Categoria: ECONOMIA

  • BC adia lançamento do Pix parcelado, antes previsto para este mês

    BC adia lançamento do Pix parcelado, antes previsto para este mês

    O adiamento deve ser comunicado oficialmente aos participantes do mercado na próxima semana, durante encontro do Fórum Pix

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O lançamento do Pix parcelado, antes previsto para setembro, foi adiado pelo Banco Central. A nova funcionalidade do sistema, que já é oferecida por bancos e fintechs de forma independente, passará ainda por novas etapas do trabalho de regulamentação.

    A informação foi antecipada pelo jornal O Globo e confirmada pela Folha com pessoas a par das discussões. Procurado, o BC não se manifestou até a publicação da reportagem. O adiamento deve ser comunicado oficialmente aos participantes do mercado na próxima semana, durante encontro do Fórum Pix.

    De acordo com um interlocutor, as regras do Pix parcelado devem ficar prontas em outubro, enquanto o manual de experiência do usuário e o detalhamento dos procedimentos operacionais devem ser apresentados em dezembro.

    Depois disso, haverá ainda um tempo de convivência entre os produtos atuais e o Pix parcelado. Segundo o cronograma original, o fim desse período de coexistência de modelos estava previsto para março de 2026 -prazo que agora está em discussão.

    Segundo relato feito à Folha, o desenvolvimento técnico do produto acabou se mostrando mais complexo do que o antecipado. Um dos pontos de atenção envolve questões relativas ao endividamento dos brasileiros, diante da maior facilidade na contratação de crédito.

    Especialistas alertam que a modalidade pode levar o consumidor a pensar que está fazendo uma transferência parcelada, quando, na verdade, está tomando um empréstimo. Recomenda-se atenção às taxas cobradas, especialmente quando comparadas a outras formas de pagamento ou modalidades de crédito, como o parcelamento direto no cartão.

    Segundo os bancos e instituições financeiras do país que já oferecem o Pix parcelado, as taxas variam conforme o perfil do cliente. A cobrança hoje vai de 1,59% a 9,99% ao mês, mas pode ser maior ou menor após a análise de crédito.

    Outro ponto são as normas envolvendo as formas de pagamento desse crédito. Os produtos hoje disponibilizados pelo mercado possuem regras variadas, com pouca clareza sobre as consequências em caso de inadimplência dos clientes.

    Somado a isso, a equipe responsável pelo Pix também precisou voltar esforços para as medidas emergenciais de segurança do sistema financeiro após ataques hackers que provocaram desvios milionários de recursos.

    No mês passado, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que o Pix parcelado será mais uma alternativa de pagamento ao cidadão, ao comércio e ao varejo.

    “Isso vai permitir que as 60 milhões de pessoas que não têm cartão de crédito possam fazer pagamento de valores mais elevados de maneira parcelada com menor tarifa e de maneira mais competitiva”, disse Galípolo, em evento organizado em São Paulo.

    De acordo com uma pesquisa divulgada pelo Google em julho, 22% dos entrevistados afirmaram já ter usado o Pix parcelado. O principal atrativo citado pelos usuários é sua flexibilidade, por não comprometer o limite do cartão de crédito.

    Neste modelo, a instituição financeira onde o Pix está registrado oferece essa possibilidade em troca de pagamentos de juros mensais.

    BC adia lançamento do Pix parcelado, antes previsto para este mês

  • Aposentados do INSS vão receber R$ 2,5 bilhões em atrasados da Justiça

    Aposentados do INSS vão receber R$ 2,5 bilhões em atrasados da Justiça

    Atrasados são valores retroativos que o segurado tem direito de receber referentes diferenças de valor entre aposentadorias, pensões e outros benefícios ou assistenciais calculados de forma errada

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Justiça Federal liberou R$ 2,5 bilhões para pagar atrasados a 157,6 mil aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) que derrotaram o órgão em 116 mil ações judiciais.

