Categoria: ECONOMIA

  • CNU 2025 terá código de barras, regra para mulheres e prova em duas etapas

    CNU 2025 terá código de barras, regra para mulheres e prova em duas etapas

    Veja as novidades e o calendário do Concurso Nacional Unificado de 2025!

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O CNU (Concurso Nacional Unificado) chega à segunda edição, em 2025, com mudanças importantes em relação ao modelo aplicado no ano passado. Criado para unificar a seleção de servidores federais em um único processo, o exame -apelidado de “Enem dos Concursos”- estreou em 2024 com mais de 2 milhões de inscritos.

    Nesta edição, o concurso traz ajustes que vão da logística à formatação das provas, além de alterações nas regras de cotas e nos mecanismos de segurança. O objetivo do governo é corrigir falhas da primeira edição, que levaram à judicialização do concurso, e oferecer mais previsibilidade a quem disputa uma vaga no serviço público.

    Entre as diferenças entre as duas edições está o número de vagas. Em 2024 foram ofertadas 6.640, enquanto em 2025 são 3.652. Outra mudança está na divisão das áreas: no ano passado, o concurso contou com oito blocos temáticos; neste ano, são nove.

    Os blocos temáticos do concurso funcionam como um sistema que agrupa cargos de diferentes órgãos públicos em áreas de atuação semelhantes, como Saúde, Educação, Tecnologia e Administração.

    AUMENTO DA PARTICIPAÇÃO FEMININA NA SEGUNDA FASE

    Uma das novidades dessa edição é que para definir os candidatos que seguirão para a segunda fase (a prova discursiva), o governo vai calcular o equivalente a nove vezes o total de vagas de cada cargo. Essa conta será feita tanto para as vagas de ampla concorrência quanto para as de cotas.

    Assim, se houver 20 vagas, serão chamados para a discursiva 180 candidatos no total (20 x 9). Desses, 35% são destinados a cotas (117 para ampla concorrência e 63 para cotas).

    Quando o percentual de mulheres convocadas para a segunda fase for menor do que 50% dos classificados em ampla concorrência, o governo vai chamar mais mulheres para que haja a mesma quantidade de homens e de mulheres na disputa da segunda etapa.

    No exemplo acima, se entre os 117 da ampla concorrência houver 65 homens e 52 mulheres, outras 13 mulheres serão chamadas, totalizando 65 homens e 65 mulheres.

    Isso não quer dizer que haverá uma cota de contratação de mulheres com o mínimo de 50% de mulheres. No final, o critério para a convocação dos aprovados será a pontuação dos candidatos.

    Letícia Bastos, professora de Língua Portuguesa do Gran Concursos, diz que essa é uma medida inédita. “Na prática, isso corrige distorções históricas e amplia as chances femininas de disputar a discursiva, especialmente em áreas onde a participação delas é menor. Para os homens, não há eliminação, mas pode haver redistribuição de vagas na classificação”, afirma a professora.
    Segunda a especialista, esse o desempenho técnico continua sendo decisivo para todos.

    POLÍTICA DE COTAS

    Neste ano, 35% das vagas do CNU estão destinadas a ações afirmativas. No ano passado, pessoas com deficiência tiveram reservadas 5% das vagas, pessoas negras tiveram 20% e indígenas tiveram 30% das vagas reservadas nas especialidades dos cargos da Funai.

    Segundo o MGI, o novo percentual, além de obedecer à legislação vigente, fortalece a presença de grupos historicamente sub-representados no serviço público.

    A distribuição deste ano é feita da seguinte forma:

    – 25% para pessoas pretas e pardas
    – 3% para indígenas
    – 2% para quilombolas
    – 5% para pessoas com deficiência

    COMO SERÁ FEITA A VERIFICAÇÃO DAS COTAS?

    Bruno Bezerra, professor do Estratégia Concursos, diz que a verificação de cotas varia conforme a condição declarada pelo candidato.

    No caso dos candidatos negros, a autodeclaração será avaliada por uma comissão com cinco integrantes, que deve ser diversa em termos de gênero, cor e, sempre que possível, origem regional. “O reconhecimento será feito pela maioria da comissão, com base exclusivamente no critério fenotípico. Ou seja, não serão aceitos documentos de ancestralidade, fotos enviadas anteriormente ou certidões de outros concursos”, diz o professor.

    Para candidatos indígenas, a verificação será documental, feita por uma comissão composta por pessoas de notório saber na área e, majoritariamente, por indígenas. Entre os documentos aceitos estão: documento de identificação emitido por órgão oficial com indicação de pertencimento étnico; declaração de comunidade ou organização representativa assinada por pelo menos três membros da etnia; além de comprovantes de habitação em comunidades indígenas, documentos de escolas indígenas ou de órgãos de saúde indígena.

    Os candidatos quilombolas também passam por análise documental, realizada por comissão com maioria de quilombolas. O candidato deve apresentar declaração assinada por três lideranças da associação da comunidade, e certificação da Fundação Cultural Palmares reconhecendo a comunidade como quilombola.

