Categoria: ECONOMIA

  • Dólar fecha em forte alta e vai a R$ 5,31, com EUA e guerra no Irã no radar; Bolsa cai

    Dólar fecha em forte alta e vai a R$ 5,31, com EUA e guerra no Irã no radar; Bolsa cai

    Moeda norte-americana sobe 1,35% com busca global por ativos diante da escalada do conflito no Oriente Médio; Ibovespa recuou 0,9%, a 177.653 pontos, acumulando perdas de 6% desde o início de março

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar avançou 1,35% nesta sexta-feira (13) e encerrou a semana cotado a R$ 5,316, com investidores atentos à possibilidade de o conflito no Oriente Médio escalar ainda mais nos próximos dias.

    A valorização foi global. O índice DXY, que compara a moeda norte-americana a uma cesta de seis divisas fortes, avançou 0,72%, a 100,47 pontos -maior valor desde maio do ano passado, quando a primeira onda do tarifaço do presidente Donald Trump elevou a procura por ativos de segurança.

    A aversão ao risco também abateu Bolsas de Valores em todo o mundo. No Brasil, o Ibovespa recuou 0,9%, a 177.653 pontos, acumulando perdas de 6% desde o início de março.

    Em Wall Street, o S&P500 caiu 0,66%; Nasdaq e Dow Jones, 0,93% e 0,25%, respectivamente. Na Europa, o índice de referência Euro STOXX 600 recuou 0,5%, e todas as principais praças regionais ficaram no vermelho. Já na Ásia, o japonês Nikkei perdeu 1,2%; o chinês CSI300, 0,39%.

    As perdas nos mercados acionários sucedem a entrevista de Trump à Fox News nesta sexta, quando afirmou que irá “atacar o Irã com muita força na próxima semana”.

    Já o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que as “Forças Armadas estão firmemente determinadas a dar uma lição memorável ao inimigo”.

    “Não podemos aceitar que os americanos falem de diálogo e cessar-fogo de tempos em tempos, apenas para nos vermos confrontados com a repetição desses crimes e dessa guerra”, disse Esmail Baghai, referindo-se ao conflito anterior, ocorrido em junho passado, que terminou após 12 dias de combates.

    Sem sinais de arrefecimento, o conflito espalha temores de gargalos no mercado de energia -o Estreito de Hormuz, na costa iraniana, é responsável por 20% de todo petróleo e gás global-, que podem causar um repique inflacionário global.

    “A persistência da guerra no Oriente Médio mantém volatilidade no preço do petróleo, com o Brent orbitando novamente a faixa de US$ 100 por barril, o que reforça temores de pressões inflacionárias a nivel global e sustenta a busca por ativos considerados mais seguros, como a moeda americana”, diz Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad.

    Ao mesmo tempo, o movimento também reflete uma reprecificação das expectativas para a política monetária nos Estados Unidos, cuja taxa de juros pauta decisões de investimento em todo o mundo.

    A perspectiva de alta na inflação norte-americana reforça a leitura de que o Federal Reserve não cortará as taxas tão cedo, fortalecendo os Treasuries (títulos do Tesouro dos EUA) e, por consequência, o dólar.

    No Brasil, o BC (Banco Central) interviu no mercado de câmbio através de um “casadão” -leilões simultâneos de venda de dólares no mercado à vista e de negociação de contratos de swap cambial reverso.

    O “casadão” eleva a liquidez no mercado à vista em momentos de estresse como o atual. Porém, o efeito do “casadão” sobre as cotações do dólar é, na prática, nulo, já que o BC vendeu US$ 1 bilhão em uma ponta e comprou US$ 1 bilhão em outra.

    Países também têm tentado intervir nas cotações dos preços do petróleo. Trump, por exemplo, afirmou que os EUA escoltarão, se necessário, embarcações pelo Estreito de Hormuz, e também emitiu uma isenção de 30 dias para produtos petrolíferos da Rússia, que enfrenta sanções desde o início da guerra da Ucrânia.

    Na quarta, a AIE (Agência Internacional de Energia) ainda aprovou a liberação de 400 milhões de barris de suas reservas, o maior movimento desse tipo na história da organização que reúne 32 países, incluindo os Estados Unidos. O secretário de Energia norte-americano, Chris Wright, prometeu que 172 milhões de barris serão disponibilizados “a partir da próxima semana”.

    Mas, para analistas, a medida é vista como um paliativo. “Na linguagem das mesas de operações, a liberação da AIE é o equivalente a apontar uma mangueira de jardim para um incêndio em uma refinaria”, comentou Stephen Innes, da SPI Asset Management.

    A AIE afirmou que a interrupção no fornecimento já pode ser a maior da história. Em relatório mensal, a agência afirmou que a oferta global deve cair em 8 milhões de barris por dia em março como consequência do estrangulamento do Estreito de Hormuz, via por onde passam 20% de todo o petróleo e gás do mundo.

    Países do Golfo do Oriente Médio, incluindo Iraque, Qatar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita, reduziram a produção da commodity em pelo menos 10 milhões de barris por dia. Segundo a AIE, o volume equivale a 10% de toda a demanda mundial.

    Sem uma rápida retomada dos fluxos de transporte, essas perdas devem aumentar. “A produção de upstream paralisada levará semanas e, em alguns casos, meses para retornar aos níveis anteriores à crise, dependendo do grau de complexidade do campo e do tempo para que os trabalhadores, equipamentos e recursos retornem à região”, disse a agência.

    “Se preparem para o petróleo a US$ 200 o barril, porque o preço depende da segurança regional que vocês desestabilizaram”, disse o porta-voz militar iraniano Ebrahim Zolfaqari.

