Autor: REDAÇÃO

  • Gilmar libera por 45 dias pagamento de retroativos já programados no Judiciário e Ministério Público

    Gilmar libera por 45 dias pagamento de retroativos já programados no Judiciário e Ministério Público

    Na decisão proferida na semana passada, o ministro havia determinado a suspensão imediata dos retroativos para servidores do Judiciário e do Ministério Público, mas decidiu voltar atrás nesse ponto após um alerta feito pela AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros).

    LUÍSA MARTINS
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes liberou, por 45 dias, o pagamento de penduricalhos retroativos reconhecidos administrativamente e que já estavam programados para o período. O decano alertou, porém, que qualquer adiantamento ou reprogramação financeira será considerado burla, sujeita a punição.

    Na decisão proferida na semana passada, o ministro havia determinado a suspensão imediata dos retroativos para servidores do Judiciário e do Ministério Público, mas decidiu voltar atrás nesse ponto após um alerta feito pela AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros).

    De acordo com a entidade, havia uma incompatibilidade de prazos entre a decisão de Gilmar e a liminar do ministro Flávio Dino, que barrou os penduricalhos para todo o funcionalismo público e deu 60 dias para que os órgãos públicos façam um pente-fino nas verbas pagas fora do teto constitucional.

    A entidade afirmou que não haveria como suspender imediatamente os retroativos antes de concluído o período fixado por Dino para reexame dos penduricalhos. Diante disso, Gilmar e Dino unificaram o prazo para 45 dias contados a partir de 23 de fevereiro -e o decano autorizou, até lá, o pagamento dos retroativos.
    Gilmar afirmou, no entanto, que “somente poderão ser pagos valores retroativos administrativamente que já se encontravam regularmente programados para o período correspondente, em estrita observância ao cronograma previamente estabelecido e às disponibilidades orçamentárias já consignadas”.

    O decano ponderou que está proibida qualquer readequação financeira que tenha o objetivo de “concentrar, acelerar ou ampliar desembolsos”. Também não está autorizada a inclusão de novas parcelas ou de beneficiários não contemplados no planejamento original.

    “Qualquer tentativa de burla, direta ou indireta, à presente decisão deverá ser objeto de responsabilização administrativo-disciplinar e penal, além do dever de devolução administrativa de tais valores. Também será penalizado, por “ato atentatório à dignidade da justiça”, qualquer pagamento feito após os 45 dias.

    Os demais pontos da liminar seguem válidos como na decisão original, como a suspensão dos penduricalhos derivados de leis estaduais. A decisão de Dino também permanece válida. O julgamento de referendo das liminares, inicialmente previsto para esta quinta-feira (26), foi adiado para 25 de março.

    Até lá, terão andamento as discussões entre os Poderes para resolver a questão dos penduricalhos, uma vez que o Congresso Nacional ainda não editou lei ordinária nacional que discipline o tema. O presidente do STF, Edson Fachin, disse que a corte “dará a última palavra”.

    No dia 25 de março, devem ser julgados os referendos das liminares de Dino e de Gilmar e outros casos correlatos, como uma lei de Santa Catarina que indeniza procuradores que usarem veículos próprios e uma norma da Paraíba que vincula o subsídio de desembargadores a 90,25% do salário de ministro do STF.

    Fachin também pediu que todos os gabinetes verifiquem se têm processos semelhantes para que todos sejam examinados em conjunto pelo plenário. O objetivo do presidente do STF, segundo seus auxiliares, é unificar todas as decisões sobre o tema e racionalizar o debate.

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  • EUA e Irã farão novas negociações, e escalada militar continua

    EUA e Irã farão novas negociações, e escalada militar continua

    Os rivais negociaram de forma indireta nesta quinta-feira (26) em Genebra, sob a mediação de Omã. Segundo o chanceler do país árabe, Badr al-Busaidi, houve “progressos significativos” nas conversas, que foram descritas por autoridades americanas a diversos meios de comunicação como “difíceis” e “frustantes”.

    IGOR GIELOW
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Apesar do acúmulo de preparativos para um ataque dos Estados Unidos ao Irã, delegações dos dois países decidiram continuar negociando sua disputa acerca do programa nuclear do país persa na semana que vem em Viena.

