Categoria: ECONOMIA

  • BC decreta liquidação da Reag, investigada por fraudes no caso Master

    BC decreta liquidação da Reag, investigada por fraudes no caso Master

    A liquidação foi decretada um dia depois de a Polícia Federal deflagrar a segunda fase da operação Compliance Zero; nova etapa da investigação teve como alvos endereços ligados a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O Banco Central decretou nesta quinta-feira (15) a liquidação da Reag Trust, instituição investigada por participar de suposta ciranda financeira que inflava artificialmente ativos no caso Master com o uso de fundos de investimento. Ela também é suspeita de elo com o PCC (Primeiro Comando da Capital).

    A Reag tinha R$ 352 bilhões sob administração em novembro, segundo dados da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais). No ranking de administradoras, ela aparece na 11ª posição no país.

    A liquidação foi decretada um dia depois de a Polícia Federal deflagrar a segunda fase da operação Compliance Zero, que apura a atuação de fundos de investimentos que teriam sido usados para inflar o patrimônio do Master.

    Essa nova etapa da investigação teve como alvos endereços ligados a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, a parentes dele e a empresários, incluindo Nelson Tanure e João Carlos Mansur, ex-dono da Reag -gestora investigada no caso Master e suspeita de envolvimento com o crime organizado.

    Após a operação da PF, a defesa de Mansur disse que não teve acesso a investigação, mas que está à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.

    Mansur deixou o cargo de presidente do Conselho de Administração da Reag em setembro de 2025 para conter crise de credibilidade depois da operação Carbono Oculto. A Reag foi um dos alvos do ato deflagrado pela PF para investigar um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC no mercado financeiro.

    Na ocasião, a Reag negou conexão com o PCC. “Desde o início das apurações relacionadas à Operação Carbono Oculto, a Reag tem colaborado integralmente com as autoridades, fornecendo informações, documentos e acesso aos seus sistemas sempre que solicitado.”

    No ato em que determinou a liquidação da Reag, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, nomeou como liquidante a APS Serviços Especializados de Apoio Administrativo, tendo como responsável técnico Antônio Pereira de Souza. Ele foi servidor do Banco Central e atuou na liquidação do banco Bamerindus.

    A instituição hoje é denominada CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários e se enquadrada no segmento S4 (porte inferior a 0,1% do PIB), representando menos de 0,001% do ativo total ajustado do sistema financeiro nacional.

    Em nota, o BC disse que a liquidação foi motivada “por graves violações às normas” que regem as atividades das instituições que integram o sistema financeiro.

    “O Banco Central continuará tomando todas as medidas cabíveis para apurar as responsabilidades nos termos de suas competências legais. O resultado das apurações poderá levar à aplicação de medidas sancionadoras de caráter administrativo e a comunicações às autoridades competentes, observadas as disposições legais aplicáveis”, disse.

    A liquidação é adotada quando o BC avalia que a situação da instituição financeira é irrecuperável. Nesse caso, o funcionamento da instituição é interrompido e ela é retirada do sistema financeiro nacional. Com o ato, ficam indisponíveis os bens dos controladores e dos ex-administradores da instituição.

    Existe a possibilidade de o liquidante, caso seja autorizado pelo BC, requerer a falência da instituição. Nesse caso, é um processo conduzido pela via judicial.

    Com a liquidação da Reag pelo BC, os fundos de investimentos administrados pela instituição ficam congelados, mas não são encerrados com a liquidação extrajudicial. Isso ocorre porque o fundo é um conjunto de ativos pertencentes aos cotistas, e não à administradora.

    Cabe ao Banco Central ou aos próprios participantes do fundo indicar uma nova administradora para os fundos de investimento que estavam sob responsabilidade da instituição.

    “Durante esse período de transição, enquanto não há um novo gestor formalmente indicado, o fundo fica bloqueado para movimentações. Não há entrada nem saída de cotistas”, afirma Cristiano Correa, professor de finanças do Ibmec.

    Caso nenhuma administradora aceite assumir os fundos de investimento, eles podem ser liquidados. Nesse caso, o lucro ou o prejuízo resultante da venda dos ativos é repartido entre os cotistas. “Isso costuma acontecer quando os fundos são pouco atrativos, com baixa rentabilidade ou alta complexidade. Fundos bons e rentáveis geralmente encontram gestor com facilidade”, diz Correa.

