Categoria: ECONOMIA

  • Senado aprova medidas para cortar R$ 15 bi em gastos; projeto vai a sanção

    Senado aprova medidas para cortar R$ 15 bi em gastos; projeto vai a sanção

    Projeto ressuscita trechos de medida provisória que não foi aprovada; texto também estipula imposto menor para atualizar valores de imóveis

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O Senado aprovou nesta terça-feira (18) e enviou a sanção presidencial um projeto de lei que absorveu medidas para cortar R$ 15 bilhões em despesas do governo. Trechos da proposta têm origem em uma MP (medida provisória) que não foi aprovada. Mesmo sem a aprovação, à época, o governo insistiu nos termos.

    A proposta também possibilita que bens móveis e imóveis tenham os valores atualizados no Imposto de Renda com um pagamento menor de tributo sobre ganho de capital. A análise desta terça-feira no Senado foi a última, porque o projeto já havia sido aprovado pela Câmara dos Deputados.

    O relator, senador Eduardo Braga (MDB-AM), recomendou a aprovação do texto na forma como veio da Câmara, com ajustes de redação. A aprovação foi por votação simbólica, ou seja, sem contagem de votos. O arranjo é possível quando há acordo entre as bancadas partidárias.

    Ao final da deliberação, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), disse que foi possível resgatar trechos da MP porque eles estão de acordo com o que prega a maioria dos senadores em seus discursos sobre contas públicas.

    “Eram justamente matérias que foram estabelecidas na MP 1.303 e que iam ao encontro do que senadores e senadoras, deputados e deputadas, falam todas as semanas no Congresso Nacional. Equilíbrio fiscal, ajuste das contas públicas, combate às ilegalidades, combate às fraudes”, declarou Alcolumbre.

    A estimativa de R$ 15 bilhões em contenção de gastos se dá por medidas como a limitação de compensação de créditos tributários por empresas e um aperto nas exigências para concessão do seguro-defeso -benefício pago a pescadores em épocas de reprodução de peixes.

    O endurecimento das compensações tributárias inclui operações com PIS/Cofins para evitar abatimentos indevidos.

    Outra medida de contenção de despesas foi incluir o Pé-de-Meia, programa social que paga bolsas para alunos pobres do ensino médio, no conjunto de despesas que formam o piso constitucional de gastos em educação.

    Além disso, o texto limita a 30 dias o pagamento do auxílio-doença concedido com base em documentos médicos. Também determina a fixação de um limite no Orçamento para pagar compensações previdenciárias a regimes próprios de Estados e municípios.

    Essas medidas foram incluídas no projeto ao longo de sua tramitação no Congresso. A proposta, originalmente, focava na criação do Rearp (Regime Especial de Atualização e Regularização Patrimonial), programa que também foi aprovada junto com o texto.

    O Rearp permite que bens tenham seus valores atualizados no Imposto de Renda com alíquotas menores sobre ganho de capital. Também vale para regularizar bens e direitos não declarados ou declarados incorretamente.

    Para a atualização patrimonial, a alíquota é de 3% sobre o ganho de capital para pessoas físicas. Já para a regularização, a alíquota é de 15% mais multa de 15% sobre o imposto apurado. Os valores podem ser parcelados em 24 meses, com parcelas sujeitas à taxa Selic. O prazo de adesão ao Rearp é de 90 dias.

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  • Bolsa e dólar caem em dia de liquidação do Banco Master

    Bolsa e dólar caem em dia de liquidação do Banco Master

    Ibovespa recua 0,3%; moeda estadunidense fecha a R$ 5,31

    A liquidação extrajudicial do Banco Master teve reflexos limitados no mercado financeiro. Apesar do recuo de ações de bancos, a bolsa de valores teve uma queda baixa. Influenciado pelo exterior, o dólar caiu após a alta da véspera.

    O índice Ibovespa, da B3, fechou esta terça-feira (18) aos 156.522 pontos, com recuo de 0,3%. O indicador chegou a cair 0,7% nos primeiros minutos de negociação, mas recuperou-se parcialmente à tarde.

