Categoria: ECONOMIA

  • UE fatia acordo com Mercosul e deve apresentá-lo nesta semana

    UE fatia acordo com Mercosul e deve apresentá-lo nesta semana

    O acordo UE-Mercosul, gestado há mais de duas décadas, criaria um mercado de 750 milhões, responsável por um quinto do comércio global

    BERLIM, ALEMANHA (FOLHAPRESS) – A Comissão Europeia deve apresentar nesta semana o rascunho do acordo União Europeia-Mercosul nove meses após a sua assinatura, com a parte comercial destacada de outros itens do tratado, para superar resistências. Salvo recuos de última hora, o documento revisado e traduzido para as 24 línguas oficiais do bloco dará início ao processo de ratificação do tratado que, neste ano, ganhou ainda mais importância após Donald Trump decidir impor seu tarifaço ao planeta.

    Na quarta-feira (3), a intenção da Comissão é apresentar o documento ao Colégio de Comissários, órgão responsável pelo Orçamento da UE e por propor legislações. Além do acordo com os países sul-americanos, o órgão deve receber também uma proposta de livre comércio semelhante com o México.

    A Comissão Europeia não confirmou a apresentação do projeto, mas ela é dada como certa pela imprensa europeia e por diplomatas.

    O que estará em análise é a parte comercial do acordo, manobra que permitirá uma tramitação mais simples, dependente apenas de maioria qualificada. Isso significa aprovação no Conselho Europeu por ao menos 15 dos 27 ministros de países-membros representando o equivalente a 65% da população. Depois, no Parlamento Europeu, uma maioria simples seria suficiente.

    Se os tópicos do acordo fossem integralmente a debate, a legislação teria que passar pelos Parlamentos de cada nação da UE, algo inviável na atualidade.

    A França lidera uma pequena e barulhenta oposição ao acordo, preocupada com a repercussão do tratado em sua política interna. Os ruralistas franceses tratam o tema como questão existencial e preveem uma enxurrada de produtos sul-americanos no mercado europeu, o que Bruxelas nega que irá ocorrer -há um mecanismo de quotas em tese projetado para preservar os produtores locais.

    Com forte influência sobre os deputados, à semelhança do que ocorre no Brasil, os fazendeiros chegaram a obter da Assembleia Nacional francesa uma reprovação simbólica do acordo com o Mercosul, dias antes da assinatura do documento no Uruguai, em dezembro do ano passado. Meses depois, em abril, após encontro com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, seu colega francês, Éric Lombard, amenizou o discurso para dizer que o país continuava contra o acordo, apesar de entendê-lo necessário diante da guerra comercial iniciada pelos EUA.

    Emmanuel Macron, que também vocalizou diversas vezes sua oposição ao tratado, inclusive para o governo brasileiro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, discutiu o tema na última sexta-feira (29) com Friedrich Merz.

    O presidente francês recepcionava o premiê alemão em Toulon. Na entrevista coletiva que concederam juntos, falaram de segurança europeia, a defesa nuclear do continente, as negociações de paz na Ucrânia e da guerra comercial com os EUA. O assunto Mercosul passou ao largo, provavelmente pelo fato de França e Alemanha estarem em lados opostos na discussão.

    Caminhando para o terceiro ano de recessão e com um começo de governo impopular em termos domésticos, Merz vem pressionando a UE e economias vizinhas a fechar o máximo de acordos possíveis. Segundo a imprensa europeia, o conservador alemão foi um dos maiores responsáveis pelo acerto ainda precário entre o bloco e Washington tido como muito concessivo aos americanos.

    Um dos setores mais prejudicados pela agressiva política tarifária de Trump é o setor automotivo alemão, que até o ano passado despejava 445 mil veículos no mercado americano, no valor de US$ 24,8 bilhões (R$ 128,6 bilhões). Desde que tomou posse em maio, Merz tem buscado acesso a mais mercados, e o acordo com os países do Mercosul seria um raro momento positivo de sua até aqui contestada política econômica.

    Além da França, a Irlanda também se preocupa com a questão agrária. Outras possíveis adesões à oposição ao projeto, de Holanda, Áustria e Itália, pareciam encaminhadas até o advento do tarifaço de Trump, que embaralhou as prioridades em diversos países europeus.

