Categoria: ECONOMIA

  • CNI mantém previsão de alta do PIB em 2,3% mesmo com tarifaço dos EUA

    CNI mantém previsão de alta do PIB em 2,3% mesmo com tarifaço dos EUA

    Os dados estão no Informe Conjuntural do 2º trimestre, publicado pela entidade; agropecuária está aquecida e deve sustentar crescimento da economia

    A Confederação Nacional da Indústria (CNI) manteve a previsão de alta do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025 mesmo com o tarifaço imposto pelos Estados Unidos ao Brasil.  

    Os dados, divulgados nesta terça-feira (19), estão no Informe Conjuntural do 2º trimestre, publicado pela entidade.

    A CNI reduziu de 2% para 1,7% a previsão de crescimento da indústria em 2025, mas alterou a projeção da agropecuária para cima, passando de 5,5% para 7,9%. 

    “O setor [da agropecuária], somado a um mercado de trabalho aquecido, deve sustentar o crescimento de 2,3% do PIB mesmo em meio ao aumento das tarifas americanas sobre as exportações brasileiras”, disse a entidade em nota.

    Indústria de transformação, construção e extrativista

    De acordo com o informe, os juros altos, o ritmo aquecido das importações e a provável queda das exportações – por causa da nova política comercial dos EUA – vão restringir a atividade industrial. A projeção da entidade para o crescimento da indústria de transformação em 2025 foi alterada de 1,9% para 1,5%.

    Já a indústria da construção, de acordo com a confederação, seguirá aquecida graças à continuidade dos projetos iniciados em 2024 e ao bom desempenho do programa Minha Casa, Minha Vida, cujos lançamentos cresceram 31,7% no 1º trimestre. A CNI manteve em 2,2% a estimativa de crescimento do PIB do setor. 

    A indústria extrativa também deverá ser um dos destaques positivos este ano. “Não à toa, a CNI dobrou de 1% para 2% a expectativa de alta do setor, principalmente pelo aumento da produção de petróleo”, afirmou.

    Massa de rendimento dos trabalhadores 

    Conforme as previsões da CNI, o número de pessoas ocupadas deve aumentar 1,5% em 2025, 0,6 ponto percentual acima da projeção anterior da entidade, no primeiro trimestre.

    A massa de rendimento real deve crescer 5,5%, 0,7 ponto percentual a mais em comparação com a previsão passada. “Com isso, a taxa de desocupação média deverá registrar o menor patamar da história pelo segundo ano consecutivo, ficando em 6%”.

    CNI mantém previsão de alta do PIB em 2,3% mesmo com tarifaço dos EUA

  • Julgamento no STF chega ao final e confirma validade do fator previdenciário do INSS

    Julgamento no STF chega ao final e confirma validade do fator previdenciário do INSS

    O fator previdenciário é um redutor criado pela lei 9.876, de 1999, que leva em consideração a idade do segurado na data da aposentadoria, seu tempo de contribuição e sua expectativa de vida

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) decidiram que é válida a aplicação do fator previdenciário do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) na aposentadoria proporcional paga a segurados com direito ao benefício pela regra de transição da reforma da Previdência de 1998.

    A decisão, tomada no julgamento do tema 616 no plenário virtual da corte, poupa a União de gastos no valor de R$ 131,3 bilhões. O julgamento chegou ao final na noite de segunda (18) e a tese aprovada foi publicada na tarde desta terça (19).

    O fator previdenciário é um redutor criado pela lei 9.876, de 1999, que leva em consideração a idade do segurado na data da aposentadoria, seu tempo de contribuição e sua expectativa de vida.

    Os ministros decidiram que “é constitucional a aplicação do fator previdenciário, instituído pela lei 9.876/1999, aos benefícios concedidos a segurados filiados ao Regime Geral de Previdência Social antes de 16.12.1998, abrangidos pela regra de transição do art. 9º da EC 20/98”.