    Em paralelo, os Estados Unidos anunciaram uma investigação comercial contra 60 países, incluindo o Brasil, para analisar se produtos fabricados com trabalho forçado estão entrando no mercado americano.

    A base legal usada para a investigação é a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, que permite aos EUA agir contra práticas comerciais injustas ou discriminatórias que prejudiquem o comércio americano.

    A investigação, na prática, permite que os Estados Unidos imponham tarifas sobre quem violar acordos comerciais, o que pode deixar o Brasil sob ameaça de novas cobranças, de sobreaviso, por tempo indeterminado. As normas dos EUA exigem que o país alvo da investigação seja ouvido e apresente argumentos. O processo costuma durar 12 meses a partir do início da apuração.

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  • Preço do diesel em postos sobe 11,8% em uma semana, enquanto gasolina tem alta de 2,5%

    Preço do diesel em postos sobe 11,8% em uma semana, enquanto gasolina tem alta de 2,5%

    Combustíveis estão em alta pela segunda semana consecutiva, segundo dados da agência; aumentos são reflexo da crise energética global causada pela guerra no Irã

    PELOTAS, RS (FOLHAPRESS) – Os preços dos combustíveis no Brasil subiram pela segunda semana consecutiva, informou a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) nesta sexta-feira (13). A alta reflete os impactos da guerra no Irã no setor de energia, particularmente a disparada de preços do petróleo no mercado internacional.

    A média de preços nos postos brasileiros está em alta desde que o conflito começou, no dia 28 de fevereiro, mas o aumento foi mais expressivo na última semana: a gasolina subiu 2,5%, passando de R$ 6,30 para R$ 6,46, e o diesel subiu 11,8%, saltando de R$ 6,08 para R$ 6,80.

    No caso do diesel, a alta da última semana foi causada principalmente pelo aumento do preço em refinarias e importadores da esfera privada. A mudança de preços em refinarias da Petrobras foi anunciada nesta sexta-feira (13) e deve impactar os preços coletados pela ANP a partir da próxima semana.

    O aumento anunciado pela estatal é de R$ 0,38 por litro no preço do diesel vendido em suas refinarias. O repasse final da mudança, no entanto, deve ser amenizado pela redução de tributos do combustível anunciada pelo governo federal na véspera.

    Nesta quinta-feira (12), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou um decreto e uma MP (medida provisória) que zeram o PIS e a Cofins do óleo diesel, estabelecem o pagamento de subvenção a produtores e importadores e instituem um imposto de exportação de petróleo.

    O governo estima que as medidas reduzirão em R$ 0,64 o preço do litro do diesel na bomba, sendo R$ 0,32 referentes à isenção do PIS/Cofins e R$ 0,32 à subvenção, que vale até 31 de dezembro e ficará limitada a R$ 10 bilhões.

    Como o aumento de preços da Petrobras é superior aos R$ 0,32 por litro de isenção de PIS/Cofins, isso significa que o repasse final para as distribuidoras será de R$ 0,06 por litro. “É um aumento residual”, afirmou a presidente da Petrobras, Magda Chambriard.

    Segundo a Petrobras, o diesel sairá de suas refinarias a R$ 3,65 por litro a partir deste sábado (14). Foi a primeira mudança no preço do diesel desde maio de 2025.

    A alta de preços no Brasil reflete a crise vivida pelo setor energético desde que Estados Unidos e Israel iniciaram ataques ao Irã. O conflito levou a interrupções do fluxo de navios pelo estreito de Hormuz, por onde passam 20% da produção mundial de petróleo e gás, e desencadeou uma crise de abastecimento global.

    Nesta semana, a commodity chegou a bater US$ 119,46 na segunda-feira (9), mas recuou abaixo dos US$ 100 na mesma sessão. Os preços voltaram a subir nesta quinta-feira (12) e encerraram o dia cotados acima de US$ 100 pela primeira vez desde 2022, após nova onda de ataques contra as infraestruturas petrolíferas dos países do golfo Pérsico.

    Nesta sexta-feira (13), o preço do óleo oscilou, mas voltou a ultrapassar a casa dos três dígitos. A oscilação ocorre mesmo após o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar que os EUA escoltarão embarcações pelo estreito de Hormuz se for necessário. O país anunciou também que realizará o maior ataque ao Irã nesta sexta, de acordo com o secretário de Defesa, Pete Hegseth.

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  • Petrobras atribui aumento do diesel à guerra no Oriente Médio

    Petrobras atribui aumento do diesel à guerra no Oriente Médio

    Estados reclamam de alta injustificada nos preços das distribuidoras, porém o valor dos combustíveis subiram no mundo todo por conta da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã

    A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, atribuiu o aumento no preço do diesel anunciado nesta sexta-feira (13) à guerra no Oriente Médio. Em entrevista coletiva de imprensa nesta tarde, a empresa afirmou que, diante desse cenário, os preços estão sob monitoramento e avaliação diários.

    Mesmo diante das incertezas no cenário internacional, a Petrobras informa que tem cumprido as entregas e oferecido às distribuidoras um fornecimento até mesmo acima do pactuado. Por isso, a estatal afirma que não há falta de combustíveis ou qualquer justificativa para aumentos abusivos aos consumidores finais.

    “Nossa preocupação continua a mesma, não passar para a sociedade um nervosismo desnecessário”, enfatizou a presidente da Petrobras, Magda Chambriard.

    Segundo Chambriard, o diesel vinha em uma trajetória de redução de preço nos últimos anos e precisou ter um acréscimo por conta da guerra.

