Autor: REDAÇÃO

  • 'Uma Batalha Após a Outra' é o grande vencedor do Oscar, que ignora 'O Agente Secreto'

    'Uma Batalha Após a Outra' é o grande vencedor do Oscar, que ignora 'O Agente Secreto'

    O filme Uma Batalha Após a Outra, dirigido por Paul Thomas Anderson, foi o grande vencedor do Oscar 2026 e conquistou seis estatuetas: Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Edição, Melhor Elenco e Melhor Ator Coadjuvante para Sean Penn

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A cerimônia do 98º Academy Awards, o Oscar, acontece neste domingo (15), no Dolby Theatre, em Los Angeles, com chances de o Brasil e “O Agente Secreto” serem premiados. “Valor Sentimental” já superou o longa de Kleber Mendonça Filho na categoria de melhor filme internacional.

    Transmitida a partir das 21h do horário de Brasília, a festa hollywoodiana ganha comentários da Folha, num vídeo ao vivo no YouTube e Instagram do jornal, com Zeca Camargo e convidados.

    O discurso de abertura de Conan O’Brien foi recheado de alfinetadas políticas ao governo de Donald Trump, ainda que de forma sutil. “São tempos caóticos e assombrosos”, concluiu ele, no fim de seu monólogo.

    O ator Michael B. Jordan superou Wagner Moura e foi coroado melhor ator, enquanto Jessie Buckley levou a estatueta de melhor atriz. “Uma Batalha Após a Outra” superou “O Agente Secreto” em direção de elenco e levou o Oscar na nova categoria da premiação. Paul Thomas Anderson ainda venceu as estatuetas de roteiro adaptado e direção.

    “Guerreiras do K-Pop” triunfou como melhor animação e também levou a estatueta de melhor canção, com “Golden”.

    Já “Pecadores” levou o Oscar de melhor fotografia, categoria na qual competia o brasileiro Adolpho Veloso por seu trabalho em “Sonhos de Trem”.

    “Frankenstein”, adaptação do clássico literário de Guillermo Del Toro, triunfou nas categorias de cabelo e maquiagem, figurino e direção de arte.

    O país ainda pode levar o troféu de fotografica com Adolpho Veloso, que concorre pelo seu trabalho no filme americano “Sonhos de Trem”.

    Entre as categorias principais, o prêmio de melhor ator, com Moura no páreo, será a 22ª estatueta da noite, a antepenúltima, prevista para 23h08. Já o prêmio de melhor filme será o 24º, fechando a noite às 23h24.

    Confira, abaixo, todos os indicados e os vencedores, em destaque, conforme eles são anunciados.

    Melhor filme
    “Bugonia”
    “F1”
    “Frankenstein”
    “Hamnet – A Vida Antes de Hamlet”

    “Uma Batalha Após a Outra”
    “Marty Supreme”
    “O Agente Secreto”
    “Valor Sentimental”
    “Pecadores”
    “Sonhos de Trem”

    Ator
    Timothée Chalamet, de “Marty Supreme”
    Leonardo DiCaprio, de “Uma Batalha Após a Outra”
    Ethan Hawke, de “Blue Moon”
    Michael B. Jordan, de “Pecadores”
    Wagner Moura, de “O Agente Secreto”

    Atriz
    Jessie Buckley, de “Hamnet”
    Rose Byrne, de “Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria”
    Kate Hudson “Song Sung Blue”
    Renate Reinsve, Sentimental Value
    Emma Stone, de “Bugonia”

    Direção
    Paul Thomas Anderson, por “Uma Batalha Após a Outra”
    Ryan Coogler, por “Pecadores”
    Joachim Trier, por “Valor Sentimental”
    Chloé Zhao, por “Hamnet”
    Josh Safdie “Marty Supreme”

    Ator coadjuvante
    Benicio Del Toro, de “Uma Batalha Após a Outra”
    Jacob Elordi, de “Frankenstein”
    Delroy Lindo, “Pecadores”
    Sean Penn, de “Uma Batalha Após a Outra”
    Stellan Skarsgård, de “Valor Sentimental”

    Atriz coadjuvante
    Elle Fanning “Valor Sentimental”
    Inga Ibsdotter Lilleaas, de “Valor Sentimental”
    Amy Madigan, “A Hora do Mal”
    Wunmi Mosaku, “Pecadores”
    Teyana Taylor, “Uma Batalha Após a Outra”

    Roteiro
    “Blue Moon”
    “Foi Apenas Um Acidente”
    “Marty Supreme”
    “Sentimental Value”
    “Pecadores”

    Roteiro adaptado
    “Bugonia”
    “Frankenstein”
    “Hamnet”
    “Uma Batalha Após a Outra”
    “Sonhos de Trem”

    Cabelo e maquiagem
    “Frankenstein”
    “Kokuho”
    “Pecadores”
    “Coração de Lutador”
    “A Meia-irmã Feia”

    Filme internacional
    “Foi Apenas um Acidente” (França)
    “O Agente Secreto” (Brasil)
    “Valor Sentimental” (Noruega)
    “Sirât” (Espanha)
    “A Voz de Hind Rajab” (Tunísia)

    Documentário
    “The Alabama Solution”
    “Come See Me in the Good Light”
    “Cutting Through Rocks”
    “Mr. Nobody Against Putin”
    “A Vizinha Perfeita”

    Animação
    “Arco”
    “Elio”
    “Guerreiras do K-pop”
    “A Pequena Amélie”
    “Zootopia 2”

