamos hoje [domingo] de manhã. Dizem que vão ter mais ou menos 60 mil argentinos aqui em Kansas City para esse jogo”, afirmou Luis Salvador García Alonso, 39, sobre a partida de terça no Arrowhead Stadium.

    “Estava em dúvida se deveria vir ou não, sabe? Já vi o Messi jogar por clubes, mas vê-lo vestindo as cores da Argentina é muito diferente. É realmente um privilégio vê-lo na América do Norte jogando pela Argentina pela última vez. É paixão e emoção. É algo com que todo argentino sonha. Sei que muitos venderam todas as suas coisas para ver esse momento”, acrescentou.

    Diego Jérez, 50, que também chegou na manhã de domingo ao aeroporto acompanhado dos dois filhos, afirmou que acredita ser “muito difícil” emendar uma segunda vitória seguida no Mundial, mas prevê que a Argentina pode fazer um “bom papel”, com capacidade de chegar até a uma semifinal ou mesmo à final do torneio.

    “Parte da razão que fez eu vir à Copa foi para poder ver o Messi”, afirmou Jérez, que está acompanhando sua segunda Copa como torcedor in loco, após estar presente na edição de 1998, na França, quando a Argentina caiu nas oitavas de final, diante da Inglaterra.

    “Independentemente da Argentina, acho que é uma Copa do Mundo difícil para todas as seleções. É um torneio longo, com longas distâncias a percorrer, muitas equipes”, afirmou Salvador Mazzocchi, 42, influenciador digital com mais de três milhões de seguidores no Instagram.

    “Argentina, Brasil e Espanha são seleções fortes, e a Alemanha obviamente também tem grandes expectativas”, prosseguiu Mazzocchi. “Mas é futebol, tudo pode acontecer, veremos o que acontece. Como dizemos, quando a bola começar a rolar, perceberemos do que a equipe é capaz.”

    O influenciador disse ainda que, embora Messi não esteja em uma liga tão competitiva como outros jogadores de alto nível no Mundial, ele ainda é capaz de fazer a diferença para a equipe. “Ele tem um desafio significativo pela frente, mas Messi é Messi.”

    O talento do camisa 10 também atrai torcedores de outros países da América Latina.

    Os amigos porto-riquenhos Gabriel Asensio e José Otero, ambos de 26 anos, disseram que, sem ter a seleção de seu país para torcer na Copa do Mundo, acabaram optando pela Argentina, em grande medida pela presença de Messi.

    “A Argentina é um país latino-americano, nós também somos, eles falam espanhol, é mais fácil se identificar com eles de certa forma. E, obviamente, o Messi é aquele toque final que torna impossível não escolhê-lo”, afirmou Asensio.

    Aos 38 anos, Messi chegou a colocar algumas vezes em dúvida sua participação nesta Copa, porém chega ao torneio da Fifa ainda como a principal liderança da equipe dentro de campo.

    Recuperando-se de uma lesão sofrida com o Inter Miami há poucas semanas do início do torneio, o jogador chegou a entrar em campo com a formação nacional no último amistoso preparatório, contra a Islândia, fazendo um dos gols na vitória por 3 a 0 do time comandado por Lionel Scaloni.

    Após o duelo de estreia contra os argelinos, que promete ser o mais difícil na fase de grupos, a Argentina segue para Dallas, onde enfrenta Áustria e Jordânia, nos dias 22 e 27.

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  • Trump esnoba Copa do Mundo nos EUA e é alvo de críticas

    Trump esnoba Copa do Mundo nos EUA e é alvo de críticas

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – No início da semana, Donald Trump foi o primeiro presidente americano em exercício a comparecer a uma final da NBA, a liga de basquete americano. Na noite deste domingo (14), Trump comemorou seus 80 anos promovendo uma luta de UFC no gramado da Casa Branca.

    Mas apesar de comprovadamente fã de esportes, Trump não encontrou espaço em sua agenda para estar presente na estreia dos Estados Unidos na Copa do Mundo, embora o país seja um dos anfitriões do torneio. Os americanos golearam o Paraguai na sexta-feira (12), mas o presidente não estava lá, mandou o secretário de Estado, Marco Rubio, representá-lo.

    O fato de Trump estar esnobando a Copa do Mundo sediada por Estados Unidos, Canadá e México despertou críticas entre torcedores.

    É altamente incomum que um chefe de Estado ou governo do país sede não esteja presente na abertura do campeonato.

    O emir do Qatar, Tamim bin Hamad Al Thani, compareceu em 2022; o presidente russo Vladimir Putin participou em 2018 e a presidente Dilma Rousseff estava na abertura da Copa no Brasil em 2014.

    Em entrevista à rádio britânica TalkSport, Andrew Giuliani, presidente da força-tarefa da Copa do Mundo, não descartou a possibilidade de Trump assistir a alguma partida ao longo do torneio. “A agenda dele está apertada. Mas sei que ele vai estar engajado ao longo desta Copa do Mundo”, afirmou.