    As ações de bancos, com peso importante no Ibovespa, caíram nesta terça, puxando o índice para baixo. No entanto, a maior parte da queda decorreu da influência das bolsas estadunidenses, que caíram em meio a incertezas sobre as empresas do setor de inteligência artificial.O mercado de câmbio teve um dia de oscilações. O dólar comercial encerrou esta terça vendido a R$ 5,318, com queda de R$ 0,014 (-0,26%). A cotação chegou a subir para R$ 5,34 nos primeiros minutos de negociação e no início da tarde, mas inverteu o movimento e passou a cair a partir das 13h20, estabilizando-se em R$ 5,31 na hora final de negociação.

    Num dia sem a divulgação de indicadores econômicos importantes, a moeda estadunidense operou sem direção única em relação às moedas de países emergentes. O dólar subiu perante o peso chileno, mas caiu ante o peso colombiano e o peso mexicano.

    Os investidores globais estão no aguardo de dados econômicos dos Estados Unidos, após cerca de 40 dias de shutdown (paralisação do governo). Na quarta-feira (19), o Federal Reserve (Fed, Banco Central estadunidense) divulga a ata da reunião de 29 de outubro. Na quinta (20) saem os dados do emprego nos Estados Unidos. Os dois documentos são aguardados para dar pistas sobre se Banco Central da maior economia do planeta poderá cortar os juros básicos em dezembro.

    Bolsa e dólar caem em dia de liquidação do Banco Master

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  • Cesta de Natal deverá ter alta de 4,5%, abaixo da inflação de 2024

    Cesta de Natal deverá ter alta de 4,5%, abaixo da inflação de 2024

    Todos os itens da lista sofreram altas, com exceção do azeite

    O preço da cesta de Natal em 2025 deverá ter elevação de 4,53%, segundo prévia do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), divulgado nesta terça-feira (18) pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE). Em 2024, a alta foi de 9,16%.

    A cesta é composta por peru, lombo de porco, atum sólido, macarrão espaguete, caixa de bombom, panetone com frutas cristalizadas, vinho tinto, champagne, sucos néctar de laranja e morango, molho de tomate, azeitona verde com caroço, palmito, queijo ralado e azeite de oliva extra-virgem.

    Todos os itens da lista sofreram altas, com exceção do azeite de oliva, que teve o preço reduzido em 23,06%. Já as maiores elevações ocorreram nos preços do quilo de peru (+13,62%), azeitona (+12,53%), e caixa de bombom (+10,81%). 

    Outros itens, comuns nas festas de Natal, também foram analisados no estudo – embora não componham a cesta. Ave (tipo chester) registrou um aumento de +13,85%, enquanto a alta do filé mignon foi de +9,70%. O pêssego de feira (-6,85%), além do quilo de sorvete (-6,99%), por outro lado, registraram quedas.

    “A mensagem principal que este estudo passa, ano após ano, é que os números reforçam a importância do planejamento antecipado para economizar nas festas de fim de ano”, destacou o coordenador do IPC-FIPE, Guilherme Moreira.

    Cesta de Natal deverá ter alta de 4,5%, abaixo da inflação de 2024

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  • Governo de SP contrata equipe só de PcDs para digitalizar 1,6 milhão de documentos

    Governo de SP contrata equipe só de PcDs para digitalizar 1,6 milhão de documentos

    São 45 pessoas no total, sendo que 43 são surdas e se comunicam em Libras; para a maioria, é a 1ª vez em trabalho com colegas com a mesma deficiência e intérprete presencial

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Daniela Belchior Costa, 40, começou a trabalhar em uma nova equipe na qual quase todos têm a mesma deficiência que a dela, a surdez.

    Ela digitaliza documentos do governo do estado de São Paulo: recebe caixas de arquivos em papel, as organiza de acordo com a data e, em seguida, transcreve as informações em planilhas. O material então segue para ser escaneado.