    Os rivais negociaram de forma indireta nesta quinta-feira (26) em Genebra, sob a mediação de Omã. Segundo o chanceler do país árabe, Badr al-Busaidi, houve “progressos significativos” nas conversas, que foram descritas por autoridades americanas a diversos meios de comunicação como “difíceis” e “frustantes”.

    À frente da delegação do Irã, o chanceler Abbas Araghchi disse que as conversas foram “as mais sérias até aqui” e que “um bom progresso foi feito em algumas questões, mas ainda há diferenças em certas áreas”. Os americano ainda não se pronunciaram.

    De todo modo, as negociações continuam e serão focados segundo o omani em “aspectos técnicos e nucleares”. A capital austríaca é sede da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica), cujo diretor-geral, o argentino Rafael Grossi, esteve como observador nos debates na Suíça.

    As negociações começaram às 10h15 (6h15 em Brasília) na residência do embaixador de Omã, durando três horas até um intervalo no qual os lados rivais consultaram seus governos. Às 17h50 (13h50 em Brasília), foram retomadas, durando mais 1 hora e 50 minutos.

    Como nas fracassadas conversas de 2025 e nas duas rodadas anteriores agora, o diálogo foi indireto: um lado passa suas propostas para o chanceler omani, Badr al-Busaidi, que a transmite para o outro.

    A delegação americana foi comandada pelo negociador Steve Witkoff e pelo genro de Trump Jared Kushner, que representa os interesses empresarias do sogro, causando ojeriza entre diplomatas.

    A última vez em que houve negociações diretas entre os rivais foi na costura do acordo nuclear de 2015, pelo qual o Irã se comprometia a reduzir sua capacidade de enriquecimento a níveis civis, 3,75%, reduzia seus estoques do material e desmantelava equipamentos vitais.

    A AIEA era responsável pela verificação do arranjo, que em troca aliviou sanções ocidentais ao país. Em 2018, denunciando os termos do acordo e apontando para o fato de que ele não impedia na prática o acesso à bomba se descumprido, Trump o deixou.

    As sanções foram retomadas, assim como a hostilidade. A partir de 2022, Teerã praticamente dobrou seu estoque de urânio enriquecido para 440 kg, e elevou seu enriquecimento a 60%, segundo a AIEA. Isso permite produzir de 10 a 15 bombas de baixo rendimento.

    O impasse e as guerras de Israel após o ataque terrorista do Hamas, grupo bancado por Teerã, em 2023 levaram a crise para o campo militar. Tel Aviv conseguiu reduzir drasticamente as capacidades dos prepostos do Irã na região, a começar pelo libanês Hezbollah.

    Os arquirrivais trocaram fogo aéreo em 2024 e, em junho passado, o Estado judeu começou uma guerra de 12 dias com bombardeios de lado a lado que expôs o Irã como um tigre de papel, apesar dos danos em Israel.

    Trump entrou na briga para encerrá-la, atacando pela primeira vez três alvos do programa nuclear. Deu-se por satisfeito, mas quis aproveitar os protestos contra o regime contra o regime para ameaçar os aiatolás. Voltou a trás para ganhar tempo em janeiro, mas começou a montar um grande cerco aeronaval ao Irã, o maior desde a Guerra do Iraque em 2003.

    Ao mesmo tempo, os EUA reabriram as negociações, que nesta quinta chegaram a um ponto agudo, com o presidente americano maximizando suas demandas públicas e ameaçando atacar.

    Segundo o americano Wall Street Journal, as demandas de Trump seguem maximalistas: ele quer o fim do programa nuclear e zero enriquecimento de urânia, oferecendo como contrapartida apenas reduções mínimas nas sanções.

    Os iranianos, diz o WSJ, querem voltar a algo parecido com 2015, com uma redução na capacidade de enriquecimento por até cinco anos. Com efeito, o site americano Axios afirmou que a primeira parte das conversas foi “frustrante” para Washington.

    Com efeito, como nas rodadas anteriores, houve até aqui apenas declarações iniciais, e cautelosamente otimistas, do lado do Irã e dos mediadores omanis.

    Aumentando a tensão, a movimentação militar de Trump continua de vento em popa. Nesta quinta, o maior porta-aviões do mundo, o USS Gerald Ford, deixou a escala que fez em Creta para rumar à costa de Israel, de onde pode participar de um ataque coordenado mirando o oeste do Irã. O navio e sua escolta devem chegar à região até o fim da semana.