    Criada em 2012, a Reag teve um acelerado processo de crescimento, com aquisições e diversificação de investimentos, tornando-se uma das maiores gestoras independentes do país, sem ligação com um banco. Seu principal foco é a gestão de recursos e de patrimônio.

    Como mostrou a Folha de S. Paulo, um relatório do BC enviado ao TCU (Tribunal de Contas da União) apontou indícios de fraude em operações financeiras realizadas pelo Master em conjunto com fundos administrados pela Reag Trust Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários.

    De acordo com o documento, as transações suspeitas somariam R$ 11,5 bilhões e foram consideradas pelo BC como portadoras de “falhas graves”, em desacordo com normas do sistema financeiro nacional. O órgão regulador comunicou o caso ao Ministério Público Federal.

    Além da antiga Reag, o BC também decretou nesta quinta a liquidação da Advanced Corretora de Câmbio, que tem sede em São Paulo. A instituição está enquadrada no segmento S5 (porte inferior a 0,1% do PIB), tem baixa representatividade no sistema financeiro e ocupa a 56ª posição no ranking de câmbio do BC, considerando as operações realizadas em 2025.

    De acordo com a autoridade monetária, neste período, as operações da corretora representaram 0,081% do volume financeiro e 0,14% da quantidade de operações de câmbio cursadas no sistema financeiro.

    “A decretação da liquidação extrajudicial foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira da corretora, bem como por graves violações às normas que regem as atividades das instituições integrantes do SFN [sistema financeiro nacional]”, afirmou o BC em nota.

    Em ato assinado por Galípolo, o BC nomeou Fabiano Fabri Bayarri como liquidante da corretora de câmbio. Procurada, a Advanced não se manifestou sobre o tema.

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  • Venda de motocicletas em 2025 é a maior dos últimos 22 anos

    Venda de motocicletas em 2025 é a maior dos últimos 22 anos

    Exportações encerraram 2025 com 43.117 motocicletas embarcadas, volume 39,1% superior ao registrado no ano anterior; setor estima mercado ainda mais aquecido em 2026

    A venda de motocicletas no país em 2025 foi a maior registrada desde 2003. Foram comercializadas 2.197.851 unidades no ano passado, uma alta de 17,1% em relação a 2024 (1.876.427 unidades).

    O segundo ano com mais vendas foi 2011 (1.940.543 unidades) e o terceiro, 2008 (1.925.558 unidades).

    Os dados, divulgados nesta quinta-feira (15), são da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo). 

    “O desempenho do setor reflete a demanda aquecida por veículos de duas rodas, impulsionada principalmente pela mobilidade urbana e pelo uso profissional”, destaca o presidente da entidade, Marcos Bento.

    No ano passado, 1.980.538 motocicletas foram produzidas nas linhas de montagem das fabricantes instaladas em Manaus, volume 13,3% superior ao registrado em 2024. Esse foi o melhor desempenho do setor desde 2011 e o terceiro maior da história da indústria motociclística nacional, desde 2003.

    As exportações encerraram 2025 com 43.117 motocicletas embarcadas, volume 39,1% superior ao registrado no ano anterior. 

    Projeções para 2026

    A Abraciclo estima que a produção em 2026 deverá ser de aproximadamente 2.070.000 motocicletas, volume 4,5% superior às 1.980.538 unidades fabricadas em 2025.

    A previsão da entidade é que sejam vendidas no país, neste ano, 2.300.000 motocicletas, um avanço de 4,6% em relação às 2.197.851 unidades comercializadas no ano passado.

    As exportações, segundo a Abraciclo, também devem apresentar elevação. A entidade estima que 45.000 motocicletas sejam destinadas ao mercado externo em 2026, crescimento de 4,4% na comparação com 2025.

    “As projeções indicam o crescimento consolidado do segmento no Brasil e reforçam o papel estratégico do Polo Industrial de Manaus, o maior polo de produção de duas rodas fora do eixo asiático”, afirma o presidente da Abraciclo.