    “A guerra foi o fator determinante para esse aumento. Eu estava, 20 dias atrás, com tendência de queda de preço”, disse.

    A executiva acrescentou que o aumento seria ainda maior se não fossem as medidas tomadas pelo governo federal, que zerou as alíquotas do PIS e do Confins sobre a importação e comercialização do diesel.

    De acordo com cálculos do Ministério da Fazenda, a suspensão dos impostos federais representa alívio de R$ 0,32 por litro no preço do diesel. Além disso, o governo assinou medida provisória (MP) com subvenção ao diesel para produtores e importadores.

    Sem as medidas de proteção ao mercado nacional, o aumento precisaria ser de R$ 0,70, que seriam repassados integralmente às distribuidoras. Com as medidas adotadas pelo governo federal, foi possível que esse valor caísse, na prática, para apenas R$ 0,06.

    “O governo agiu tempestivamente, transformando um acréscimo de R$ 0,70 em um acréscimo irrisório, praticamente nenhum, de R$ 0,06”, destacou Chambriard.

    Para o consumidor final, o impacto dos R$ 0,06 deve ser ainda menor, uma vez que o diesel é misturado ao biodiesel. O preço final, no entanto, depende de decisões dos postos de gasolina. 

    Impactos ao consumidor  

    Mesmo sem qualquer reajuste na gasolina, segundo relatos de consumidores, postos têm aumentado o preço do combustível. Perguntada se há motivos para isso, Chambriard disse que não, porque as entregas estão em dia e não houve aumento do preço.

    A executiva pediu para que não haja aumentos abusivos que prejudiquem os consumidores finais.

    “Esperamos que, nesse momento difícil para sociedade brasileira e mundial, que haja sensibilidade suficiente para não buscar aumento de margem de forma especulativa”, defendeu.

    “Em um momento desse de alta volatilidade no Brasil, os agentes econômicos aproveitam para aumentar a margem [de lucro]”, disse, acrescentando que cabe às instituições de fiscalização e controle checarem e tomarem as medidas cabíveis.  

    Magda Chambriard também reforçou que a atuação da Petrobras é limitada na cadeia do petróleo, uma vez que a empresa não opera mais a revenda final nos postos. 

    No governo passado, a então subsidiária BR Distribuidora foi privatizada para a Vibra Energia, com a justificativa de otimizar o portfólio e melhorar a alocação do capital da Petrobras. A venda incluiu licença para a compradora manter a marca BR até 28 de junho de 2029. Ou seja, apesar da exibirem a marca BR, os postos espalhados pelo país não são de propriedade da companhia, que assinou também um termo de non-compete (sem competição, no jargão dos negócios), impedindo-a de concorrer com a Vibra. 

    Apelo aos estados

    Chambriard também fez um apelo aos governos estaduais, para que, assim como o governo federal, reduzam os impostos cobrados dos combustíveis.

    Segundo ela, a guerra provocou aumentos que já impactam a arrecadação dos entes federados, gerando valores superiores ao que estavam previstos.

    “Cabe também a redução do ICMS. Eu espero que os estados deem sua contribuição para esse enfrentamento”, disse. “Da mesma forma que o governo federal fez sua parte, que os estados, pelo menos, reduzam um pouco, em benefício da sociedade brasileira”.

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  • Magalu tem queda nas vendas digitais e vai voltar a abrir lojas físicas

    Magalu tem queda nas vendas digitais e vai voltar a abrir lojas físicas

    Empresa deve avançar no Rio, São Paulo e Distrito Federal e abrir novas unidades da Galeria Magalu; digital representa 68% das vendas da rede, que nos últimos anos priorizou investimento em tecnologia

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Depois de dedicar dez anos à montagem de um ecossistema que gravita em torno das vendas online, o Magazine Luiza decidiu voltar às origens e abrir lojas físicas. O grupo varejista controlado pela família Trajano anunciou nesta sexta (13), durante teleconferência de resultados do quarto trimestre, que deve abrir novos pontos de venda no segundo semestre, depois de passar os últimos três anos sem inaugurações.

    A exceção foi a Galeria Magalu, aberta em dezembro na avenida Paulista, em São Paulo, que reuniu em um mesmo espaço os diversos negócios do grupo -Magalu, Netshoes, Época Cosméticos, Kabum! e Estante Virtual, além do teatro Youtube e de uma cafeteria. Hoje o grupo tem 1.246 lojas.

    A representatividade do canal digital nas vendas totais do Magalu caiu de 70,6% em 2024 para 68,5% em 2025. Enquanto as vendas do comércio eletrônico recuaram 3,9% no ano passado, o resultado das lojas físicas cresceu 5,9%.

    “O investimento em abertura de loja vai ganhar proporção maior do capex [capital para investimento] ao longo dos próximos anos”, disse Fred Trajano, CEO do Magalu, na teleconferência. “A gente espera que o capex também seja maior. Quanto menores os juros, menor o custo de capital; não faz sentido manter a taxa neste patamar”, diz, referindo-se à Selic em 12% ao ano, que inibe a expansão do varejo.

    O executivo reforça, no entanto, que mantém a aposta no ambiente digital, especialmente nas vendas pelo WhatsApp, usando inteligência artificial conversacional.

    As vendas totais do grupo (incluindo de terceiros, no marketplace) recuaram 1% em 2025 na comparação com o ano anterior, para R$ 64,7 bilhões. Já a receita bruta do Magalu aumentou 1,9% para R$ 48,2 bilhões, enquanto a receita líquida avançou 1,7%, para R$ 38,7 bilhões. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) cresceu 10,6% para R$ R$ 3,2 bilhões. O lucro líquido, por sua vez, caiu 54%, para R$ 204,6 milhões.