    Som
    “F1”
    “Frankenstein”
    “Uma Batalha Após a Outra”
    “Pecadores”
    “Sirât”

    Montagem
    “F1”
    “Marty Supreme”
    “Uma Batalha Após a Outra”
    “Pecadores”
    “Valor Sentimental”

    Efeitos especiais
    “Avatar: Fogo e Cinzas”
    “F1”
    “Jurassic World: Recomeço”
    “The Lost Bus”
    “Pecadores”

    Fotografia
    “Frankenstein”
    “Marty Supreme”
    “Uma Batalha Após a Outra”
    “Pecadores”
    “Sonhos de Trem”

    Figurino
    “Avatar: Fogo e Cinzas”
    “Frankenstein”
    “Hamnet”
    “Marty Supreme”
    “Pecadores”

    Direção de elenco
    “Hamnet”
    “Marty Supreme”
    “Uma Batalha Após a Outra”
    “O Agente Secreto”
    “Pecadores”

    Direção de arte
    “Frankenstein”
    “Hamnet”
    Marty Supreme”
    “Uma Batalha Após a Outra”
    “Pecadores”

    Trilha sonora
    “Frankenstein”
    “Bugonia”
    “Hamnet”
    “Uma Batalha Após a Outra”
    “Pecadores”

    Curta-metragem
    “Butchers Stain”
    “A Friend of Dorothy”
    “Jane Austen’s Period Drama”
    “The Singers”
    “Two People Exchanging Saliva”

    Curta-metragem em animação
    “Butterfly”
    “Forevergreen”
    “The Girl Who Cried Pearls”
    “Retirement Plan”
    “The Three Sisters”

    Documentário em curta-metragem
    “All the Empty Rooms”
    “Armed Only With a Camera: The Life and Death of Brent Renaud”
    “Children No More: ‘Were and Are Gone’”
    “The Devil Is Busy”
    “Perfectly a Strangeness”

    Canção original
    “Dear Me”, de “Diane Warren: Relentless”
    “Golden”, de “Guerreiras do K-pop”
    “I Lied to You”, de “Pecadores”
    “Sweet Dreams of Joy”, de “Viva Verdi!”
    “Sonhos de Trem”, de “Sonhos de Trem”

     

    'Uma Batalha Após a Outra' é o grande vencedor do Oscar, que ignora 'O Agente Secreto'

  • Mais de três mil iranianos foram mortos nos bombardeamentos

    Mais de três mil iranianos foram mortos nos bombardeamentos

    Pelo menos 3.040 pessoas, na maioria civis, morreram em resultado dos ataques aéreos dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã desde 28 de fevereiro, segundo dados divulgados hoje pela organização iraniana de direitos humanos HRANA.

    O número inclui 1.319 civis, dos quais 206 eram menores de idade, além de 1.122 militares, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos (HRANA), sediada nos Estados Unidos. A organização utiliza relatórios oficiais de autoridades de saúde, emergência e defesa civil, além de outras fontes no Irã.

    Outras 599 mortes foram confirmadas pela organização, mas as identidades das vítimas ainda não puderam ser determinadas.

    Do total, segundo a HRANA, 21 pessoas morreram nas últimas 24 horas, todas civis — incluindo um menor — em 285 ataques registrados em 18 das 31 províncias iranianas.

    Pela primeira vez em 16 dias de bombardeios, Teerã não lidera a lista das províncias mais atingidas e aparece em segundo lugar, atrás da província de Isfahan, no centro do país, onde no sábado as autoridades locais registraram 15 mortos em um ataque contra um centro industrial.

    Os últimos números divulgados pelo Ministério da Saúde do Irã indicam 1.200 mortos e cerca de 10 mil feridos.

    A HRANA foi uma das organizações que procurou medir com precisão a dimensão da repressão violenta aos protestos antigovernamentais na República Islâmica do Irã ao longo de janeiro.

    No mês passado, a entidade informou que pelo menos 7.002 pessoas morreram ou desapareceram durante as manifestações, número baseado em casos confirmados pela organização — mais que o dobro dos 3.117 reconhecidos oficialmente — além de mais de 50 mil detidos.

    A onda de protestos começou em 28 de dezembro, em Teerã, com comerciantes e setores econômicos afetados pela queda do rial, a moeda nacional, e pela alta inflação, espalhando-se posteriormente por centenas de cidades do país.

    Após a revolta popular contra a teocracia de Teerã, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu aos manifestantes iranianos que a ajuda estava “a caminho”.

    Desde a ofensiva conjunta com Israel, Trump tem sido mais cauteloso quanto ao objetivo de mudança de regime e, assim como o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, tem repetido que os ataques militares buscam criar condições para que os iranianos se levantem contra as autoridades do país.

    O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou hoje que o país “não vê motivos para negociar” com os Estados Unidos, após Trump ter indicado que Teerã deseja um acordo para encerrar a guerra.

    O presidente norte-americano voltou a descartar no sábado a possibilidade de um acordo neste momento.

    “O Irã quer fazer um acordo, e eu não quero, porque os termos do acordo ainda não são suficientemente bons”, declarou em entrevista à emissora NBC.

    O Irã rejeitou até agora qualquer discussão para estabelecer um cessar-fogo no conflito, que se espalhou pela região e reacendeu a guerra no Líbano, depois que o grupo xiita Hezbollah entrou no conflito em apoio ao seu aliado em Teerã e iniciou ataques contra Israel.