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  • Governo Lula quita R$ 2,2 bilhões com organismos internacionais em 2025

    Governo Lula quita R$ 2,2 bilhões com organismos internacionais em 2025

    País regulariza contribuições e reforça atuação multilateral

    O Brasil destinou cerca de R$ 2,2 bilhões em 2025 para a quitação de contribuições obrigatórias a organismos internacionais, informou nesta quinta-feira (15), em Brasília, o Ministério do Planejamento e Orçamento. O dinheiro também foi usado em integralizações e recomposições de cotas em bancos de desenvolvimento e fundos multilaterais.

    Segundo o governo, os pagamentos garantiram a adimplência do Brasil em fóruns globais, regionais e setoriais estratégicos.

    No âmbito da Organização das Nações Unidas (ONU), o país quitou integralmente compromissos com o orçamento regular, missões de paz e mecanismos judiciais vinculados à ONU, passando a integrar um grupo restrito de nações totalmente adimplentes com a organização. Também foram honradas contribuições a agências especializadas em áreas como saúde, educação, trabalho e migração. 

    Estratégia

    Segundo o ministério, a estratégia de pagamentos escalonados ao longo do ano, aliada ao monitoramento da taxa de câmbio, permitiu reduzir custos para o Tesouro Nacional e assegurar previsibilidade orçamentária. A regularização das obrigações reforça o compromisso do Brasil com o multilateralismo, a integração regional e a responsabilidade fiscal.

    Confira a lista de organismos, bancos e fundos internacionais com os quais o Brasil quitou pagamentos em 2025:

    Sistema das Nações Unidas

    • Organização das Nações Unidas (ONU) – orçamento regular, missões de paz e Mecanismo Residual Internacional para Tribunais Penais (IRMCT)
    • Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO)
    • Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO)
    • Organização Mundial da Saúde (OMS)
    • Organização Internacional do Trabalho (OIT)
    • Organização Internacional para as Migrações (OIM)
    • Organização Mundial do Turismo (OMT)
    • União Postal Universal (UPU)

    Meio ambiente e clima

    • Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC)
    • Protocolo de Quioto
    • Protocolo de Montreal
    • Protocolo de Cartagena
    • Protocolo de Nagoia

    Integração regional e cooperação hemisférica

    • Secretaria do Mercosul
    • Parlamento do Mercosul (Parlasul)
    • Instituto de Políticas Públicas de Direitos Humanos do Mercosul (IPPDH)
    • Secretaria do Tribunal Permanente de Revisão (TPR)
    • Organização dos Estados Americanos (OEA)
    • •    Associação Latino-Americana de Integração (ALADI)
    • •    Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA)

    Outros organismos internacionais

    • Organização Mundial do Comércio (OMC)
    • Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP)
    • Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA)
    • Tribunal Penal Internacional (TPI)
    • Tribunal Internacional do Direito do Mar (TIDM)
    • Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (CERN)
    • Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (FLACSO)
    • Bancos de desenvolvimento e fundos multilaterais
    • Fundo Financeiro para o Desenvolvimento da Bacia do Prata (FONPLATA)
    • Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA)
    • Corporação Financeira Internacional (CFI)
    • Corporação Andina de Fomento (CAF)

    Por que a adimplência importa

    • Garante participação plena do Brasil em decisões internacionais
    • Preserva direitos de voto e influência em organismos multilaterais
    • Permite acesso a empréstimos, doações e cooperações técnicas
    • Reforça a imagem do país como ator comprometido com a cooperação internacional e o desenvolvimento sustentável.

    Governo Lula quita R$ 2,2 bilhões com organismos internacionais em 2025

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  • Lula diz que Estado brasileiro vai derrotar crime organizado e cita caso Master

    Lula diz que Estado brasileiro vai derrotar crime organizado e cita caso Master

    Lula convocou reunião com ministros do governo e STF para falar de crime organizado nesta quinta (15); Presidente voltou a falar em punições ao ‘andar de cima’, durante evento de posse do novo ministro da Justiça

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O presidente Luiz Inácio Lula a Silva (PT) se referiu às investigações em torno do caso Master como um momento histórico para o país e disse que o Estado brasileiro irá derrotar o crime organizado, durante cerimônia da posse de seu novo ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva.

    “Depois da situação do Banco Central com o Banco Master, eu quero falar ao meu delegado da Polícia Federal, ao procurador-geral desse país. Falei ao presidente da Suprema Corte, estou falando ao ministro que hoje nós fizemos uma reunião para dizer o seguinte: nós vamos mostrar que o Estado brasileiro vai derrotar o crime organizado”, disse.