    Um dos destaques do balanço foi a provisão de R$ 299,1 milhões no quarto trimestre para lidar com o excesso de estoques, com o objetivo de acelerar a venda de produtos sazonais ou de baixo giro. Segundo a empresa, foi o caso da categoria de ar-condicionado: houve um excesso de compras com base na expectativa de aumento de temperatura, mas 2025 se mostrou menos quente do que 2024, apesar das ondas de calor.

    A expansão física deve ter início no segundo semestre deste ano, com abertura de lojas especialmente no interior do Rio de Janeiro, no Distrito Federal e na zona sul da capital paulista. Também estão sendo identificados quais pontos podem ser transformados em novas Galerias Magalu, de menor porte. Hoje já existem dois projetos-piloto em andamento.

    O último ciclo de expansão foi em 2021, quando a empresa chegou ao Rio de Janeiro com a abertura de 50 pontos de venda. De lá para cá, o Magalu chegou a fechar lojas e fez a última inauguração em junho de 2023, em Belo Horizonte.
    Trajano diz que, a despeito de ter investido nos últimos anos basicamente em tecnologia, é importante que as fontes de receita sejam diversificadas. “Gosto do equilíbrio ecossistêmico entre 1P, 3P e loja”, afirma o executivo, usando os jargões do varejo digital: 1P são as vendas de estoque próprio e 3P são as vendas de lojistas que integram o marketplace.

    A companhia defende que o modelo multicanal acelera suas vendas, além de melhorar a logística, uma vez que as lojas são usadas como pontos de trocas e entregas do canal on-line. Nas lojas, também é possível aumentar a oferta de serviços financeiros do MagaluPay, especialmente o CDC (Crédito Direto ao Consumidor). Com novas unidades do modelo Galeria Magalu, é possível ainda explorar as demais marcas do grupo no mesmo espaço, além de favorecer o “retail media” (ações de marketing de fornecedores).

    Nos últimos dez anos como CEO do Magalu, Fred Trajano acumulou 22 aquisições -antes dele, a empresa criada em 1957 por sua tia-avó, Luiza Trajano, havia feito 10. Desde que assumiu o comando da companhia, transformou o varejo de móveis e eletro em um conglomerado de empresas que incluem artigos esportivos (Netshoes), acessórios (Shoestock), calçados (Zatini), plataformas de delivery (AiQFome), conteúdo (CanalTech), livros (Estante Virtual) e games (Kabum!).

    O “ecossistema” do Magalu envolve ainda diversas empresas especializadas em operações on-line, como Magalog (plataforma que gerencia entregas em tempo real), Magalu Ads (publicidade) e Magalu Pagamentos (antecipação de recebíveis), voltadas aos vendedores que integram o marketplace da varejista (os “sellers”).

    RAIO X – MAGAZINE LUIZA

    – Fundação: 1957
    – Funcionários: 35 mil
    – Faturamento 2025: R$ 64,7 bilhões
    – Presença: 1.246 lojas e 21 centros de distribuição, em 19 estados e no Distrito Federal
    – Principais concorrentes: Mercado Livre, Casas Bahia, Amazon, Shopee

    Magalu tem queda nas vendas digitais e vai voltar a abrir lojas físicas

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  • Master tentou repassar R$ 15,8 bi ao BRB para compensar fraude em carteiras de crédito, diz relatório

    Master tentou repassar R$ 15,8 bi ao BRB para compensar fraude em carteiras de crédito, diz relatório

    Entre as 47 operações de crédito listadas no relatório que foram repassadas pelo Master ao BRB estão empréstimos suspeitos feitos pelo Master para 36 empresas. Uma dessas operações envolveu empréstimos de R$ 1,9 bilhão para cinco dessas empresas

    (FOLHAPRESS) – O Banco Master tentou repassar R$ 15,8 bilhões em créditos ao BRB (Banco Regional de Brasília) entre setembro de 2024 e novembro de 2025 para substituir os R$ 12 bilhões em carteiras supostamente fraudulentas vendidas pela instituição financeira de Daniel Vorcaro ao banco do Distrito Federal.

    Os dados estão em Relatório de Inteligência Financeira do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) que analisa as relações entre o BRB e o Master.

    O documento, ao qual a reportagem teve acesso, foi entregue à CPI do Crime Organizado. Ele se baseia em comunicação feita pelo banco estatal ao Coaf em 18 de novembro de 2025, no dia da deflagração da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes no banco de Vorcaro.

    O Master disse que não comentaria o assunto. Procurado por email às 15h30 desta quinta (12), o BRB não respondeu aos questionamentos da reportagem.

    A operação contra Vorcaro aconteceu após o BC (Banco Central) identificar uma série de operações suspeitas entre BRB e Master e repassar as informações à PF (Polícia Federal). Assim, a notificação feita pelo BRB ao Coaf aconteceu só depois de a PF ter prendido Vorcaro pela primeira vez, na noite de 17 de novembro.

    Entre as 47 operações de crédito listadas no relatório que foram repassadas pelo Master ao BRB estão empréstimos suspeitos feitos pelo Master para 36 empresas. Uma dessas operações envolveu empréstimos de R$ 1,9 bilhão para cinco dessas empresas.

    As operações chamaram a atenção do BC (Banco Central) porque o dinheiro obtido pelas empresas em empréstimos do Master era injetado nos fundos DMais e Bravo, ambos administrados pela gestora Reag e, segundo as investigações, suspeitos de repassarem recursos a outros fundos que eram inflados pelo Master por meio do uso de ativos financeiros podres. Essa valorização artificial permitia que o dinheiro fosse ao final desviado para Vorcaro, parentes e aliados.