    ERRO DA BOLINHA

    No ano passado, um dos principais problemas do CNU foi o caso dos candidatos que não preencheram toda a identificação do cartão de respostas e que, por isso, seriam eliminados da seleção.

    No início do exame, foram distribuídos três tipos de caderno de prova para os candidatos, identificados pelos números 1, 2 e 3. Essa identificação deveria ser assinalada em campo próprio no cartão-resposta, sob pena de desclassificação, conforme a previsão do edital.

    Depois, a Justiça Federal no Tocantins determinou ao MGI o cancelamento da eliminação de candidatos.

    Para evitar que o erro aconteça mais uma vez, o ministério adotou um novo sistema de segurança em que cada prova terá um código de barras individual.

    Bezerra explica que esse código identifica automaticamente o candidato e a versão da prova, sem expor dados pessoais aos corretores. “Na prática, o aluno não precisará mais se preocupar em marcar manualmente o tipo de prova, e o risco de eliminação por esse erro desaparece. Isso é fundamental quando diferentes versões são aplicadas em uma mesma sala”, diz o especialista.

    PROVA EM DOIS DIAS

    Nesta edição, o candidato terá a aplicação de provas em dois dias diferentes: um será destinado à prova objetiva, no dia 5 de outubro e, apenas se habilitado, voltará para a discursiva em 7 de dezembro. Segundo Letícia Bastos, do Gran Concursos, essa divisão traz impactos importantes.

    “Isso permite que, nesta primeira fase, o foco seja total na prova objetiva, sem dividir energia com a escrita. Ao mesmo tempo, exige planejamento logístico: quem for convocado para a segunda etapa terá que organizar viagem, hospedagem e rotina de estudos para não perder ritmo entre as fases”, diz a professora.

    VEJA O CALENDÁRIO DO CNU 2025

    Para cargos de nível superior, a prova objetiva será realizada em 5 de outubro, das 13h às 18h, e a discursiva em 7 de dezembro, das 13h às 16h. Os candidatos a cargos de nível intermediário farão as provas nos mesmos dias, mas em horários reduzidos: 5 de outubro, das 13h às 16h30, e 7 de dezembro, das 13h às 15h.

    O gabarito oficial está previsto para ser divulgado no dia 6 de outubro.
    VEJA O CALENDÁRIO DO CNU 2

    Evento – data

    • Aplicação das provas objetivas – 5/10/2025
    • Divulgação preliminar dos gabaritos das provas objetivas – 6/10/2025
    • Prazo para interposição de eventuais recursos quanto às questões formuladas e/ou aos gabaritos divulgados – 7 e 8/10/2025
    • Disponibilização da imagem do cartão de respostas – 12/11/2025
    • Divulgação das notas finais das provas objetivas e convocação para as pessoas candidatas para a realização da prova discursiva – 12/11/2025
    • Obtenção impressa do Cartão de Confirmação de Inscrição para realização da prova discursiva no endereço eletrônico – 1/12/2025
    • Aplicação da prova discursiva – 7/12/2025
    • Divulgação da Nota Preliminar da Discursiva e disponibilização do espelho de correção. – 23/01/2026
    • Interposição de eventuais pedidos de revisão das notas da prova discursiva – 26/01 e 27/01/2026
    • Divulgação do resultado dos pedidos de revisão das notas da Prova
    • Discursiva e do Resultado Definitivo da prova discursiva. – 18/02/2026
    • Divulgação do resultado dos pedidos de revisão das notas dos títulos e do resultado definitivo dos procedimentos para as pessoas candidatas negras, indígenas e quilombolas e para as pessoas com deficiência – 18/02/2026
    • Previsão de divulgação das listas com as classificações das pessoas candidatas, em vagas imediatas e lista de espera, após a realização das fases 1 a 4 – 20/02/2026
    • 1ª Convocação para confirmação de interesse das pessoas candidatas classificadas – 20/02/2026
    • Período para a 1ª confirmação de interesse das pessoas candidatas classificadas – 21/02 a 23/02/2026
    • Previsão de divulgação das listas com as classificações das pessoas candidatas, em vagas imediatas e lista de espera, após o resultado da 1ª confirmação de interesse – 27/02/2026
    • 2ª Convocação para confirmação de interesse das pessoas candidatas classificadas – 27/02/2026
    • Período para a 2ª confirmação de interesse das pessoas candidatas classificadas – 28/02 a 02/03/2026
    • Previsão de divulgação das listas com as classificações das pessoas candidatas, em vagas imediatas e lista de espera, após o resultado da 2ª confirmação de interesse – 6/03/2026
    • 3ª Convocação para confirmação de interesse das pessoas candidatas classificadas – 6/03/2026
    • Período para a 3ª confirmação de interesse das pessoas candidatas classificadas – 7/03 a 9/03/2026
    • Previsão de divulgação das listas com as classificações das pessoas candidatas, em vagas imediatas e lista de espera, após o resultado da 3ª confirmação de interesse – 16/03/2026
    • Início das convocações para nomeação, e, quando couber, para o procedimento de Investigação Social e Funcional, a realização da Defesa de Memorial e Prova Oral e o Curso ou Programa de Formação – 16/03/2026