    Atrasados são valores retroativos que o segurado tem direito de receber ao provar erro do INSS. Eles podem ser referentes diferenças de valor entre aposentadorias, pensões e outros benefícios previdenciários ou assistenciais calculados de forma errada.

    Os valores são pagos por RPV (Requisição de Pequeno Valor), de até 60 salários mínimos.

    Para receber, é preciso que a ação judicial tenha chegado totalmente ao final e que a data da ordem de pagamento do juiz seja algum dia do mês de agosto.
    O total a ser depositado pode ser encontrado no campo “Valor inscrito na proposta”. Quando o dinheiro é pago, o status da consulta mostrará “Pago total ao juízo”.

    O dinheiro é liberado pelo CJF ao TRF (Tribunal Regional Federal) responsável pelo processo na região do segurado. A data de pagamento depende de cronograma do TRF.

    Em geral, os tribunais levam cerca de uma semana para fazer o chamado processamento, etapa na qual são abertas contas em nome do segurado ou de seu advogado no Banco do Brasil ou na Caixa Econômica Federal.

    Para verificar se tem direito aos valores e se eles já foram liberados, os beneficiários ou seus advogados devem fazer uma consulta no site do TRF de sua região.

    Para São Paulo e Mato Grosso do Sul, o TRF responsável é o da 3ª Região, e o site para consulta é o trf3.jus.br. É preciso informar seu CPF, o número da OAB do advogado da causa, ou o número do processo.

    O montante liberado pela Justiça é maior, de R$ 2,9 milhões, envolve outras ações, como indenizações salariais a servidores, por exemplo. O dinheiro será destinado a 247,8 mil beneficiários que venceram 194,3 mil processos.

    COMO SEI EM QUANDO VOU RECEBER?

    A data de pagamento dos atrasados depende de quando o juiz mandou o INSS quitar a dívida e de quando a ação chegou totalmente ao final. Os atrasados de até 60 salários mínimos, chamados de RPVs, são quitados em até dois meses após a ordem de pagamento do juiz.

    Valores maiores viram precatórios, que são pagos apenas uma vez por ano. O pagamento da RPV é feito após uma etapa chamada de processamento, em que são abertas contas em nome do segurado ou de seu advogado no Banco do Brasil ou na Caixa Econômica Federal.

    VEJA QUANTO SERÁ PAGO EM CADA REGIÃO DO PAÍS

    TRF da 1ª Região (sede no DF, com jurisdição: DF, GO, TO, MT, BA, PI, MA, PA, AM, AC, RR, RO e AP)
    – Geral: R$ 878.146.861,89
    – Previdenciárias/assistenciais: R$ 753.449.675,88 – 36.268 processos, com 43.233 beneficiárias (os)
    TRF da 2ª Região (sede no RJ, com jurisdição: RJ e ES)
    – Geral: R$ 229.412.406,56
    – Previdenciárias/assistenciais: R$ 169.019.388,81 – 7.120 processos, com 10.157 beneficiárias (os)
    TRF da 3ª Região (sede em SP, com jurisdição: SP e MS)
    – Geral: R$ 402.281.857,72
    – Previdenciárias/assistenciais: R$ 330.483.036,12 – 10.924 processos, com 14.028 beneficiárias (os)
    TRF da 4ª Região (sede no RS, com jurisdição: RS, PR e SC)
    – Geral: R$ 601.140.843,08
    – Previdenciárias/assistenciais: R$ 525.549.518,26 – 28.542 processos, com 40.816 beneficiárias (os)
    TRF da 5ª Região (sede em PE, com jurisdição: PE, CE, AL, SE, RN e PB)
    – Geral: R$ 515.188.062,01
    – Previdenciárias/assistenciais: R$ 439.662.254,73 – 21.120 processos, com 35.034 beneficiárias (os)
    TRF da 6ª Região (sede em MG, com jurisdição: MG)
    – Geral: R$ 246.003.520,51
    – Previdenciárias/Assistenciais: R$ 223.713.392,95 – 12.024 processos, com 14.359 beneficiárias (os)
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    Aposentados do INSS vão receber R$ 2,5 bilhões em atrasados da Justiça

