Categoria: ECONOMIA

  • Polícia Federal prende operador financeiro de Careca do INSS

    Polícia Federal prende operador financeiro de Careca do INSS

    Alexandre Moreira da Silva era um dos últimos foragidos da Operação Sem Desconto; defesa não respondeu à reportagem; ele teria participado da operacionalização de fraudes envolvendo descontos indevidos em benefícios previdenciários

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Polícia Federal prendeu, nesta quarta-feira (11), Alexandre Moreira da Silva, um dos últimos foragidos da Operação Sem Desconto, que investiga desvios bilionários de recursos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), segundo uma pessoa com conhecimento do assunto.

    De acordo com a PF, Silva é um dos operadores financeiros de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.

    A reportagem entrou em contato com Silva por telefone nos números registrados em nome dele, mas ninguém atendeu. A reportagem também procurou a esposa dele e um advogado que o representa em outras ações judiciais, mas não obteve resposta.

    Segundo a investigação, Moreira participou da operacionalização de fraudes envolvendo descontos indevidos em benefícios do INSS. Também teria auxiliado na ocultação de recursos obtidos ilicitamente, colaborando para a continuidade do esquema.

    Silva era procurado desde dezembro. “Policiais federais realizaram a prisão após minucioso trabalho de investigação e levantamentos que permitiram localizar o investigado”, diz a entidade em nota, sem citar o nome do suspeito.

    O investigado foi encaminhado à unidade da Polícia Federal em São Paulo, onde deve ser submetido à audiência de custódia. A prisão preventiva do suposto operador financeiro foi decretada por ordem do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), André Mendonça.

    Silva era sócio-administrador da Credenzzo, uma empresa controlada pelo Careca do INSS que oferecia um cartão de benefícios em troca de descontos nas pensões previdenciárias. Na prática, o cartão descontava a fatura diretamente sobre o salário, aposentadoria ou pensão do mês seguinte.

    De acordo com a decisão de Mendonça, operações como a da Credenzzo “frequentemente apresntam taxas superiores às do consignado tradicional, especialmente quando o usuário realiza saques.”

    Ainda segundo o despacho do ministro do STF, a investigação indica o uso dos lucros auferidos pela Credenzzo para ocultar valores provenientes de fraudes, além de possíveis delitos contra o sistema financeiro nacional. Procurada por meio de endereços de email indicados em seu site, a Credenzo não respondeu às perguntas da reportagem. A empresa foi liquidada em dezembro.

    A Operação Sem Desconto, conduzida pela PF em parceria com a CGU (Controladoria-Geral da União), apura um esquema de fraudes envolvendo descontos associativos indevidos em benefícios do INSS e atinge integrantes do Ministério da Previdência Social e do Senado.

    As autoridades miram um esquema que teria descontado cerca de R$ 6,3 bilhões dos beneficiários do INSS entre 2019 e 2024.

    A fraude consiste em descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões.

    O modelo de desconto associativo, que permite deduções diretas em aposentadorias mediante autorização dos beneficiários, tornou-se alvo de manipulação por entidades de fachada nos últimos anos.

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  • Stone demite 370 funcionários; sindicato fala em substituição de trabalhadores por IA

    Stone demite 370 funcionários; sindicato fala em substituição de trabalhadores por IA

    Segundo a empresa, cortes fazem parte de ajuste para ganho de eficiência; desligamentos ocorreram em meio à negociação do acordo coletivo; sindicato estuda ir à Justiça

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Stone demitiu 370 funcionários nesta terça-feira (10). A empresa diz tratar-se de ajuste pontual em sua estrutura como “parte do processo contínuo de simplificação e ganho de eficiência”. O sindicato de tecnologia vê relação com a substituição de trabalhadores por IA (inteligência artificial).

    Segundo a companhia de meios de pagamento, a operação continua normalmente, sem impacto para clientes ou parceiros. A Stone tem entre 11 mil e 12 mil funcionários e as demissões representam cerca de 3% do quadro.