    CNU 2025 terá código de barras, regra para mulheres e prova em duas etapas

  • Aliados veem momento favorável para atrair centro para palanques de Lula nos estados

    Aliados veem momento favorável para atrair centro para palanques de Lula nos estados

    Aliados avaliam que o presidente vive um momento político favorável após acenos de Donald Trump e derrotas da oposição no Congresso. O governo tenta usar o cenário para conter debandada do centrão e costurar novas alianças regionais de olho em 2026

    (FOLHAPRESS) – O novo momento pelo qual passa o presidente Lula (PT) abriu uma oportunidade para ampliação de alianças regionais do governo ao centro, na opinião de seus aliados. Antes decididos a desembarcar da base governista para aderir a uma candidatura de Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), integrantes do centrão agora admitem desacelerar o movimento, à espera de novos lances da política nacional.

    Pesa para essa reavaliação a incerteza sobre a disposição de Tarcísio para um confronto com o presidente no ano que vem, além dos rachas internos que marcam a direita sobre quem apresentar como candidato adversário do petista em 2026, diante da inelegibilidade de Jair Bolsonaro (PL).

    Como mostrou a Folha de S.Paulo, a gestão Lula acumulou nos últimos três meses uma rara coleção de situações políticas positivas, que culminou com uma manifestação de simpatia do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após semanas de críticas ao governo brasileiro e a aplicação de sanções econômicas ao país e a autoridades brasileiras.

    Na terça-feira (23), os dois líderes se cumprimentaram e falaram brevemente entre o discurso de Lula na Assembleia-Geral das Nações Unidas e o do americano. Em sua fala, Trump disse que houve uma “excelente química” com o petista e anunciou que os dois falariam na próxima semana. “Eu só faço negócios com pessoas de quem eu gosto”, afirmou. “E eu gostei dele, e ele de mim. Por pelo menos 39 segundos nós tivemos uma química excelente, isso é um bom sinal.”

    O gesto abalou os bolsonaristas que ainda contam com as ameaças de Trump como trunfo para reversão da condenação de Bolsonaro pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

    No Palácio do Planalto, a estratégia é aproveitar a onda para negociar alianças nos estados na tentativa de deter o avanço de coligações entre os partidos de centro ou, se não for possível, costurar apoios regionais para a montagem de palanques.

    Dois políticos influentes do centrão reconhecem que há uma mudança de ares, mas ponderam que isso é a fotografia do momento –eles dizem que até as eleições muitas coisas podem acontecer.

    Um deles lembra que há dois meses Lula estava fraco politicamente. Agora, a projeção para 2026 é outra, com o petista despontando como favorito, mas não está descartada uma nova reviravolta.

    Um integrante da cúpula da Câmara diz que o governo está aproveitando “os bons ventos” do noticiário das últimas semanas. Ele lembra, no entanto, que ainda há um cenário desfavorável ao Executivo no Congresso, num momento em que são discutidas matérias de interesse da gestão federal. E que problemas que o governo enfrentava há alguns meses, como a busca de alternativas à alta do IOF (Imposto Sobre Circulação) para elevar a arrecadação, voltarão ao debate até o fim do ano.

    Nos últimos dias, até mesmo nomes do PP e do União Brasil que vinham incentivando o desembarque da gestão petista passaram a reavaliar o momento.

    A articulação de um encontro entre Lula e o presidente do União Brasil, Antonio Rueda, seria uma amostra dessa nova fase que o governo atravessa. Como a Folha mostrou, políticos procuraram o dirigente partidário e o Palácio do Planalto numa tentativa de distensionar o clima.

    Estariam atuando nesse movimento nomes como os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e do PT, Edinho Silva. A expectativa, segundo pessoas a par das conversas, é que uma reunião entre os dois aconteça nos próximos dias.

    Um integrante da cúpula do União Brasil diz que há disposição para o diálogo. Ele reconhece que uma ruptura total da sigla com o Executivo não é vantajosa para nenhum lado. Nesse cenário, não está descartada a possibilidade de recuar da decisão de proibir filiados de permanecerem no governo.

    Outro líder do grupo, por sua vez, nega mudança expressiva na estratégia e diz apostar que a direita vai se unir para lançar uma candidatura competitiva contra Lula.

    Na avaliação de interlocutores do presidente, o governo saiu da defensiva na relação com o Congresso, especialmente depois da derrota da PEC (proposta de emenda à Constituição) da Blindagem. O texto previa que processos contra parlamentares só poderiam ser abertos no STF após autorização de deputados e senadores e sua aprovação provocou manifestações no domingo (21). O Senado rejeitou a proposta por unanimidade, o que causou estresse na relação entre deputados e senadores.