    A estratégia de Bruxelas de juntar os acordos do Mercosul e o de livre comércio com o México serve para reforçar a argumentação em torno de uma solução pragmática. Por seu turno, o Brasil intensificou a negociação diplomática com a Europa e outros países desde a ofensiva tarifária de Trump em prol do ex-presidente Jair Bolsonaro.

    O acordo UE-Mercosul, gestado há mais de duas décadas, criaria um mercado de 750 milhões, responsável por um quinto do comércio global.

    UE fatia acordo com Mercosul e deve apresentá-lo nesta semana

  • Dólar opera em alta e vai a R$ 5,44 nesta segunda-feira (1º)

    Dólar opera em alta e vai a R$ 5,44 nesta segunda-feira (1º)

    A Bolsa, que bateu o recorde histórico nominal de fechamento do Ibovespa aos 141.422 pontos na última sexta-feira (29), hoje recuou 0,34%, a 140.945 pontos

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar opera em leve alta nesta segunda-feira (1º), com os investidores esperando a divulgação dos dados do PIB e também o início do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ambos estão previstos para ocorrer nesta terça-feira (2).

    Às 14h40, a moeda norte-americana subia 0,43%, cotada a R$ 5,4454. Na sexta-feira (29), o dólar fechou com alta de 0,29%, cotado a R$ 5,421. Já a Bolsa bateu o recorde histórico nominal de fechamento do Ibovespa ao fechar aos 141.422 pontos, uma alta de 0,36%.

    Nesta segunda, o Ibovespa recuava 0,34%, a 140.945 pontos.

    O volume de negociação deste pregão é reduzido, por conta do feriado do dia do Trabalho nos Estados Unidos.

    No entanto, investidores acompanham a guerra comercial de Donald Trump. Desta vez, as investidas são sobre a Índia.

    “Eles nos vendem grandes quantidades de produtos, seu maior ‘cliente’, mas nós vendemos muito pouco a eles. Até agora, um relacionamento totalmente unilateral, e tem sido assim há muitas décadas”, postou Trump em sua rede social, nesta segunda.

    O governo americano também enfrenta a Justiça do país, que julgou a maior parte das tarifas como ilegais.

    No cenário doméstico, o mercado permanece atento ao cenário eleitoral. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disputam quem irá capitalizar politicamente a megaoperação contra o PCC (Primeiro Comando da Capital) da última quinta.

    A operação mirou mais de 350 alvos, pessoas físicas e jurídicas, que são utilizadas pelo PCC em operação do mercado financeiro formal.

    Pelas estimativas dos investigadores, o conjunto de negócios que foi alvo da operação movimentou cerca de R$ 30 bilhões para o crime organizado. Os agentes têm mandados para bloquear R$ 1,4 bilhão.

    Nesta sexta, em entrevista à rádio Itatiaia, o presidente Lula afirmou que Tarcísio não seria nada sem Jair Bolsonaro (PL) e que fará o que o ex-presidente quiser.

    “Nós temos que reconhecer que o Bolsonaro tem uma força no setor de extrema direita muito forte. O Tarcísio vai fazer o que o Bolsonaro quiser. Até porque, sem o Bolsonaro, ele não é nada. Ele sabe disso”, afirmou Lula na entrevista.

    Pesquisa Atlas/Intel da última quinta mostrou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em um cenário hipotético de segundo turno das eleições presidenciais de 2026.

    O levantamento realizado pela Atlas/Intel indica Tarcísio marcando 48,4% contra 46,6% de Lula na disputa presidencial do ano que vem.

    Para Rodrigo Marcatti, economista e CEO da Veedha Investimentos, o ritmo é de otimismo com a candidatura de Tarcísio, visto como mais pró-mercado. “Segue o bom momento da Bolsa com o Tarcísio. O mercado já começa a antecipar as eleições do ano que vem, e podemos esperar a volatilidade em cima dessas pesquisas que se tornarão mais recorrentes”.

    O impasse comercial envolvendo Brasil e EUA também permaneceu no radar. Os canais de conversa entre os países para negociar a tarifa de 50% imposta por Washington sobre produtos brasileiros continuam fechados.

    O presidente Lula (PT) autorizou no final da ultima quinta (28) que o Itamaraty dê início ao processo para adoção de medidas da Lei da Reciprocidade contra os Estados Unidos.

