Categoria: ECONOMIA

  • Gol anuncia voos para Paris e Lisboa e nova classe executiva

    Gol anuncia voos para Paris e Lisboa e nova classe executiva

    Companhia aérea também terá novo destino para Nova York e expansão de trajeto para Orlando; rotas que ligarão Rio à capital portuguesa terão início em 16 de setembro, com quatro viagens semanais

    RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – A Gol anunciou nesta quinta-feira (12) três novas rotas internacionais, com destino a Paris, Lisboa e Orlando (EUA). Os voos partirão do Galeão, no Rio de Janeiro, aeroporto que foi escolhido como novo hub para expansão da companhia aérea.

    Na semana passada a Gol já havia anunciado uma nova rota para Nova York, também partindo do Galeão. Para esses destinos, a empresa irá utilizar os novos Airbus A330-900 que serão incorporados à frota da empresa.

    A aquisição das aeronaves foi anunciada neste mês pelo Grupo Abra, controladora da Gol. A chegada dos novos aviões será feita de forma progressiva entre 2026 e 2027. Numa fase inicial, até cinco das sete aeronaves serão operadas pela Gol e duas pela Avianca.

    O Airbus A330-900 tem capacidade para mais de 290 assentos e inclui uma cabine de classe executiva. A aeronave tem corredor duplo e autonomia de cerca de 15 horas.

    Os voos que ligarão Rio a Lisboa terão início em 16 de setembro, com quatro frequências semanais de ida e volta, de início.

    Em Orlando, serão também quatro frequências semanais. Hoje o destino já é atendido pela companhia com voos de Boeing 737 MAX 8 partindo de Brasília e Fortaleza.

    A Gol ainda não anunciou data e frequência para os voos entre Rio e Paris. O trajeto para Nova York terá início em julho, com três voos semanais.

    Nesta quinta a empresa anunciou também uma nova classe, batizada de Business Insignia.

    Os clientes que aderirem a essa classe terão check-in e embarque prioritários, acesso aos lounges Gol Smiles e de parceiros em Nova York, Orlando, Paris e Lisboa, assento que vira cama (full flat bed), fone de ouvido com cancelamento de ruído, tela touchscreen individual de 16 polegadas e desembarque e entrega de bagagem prioritários.

    O menu da classe Business Insignia será assinado pelo chef Felipe Bronze. O serviço de bordo será dividido em três etapas no almoço e jantar, com opções de entrada, prato principal e sobremesas.

    Gol anuncia voos para Paris e Lisboa e nova classe executiva

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  • Por que ANP vetou extração de suposto petróleo por homem no próprio sítio?

    Por que ANP vetou extração de suposto petróleo por homem no próprio sítio?

    No Brasil, qualquer recurso mineral presente no subsolo é de propriedade da União e é necessária autorização da ANP para exploração; o subsolo e os recursos minerais nele presentes são propriedade da União

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – A ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) está analisando o caso do agricultor Sidrônio Moreira que encontrou uma substância que se assemelha com o petróleo ao perfurar um poço em Tabuleiro do Norte (CE).

    Desde a descoberta, Moreira não tem mais mexido no poço, segundo o colunista do UOL Carlos Madeiro. No Brasil, qualquer recurso mineral presente no subsolo é de propriedade da União e é necessária autorização da ANP para exploração.

    No Brasil, o subsolo e os recursos minerais nele presentes são propriedade da União. Isso está garantido nos artigos 20 e 176 da Constituição Federal. A Carta Magna ainda estabelece que para explorar recursos minerais, é necessária a autorização da União.

    No caso do petróleo e gás natural, a exploração e produção podem ser feitas por empresas através de licitação pública -as chamadas rodadas de licitações, realizadas pela ANP-, sob os regimes de concessão ou partilha da produção”, disse a ANP (Agência Nacional do Petróleo), em nota.

    Mesmo sem explorar, proprietário pode receber pela exploração. O artigo 176 da Constituição ainda garante “participação ao proprietário do solo nos resultados da lavra, na forma e no valor que dispuser a lei”. No entanto, a exploração e produção de petróleo é atividade exclusiva de empresas autorizadas pela ANP, conforme a Lei 9.478 de 1997.