  • Força Nacional atuará em MT para segurança da aplicação do CNU 2025

    Força Nacional atuará em MT para segurança da aplicação do CNU 2025

    Agentes permanecem no estado a partir deste domingo até 7 de outubro; o emprego da Força Nacional foi pedido pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI)

    O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) autorizou, nesta sexta-feira (26), o emprego da Força Nacional de Segurança Pública em Mato Grosso no período de 28 de setembro a 7 de outubro de 2025. 

    A portaria MJSP (1.030/2025), publicada no Diário Oficial da União, especifica que a atuação começa no domingo (28) para apoiar os órgãos de segurança pública nos eventos relacionados à segurança da segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU 2025). No entanto, o documento não justifica a escolha de Mato Grosso para o apoio na segurança.

    O emprego da Força Nacional foi pedido pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), responsável por coordenar o certame. As provas objetivas serão aplicadas em 5 de outubro.  

    O apoio deve abranger atividades e serviços necessários à preservação da ordem pública e da segurança de pessoas e do patrimônio.O documento assinado pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, ainda estabelece a responsabilidade do governo do estado de Mato Grosso em fornecer o suporte logístico necessário para o trabalho dos agentes da Força Nacional no período.

    Concurso unificado

    Em Mato Grosso, os candidatos farão provas nos seguintes municípios: Alta Floresta, Barra do Garças, Cáceres, Cuiabá, Rondonópolis, Sinop, Tangará da Serra, Várzea Grande.

    Os locais das provas desta primeira fase do certame, em outubro, já estão disponíveis para consulta no site da banca examinadora do CNU, a Fundação Getúlio Vargas (FGV). 

    Mato Grosso registrou 12.216 inscrições confirmadas na segunda edição do CNU. No estado, as candidatas mulheres representam 59% do total de inscritos, com 7.208 confirmações. Os candidatos do sexo masculino somam 5.008, ou 41%.

    O bloco temático 5 (administração) foi o que despertou mais interesse dos candidatos e candidatas mato-grossenses, com 3.132 inscrições homologadas. Em seguida aparece o bloco 9 (intermediário – Regulação), com 2.813 inscritos.

    Ao todo, o CNU 2025 oferecerá 3.652 vagas – sendo 3.144 para nível superior e 508 para o nível intermediário – em 32 órgãos e entidades federais.

    Força Nacional atuará em MT para segurança da aplicação do CNU 2025

  • Latam vai adicionar até 30 destinos no Brasil com encomenda de aeronaves da Embraer

    Latam vai adicionar até 30 destinos no Brasil com encomenda de aeronaves da Embraer

    A cia. aérea fechou um acordo na segunda-feira (22) para adquirir até 74 aeronaves E195-E2 em meio a planos para expandir a conectividade na América do Sul

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Latam Airlines vai receber os jatos E195-E2 encomendados junto à Embraer “relativamente rápido” e espera que a encomenda sirva para adicionar 25 a 30 destinos em sua malha aérea no Brasil, afirmou o CEO da operação brasileira do grupo chileno, Jerome Cadier, nesta sexta-feira (26).

    “Uma importante parcela deles será entregue no próximo ano, até o final do próximo ano, e outra parte em 2027”, disse o executivo, acrescentando que a empresa vai decidir nos próximos seis meses que rotas os jatos vão atender.

    A unidade brasileira da Latam é a maior companhia aérea em atuação no Brasil em participação de mercado.

    A companhia aérea fechou um acordo na segunda-feira (22) para adquirir até 74 aeronaves E195-E2 em meio a planos para expandir a conectividade na América do Sul, conforme comunicado da fabricante de aviões.