    Para o Sindpd-SP (Sindicato dos Trabalhadores em Tecnologia da Informação do Estado de São Paulo), houve demissão em massa. Segundo nota nas redes sociais, a medida surpreendeu trabalhadores e representantes sindicais por ocorrer durante negociações do acordo coletivo.

    O órgão diz que poderá entrar com ação coletiva na Justiça, pedindo reintegração, e destaca entendimento do STF (Supremo Tribunal Federal) de que demissões coletivas devem ser precedidas de negociação.

    Informações são de que a Stone teria estudo mostrando ser possível obter os mesmos resultados com menos trabalhadores. O departamento de tecnologia foi o que mais sofreu cortes. O uso de IA está em curso na empresa, como em outras companhias.

    Em julho de 2025, a empresa vendeu a Linx, negociação que lhe trouxe dinheiro em caixa. A compra foi feita pela companhia de tecnologia Totvs por R$ 3,05 bilhões, em uma operação financiada com o próprio caixa da companhia e com instrumentos de dívida ainda a serem contratados. A Linx lidera o mercado de software para varejo, atendendo mais de 60 mil empresas, segundo seu site.

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  • Silveira defende manter preço da gasolina e ameaça acionar PF contra 'especulação criminosa'

    Silveira defende manter preço da gasolina e ameaça acionar PF contra 'especulação criminosa'

    Ministro afirmou que vai acionar Cade, Senacon, ANP e PF contra aumentos abusivos nos postos; guerra de EUA e Israel contra Irã fez preço do petróleo disparar, e entidades pressionam Petrobras por reajustes

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, negou haver necessidade de elevar o preço da gasolina no Brasil em razão da guerra de Estados Unidos e Israel contra o Irã e ameaçou multar e acionar a Polícia Federal (PF) contra distribuidoras e revendedoras que aumentem o valor cobrado por combustíveis.

    “É naturalmente um momento de apreensão do mundo inteiro, não só do Brasil, porque nós vivemos um caos geopolítico, mas não tem risco ao abastecimento [de combustível] e, muito pelo contrário, há toda condição de se manter o preço dos combustíveis”, disse nesta quarta-feira (11).

    Nos últimos dias, entidades do setor pressionaram o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a Petrobras a reajustar o preço dos combustíveis.

    Silveira disse que são abusos cometidos por distribuidoras e revendedoras de combustível, e que vai acionar a Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor), a ANP (Agência Nacional de Petróleo e Gás), o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e a PF contra esse tipo de situação.

    “O que há é uma criminosa especulação por parte dessas distribuidoras e dos revendedores. Por isso, nós vamos aplicar as multas devidas, vamos fiscalizar, vamos fazer operações”, disse.

    Ele lembrou que o Brasil é um país exportador de petróleo (produz mais do que consome) e importa apenas uma parte do diesel e da gasolina que usa.

    Nesta quarta, o Irã atacou mais três navios no golfo Pérsico e voltou a enfatizar que pretende manter fechado o estreito de Hormuz, por onde passa 20% do petróleo mundial. “Se preparem para o petróleo a US$ 200 o barril”, disse o porta-voz militar iraniano Ebrahim Zolfaqari.

    Nesta quarta, o preço do petróleo -o barril Brent, o referencial do mercado- iniciou o dia em queda, mas depois subiu 6%.

    Em resposta a alta dos preços, a AIE (Agência Internacional de Energia) anunciou a liberação de 400 milhões de barris no mercado, em um movimento inédito em sua história.

    A postura da Petrobras até aqui, que detém o controle majoritário do produto no país, é de tratar o aumento como uma volatilidade de momento, mas ainda incipiente para levar a decisão de aumentar o valor comercializado no mercado.

    O mesmo é avaliado por integrantes do governo, que lembram que subir o preço da gasolina é uma medida impopular e que deve ser tratada com cautela diante do crescimento de Flávio Bolsonaro (PL) na corrida contra Lula para as eleições de 2026.