    Acuados, parlamentares tiveram que reavaliar o cronograma, admitindo priorizar pautas de interesse do governo, como o projeto que isenta de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000.

    Além disso, sob reserva, dirigentes partidários reconhecem na Polícia Federal um poder de investigação sobre a atuação parlamentar e o destino de suas emendas ao Orçamento. Nem todos estariam dispostos a enfrentar a máquina governista.

    Aliados veem momento favorável para atrair centro para palanques de Lula nos estados

  • Trump impõe tarifa de 10% sobre madeira e de 25% sobre armários e móveis

    Trump impõe tarifa de 10% sobre madeira e de 25% sobre armários e móveis

    Trump assinou a medida argumentando que as importações de madeira e móveis estão enfraquecendo a segurança nacional dos EUA, justificando as novas tarifas sob a Seção 232 da Lei de Comércio de 1974, como fez para produtos como aço e alumínio

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (29) que aplicará tarifas de 10% sobre madeira bruta e madeira serrada e de 25% sobre armários de cozinha, gabinetes de banheiro e móveis estofados.

    Trump assinou a medida argumentando que as importações de madeira e móveis estão enfraquecendo a segurança nacional dos EUA, justificando as novas tarifas sob a Seção 232 da Lei de Comércio de 1974, como fez para produtos como aço e alumínio.

    O Canadá, maior fornecedor do país, deve ser o maior afetado. No Brasil, que já sofre com demissões no setor, cerca de 90% da produção está concentrada nos estados da região Sul (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul).

    Segundo o texto, as tarifas entrarão em vigor em 14 de outubro, mas as alíquotas subirão em 1º de janeiro para 30% no caso dos produtos de madeira estofados e para 50% no caso de armários de cozinha e gabinetes de banheiro importados de países que não chegarem a um acordo com os Estados Unidos.

    A medida é a primeira em três setores que, segundo Trump, receberiam novas tarifas já a partir de 1º de outubro –incluindo medicamentos patenteados e caminhões pesados.

    No entanto, o texto desta segunda estabeleceu o início das tarifas sobre madeira e móveis para daqui duas semanas, à 1h01 de 14 de outubro (horário de Brasília).

    O documento presidencial afirmou que as importações de produtos de madeira estão enfraquecendo a economia dos EUA, levando a fechamentos constantes de serrarias, a interrupções nas cadeias de suprimento e à redução da utilização da indústria nacional de madeira.

    “Devido à situação da indústria madeireira dos Estados Unidos, o país pode não ser capaz de atender à demanda por produtos de madeira que são cruciais para a defesa nacional e para a infraestrutura crítica”, diz o texto.

    A medida acrescenta que produtos de madeira são usados para “construção de infraestrutura para testes operacionais, habitação e armazenamento de pessoal e material, transporte de munições, como ingrediente em munições e como componente em sistemas de defesa antimísseis e em sistemas de proteção térmica para veículos de reentrada nuclear”.

    SETOR DE MÓVEIS BRASILEIRO JÁ SENTE IMPACTO

    Indústrias de móveis e madeira do Brasil já sentem o impacto do tarifaço anunciado por Trump em julho. Segundo empresários e associações do setor, exportações para o mercado americano já estavam sofrendo com as incertezas em relação à medida.

    Entre 9 de julho, quando foi anunciada a taxação de 50% ao Brasil, e 15 de setembro a indústria brasileira de madeira contabilizou em torno de 4.000 demissões, segundo dados da Abimci (Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente).

    Os Estados Unidos absorviam em média 50% da produção do setor no Brasil, mas o tarifaço que entrou em vigor em agosto provocou uma onda de cancelamento de exportações.

    De acordo com a Abimci, a indústria de madeira gera em torno de 180 mil empregos formais no país. Ou seja, as cerca de 4.000 demissões corresponderiam a aproximadamente 2% do total de vagas.

    A Abimci diz que as exportações de agosto tiveram quedas de 35% a 50% ante julho, considerando o volume embarcado para os Estados Unidos de alguns dos principais produtos de madeira processada.

    Trump impõe tarifa de 10% sobre madeira e de 25% sobre armários e móveis

  • Dólar fecha em queda e Bolsa sobe com atenções voltadas a Haddad e Galípolo

    Dólar fecha em queda e Bolsa sobe com atenções voltadas a Haddad e Galípolo

    O dólar recuou a R$ 5,321, com investidores repercutindo falas de Fernando Haddad e Gabriel Galípolo; a Bolsa avançou 0,61%, a 146.336 pontos

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar fechou em queda de 0,3% nesta segunda-feira (29), cotado a R$ 5,321, com investidores repercutindo falas do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em evento em São Paulo.

    Preocupações sobre uma possível paralisação do governo dos Estados Unidos na terça-feira também nortearam as negociações, levando à queda da moeda globalmente.