    As falas foram feitas durante cerimônia que empossou o novo ministro, horas após uma reunião envolvendo ele, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes e o diretor da Receita, Robinson Barreirinhas, dias após o magistrado abrir uma investigação para apurar eventuais vazamentos no Fisco de informações sobre sua família relacionadas ao banco Master.

    Na fala, Lula defendeu a autonomia das instituições para revelar e comandar a investigação de casos como esse.

    “Quando a gente governa, a gente muitas vezes acha ruim que vocês tenham tanta autonomia, mas se vocês não tivessem autonomia, certamente as instituições não teriam a importância que tem, porque elas seriam facilmente cooptadas pelo poder político”, afirmou.

    “É importante que vocês digam em alto e bom som: ‘Eu não pertenço a um presidente da República, ao presidente da Câmara, do Senado, sou uma instituição democrática do Estado brasileiro, pertenço ao povo brasileiro. É isso que dá a vocês a qualificação e a competência de a gente chegar pela primeira vez ao andar de cima da corrupção desse país.”

    Após a posse, o novo ministro da Justiça disse que a prioridade de sua gestão será o combate ao crime organizado através do fortalecimento da tecnologia, recursos e, principalmente, de uma ação coordenada entre os órgãos de Estado.

    O ministro enfatizou que buscará incentivos cooperativos com os entes da federação, tratando a segurança pública como uma “razão de Estado” que deve ignorar divergências partidárias entre governadores.

    Na ocasião, o ministro aproveitou a oportunidade para dissipar o que chamou de “ruídos” sobre a reunião que aconteceu na manhã desta quinta-feira (15). Segundo ele, praticamente toda a reunião tratou sobre a sincronização de ações entre o Ministério Público, o Judiciário e o Executivo para aumentar a efetividade contra a criminalidade.

    Ele esclareceu que temas como o Banco Master, fintechs e as indústrias de bebidas e cigarros foram mencionados como exemplos ilustrativos em debates sobre lavagem de dinheiro e crimes econômicos.

    “Eu acho que o Estado brasileiro, se quer sobretudo invocar razões de estado no combate à criminalidade, ele também tem que ter coerência e ter uma atitude cooperativa com os estados federados, independentemente de cor partidária ou qualquer outra coisa”, disse.

    A reunião de mais cedo, realizada no Palácio do Planalto, também teve a presença do ministro Fernando Haddad (Fazenda), do diretor do Banco Central, Gabriel Galípolo, do ministro-chefe da Secretaria de Comunicação, Sidônio Palmeira, do procurador-geral da República, Paulo Gonet, do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan.

    Lula diz que Estado brasileiro vai derrotar crime organizado e cita caso Master

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  • Governo teme baixa adesão e quer ampliar verba do vale-gás

    Governo teme baixa adesão e quer ampliar verba do vale-gás

    Membros da gestão Lula citam ritmo abaixo do esperado no credenciamento de empresas de botijão; governo quer ajuste para driblar aumento do ICMS; além disso, MME fala em orçamento R$ 1,1 bi maior

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teme que o Gás do Povo, programa que tem como objetivo pagar botijões de gás de forma periódica a até 15 milhões de famílias, tenha alcance limitado devido ao ritmo de adesão de revendedores. Por isso, planeja aumentar a verba da iniciativa que é uma das apostas eleitorais para 2026.

    A adesão das revendedoras é voluntária e integrantes do governo têm expressado preocupação com o ritmo observado até agora, que estaria abaixo do esperado. O principal problema seriam os preços para o botijão, que consideram uma média praticada em cada estado e que, na visão de parte das varejistas, não é atrativo. Além disso, há relatos na iniciativa privada de resistência política ao programa.

    Dados obtidos pela reportagem mostram disparidade nos números de entrada no programa. Enquanto capitais como Fortaleza (adesão de 71% das revendas) e Salvador (62%) têm adesão relevante, outras como Goiânia (34%) e Natal (43%) ainda patinam.

    Sergio Bandeira de Mello, presidente do Sindigas (Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo), diz que o valor pago pelo governo é um fator decisivo para a adesão das revendas. “Algumas não desejaram aderir, o que é legítimo”, afirma.

    Para ele, no entanto, a tendência é que o cenário comece a mudar conforme a iniciativa seja mais conhecida. “Tudo indica que os números devem flutuar ao longo do programa”, afirma ele, que aposta em uma “corrida por adesão” nas próximas fases.