    “Mas conhecendo o presidente Trump há 30 anos, posso dizer uma coisa: espere o inesperado. Sempre espere um suspense com ele. Ao longo deste torneio, não me surpreenderia se ele se envolvesse cada vez mais com a Copa do Mundo.”

    A ausência de Trump na estreia americana despertou críticas de torcedores. “Então ele pode ir a uma luta de UFC qualquer, mas não pode comparecer ao jogo de abertura do próprio país. Que patriota”, escreveu um torcedor em uma publicação no X, segundo o site esportivo TheComeback.

    “Mais uma prova de que Trump pouco ou nada se importa com a Copa do Mundo”, escreveu outra pessoa.

    “Por que o sr. Prêmio Nobel da Paz da Fifa não está comparecendo à abertura da Copa do Mundo na América?”, questionou um internauta.

    Um dos fatores para a ausência de Trump na estreia da seleção americana de futebol pode ter sido a saraivada de vaias que ele recebeu na final da NBA na segunda-feira (8).

    “Ele está com medo de ser vaiado como foi no MSG (Madison Square Garden)”, escreveu uma pessoa no X, citada pelo TheComeback.

    O descaso contrasta com o aparente entusiasmo pelo futebol manifestado por Trump em 5 de dezembro de 2025, durante o sorteio da Copa do Mundo. Em vídeo que voltou a circular na sexta-feira (12), Trump defendeu que os EUA passem a usar “football”, e não mais “soccer”, para se referir ao esporte. Ele também sugeriu mudar o nome da National Football League (NFL), como é chamada a liga de futebol americano local.

    Ele chegou a ironizar o futebol americano. “Isso [futebol jogado na Copa] é o futebol, não há nenhuma dúvida. Temos que arrumar outro nome para essas coisas da NFL”, afirmou Trump.

    A Copa do Mundo nos EUA tem sido alvo de críticas por causa dos altos preços dos ingressos e pelo governo americano ter barrado a entrada de alguns torcedores e membros de equipes técnicas. O governo Trump também vetou a entrada de um árbitro da Somália, afirmando que ele teria ligações com “membros de organizações terroristas”.

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  • Alex Poatan perde para francês e fica sem cinturão inédito no UFC em disputa na Casa Branca

    Alex Poatan perde para francês e fica sem cinturão inédito no UFC em disputa na Casa Branca

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Não deu para Alex Poatan Pereira, 38, lutador brasileiro que disputou o cinturão interino peso-pesado na madrugada desta segunda-feira (15), em luta disputada na arena do UFC (Ultimate Fighting Championship) montada no jardim da Casa Branca.

    Poatan buscava chegar ao posto inédito, entre os homens, de um lutador com cinturões em três categorias de peso, uma vez que ele faturou o dos pesos-médios e dos meio-pesados.

    O francês Ciryl Gane, 36, que conquistou o cinturão em disputa em 2021, derrotou Poatan no segundo round, após desequilibrar o brasileiro com uma sequência de socos encaixados.

    O UFC Freedom 250 integra o calendário de festividades dos 250 anos da independência do país e é realizado em uma arena construída no jardim sul da Casa Branca, a sede do governo americano, naquilo que vem sendo lido como mais um aceno de Donald Trump (aniversariante deste domingo) a seu eleitorado masculino e afeito a demonstrações de virilidade e dominância.

    A noite ainda teve a vitória de outros dois brasileiros, em lutas sem cinturão.

    Poatan chegou à arena fazendo sua tradicional entrada ao som de cantos indígenas -ele é descendente do povo pataxó. Seu apelido vem do tupi-guarani para “mão de pedra”. O brasileiro passou pelo Hall da Fama dos presidentes dos Estados Unidos e, no topo da escada, ainda no prédio da Casa Branca, simulou o lançamento de uma flecha, usando um arco imaginário. Um grito encerrou o espetáculo que antecedeu sua chegada à arena.

    O brasileiro é considerado um lutador tecnicamente heterodoxo. Campeão no kickboxing, ele chegou ao MMA com menos domínio em técnicas de solo e de queda do que seus oponentes com experiência em modalidades como o jiu-jítsu brasileiro (BJJ) e a luta greco-romana.

    Juliano Spyer, colunista da Folha e pesquisador de esportes de combate, diz que o estilo de Poatan combina força, precisão, velocidade e a capacidade rara de ler o comportamento do adversário. “[Ele] Identifica padrões, provoca reações e cria armadilhas que abrem espaço para nocautes devastadores”, escreveu, na Folha.

    Desta vez, o estilo técnico não foi suficiente para garantir o cinturão. Ele, que abriu mão do cinturão dos meio-pesados para subir de categoria de peso, disse que ainda vai discutir com sua equipe se vai seguir nos pesos-pesados. “Se eu não tivesse arriscado em todas as vezes, eu não estaria aqui”, afirmou.