    A suspeita do BC é ainda maior porque os empréstimos não eram pagos de volta ao Master.

    Segundo os investigadores, ao repassar essa carteira de empréstimos, muitos deles fraudulentos, ao BRB, o Master se livrava dos indicadores que elevavam a inadimplência e limpava o seu balanço, repassando o problema de conseguir o ressarcimento ao banco estatal de Brasília.

    O relatório do Coaf não deixa claro quais dentre os créditos foram aceitos pelo banco controlado pelo governo do Distrito Federal, mas na lista estão operações que foram incorporadas ao balanço do banco.

    Entre os ativos repassados ao BRB estão recursos do fundo Jeitto, focado em crédito, com uma carteira de mais de R$ 1 bilhão. Desse total, R$ 952 milhões estavam inadimplentes em dezembro de 2025, o que levou a um provisionamento de R$ 873 milhões (reserva de capital para arcar com potenciais perdas).

    Os valores vêm de empréstimos concedidos pelo Banco Master com uma cláusula de que, se houvesse inadimplência superior a 90 dias, o fundo arcaria com o prejuízo, mas parou de cobrir as perdas no primeiro semestre de 2025.

    O relatório do Coaf aponta que a proposta de entrega do Jeitto para o BRB ocorreu em julho de 2025 pelo valor de R$ 532,2 milhões.

    O BRB informou ao Coaf que fazia operações de compra de carteiras de crédito desde 2021, o que teria envolvido nove instituições financeiras, não apenas o Master.

    Nesse tipo de operação, um banco vende dívidas a receber. O banco que compra os empréstimos paga menos do que o valor devido pelos tomadores de empréstimo. Com isso, tem um lucro quando os empréstimos são pagos.

    “A partir do terceiro trimestre de 2024, o BRB passou também a adquirir carteiras de crédito consignado parcelado, cartão consignado e cartão consignado benefício do Banco Master”, prossegue o informe do banco brasiliense ao Coaf.

    A compra de carteiras de crédito falsificadas deixou um rombo significativo no banco público, que agora busca recursos para recompor seu capital e evitar uma liquidação.

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  • Justiça de São Paulo aceita pedido de recuperação extrajudicial da Raízen

    Justiça de São Paulo aceita pedido de recuperação extrajudicial da Raízen

    A decisão também leva em conta o caráter internacional da operação, permitindo a indicação de representante estrangeiro para implementação do plano fora do Brasil, diante da presença de credores internacionais e da execução de parte das obrigações no exterior.

    O juiz Paulo Furtado de Oliveira Filho, da 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Tribunal de Justiça de São Paulo, aceitou o processamento do pedido de homologação do plano de recuperação extrajudicial apresentado pela Raízen, dando início formal ao procedimento de renegociação de dívidas da companhia. A decisão determina a comunicação aos credores e abre prazo para eventuais impugnações ao plano apresentado.

    Na decisão, o magistrado reconhece que a documentação apresentada atende aos requisitos previstos na legislação e afirma que o plano pode seguir para análise no âmbito do processo. Segundo o despacho, as empresas apresentaram os documentos exigidos pela lei e comprovaram as condições necessárias para o processamento do pedido.

    Com isso, os credores terão 30 dias para contestar ou impugnar o plano. O edital eletrônico de intimação prevê que os credores possam “apresentar impugnação ao plano” dentro desse prazo, conforme estabelecido na Lei de Recuperação e Falências. A decisão também determina que as empresas comuniquem formalmente todos os credores sujeitos ao plano, informando sobre a distribuição do pedido, as condições da proposta e o prazo para eventual contestação.

    Outro ponto relevante é a suspensão da exigibilidade de créditos abrangidos pela recuperação. Conforme a decisão, ficam vedadas compensações e medidas de constrição patrimonial relacionadas aos créditos incluídos no plano, preservando a negociação com credores durante o processo. Além disso, o juiz fixou prazo de 90 dias para que as empresas apresentem aos autos documentação que comprove a adesão de credores necessária para validar o plano de recuperação extrajudicial.

    A decisão também leva em conta o caráter internacional da operação, permitindo a indicação de representante estrangeiro para implementação do plano fora do Brasil, diante da presença de credores internacionais e da execução de parte das obrigações no exterior.

    Em fato relevante divulgado na quarta-feira (11), a Raízen informou que protocolou o pedido de recuperação extrajudicial para renegociar cerca de R$ 65,1 bilhões em dívidas financeiras quirografárias. Segundo a companhia, o plano foi estruturado de forma consensual com seus principais credores e já conta com adesão de detentores de mais de 47% desses créditos.

    Justiça de São Paulo aceita pedido de recuperação extrajudicial da Raízen

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  • Cunhado pastor, dívida de BMW e valsa: as relações da Igreja da Lagoinha com a família Vorcaro

    Cunhado pastor, dívida de BMW e valsa: as relações da Igreja da Lagoinha com a família Vorcaro

    Relações entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e a Igreja Batista da Lagoinha entram em foco após escândalo do Banco Master, que levou à prisão do empresário e abriu investigações da Polícia Federal sobre suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro.

    (FOLHAPRESS) Em 2023, a filha do empresário Daniel Vorcaro celebrou seus 15 anos com uma festa que rapidamente chamou atenção nas redes sociais. O evento ganhou repercussão pelo luxo e pelo valor estimado em até R$ 20 milhões.