    A pasta comandada pelo ministro Mauro Vieira acionou a Camex (Câmara de Comércio Exterior), que tem 30 dias para analisar os argumentos sobre a legalidade de acionar instrumentos de retaliação.

    Além disso, há um temor de que o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), marcado para a próxima semana, intensifique as tensões entre os países.

    Integrantes do governo Lula (PT) e do STF (Supremo Tribunal Federal) consideram real a possibilidade de Trump aplicar novas sanções econômicas contra o Brasil e outras restrições a autoridades do país com o julgamento de Bolsonaro.

    Na cena internacional, o destaque ficou para a inflação dos EUA, medida pelo índice de preços PCE, métrica preferida do Fed (Federal Reserve, banco central americano) para sua meta inflacionária de 2%.

    Segundo o Departamento de Comércio dos EUA nesta sexta, o PCE subiu 0,2% em julho na comparação com o mês anterior, após registrar alta de 0,3% em junho. Nos 12 meses até julho, o índice PCE avançou 2,6%, igualando o resultado de junho.

    Os dados fizeram com que operadores aumentassem de 85% para 90% a probabilidade de que o Fed iniciará uma série de cortes graduais na taxa de juros em setembro.

    Jerome Powell, presidente do BC americano, sinalizou um possível corte durante discurso na última sexta. O Fed vem mantendo a taxa de juros entre 4,25% e 4,5% desde dezembro do ano passado.

    Para os mercados de renda variável e de câmbio, cortes nos juros do Fed são uma boa notícia, já que costumam vir acompanhados de uma injeção de recursos de investidores egressos da renda fixa norte-americana. Quando os juros por lá caem, os rendimentos dos títulos ligados ao Tesouro dos Estados Unidos também caem.

    Entretanto, para Leonel Mattos, analista de Inteligência de Mercado da StoneX, a resistência da economia norte-americana, com inflação persistindo acima da meta, sinaliza para um ritmo mais lento de cortes na taxa.

    “Juros mais altos nos Estados Unidos exercem uma pressão de alta sobre a taxa de câmbio do real, o que favorece o valor global do dólar”.

    Os agentes também continuaram monitorando os desdobramentos da demissão de Lisa Cook, do Fed. Segundo analistas, a tentativa de Trump demitir a diretora gera incertezas sobre a autonomia da autoridade monetária americana.

    Na quinta, a diretora entrou com uma ação judicial contra presidente Donald Trump, alegando que o republicano não tem poder para destituí-la do cargo.

    Uma juíza federal avaliou nesta sexta-feira (29) a possibilidade de bloquear temporariamente a demissão de Cook. A audiência judicial terminou sem decisão.

    A audiência perante a juíza distrital dos EUA Jia Cobb, em Washington, é o primeiro passo do que provavelmente será uma batalha judicial prolongada que poderá acabar com a independência histórica do banco central dos EUA e provavelmente será resolvida pela Suprema Corte.

    Dólar opera em alta e vai a R$ 5,44 nesta segunda-feira (1º)

  • Haddad: lei de reciprocidade prevê criação de comissão, que dirá o que convém ao Brasil fazer

    Haddad: lei de reciprocidade prevê criação de comissão, que dirá o que convém ao Brasil fazer

    Haddad destacou que a Lei da Reciprocidade prevê a instalação de uma comissão que observará o que convém ao Brasil fazer em relação a casos de comércio internacional

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, explicou no período da noite do domingo, 31, que a Lei da Reciprocidade prevê a instalação de uma comissão que observará o que convém ao Brasil fazer em relação a casos de comércio internacional, como, por exemplo, o tarifaço dos Estados Unidos e a abertura de uma investigação sobre as atividades domésticas no setor.

    Na sexta-feira, o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) registrou que a comunicação de abertura do processo de reciprocidade do Brasil para os Estados Unidos foi enviada oficialmente ao governo norte-americano pela embaixada do País em Washington. Com isso, foi aberto o espaço para consultas e trocas de informações entre os países sobre práticas comerciais.

    “Quais são os instrumentos que nós temos na nossa situação? Qual é a conveniência e até a oportunidade de fazer o trabalho?”, questionou o ministro, simulando as perguntas da comissão.