    Ainda não há confirmação de que a substância seja petróleo. Ao ser comunicada pelo IFCE (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará), a ANP abriu um processo administrativo sobre o caso. Na terça-feira passada (3), a agência informou à família que deve enviar uma equipe técnica ao local para avaliação. “A data da ação ainda está sendo definida, mas espera-se que ocorra nas próximas semanas”, diz comunicado da ANP ao UOL.

    Agricultor descobriu substância em novembro de 2024. Segundo reportagem de Carlos Madeiro, Moreira perfurou um poço para evitar a dependência de carros-pipa durante as secas. No entanto, ao cavar cerca de 30 metros de profundidade, encontrou a substância viscosa parecida com petróleo. A empresa contratada por Moreira tentou abrir outro poço a 50 metros de distância, mas encontrou novamente o mesmo líquido.

    Substância é semelhante ao petróleo. O caso chegou ao Núcleo de Pesquisa em Economia de Baixo Carbono da Ufersa (Universidade Federal do Semi-Árido), que pesquisou e concluiu que o líquido é uma mistura de hidrocarbonetos com características muito semelhantes ao petróleo da região.

    Material segue em análise. A UFC (Universidade Federal do Ceará) está com uma amostra para uma pesquisa mais detalhada. Além disso, a ANP também deve coletar amostras.

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  • Lula briga por preços de combustíveis após Bolsonaro vender refinarias

    Lula briga por preços de combustíveis após Bolsonaro vender refinarias

    Governo Lula lembrou que durante a gestão Bolsonaro, as refinarias brasileiras foram ‘quase dadas’ para outros países, sendo que agora o Brasil precisa pagar para ter alguns combustíveis refinados

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Ao anunciar o pacote para tentar diminuir a alta do diesel por causa da guerra no Irã, o governo Lula (PT) buscou culpar também a oposição pelo recente aumento dos preços dos combustíveis, ao vincular a falta de controle à privatização da BR Distribuidora no governo Jair Bolsonaro (PL). O impacto nas bombas, como mostrou a Folha de S. Paulo, tem preocupado o Planalto.

    A crítica à privatização realizada logo no primeiro ano da gestão do pai do pré-candidato de oposição a Lula, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), constou dos discursos dos três ministros que falaram durante o anúncio do pacote: Fernando Haddad (Fazenda), Rui Costa (Casa Civil) e Alexandre Silveira (Minas e Energia).

    Infelizmente o modelo criminoso de venda dos nossos ativos nacionais, do governo anterior, fez com que diminuíssemos a nossa produção de produtos refinados no Brasil”, disse Silveira. “Foi um crime lesa pátria ao Brasil, aos brasileiros, se desfazer da nossa BR Distribuidora”, seguiu o ministro de Minas e Energia.

    Haddad afirmou que a saída da Petrobras da parte final da cadeia dos combustíveis levou o governo atual a propor, via medida provisória, uma legislação para punir o armazenamento de combustível injustificado e o aumento abusivo do preço.

    “Essa nossa preocupação, é preciso enfatizar, é com o fato de que a Petrobras não detém mais uma distribuidora importante de combustíveis”, declarou.

    Rui Costa concordou com o colega e disse que a privatização “piorou muito” o aumento especulativo nas bombas. Segundo ele, a Petrobras “ajudava a puxar para baixo os preços do consumidor”. “Mesmo com a participação pequena [na distribuição e varejo], a gente tinha ali uma referência de preço”, afirmou.

    No anúncio, Lula preferiu fugir do tema e centrou o discurso no aumento do preço dos combustíveis no mundo todo, inclusive nos Estados Unidos, e no pacote de medidas que exigiram do governo “um sacrifício enorme para evitar que os efeitos da irresponsabilidade das guerras cheguem ao povo brasileiro”.

    Com as medidas, válidas até 31 de dezembro, o governo estima redução de R$ 0,64 no litro do diesel vendido na bomba.

    O presidente fez ainda uma cobrança velada para que seus adversários sigam o exemplo e também reduzam os impostos, ao sugerir que seria bom “contar com a boa vontade dos governadores dos estados para baixar um pouco do ICMS dos combustíveis”.