    Entre as atrações da comemoração estavam nomes conhecidos da música eletrônica. Os DJs Alok e a dupla americana The Chainsmokers se apresentaram na festa. Documentos encontrados pela Polícia Federal nos arquivos de Vorcaro indicam que os artistas receberam cachês milionários: cerca de US$ 1,3 milhão para os americanos e US$ 365 mil para o brasileiro.

    Durante a festa, a jovem dançou a tradicional valsa ao som de Story of My Life, da banda One Direction. O par escolhido foi o filho mais velho do pastor André Valadão, líder da Igreja Batista da Lagoinha.

    A presença do rapaz simboliza a proximidade entre a família Valadão e Daniel Vorcaro, relação que passou a ser analisada após o surgimento do escândalo envolvendo o Banco Master.

    Vorcaro foi preso sob suspeita de crimes como ameaça, corrupção e lavagem de dinheiro. Ele mantém amizade antiga com André Valadão, responsável pela Lagoinha Global, rede de igrejas evangélicas que surgiu em Belo Horizonte e hoje reúne centenas de templos no Brasil e no exterior.

    No passado, o empresário chegou a apresentar um programa musical na Rede Super, emissora ligada à igreja. Em nota enviada à reportagem, a instituição afirmou que Vorcaro e seus familiares participaram da comunidade religiosa em diferentes momentos, como ocorre com outras famílias que frequentam igrejas.

    A ligação entre os Vorcaro e a Lagoinha começou ainda antes. Henrique Vorcaro, pai de Daniel, foi o primeiro da família a se aproximar da igreja. Convertido ao evangelicalismo, ele ajudou a financiar projetos da instituição e chegou a colaborar no pagamento de uma dívida relacionada à compra de uma BMW feita por André Valadão décadas atrás.

    Hoje, Henrique também aparece nas investigações da Polícia Federal. Os investigadores suspeitam que uma conta ligada a ele teria sido usada para ocultar cerca de R$ 2,2 bilhões desviados do Banco Master. A defesa do empresário nega qualquer relação com a conta mencionada e solicitou acesso aos documentos apresentados pela polícia.

    Em resposta, Valadão afirmou que o episódio envolvendo a BMW ocorreu há cerca de 25 anos e se tratou apenas de uma compra realizada na época, negando que tenha recebido qualquer tipo de presente ou benefício.

    Outro personagem que conecta a igreja ao caso é o pastor Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro e também alvo da operação da Polícia Federal. Zettel se casou em 2018 com Natalia Vorcaro, irmã do empresário, em cerimônia celebrada pelo próprio André Valadão.

    Empresário com participação em negócios como a rede de açaí Oakberry e a marca de chás Desinchá, Zettel tornou-se pastor da Lagoinha após migrar da igreja Bola de Neve em 2024. Na nova congregação, participou da construção de um grande templo no bairro Belvedere, em Belo Horizonte.

    A Lagoinha Global afirma que o trabalho pastoral de Zettel era voluntário e restrito a essa unidade específica. A igreja também informou que ele foi afastado das atividades em novembro, logo após surgirem as primeiras informações públicas sobre o caso investigado.

    Outro ponto de questionamento envolve o Clava Forte Bank, fintech ligada à igreja que se apresentava como um banco voltado para financiar projetos religiosos. A plataforma oferecia serviços como contas digitais e linhas de financiamento, mas deixou de operar menos de um ano após ser lançada.

    O serviço saiu do ar depois da primeira prisão de Vorcaro, em 2025. O deputado Rogério Correia (PT-MG) chegou a pedir que o caso fosse investigado na CPI que apura irregularidades no INSS.

    Valadão afirmou anteriormente que a relação entre a igreja e a fintech existiu, mas foi limitada. Segundo ele, o Clava Forte funcionava apenas como um sistema de pagamentos criado para reduzir taxas bancárias e acabou encerrado após ataques de hackers.

    Fundada em 1957, a Igreja Batista da Lagoinha ganhou grande projeção nacional ao longo das décadas. O crescimento da instituição ocorreu principalmente durante o longo pastorado de Márcio Valadão, que liderou a igreja por cerca de 50 anos.

    Ele deixou a liderança após um episódio controverso envolvendo o anúncio da morte de Guilherme de Pádua, ex-ator condenado pelo assassinato de Daniella Perez e que posteriormente se tornou pastor da igreja.

    Com a aposentadoria de Márcio, o comando da Lagoinha passou para seu filho André Valadão. A transição, porém, não ocorreu sem conflitos. Algumas igrejas filiadas se desligaram da rede após a mudança de liderança.

    A instituição também passou por transformações em seu estilo, adotando características mais próximas do pentecostalismo contemporâneo, com forte presença musical, estética moderna e eventos voltados ao empreendedorismo cristão.

    A família Valadão se tornou uma das mais conhecidas do meio evangélico brasileiro. Os irmãos André, Ana Paula e Mariana ganharam destaque na música gospel e em pregações, especialmente por meio da banda Diante do Trono.

    Apesar do prestígio religioso, divergências internas também vieram a público. Ana Paula Valadão chegou a criticar algumas comunidades ligadas à igreja por, segundo ela, se afastarem dos fundamentos do Evangelho.

    Politicamente, a Lagoinha já recebeu figuras de diferentes espectros ideológicos. Nos últimos anos, porém, a aproximação com lideranças da direita se tornou mais evidente.

    O pastor André Valadão recebeu em eventos religiosos nomes como o blogueiro Allan dos Santos, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e integrantes da família Bolsonaro.

    Eduardo Bolsonaro já afirmou em um púlpito da igreja que o comunismo seria “uma bactéria esperando o sistema imunológico baixar para voltar”. Já o senador Flávio Bolsonaro participou de eventos promovidos pelo pastor.