    O nome do cargo dela é preparadora, e essa é a primeira vez que ela vai trabalhar nessa função. Antes disso, ela já foi empregada em uma empresa de telefonia, em uma fábrica de cosméticos e em uma loja.

    A SGGD (Secretaria de Gestão e Governo Digital) do estado de São Paulo contratou uma equipe de 45 PCDs (pessoas com deficiência), sendo que 43 são surdas, para trabalhar na digitalização de documentos da própria secretaria e do arquivo histórico.

    Os novos funcionários, todos eles contratados como celetistas, começaram a trabalhar no dia 10 de novembro. Todos eles se comunicam em Libras, a língua brasileira de sinais. Apenas alguns deles leem lábios.

    Eles vão catalogar e digitalizar mais de 1,6 milhão de papéis do governo, como documentos da Secretaria da Fazenda e perícias médicas dos complexos do Juqueri e do Glicério, além de material da própria SGGD, principalmente prontuários de servidores.

    Grande parte desses documentos são os prontuários dos servidores -são informações como os documentos que comprovam a escolaridade, a contagem do tempo e as análises sobre a insalubridade do trabalho, entre outros.

    A maioria desses novos funcionários vai trabalhar no prédio do Arquivo Público do Estado (a equipe de surdos também vai digitalizar material histórico, como mapas, documentos sobre obras de infraestrutura e também material sobre antigos hospitais psiquiátricos).

    Sarita do Nascimento Alarcon Villalba, que está no serviço público há 40 anos, nunca havia trabalhado com surdos. Ela conta que, por isso, começou a estudar Libras pela internet para aprender a expressar algumas mensagens simples.

    Haverá, no entanto, duas supervisoras bilíngues para facilitar a comunicação entre os funcionários surdos e os demais.

    Tábata Coelho Takamoto, uma das supervisoras, afirma que o trabalho vai consistir em organizar o material (pegar a ficha de cada caixa, transcrever no sistema digital o que se trata) e então digitalizar o próprio documento (preparar fisicamente, limpar e escanear).

    Se for um material do arquivo, eles precisarão identificar quando é necessária a restauração.

    A digitalização de documentos administrativos vai otimizar a gestão, afirma Thiago Lima Nicodemo, diretor do Arquivo Público do Estado. Já a parte dos acervos históricos vai ajudar a melhorar a preservação e o atendimento, segundo ele.

    Nicodemo afirma que faz sentido trazer pessoas surdas para trabalhar no arquivo, que é um centro onde se lida essencialmente com elementos visuais.

    Alexandre Rigo, preparador que começou a trabalhar no setor do arquivo histórico, corrobora. Ele afirma que presta mais atenção a detalhes visuais do que os ouvintes. Surdo desde nascença, ele afirma em Libras que já se deu conta disso desde que era criança.

    No trabalho novo, atenção aos detalhes será importante, pois é comum que as informações nas embalagens do material histórico não sejam precisas ou mesmo venha trocada.

    Tanto ele como Daniela já trabalharam por anos em outros cargos, mas essa é a primeira vez que os dois terão intérpretes à disposição. Nos outros empregos, só havia tradutores de Libras em eventos ou reuniões especiais.

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  • Dólar e Bolsa caem, com mercado atento a caso Master e trajetória dos juros dos EUA

    Dólar e Bolsa caem, com mercado atento a caso Master e trajetória dos juros dos EUA

    Investidores analisam efeitos da liquidação do banco de Daniel Vorcaro, preso nesta terça, no setor; no câmbio, preocupação é saber se o Fed fará um novo corte na taxa de juros

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Bolsa brasileira está em queda nesta terça-feira (18), tendo como pano de fundo a liquidação do Banco Master e a prisão de Daniel Vorcaro, dono da instituição.

    O caso afeta as negociações no setor bancário. O mercado teme que os maiores bancos do país precisem desembolsar recursos volumosos para cobrir as perdas do FGC (Fundo Garantidor de Créditos) com indenizações a investidores do Banco Master.