    Houve apenas um voto contrário, do ministro Edson Fachin, e a ministra Cármen Lúcia não votou. Cabe recurso, que não deve modificar o que foi definido, segundo especialistas. As partes envolvidas podem entrar com embargos de declaração, quando se pede para explicar melhor algum trecho da decisão.

    A tese confirma posicionamentos do Supremo dos dois últimos anos, quando julgamentos validaram a constitucionalidade do fator previdenciário, como nas ADIs (Ações Direta de Inconstitucionalidade) 2.110 e 2.111, que derrubou a revisão da vida toda do INSS.

    O processo no STF é de uma segurada do Rio Grande do Sul, que se aposentou em 2003, com a aposentadoria proporcional prevista na rega de transição da emenda constitucional 20, de 1998.

    Na época, a reforma da Previdência acabou com o aposentadoria por tempo de serviço, criou a aposentadoria por tempo de contribuição e abriu espaço para a implantação do fator previdenciário, aprovado em 1999.

    Quem já era segurado do INSS, no entanto, tinha direito de se aposentar de forma proporcional pela regra de transição, que exigia idade mínima de 48 anos para a mulher e 53 anos para o homem, tempo mínimo de contribuição de 25 e 30 anos, respectivamente, mais pedagio de 40% sobre o tempo que faltava para a aposentadoria na data da reforma.

    O entendimento da defesa da segurada e de parte dos especialistas em Previdência é de que houve a aplicação de dois redutores na aposentadoria. A mesma tese foi defendida por Fachin, que entender ser inconstitucional a aplicação do fator neste caso.

    Segundo ele, o STF tem jurisprudência -entendimento consolidado- de que os segurados têm direito ao melhor benefício. Neste caso, deveria ser pago a ela aposentadoria feita com cálculo mais benéfico.

    Na reforma, o cálculo previsto para o benefício proporcional da regra de transição era de pagamento de 70% sobre a média salarial mais 5% a cada ano que ultrapasse o tempo mínimo de contribuição. A média salarial era calculada sobre os 36 últimos pagamentos feitos nos 48 meses anteriores ao pedido.

    No entanto, a lei de 1999, que criou o fator previdenciário, mudou a regra de cálculo. A partir de então, quem pedisse o benefício ao INSS teria a média salarial calculada sobre os 80% maiores salários desde julho de 1994, quando o real passou a valer, e sobre essa média, seria aplicado o fator.

    O ministro Gilmar Mendes, relator do caso, propôs a tese vencedora. Para ele, a segurada não teve negado o seu direito ao benefício, ou seja, houve garantia de aposentadoria. No caso do cálculo em si, a conta a ser feita era a válida no momento do pedido, realizado em 2003, quando o fator já era válido.

    Mendes afirmou que houve respeito ao princípio do direito adquirido e à expectativa de direito, que era o que ela tinha quando a reforma foi aprovada. Por já ser contribuinte da Previdência, conseguiu se aposentar na regra de transição.

    Mas como não tinha implementado todas as condições na data anterior à entra da reforma, em 16 de dezembro de 1988, não tinha direito adquirido ao benefício com as regras antigas.

    Mendes também defendeu a aplicação do fator previdenciário como forma de preservação econômica da Previdência, conforme determina o artigo 201 da Constituição. Além disso, afirma que a segurada não tinha direito adquirido ao benefício, já que só atingiu as condições para se aposentar em 2003.

    A advogada Adriane Bramante, conselheira da OAB-SP (Ordem dos Advogados do Brasil em SP) e do IBDP (Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário), instituto que participa no processo como amicus curiae -amigo da corte-, afirma que o cálculo do benefício proporcional foi muito prejudicial aos segurados, mas não vê possibilidade de reversão da decisão.

    “Não vejo nenhuma possibilidade de mudar a decisão mesmo que haja um voto divergente, porque este voto não vai mudar o voto dos demais”, diz.