    Mesmo assim, André Valadão afirma atualmente que nunca foi bolsonarista e tenta manter distância do escândalo que envolve Daniel Vorcaro.

    Em nota, a Igreja Batista da Lagoinha declarou que não possui qualquer vínculo institucional com o Banco Master nem relação com as investigações conduzidas pelas autoridades.
     
     

     

    Cunhado pastor, dívida de BMW e valsa: as relações da Igreja da Lagoinha com a família Vorcaro

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  • Lula zera tributo sobre diesel e cria imposto de exportação para conter preços com guerra no Irã

    Lula zera tributo sobre diesel e cria imposto de exportação para conter preços com guerra no Irã

    Governo federal anuncia pacote para conter alta dos combustíveis provocada pela guerra no Oriente Médio. Medida provisória também cria imposto sobre exportação de petróleo e prevê subvenção a produtores para reduzir preço do diesel

    (FOLHAPRESS) O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou, nesta quinta-feira (12), uma medida provisória que zera as alíquotas de PIS e Cofins sobre o óleo diesel, estabelece o pagamento de subvenção a produtores e importadores e cria um imposto de exportação sobre o petróleo.

    O anúncio foi apresentado como resposta ao aumento do preço dos combustíveis provocado pela guerra no Irã, que tem pressionado as cotações internacionais do petróleo. Com as medidas, válidas até 31 de dezembro, o governo estima uma redução de R$ 0,64 no litro do diesel vendido nas bombas.

    Os postos de combustíveis deverão informar a redução do imposto por meio de sinalização clara aos consumidores, conforme decreto que ainda será publicado. Segundo o governo, os estabelecimentos deverão exibir avisos indicando a diminuição dos tributos federais e a redução do preço decorrente da subvenção.

    A medida retoma uma estratégia semelhante à adotada durante o governo de Jair Bolsonaro (PL). Em 2022, um decreto determinou que os postos exibissem de forma clara os preços praticados antes da lei que impôs teto de 17% ao ICMS, o imposto estadual sobre combustíveis.

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que as medidas não terão impacto fiscal negativo. De acordo com ele, os cerca de R$ 30 bilhões que o governo estima deixar de arrecadar com a renúncia do PIS/Cofins e o pagamento de subvenções serão compensados pela arrecadação com o novo imposto sobre exportações de petróleo.

    Segundo Haddad, a taxação temporária atingirá produtores que estão obtendo lucros elevados com a alta internacional do petróleo, ao mesmo tempo em que protege os consumidores brasileiros.

    Medidas provisórias passam a valer imediatamente após a publicação e têm validade de até 120 dias. Para continuarem em vigor depois desse período, precisam ser aprovadas pelo Congresso Nacional.

    Dados do Ministério da Fazenda indicam que a subvenção ao diesel terá limite de R$ 10 bilhões, sem prazo específico definido dentro da vigência da medida. Já o imposto de exportação pode arrecadar cerca de R$ 15 bilhões em quatro meses. A perda de arrecadação com PIS e Cofins no mesmo período é estimada em R$ 6,7 bilhões.

    Ao comentar a decisão, Lula afirmou que o governo está fazendo um esforço econômico significativo para evitar que o impacto da guerra no Oriente Médio seja repassado aos consumidores brasileiros. O presidente também pediu colaboração dos governadores na redução de impostos estaduais.

    Durante a crise dos combustíveis em 2022, o então presidente Jair Bolsonaro apoiou uma lei que obrigou os estados a reduzir as alíquotas de ICMS sobre gasolina e diesel em meio à alta dos preços em ano eleitoral.

    O governo federal tenta evitar que o aumento do diesel encareça o transporte de mercadorias por caminhões, o que poderia acelerar a inflação em diversos setores da economia. O tema também é considerado politicamente sensível, especialmente entre caminhoneiros e motoristas de aplicativos.

    O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que o governo abrirá dados da Receita Federal para que a Agência Nacional do Petróleo (ANP) possa identificar possíveis aumentos abusivos de preços.

    Segundo integrantes do governo, as medidas também podem estimular as refinarias brasileiras a ampliar o processamento de petróleo. A expectativa é que a taxação das exportações aumente a oferta de petróleo para refinarias nacionais.

    O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou que o imposto de exportação não tem apenas função arrecadatória, mas também busca garantir que as refinarias brasileiras tenham acesso à matéria-prima, reduzindo riscos de desabastecimento.

    Nesta quinta-feira (12), o preço do petróleo no mercado internacional voltou a subir e ultrapassou US$ 100 por barril do tipo Brent. A alta ocorre após ataques do Irã à infraestrutura petrolífera de países do Golfo Pérsico e o fechamento do estreito de Hormuz, rota estratégica para o comércio mundial de petróleo.

    A elevação dos preços acontece mesmo após a Agência Internacional de Energia aprovar a liberação de 400 milhões de barris de petróleo de suas reservas estratégicas, o maior movimento desse tipo já realizado pela organização, que reúne 32 países.

    Os ataques iranianos são uma resposta às ofensivas militares realizadas por Estados Unidos e Israel contra o país desde o fim de fevereiro. As operações resultaram na morte do aiatolá Ali Khamenei, que governava o Irã desde 1989.

    Entre as principais medidas anunciadas pelo governo brasileiro estão o zeramento do PIS/Cofins sobre o diesel, que representa cerca de R$ 0,32 por litro, e o pagamento de subvenção de igual valor a produtores e importadores. Com isso, a redução estimada no preço final é de R$ 0,64 por litro.

    O governo também determinou a elevação do imposto de exportação de petróleo, que passará de 0% para 12%, como forma de compensar a perda de arrecadação e ampliar a oferta do combustível no mercado interno.