    O pedido anunciado pela Latam é um dos raros acertados pela fabricante brasileira nos últimos anos a envolver uma companhia aérea no Brasil e acontece em meio à crise crônica de atrasos na entrega de aeronaves pelas fabricantes maiores Boeing e Airbus.

    Ele inclui 24 entregas firmes e 50 opções de compra. As entregas das 24 aeronaves começarão no segundo semestre de 2026, inicialmente para a Latam Airlines Brasil e, posteriormente, com o potencial de incluir outras afiliadas do grupo.

    A encomenda firme das 24 aeronaves está avaliada em aproximadamente US$ 2,1 bilhões (R$ 11,22 bilhões), considerando o preço de tabela dos aviões.

    Latam vai adicionar até 30 destinos no Brasil com encomenda de aeronaves da Embraer

  • Boeing conquista grandes encomendas da Turkish Airlines e Norwegian Air

    Boeing conquista grandes encomendas da Turkish Airlines e Norwegian Air

    A Boeing anunciou encomendas bilionárias da Turkish Airlines e da Norwegian Air, reforçando sua estratégia de recuperação no setor. O contrato inclui até 75 Dreamliners e até 150 aviões 737 MAX para a companhia turca, além de 30 aeronaves adicionais para a empresa norueguesa.

    A Boeing conquistou grandes encomendas da Turkish Airlines e da Norwegian Air Shuttle, em um momento em que a fabricante norte-americana de jatos busca revitalizar seus negócios. A Turkish Airlines, formalmente conhecida como Turk Hava Yollari, fez uma encomenda de até 75 aviões 787 Dreamliner, em sua maior compra de aeronaves de fuselagem larga da Boeing.

    O anúncio veio após encontro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, em Washington.

    O contrato inclui 35 unidades do 787-9, 15 do modelo 787-10 e opções para 25 Dreamliners.

    A Boeing disse que a Turkish Airlines também planeja comprar até 150 aeronaves 737 MAX, o que representaria seu maior pedido de aviões de corredor único da Boeing.

    Norwegian Air

    Separadamente, a Norwegian Air fez uma encomenda de 30 aeronaves 737-8, como parte de um estratégia de expandir serviços por toda a Europa. Em 2022, a companhia aérea de baixo custo havia fechado a compra de 50 aeronaves 737 e agora está exercendo a opção de encomendar aviões adicionais.

    Os termos financeiros não foram divulgados, mas a Boeing normalmente concede descontos expressivos em encomendas de grande porte.

    Boeing conquista grandes encomendas da Turkish Airlines e Norwegian Air

  • Dólar à vista abre em queda e mantém este ritmo em linha com exterior

    Dólar à vista abre em queda e mantém este ritmo em linha com exterior

    Na quinta, 25, o dólar à vista fechou em alta de 0,69%, a R$ 5,3644, o maior valor de fechamento desde o último dia 11 (R$ 5,3922). Já o dólar futuro para outubro terminou com avanço de 1,05%, a R$ 5,370

    O dólar abriu esta sexta-feira, 26, em queda de 0,05%, R$ 5,3643, e segue neste ritmo, recuando ao patamar de R$ 5,35, em linha com a cautela observada no exterior. Os investidores globais estão atentos à divulgação de dados americanos nesta sexta e devem repercutir o anúncio do presidente dos EUA, Donald Trump, que elevou tarifas de importação sobre diversos produtos. Por aqui, os resultados do setor externo e incertezas políticas locais e fiscais são fatores adicionais.

    O Banco Central informou mais cedo que déficit em conta corrente somou US$ 4,669 bilhões em agosto, abaixo da mediana das estimativas colhidas pelos Projeções Broadcast, de US$ 5,35 bilhões, com intervalo de US$ 7,1 bilhões a US$ 4,9 bilhões.