    Julgamento no STF chega ao final e confirma validade do fator previdenciário do INSS

  • Dólar dispara e Bolsa despenca com tensões entre Brasil e EUA no radar

    Dólar dispara e Bolsa despenca com tensões entre Brasil e EUA no radar

    Às 15h45, a moeda norte-americana subia 1,12%, cotada a R$ 5,493; a Bolsa desabava 2,41%, a 134.007 pontos, impulsionada pela queda em bloco das ações do setor bancário

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar dispara nesta terça-feira (19) com os investidores atentos às tensões envolvendo Brasil e Estados Unidos e à aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes.

    Às 15h45, a moeda norte-americana subia 1,12%, cotada a R$ 5,493. No mesmo horário, a Bolsa desabava 2,41%, a 134.007 pontos, impulsionada pela queda em bloco das ações do setor bancário.

    A desvalorização dos papéis das instituições financeiras ocorre após o ministro Flávio Dino, do STF, sinalizar a possibilidade de punir bancos brasileiros que aplicarem sanções financeiras contra Moraes.

    Na última segunda (18), em decisão concedida em ação sobre o rompimento da barragem de Mariana (MG), o ministro Flávio Dino mencionou a possibilidade do STF punir instituições financeiras que aplicarem sanções contra Moraes.

    Dino declarou que ordens judiciais e executivas de governos estrangeiros só têm validade no Brasil se confirmadas pelo Supremo, numa tentativa de blindar Alexandre de Moraes do impacto da Magnitsky.

    A decisão do ministro Flávio Dino de usar uma ação de outro tema para tentar blindar Moraes de sanções financeiras dos EUA dividiu integrantes do STF.

    Cristiano Zanin, relator da única ação existente no Supremo especificamente sobre a aplicação da Lei Magnitsky, havia sinalizado a interlocutores no STF e no mercado financeiro que não daria nenhuma decisão às pressas, sem antes ouvir os bancos e outros envolvidos no tema.

    A medida repercutiu nas ações de bancos no Ibovespa, com os papéis do BTG caindo 3,46%, do Bradesco, 3,60%, do Itaú, 3,28%, do Santander, 2,82%, e do Banco do Brasil, 4,17%.

    Pedro Moreira, sócio da One Investimentos, diz que os bancos brasileiros se encontram em dúvida sobre seguir a Magnitsky ou a decisão de Dino por temer sanções dos americanos. “O mercado começa a projetar cenários. […] Uma escalada na tensão poderia representar a perda de participação de bancos brasileiros no mercado internacional”.

    Segundo ele, com este cenário, os investidores buscam proteção e recorrem a ativos como o dólar. “A valorização da moeda americana, que sobe hoje e subiu ontem, reflete essa postura de precaução. Os investidores tendem a buscar refúgio em ativos considerados mais seguros, como o dólar e o ouro”, afirma Moreira.

    Além disso, os investidores também continuam observando a tentativa do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de negociar a tarifa de 50% imposta pelos EUA sobre as importações do país.

    As autoridades brasileiras, no entanto, parecem não estar encontrando canais de diálogo. Na segunda, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), afirmou que a negociação tarifária entre os dois países não ocorre porque os EUA querem impor uma solução “constitucionalmente impossível”.

    O ministro também afirmou que uma interlocução com os Estados Unidos depende da disposição da gestão Trump. “Para ter um canal, precisa ter um orifício aqui e um orifício ali”, afirmou.

    Em paralelo, o governo brasileiro respondeu formalmente à investigação comercial do USTR (Escritório do Representante de Comércio dos EUA), pedindo que a entidade volte atrás para não prejudicar a relação entre os dois países.

    “O Brasil insta o USTR a reconsiderar a abertura desta investigação e a engajar-se em um diálogo construtivo. Medidas unilaterais ao amparo da Seção 301 correm o risco de enfraquecer o sistema multilateral de comércio e podem ter consequências adversas para as relações bilaterais”, diz o documento, assinado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.

    Na cena internacional, as atenções continuam voltadas para a tentativa do presidente dos EUA, Donald Trump, de encontrar uma resolução para a Guerra na Ucrânia.

    O mandatário americano reuniu-se com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, na sexta-feira (15), e com o mandatário ucraniano, Volodimir Zelenski, na última segunda (18).