    Já a Bolsa avançou 0,61%, a 146.336 pontos. Endossado por bancos, commodities e companhias ligadas à economia doméstica, o Ibovespa chegou a 147.558 na máxima do pregão -novo recorde para o índice durante o período de negociações.

    Haddad e Galípolo compareceram pela manhã à Conferência Itaú Macro Vision, em São Paulo, e endereçaram pautas macroeconômicas.

    Primeiro a falar, o ministro da Fazenda afirmou que o ajuste nas contas públicas não será feito pela venda de patrimônio -como pela privatização de empresas estatais- e que o governo vai continuar perseguindo as metas fiscais estabelecidas, tanto para este ano quanto para o próximo.

    “A meta da LDO [Lei de Diretrizes Orçamentárias] está sendo perseguida com todo o esforço”, afirmou Haddad sobre o objetivo de 2025. “Para 2026 vai ser igual.”

    A meta fiscal para 2025 é de resultado primário zero, com margem de tolerância de 0,25 ponto percentual do PIB (Produto Interno Bruto) para mais ou para menos. Isto é, até R$ 31 bilhões de resultado negativo são permitidos. Já o objetivo para 2026 é de superávit de 0,25% PIB, também com margem de 0,25 ponto percentual.

    A margem, no entanto, tem sido alvo de questionamentos. Na quarta-feira passada, o plenário do TCU (Tribunal de Contas da União) acendeu uma luz amarela ao governo ao dizer que a busca pelo piso inferior da meta fiscal, em vez do centro, é uma irregularidade incompatível com as regras vigentes.

    O governo vem perseguindo o limite inferior de até R$ 31 bilhões negativos e, no último relatório de avaliação do Orçamento, previu um déficit de R$ 30,2 bilhões, ou seja, dentro do intervalo da meta.

    Se prevalecer a decisão do TCU, o governo precisará buscar mais R$ 30 bilhões em receitas para cobrir o déficit, fazer um contingenciamento nesse mesmo valor ou combinar as duas medidas.

    Questionado sobre isso, Haddad lembrou que a interpretação do TCU conflita com a estabelecida pelo Congresso Nacional no momento de elaboração do Orçamento e acrescentou que a pasta está mais preocupada em atingir o centro da meta. “Ano passado eu poderia ter liberado R$ 20 milhões a mais de Orçamento, e fizemos questão de perseguir o centro da meta”, afirmou.

    Haddad também disse não ter uma conversa agendada com os Estados Unidos para debater as tarifas impostas pelo governo Donald Trump a importações brasileiras. Ele, no entanto, considera marcar uma reunião com seu correspondente americano, Scott Bessent, secretário do Tesouro dos EUA.

    “Tenho uma ida para os EUA por causa do G20. Na pior das hipóteses, acredito que iremos nos falar lá. Mas, quem sabe antes disso, os dois gabinetes marquem antes disso uma reunião, que é possível também”, disse. O encontro entre ministros das finanças do G20 está previsto para 15 e 16 de outubro.

    Haddad também foi questionado sobre sua presença na possível teleconferência entre Trump e Lula para discutir as sanções americanas esperada para essa semana. Depende da vontade do presidente, disse, mas ele poderá estar presente.

    Discursando depois, Galípolo reiterou que há ainda “muito esforço” a ser feito pelo Banco Central em relação à meta de inflação e à política monetária. Nenhuma projeção de economistas ou do setor produtivo até agora aponta para uma inflação próxima a 3% em 2026, destacou ele.

    No Boletim Focus desta segunda, porém, as projeções para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de 2025 e de 2026 indicam uma convergência gradual ao teto da meta. O BC trabalha com o objetivo de levar a inflação a 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima e para baixo.

    Para 2025, os economistas consultados pelo BC apontam um IPCA em 4,81% -ainda acima do limite máximo de 4,5%, mas aquém das projeções acima de 5% que compunham o relatório até agosto. Para 2026, a previsão é de 4,28%.

    No evento, Galípolo afirmou que cabe ao BC levar a inflação a 3% e que a convergência dos preços para esse patamar tem sido lenta. Ele reiterou que o BC seguirá movido por dados para tomar as próximas decisões.

    Já na cena internacional, o mercado monitorou a possibilidade de uma paralisação do governo norte-americano.

    O financiamento da máquina pública dos Estados Unidos expira à meia-noite desta terça-feira. Mas republicanos e democratas no Congresso não estão dando sinais de que concordarão com uma solução temporária para os gastos a fim de evitar a paralisação.

    Em última tentativa de acabar com o impasse, Trump convocou uma reunião com os líderes do Congresso nesta segunda-feira. Os democratas, no entanto, sinalizaram que não estão dispostos a simplesmente aprovar o plano de financiamento de curto prazo que os republicanos defendem sem alguns ajustes.

    Se o Congresso não agir, milhares de funcionários do governo federal poderão ser dispensados, desde a Nasa até os parques nacionais, e uma ampla gama de serviços será interrompida. Os tribunais federais podem ter que fechar e os subsídios para pequenas empresas podem sofrer atrasos.