    Ao todo, os americanos mobilizaram até aqui 18 navios de guerra, nível semelhante ao de ataques pontuais do passado, mas não próximo dos 55 usados na guerra de 2003, por exemplo. Há uma grande variedade de aeronaves, cerca de 200 ao todo, em diversas bases e no dois porta-aviões enviados.

    Em mais um sinal de que está acompanhando de perto a movimentação de seu maior rival estratégico, a China divulgou nesta quinta imagens de 11 caças de quinta geração americanos F-22 que foram enviados à base de Ovda, no sul de Israel.

    A divulgação ocorreu por meio da empresa MizarVision, que vem publicando constantemente fotos detalhadas do posicionamento de ativos militares americanos na crise do Oriente Médio, facilitando a vida de planejadores militares aliados seus no Irã.

    Outros F-22 e o modelo também furtivo ao radar F-35 atravessaram o Atlântico rumo ao Oriente Médio nesta quinta, quando também foi divulgada uma imagem de Diego Garcia, base britânica usada pelos americanos no Índico que é a única da região fora do alcance de mísseis iranianos.

    Chegaram por lá caças F-16, aviões de patrulha marítima P-8 e cargueiros pesados, mas não bombardeiros estratégicos -o Reino Unido vetou por ora o uso do local para eles, gerando protestos de Trump.

    Por fim, em um movimento visto como preparatório para aliviar eventual pressão no seu flanco norte em caso de guerra, Israel bombardeou posições do Hezbollah no leste do Líbano.

    A tensão é generalizada. Mais de dez países, inclusive o Brasil, recomendaram a saída de seus cidadãos do Irã e pediram para que viagens ao país fossem evitadas. Empresas aéreas como a holandesa KLM já anunciaram a suspensão de seus voos para Israel.

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  • Após BBB 26, Aline Campos engata romance com deputado Fred Costa

    Após BBB 26, Aline Campos engata romance com deputado Fred Costa

    O romance começou de forma inesperada e com um ponto em comum: a paixão pelos animais. “Estamos muito felizes com o nosso encontro. Admiro muito ele como ser humano e profissional, e nosso amor pelos animais foi a ponte para a nossa conexão”, conta Aline.

    ANA CORA LIMA
    RIO DE JANEIRO, RJ (CBS NEWS) – A passagem de Aline Campos pelo BBB 26 foi breve, mas suficiente para provocar mudanças importantes em sua vida. Primeira eliminada da edição, a bailarina, 38, deixou o reality e logo encontrou um novo amor: o deputado federal Fred Costa.

    O romance começou de forma inesperada e com um ponto em comum: a paixão pelos animais. “Estamos muito felizes com o nosso encontro. Admiro muito ele como ser humano e profissional, e nosso amor pelos animais foi a ponte para a nossa conexão”, conta Aline.

    Mineiro, Fred Costa, 48, está em seu segundo mandato consecutivo na Câmara dos Deputados, pelo Partido Renovação Democrática (PRD), e é conhecido por sua atuação em defesa da causa animal -inclusive como autor da Lei Sansão, que endurece as penas para maus-tratos.

    Os primeiros flagras do casal aconteceram durante o carnaval do Rio de Janeiro. Desde então, a relação ganhou força: os dois já viajaram juntos para o Peru e não escondem a sintonia.

    Aline Campos contou para o jornal O Globo que tudo começou após sua saída do confinamento. Um post da ex-sister sobre a adoção de um gato preto foi o ponto de partida para a aproximação. “Ele me mandou mensagem e, a partir dali, fomos nos conhecendo. Foi uma conexão que nasceu da admiração”, relembra.

    Após BBB 26, Aline Campos engata romance com deputado Fred Costa

  • Empresário se mantém em silêncio em depoimento à CPMI do INSS

    Empresário se mantém em silêncio em depoimento à CPMI do INSS

    Apontado como dirigente de mais de 20 empresas investigadas no âmbito da Operação Sem Desconto, o empresário de 33 anos é filho e sócio do também empresário Maurício Camisotti, preso desde setembro de 2025, acusado de envolvimento na fraude que lesou milhões de segurados do INSS em todo o país.

    Convocado a depor na condição de testemunha do esquema criminoso que desviou bilhões de reais de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o empresário Paulo Camisotti permaneceu em silêncio ao depor à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, nesta quinta-feira (26).