    Mesmo que os lados tenham relatado progressos nas discussões, o mercado se mostra pessimista com a falta de qualquer entendimento concreto, como um cessar-fogo, que deixe um acordo de paz mais próximo de ser alcançado.

    Na última segunda (18), Trump afirmou que pretende reunir Zelenski e Putin. Nesta terça, porém, o republicano afirmou que talvez Vladimir Putin não queira fazer um acordo para acabar com Guerra da Ucrânia.

    O presidente não detalhou, mas disse novamente que Putin enfrentará “uma situação difícil” se optar pela guerra. Anteriormente, o americano havia ameaçado impor sanções secundárias a países que compram petróleo e derivados russos, como China e Brasil -já o fez com a Índia.

    Investidores também continuam acompanhando os movimentos do Fed. O simpósio de Jackson Hole, que será realizado a partir de quinta-feira (21) e terá um aguardado discurso do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, promete sinalizar as próximas ações do banco central americano.

    Operadores dizem ser provável um corte na próxima reunião da instituição em setembro, com boa parte das apostas apontando para uma redução de 0,25 ponto percentual e uma pequena porcentagem para 0,5 ponto.

    A perspectiva de cortes de juros pelo Fed pode favorecer o real devido à percepção de que, com a taxa Selic em patamar alto por tempo prolongado, o diferencial de juros entre Brasil e EUA permanecerá favorável para o lado brasileiro.

    Na última segunda, economistas ouvidos pelo Banco Central mantiveram as previsões da Selic para o final deste ano em 15%.

    Dólar dispara e Bolsa despenca com tensões entre Brasil e EUA no radar

  • Brasil vai exportar carne bovina para Indonésia

    Brasil vai exportar carne bovina para Indonésia

    Com 283 milhões de habitantes, o país asiático é considerado um mercado estratégico para o setor de proteína animal

    O Brasil passará a exportar carne bovina para a Indonésia, quarto país mais populoso do mundo.   

    Um acordo firmado entre os dois países permite a venda de carne bovina com osso, miúdos bovinos, produtos cárneos e preparados de carne, conforme informaram nesta terça-feira (19) os ministérios da Agricultura (Mapa) e Pecuária e das Relações Exteriores (MRE).

    Com 283 milhões de habitantes, o país asiático é considerado um mercado estratégico para o setor de proteína animal, com aumento do consumo da carne bovina em razão da melhora na renda da população e crescimento da classe média urbana.  

    Em 2024, os indonésios compraram US$ 4,2 bilhões em produtos agropecuários brasileiros, principalmente sucroalcooleiro, soja, fibras e têxteis. 

    De acordo com o Mapa, com a nova medida, 402 mercados estrangeiros foram abertos para produtos agropecuários brasileiros desde 2023. 

    Argélia

    A pasta anunciou ainda a exportação de ovinos vivos (ovelhas, carneiros, cordeiros) para a Argélia.

    A abertura desse mercado vai favorecer em especial a ovinocultura nas regiões Norte e Nordeste do Brasil.

    Brasil vai exportar carne bovina para Indonésia

  • No Senado, Tebet defende revisão de gastos e isenções fiscais

    No Senado, Tebet defende revisão de gastos e isenções fiscais

    Tebet falou sobre a necessidade de revisão dos gastos tributários provenientes de isenções e renúncias fiscais; “Alguns falam em algo como um corte de 10% linear. Eu quero já dizer que isso seria um ponto de partida, não de chegada, isso é absolutamente insuficiente”, disse

    A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, participou nesta terça-feira (19) de uma audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. No encontro com os senadores, ela defendeu que a revisão de gastos não deve ser vista como algo “nefasto”. Para Tebet, rever gastos é cuidar bem do dinheiro público e deve ser uma responsabilidade compartilhada.   

    “Está na hora da gente tirar esse tabu de falar de spending review, revisão de gastos, como se fosse alguma coisa nefasta. Ao contrário. A gente tem que gastar bem o pouco recurso que a gente tem. Então falar em revisão de gastos, é falar de cuidar bem do dinheiro do povo brasileiro”, afirmou. 