    Ainda na agenda brasileira, destaque para a participação do diretor de Política Econômica do Banco Central, Diogo Guillen, em evento do Citi, às 11h. O BC promove, em São Paulo, reuniões trimestrais com economistas no período da tarde. E os agentes acompanham os desdobramentos do Relatório de Política Monetária, divulgado ontem, que reforçou a leitura de economia mais aquecida e juros elevados por mais tempo.

    A cena política também pode pesar no câmbio. O Centrão avalia alternativas à candidatura do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). O nome do governador do Paraná, Ratinho Júnior, ganhou espaço como presidenciável da direita. A visita de Tarcísio ao ex-presidente Jair Bolsonaro, em prisão domiciliar, marcada para segunda-feira, 29, deve ser acompanhada de perto pelo mercado, por ocorrer no mesmo dia da posse do ministro Edson Fachin na presidência do Supremo Tribunal Federal (STF).

    Na agenda internacional, o índice de preços de gastos com consumo (PCE), métrica preferida do Federal Reserve (Fed), será divulgado às 9h30 e deve orientar os rumos da política monetária americana. Além dele, o índice de sentimento do consumidor da Universidade de Michigan (11h) e discursos de dirigentes do Fed reforçam a expectativa de volatilidade.

    Ainda no radar dos investidores está o anúncio do presidente dos EUA, Donald Trump, que elevou tarifas de importação sobre diversos produtos. A partir de 1º de outubro, passam a valer sobretaxas de 100% para medicamentos, 50% para armários e pias de banheiro, 30% para móveis estofados e 25% para caminhões pesados. A medida deve pressionar preços de remédios e custos de programas de saúde como Medicare e Medicaid, com riscos adicionais para a inflação americana.

    O mercado deve repercutir essa medida ao longo do dia, inclusive no Brasil. O país não é um exportador de remédios para os EUA, nem de caminhões pesados, mas exporta móveis, armários e pias de banheiro ao país.

    Na quinta, 25, o dólar à vista fechou em alta de 0,69%, a R$ 5,3644, o maior valor de fechamento desde o último dia 11 (R$ 5,3922). Já o dólar futuro para outubro terminou com avanço de 1,05%, a R$ 5,3700.

    Dólar à vista abre em queda e mantém este ritmo em linha com exterior

  • BC estima dívida externa bruta em US$ 372,604 bilhões no mês de agosto

    BC estima dívida externa bruta em US$ 372,604 bilhões no mês de agosto

    A dívida externa brasileira chegou a US$ 372,6 bilhões em agosto, alta em relação a julho, segundo o Banco Central. Do total, US$ 270,7 bilhões são de longo prazo e US$ 101,9 bilhões de curto prazo. Lucros, dividendos e juros externos seguem pressionando o balanço

    O Banco Central (BC) estima que a dívida externa brasileira atingiu US$ 372,604 bilhões em agosto, segundo os números do balanço de pagamentos divulgados nesta sexta-feira, 26. A dívida externa era de US$ 367,444 bilhões em julho, segundo as estimativas da autarquia. A dívida externa de longo prazo atingiu US$ 270,680 bilhões em agosto, enquanto o estoque de curto prazo ficou em US$ 101,925 bilhões.

    Lucros e dividendos

    A rubrica de lucros e dividendos no balanço de pagamentos teve déficit de US$ 4,899 bilhões em agosto de 2025, informou o Banco Central. Em agosto de 2024, os lucros e dividendos tiveram saldo negativo de US$ 4,656 bilhões.

    As despesas com juros externos somaram US$ 1,470 bilhão no mês passado, contra US$ 1,345 bilhão no mesmo mês de 2024. No acumulado do ano até agosto de 2025, a rubrica de lucros e dividendos está negativa em US$ 33,905 bilhões, enquanto a dos gastos com o serviço da dívida está negativa em US$ 18,394 bilhões.