    Haddad ressaltou que a lei foi aprovada no Congresso pela situação e a oposição. “O próprio partido do (ex-presidente, Jair) Bolsonaro, o do governador de São Paulo (Tarcísio Freitas), votou a favor da lei de reciprocidade. Ela tem que ser cumprida porque o presidente exigiu”, frisou.

    O ministro voltou a dizer que não houve, da parte dos Estados Unidos, nenhuma manifestação de vontade de negociação.

    “Acredito que, depois das revelações da queda do sigilo, os Estados Unidos não vão fingir que não viram. Uma embaixada tem que informar ao chefe de Estado o que está acontecendo aqui. A embaixada, o secretário de Estado, vai ter que informar a Casa Branca o que está acontecendo aqui. E eu penso que aquela troca de mensagens, entre os filhos, o pai, de maneira como eles retratam a situação, eu penso que aquilo já deve ter chegado ao governo dos Estados Unidos, ao alto comando do governo”, disse Haddad, sobre conversas divulgadas entre membros da família Bolsonaro, inclusive do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que se mudou para os EUA, com o pai. “Se eu conheço bem ali, o Estado vai começar a operar no sentido de distensionar. Está muito grave o que está acontecendo. Inclusive, tem frases do Eduardo Bolsonaro que indicam uma tentativa de manipulação para as autoridades americanas por meio de desinformação. Então, ali tem indícios de que o governo dos Estados Unidos não está bem informado sobre o que está acontecendo aqui”, continuou, acrescentando que o Brasil não tem alternativas como a Lei e a entrada na Organização Mundial do Comércio (OMC) porque não cederá a chantagens.

    O ministro da Fazenda concedeu entrevista ao programa Canal Livre, da Band, que foi exibido na noite do domingo. Mais cedo, no mesmo dia, o Broadcast adiantou alguns trechos da apresentação, quando o ministro falou sobre juros e a Operação Carbono Oculto contra o crime organizado.

    Haddad: lei de reciprocidade prevê criação de comissão, que dirá o que convém ao Brasil fazer

  • Tesla reduz preço de versão do Model 3 na China para enfrentar concorrência

    Tesla reduz preço de versão do Model 3 na China para enfrentar concorrência

    A empresa de Elon Musk cortou o preço da versão de maior autonomia e com tração traseira do Model 3

    A Tesla reduziu o preço de uma versão do Model 3 na China, em um momento de intensa concorrência e demanda mais fraca no país asiático. A fabricante norte-americana de veículos elétricos controlada por Elon Musk cortou o preço da versão de maior autonomia e com tração traseira do Model 3 para 259.500 yuans, o equivalente a quase US$ 36.400, de acordo com o site da empresa. O preço anterior era de 269.500 yuans. 

    A indústria automotiva chinesa vem enfrentando queda na demanda, com o acirramento da concorrência, a chegada de novos modelos e tentativas do governo chinês de limitar a concorrência por meio de preços.

    As vendas e a participação de mercado da Tesla na China têm caído à medida que rivais chineses lançam modelos em ritmo mais rápido e a preços mais atraentes.

    Em julho, as vendas da Tesla sofreram queda de 8,4% em relação a igual mês do ano passado, para 67.886 unidades, de acordo com os últimos dados da associação chinesa de carros de passeio.

    Em meados de agosto, a Tesla lançou uma nova versão de seu modelo principal, o Model Y, com preço inicial de 339.000 yuans. Fonte: Dow Jones Newswires.

    *Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado

     

    Tesla reduz preço de versão do Model 3 na China para enfrentar concorrência

  • Mediana de IPCA 2025 cai de 4,86% para 4,85%, aponta Focus, ainda acima do teto da meta

    Mediana de IPCA 2025 cai de 4,86% para 4,85%, aponta Focus, ainda acima do teto da meta

    A projeção para o IPCA de 2026 caiu pela sétima vez consecutiva, de 4,33% para 4,31%

    A mediana do relatório Focus para o IPCA de 2025 caiu de 4,86% para 4,85%, a 14ª baixa seguida. A taxa está 0,35 ponto porcentual acima do teto da meta, de 4,50%. Considerando apenas as 50 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a medida permaneceu em 4,84%.