    A fala, segundo aliados do petista, mirou tanto os governadores que já se anunciaram como pré-candidatos à Presidência, como Romeu Zema (Novo), Ratinho Jr. (PSD), Eduardo Leite (PSD) e Ronaldo Caiado (PSD), como outros que fazem oposição e costumam criticar o governo do PT por aumentar impostos, a exemplo de Tarcísio de Freitas (Republicanos).

    O pacote inclui um ponto polêmico, para além do impacto para as contas públicas: Lula determinou, por decreto, que os postos divulguem informações sobre a redução do imposto. Iniciativa semelhante foi adotada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em 2022, quando ele forçou um corte no ICMS dos estados e determinou que os postos publicassem os valores antes e após a medida do governo federal.

    Na época, o PT e outros partidos de esquerda entraram na Justiça para barrar a divulgação -em ação assinada pelo advogado de Lula e hoje ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Cristiano Zanin. O processo caiu sob relatoria do ministro André Mendonça, indicado por Bolsonaro, que rejeitou a ação dizendo não ser o instrumento jurídico adequado.

    No PT, o pacote foi visto como um primeiro teste para conter o preço dos combustíveis e o possível impacto do diesel na inflação de outros produtos, como alimentos.

    O tema preocupa o governo e o partido pelo potencial de ampliar o mau humor dos eleitores com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva às vésperas do período eleitoral. Entre os petistas, há um temor também sobre o custo da gasolina, que ficou de fora das medidas.

    Já o líder da oposição na Câmara, deputado cabo Gilberto Silva (PL-PB), acusou Lula de zerar o PIS/Cofins do diesel e prometer uma subvenção de R$ 10 bilhões para o setor com interesses eleitoreiros. “Aposto com você: se não tivesse eleições, ele não tinha feito isso aí”, disse.

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  • Petrobras pagou R$ 277,6 bi em tributos em 2025; saiba detalhes

    Petrobras pagou R$ 277,6 bi em tributos em 2025; saiba detalhes

    Petroleira é maior pagadora de impostos e contribuições do país. De acordo com o Relatório Fiscal da companhia, o montante pago em 2025 supera em quase 3% a contribuição do ano anterior, de R$ 270,3 bilhões

    A Petrobras pagou R$ 277,6 bilhões em tributos e participações governamentais no ano passado. As informações fazem parte do Relatório Fiscal da companhia, divulgado nesta quinta-feira (12).

    O valor equivale à média de R$ 1,1 bilhão por dia útil. Com essa contribuição, a empresa se mantém como a maior pagadora de impostos e contribuições do país, respondendo por cerca de 7% da arrecadação nacional.

    O montante pago em 2025 supera em quase 3% a contribuição do ano anterior, de R$ 270,3 bilhões. Os valores não estão deflacionados, ou seja, não levam em conta a inflação do período, que fechou em 4,26%, de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

    O total da contribuição de 2025 ficou abaixo do dispêndio de 2022, que alcançou R$ 279 bilhões, mesmo sem levar em conta a inflação do período.

    Veja abaixo o valor total de tributos e participações governamentais da Petrobras nos últimos cinco anos:

    • 2025: R$ 277,6 bilhões
    • 2024: R$ 270,3 bilhões
    • 2023: R$ 240,2 bilhões
    • 2022: R$ 279 bilhões
    • 2021: R$ 202,9 bilhões

    Destino

    Os tributos pagos são direcionados à União, aos estados e municípios. Já as participações governamentais incluem, principalmente, royalties pela exploração de petróleo.

    Há ainda a participação especial (PE), uma compensação financeira extraordinária devida pelos concessionários de exploração e produção de petróleo ou gás natural por campos de grande volume de produção.

    O relatório da estatal explica que, dos R$ 277,6 bilhões pagos no território nacional em 2025, a soma de R$ 68,6 bilhões equivale à rubrica participação governamental, sendo R$ 39,7 bilhões de royalties e R$ 21,5 bilhões de PE.

    A maior arrecadadora é a União, que ficou com R$ 161,9 bilhões. Esse valor responde por 6% de toda a arrecadação federal.