    Lula zera tributo sobre diesel e cria imposto de exportação para conter preços com guerra no Irã

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  • Gol anuncia voos para Paris e Lisboa e nova classe executiva

    Gol anuncia voos para Paris e Lisboa e nova classe executiva

    Companhia aérea também terá novo destino para Nova York e expansão de trajeto para Orlando; rotas que ligarão Rio à capital portuguesa terão início em 16 de setembro, com quatro viagens semanais

    RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – A Gol anunciou nesta quinta-feira (12) três novas rotas internacionais, com destino a Paris, Lisboa e Orlando (EUA). Os voos partirão do Galeão, no Rio de Janeiro, aeroporto que foi escolhido como novo hub para expansão da companhia aérea.

    Na semana passada a Gol já havia anunciado uma nova rota para Nova York, também partindo do Galeão. Para esses destinos, a empresa irá utilizar os novos Airbus A330-900 que serão incorporados à frota da empresa.

    A aquisição das aeronaves foi anunciada neste mês pelo Grupo Abra, controladora da Gol. A chegada dos novos aviões será feita de forma progressiva entre 2026 e 2027. Numa fase inicial, até cinco das sete aeronaves serão operadas pela Gol e duas pela Avianca.

    O Airbus A330-900 tem capacidade para mais de 290 assentos e inclui uma cabine de classe executiva. A aeronave tem corredor duplo e autonomia de cerca de 15 horas.

    Os voos que ligarão Rio a Lisboa terão início em 16 de setembro, com quatro frequências semanais de ida e volta, de início.

    Em Orlando, serão também quatro frequências semanais. Hoje o destino já é atendido pela companhia com voos de Boeing 737 MAX 8 partindo de Brasília e Fortaleza.

    A Gol ainda não anunciou data e frequência para os voos entre Rio e Paris. O trajeto para Nova York terá início em julho, com três voos semanais.

    Nesta quinta a empresa anunciou também uma nova classe, batizada de Business Insignia.

    Os clientes que aderirem a essa classe terão check-in e embarque prioritários, acesso aos lounges Gol Smiles e de parceiros em Nova York, Orlando, Paris e Lisboa, assento que vira cama (full flat bed), fone de ouvido com cancelamento de ruído, tela touchscreen individual de 16 polegadas e desembarque e entrega de bagagem prioritários.

    O menu da classe Business Insignia será assinado pelo chef Felipe Bronze. O serviço de bordo será dividido em três etapas no almoço e jantar, com opções de entrada, prato principal e sobremesas.

    Gol anuncia voos para Paris e Lisboa e nova classe executiva

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  • Por que ANP vetou extração de suposto petróleo por homem no próprio sítio?

    Por que ANP vetou extração de suposto petróleo por homem no próprio sítio?

    No Brasil, qualquer recurso mineral presente no subsolo é de propriedade da União e é necessária autorização da ANP para exploração; o subsolo e os recursos minerais nele presentes são propriedade da União

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – A ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) está analisando o caso do agricultor Sidrônio Moreira que encontrou uma substância que se assemelha com o petróleo ao perfurar um poço em Tabuleiro do Norte (CE).

    Desde a descoberta, Moreira não tem mais mexido no poço, segundo o colunista do UOL Carlos Madeiro. No Brasil, qualquer recurso mineral presente no subsolo é de propriedade da União e é necessária autorização da ANP para exploração.

    No Brasil, o subsolo e os recursos minerais nele presentes são propriedade da União. Isso está garantido nos artigos 20 e 176 da Constituição Federal. A Carta Magna ainda estabelece que para explorar recursos minerais, é necessária a autorização da União.

    No caso do petróleo e gás natural, a exploração e produção podem ser feitas por empresas através de licitação pública -as chamadas rodadas de licitações, realizadas pela ANP-, sob os regimes de concessão ou partilha da produção”, disse a ANP (Agência Nacional do Petróleo), em nota.

    Mesmo sem explorar, proprietário pode receber pela exploração. O artigo 176 da Constituição ainda garante “participação ao proprietário do solo nos resultados da lavra, na forma e no valor que dispuser a lei”. No entanto, a exploração e produção de petróleo é atividade exclusiva de empresas autorizadas pela ANP, conforme a Lei 9.478 de 1997.

    Ainda não há confirmação de que a substância seja petróleo. Ao ser comunicada pelo IFCE (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará), a ANP abriu um processo administrativo sobre o caso. Na terça-feira passada (3), a agência informou à família que deve enviar uma equipe técnica ao local para avaliação. “A data da ação ainda está sendo definida, mas espera-se que ocorra nas próximas semanas”, diz comunicado da ANP ao UOL.

    Agricultor descobriu substância em novembro de 2024. Segundo reportagem de Carlos Madeiro, Moreira perfurou um poço para evitar a dependência de carros-pipa durante as secas. No entanto, ao cavar cerca de 30 metros de profundidade, encontrou a substância viscosa parecida com petróleo. A empresa contratada por Moreira tentou abrir outro poço a 50 metros de distância, mas encontrou novamente o mesmo líquido.

    Substância é semelhante ao petróleo. O caso chegou ao Núcleo de Pesquisa em Economia de Baixo Carbono da Ufersa (Universidade Federal do Semi-Árido), que pesquisou e concluiu que o líquido é uma mistura de hidrocarbonetos com características muito semelhantes ao petróleo da região.

    Material segue em análise. A UFC (Universidade Federal do Ceará) está com uma amostra para uma pesquisa mais detalhada. Além disso, a ANP também deve coletar amostras.

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