    Às 15h05, o índice caía 0,16%, a 156.741 pontos. O dólar, no mesmo horário, recuava 0,19%, a R$ 5,321, movido pela cautela dos operadores em relação ao futuro dos juros nos Estados Unidos.

    A prisão de Daniel Vorcaro pegou o mercado de surpresa nesta terça. O banqueiro se preparava para embarcar em um voo particular quando foi detido no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, pela Polícia Federal.

    Segundo integrantes da corporação que acompanham o caso, havia uma suspeita de que Vorcaro pudesse deixar o país para evitar a prisão. Os advogados dele, por outro lado, afirmam que o banqueiro estava a caminho de Dubai para assinar o contrato de venda do Banco Master para investidores sauditas. Na véspera, a Fictor Holding Financeira havia anunciado uma oferta de compra do banco.

    A prisão faz parte da Operação Compliance Zero, que investiga uma fraude estimada em R$ 12 bilhões e da qual o Master teria envolvimento. Augusto Lima, sócio de Vorcaro, também foi detido.

    O BC (Banco Central), na esteira da prisão, anunciou a liquidação do Banco Master, no que deve representar a maior operação de resgate do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) da história. O Fundo, uma espécie de “colchão” de segurança para casos de falência de instituições financeiras, precisará honrar entre R$ 40 bilhões e R$ 50 bilhões em depósitos.

    A avaliação é que o caso não traz risco para o sistema financeiro, uma vez que o FGC tem mais de R$ 120 bilhões em caixa. No entanto, é possível que bancos precisem fazer contribuições adicionais ao órgão para manter sua liquidez. O FGC deve elevar a alíquota de contribuição e pedir a antecipação de cinco anos de pagamentos às instituições.

    Grandes bancos, que têm tradicionalmente mais depósitos, terão algumas semanas para transferir os recursos bilionários para o FGC.

    Parte dessa operação já era um risco anunciado para o setor, afirma Daniel Teles, especialista e sócio da Valor Investimentos. “O risco iminente de solvência já estava sendo alertado há muito tempo.”

    Mesmo assim, o setor bancário na Bolsa sofre os efeitos da operação. Liderando as quedas, Banco do Brasil recuava 1,96%, seguido pelas ações preferenciais e ordinárias do Bradesco, com perdas de 0,67% e 0,49%, respectivamente. Itaú perdia 0,3%; Santander, 0,21%.

    “A reação reflete o receio de que o FGC vai exigir contribuições extras para recompor o patrimônio”, diz Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad. “Apesar da volatilidade imediata e do impacto no Ibovespa, a leitura é de que o evento não contamina os fundamentos do sistema financeiro nacional e nem gera risco sistêmico, tratando-se de um ajuste pontual, ainda que oneroso, às regras e ao saldo do FGC por parte das principais instituições financeiras.”

    Para o mercado cambial, o caso Master pouco faz preço. Os investidores estão atentos ao cenário externo, sobretudo a sinalizações sobre a trajetória dos juros dos Estados Unidos.

    A continuidade do ciclo de cortes foi colocada em dúvida na última semana. Uma série de declarações de autoridades do Fed (Federal Reserve, o banco central norte-americano) aponta que, para a próxima reunião de política monetária, não há consenso sobre uma nova redução nos juros.

    Na segunda, o vice-presidente do Fed, Philip Jefferson, afirmou que o banco central precisa “proceder lentamente” com quaisquer outros cortes nas taxas de juros diante dos efeitos sobre o processo inflacionário.

    “A postura atual da política monetária ainda é um pouco restritiva, mas nós a aproximamos de seu nível neutro, que não restringe nem estimula a economia”, disse Jefferson. “A evolução do equilíbrio de riscos ressalta a necessidade de prosseguirmos lentamente à medida que nos aproximamos da taxa neutra.”

    A cautela de Jefferson espelha a de Mary Daly, presidente do Fed de São Francisco, e a de Neel Kashkari, presidente do Fed de Minneapolis. Enquanto Daly afirma que qualquer decisão sobre o próprimo passo do banco central agora seria “prematura”, Kashkari avalia os sinais da economia como “mistos”.