    Em resposta à ofensiva iniciada em 28 de fevereiro, o Irã lançou ataques com mísseis e drones contra Israel e países vizinhos, mirando especialmente bases militares e interesses norte-americanos, além de infraestruturas econômicas, sobretudo no setor de energia.

    Ao mesmo tempo, colocou sob ameaça militar o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, o que fez o preço do barril subir para cerca de 100 dólares.

    Na sexta-feira, alguns dos principais líderes do regime iraniano marcharam no centro de Teerã em desafio aos ataques israelo-americanos, mas o novo líder supremo não apareceu.

    Mojtaba Khamenei teria sido ferido, segundo diversos relatos de fontes ligadas ao regime iraniano, no mesmo bombardeio que matou seu pai e antecessor, Ali Khamenei, e não é visto em público há vários dias.

    O chefe da diplomacia de Teerã afirmou no sábado que “não há qualquer problema” com Mojtaba Khamenei, que “está cumprindo seus deveres de acordo com a Constituição e continuará a fazê-lo”.

    Mais de três mil iranianos foram mortos nos bombardeamentos

  • Chanceler do Irã diz que líder supremo está com 'excelente saúde'

    Chanceler do Irã diz que líder supremo está com 'excelente saúde'

    Araghchi disse que o aiatolá Mojtaba Khamenei está bem e mantém o controle da situação, apesar de rumores sobre ferimentos. “Ele está com excelente saúde, está no controle e presente em seu posto. A mensagem de quinta-feira foi muito forte. O momento de mensagens em vídeo ou de aparecer diretamente ao povo é uma decisão dele”, afirmou o ministro ao jornal Al-Araby Al-Jadeed.

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que o líder supremo do país está com ‘excelente saúde’ e segue no comando do país em meio à guerra. Afirmação foi dada em entrevista ao Al-Araby Al-Jadeed.

    Araghchi disse que o aiatolá Mojtaba Khamenei está bem e mantém o controle da situação, apesar de rumores sobre ferimentos. “Ele está com excelente saúde, está no controle e presente em seu posto. A mensagem de quinta-feira foi muito forte. O momento de mensagens em vídeo ou de aparecer diretamente ao povo é uma decisão dele”, afirmou o ministro ao jornal Al-Araby Al-Jadeed.

    Neste sábado (14), o chanceler já havia negado que Mojtaba Khamenei esteja “desfigurado”. Em entrevista ao canal de notícias norte-americano MS Now, Araghchi também admitiu que o Irã tem recebido a ajuda militar da China e da Rússia.

    Ministro afirmou que o país funciona sob lógica de guerra e tentou afastar dúvidas sobre a estabilidade do regime. “O país está em guerra e deve ser administrado com a lógica de um tempo de guerra, mas o que é certo é que não apenas a liderança, mas todas as instituições do Estado estão totalmente estáveis em seus lugares, e tudo está sob controle”, disse.

    Araghchi também afirmou que o formato e o momento de eventuais aparições públicas do líder dependem de avaliação interna. Ele disse que a condução do país segue “a lógica do tempo de guerra”, sem detalhar quando haveria novo pronunciamento.
    Mojtaba foi nomeado oficialmente no último dia 8 de março. Ele substitui o pai, Ali Khamenei, morto em ataque coordenado dos EUA e Israel em 28 de abril

    POR QUE A SAÚDE DO LÍDER VIROU TEMA

    Especulações cresceram após o líder supremo não aparecer em público desde a nomeação, no início de março. A ausência de imagens e discursos alimentou dúvidas sobre o estado de saúde do líder.

    Autoridades iranianas afirmam que o novo líder se feriu no primeiro ataque dos EUA e Israel ao país. O filho do presidente iraniano, Yousef Pezeshkian, disse em sua conta no Telegram que Mojtaba está “são e salvo”. Por outro lado, o governo Trump chegou a afirmar que Mojtaba está “desfigurado”, com diversas fraturas.

    Teerã disse que Mojtaba segue invisível ao público para garantir sua segurança. Regime iraniano tanta evitar rastreamento inimigo, após ameaças dos EUA e Israel de matarem o novo escolhido.

    EUA oferecem R$ 52 milhões por informações sobre líder supremo do IrãPrimeira mensagem do líder supremo à nação foi publicada nas redes sociais e lida pela TV estatal no dia 12 de março. No texto, ele lamentou a morte do pai e antecessor, pediu para países vizinhos fecharem bases americanas em seus territórios, anunciou que o Estreito de Hormuz, que tem gerado crise no mercado global de petróleo, deve continuar fechado.

    A NOMEAÇÃO

    O aiatolá disse ter ficado sabendo sobre sua eleição com surpresa. “Seu servo, Seyyed Mojtaba Hosseini Khamenei, soube do resultado da votação da Assembleia de Peritos ao mesmo tempo que você, através da televisão da República Islâmica”, escreveu.

    Mojtaba Khamenei é o segundo filho de Ali Khamenei, morto em 20 de fevereiro. O ataque aéreo contra um complexo em Teerã, coordenado por EUA e Israel no primeiro dia da guerra, matou também a esposa de Ali Khamenei, Mansoureh Khojasteh, a filha, o genro e o neto do líder supremo.

    Recluso e linha dura, ele é um clérigo iraniano com pouca presença pública, mas com influência nos bastidores do regime. Nascido em 1969, na cidade de Mashhad, ele estudou teologia e passou boa parte da vida ligado ao centro de poder da República Islâmica, sem ocupar cargos estatais formais.