    A mudança planejada neste momento é uma alteração para driblar o aumento de governadores no ICMS (Imposto sobre Circulação e Mercadorias e Serviços), um imposto estadual, sobre o gás. Desde 1º de janeiro de 2026, o tributo passou de R$ 1,39/kg para R$ 1,47/kg.

    O ajuste é visto como crucial para elevar a remuneração aos revendedores e garantir o credenciamento das lojas com a correta execução do programa. Neste ponto, o impacto calculado é limitado, de R$ 59 milhões, e já recebeu sinal verde do MME (Ministério de Minas e Energia) e das primeiras análises do Ministério da Fazenda -embora nem todos os secretários da equipe econômica tenham estudado o assunto, de acordo com relatos ouvidos pela reportagem.

    Mas o MME já tem falado em números bem maiores de ajuste para o programa. A proposta de Lei Orçamentária Anual de 2026 foi enviada pela gestão Lula contendo R$ 5,1 bilhões para o Gás do Povo. O Congresso cortou para R$ 4,7 bilhões. Agora, a pasta fala na possibilidade de expandir o valor para R$ 5,8 bilhões em 2026 considerando a necessidade de contemplar todos os usuários do Bolsa Família.

    Por meio da assessoria de imprensa, o Ministério de Minas e Energia não comentou valores, mas disse que a meta “é assegurar ampla cobertura territorial e atendimento adequado às famílias beneficiárias, em articulação com os agentes do setor”.

    A pasta afirma que 1.600 revendas estão credenciadas, distribuídas nas dez capitais participantes neste momento, garantindo a operação nessa etapa inicial. “Como resultado desse planejamento, 98% das famílias contempladas nesta primeira fase do programa possuem uma revenda credenciada a até 2 km de distância da sua residência, assegurando facilidade de acesso e maior efetividade na concessão do benefício”, diz o ministério.

    As regras do programa, que está em fase de implementação gradual, preveem que o beneficiário retire o botijão de 13 quilos na revenda autorizada. A loja, por sua vez, receberá o pagamento correspondente em até dois dias por meio da Caixa.

    A gestão Lula afirma que o objetivo do modelo é substituir o Auxílio Gás (criado durante o governo Bolsonaro), pago diretamente no Bolsa Família. De acordo com o governo, os recursos estavam sendo usados pelas famílias para outras finalidades, desviando o foco do programa.

    Para ter direito, a família deve estar inscrita no Cadastro Único (CadÚnico) e possuir renda familiar per capita mensal igual ou inferior a meio salário-mínimo. O programa prioriza famílias beneficiárias do Bolsa Família e aquelas com duas ou mais pessoas em sua composição.

    A quantidade de recargas anuais varia de quatro a seis botijões, conforme o tamanho da família. Os primeiros pagamentos começaram em novembro de 2025, e a previsão é implementar o programa totalmente até março.

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  • Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, é afastado da Igreja da Lagoinha após operação contra Master

    Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, é afastado da Igreja da Lagoinha após operação contra Master

    Instituição religiosa divulgou nota dizendo que pastor foi retirado de atividades ministeriais; empresário foi preso na quarta (14) ao tentar deixar o país e solto logo em seguida

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O empresário Fabiano Zettel, cunhado do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, foi afastado do posto de pastor da Igreja Batista da Lagoinha, segundo nota divulgada nesta quinta (15) pela instituição religiosa.

    “A respeito da prisão de Fabiano Zettel, esclarecemos que, tão logo surgiram as primeiras informações relacionadas à operação, com o objetivo de que os fatos fossem devidamente apurados, ele foi afastado de qualquer atividade de natureza ministerial que exercia na Igreja Batista da Lagoinha Belvedere.”

    Zettel foi alvo da segunda fase da Operação Compliance Zero nesta quarta-feira (14), que mirou pessoas supostamente envolvidas em fraudes realizadas pelo Banco Master por meio de fundos de investimento. O empresário e pastor chegou a ser chegou a ser preso quando se preparava para deixar o país, de jatinho, com destino a Dubai e foi solto horas depois.

    Segundo a igreja, desde novembro de 2025, Zettel não exercia qualquer função na instituição.