    BC estima dívida externa bruta em US$ 372,604 bilhões no mês de agosto

  • Azul confirma fim das negociações de fusão e do acordo de codeshare com a Gol

    Azul confirma fim das negociações de fusão e do acordo de codeshare com a Gol

    Azul e Gol colocam fim às negociações de fusão e ao acordo de codeshare. Enquanto a Abra Group afirma ter mantido abertura para diálogo, a Azul concentra esforços na recuperação judicial e no reforço de sua estrutura de capital

    A companhia aérea Azul anunciou nesta quinta-feira, 25, em comunicado, o encerramento das negociações com a Abra Group Limited, controladora da Gol Linhas Aéreas Inteligentes, sobre uma possível fusão entre as duas empresas. As conversas foram formalizadas em um Memorando de Entendimentos Não Vinculante (MoU), assinado em janeiro, mas não avançaram.

    A Azul também comunicou o fim do acordo de cooperação comercial (codeshare) firmado com a Gol em maio de 2024. Segundo a empresa, todas as passagens emitidas sob o regime de codeshare serão honradas normalmente. A Azul ainda reafirmou o “comprometimento com processo de fortalecimento da sua estrutura de capital”.

    O fim das tratativas já havia sido comunicado pela Gol, ainda nesta quinta. Em comunicado, o Grupo Abra destacou que, mesmo após o início da recuperação judicial da Azul, em maio, manteve-se aberto a discutir uma possível combinação de negócios, mas que o foco da rival no processo de recuperação judicial (Chapter 11) travou o andamento das conversas.

    Azul confirma fim das negociações de fusão e do acordo de codeshare com a Gol

  • Galípolo vê crítica a juros como legítima e fala em 'delicadeza' de Haddad após ser poupado

    Galípolo vê crítica a juros como legítima e fala em 'delicadeza' de Haddad após ser poupado

    Galípolo elogiou a forma como Haddad e Ceron questionaram o nível atual da Selic, hoje em 15% ao ano, classificando as críticas como legítimas e feitas com “elegância” e “delicadeza”. O presidente do BC ressaltou que preservar a renda do trabalhador exige manter a inflação sob controle

    (FOLHAPRESS) – O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, classificou nesta quinta-feira (25) como legítimas as críticas ao atual patamar dos juros no Brasil -hoje a Selic está fixada em 15% ao ano- e fez um aceno ao ministro Fernando Haddad (Fazenda) após ter sido poupado de ataques pessoais.

    “Eu, pessoalmente, acho um luxo ter o ministro da Fazenda e o secretário do Tesouro fazendo comentários sobre política monetária com a delicadeza que eles fizeram, com a gentileza que eles fizeram, com a educação que eles fizeram”, disse Galípolo após ser perguntado por jornalistas sobre recentes falas de Haddad, a quem chamou de “amigo”.

    “No mundo de hoje, onde muitas vezes se emitem opiniões sobre política monetária nem sempre da maneira mais cordial, civilizada e urbana, a gente ter um ministro Fazenda emitindo uma opinião legítima, mas com a elegância, delicadeza e cuidado que ele fez. Só posso agradecer pela forma como fez a exposição da visão [dele]”, acrescentou.

    Nesta semana, em entrevista ao ICL notícias, Haddad afirmou que a taxa básica “nem deveria estar em 15%” ao ano e que vê espaço para queda de juros. “[Galípolo] tem quatro anos de mandato dele, e ele vai entregar um resultado consistente ao Brasil”, disse.

    Galípolo também repercutiu os comentários feitos pelo secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, de que a Selic a 15% ao ano “machuca” e “não é saudável” do ponto de vista fiscal. “Mas tem o papel da política monetária, que precisa fazer seu trabalho”, acrescentou.

    Na semana passada, o Copom (Comitê de Política Monetária) manteve a taxa básica (Selic) em 15% ao ano pela segunda vez seguida e repetiu a intenção de conservar os juros altos por tempo “bastante prolongado” para assegurar a convergência da inflação à meta.