    Apontado como dirigente de mais de 20 empresas investigadas no âmbito da Operação Sem Desconto, o empresário de 33 anos é filho e sócio do também empresário Maurício Camisotti, preso desde setembro de 2025, acusado de envolvimento na fraude que lesou milhões de segurados do INSS em todo o país.

    Amparado por um habeas corpus e orientado por seu advogado, Paulo Camisotti usou o direito constitucional de não responder às perguntas que o pudessem incriminar. O primeiro a questioná-lo foi o relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), a quem o empresário limitou-se a confirmar apenas ser presidente da Associação Brasileira de Empresas de Cartões de Saúde e Benefícios (ABCS) e filho de Maurício Camisotti, deixando de responder inclusive se já foi condenado em algum processo judicial.

     

    Ao interrogar Paulo Camisotti, o relator da comissão apontou que as empresas da família Camisotti movimentaram mais de R$ 800 milhões, sendo “mais de R$ 350 milhões diretamente para eles”, tendo o pai de Paulo, Maurício Camisotti, o grande beneficiário do esquema.

    “Esta família é cinco vezes mais forte do que o Careca do INSS”, afirmou Alfredo Gaspar, referindo-se a Antônio Carlos Camilo Antunes, lobista apontado como um dos principais operadores da fraude contra o INSS.

    “Botaram o nome do Careca do INSS [em evidência] e nós ficamos o repetindo, até porque, de fato, ele é um grande operador do esquema, mas lembrem deste nome: Camisoti. Ele [Paulo] e o pai [Maurício] montaram uma rede estruturada de serviços fictícios que arrancava dinheiro das associações que eles dominavam. Dinheiro que saía dos bolsos de aposentados e pensionistas”, denunciou o relator, assegurando que só a Associação dos Aposentados Mutualistas para Benefícios Coletivos (Ambec) recebeu quase R$ 500 milhões em descontos associativos, por serviços não prestados.

    “A Ambec retirou R$ 500 milhões de aposentados e pensionistas. E seu primeiro presidente foi Ademir Fratic Bacic, primo do senhor Paulo Camisotti, sobrinho de Maurício Camisoti. José Hermicesar Brilhante, também presidente [da Ambec], trabalhava nas empresas presididas por Paulo Camisoti. Luciene de Camargo Bernardo, era prima do pai dele. Antonio Fratic Bacic, tio de Paulo. Então, a diretoria da Ambec era toda constituída por [pessoas com] laços familiares, de sangue, ou por funcionários das empresas [da família Camisotti]”, completou Gaspar, lembrando que Antunes, o Careca do INSS, era procurador da Ambec.

    “O senhor, seu pai e o resto da gangue tiraram milhões de reais do povo brasileiro”, acusou Gaspar, dirigindo-se diretamente a Paulo Camisotti.

    A defesa do empresário não se manifestou sobre o conteúdo das acusações durante a audiência pública.

    Empresário se mantém em silêncio em depoimento à CPMI do INSS

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  • Homem morto por guarda costeira queria incitar revolta em Cuba, diz amigo

    Homem morto por guarda costeira queria incitar revolta em Cuba, diz amigo

    Casanova e outros nove cubanos residentes nos Estados Unidos entraram armados em águas territoriais do país caribenho na manhã de quarta. Quando abordados pela guarda costeira, abriram fogo, ferindo um militar.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Michel Ortega Casanova, um dos quatro cubanos mortos pela guarda costeira do país na quarta-feira (25), buscava “acender uma faísca” para incitar uma revolta na ilha, disse nesta quinta (26) à agência de notícias AFP um de seus companheiros de militância anticomunista na Flórida.

    Casanova e outros nove cubanos residentes nos Estados Unidos entraram armados em águas territoriais do país caribenho na manhã de quarta. Quando abordados pela guarda costeira, abriram fogo, ferindo um militar.

    Quatro deles morreram, incluindo Casanova, e outros seis ficaram feridos -eles estariam detidos pelo regime no hospital Arnaldo Milian Castro, em Santa Clara, a 250 quilômetros de Havana, de acordo com relatos ouvidos pela Reuters.

    Segundo o regime, o objetivo dos homens era realizar uma “infiltração com fins terroristas”. Wilfredo Beyra, membro da organização anticastrista Partido Republicano de Cuba, com sede na Flórida, disse que Casanova “queria combater essa narcotirania criminosa e assassina, e ver se isso acendia uma faísca e o povo se erguia e os apoiava”.