    Os principais tributos pagos à União se referem a impostos sobre o lucro (IRPJ e CSLL) e sobre o faturamento (PIS e Cofins).

    As participações governamentais são repassadas à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), uma autarquia federal, que, por sua vez, distribui para União, unidades da federação e municípios.

    De tudo o que a agência reguladora recebeu em participações governamentais em 2025, 65% saíram da Petrobras.

    Estados

    Os estados receberam da Petrobras R$ 113,8 bilhões de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Isso representa 14% da arrecadação das 27 unidades da federação.
    Incluindo o repasse de participações governamentais, o valor chega a R$ 132,9 bilhões.

    Veja os 10 estados que mais receberam contribuições da Petrobras em 2025:

    • 1º Rio de Janeiro: R$ 26 bilhões
    • 2º São Paulo: R$ 24,4 bilhões
    • 3º Minas Gerais: R$ 15,3 bilhões
    • 4º Rio Grande do Sul: R$ 8,1 bilhões
    • 5º Paraná: R$ 7,9 bilhões
    • 6º Santa Catarina: R$ 7,2 bilhões
    • 7º Goiás: R$ 6,8 bilhões
    • 8º Mato Grosso: R$ 6,8 bilhões
    • 9º Mato Grosso do Sul: R$ 5,3 bilhões
    • 10º Espírito Santo: R$ 4,7 bilhões

    Municípios

    Em 2025, a Petrobras contribuiu para a arrecadação de 271 municípios, distribuídos em 22 unidades da federação. Ao todo, foram pagos R$ 1,9 bilhão, praticamente tudo em Imposto sobre Serviços (ISS) e Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU).

    Os dez municípios mais beneficiados representaram 67% do total do recolhimento municipal. Veja a lista:

    • 1º Macaé (RJ): R$ 395,9 milhões
    • 2º Cubatão (SP): R$ 141,7 milhões
    • 3º Caraguatatuba (SP): R$ 125,1 milhões
    • 4º Ipojuca (PE): R$ 123,4 milhões
    • 5º Rio de Janeiro (RJ): R$ 104,6 milhões
    • 6º Paulínia (SP): R$ 94,7 milhões
    • 7º Duque de Caxias (RJ): R$ 90,0 milhões
    • 8º São Sebastião (SP): R$ 88,5 milhões
    • 9º Canoas (RS): R$ 64,3 milhões
    • 10º São João da Barra (RJ): R$ 46,9 milhões

    Responsabilidade tributária

    A Petrobras explica que o total repassado para os governos inclui tributos retidos de terceiros, uma vez que a companhia possui o dever legal de recolhimento por toda a cadeia, na figura de responsável ou substituta tributária.

    A técnica da substituição tributária busca promover uma concentração da arrecadação em poucos agentes econômicos para facilitar o recolhimento e a fiscalização.

    Outros países

    A companhia informou ainda que US$ 448,65 milhões (equivalente a R$ 2,3 bilhões) foram tributos pagos no exterior.

    Países que mais receberam:

    • 1º Holanda: US$ 264,69 milhões
    • 2º Estados Unidos: US$ 69,26 milhões
    • 3º Colômbia: US$ 68,12 milhões
    • 4º Singapura: US$ 36,25 milhões
    • 5º Argentina: US$ 5,72 milhões
    • 6º Bolívia: US$ 2,93 milhões
    • 7º China: US$ 1,39 milhões
    • 8º Espanha: US$ 0,21 milhões
    • 9º Uruguai: US$ 0,08 milhões

    Balanço e dividendos

    O relatório da Petrobras detalha que a empresa tem 477 filiais e está presente em 22 estados e 128 municípios.

    Na semana passada, a companhia revelou que teve lucro líquido de R$ 110 bilhões em 2025.

    No ano passado, a companhia distribuiu R$ 45,2 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio (forma de remuneração de acionistas).