    A Lagoinha veio a público para rebater associações feitas entre a instituição, a Compliance Zero, operação deflagrada pela Polícia Federal para investigar supostas irregularidades no Banco Master, e a CPMI do INSS.

    No comunicado, a Lagoinha diz que “não possui controle sobre a vida pessoal, profissional ou sobre atos individuais de pessoas que, eventualmente, frequentem seus cultos ou atividades, uma vez que a participação em uma igreja não configura vínculo jurídico, administrativo ou representativo”.

    O texto não cita o pastor André Valadão, liderança da Lagoinha que, de acordo com a senadora Damares Alves (Republicanos-DF), foi implicado na CPMI do INSS.

    A igreja fala em “disseminação de informações inverídicas” para dizer que “adotará todas as medidas jurídicas cabíveis, incluindo ações por denunciação caluniosa, falsa comunicação de crime, bem como outras providências legais que se fizerem necessárias, a fim de resguardar sua honra, sua história e sua missão”.

    Conclui a nota evocando “seu compromisso com a verdade, com a legalidade e com os princípios éticos e cristãos que norteiam sua atuação ao longo de sua trajetória”.

    Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, é afastado da Igreja da Lagoinha após operação contra Master

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  • Peritos afirmam não ser papel da PGR analisar provas sobre Master

    Peritos afirmam não ser papel da PGR analisar provas sobre Master

    Ministro determinou que todo o material apreendido na operação do caso seja lacrado e guardado na PGR; associação diz que perícia federal tem competência legal, atributos técnicos e estruturais necessários para provas

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – A APCF (Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais) divulgou nota, nesta quinta-feira (15), afirmando que não compete ao Ministério Público Federal a elaboração de provas a partir da análise dos vestígios de investigações.

    A entidade afirma que as unidades de criminalística da Polícia Federal, em especial o Instituto Nacional de Criminalística (INC), têm competência legal, atributos técnicos, científicos e estruturais necessários à adequada produção da prova pericial. Isso inclui, segundo a nota, análise de dispositivos eletrônicos e mídias digitais.

    A declaração foi feita no contexto em que o ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou que todo o material apreendido na operação do caso Master seja lacrado e guardado na PGR (Procuradoria-Geral da República). Antes disso, ele havia decidido que o conteúdo ficaria armazenado na própria corte.

    A associação disse que reconhece a importância da atuação do Ministério Público na formação da opinião jurídica sobre a materialidade e a autoria dos delitos investigados.

    “Cabe ressaltar, ademais, que os peritos oficiais de natureza criminal, que no âmbito federal são os peritos criminais federais, possuem autonomia técnico-científica e funcional”, disse.

    O órgão acrescentou que tais competências são asseguradas pela legislação, como o Código de Processo Penal. O texto afirma que a perícia é responsável por realizar os exames periciais, zelar pelos protocolos técnicos e pela rigorosa preservação da cadeia de custódia.

    Além de garantir a produção de provas científicas válidas para o devido processo legal, a ampla defesa e a correta elucidação dos fatos.

    A associação ainda disse que vê com preocupação os riscos operacionais e técnicos envolvidos na ausência do envio dos materiais à perícia criminal.

    Segundo o órgão, a postergação do envio ou a realização dos exames fora das unidades oficiais de criminalística, sobretudo em relação a dispositivos eletrônicos, pode levar à perda de vestígios relevantes para a persecução penal.

    Além disso, há riscos de aparelhos ainda ativos ou recentemente desbloqueados possibilitarem eventuais modificações automáticas.

    “A associação reafirma, por fim, a importância de que o material apreendido seja destinado à perícia oficial, responsável legal pela produção da prova científica, assegurando a integridade dos vestígios e a confiabilidade da prova material gerada, em consonância com a legislação processual penal e as boas práticas da ciência forense”, diz a nota.

    O gabinete de Toffoli argumentou que o acautelamento tinha por finalidade “a preservação das provas recolhidas pela autoridade policial e serão devidamente periciadas pelas autoridades competentes”.

    A medida ocorreu na decisão em que o ministro criticou a Polícia Federal e exigiu explicações em 24h do diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, pelo não cumprimento dos prazos determinados por ele na segunda fase da operação Compliance Zero, que investiga supostas fraudes do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do banco.