    As pontuações têm sugerido que os próximos passos do banco central não estão dados. “Longe disso”, disse o presidente do Fed, Jerome Powell, já na entrevista coletiva após o encontro de outubro.

    Operadores agora estão divididos: 40,9% deles apostam em um corte de 0,25 ponto em dezembro, enquanto os 59,1% restantes vêem uma manutenção como mais provável, de acordo com a ferramenta FedWatch do CME Group.

    “Há um mês, 90% dos operadores apostavam em um corte. A perspectiva de reduções mais lentas favorece a rentabilidade dos títulos americanos e ajuda na atração de investimentos externos, o que tende a fortalecer o dólar globalmente”, diz Leonel Mattos, analista de inteligência de mercado da StoneX.

    Nesse sentido, investidores seguem à espera da divulgação de novos dados sobre a economia norte-americana após o fim da paralisação do governo. O destaque será o relatório de empregos payroll, a ser divulgado na quinta-feira. Antes disso, na quarta-feira, sairá a ata do último encontro de política monetária do Fed e o balanço corporativo da Nvidia.

    A fabricante de chips de inteligência artificial inspira cautela nos investidores globais, que temem que o setor de tecnologia esteja com valores de mercado inflados. O risco de uma bolha tem despertado preocupações nos últimos meses e, na última semana, provocou uma liquidação nas principais Bolsas de Valores do mundo.

    Dólar e Bolsa caem, com mercado atento a caso Master e trajetória dos juros dos EUA

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  • PIS/Pasep terá novas regras em 2026; veja quem pode perder o benefício

    PIS/Pasep terá novas regras em 2026; veja quem pode perder o benefício

    A partir de 2026, o limite de renda para receber o PIS/Pasep deixará de acompanhar o salário mínimo e será corrigido apenas pela inflação. A mudança deve reduzir gradualmente o número de trabalhadores com direito ao benefício, segundo projeções do governo federal.

    O abono salarial do PIS/Pasep, benefício pago anualmente a trabalhadores formais do setor público e privado, passará por mudanças significativas a partir de 2026. A principal alteração está no critério de renda: o limite para ter direito deixará de acompanhar o valor do salário mínimo e será reajustado apenas pela inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

    A decisão faz parte do pacote fiscal aprovado pelo Congresso no fim de 2024 e tem como objetivo reduzir despesas do governo e concentrar o pagamento entre as faixas de menor renda. Na prática, o número de pessoas que recebem o benefício deve cair gradualmente nos próximos anos.

    Atualmente, o PIS é voltado a trabalhadores da iniciativa privada, e o Pasep, a servidores públicos. O valor máximo é de um salário mínimo, pago de forma proporcional ao tempo de trabalho no ano-base — dois anos antes do pagamento. Em 2025, as regras continuam as mesmas: quem recebeu até dois salários mínimos mensais em 2023, o equivalente a R$ 2.640, poderá sacar o abono.

    Com a nova fórmula, o limite de renda deixará de subir junto com o salário mínimo, que costuma ter reajustes acima da inflação. Assim, a cada aumento real do piso nacional, menos pessoas se enquadrarão nas condições do programa. Projeções do governo indicam que, até 2035, o benefício deve ficar restrito a quem recebeu até um salário e meio por mês.

    O Ministério da Fazenda explica que a mudança busca preservar o poder de compra do abono sem comprometer o equilíbrio das contas públicas. Como o reajuste do mínimo considera a inflação somada ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), o número de beneficiários aumentava a cada ano, elevando também o custo total do programa.

    Os critérios básicos para receber o benefício permanecem os mesmos: estar inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos, ter trabalhado com carteira assinada por no mínimo 30 dias no ano-base, ter recebido até o limite de renda estipulado e ter os dados informados corretamente pelo empregador na RAIS ou no eSocial.