    Na audiência, Tebet falou ainda sobre a necessidade de revisão dos gastos tributários provenientes de isenções e renúncias fiscais. De acordo com o governo, essas isenções ultrapassam meio trilhão de reais e comprometem as contas públicas.  

    Segundo Tebet, um corte linear de 10% nos subsídios fiscais seria apenas um ponto de partida e não de chegada. E que, a partir do ano que vem, será preciso aprofundar a revisão das despesas. 

    “Alguns falam em algo como um corte de 10% linear. Eu quero já dizer que isso seria um ponto de partida, não de chegada, isso é absolutamente insuficiente. Não é justiça tributária, mas é o que temos. Então, dá para ser um ponto de partida relevante, mas é preciso depois se debruçar nos números a partir de 2026”, apontou.  

    A ministra ainda garantiu que o orçamento 2026 será entregue até o dia 31 de agosto, dentro do prazo legal. Ela afirmou também que a meta fiscal prevista na Lei de Diretrizes Orçamentárias será mantida. 

    No Senado, Tebet defende revisão de gastos e isenções fiscais

  • Brasileiros têm 70,5% da renda comprometida com contas a pagar, aponta estudo da Serasa

    Brasileiros têm 70,5% da renda comprometida com contas a pagar, aponta estudo da Serasa

    Apesar de alto, o comprometimento de renda vem ano a ano se reduzindo. Conforme o estudo da Serasa, em 2022, a parcela da renda comprometida dos consumidores brasileiros era de 72,3%. Essa fatia caiu para 72%, em 2023, e 70,9%, em 2024, até chegar a este ano em 70,5%

    Estudo feito pela Serasa Experian mostra que 70,5% da renda dos brasileiros está comprometida com contas a pagar, que vão desde dívidas com bancos a faturas de cartão de crédito, energia elétrica e internet, entre outros gastos contratados. Com isso, sobram, na média, R$ 968,00 a novas despesas no mês.

    Quanto menor a renda, maior é, em geral, o comprometimento. Consumidores que ganham até um salário mínimo têm 90,1% da renda comprometida por compromissos financeiros assumidos. Já no caso dos brasileiros com rendas superiores a dez salários mínimos, o porcentual comprometido cai para 58,2%, o menor entre todas as faixas analisadas.

    Apesar de alto, o comprometimento de renda vem ano a ano se reduzindo. Conforme o estudo da Serasa, em 2022, a parcela da renda comprometida dos consumidores brasileiros era de 72,3%. Essa fatia caiu para 72%, em 2023, e 70,9%, em 2024, até chegar a este ano em 70,5%.

    “Isso pode ser reflexo de alguns fatores como o mercado de trabalho aquecido e políticas de estímulo à renda. No entanto, temos observado, atualmente, que esse aumento na renda não está contribuindo para conter a elevação da inadimplência no País”, comenta Eduardo Mônaco, vice-presidente de crédito e plataformas da Serasa Experian.

    Brasileiros têm 70,5% da renda comprometida com contas a pagar, aponta estudo da Serasa

  • Dólar sobe com agenda fraca e foco em geopolítica e queda de commodities

    Dólar sobe com agenda fraca e foco em geopolítica e queda de commodities

    O dólar apresenta alta moderada nesta terça-feira, refletindo quedas do petróleo e do minério de ferro na China, enquanto investidores acompanham os desdobramentos das negociações em Washington sobre a guerra na Ucrânia e monitoram indicadores econômicos no Brasil e no exterior

    O dólar opera em alta leve no mercado à vista em meio a quedas do petróleo e do minério de ferro na China (-0,64%). Os ajustes são moderados diante do recuo da divisa americana frente a moedas principais e algumas emergentes no exterior, como peso chileno, rublo e rand sul africano.