    Ele ocupou posições fortes dentro do escritório do pai. Ao longo das últimas décadas, Mojtaba atuou como um dos principais articuladores das decisões do líder supremo e foi visto como uma figura que, nos bastidores, ajudava a consolidar o poder de Ali Khamenei.

    Escolha do sucessor foi feita pela Assembleia dos Especialistas, composta por 88 clérigos. Não há eleição popular, e o grupo pode decidir por um novo líder supremo único ou manter um conselho permanente, embora a primeira opção seja a mais provável.

    O líder supremo concentra poderes religioso e de Estado. Desde a Revolução de 1979, a Constituição define que o posto fica acima do presidente e do Parlamento na tomada de decisões.

    A autoridade máxima tem a palavra final em temas estratégicos. O líder supremo comanda as Forças Armadas, declara guerra ou paz, define a política externa e nomeia chefes do Judiciário e da mídia estatal.

    O presidente Masoud Pezeshkian, por sua vez, toca a administração do dia a dia. Eleito pelo voto popular, ele cuida da economia e de políticas públicas, mas atua sob supervisão do líder em áreas como defesa e diplomacia.

    Guarda Revolucionária parabenizou Khamenei pela nomeação. “Um novo amanhecer e uma nova fase para a revolução e para o governo da República Islâmica”, escreveu a corporação. O novo líder supremo é descrito como próximo da IRGC e analistas apontam que sua influência cresceu por meio de relações profundas com guarda e com grupos de segurança ligados ao regime.

    Chanceler do Irã diz que líder supremo está com 'excelente saúde'

  • Monica Iozzi agradece apoio após ter sido internada com quadro de acatisia

    Monica Iozzi agradece apoio após ter sido internada com quadro de acatisia

    Iozzi ainda falou que está aceitando convites para sair. “Obrigada de verdade, todos vocês. Hoje é o décimo dia após o fim da minha internação. E tudo passou, estou realmente ótima. Então, quem quiser me chamar para tomar drinques, estou por aqui, está bom? Obrigada, queridos.”

    SALVADOR, BA (UOL/CBS NEWS) – Monica Iozzi agradeceu o carinho dos fãs após uma internação que a fez cancelar a participação no Domingão com Huck.

    Em um vídeo publicado neste sábado (14) nas redes sociais, a apresentadora disse que está bem e agradeceu as mensagens que recebeu. “Queria agradecer muito a todos vocês. Eu recebi muito amor, muito carinho, muitas demonstrações muito genuínas torcendo pela minha recuperação. Estou 100%, ótima. Posso fazer o que eu quiser.”

    Iozzi ainda falou que está aceitando convites para sair. “Obrigada de verdade, todos vocês. Hoje é o décimo dia após o fim da minha internação. E tudo passou, estou realmente ótima. Então, quem quiser me chamar para tomar drinques, estou por aqui, está bom? Obrigada, queridos.”

    Segundo a assessoria de imprensa, Iozzi teve um quadro de acatisia. A condição que levou a apresentadora à internação é uma síndrome neuropsiquiátrica, que se caracteriza por uma inquietação motora extrema e pela necessidade de se movimentar. Em geral, a acatisia vem como efeito colateral de medicamentos antipsicóticos.

    Monica disputaria a Batalha do Lip Sync com Otaviano Costa. Como precisou ficar sob supervisão médica, a produção do Domingão escalou Ticiane Pinheiro para a disputa.

    Monica Iozzi agradece apoio após ter sido internada com quadro de acatisia

  • Ex-United diz que Jorge Jesus o assustou no primeiro contato

    Ex-United diz que Jorge Jesus o assustou no primeiro contato

    O volante sérvio Nemanja Matic, que construiu uma carreira de destaque em clubes como Benfica, Chelsea, Manchester United e também na seleção da Sérvia, relembrou um episódio marcante do início de sua passagem pelo clube português, quando teve seu primeiro contato com o treinador Jorge Jesus.

    Contratado pelo Benfica em 2011, Matic revelou que ficou surpreso com a sinceridade do técnico logo no primeiro dia de trabalho. Na época, o jogador ainda não falava português e o treinador não se comunicava em inglês, o que fez com que a conversa fosse realizada com a ajuda de um intérprete. Durante o encontro, Jorge Jesus fez uma avaliação direta sobre o desempenho do atleta em determinadas posições. “Como 8 ou a 10 não tens um nível alto e não podes jogar no Benfica”.

    A declaração deixou o jogador perplexo, especialmente porque havia acabado de ser contratado pelo clube. “Pensei: “Mas por que é que ele me contratou?””, relembrou Matic em entrevista ao jornal italiano Gazetta dello Sport.

    Apesar do impacto inicial, o treinador continuou a conversa e apresentou outra perspectiva sobre o potencial do atleta. Segundo Matic, Jorge Jesus afirmou que ele poderia alcançar um alto nível caso atuasse em uma função mais defensiva no meio-campo. “Pelo contrário, se jogar como um 6 (volante defensivo), você pode se tornar um dos melhores do mundo”.

    Diante da orientação do técnico, o sérvio decidiu aceitar a mudança de posição e passou a atuar como volante defensivo. Com o passar dos meses, percebeu que a sugestão havia sido acertada. Cerca de quatro meses depois, o jogador reconheceu que a avaliação de Jorge Jesus estava correta.