    A alta do preço, porém, vem aumentando a defasagem do preço da gasolina e do diesel no mercado internacional com relação ao nacional -ou seja, reduzindo a margem de lucro para o mercado interno e beneficiando a exportação.

    Por isso, postos de combustíveis e entidades do setor vêm pressionando a Petrobras e já anunciam aumento no valor cobrado pelos dois combustíveis nas bombas, o que encarece o custo para o consumidor.

    Silveira defende manter preço da gasolina e ameaça acionar PF contra 'especulação criminosa'

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  • Produção de motos cresce 1,7% e tem melhor 1º bimestre em 15 anos

    Produção de motos cresce 1,7% e tem melhor 1º bimestre em 15 anos

    Resultado veio apesar da queda registrada em fevereiro; no mês passado, foram produzidas 164.104 motocicletas, volume 7,1% menor que no ano passado e 11,1% inferior ao alcançado em janeiro deste ano

    A produção de motocicletas teve aumento de 1,7% no primeiro bimestre de 2026, ante o mesmo período do ano passado. Em janeiro e fevereiro, 348.732 unidades saíram das linhas de montagem. De acordo com a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), esse foi o melhor desempenho dos últimos 15 anos.

    O resultado do bimestre foi positivo, apesar do recuo de fevereiro com relação ao mesmo mês de 2025. No mês passado, foram produzidas 164.104 motocicletas, volume 7,1% menor que no ano passado e 11,1% inferior ao alcançado em janeiro deste ano.

    “O setor mantém um ritmo consistente de produção, alinhado ao planejamento das fabricantes e impulsionado pela demanda do mercado. A retração em fevereiro já era prevista, em razão do feriado de Carnaval, que reduziu o número de dias úteis do mês e impactou o ritmo de produção”, disse o presidente da Abraciclo, Marcos Bento. 

    Segundo o balanço da entidade, houve crescimento de 22% na produção de motocicletas de alta cilindrada. Ao todo foram fabricadas 9.725 unidades no primeiro bimestre, volume que corresponde a 2,8% da produção total.

    Em números absolutos, a liderança de produção é dos modelos de baixa cilindrada, que teve 270.919 motocicletas produzidas, com 77,7% do total fabricado. Em segundo lugar, ficaram os modelos de média cilindrada, com 19,5% da produção.

    Entre as categorias, a Street foi a mais produzida no primeiro bimestre, com 180.488 unidades, o que corresponde a 51,8% do volume fabricado. Em segundo lugar, ficou a Trail, com 19,4% do total produzido, seguida pela Motoneta, com 13,3%.

    Vendas

    O balanço da Abraciclo indica ainda que de janeiro a fevereiro foram emplacadas 350.110 motocicletas, aumento de 13,7% na comparação com o mesmo período do ano passado.

    Em fevereiro, as vendas somaram 171.548 unidades, alta de 10% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Já em janeiro houve queda de 3,9% nas vendas. 

    Exportações

    Com relação às exportações, os dados mostram alta de 43,1%, com o embarque de 8.015 unidades para o mercado externo no primeiro bimestre. Em fevereiro, as associadas da Abraciclo exportaram 4.748 motocicletas, volume 70% superior ao registrado no mesmo mês do ano passado e 45,3% maior na comparação com janeiro.

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  • Dólar sobe e Bolsa cai com guerra no Irã e alta do petróleo em foco

    Dólar sobe e Bolsa cai com guerra no Irã e alta do petróleo em foco

    No começo da tarde, o Ibovespa, índice de referência do mercado brasileiro, caía 0,12%, a 183.210 pontos, apagando parte dos ganhos da manhã. Já o dólar avançava 0,14%, cotado a R$ 5,164

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar sobe nesta quarta-feira (11), conforme a incerteza em relação aos efeitos econômicos da guerra no Oriente Médio impacta investidores e beneficia o setor petrolífero brasileiro.

    Durante o pregão, o petróleo volta a se valorizar com as tensões envolvendo EUA e Israel contra Irã. Analistas também acompanham o índice CPI, que mede a inflação dos EUA, e a pesquisa Genial/Quaest sobre as eleições presidenciais deste ano.