    A projeção para o IPCA de 2026 caiu pela sétima vez consecutiva, de 4,33% para 4,31%. Considerando apenas as 50 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana recuou de 4,32% para 4,23%.

    O Banco Central espera que o IPCA some 4,9% em 2025 e 3,6% em 2026, conforme a trajetória divulgada no último ciclo de comunicações do Comitê de Política Monetária (Copom). No horizonte relevante, o primeiro trimestre de 2027, o colegiado espera que a inflação em 12 meses seja de 3,4%.

    Na última decisão, o comitê manteve a taxa Selic em 15,0%, e afirmou que “antecipa uma continuação na interrupção no ciclo de alta de juros”, com o objetivo de examinar os impactos do ajuste que já foi realizado. A ideia é ver se esse nível de juros, mantido por período “bastante prolongado”, é suficiente para fazer a inflação convergir à meta.

    A partir deste ano, a meta de inflação é contínua, com base no IPCA acumulado em 12 meses. O centro é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos.

    Se a inflação ficar fora desse intervalo por seis meses consecutivos, considera-se que o BC perdeu o alvo. Isso aconteceu após a divulgação do IPCA de junho, no dia 10 de julho. A autoridade monetária publicou uma carta aberta informando que espera queda da taxa abaixo de 4,50% no fim do primeiro trimestre de 2026.

    A mediana do Focus para a inflação de 2027 caiu de 3,97% para 3,94%. A projeção para o IPCA de 2028 continuou em 3,80%.

    Mediana de IPCA 2025 cai de 4,86% para 4,85%, aponta Focus, ainda acima do teto da meta

  • Economistas sobem previsão do PIB após quase dois meses

    Economistas sobem previsão do PIB após quase dois meses

    O boletim Focus aponta que o PIB deve terminar 2025 em 2,19%, um aumento de 0,01 ponto percentual em relação à semana passada

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Os economistas subiram a expectativa para o PIB (Produto Interno Bruto) deste ano pela primeira vez em quase dois meses, e voltaram a diminuir a previsão da inflação pela 14ª semana consecutiva.

    O boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (1º), aponta que o PIB deve terminar 2025 em 2,19%, um aumento de 0,01 ponto percentual em relação à semana passada.

    É a primeira vez desde 7 de julho que há um crescimento na previsão para o crescimento econômico. Naquela ocasião, a alta foi de 2,21% para 2,23%. Depois disso, a perspectiva para o PIB ficou estagnada por quatro semanas, caiu para 2,21% em 11 de agosto e para 2,18% na semana passada.

    Os economistas ouvidos pelo Banco Central também elevaram o que esperam de crescimento econômico para 2026 (de 1,86% para 1,87%) e 2027 (de 1,87% para 1,89%).

    O boletim também apresentou a 14ª semana seguida de queda no IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que foi de 4,86% para 4,85%. Apesar da redução, ele continua acima do limite da meta de 3% estabelecida pelo BC, com variação de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

    Os analistas ainda preveem uma inflação menor em 2026 (caiu de 4,33% para 4,31%) e em 2027 (de 3,97% para 3,94%).

    Outro indicador que teve queda foi o dólar, que agora está em R$ 5,56, uma diminuição de R$ 0,03 em relação ao último levantamento. Já a perspectiva para a Selic deste ano permanece em 15%.

    Economistas sobem previsão do PIB após quase dois meses

  • Governo não consegue cortar quase nenhum gasto sem passar pelo Congresso, diz Haddad

    Governo não consegue cortar quase nenhum gasto sem passar pelo Congresso, diz Haddad

    O ministro falou também que não viu sentido em o Congresso ter aprovado as bets – que são jogos em massa e que não geram empregos – e ter negado casas de apostas presenciais

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse na noite deste domingo, 31, que o governo não consegue cortar quase nenhuma despesa do orçamento sem passar pelo crivo do Congresso. Em entrevista ao programa Canal Livre, da Band, ele defendeu que, ao contrário do que ocorreu nos governos passados, o impulso fiscal está em queda no Brasil. O ministro também salientou que a expansão fiscal está atualmente limitada pelas regras do arcabouço. “Não é verdade que estamos empatando o jogo (de alta) fiscal”, retrucou.