    “Eu lhe disse que esse não era o momento de fazer ações desse tipo pela liberdade de Cuba, que precisávamos esperar”, acrescentou Beyra. Por outro lado, o ativista disse que “muitos grupos” de cubanos na Flórida estão dispostos a pegar em armas “pela liberdade da sua pátria”. “Michel era um desses”, concluiu.

    Até aqui, Casanova foi o único dos mortos a ser publicamente identificado pelas autoridades cubanas, que disseram que todos os envolvidos são cidadãos do país com residência nos EUA. O barco utilizado por eles para invadir as águas territoriais cubanas tinha matrícula americana.

    No barco, segundo a mídia cubana, os tripulantes estavam armados com fuzis, coquetéis molotov e pistolas, e vestidos com roupas camufladas e coletes à prova de balas.

    Na quinta, o líder do regime, Miguel Díaz-Canel, disse que “Cuba se defenderá com determinação e firmeza diante de qualquer agressão terrorista e mercenária que pretenda afetar sua soberania e estabilidade nacional”.

    O chanceler cubano, Bruno Rodríguez, também se pronunciou na mesma rede social. “Cuba teve de enfrentar inúmeras infiltrações terroristas e agressivas procedentes dos EUA desde 1959, com um alto custo em vidas, feridos e danos materiais.”

    A comunidade de cubanos exilados na Flórida tem um longo histórico de ações contra o regime comunista, incluindo ataques terroristas contra hotéis nos anos 1990 e a derrubada de um avião em 1976 que matou 73 pessoas. Havana acusa Washington de tolerar e, em alguns casos, colaborar com as atividades criminosas desses grupos.

    O chefe da diplomacia americana, Marco Rubio, disse que Washington responderá proporcionalmente ao ocorrido assim que tiver todas as informações sobre os mortos, incluindo sua nacionalidade. “Vale lembrar que é muito incomum ver tiroteios assim em alto-mar”, afirmou o secretário de Estado.
    “Não vamos basear nossas decisões no que os cubanos nos disserem, vamos conduzir nossa própria investigação”, disse Rubio.

    O diplomata, que tem ascendência cubana, negou que os mortos fizessem parte de uma operação militar americana.

    A relação entre os EUA de Donald Trump e Cuba passa por uma das maiores tensões dos últimos anos depois que a captura do ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, por parte de forças americanas interrompeu a entrega de petróleo à ilha comunista.

    Com isso, e uma intensificação no embargo de Washington contra Havana, o país vive uma grave escassez de combustíveis, com impactos diretos na população. Os cubanos vivem hoje longos apagões e veem o lixo se acumular nas ruas e o transporte público se tornar cada vez mais limitado.

    Estima-se que Cuba produza menos da metade do petróleo de que necessita, ficando o restante por conta de aliados. Até o começo do ano, a Venezuela era o principal, seguida de México e Rússia, mesmo após uma queda nos envios em 2023.

    Mas sem Caracas, que está impedida pelos EUA de comercializar com Cuba após a intervenção, a ilha é palco de apagões que chegam a 20 horas diárias em algumas regiões. A crise se dá em um contexto que já era de escassez generalizada de remédios, instabilidade econômica e êxodo massivo.

    Nesta quarta, o Departamento do Tesouro americano disse que empresas dos EUA podem revender petróleo venezuelano a Cuba -desde que ele seja destinado a empresas privadas.

    Homem morto por guarda costeira queria incitar revolta em Cuba, diz amigo

  • Banco do Brasil anuncia apoio a vítimas de enchente em MG

    Banco do Brasil anuncia apoio a vítimas de enchente em MG

    A instituição acionou o protocolo do Programa Ajuda Humanitária e lançou uma campanha de mobilização social. A doação inicial será feita por meio da Fundação Banco do Brasil, destinada a instituições sem fins lucrativos da região, responsáveis pela compra e distribuição de alimentos, roupas, kits de higiene e materiais de limpeza.

    O Banco do Brasil (BB) anunciou um pacote de medidas emergenciais para apoiar moradores e empreendedores atingidos pelas fortes chuvas na Zona da Mata mineira. As ações incluem  uma doação inicial de R$ 200 mil, medidas de flexibilização de crédito, renegociação de dívidas e apoio operacional aos municípios afetados.