    O calendário de pagamentos de 2026 ainda será definido pelo Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat). Em 2025, o Ministério do Trabalho destinou R$ 30,7 bilhões para o abono de cerca de 25,8 milhões de pessoas.

    Para verificar se tem direito ao benefício, o trabalhador pode consultar o aplicativo Carteira de Trabalho Digital, acessando com CPF e senha do gov.br. Também é possível conferir informações nos aplicativos Caixa Trabalhador e Caixa Tem, disponíveis para beneficiários do setor privado.

    Os valores de 2025 poderão ser sacados até 29 de dezembro.

     

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  • Dólar volta a subir por cautela externa e de olho em Comef, Master e PF

    Dólar volta a subir por cautela externa e de olho em Comef, Master e PF

    Os mercados operam com sinais de cautela diante da liquidação do Banco Master, das prisões ligadas ao caso e da expectativa pelos desdobramentos no Banco Central, enquanto indicadores de inflação e movimentos no câmbio mantêm os investidores atentos.

    O dólar no mercado à vista e os juros futuros voltam a subir nesta terça-feira, 18, em meio à cautela internacional. Investidores estão de olho também na reunião do Comitê de Estabilidade Financeira (Comef) do Banco Central e nos desdobramento da liquidação extrajudicial do Banco Master e da operação da Polícia Federal contra crimes financeiros. No radar dos investidores estão ainda os leilões do Tesouro de NTN-B e LFT (11h) e um discurso do diretor do Federal Reserve Michael Barr (12h30) em dia de agenda esvaziada.

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que para o Banco Central ter liquidado extrajudicialmente o Banco Master, o processo contra a instituição financeira deve ser robusto. Ele não quis fazer mais comentários por ser um assunto do BC, mas declarou que a Fazenda dará suporte às consequências se houver.

    O dono do Master Daniel Vorcaro foi preso pela Polícia Federal, e a Justiça determinou o afastamento do presidente do BRB por negócio com o Master. Nomeada liquidante do Master, a EFB Regimes Especiais de Empresas terá de levantar todos os ativos e passivos da instituição financeira liquidada nesta manhã pelo Banco Central.

    A Mastercard os segue engajada nas conversas sobre a venda do Will Bank. A liquidação extrajudicial do Banco Master não alterou a disposição da empresa de apoiar financeiramente a aquisição, a depender do comprador.

    No campo da inflação, o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) registrou alta de 0,32% na segunda prévia de novembro, após ter recuado 0,38% na mesma leitura de outubro, segundo a FGV. Já o IPC-S acelerou em quatro das sete capitais na segunda quadrissemana de novembro. No geral, o índice passou de alta de 0,23% para 0,24% entre a primeira e a segunda leitura do mês.

    No mercado cambial, após se fortalecer e romper recentemente os R$ 5,30, o real tende a enfrentar mais dificuldades. O aumento sazonal de remessas de dólar ao exterior em dezembro, a expectativa de cortes maiores de juros pelo BC e a volatilidade da corrida presidencial em 2026 podem reduzir o apelo da moeda.

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  • Haddad: para Master ter chegado a esse ponto, BC deve ter processo robusto

    Haddad: para Master ter chegado a esse ponto, BC deve ter processo robusto

    Fernando Haddad afirmou que a liquidação extrajudicial do Banco Master pelo Banco Central indica um processo sólido e bem fundamentado. Ele disse que a Fazenda acompanhará os desdobramentos e está pronta para oferecer suporte, inclusive por meio do Fundo Garantidor de Créditos, caso seja necessário.

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta terça-feira, 18, que para o Banco Central ter liquidado extrajudicialmente o Banco Master, o processo contra a instituição financeira deve ser robusto. Ele não quis fazer mais comentários por ser um assunto do BC, mas declarou que a Fazenda dará suporte às consequências se houver.