    A mudança acabou sendo decisiva para sua carreira. Após se destacar no Benfica atuando na nova função, Matic ganhou projeção internacional e seguiu para a Premier League, onde defendeu o Chelsea e posteriormente o Manchester United, clube no qual teve uma longa passagem.

    Atualmente com 37 anos, o meio-campista segue em atividade e foi contratado pelo Sassuolo no início da atual temporada.

    Ex-United diz que Jorge Jesus o assustou no primeiro contato

  • Thais Carla perde 8 kg em 15 dias: quanto ela já emagreceu?

    Thais Carla perde 8 kg em 15 dias: quanto ela já emagreceu?

    A bariátrica foi feita em 28 de abril de 2025 como parte do tratamento contra a obesidade. Desde então, Thais segue um acompanhamento multidisciplinar com profissionais da clínica Vitaliti Saúde, que inclui orientação médica, nutricional e atividades físicas regulares.

    A influenciadora Thais Carla, de 34 anos, tem relatado nas redes sociais sua evolução no processo de emagrecimento desde que passou por uma cirurgia bariátrica, realizada há quase um ano. Recentemente, ela revelou que perdeu 8 quilos em apenas 15 dias, resultado que atribui ao tratamento e ao acompanhamento médico que vem realizando desde o procedimento.

    A bariátrica foi feita em 28 de abril de 2025 como parte do tratamento contra a obesidade. Desde então, Thais segue um acompanhamento multidisciplinar com profissionais da clínica Vitaliti Saúde, que inclui orientação médica, nutricional e atividades físicas regulares.

    Segundo a médica clínica geral Manoela Souza, responsável por coordenar o acompanhamento da influenciadora, o resultado recente chamou atenção. “Gente, hoje é dia de comemoração! Recorde dos recordes da clínica! Em 15 dias a Thais perdeu 8 kg. Isso não existe. Sem precedentes. Mas essa musa dedicada, focada, fazendo os tratamentos, a atividade física e a alimentação correta conseguiu em 15 dias perder 8 quilos”, afirmou.

    Com 1,70 metro de altura, Thais Carla chegou a pesar 200 quilos em seu momento de maior peso. Antes de realizar a cirurgia, ela conseguiu eliminar 30 quilos. “Fiz a bariátrica com 170 quilos”, contou a influenciadora em entrevista à revista Quem.

    Agora, faltando pouco mais de um mês para completar um ano da cirurgia, ela já perdeu mais de 60 quilos no total. Nos últimos 15 dias, o peso da artista passou de 117,2 kg para 109,3 kg.

    Thais também detalhou que mantém acompanhamento constante com a nutricionista Camila, da mesma clínica, e que pode entrar em contato sempre que precisa esclarecer dúvidas ou receber orientações. Além disso, ela realiza exames de bioimpedância com frequência, sob supervisão da médica responsável, para monitorar a evolução do tratamento.

    A influenciadora ainda realiza semanalmente sessões com tecnologias voltadas ao tratamento corporal. Para ela, o acompanhamento na clínica representa um momento dedicado ao autocuidado. “A ida à clínica é o meu momento de me cuidar e olhar para mim. Emagreci muito rápido nesses últimos 15 dias com o tratamento”, afirmou.

    De acordo com Manoela Souza, os resultados estão diretamente ligados ao comprometimento da influenciadora com o processo. A médica destacou que a disciplina no cumprimento das orientações médicas, aliada à prática de exercícios físicos e ao controle alimentar, tem sido determinante para a evolução apresentada por Thais, cujo resultado recente se tornou um recorde dentro da clínica.

    Thais Carla perde 8 kg em 15 dias: quanto ela já emagreceu?

  • Mãe de Thiago Silva morre cinco dias após jogador perder o sogro

    Mãe de Thiago Silva morre cinco dias após jogador perder o sogro

    O zagueiro Thiago Silva e sua esposa, Belle Silva, atravessam um período de luto na família após a morte de Angela Maria da Silva, mãe do jogador. A perda ocorreu poucos dias depois do falecimento do pai de Belle, o que tornou o momento ainda mais difícil para o casal e seus familiares.

    Thiago Silva utilizou as redes sociais na noite de sábado (14) para se manifestar sobre a morte da mãe. Em uma publicação emocionada, o jogador demonstrou incredulidade diante da notícia e falou sobre a saudade que já sente da mãe. “Não consigo acreditar nisso! Inacreditável. Como assim? Sentirei tanta saudade”, disse ele.

    [Legenda]© Reprodução  

    Sua esposa Belle Silva explicou em entrevista publicada pela Revista Quem, que a morte da sogra pegou todos de surpresa. Segundo ela, Angela não apresentava problemas de saúde conhecidos e não enfrentava qualquer doença recente. A influenciadora contou que a causa da morte foi um infarto ocorrido durante o sono. “Fomos pegos de surpresa. Ela não tinha nenhuma doença e não estava passando por nenhum problema. Ela infartou enquanto dormia. Foi uma surpresa muito grande para todos”, lamentou.

    Nas redes sociais, Belle também prestou uma homenagem à sogra por meio dos Stories do Instagram. Ao publicar uma foto ao lado de Angela, ela deixou uma mensagem de despedida e afirmou que a família ainda tenta lidar com a perda. “Ainda estamos tentando processar sua partida. Sentiremos sua falta, mas agradecemos cada lembrança com carinho. Que você descanse em paz”, escreveu.