    O objetivo central perseguido pelo Banco Central é de 3%. No modelo de meta contínua, o alvo é considerado descumprido quando a inflação acumulada permanece por seis meses seguidos fora do intervalo de tolerância, que vai de 1,5% (piso) a 4,5% (teto).

    De acordo com a projeção da autoridade monetária, a inflação acumulada em quatro trimestres cairá para 4,8% no fim do ano, 3,6% em 2026 e 3,1% no primeiro trimestre de 2028. Devido aos efeitos defasados da política de juros sobre a economia, o Copom tem hoje na mira a inflação do primeiro trimestre de 2027 -projetada em 3,4% (acima do centro da meta).

    O antecessor de Galípolo, Roberto Campos Neto, foi alvo de críticas recorrentes por parte do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, que acusava o ex-presidente do BC -indicado pelo governo de Jair Bolsonaro (PL)- de ter lado político e de trabalhar para prejudicar o país.

    Segundo Galípolo, o Banco Central segue dependente da evolução dos dados, mas agora tem agora mais convicção de que as condições econômicas atuais justificam a “dose” do remédio aplicada para frear a inflação. Na visão dele, às vezes é preciso desagradar “um pouco”, diferentemente de outros órgãos.

    “Se 5% não está para lá do pleno emprego, eu não sei quando o Brasil esteve próximo do pleno emprego. É a taxa mais baixa da série histórica, com a renda mais alta na máxima da série histórica, com as importações batendo recorde, com viagens batendo recordes”, afirmou.

    A taxa de desemprego do Brasil recuou a 5,6% no trimestre até julho, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O indicador renovou a mínima da série histórica da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), iniciada em 2012.

    O presidente do BC associou a suavização da atividade econômica à proteção da renda do trabalhador. “É importante que a boa performance da atividade e do mercado de trabalho seja preservada. Como? Preservando a renda do trabalhador. Como preserva a renda do trabalhador? Colocando a inflação na meta”, disse.

    MUDANÇAS NO CRÉDITO HABITACIONAL

    Com relação ao novo modelo de crédito habitacional, com o uso mais flexível de recursos da poupança e mecanismos para fomentar a contratação de financiamentos corrigidos pela inflação, Galípolo demonstrou interesse em avançar na questão, mas não se comprometeu com prazo.

    “A visão que a gente tem aqui no Banco Central é que quanto mais deixar para frente, menos ferramentas, menos espaço, menos instrumentos a gente vai ter para poder amortecer uma eventual transição”, afirmou.

    NOVOS DIRETORES DO BC

    Questionado sobre a futura composição da cúpula do BC, Galípolo sinalizou que gostaria de manter os diretores Renato Gomes (Organização do Sistema Financeiro e de Resolução) e Diogo Guillen (Política Econômica), cujos mandatos terminam em 31 de dezembro.

    No entanto, disse ainda não ter discutido a questão com o presidente Lula, que é quem tem a prerrogativa de escolha definida por lei. Hoje, sete dos nove membros do Copom foram designados pelo atual governo.

    Galípolo vê crítica a juros como legítima e fala em 'delicadeza' de Haddad após ser poupado

  • Número de trabalhadores por aplicativo cresceu 170% em 10 anos, diz BC

    Número de trabalhadores por aplicativo cresceu 170% em 10 anos, diz BC

    O Banco Central apresentou cálculos que tentam descrever o impacto dos aplicativos no mercado e trabalho no Brasil

    O número de pessoas trabalhando em aplicativos de transporte e de entrega aumenta a cada ano no Brasil. Entre 2015 e 2025, enquanto a população ocupada no país cresceu cerca de 10%, o número de trabalhadores por aplicativos aumentou 170%, passando de cerca de 770 mil para 2,1 milhões.

    O Banco Central apresentou, nesta quinta-feira (25), cálculos que tentam descrever o impacto dos aplicativos no mercado e trabalho no Brasil, imaginando cenários com e sem as plataformas. A análise está no Relatório de Política Monetária referente ao terceiro trimestre de 2025. Os resultados sugerem que esse fenômeno do uso dos aplicativos teve impacto na taxa de participação na força de trabalho, no nível de ocupação e também na taxa de desocupação. 