    “O BC é o órgão regulador do sistema financeiro. Eu tenho certeza que, para ter chegado a esse ponto, todo esse processo deve estar muito robusto. Mas, enfim, o que eu acompanhei foi mais em relação à CVM. Já falei para vocês que tivemos problema na CVM também. O BC é o órgão regulador e ele que se manifesta”, declarou a jornalistas na chegada ao ministério, ao referir-se ainda à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

    Segundo Haddad, é preciso aguardar os desdobramentos, mas que a Fazenda estaria à disposição do BC. O ministério poderia dar suporte com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) caso seja necessário.

    “O que cabe à Fazenda é dar suporte às consequências desse ato. Se houver, nós estamos aqui prontos para colaborar. Ele perguntou sobre o FGC, que é uma coisa que diz respeito ao sistema financeiro como um todo. Vamos ver os desdobramentos disso. O impacto disso. No que diz respeito à Fazenda, nós estamos à disposição do BC”, completou.

    Haddad: para Master ter chegado a esse ponto, BC deve ter processo robusto

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  • Mercado reduz previsão da inflação para 4,46%, abaixo do teto da meta

    Mercado reduz previsão da inflação para 4,46%, abaixo do teto da meta

    A meta do Conselho Monetário Nacional (CMN) é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%

    Após a divulgação da inflação de outubro, a menor para o mês em quase 30 anos, a previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país – passou de 4,55% para 4,46% este ano. Com isso, a estimativa alcançou o intervalo da meta de inflação que deve ser perseguida pelo Banco Central (BC).

    Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%.

    A estimativa está no boletim Focus desta segunda-feira (17), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC), em Brasília, com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.Para 2026, a projeção da inflação permaneceu em 4,2%. Para 2027 e 2028, as previsões são de 3,8% e 3,5%, respectivamente.A redução na conta de luz puxou a inflação oficial para baixo e fez o IPCA fechar outubro em 0,09%, o menor para o mês desde 1998, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE). Em setembro, o índice havia marcado 0,48%. Em outubro de 2024, a variação havia sido de 0,56%.

    Com esse resultado, a inflação acumulada em 12 meses é 4,68%, a primeira vez, em oito meses, que o patamar fica abaixo da casa de 5%. No entanto, ainda acima do teto da meta do CMN.

    Juros básicos

    Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros – a Selic – definida em 15% ao ano [Clique Aqui!] pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. O recuo da inflação e a desaceleração da economia levaram à manutenção da Selic pela terceira vez seguida, na última reunião, no início deste mês.

    No entanto, o colegiado não descarta a possibilidade de voltar a elevar os juros “caso julgue apropriado”.

    Em nota, o BC informou que o ambiente externo se mantém incerto por causa da conjuntura e da política econômica nos Estados Unidos, com reflexos nas condições financeiras globais.

    Já no Brasil, a autarquia destacou que a inflação continua acima da meta, apesar da desaceleração da atividade econômica, o que indica que os juros continuarão alto por bastante tempo.

    A estimativa dos analistas de mercado é que a taxa básica encerre 2025 nesses 15% ao ano. Para o fim de 2026, a expectativa é que a Selic caia para 12,25% ao ano. Para 2027 e 2028, a previsão é que ela seja reduzida novamente para 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente.

    Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida; e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

    Quando a taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

    PIB e câmbio

    Nesta edição do boletim Focus, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano permaneceu em 2,16%.

    Para 2026, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) ficou em 1,78%. Para 2027 e 2028, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 1,88% e 2%, respectivamente.

    Puxada pelas expansões dos serviços e da indústria, no segundo trimestre deste ano a economia brasileira cresceu 0,4%. Em 2024, o PIB fechou com alta de 3,4%. O resultado representa o quarto ano seguido de crescimento, sendo a maior expansão desde 2021, quando o PIB alcançou 4,8%.

    A previsão da cotação do dólar está em R$ 5,40 para o fim deste ano. No fim de 2026, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,50.