    Com agenda esvaziada de dados nesta terça-feira, 19, investidores aguardam os desdobramentos das reuniões de segunda-feira (18) em Washington sobre a guerra na Ucrânia, que podem eventualmente levar ao fim das sanções ao petróleo russo.

    O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou esperar que o presidente da Rússia seja bom, senão será difícil, e que a Ucrânia não será parte da Otan.

    O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, disse que a Índia lucra com o petróleo russo e destacou que as compras da China são “completamente diferentes”, pois já representavam 30% antes da guerra na Ucrânia, enquanto as da Índia cresceram após o conflito.

    No Brasil, a sonda ODN II (NS 42), arrendada pela Petrobras, chegou ao local do poço Morpho, na bacia da Foz do Amazonas, para realizar a Avaliação Pré-Operacional (APO) no dia 24. Segundo a diretora Sylvia Anjos, a expectativa é obter a licença do Ibama após a simulação para iniciar a perfuração no bloco FZA-M-59.

    A faixa 4 do Minha Casa Minha Vida (MCMV), voltada à população de classe média, foi lançada em maio, mas ainda não deslanchou, conforme números do setor obtidos pela Broadcast.

    O Citi teve lucro líquido recorde de R$ 1,3 bilhão no Brasil no 1º semestre de 2025, alta de 45% em relação ao mesmo período de 2024. Segundo o presidente Marcelo Marangon, juros altos e incertezas causadas pelo tarifaço de Donald Trump reduziram a demanda e levaram o banco a adotar postura mais cautelosa.

    O Índice de Preços ao Consumidor – Semanal desacelerou nas sete capitais pesquisadas. O ritmo de alta passou de 0,38% para 0,09%, da primeira para a segunda quadrissemana de agosto, segundo a FGV.

    Dólar sobe com agenda fraca e foco em geopolítica e queda de commodities

  • STF decide a favor da União em disputa previdenciária de R$ 131 bi

    STF decide a favor da União em disputa previdenciária de R$ 131 bi

    A maioria dos ministros decidiu ser legítima a aplicação do fator previdenciário sobre aposentadorias concedidas pelas regras de transição da reforma da Previdência de 1998. O tema possui repercussão geral, e o desfecho do julgamento deve servir de orientação para todos os tribunais do país

    Por 9 votos a 1, o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) deu ganho de causa à União em uma disputa previdenciária com impacto potencial de R$ 131 bilhões sobre os cofres públicos, conforme estimativas da Advocacia-Geral da União (AGU). 

    A maioria dos ministros decidiu ser legítima a aplicação do fator previdenciário sobre aposentadorias concedidas pelas regras de transição da reforma da Previdência de 1998. O tema possui repercussão geral, e o desfecho do julgamento deve servir de orientação para todos os tribunais do país. 

     

    O impacto calculado pelo governo corresponde ao que deveria ser desembolsado caso o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) fosse obrigado a revisar aposentadorias pagas entre os anos 2016 e 2025, segundo órgão. 

     

    O julgamento ocorreu no plenário virtual, em sessão encerrada às 23h59 dessa segunda-feira (18). A maioria a favor da União já havia sido alcançada no sábado (16), sendo agora confirmada com a conclusão do julgamento.  

    Votaram a favor da União o relator, ministro Gilmar Mendes, bem como os ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Flávio Dino, André Mendonça, Luiz Fux, Dias Toffoli, Nunes Marques e Luís Roberto Barroso. O único a divergir foi o ministro Edson Fachin. A ministra Cármen Lúcia não votou. 

    Entenda

    Criado em 1999, o fator previdenciário é um redutor aplicado sobre o valor das aposentadorias pagas pelo INSS, e que leva em consideração critérios como idade, tempo de contribuição e expectativa de vida. A ideia foi desincentivar aposentadorias precoces. 

    Muitos aposentados, contudo, passaram a reclamar na Justiça por terem os benefícios submetidos a regras diferentes daquelas previstas na fase de transição da reforma da Previdência de 1998, que resultava em benefícios melhores. 