    Um dos exercícios propõe três cenários, supondo que as plataformas não existissem:  

    • Aqueles que hoje trabalham para os aplicativos teriam buscado emprego mas, sem sucesso, teriam se tornado desempregados.
    • Essas pessoas não teriam sequer procurado uma ocupação e teriam passado diretamente para fora da força de trabalho.
    • Uma situação intermediária: parte teria conseguido outra ocupação e parte não.

    Nos três cenários, os níveis de ocupação são afetados. A taxa de desemprego aumentaria, por exemplo, entre 0,6 e 1,2 ponto percentual. Atualmente, a taxa de desemprego é 4,3%. Isso significa que, desconsiderados os aplicativos, o desemprego subiria para até 5,5%. Um segundo exercício propõe um cálculo para estimar a relação entre o crescimento dos aplicativos e a evolução do nível de ocupação. As estimativas apresentadas pelo BC sugerem, nesse caso, que os aplicativos não tiraram trabalhadores das demais ocupações, e que a maioria dos seus trabalhadores estava fora do mercado de trabalho.

    O BC conclui, então, que o advento do trabalho por meio de plataformas digitais “representa uma mudança estrutural no mercado de trabalho, que contribuiu para o maior ingresso de pessoas na força de trabalho e na ocupação, com efeitos positivos sobre os principais indicadores. O crescimento extraordinário da quantidade de trabalhadores por aplicativos resultou em elevação do nível de ocupação e da taxa de participação, além de uma redução da taxa de desocupação”, diz a análise.

    Peso na economia

    Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) usados na análise mostram que, apesar do crescimento expressivo, a participação dos trabalhadores de aplicativos de transportes é relativamente pequena: passou de 0,8% para 2,1% da população ocupada, entre 2015 e 2025, e de 0,5% para 1,2% da população em idade de trabalhar (14 anos ou mais) no mesmo período.

    O transporte por aplicativos, a partir de 2020, passou a fazer parte do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medida de inflação usada como referência no sistema de meta para a inflação brasileira. Em agosto de 2025, o peso do subitem transporte por aplicativo no IPCA foi de 0,3%, enquanto, em comparação, o peso do subitem passagem aérea foi 0,6%.

    “O uso de aplicativos de telefone e internet para contratação de serviços de transporte pessoal e de entrega surgiu cerca de uma década atrás e, desde então, tem crescido e se tornado relevante para a economia brasileira”, diz o BC.

    Precarização do trabalho

    Embora elevem os indicadores de ocupação, os aplicativos são responsáveis também pela precarização do trabalho. Relatório do Fairwork Brasil mostra que nenhum dos principais aplicativos conseguiram evidenciar o cumprimento de padrões mínimos de trabalho decente, como oferecer uma remuneração justa.

    O estudo Plataformização e Precarização do Trabalho de Motoristas e Entregadores no Brasil, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), vai na mesma direção e mostra que o trabalho mediado por aplicativos resultou em jornadas de trabalho mais longas, menor contribuição previdenciária e forte queda da renda média destes trabalhadores.

    Segundo a pesquisa, entre 2012 e 2015, enquanto o total de motoristas autônomos no setor de transporte de passageiros era cerca de 400 mil, o rendimento médio ficava em torno de R$ 3,1 mil. Em 2022, quando o total de ocupados se aproximava de 1 milhão, o rendimento médio era inferior a R$ 2,4 mil. A proporção desses trabalhadores com jornadas entre 49 e 60 horas semanais passou de 21,8% em 2012 para 27,3% em 2022.

    Já o percentual de motoristas de passageiros que contribuía com a previdência passou de 47,8%, em 2015, para 24,8%, em 2022, de acordo com o mesmo estudo. 

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