    Peritos afirmam não ser papel da PGR analisar provas sobre Master

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  • IBGE prevê safra recorde de 346 milhões de toneladas em 2025

    IBGE prevê safra recorde de 346 milhões de toneladas em 2025

    A previsão é de que em 2026, a produção seja menor. Segundo estimativas do IBGE, a safra brasileira em 2026 deve somar 339,8 milhões de toneladas, declínio de 1,8% em relação a 2025 ou 6,3 milhões de toneladas

    O Brasil deverá fechar 2025 com safra recorde de 346,1 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas. O resultado representa um aumento de 18,2% em relação a 2024 (292,7 milhões de toneladas).

    Os dados são da estimativa calculada em dezembro de 2025, divulgada nesta quinta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

    A previsão é de que em 2026, a produção seja menor. Segundo estimativas do IBGE, a safra brasileira em 2026 deve somar 339,8 milhões de toneladas, declínio de 1,8% em relação a 2025 ou 6,3 milhões de toneladas. 

    Para a safra 2026, o IBGE informou que está incluindo a canola e o gergelim, produtos que vêm ganhando importância na safra de cereais, leguminosas e oleaginosas nos últimos anos, muito embora ainda tenham seu cultivo limitado a poucas unidades da federação.

    Recorde

    Para 2025, o IBGE prevê recorde da série histórica. O arroz, o milho e a soja são os três principais produtos deste grupo que, somados, representaram 92,7% da estimativa da produção e respondem por 87,9% da área a ser colhida. 

    Para a soja, a estimativa de produção foi de 166,1 milhões de toneladas, novo recorde da série histórica, que representa alta de 14,6% em relação a 2024. Para o milho, a estimativa também foi recorde,141,7 milhões de toneladas (crescimento de 23,6%). 

    Outro recorde se refere à produção do algodão herbáceo em caroço, que chegou a 9,9 milhões de toneladas, um acréscimo de 11,4% em relação a 2024.

    Já a produção do arroz em casca foi estimada em 12,7 milhões de toneladas (alta de 19,4%); a do trigo, em 7,8 milhões de toneladas (3,7% a mais que em 2024), e a do sorgo foi de 5,4 milhões de toneladas (35,5% a mais).

    Previsão para 2026

    O prognóstico para 2026 divulgado nesta quinta foi o terceiro. Apesar de estimar uma produção em 2026 menor que em 2025, a previsão foi maior do que a do último prognóstico, divulgado em dezembro de 2024, pelo IBGE.

    Em relação ao segundo prognóstico, houve crescimento de 4,2 milhões de toneladas – alta de 1,2% na previsão para este ano.

    De acordo com o IBGE, o declínio da produção de 2026 em relação à safra 2025 deve-se, principalmente, à menor estimativa para o milho (-6% ou -8,5 milhões de toneladas), para o sorgo (-13% ou -700,2 mil toneladas), para o arroz (-8% ou -1 milhão de toneladas), para o algodão herbáceo em caroço (-10,5% ou -632,7 mil toneladas) e para o trigo (-1,6% ou -128,4 mil toneladas).

    Já para a soja, o IBGE estima um crescimento de 2,5% ou 4,2 milhões de toneladas. A produção do feijão também deve crescer 3,1% na primeira safra, chegando a 30,1 mil toneladas.

    IBGE prevê safra recorde de 346 milhões de toneladas em 2025

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  • BC decreta liquidação da Reag, investigada por fraudes no caso Master

    BC decreta liquidação da Reag, investigada por fraudes no caso Master

    Em nota, o BC disse que a liquidação foi motivada “por graves violações às normas” que regem as atividades das instituições que integram o sistema financeiro.

    (FOLHAPRESS) – O Banco Central decretou nesta quinta-feira (15) a liquidação da Reag, instituição investigada por participar de suposta ciranda financeira que inflava artificialmente ativos no caso Master.

    A liquidação foi decretada um dia depois de a Polícia Federal deflagrar a segunda fase da operação Compliance Zero, que apura a atuação de fundos de investimentos que teriam sido usados para inflar o patrimônio do Master.

    Essa nova etapa da investigação teve como alvos endereços ligados a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, a parentes dele e a empresários, incluindo Nelson Tanure e João Carlos Mansur, ex-dono da Reag -gestora investigada no caso Master e suspeita envolvimento com crime organizado.

    O cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, foi preso quando se preparava para deixar o país, de jatinho, com destino a Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Ele foi solto horas depois.