    A influenciadora também revelou que algumas pessoas chegaram a confundir as informações e imaginaram que a morte teria sido de sua própria mãe. Belle esclareceu que, na realidade, quem faleceu primeiro foi seu pai, apenas cinco dias antes da morte da sogra. “Meu pai faleceu há cinco dias e hoje foi minha sogra. Estou recebendo muitas mensagens de carinho, e agradeço. Recebo igual os pêsames”, explicou.

    Na sexta-feira (13), pouco antes de enfrentar esse novo momento de luto, Belle havia publicado nas redes sociais uma reflexão ao celebrar seu aniversário. Na mensagem, ela comentou sobre os aprendizados ao longo da vida e destacou a importância de valorizar aspectos essenciais como o amor, a convivência familiar, os encontros e a paz dentro de casa. “A vida tem um jeito muito bonito de nos moldar, e hoje eu sinto que ela me ensinou, acima de tudo, a valorizar o essencial: o amor, a presença, os encontros, a paz dentro de casa e a leveza de viver com verdade. Que esse novo ciclo venha com mais serenidade, mais sabedoria e com o coração sempre aberto para tudo de bom que ainda está por vir”, afirmou.

    Mãe de Thiago Silva morre cinco dias após jogador perder o sogro

  • Estreito de Hormuz está aberto para todos, menos para aliados dos EUA, diz chanceler iraniano

    Estreito de Hormuz está aberto para todos, menos para aliados dos EUA, diz chanceler iraniano

    A travessia estria bloqueada “apenas para petroleiros e navios de inimigos e os aliados deles”, afirmou Araghchi para a mídia estatal iraniana. “Os outros navios têm passagem livres, mas podem optar desviar por questões de segurança”, acrescentou.

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse, neste sábado (14), que o estreito de Hormuz está aberto para todos, menos para aliados dos Estados Unidos.

    A travessia estria bloqueada “apenas para petroleiros e navios de inimigos e os aliados deles”, afirmou Araghchi para a mídia estatal iraniana. “Os outros navios têm passagem livres, mas podem optar desviar por questões de segurança”, acrescentou.

    “Ainda há muitos petroleiros e navios que estão passando pelo estreito”, disse o chanceler.

    Ainda no sábado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, convocou outros países a enviarem navios de guerra para manter o estreito de Hormuz aberto à navegação, enquanto as forças iranianas prosseguem com sua campanha de retaliação em resposta aos ataques americanos e israelenses contra o Irã.

    Cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito comercializados no mundo passa pelo estreito, um corredor marítimo estreito entre o Irã e Omã. A capacidade de Teerã de bloquear o tráfego pelo canal poderia conferir ao país enorme poder de pressão sobre os Estados Unidos e seus aliados.

    “Os países do mundo que recebem petróleo pelo estreito de Hormuz precisam zelar por essa passagem, e nós vamos ajudar -E MUITO!”, escreveu Trump em publicação no Truth Social. “Os EUA também vão se coordenar com esses países para que tudo ocorra de forma rápida, tranquila e satisfatória.”

    Em uma publicação anterior, Trump previu que “muitos países, especialmente os afetados pela tentativa do Irã de fechar o estreito de Hormuz, enviarão navios de guerra em conjunto com os Estados Unidos da América para manter o estreito aberto e seguro”.

    Trump disse que esperava que China, França, Japão, Coreia do Sul, Reino Unido e outros enviassem navios para a região.

    “Enquanto isso, os Estados Unidos bombardearão pesadamente a costa e continuarão a abater barcos e navios iranianos”, escreveu.

    Estreito de Hormuz está aberto para todos, menos para aliados dos EUA, diz chanceler iraniano

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Uefa cancela Finalíssima 2026 após impasse com a Argentina sobre datas

    Uefa cancela Finalíssima 2026 após impasse com a Argentina sobre datas

    RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) – A Uefa anunciou, neste domingo (15), que a Finalíssima 2026 -duelo entre os campeões da Copa América e da Eurocopa- está cancelada diante do impasse entre Argentina e Espanha. O confronto seria realizado no Qatar, no dia 27 de março, mas a programação precisou ser revista diante da guerra no Oriente Médio, e não houve acordo quanto a datas e novo local.

    Com forte determinação em salvar a importante partida, e apesar das compreensíveis dificuldades de realocar um jogo de tamanha importância em um prazo extremamente curto, a Uefa explorou outras alternativas viáveis, mas todas se mostraram inaceitáveis para a Federação Argentina de Futebol Trecho da nota da Uefa.

    Ainda no comunicado, a Uefa apontou que foram colocadas à mesa três opções. A primeira com a partida no estádio Santiago Bernabéu, em Madrid, na data original e com uma divisão de 50/50 entre os torcedores presentes, mas não houve avanço.

    Outra alternativa foi que a Finalíssima fosse disputada em dois jogos, sendo um “no Santiago Bernabéu, em 27 de março, e o outro em Buenos Aires, durante uma data internacional antes da Uefa EURO e da Copa América de 2028, oferecendo novamente uma divisão de público de 50/50 para a partida em Madri”, o que também foi rejeitado pela Argentina.

    A Uefa diz ainda que solicitou à Argentina um compromisso de que, caso fosse encontrado um local neutro na Europa, o jogo poderia ser realizado em 27 de março ou em 30 de março, mas proposta também não foi aceita.