    A instituição acionou o protocolo do Programa Ajuda Humanitária e lançou uma campanha de mobilização social. A doação inicial será feita por meio da Fundação Banco do Brasil, destinada a instituições sem fins lucrativos da região, responsáveis pela compra e distribuição de alimentos, roupas, kits de higiene e materiais de limpeza.

    As medidas contemplam moradores e empresas dos municípios de Juiz de Fora, Ubá e Matias Barbosa. Segundo o banco, mais de 159 mil clientes pessoas físicas e cerca de 9 mil pessoas jurídicas podem ser beneficiados.

    Pessoas físicas

    Entre as principais ações está a carência de até seis meses para início do pagamento em operações como BB Crédito Consignado e BB Crédito Salário. Também foi liberada a possibilidade de repactuação de até quatro parcelas de financiamentos imobiliários e empréstimos com garantia de imóvel, com transferência dos valores para o fim do contrato.

    Apoio às empresas

    Para pessoas jurídicas, o banco oferece o Pula Parcela Emergencial PJ, que permite prorrogar até seis parcelas em linhas de capital de giro e no BB Financiamento PJ.

    Também foi criada a linha de Reperfilamento PJ, com prazo de até 60 meses e carência de até seis meses para renegociação de dívidas de empresas afetadas.

    Setor agropecuário

    No campo, as medidas incluem alocação emergencial de recursos para crédito rural, tanto para custeio quanto para investimento, incluindo financiamentos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) para construção e reforma de moradias rurais.

    O banco informou ainda que simplificará a prorrogação de operações com base em alertas de safra por cultura e região. Parceiros e correspondentes bancários foram mobilizados para atendimento direto aos produtores. Além disso, haverá prioridade na análise de pedidos do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro).

    Pagamentos, seguros e atendimento

    O pacote também prevê estorno de juros, encargos, Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e tarifas em operações nas áreas atingidas. O banco anunciou a ampliação temporária de limites para transações via Pix e a flexibilização para abertura e manutenção de contas.

    No segmento de seguros, a BB Seguros iniciou contato direto com segurados por WhatsApp para orientar sobre abertura de sinistros e acionamento de assistências, com prioridade no atendimento aos municípios impactados.

    Apoio aos municípios

    O Banco do Brasil informou que mantém contato com as prefeituras das cidades afetadas para oferecer operações de crédito com tramitação prioritária. A instituição também orienta gestores a utilizarem o Cartão da Defesa Civil e disponibiliza solução para pagamento de benefícios às famílias atingidas.

    Mobilização e doações

    Além da doação inicial, a campanha conta com apoio da Livelo, que irá dobrar as doações de pontos realizadas até 31 de março de 2026 para a campanha “Enchentes MG”.

    A partir de 26 de fevereiro, as Associações Atléticas Banco do Brasil (AABB) de Minas Gerais passam a funcionar como pontos oficiais de arrecadação de itens como água mineral, produtos de limpeza, cobertores, roupas e calçados em bom estado.

    Todo o recurso arrecadado será destinado à compra e distribuição de itens essenciais às famílias afetadas pelas enchentes.

    Como doar

    Dinheiro

    Banco do Brasil (001)

    Agência: 1607-1

    Conta: 80.000-7

    Chave Pix: pix.enchentesmg@fundacaobb.org.br

    Pontos Livelo

    Válidas até 31 de março de 2026.

    Acesse o catálogo Livelo e selecione a campanha “Enchentes MG”, da Fundação Banco do Brasil (Trocar Pontos > Doação > Todos os parceiros).

    Banco do Brasil anuncia apoio a vítimas de enchente em MG

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  • Atores que admitiram trabalhar só pelo dinheiro!

    Atores que admitiram trabalhar só pelo dinheiro!

    Estrelas do cinema e da TV que fizeram isso por dinheiro.

    É sempre bom pensar que seu ator favorito adorou participar do seu filme ou série favorita tanto quanto você amou assisti-lo. Infelizmente, porém, nem sempre é assim. Alguns dos astros e estrelas mais aclamados do mundo admitiram que aceitaram certos papéis apenas pelo dinheiro.

    Para alguns, foram filmes no início da carreira, quando estavam sem grana e ainda tentando se firmar no meio artístico. E para outros, foi no final da carreira, quando já tinham gasto tudo e precisavam de qualquer trabalho. 