    No ato em que determinou a liquidação, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, nomeou como liquidante a APS Serviços Especializados de Apoio Administrativo, tendo como responsável técnico Antonio Pereira de Souza.

    A instituição hoje é denominada CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários e se enquadrada no segmento S4 (porte inferior a 0,1% do PIB), representando menos de 0,001% do ativo total ajustado do sistema financeiro nacional.

    Em nota, o BC disse que a liquidação foi motivada “por graves violações às normas” que regem as atividades das instituições que integram o sistema financeiro.

    “O Banco Central continuará tomando todas as medidas cabíveis para apurar as responsabilidades nos termos de suas competências legais. O resultado das apurações poderá levar à aplicação de medidas sancionadoras de caráter administrativo e a comunicações às autoridades competentes, observadas as disposições legais aplicáveis”, disse.

    BC decreta liquidação da Reag, investigada por fraudes no caso Master

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  • Turismo deve bater recorde na alta temporada de verão com impulso estrangeiro, prevê CNC

    Turismo deve bater recorde na alta temporada de verão com impulso estrangeiro, prevê CNC

    Com base em dados da Embratur, a entidade afirma que o Brasil totalizou quase 7,7 milhões de chegadas de viajantes de outros países no período de janeiro a outubro de 2025 -um aumento de 42,2% ante 2024.

    (FOLHAPRESS) – O setor de turismo deve faturar R$ 218,77 bilhões na alta temporada deste verão no Brasil, de acordo com projeção da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo).

    Caso a estimativa se confirme, a movimentação terá novo recorde, crescendo 3,7% frente ao período anterior (R$ 211 bilhões), indica a entidade empresarial.

    A alta temporada considera o intervalo de dezembro de 2025, que engloba as festas de Natal e Réveillon, até o Carnaval, celebrado em fevereiro em 2026.

    Segundo a CNC, um impulso para os negócios vem do maior desembarque de estrangeiros.

    Com base em dados da Embratur, a entidade afirma que o Brasil totalizou quase 7,7 milhões de chegadas de viajantes de outros países no período de janeiro a outubro de 2025 -um aumento de 42,2% ante 2024.

    A Argentina (2,9 milhões) liderou a lista de origens, seguida por Chile (662 mil) e Estados Unidos (614 mil).

    A economia argentina não está nadando de braçada, mas saiu de uma situação caótica para uma situação um pouco melhor. Isso ajuda a movimentar o turismo, porque a Argentina é a principal emissora de turistas”, diz o economista-chefe da CNC, Fabio Bentes.

    O setor envolve uma série de atividades de serviços, como os de alimentação fora de casa, em bares e restaurantes, e os de transportes.

    Na avaliação de Bentes, o consumo de serviços tem sido menos influenciado pelos juros altos do que a compra de bens de maior valor agregado no país.

    Isso, segundo o economista, também ajuda a explicar a perspectiva de crescimento na alta temporada.

    A CNC afirma que o período será “decisivo” para a economia do setor turístico, respondendo por cerca de 44% da receita esperada para o ano.

    A entidade ainda prevê abertura de 87,6 mil postos temporários de trabalho formal na alta temporada. Caso o número se confirme, será o maior volume de vagas para o período desde 2014 (88,4 mil).

    De acordo com a CNC, o faturamento do turismo brasileiro está 13% acima do nível pré-pandemia.

    Após a crise sanitária, iniciada em 2020, quando o setor encolheu 36,7%, a atividade conseguiu anular as perdas de receita em dezembro de 2022, mantendo uma trajetória de crescimento desde então.

    Em nota, o presidente do sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, diz que as diversidades geográficas e culturais são “apenas dois dos vários fatores” que fazem o Brasil ser um “destino completo”.

    Ele afirma, porém, que é necessário desenvolver a malha aérea no Norte e no Centro-Oeste para que o potencial de negócios dessas regiões seja mais aproveitado.

    Reportagem da Folha de S.Paulo mostrou que, pela segunda vez consecutiva, o Brasil registrou recorde no número de passageiros em voos internacionais partindo ou chegando ao país no acumulado dos primeiros 11 meses do ano.

    De janeiro a novembro de 2025, foram mais de 25 milhões de viajantes, o maior patamar da série histórica da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), iniciada em 2000.

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