    No caso analisado pelo Supremo, uma aposentada do Rio Grande do Sul que deu entrada no benefício em 2003 reclamou ter sido submetida a duas regras para a redução do benefício, as da transição e mais o fator previdenciário. 

    Ela argumentou que possuía, ao se aposentar, a confiança legítima de que seriam aplicadas apenas as regras de transição, mais favoráveis, em relação às contribuições e salários anteriores a 1998. 

    Para a maioria do Supremo, no entanto, a aplicação do fator previdenciário foi legítima, uma vez que as regras de transição não poderiam ser interpretadas como garantia contra normas posteriores, sobretudo se forem criadas visando o equilíbrio atuarial da Previdência Social. 

    O voto de Gilmar Mendes, seguido pela maioria, destacou ainda que a aplicação do fator previdenciário tem como objetivo efetivar o princípio contributivo, isto é, o princípio segundo o qual quem contribui mais ganha mais, conforme previsto na Constituição. 

    “A criação do fator previdenciário insere-se nesse contexto de ajustes estruturais necessários. Ao vincular o valor da renda mensal inicial à expectativa de vida e ao tempo de contribuição do segurado, o fator não viola a confiança legítima, mas realiza uma adequação atuarial compatível com o modelo contributivo estabelecido pela Constituição”, resumiu o relator.

    STF decide a favor da União em disputa previdenciária de R$ 131 bi

  • Brasil deveria dar alguma vitória a Trump para destravar tarifaço, diz Tarcísio

    Brasil deveria dar alguma vitória a Trump para destravar tarifaço, diz Tarcísio

    Tarcísio defendeu que, dando vitórias a Trump, seria possível obter vitórias também. “Se a gente consegue reduzir a tarifa, eu tiro a tarifa, volto para o patamar anterior no setor de máquinas e equipamentos, no café, no pneu, na proteína animal, no pescado, a gente vai ter uma vitória.”

    (FOLHAPRESS) – O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), defendeu que o Brasil deveria conceder uma vitória a Donald Trump para destravar as negociações do tarifaço.

    Em uma palestra a investidores promovida em um hotel da zona sul de São Paulo nesta segunda-feira (18), Tarcísio voltou a criticar a condução da crise gerada pela imposição de uma sobretaxa de 50% a produtos brasileiros pela gestão do líder republicano.

    Eu acho que é fundamental compreender um pouco do estilo do presidente americano. É um presidente que vive na economia da atenção. É um presidente que gosta de sentar com o chefe de Estado, botar um chefe de Estado sentado lá e dizer: olha, conseguiu uma vitória. E ele está querendo colecionar vitórias. Então, por que não entregar alguma vitória para ele? Por que não fazer algum gesto?”, questionou Tarcísio.

    Em março, após a posse de Trump, o governador publicou um vídeo colocando um boné com o slogan Make America Great Again (faça os Estados Unidos grandes de novo), da campanha do norte-americano. Ao anunciar o tarifaço, Trump criticou a forma como Jair Bolsonaro (PL), padrinho político de Tarcísio, vinha sendo tratado -em referência ao julgamento do ex-presidente no STF (Supremo Tribunal Federal) sobre a trama golpista.

    Ao defender que o Brasil desse uma vitória a Trump, o governador argumentou que seria possível deixar de comprar combustível da Rússia -parceira do país nos Brics.

    “Vou pegar um exemplo. A gente tem, na nossa relação com a Rússia, por exemplo, a compra de diesel, a compra de fertilizante. O fertilizante é absolutamente necessário. O diesel, nem tanto. A gente não precisa do diesel que vem da Rússia para nada. Então, será que não posso fazer um gesto nesse sentido?”

    O governador apontou ainda que outra vitória que o Brasil poderia dar a Trump seria na forma de investimentos das empresas brasileiras em território norte-americano.

    “Quantas empresas brasileiras investem já nos Estados Unidos? Quantas empresas brasileiras já são campeãs nos Estados Unidos? Se a gente somar isso, quanto é que a gente está falando de investimento nos próximos anos? Então, a gente pode começar a dar algumas vitórias. A gente pode começar uma negociação e entregar essa vitória”, disse.