    O impasse vai além do financiamento temporário e data desde a posse de Trump, em janeiro, quando ele se recusou a gastar bilhões de dólares que o Congresso já havia aprovado. Os democratas pretendem usar a ameaça de uma paralisação para restaurar parte desse financiamento e sustentar os subsídios para a saúde que expiram no final do ano.

    Alguns analistas alertam que a paralisação poderia até atrasar a divulgação de dados econômicos importantes, incluindo o relatório de emprego esperado para sexta-feira, e afetar as perspectivas dos mercados.

    Já na seara corporativa, o Ibovespa renovou o recorde intradiário com Eletrobras, Itaú e Vale entre os principais suportes, enquanto Braskem voltou a figurar como destaque negativo com preocupações sobre as alternativas para otimizar a sua estrutura de capital.

    Petrobras também pressionou o índice no negativo, com o setor de energia sendo penalizado neste pregão em meio à desvalorização do petróleo no exterior.

    Dólar fecha em queda e Bolsa sobe com atenções voltadas a Haddad e Galípolo

  • Brasil cria mais de 147 mil empregos com carteira assinada em agosto

    Brasil cria mais de 147 mil empregos com carteira assinada em agosto

    O Ministério do Trabalho e Emprego informou que o resultado de agosto decorreu de 2.239.895 admissões e 2.092.537 desligamentos no período

    O Brasil fechou o mês de agosto com saldo positivo de 147.358 empregos com carteira assinada. O balanço é do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) divulgado nesta segunda-feira (29) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O MTE informou que o resultado de agosto decorreu de 2.239.895 admissões e 2.092.537 desligamentos no período.

    O saldo de empregos formais em agosto superou o registrado em julho, que ficou em 134.251. Apesar do resultado, a criação de empregos voltou a cair em razão da alta de juros e da desaceleração da economia na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando foram gerados 239.069. 

    Quatro dos cinco grandes agrupamentos apresentaram resultado positivo. O setor de Serviços fechou o mês com 81.002 novos empregos; Comércio com 32.612; a Indústria 19.098; Construção Civil ficou com 17.328. A agropecuária registrou saldo negativo de 2.665 vagas. 

    No mês passado foi registrado saldo positivo em 25 dos 27 estados. Em números absolutos, o destaque ficou com São Paulo, com 45.450 novas vagas preenchidas; o Rio de Janeiro, com 16.128 e Pernambuco, com 12.692.

    Proporcionalmente, o destaque ficou para Paraíba que cresceu 1,61%, o Rio Grande do Norte, com 0,98% e Pernambuco, com crescimento de 0,82%. Dos total de postos gerados no mês, 75,1% foram considerados típicos e 24,9% não típicos, com com destaque para trabalhadores com jornada de até 30 horas por semana (40.544, principalmente na área de educação) e aprendizes (20.252).

    Nos últimos 12 meses (de julho de 2024 a agosto de 2025), o saldo positivo é de 1.438.243 novas vagas formais. O resultado é menor do que o registrado no período de junho de 2024 a julho de 2025, quando a geração de empregos fechou com 1.804.122 postos de trabalho.

    O salário médio real de admissão em agosto de 2025 atingiu R$ 2.295,01, apresentando alta de R$ 12,70 (+0,56%) em relação a julho, quando estava em R$ 2.282,31.

    Brasil cria mais de 147 mil empregos com carteira assinada em agosto

  • Mercado financeiro reduz previsão da inflação para 4,81%

    Mercado financeiro reduz previsão da inflação para 4,81%

    A previsão da cotação do dólar está em R$ 5,48 para o fim deste ano. No fim de 2026, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,58

    A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país – passou de 4,83% para 4,81% este ano. A estimativa foi publicada no boletim Focus desta segunda-feira (29), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

    Para 2026, a projeção da inflação também caiu, de 4,29% para 4,28%. Para 2027 e 2028, as previsões são de 3,9% e 3,7%, respectivamente.

    A estimativa para este ano está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%. Em agosto, puxada pela redução na conta de energia elétrica, a inflação oficial ficou negativa, ou seja, deflação de 0,11%. Com o resultado, o IPCA acumulado em 12 meses ficou em 5,13%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE).

    Juros básicos

    Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros  – a Selic – definida em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. As incertezas do cenário econômico externo e indicadores que mostram a moderação no crescimento interno estão entre os fatores que levaram à manutenção da Selic, na última reunião, este mês.

    A intenção do colegiado é, de acordo com a ata divulgada, manter a taxa de juros atual “por período bastante prolongado” para garantir que a meta da inflação seja alcançada.

    A estimativa dos analistas é que a taxa básica encerre 2025 nesses 15% ao ano. Para o fim de 2026, a expectativa é que a Selic caia para 12,25% ao ano. Para 2027 e 2028, a previsão é que ela seja reduzida novamente para 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente.

    Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

    Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Quando a taxa Selic é reduzida a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

    PIB e câmbio

    Nesta edição do boletim Focus, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano foi mantida em 2,16%. Para 2026, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) ficou em 1,8%. Para 2027 e 2028, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 1,9% e 2%, respectivamente.

    Puxada pelas expansões dos serviços e da indústria, no segundo trimestre deste ano, a economia brasileira cresceu 0,4%. Em 2024, o PIB fechou com alta de 3,4%. O resultado representa o quarto ano seguido de crescimento, sendo a maior expansão desde 2021, quando o PIB alcançou 4,8%.

    A previsão da cotação do dólar está em R$ 5,48 para o fim deste ano. No fim de 2026, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,58.

    Mercado financeiro reduz previsão da inflação para 4,81%

  • Dólar abre em alta, mas passa a cair em meio Ptax e de olho em risco fiscal nos EUA

    Dólar abre em alta, mas passa a cair em meio Ptax e de olho em risco fiscal nos EUA

    Dólar abriu em alta, mas virou para queda diante do real com cautela fiscal nos EUA e expectativa sobre negociações para evitar shutdown. No Brasil, Alckmin e Haddad projetam avanços em tarifas e reforma tributária, enquanto indicadores econômicos mostram leve melhora na confiança

    O dólar abriu esta segunda-feira, 29, em alta leve ante o real, mas passou a cair, refletindo a desvalorização da divisa americana e dos rendimentos dos Treasuries em meio à cautela fiscal nos EUA. Investidores operam atentos às negociações políticas para evitar um shutdown (paralisação) do governo dos EUA em meio ao encerramento do ano fiscal americano nesta terça-feira. Falas de vários dirigentes do Federal Reserve também estão no radar nesta segunda, antes de dados de emprego americano, em especial o relatório oficial do payroll, na sexta-feira.

    No câmbio, a moeda americana chegou a subir nos primeiros negócios, mas perdeu força ante o real em véspera de definição da última taxa Ptax de setembro, amanhã. Há apostas em novos corte de juros nos EUA e expectativas ainda de possível conversa sobre tarifas entre os presidentes Lula e dos EUA, Donald Trump, nesta semana.

    O vice-presidente e ministro da Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, reafirmou hoje estar otimista quanto a um possível encontro entre os presidentes Lula e Donald Trump, que pode destravar as negociações para reduzir o tarifaço sobre produtos brasileiros. Alckmin disse esperar avanços nas exceções às tarifas e uma possível redução da alíquota de 50% para os setores afetados.

    Já o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a discussão sobre isenção do imposto de renda até R$ 5 mil está madura no Congresso. “Esta semana vamos possivelmente votar reforma da renda e terminar a reforma do consumo”.

    No boletim Focus, a mediana para a inflação suavizada nos próximos 12 meses passou de 4,36% para 4,28%. A mediana para o IPCA de 2025 caiu de 4,83% para 4,81% e a projeção para 2026, de 4,29% para 4,28%.

    Já o IGP-M subiu 0,42% em setembro, após +0,36% em agosto, segundo a FGV. O resultado superou a mediana das projeções do mercado (+0,32%). O indicador acumula queda de 0,94% no ano e alta de 2,82% em 12 meses.

    O Índice de Confiança do Comércio (ICOM) do Ibre/FGV avançou 1,6 ponto em setembro, para 84,7 pontos, interrompendo duas quedas mensais consecutivas. Já a confiança de Serviços (ICS) avançou 1,9 ponto em setembro, para 89,0 pontos, na série dessazonalizada, após três quedas seguidas.

    As concessões de crédito livre dos bancos diminuíram 3,3% em agosto ante julho, para R$ 555,6 bilhões, mas em 12 meses cresceram 11,7%, sem ajustes sazonais, informou o Banco Central.

    Dólar abre em alta, mas passa a cair em meio Ptax e de olho em risco fiscal nos EUA

  • Estamos otimistas com negociações com Trump, diz Alckmin em entrevista

    Estamos otimistas com negociações com Trump, diz Alckmin em entrevista

    Alckmin afirmou que confia em um avanço nas negociações após o encontro entre Lula e Trump. O vice-presidente destacou que o setor privado terá papel central para ampliar exceções ao tarifaço e reduzir a alíquota de 50% sobre produtos brasileiros

    O vice-presidente e ministro da Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, disse, nesta segunda-feira, 29, que está otimista que o possível encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump destrave as negociações para reduzir o tarifaço contra parte os produtos brasileiros. Ele concedeu entrevista à Rádio CBN.

    Nós estamos confiantes de que terá uma boa conversa entre o presidente Lula e o presidente Trump e que isso possa destravar ainda para a gente avançar mais”, declarou.

    Segundo ele, o encontro deve permitir novos passos na direção de mais exceções ao tarifaço e também de uma redução das tarifas de 50% para quem está sendo afetado. Ele declarou ainda que, apesar de não se ter informações sobre data ou o tipo da reunião entre os chefes de Estado, ela será um passo importante.