    Então, clique para descobrir quais famosos toparam fazer filmes (alguns de qualidade duvidosa) só por causa do dinheiro.

    Atores que admitiram trabalhar só pelo dinheiro!

  • Eleições 2026: TSE aprova transporte gratuito para eleitores com mobilidade reduzida

    Eleições 2026: TSE aprova transporte gratuito para eleitores com mobilidade reduzida

    De acordo com estatísticas do TSE, existem hoje 1,45 milhão de eleitores com algum tipo de deficiência ou dificuldade para o exercício do voto. O número representa cerca de 1% do eleitorado apto a votar – 155.912.680 pessoas.

    O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou nesta quinta-feira, 26, uma resolução que garante transporte gratuito a eleitores com deficiência ou com mobilidade reduzida para se locomover até o local de votação. A norma vem na esteira de uma preocupação do TSE com a abstenção, que vem crescendo a cada pleito.

    \”O programa busca reduzir distorções decorrentes de exclusões, por vezes invisibilizadas, com impacto direto na diminuição das abstenções involuntárias\”, afirmou o relator, ministro Kassio Nunes Marques.

    De acordo com estatísticas do TSE, existem hoje 1,45 milhão de eleitores com algum tipo de deficiência ou dificuldade para o exercício do voto. O número representa cerca de 1% do eleitorado apto a votar – 155.912.680 pessoas.

    Em 2022, o então ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso liberou os prefeitos a oferecerem transporte público gratuito no segundo turno das eleições gerais daquele ano. A decisão foi ampliada pelo plenário em 2023, quando a Corte decidiu que o poder público tem o dever de fornecer o transporte aos eleitores em todas as eleições.

    Com a resolução aprovada nesta quinta, o objetivo do TSE é formalizar uma iniciativa que já era tomada por alguns Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) para facilitar o acesso dos eleitores com deficiência às urnas.

    Segundo a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, a ideia é \”também permitir que haja gratuidade e possibilidade de transporte para aqueles que, mesmo o transporte gratuito sendo disponibilizado por todos os órgãos, não conseguem acessar\”.

    O TSE começou a julgar nesta quinta as resoluções que vão orientar o pleito de outubro. O prazo é até o próximo dia 5. O relator é Nunes Marques, vice-presidente da Corte. Ele vai assumir a presidência neste ano e estará à frente do Tribunal durante as eleições.

    As instruções incluem normas para a propaganda eleitoral para controlar a desinformação impulsionada pela inteligência artificial (IA) na campanha. Essa parte será analisada na segunda-feira, 2, quando a Corte retomará o julgamento das normas. A sessão desta quinta já foi encerrada.

    Nas minutas divulgadas em 19 de janeiro, Nunes Marques havia mantido para a IA as mesmas regras de 2024, que vedam a publicação de deepfakes e exigem a rotulagem de conteúdos criados com auxílio de IA.

    Entre as novidades, o ministro sugeriu um trecho que afasta a possibilidade de enquadrar como propaganda eleitoral antecipada a veiculação de conteúdos críticos aos governos. As sugestões foram criticadas pelo PT, que vê uma quebra na isonomia entre os candidatos.

    Em outro ponto das minutas que foi alvo de críticas, Nunes Marques propôs restringir a remoção de perfis nas redes sociais. De acordo com a minuta, essa medida só deve ser aplicada em caso de \”usuário comprovadamente falso, relacionado a pessoa que sequer existe fora do mundo virtual (perfil automatizado ou robô) ou cujas publicações estejam voltadas ao cometimento de crime\”.

    O texto preliminar foi submetido à consulta pública e discutido em audiências na sede da Corte. Ao todo, o TSE recebeu 1.423 sugestões de alteração. As resoluções apresentadas agora incorporam parte das propostas feitas pela sociedade civil.

    Eleições 2026: TSE aprova transporte gratuito para eleitores com mobilidade reduzida

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  • Refugiado cego morre após ser abandonado por agentes de imigração dos EUA

    Refugiado cego morre após ser abandonado por agentes de imigração dos EUA

    Nurul Amin Shah Alam, 56, era natural de Mianmar e estava refugiado nos EUA. Ele estava desaparecido desde o dia 19 de fevereiro, quando foi abandonado sozinho e sem bengala em uma cafeteria após ser liberado da prisão no condado de Erie. As informações são da CNN.