    Tarcísio defendeu que, dando vitórias a Trump, seria possível obter vitórias também. “Se a gente consegue reduzir a tarifa, eu tiro a tarifa, volto para o patamar anterior no setor de máquinas e equipamentos, no café, no pneu, na proteína animal, no pescado, a gente vai ter uma vitória.”

    Embora Trump tenha feito críticas ao tratamento dado a Bolsonaro quando anunciou o tarifaço, Tarcísio não mencionou a pressão do norte-americano contra o judiciário brasileiro.

    Tarcísio afirma que trabalha a para se reeleger governador em São Paulo no ano que vem, mas é considerado o principal nome do bolsonarismo para concorrer à Presidência em 2026, dado que Bolsonaro está inelegível por decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), em ações que o condenaram por abuso de poder político e econômico.

    No evento, Tarcísio listou ações que sua gestão adotou para tentar mitigar os efeitos do tarifaço e evitar demissões, em especial a liberação de R$ 1,5 bilhão em créditos tributários, mas disse que essas medidas são paliativas.

    “A gente sabe que isso é paliativo. Isso garante o conforto financeiro neste momento, mas nada disso é suficiente. O que é suficiente é sentar à mesa.”

    Tarcísio foi criticado, quando o tarifaço foi anunciado, por seu alinhamento a Jair Bolsonaro e por não agir para defender os interesses da economia de São Paulo –que tem nos Estados Unidos seu maior mercado exportador. Nos dias seguintes, contudo, ele passou a criticar as medidas dos EUA.

    Desde a última semana, o governador vem criticando o governo Lula (PT) por não ter conseguido abrir canais de negociação com o governo Trump, mas sem citar as ações adotadas por Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos para aumentar as sanções ao país.

    Brasil deveria dar alguma vitória a Trump para destravar tarifaço, diz Tarcísio

  • Putin transmite a Lula informações positivas sobre reunião com Trump

    Putin transmite a Lula informações positivas sobre reunião com Trump

    Lula recebeu um telefonema de Vladimir Putin, que relatou como positiva sua reunião com Donald Trump no Alasca. O presidente brasileiro reafirmou o apoio do país a iniciativas de paz no conflito entre Rússia e Ucrânia

    O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, recebeu nesta segunda-feira um telefonema de Vladimir Putin, que compartilhou informações consideradas positivas sobre sua reunião com o presidente norte-americano, Donald Trump, realizada no Alasca.

    Segundo nota divulgada pelo governo brasileiro, a ligação durou cerca de 30 minutos. “Putin compartilhou informações sobre sua reunião com o presidente Donald Trump, dos Estados Unidos, no Alasca, em 15 de agosto, que avaliou como positiva”, diz o comunicado.

    O texto acrescenta que, após abordar os diferentes temas discutidos com Trump, o líder russo reconheceu o engajamento do Brasil no Grupo de Amigos da Paz, iniciativa conduzida em parceria com a China.

    Ainda de acordo com o governo, Lula agradeceu a ligação e reafirmou o apoio brasileiro a todos os esforços que busquem uma solução pacífica para o conflito entre Rússia e Ucrânia. O presidente também desejou sucesso às negociações em andamento.

    Na última sexta-feira, Trump e Putin se reuniram no Alasca para tratar do fim da guerra na Ucrânia. Apesar de não chegarem a resultados concretos, Trump mudou de posição: deixou de exigir um cessar-fogo imediato e passou a defender negociações diretas para um acordo de paz.

    Nesta segunda-feira, a Casa Branca organizou outra reunião sobre o tema, com a presença de Trump e do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. Também participam do encontro os presidentes da França, Emmanuel Macron, e da Finlândia, Alexander Stubb; os primeiros-ministros da Alemanha, Friedrich Merz, do Reino Unido, Keir Starmer, e da Itália, Giorgia Meloni; além da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e do secretário-geral da Otan, Mark Rutte.
     

    Putin transmite a Lula informações positivas sobre reunião com Trump