    A luta principal da noite foi a mais longa das sete do card. O azarão Justin Gaethje, 37, campeão interino no peso-leve, derrotou o georgiano-espanhol Ilia Topuria, considerado o favorito. A luta de unificação do cinturão terminou no quarto e penúltimo round.

    Topuria, 29, que já foi campeão dos pesos-pena, foi avaliado por um médico no octógono entre o terceiro e o quarto round e foi liberado para seguir na briga pelo cinturão. Muito machucado, ele chegou a dizer que não estava enxergando pelo inchaço de um dos olhos.

    Ao fim do quarto round, sua equipe disse que ele lutaria até o fim, mas a arbitragem encerrou a disputa, garantindo o título ao americano Justin Gaethje, que deixou o octógono com o cinturão e praticamente inteiro.

    Outros dois brasileiros lutaram nesta noite.

    A primeira disputa no octógono da Casa Branca foi vencida pelo manauara Diego Lopes, 31, na categoria peso-pena, que nocauteou o americano Steve Garcia, 34, no segundo round, depois de encaixar uma sequência de socos, levando o adversário ao chão.

    Diego é o atual número dois do ranking do UFC e já disputou cinturão por duas vezes. Com a vitória deste domingo, ele chega 12 vitórias por nocaute e 15 ainda no primeiro round.

    O também brasileiro Maurício Ruffy, 29, derrotou Michel Chandler, 40, por nocaute, no primeiro round, confirmado o apelido de “One Shot”, algo como “tiro único”. Ruffy, que é paulistano, mas cresceu em Alagoas, acumula agora 13 vitórias por nocautes, em 12 lutas.

    Nem os gritos de “USA, USA” da torcida de Chandler antes da luta apagaram o favoritismo de Ruffy. O lutador americano era mais experiente, com 23 vitórias em 33 lutas, mas vinha de uma fase ruim.

    Na breve entrevista ao fim da luta, Ruffy pediu a esposa, Nadine, em casamento. Ele contou que quando os dois se conheceram, não tinham dinheiro para uma festa. “Nadine, quer casar comigo? Agora podemos fazer uma festa e agradecer a Deus”, disse o brasileiro.

    O primeiro confronto de dois americanos terminou com a vitória de Bo Nickal, 30, com um nocaute técnico em confronto com Kyle Daukaus, 33, ainda no primeiro round.

    Após uma sequência de golpes em pé, Nickal conseguiu derrubar Daukaus e finalizou. Ao fim da luta, Nickal deixou o octógono para cumprimentar o convidado de honra da noite, o presidente Trump, que estava acompanhado, além de White, da primeira-dama Melania Trump.

    Na categoria peso-pesado, outra disputa de dois americanos. Josh Hokit, 28, venceu Derrick Lewis, 41, por nocaute técnico no segundo round, após encaixar uma sequência de jabs. Conhecido como “Black Beast”, ou a Fera Negra, Lewis é o maior nocauteador da história do UFC.

    Hokit, que se apresenta como o “Incrível Hokit”, em alusão ao herói dos quadrinhos Hulk, é adepto da “trash talk”. Ao fim da luta desta noite, fez elogios ao presidente Trump, a quem cumprimentou na plateia, citou uma mentira propagada na extrema-direita, de que a ex-primeira-dama Michelle Obama “é um homem” e provocou Alex Poatan.

    Na categoria peso-galo, Sean O’Malley, 31, dos Estados Unidos, chegou à sua oitava vitória seguida ao derrubar o canadense Aiemann Zahabi, 38, no segundo round em um nocaute técnico. Ele já foi campeão em sua faixa de peso e agora luta para retomar o cinturão.

    SHOW POLÍTICO DE DONALD TRUMP

    Antes do card começar, Trump e Dana White, o CEO do UFC e seu amigo e apoiador de longa data, deixaram juntos o salão oval da Casa Branca até a varanda da ala sul. De lá, acompanharam o hino nacional cantado por Zac Brown. A cerimônia teve ainda caças da Força Aérea americana sobrevoando a Casa Branca em formação delta. Depois do hino, Trump e White seguiram juntos até a arena.

    Nos intervalos entre as lutas, foram exibidas homenagens aos serviços de emergência que atuaram em tragédias como o 11 de setembro. Em um desses vídeos, um narrador fala da história de batalhas dos americanos desde a independência e encerra incluindo os lutadores de MMA do UFC como os guerreiros deste tempo histórico.

    Mark Zuckerberg, dono da Meta, empresa que comanda Facebook, Instagram e WhatsApp, que desde a reeleição de Trump se aproximou do campo da direita, anunciou no intervalo de lutas que todos os veteranos cegos receberão gratuitamente os Ray-Ban da Meta, óculos inteligentes desenvolvidos pelas duas empresas.

    Alex Poatan perde para francês e fica sem cinturão inédito no UFC em disputa na Casa Branca