    Na entrevista, Haddad também comentou que a concorrência internacional com os Correios é “monstruosa”. Segundo ele, a maior parte das empresas fica com o “filé”, enquanto a estatal precisa roer o osso. A afirmação foi feita quando questionado sobre o desempenho das empresas públicas.

    O ministro falou também que não viu sentido em o Congresso ter aprovado as bets – que são jogos em massa e que não geram empregos – e ter negado casas de apostas presenciais. Questionado sobre qual deve ser o seu maior legado na Fazenda, Haddad falou de forma direta: “a reforma tributária, diria que 200%”.

    Governo não consegue cortar quase nenhum gasto sem passar pelo Congresso, diz Haddad

  • Dia do pagamento: quando será o quinto dia útil de setembro de 2025?

    Dia do pagamento: quando será o quinto dia útil de setembro de 2025?

    O Conselho Monetário Nacional, órgão vinculado ao Banco Central (BC), determina que os sábados são incluídos na contagem de dias úteis; veja!

    O quinto dia útil de setembro de 2025 será na próxima sexta-feira, 5. Esta é a data limite para pagamento do salário do trabalhador, de acordo com o artigo 459 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Neste mês de setembro, os primeiros cincos dias úteis acontecem da seguinte forma:

    – Primeiro dia útil: segunda-feira, 1º de setembro

    – Segundo dia útil: terça-feira, 2 de setembro

    – Terceiro dia útil: quarta-feira, 3 de setembro

    – Quarto dia útil: quinta-feira, 4 de setembro

    – Quinto dia útil: sexta-feira, 5 de setembro

    O Conselho Monetário Nacional, órgão vinculado ao Banco Central (BC), determina que os sábados são incluídos na contagem de dias úteis, mas domingos e feriados não.

    E se o salário atrasar?

    Se o seu salário não for depositado até o quinto dia útil, o primeiro passo é procurar o setor de recursos humanos da sua empresa para entender o motivo do atraso.

    Caso o problema persista, você pode buscar apoio jurídico. O atraso no pagamento do salário é uma infração às normas da CLT, e pode gerar juros, multa e outras penalidades para o empregador.

    E os bancos?

    Para os bancos, a situação é um pouco diferente. Apesar de o sábado ser um dia útil para o pagamento de salários, este dia não é válido para o processamento de pagamentos e compensações bancárias, que só são efetivadas de segunda-feira a sexta-feira.

    Para tributos e impostos que vencem em dias sem compensação – sábado ou domingo -, o pagamento deve ser antecipado para evitar juros e multas. Isso acontece porque normalmente os tributos já vêm com datas ajustadas, principalmente ao calendário de feriados nacionais, estaduais e municipais.

    Caso não ocorra, a sugestão da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) é a de antecipar o pagamento ou, no caso dos títulos que têm código de barras, agendar o pagamento nos caixas eletrônicos, internet banking e pelo atendimento telefônico dos bancos.

    Dia do pagamento: quando será o quinto dia útil de setembro de 2025?

  • Conselheiro de Trump: 'Se perdermos caso das tarifas, será o fim dos EUA'

    Conselheiro de Trump: 'Se perdermos caso das tarifas, será o fim dos EUA'

    Na sexta-feira, um tribunal federal de apelações decidiu por 7 a 4 que as tarifas de Trump eram ilegais; processo foi enviado para a Suprema Corte dos Unidos, que irá dar um parecer final sobre o caso

    O Conselheiro da Presidência dos Estados Unidos, Peter Navarro, defendeu a imposição de tarifas por Donald Trump e disse que elas “qualificam a regulação das importações”. Segundo ele, se o governo perder o caso de legalidade das tarifas na Suprema Corte “o presidente Trump estará certo e será o fim dos EUA”.

    Na sexta-feira, um tribunal federal de apelações decidiu por 7 a 4 que as tarifas de Trump eram ilegais, e que ele não tinha autoridade para impor a maior parte das taxas aplicadas sobre produtos estrangeiros de todo o mundo.

    Em entrevista à Fox News, Navarro lembrou que nem ele nem o Trump disseram que as tarifas eram permanentes. Caso a China, México e Canadá atuem para diminuir as mortes dos americanos causadas pelo uso do fentanil, poderá haver negociação para a retirada das tarifas.