    A maior parte desse valor foi para o governo, que é o maior acionista da Petrobras via União e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

    Petrobras pagou R$ 277,6 bi em tributos em 2025; saiba detalhes

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  • Apesar de promessas de Milei, inflação resiste na Argentina

    Apesar de promessas de Milei, inflação resiste na Argentina

    Índice foi de 2,9% em fevereiro, com 33,1% no acumulado de 12 meses, aumento em relação a janeiro; governo agora prevê um número abaixo de 1% ao mês para junho ou agosto, mas consultorias discordam

    BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS) – Grande cavalo de batalhas do governo de Javier Milei, a inflação na Argentina fechou em 2,9% em fevereiro, conforme divulgou nesta quinta-feira (12) o Indec (Instituto Nacional de Estatística e Censos).

    Em 12 meses até fevereiro o índice foi de 33,1%, superior ao registrado no mês anterior. Em janeiro, o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) também marcou 2,9% e, em 12 meses, 32,4%. Os analistas já não esperavam grandes variações para o mês seguinte.

    O governo promete que a inflação irá começar a cair de forma mais contundente após o primeiro trimestre. Ao se encontrar com empresários nesta semana em Nova York, o presidente argentino voltou a falar em uma inflação abaixo de 1% entre junho e agosto de 2026.

    O presidente baseia essa projeção na queda da inflação no atacado e no programa econômico de seu governo, que busca uma estabilidade de preços.
    As estimativas das consultorias privadas, no entanto, divergem de Milei, apontando uma inflação de 1,7% em junho e 1,5% em agosto.

    Além de ser uma previsão mais otimista que as projeções da maior parte dos consultores, essa promessa foi renovada por Milei algumas vezes -ele prometeu uma inflação começando em zero para dezembro de 2025 ou no início de 2026.

    Fatores como o preço da cesta básica, tarifas reguladas pelo governo e combustíveis eram apontados como a principal influência nos dados de fevereiro.

    Os consumidores argentinos se queixam que a inflação segue firme, acima de 2% por cinco meses consecutivos e em aceleração desde junho passado.

    Nos supermercados de Buenos Aires, é mais comum encontrar promoções “Dois por um”, como uma forma de reduzir os estoques e contornar a queda do consumo, do que perceber uma queda dos preços.

    A consultoria Analytica previa uma inflação de 2,8% para fevereiro, uma leve queda em comparação ao mês anterior. Por outro lado, a Eco Go esperava uma inflação entre 2,9% e 3%, indicando uma leve aceleração.

    Os próximos meses tendem a ser desafiadores para a equipe econômica, e os argentinos ainda esperam os impactos nos preços dos combustíveis da guerra no Irã, apoiada por Milei, além de uma tendência que já estava sendo observada de aumento da inflação por mais de cinco meses.

    Em relação aos alimentos, um relatório da LCG indica que, embora tenha havido uma ilusão de diminuição nos preços, isso se deve a uma estabilização temporária.

    Nos últimos meses, após uma queda temporária nos preços das carnes e de bebidas após um longo período de alta, os alimentos voltaram a subir.

    Os dados de inflação da Cidade Autónoma de Buenos Aires, que atingiram 2,6% em fevereiro, servem como um indicativo do índice nacional.

    O aumento nos preços dos alimentos e dos combustíveis foram os principais responsáveis pela inflação elevada.

    O governo ainda deve de passar por um escândalo no Indec, após suspender o novo IPC, que seria lançado em janeiro para substituir o atual índice de preços, mas a equipe econômica de Milei desistiu da mudança e o presidente do instituto acabou renunciando. O novo índice ainda não tem data prevista de publicação.

    Apesar de promessas de Milei, inflação resiste na Argentina

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  • Governo Lula determina que postos exibam redução do preço do diesel ao consumidor

    Governo Lula determina que postos exibam redução do preço do diesel ao consumidor

    Governo reduziu PIS/Cofins para reduzir impactos do aumento do preço de petróleo após guerra no Irã; medida é similar à usada durante governo de Jair Bolsonaro (PL), em 2022

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) determinou que postos de gasolina exibam ao consumidor a redução de tributos federais sobre o diesel e a consequente redução nos preços. A medida foi anunciada nesta quinta-feira (12) como forma de aplacar os impactos do aumento do petróleo, decorrente da guerra no Irã.

    Ao lado de seus ministros, o presidente assinou uma medida provisória que zera o PIS e o Cofins do óleo diesel, estabelece o pagamento de subvenção a produtores e importadores e institui um imposto de exportação do combustível.