    A Argentina, por sua vez, sugeriu “que a partida fosse realizada após a Copa do Mundo, mas, como a Espanha não tinha datas disponíveis, essa opção teve que ser descartada”.
    A entidade europeia apontou que, “por fim, e contrariando o plano original de que o jogo aconteceria em 27 de março, a Argentina declarou sua disponibilidade para jogar exclusivamente em 31 de março, data que se mostrou inviável”.

    A MUDANÇA

    A Federação de Futebol do Qatar anunciou na manhã do dia 1º de março a suspensão de todas as partidas e competições no país por tempo indeterminado. A decisão ocorreu um dia após o país ser bombardeado pelo Irã.

    A situação também mobiliza a Fifa. A entidade acompanha os desdobramentos dos conflitos, que envolvem diretamente o Irã, já classificado para a Copa do Mundo, e os EUA, sede do Mundial junto de Canadá e México.

    EUA e Israel fizeram ataque em conjunto ao Irã na manhã do dia 28 de fevereiro. Como represália, o governo iraniano atacou diversas bases militares norte-americanas no Oriente Médio, em países como Qatar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Emirados Árabes Unidos.
    O Qatar abriga a maior base dos EUA no Oriente Médio. É a de Al Udeid, que fica a cerca de 34 quilômetros da capital Doha.

    VEJA COMUNICADO DA UEFA

    “Após muitas discussões entre a UEFA e as autoridades organizadoras do Catar, foi anunciado neste domingo (15) que, devido à atual situação política na região, a Finalíssima entre a Espanha, vencedora do UEFA EURO 2024, e a Argentina, campeã da CONMEBOL Copa América 2024, não poderá ser disputada como esperado no Catar, no dia 27 de março.

    É motivo de grande decepção para a UEFA e os organizadores que as circunstâncias e o momento escolhido tenham impedido as equipes de competir por este prestigioso prêmio no Catar – um país que demonstrou repetidamente sua capacidade de sediar eventos internacionais de classe mundial em instalações de última geração.

    A UEFA gostaria de expressar sua profunda gratidão ao comitê organizador e às autoridades competentes do Catar pelo trabalho realizado para tentar sediar a partida e pela certeza de que a paz retornará à região em breve.

    A Finalissima foi criada como parte da estreita parceria entre a UEFA e a CONMEBOL e reúne os campeões europeus e sul-americanos numa celebração do mais alto nível do futebol internacional. A Argentina, atual campeã mundial, venceu a edição inaugural em 2022 com uma vitória por 3 a 0 sobre a Itália no Estádio de Wembley, em Londres.

    Com forte determinação em salvar a importante partida, e apesar das compreensíveis dificuldades de realocar um jogo de tamanha importância em um prazo extremamente curto, a UEFA explorou outras alternativas viáveis, mas todas se mostraram inaceitáveis para a Federação Argentina de Futebol.

    A primeira opção era realizar a partida no estádio Santiago Bernabéu, em Madri, na data original, com uma divisão de 50/50 entre os torcedores presentes. Isso teria proporcionado um cenário de nível internacional, à altura de um evento tão prestigioso, mas a Argentina recusou.

    A segunda opção era realizar a Finalissima em dois jogos – um no Santiago Bernabéu, em 27 de março, e o outro em Buenos Aires, durante uma data internacional antes da UEFA EURO e da Copa América de 2028, oferecendo novamente uma divisão de público de 50/50 para a partida em Madri. Essa opção também foi rejeitada.

    Por fim, a UEFA solicitou à Argentina um compromisso de que, caso fosse encontrado um local neutro na Europa, o jogo poderia ser realizado em 27 de março, conforme planejado e anunciado em 18 de dezembro de 2025, ou na data alternativa de 30 de março. Essa proposta também foi rejeitada.

    A Argentina sugeriu, em contrapartida, que a partida fosse realizada após a Copa do Mundo, mas, como a Espanha não tinha datas disponíveis, essa opção teve que ser descartada. Por fim, e contrariando o plano original de que o jogo aconteceria em 27 de março, a Argentina declarou sua disponibilidade para jogar exclusivamente em 31 de março, data que se mostrou inviável.
    Em consequência disso, e para pesar da UEFA, esta edição da Finalissima foi cancelada.

    A UEFA gostaria de expressar seus sinceros agradecimentos ao Real Madrid CF, ao comitê organizador e às autoridades do Catar pelo apoio e cooperação na tentativa de viabilizar esta partida. No caso do Real Madrid, os esforços foram feitos em um prazo extremamente curto. Agradecemos também à Federação Espanhola de Futebol pela flexibilidade em se adaptar a todas as opções propostas ao longo do processo”

    Uefa cancela Finalíssima 2026 após impasse com a Argentina sobre datas

  • Guerra no Oriente Médio impulsiona renda fixa e pressiona Bolsas

    Guerra no Oriente Médio impulsiona renda fixa e pressiona Bolsas

    Títulos públicos brasileiros e norte-americanos têm se valorizado diante do temor de que o conflito gere um repique inflacionário global. Outro exemplo é o dólar, novamente buscado por investidores como moeda de segurança.

    MATHEUS DOS SANTOS
    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A guerra no Oriente Médio tem afetado o comportamento de investidores mundo afora. Com maior aversão ao risco, Bolsas e ativos de renda variável se desvalorizam, enquanto investimentos considerados seguros ganham destaque.

    Títulos públicos brasileiros e norte-americanos têm se valorizado diante do temor de que o conflito gere um repique inflacionário global. Outro exemplo é o dólar, novamente buscado por investidores como moeda de segurança.