    Conselheiro de Trump: 'Se perdermos caso das tarifas, será o fim dos EUA'

  • Governo dos EUA tem postura errática e sem precedentes, afirma Haddad

    Governo dos EUA tem postura errática e sem precedentes, afirma Haddad

    Haddad manifestou esperança de uma mudança de postura americana após a divulgação de trechos de conversas entre o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e seu pai, Jair Bolsonaro

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, considera que a postura “errática” e centralizadora do presidente Donald Trump tem dificultado ao Brasil encontrar um caminho para negociar as tarifas impostas pelos Estados Unidos.

    O país aplicou taxas de importação de 50% aos produtos brasileiros. A medida entrou em vigor no último dia 6. Desde então, o governo Lula tem tentado um acordo, sem sucesso. Haddad chegou a ter um encontro marcado com o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent. A reunião foi cancelada.

    “O governo dos EUA tem tido uma postura errática em temas variados e está centralizado em uma pessoa só. Você não ouve falar do Congresso, sai tudo de uma cabeça. É um modo de governar sem precedentes naquele país”, disse Haddad em entrevista ao Canal Livre, programa da BandNews transmitido neste domingo (31).

    Ele manifestou esperança de uma mudança de postura americana após a divulgação de trechos de conversas entre o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e seu pai, Jair Bolsonaro. Um dos motivos para as tarifas impostas por Trump é o processo contra ex-presidente por tentativa de golpe de estado.

    “Acredito que depois da quebra de sigilo O governo americano pode até fingir que não viu, mas viu. [A embaixada] Vai ter de informar à Casa Branca o que está acontecendo aqui. Aquela troca de mensagens entre filhos e pai, como [eles] retratam a situação já deve ter chegado ao governo dos EUA. Se conheço bem ali, o estado vai distensionar”, completa Haddad.

    Eduardo Bolsonaro está nos EUA desde o final de fevereiro para pressionar o governo por sanções ao Brasil, a integrantes do governo e aos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) que serão responsáveis pelo julgamento de seu pai.

    “[A tarifa] Não é apenas injusta. Não é racional. Não tem lógica econômica. Penso que vai se abrir espaço [para negociação], a não ser que alguém sugira ao presidente americano que uma escaladas [de sanções] vai trazer alguma vantagem. Não acredito que vai acontecer, mas pode acontecer”, finalizou.

    OPERAÇÃO CONTRA O CRIME ORGANIZADO

    Fernando Haddad estimou que, nos desdobramentos das operações contra o PCC (Primeiro Comando da Capital), será constatado que o crime organizado movimentou centenas de bilhões de reais nos últimos anos.

    Na última quinta-feira (28), Ministério Público, Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) e polícias federais, civis e militares de oito estados iniciaram três operações diferentes contra lavagem de dinheiro pelo PCC. Os alvos foram postos, distribuidores de combustíveis, fintechs (já reguladas pelo BC, exceto as com movimentação financeira muito reduzida, e a partir de agora também obrigadas a reportar as transações à Receita) e fundos de investimento.

    A estimativa é que a facção movimentou cerca de R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024.

    “Não duvidaria que, com o aprofundamento das investigações, vamos chegar a centenas de bilhões de reais. Para chegar a 100, 200, 300 [bilhões] não precisa de muita coisa”, disse ele.

    O ministro considera que o número seria ainda mais expressivo se o governo não tivesse recuado da norma que intensificava a fiscalização sobre transações com uso de pix e obrigava as fintechs a fornecerem esses dados ao Banco Central.

    A pressão foi causada, em parte, por campanhas nas redes sociais, e o maior símbolo disso foi vídeo produzido pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).

    Sem citá-lo, Lula disse um parlamentar fez campanha contra as mudanças e “agora está provado que ele estava fazendo campanha para defender o crime organizado.”

    Em suas redes sociais, Ferreira disse que vai processar o presidente.

    “Eu não quero acreditar que o deputado tenha feito aquele carnaval em janeiro [deste ano, quando houve a polêmica] para favorecer o crime organizado. Foi muito mais para criar polêmica nas redes sociais, lacrar, do que para favorecer o crime organizado. Mas para você ver como fake news atrapalha”, disse Haddad.

    Governo dos EUA tem postura errática e sem precedentes, afirma Haddad