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Um refugiado com deficiência visual foi achado morto em Buffalo, no estado de Nova York, dias depois de ser abandonado por agentes da Patrulha de Fronteira dos Estados Unidos.

    Nurul Amin Shah Alam, 56, era natural de Mianmar e estava refugiado nos EUA. Ele estava desaparecido desde o dia 19 de fevereiro, quando foi abandonado sozinho e sem bengala em uma cafeteria após ser liberado da prisão no condado de Erie. As informações são da CNN.

    Corpo de Nurul foi encontrado na terça-feira em um local distante 6 km da cafeteria onde ele foi deixado pelos agentes de imigração. A polícia de Nova York instaurou procedimento para apurar o caso e determinar as circunstâncias da morte do refugiado logo após sua liberação da custódia.

    Perícia apontou que a causa provável da morte está relacionada a problemas prévios de saúde de Nurul. A hipótese de que o homem tenha sido assassinado foi descartada, disse o porta-voz da cidade de Buffalo, Nick Beiling.

    Nurul era praticamente cego e mal falava inglês. Ele foi detido pelas autoridades americanas no ano passado acusado de agressão, invasão de propriedade privada e porte de arma.

    Na ocasião, ele se perdeu durante uma caminhada e acabou na varanda da casa de uma mulher, que acionou a polícia. Na chegada dos agentes, o homem teria resistido e pegado uma haste de cortina, que ele usava como bengala, para se defender, segundo o advogado dele relatou à imprensa local.

    Refugiado ficou alguns meses preso, mas fez um acordo judicial e deveria ter sido colocado em liberdade. Entretanto, enquanto Nurul aguardava a liberação da cadeia, agentes penitenciários notificaram a Patrulha de Fronteia dos EUA, que havia emitido contra ele uma ordem de detenção migratória.

    Agentes da patrulha pegaram Nurul e o deixaram na cafeteria. A família e o advogado do homem não foram notificados de sua liberação para buscá-lo e levá-lo para casa em segurança, dada sua deficiência visual. Ele era casado e pai de dois filhos.

    Prefeito de Buffalo criticou a conduta dos agentes de imigração e afirmou que a morte de Nurul era “evitável”. “Um homem vulnerável -quase cego e incapaz de falar inglês- foi deixado sozinho em uma noite fria de inverno, sem qualquer tentativa conhecida de deixá-lo em um local seguro. Essa decisão da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA foi antiprofissional e desumana”, declarou o prefeito de Buffalo, Sean Ryan.

    Defensoria Pública de Buffalo também lamentou a morte do refugiado. Até o momento, a Patrulha de Fronteira dos EUA não se manifestou sobre o assunto.

    Refugiado cego morre após ser abandonado por agentes de imigração dos EUA

  • STF adia para 25 de março julgamento sobre suspensão de penduricalhos

    STF adia para 25 de março julgamento sobre suspensão de penduricalhos

    Apesar do adiamento, continuam válidas as decisões dos ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes que suspenderam os pagamentos.

    O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu adiar para 25 de março o início da votação sobre as decisões que suspenderam o pagamento de penduricalhos nos Três Poderes, benefícios que são concedidos a servidores públicos e que, somados ao salário, não cumprem o teto remuneratório constitucional de R$ 46,3 mil.

    Apesar do adiamento, continuam válidas as decisões dos ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes que suspenderam os pagamentos.

    Na sessão desta quinta-feira (26), o julgamento do caso foi iniciado, mas os ministros decidiram adiar a votação para analisar a complexidade do tema. 

     

    No dia 5 de fevereiro, Dino determinou a suspensão dos penduricalhos que não estão previstos em lei. A decisão deve ser aplicada pelos poderes Judiciário, Legislativo e Executivo, nas esferas federal, estadual e municipal, que terão prazo de 60 dias para revisar e suspender pagamento dessas verbas indenizatórias que não respeitam o teto.

    Na terça-feira (24), Gilmar Mendes também suspendeu os pagamentos a juízes e membros do Ministério Público.

    No mesmo dia, o Supremo e a cúpula do Congresso deram o primeiro passo para regulamentar o pagamento dos penduricalhos e decidiram fechar um acordo para a criação de regras de transição para as verbas extrateto. A regulamentação foi uma das determinações que constam na decisão de Flávio Dino.

    STF adia para 25 de março julgamento sobre suspensão de penduricalhos

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