     

    Mercado reduz previsão da inflação para 4,46%, abaixo do teto da meta

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  • Caixa antecipa Bolsa Família em dezembro; veja calendário

    Caixa antecipa Bolsa Família em dezembro; veja calendário

    O pagamento de dezembro do Bolsa Família será antecipado devido aos feriados de fim de ano. Os depósitos começam no dia 10 e seguem até 23 de dezembro, com calendário organizado pelo final do NIS. O governo reforça a importância de manter o CadÚnico atualizado para evitar bloqueios.

    (FOLHAPRESS) – A Caixa Econômica Federal antecipa o calendário de pagamentos do Bolsa Família em dezembro. Os depósitos referentes ao último mês do ano começarão no dia 10 e seguirão até o dia 23. A antecipação acontece porque não haverá atendimento bancário nos feriados de 25 de dezembro e 1° de janeiro segundo a Febraban (Federação Brasileira de Bancos).

    No dia 24, os bancos terão horário reduzido, das 9h às 11h. Já nos dias 26 de dezembro e 2 de janeiro os bancos funcionam normalmente onde não houver feriado estadual. O dia 30 de dezembro será o último dia de expediente.

    Têm direito ao benefício as famílias inscritas no CadÚnico (Cadastro Único para Programas Sociais) com renda mensal por pessoa de até R$ 218. Os valores serão creditados conforme o último dígito do NIS (Número de Identificação Social).
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    VEJA DATAS DOS PAGAMENTOS DE DEZEMBRO:

    Final do NIS – Data de pagamento
    1 – 10 de dezembro
    2 – 11 de dezembro
    3 – 12 de dezembro
    4 – 15 de dezembro
    5 – 16 de dezembro
    6 – 17 de dezembro
    7 – 18 de dezembro
    8 – 19 de dezembro
    9 – 22 de dezembro
    0 – 23 de dezembro

    De acordo com o MDS (Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome), o programa beneficia cerca de 48,59 milhões de pessoas, com um valor médio de R$ 683,28 por família.

    Famílias residentes em cidades em situação de emergência ou estado de calamidade pública recebem os valores no primeiro dia do calendário, independentemente do dígito final do NIS.

    COMO ACESSAR AO BENEFÍCIO?

    Os recursos do programa são disponibilizados por meio do aplicativo Caixa Tem. Os beneficiários podem realizar saques em caixas eletrônicos, agências da Caixa, lotéricas e postos de atendimento Caixa Aqui, utilizando o Cartão Cidadão ou o cartão do Bolsa Família.

    É fundamental que as famílias mantenham seus dados cadastrais atualizados no CadÚnico para não terem o benefício bloqueado. A atualização deve ser feita pelo responsável familiar em um Cras (Centro de Referência de Assistência Social) ou em outros postos de atendimento do Cadastro Único.

    VALORES E BENEFÍCIOS EXTRAS:

    No governo Lula, o valor mínimo do Bolsa Família foi estabelecido em R$ 600 por família. A composição do benefício pode incluir valores adicionais conforme o perfil familiar:

    – Renda de Cidadania: R$ 142 por integrante da família;
    – Complemento: Garante o piso de R$ 600 para famílias que não o atingiriam valor mínimo com os outros benefícios;
    – Primeira Infância: R$ 150 para cada criança de zero a seis anos;
    – Benefício Familiar: R$ 50 para cada criança de 7 a 12 anos, adolescente de 12 a 18 anos e para gestantes;
    – Familiar Nutriz: R$ 50 para famílias com bebês de zero a seis meses.

    Regras para continuar recebendo o auxílio

    As famílias devem cumprir uma série de contrapartidas nas áreas de saúde e educação:
    – Gestantes: fazer e acompanhar o pré-natal;
    – Crianças até sete anos: manter o calendário de vacinação em dia e ter o estado nutricional monitorado;
    – Crianças de quatro e cinco anos: ter frequência escolar mínima de 60%;
    – Estudantes de seis a 18 anos: garantir frequência escolar de pelo menos 75%;
    – Famílias: Devem informar a condição de beneficiárias do programa no ato da matrícula escolar e da vacinação.

    Caixa antecipa Bolsa Família em dezembro; veja calendário

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