    De acordo com o governo, os postos de combustíveis deverão adotar “sinalização clara e visível ao consumidor, informando a redução dos tributos federais e do preço em função da subvenção”.

    Com isso, a gestão faz uso de medida similar àquela aplicada durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), que editou um decreto para exibir de forma clara e ostensiva os preços dos combustíveis praticados em estabelecimentos antes da lei que impôs teto de 17% no ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).

    Conforme estimativa do governo, as medidas devem promover redução de R$ 0,64 no litro do diesel vendido na bomba.

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que não haverá impacto fiscal para as contas públicas. Os R$ 30 bilhões que o governo estima perder com a renúncia do PIS/Cofins e a subvenção a produtores e importadores serão compensados pela arrecadação de R$ 30 bilhões com o imposto de exportação, segundo o governo.

    “As medidas tomadas aqui não afetam nada e são independentes da política de preços da Petrobras, que segue seu ritmo de previsibilidade e sustentação da companhia”, afirmou.

    Governo Lula determina que postos exibam redução do preço do diesel ao consumidor

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  • 82% dos brasileiros entre 16 e 40 anos são a favor do fim da escala 6×1

    82% dos brasileiros entre 16 e 40 anos são a favor do fim da escala 6×1

    Motor da força de trabalho no Brasil, 8 em cada 10 brasileiros entre 16 e 40 anos são a favor do fim da escala 6×1 sem redução salarial, aponta estudos divulgados pela Nexus

    Pesquisa da Nexus revela que, de maneira geral, 73% dos millennials — jovens de 25 a 40 anos — são a favor do fim da escala 6×1, enquanto 17% são contra. No entanto, quando questionados sobre o fim da escala estar ou não condicionada à redução salarial, metade dos que eram contrários à proposta (9%) migram da desaprovação para a aprovação caso a nova regulamentação não implique redução salarial dos trabalhadores. Com isso, a taxa de aprovação da proposta, desde que não mexa nos salários, sobe para 82% nos jovens entre 25 e 40 anos, principal camada da população inserida no mercado de trabalho brasileiro.

    A mesma coisa é observada com a geração Z, composta por jovens de 16 a 24 anos. Sem entrar no mérito do regime de trabalho, 69% se disseram favoráveis ao fim da escala 6×1 e 22%, contra. Porém, caso a redução nas horas trabalhadas não estivesse condicionada à diminuição salarial, 13% dos 22% contrários mudariam de ideia, subindo de 69% para os mesmos 82% o percentual de aprovação do projeto nessa faixa etária.

    Para chegar nesses dados, foram feitas duas perguntas aos entrevistados. Primeiro, questionou se eles eram favoráveis ou contrários ao fim da escala 6×1, sem tratar da questão salarial. Depois, para o percentual de millennials e de jovens da geração Z que aprovam a medida, perguntamos se eles aprovariam mesmo que ela implicasse redução do salário. Já para os jovens que se disseram contrários de início, foi perguntado se eles passariam a aprovar a redução da jornada desde que ela não implicasse diminuição proporcional dos salários.

    Com isso, 35% dos brasileiros entre 25 e 40 anos são totalmente favoráveis ao fim do 6×1, independentemente de isso impactar ou não o pagamento dos trabalhadores. Outros 42% só são favoráveis se a medida aprovada não implicar redução salarial. Há ainda 5% que se dizem favoráveis, mas ainda sem ter opinião formada sobre a condicionante (manutenção ou redução dos salários).

    Já em relação aos jovens de 16 a 24 anos, 31% são totalmente favoráveis ao fim da escala 6×1, sem entrar no mérito do regime de trabalho e 47% apenas se a proposta não ocasionar diminuição salarial. Outros 4% são favoráveis sem a opinião formada sobre a condicionante.

    Quando perguntados sobre o fim da escala 6×1 sem tratar da questão salarial, os jovens de 25 a 40 anos foram a faixa etária que mais aprovou a proposta, com 73% favoráveis ao fim do regime de trabalho que estabelece 6 dias de trabalho, para apenas uma folga. Entre a geração Z  — 16 a 24 anos — foram 69% a favor do fim da escala e 22%, contra.