    Segundo o índice DXY, que mede o desempenho da divisa americana ante uma cesta de seis moedas fortes, o dólar registra alta de 2,55% desde que o conflito escalou. No acumulado de 2026 antes do confronto, o índice registrava queda de 0,72%.

    “Em momentos de incerteza, costuma ocorrer o movimento chamado de ‘fuga para a qualidade’. Os investidores priorizam emissores considerados mais seguros. Nos Estados Unidos, são as Treasuries. No Brasil, títulos de renda fixa com alta liquidez e baixo risco também funcionam como proteção. Ações tendem a sofrer mais em períodos de turbulência”, afirma Guilherme Almeida, head de renda fixa da Suno Research.

    A recomendação é de ativos indexados à inflação, que acompanham o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) e pagam uma taxa prefixada de juros, além dos pós-fixados, como Tesouro Selic e CDBs.

    Investimentos atrelados ao IPCA tendem a preservar o poder de compra do investidor em momentos de pressão inflacionária, como no caso do conflito no Oriente Médio. Vencimentos mais longos, porém, ficam mais expostos à marcação a mercado (diferença entre o valor pago pelo título na contratação e o preço pelo qual ele é negociado no momento do resgate), caso sejam vendidos antes do prazo.

    “Dentro de uma estratégia de médio e longo prazo, os papéis atrelados ao IPCA continuam bastante atrativos, porque protegem contra o risco inflacionário e oferecem taxas reais elevadas”, afirma Guilherme Almeida.

    Ele também destaca os pós-fixados, que acompanham índices como CDI ou Selic e que “ajudam a reduzir a volatilidade da carteira por apresentar menor variação de preço diante dos movimentos da curva de juros”.

    A valorização dos ativos de renda fixa está relacionada à alta do petróleo. Os preços da commodity dispararam após o fechamento do estreito de Hormuz, localizado na fronteira do Irã e por onde passa cerca de 20% da produção global da commodity.

    Há preocupação de que, caso o petróleo continue em alta em razão do conflito, a inflação global seja pressionada e, consequentemente, bancos centrais sejam obrigados a manter as taxas de juros elevadas -o que favorece ativos de renda fixa.

    No Brasil, economistas já admitem a possibilidade de o BC (Banco Central) manter a taxa básica de juros em 15% por mais uma reunião. No primeiro Boletim Focus após o início do conflito, analistas voltaram a elevar a previsão para a Selic, a 12,13%, ante 12% na estimativa anterior.

    Nos EUA, também houve revisão nas projeções de juros. Segundo a ferramenta FedWatch, do CME Group, os investidores veem uma chance de 99,2% de que o Fed (Federal Reserve) mantenha o patamar atual de juros, entre 3,5% e 3,75%, na reunião desta quarta-feira (18).

    As previsões também apontam maior probabilidade de manutenção da taxa nas reuniões subsequentes: 93% na reunião de abril e 71,7% na de junho. O quadro começa a mudar na reunião de julho, com 59,5% prevendo manutenção, mas 34,3% projetando redução para a faixa entre 3,25% e 3,5%.

    Para Luan Aral, especialista em câmbio e analista CNPI-P da Genial Investimentos, o cenário tende a manter os rendimentos dos títulos americanos elevados, atraindo capital para os EUA. “Para países emergentes, como o Brasil, isso pode significar pressão cambial, com dólar mais alto e juros domésticos também mais elevados.”

    BOLSAS PELO MUNDO CAEM, MAS AÇÕES DE ENERGIA RESISTEM

    A guerra no Irã também tem impactado o mercado acionário. No Brasil, o Ibovespa, índice de referência do mercado acionário nacional, registra alta acumulada de 11% no ano. O avanço, contudo, era maior -de 16%- até os ataques ao Irã. Após a escalada do conflito, a Bolsa passou a registrar queda de cerca de 5%.

    O mesmo movimento é observado em outros índices acionários. As Bolsas norte-americanas Nasdaq e S&P 500 registram quedas de 2,99% e 1,53%, respectivamente, desde o início do conflito. O índice Euro Stoxx 600, referência no continente europeu, recua 5,58%. Na Ásia, a Bolsa de Seul chegou a cair 12%, em seu pior dia da história.

    “Existe um ‘comportamento padrão de guerra’. Tradicionalmente, quando há conflitos -especialmente no Oriente Médio-, as Bolsas caem e o dólar tende a se valorizar com a busca por ativos mais seguros”, diz William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue.

    As exceções são ativos relacionados a energia e defesa. “Setores considerados mais defensivos, como saúde, consumo não discricionário e infraestrutura, acabam se beneficiando quando os investidores querem manter exposição a ações, mas com um posicionamento mais conservador”, diz Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad.

    No caso do mercado de energia, ações vinculadas ao petróleo têm registrado alta, como a Petrobras. A ação preferencial da estatal, que dá prioridade no recebimento de dividendos, acumula avanço de 12,6% impulsionada pela alta da commodity.

    O setor, contudo, apresenta risco de volatilidade. “Assim como o petróleo teve altas expressivas recentemente, um eventual arrefecimento do conflito ou declarações relevantes de autoridades podem reverter essa tendência”, afirma Luan Aral.

    Segundo ele, o momento exige cautela. “Antes de aumentar a exposição ao setor de energia, o investidor deve priorizar a proteção do capital. Esse deve ser o principal objetivo em momentos de tensão.”

    Guerra no Oriente Médio impulsiona renda fixa e pressiona Bolsas

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