    Alckmin disse estar otimista com o avanço das negociações, mas que é preciso esperar os próximos passos. Afirmou que o setor privado foi muito importante e continuará a ser para que o tarifaço seja minimizado.

    “Então, o setor privado teve e terá um papel importante para a gente excluir mais setores do tarifaço, que foi 10% mais 40%, aí que dá os 50%, e reduzir essa alíquota, porque não tem sentido”, disse.

    O vice-presidente declarou não ter detalhes de o que levou Trump a se mostrar mais aberto a negociar com o Brasil, mas achou positiva a mudança. Segundo ele, os argumentos lógicos estão do lado brasileiro.

    Ele disse também não haver relação entre decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e uma política de importações, como o feito pelos EUA. Com isso, o avanço do diálogo ajudará bastante a melhorar a relação com os norte-americanos.

    “Tarifa de importação e exportação é política regulatória, não tem nada a ver com a questão de decisão de Suprema Corte”, afirmou.

    Alckmin declarou daqui a 15 dias irá à Índia para negociar a abertura de mais mercados para os produtos brasileiros.

    Estamos otimistas com negociações com Trump, diz Alckmin em entrevista

  • Focus: Selic no fim de 2025 continua em 15,0%; para 2026, segue em 12,25%

    Focus: Selic no fim de 2025 continua em 15,0%; para 2026, segue em 12,25%

    Mesmo após a manutenção dos juros pelo Copom, o Focus manteve a projeção da Selic em 15% no fim de 2025 pela 14ª semana seguida. O BC reforça cautela diante da incerteza e avalia se o nível atual será suficiente para conter a inflação

    A mediana do relatório Focus para a Selic no fim de 2025 permaneceu em 15,00% pela 14ª semana consecutiva, após o Comitê de Política Monetária (Copom) ter mantido os juros neste nível na mais recente decisão, no dia 17 de setembro.

    Na ata, o Copom reafirmou que o cenário é marcado por elevada incerteza, o que exige cautela na condução da política monetária. Repetiu também que seguirá vigilante, avaliando se a manutenção do nível corrente da taxa de juros por período bastante prolongado é suficiente para assegurar a convergência da inflação à meta.

    O colegiado detalhou que, “na medida em o cenário tem se delineado conforme esperado, o Comitê inicia um novo estágio em que opta por manter a taxa inalterada e seguir avaliando se, mantido o nível corrente por período bastante prolongado, tal estratégia será suficiente para a convergência da inflação à meta”.

    Considerando apenas as 71 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a mediana para a Selic no fim deste ano também seguiu em 15,00%.

    A mediana para a Selic no fim de 2026 continuou em 12,25%. Considerando só as 70 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana caiu de 12,25% para 12,00%.

    A projeção para o fim de 2027 continuou em 10,50% pela 33ª semana seguida. A mediana para a Selic no fim de 2028 se manteve em 10,00% pela 40ª semana consecutiva.

     

    Focus: Selic no fim de 2025 continua em 15,0%; para 2026, segue em 12,25%

  • Trump promete tarifas a móveis importados e anuncia taxa de 100% sobre filmes estrangeiros

    Trump promete tarifas a móveis importados e anuncia taxa de 100% sobre filmes estrangeiros

    Trump promete tarifa de 100% sobre filmes estrangeiros e mira setor moveleiro com novas taxas, afirmando que medidas são necessárias para recuperar indústrias que perderam espaço para concorrentes internacionais, especialmente na China

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira, 29, que pretende aplicar tarifas adicionais sobre móveis produzidos fora do país e impor uma taxa de 100% a filmes estrangeiros. As medidas, segundo ele, têm como objetivo reverter a perda de competitividade de setores que já foram tradicionais da economia norte-americana.

    No caso do setor moveleiro, Trump afirmou que a Carolina do Norte, historicamente um polo do segmento, “perdeu completamente” sua indústria para a China e outros países.

     

    Para enfrentar essa situação, em publicações na Truth Social, ele prometeu tarifas \”substanciais\” contra qualquer nação que exporte móveis em vez de produzi-los dentro dos EUA, e deve divulgar mais detalhes em breve.

     

    O republicano também apontou a indústria cinematográfica como alvo. Segundo ele, o negócio de filmes “foi roubado” por outros países, em um processo que comparou a “tirar doce de criança”.

    Trump responsabilizou ainda o governador da Califórnia, o democrata Gavin Newsom, a quem chamou de fraco e incompetente – sem mencionar seu nome – por não proteger o setor em um Estado que historicamente concentra a maior parte da produção de Hollywood.

    Ao justificar a imposição da tarifa de 100% sobre filmes feitos no exterior, o presidente disse que pretende resolver um “problema de longa data e sem fim” enfrentado pela indústria norte-americana.

    Trump promete tarifas a móveis importados e anuncia taxa de 100% sobre filmes estrangeiros