    A aprovação cai para 62% entre os brasileiros de 41 a 59 anos com 23% contra e atinge 48% entre a população com mais de 60 anos. Nessa faixa etária, chega a 25% a desaprovação do fim da escala 6×1. Na média geral, são 63% os brasileiros a favor do fim da escala 6×1, independentemente da questão salarial.

    “Quando observamos os números em detalhe, fica evidente que a renda mensal funciona como o principal fator de decisão nesse debate. Há um grupo menor, mas relevante, que apoia o fim da escala independentemente do impacto salarial, o que sugere uma mudança de valores em relação ao trabalho. Ainda assim, a maioria dos millennials adota uma posição pragmática: apoia a mudança desde que ela não implique perda de renda”, analisa Marcelo Tokarski, CEO da Nexus.

    METODOLOGIA

    A Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados entrevistou 2.021 cidadãos com idade a partir de 16 anos, nas 27 Unidades da Federação (UFs) entre os dias 30 de janeiro e 05 de fevereiro. A margem de erro no total da amostra é de 2 p.p, com intervalo de confiança de 95%.

    82% dos brasileiros entre 16 e 40 anos são a favor do fim da escala 6×1

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  • Taxas de juros avançam com IPCA acima do esperado e petróleo forte

    Taxas de juros avançam com IPCA acima do esperado e petróleo forte

    Dólar mais forte, petróleo em alta e inflação acima das estimativas pressionam as taxas. Mercado passa a apostar em corte menor da Selic na próxima reunião do Banco Central e acompanha leilão de títulos do Tesouro.

    Os juros futuros sobem em toda a curva na manhã desta quinta-feira (12), em meio à alta do dólar frente ao real, ao avanço do petróleo, que sobe mais de 6%, e após o IPCA de fevereiro registrar alta de 0,70%, acima da mediana das estimativas do mercado, de 0,63%.

    Com isso, o mercado tende a aumentar as apostas em um corte menor da taxa Selic na próxima reunião do Banco Central, de 25 pontos-base, para 14,75% ao ano, deixando em segundo plano a possibilidade de uma redução de 50 pontos-base.

    Os investidores também acompanham o leilão de títulos prefixados do Tesouro Nacional, que deve ofertar lotes menores para evitar aumento da volatilidade no mercado. “Temos mais um difícil leilão para o Tesouro Nacional, em que a escalada da volatilidade deve atuar como fator negativo para a demanda”, afirma em relatório Luis Felipe Laudisio, cogestor da Warren Investimentos.

    Às 9h17 desta quinta-feira, a taxa do depósito interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 estava em 13,785%, ante 13,652% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2029 marcava 13,340%, contra 13,163%, enquanto o vencimento para janeiro de 2031 estava em 13,61%, ante 13,47% no fechamento de quarta-feira (11).

    Taxas de juros avançam com IPCA acima do esperado e petróleo forte

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  • Dólar sobe com petróleo perto de US$ 100 escalando cautela global

    Dólar sobe com petróleo perto de US$ 100 escalando cautela global

    Alta do petróleo em meio à guerra no Oriente Médio pressiona mercados, enquanto inflação no Brasil acima do esperado reforça apostas de corte menor da Selic na próxima reunião do Banco Central.

    O dólar sobe frente ao real na manhã desta quinta-feira (12), enquanto a curva de juros acompanha o movimento. A valorização da moeda americana ocorre em linha com o desempenho do dólar frente a outras divisas de países desenvolvidos e de economias emergentes ligadas a commodities, em meio à forte alta do petróleo Brent. Mais cedo, o barril avançava cerca de 7%, chegando próximo de US$ 98, em um cenário marcado pelas incertezas da guerra no Oriente Médio e pela preocupação com os impactos na inflação global.

    No Brasil, a divulgação do IPCA de fevereiro acima do esperado pelo mercado também influencia o humor dos investidores. Mesmo sem refletir ainda os efeitos da alta do petróleo, o resultado reforça as apostas de que o Banco Central deve promover um corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic na reunião da próxima semana.

    Os investidores também aguardam novos indicadores econômicos dos Estados Unidos, entre eles a atualização da balança comercial, prevista para divulgação às 9h30.

    O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,70% em fevereiro, após avanço de 0,33% em janeiro. O resultado ficou acima da mediana das projeções do mercado, que apontava alta de 0,63%. No acumulado do ano, a inflação chega a 1,03%, enquanto em 12 meses soma 3,81%, abaixo dos 4,44% registrados até janeiro, segundo dados do IBGE.

    Outro destaque no cenário doméstico foi a decisão da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), de abrir investigação por dumping nas importações de eletrodos de grafite provenientes da China e da Índia.

    No cenário internacional, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país venceu a guerra contra o Irã, mas declarou que os americanos não querem “sair antes da hora”. Segundo ele, 58 navios iranianos foram destruídos e a força aérea do país teria sido eliminada.

    Durante um comício no Kentucky, Trump afirmou que “na primeira hora tudo acabou” e disse acreditar que o conflito deve terminar “em breve”, conforme entrevista concedida ao site Axios.

    A China, por sua vez, anunciou a suspensão das exportações de combustíveis refinados durante o mês de março, incluindo gasolina, diesel e querosene de aviação. A medida busca evitar escassez interna em meio às tensões provocadas pelo conflito entre Estados Unidos e Irã, segundo informações da agência Reuters.

    Na política monetária internacional, o Banco Central da Turquia manteve a taxa básica de juros em 37% ao ano. As taxas para concessões overnight permanecem em 40%, enquanto a taxa de tomada overnight ficou em 35,5%. A autoridade monetária citou a estabilidade da inflação em fevereiro e o aumento da volatilidade externa como justificativa para a decisão.

    Já entre os países da OCDE, a taxa de desemprego permaneceu em 5% em janeiro, nível que se mantém estável ou ligeiramente abaixo desde abril de 2022. O número total de desempregados chegou a 34,9 milhões de pessoas, cerca de 500 mil a mais do que no mesmo período de 2025.

     

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  • Inflação sobe 0,7% em fevereiro e acumula alta de 3,81% em 12 meses, segundo IBGE

    Inflação sobe 0,7% em fevereiro e acumula alta de 3,81% em 12 meses, segundo IBGE

    Alta foi puxada principalmente pelos aumentos nos preços de educação e transportes. Resultado ficou acima das expectativas do mercado e será levado em conta pelo Banco Central na próxima decisão sobre a taxa básica de juros

    (FOLHAPRESS) – O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), principal índice de inflação do país, subiu 0,7% em fevereiro, um aumento mais forte do que o registrado em janeiro, quando a variação foi de 0,33%. No acumulado de 12 meses, a inflação chega a 3,81%, dentro da meta estipulada pelo CMN (Conselho Monetário Nacional) para 2026.

    A variação mensal ficou acima da mediana das projeções do mercado financeiro, que era de 0,64%, conforme a agência Bloomberg. Para todo o ano de 2026, investidores ouvidos pelo boletim Focus, organizado pelo Banco Central, projetam um aumento de 3,91% nos preços.

    De acordo com o IBGE, o avanço do IPCA se deu sobretudo devido ao aumento nos preços nos grupos de educação (5,21% e 0,31 ponto percentual) e e transportes (0,74% e 0,15 ponto percentual). Juntos, os dois grupos representam, aproximadamente, 66% do resultado do mês.

    Além de ser a principal métrica do país para medir a variação nos preços de produtos e serviços, o IPCA é fundamental para o andamento da política monetária. É com base no ritmo do índice que diretores do Banco Central escolhem aumentar ou diminuir os juros, o que gera consequências para a economia do país. Quando o IPCA sobe fora do planejado, a autoridade monetária aumenta a taxa de juros para controlar a demanda, assim como o inverso.

    Até por isso, a divulgação do IPCA nesta quinta (12) era aguardada por vários setores da economia do país; o índice vai influenciar a próxima reunião do Copom (Conselho de Política Monetária), marcada para a semana que vem. Especialistas esperam que o órgão diminua a taxa Selic (principal taxa de juros do país) entre 0,25 e 0,5 ponto percentual -a taxa hoje é de 15%.

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