    Às 15h33, o Ibovespa, índice de referência do mercado brasileiro, caía 0,12%, a 183.210 pontos, apagando parte dos ganhos da manhã. No mesmo horário, o dólar avançava 0,14%, cotado a R$ 5,164.

    O ambiente de tensão no Oriente Médio continua impactando os preços. Nesta quarta, o Irã atacou pelo menos três navios mercantes no golfo Pérsico para reafirmar a decisão de manter o estratégico estreito de Hormuz fechado.

    “Se preparem para o petróleo a US$ 200 o barril, porque o preço depende da segurança regional que vocês desestabilizaram”, disse o porta-voz militar iraniano Ebrahim Zolfaqari.

    Com o ambiente mais bélico, o petróleo chegou a subir 5,87%, cotado a US$ 92,96 (R$ 479,63), após despencar 11,3% na terça-feira (10) em virtude de uma fala do presidente norte-americano, Donald Trump, sobre o fim da guerra no Irã.

    Na segunda-feira, o republicano afirmou que o conflito está “praticamente encerrado” e que Washington está “muito à frente” do prazo, inicialmente estimado entre quatro e cinco semanas. A declaração foi vista com alívio em meio às preocupações sobre o mercado de energia.

    Desde que Estados Unidos e Israel bombardearam o Irã no fim de fevereiro, o Oriente Médio vive um cenário de guerra regional, à medida que os ataques se espalharam por territórios vizinhos e passaram a dar sinais de que a área -estratégica para o comércio de petróleo do mundo- poderia estar diante de um gargalo energético.

    Na segunda, o petróleo chegou a ficar próximo de US$ 120 por barril. O maior temor diz respeito ao transporte de navios no estreito, localizado na costa iraniana e por onde trafega 20% da produção mundial de petróleo.

    Um bloqueio prolongado do estreito poderia gerar um efeito cascata na economia mundial, com repique na inflação e, por consequência, nas taxas de juros de países já avançados dos ciclos de afrouxamento.

    Para evitar que o cenário se agrave, ministros de energia dos países do G7 negociam a liberação de reservas estratégicas de petróleo. Na última terça-feira, uma reunião do bloco sobre o tema foi feita, mas um acordo ainda não foi fechado.

    Os ministros aguardam uma avaliação da AIE (Agência Internacional de Energia) para definir os próximos passos. Segundo a Reuters, a agência irá recomendar a liberação de 400 milhões de barris de petróleo em sua maior ação na história.

    Durante o pregão, também houve a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) de fevereiro. O índice subiu 0,3% no mês passado, depois de ter avançado 0,2% em janeiro, informou o Departamento do Trabalho. Economistas consultados pela Reuters previam alta de 0,3%.

    Segundo Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research, o conflito no Oriente Médio ainda não refletiu no índice. “O principal desafio está relacionado aos efeitos do conflito, especialmente nos preços dos combustíveis. A prolongação do conflito tende a restringir ainda mais o abastecimento de petróleo e seus derivados, o que pode retardar a desinflação dos EUA”.

    No radar dos investidores, há também a divulgação da pesquisa presidencial Genial/Quaest, que deve afetar as cotações. Segundo Datafolha divulgado no domingo, a disputa deve ir para o segundo turno e ser entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), empatados tecnicamente no pleito -com o senador marcando 43% ante 46% do presidente.

    No mercado de ações brasileiro, destaque para o setor petroleiro, que sobe em bloco. As ações ordinárias da Petrobras subiram até 4,7% durante o pregão; Prio e Brava avançam até 4,4% e 3,2%, respectivamente. Na ponta negativa, Raízen, que pediu recuperação extrajudicial, caía até 17,3% na mínima da sessão.

    Dólar sobe e Bolsa cai com guerra no Irã e alta do petróleo em foco

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  • Petrobras vai leiloar diesel no RS, em meio a relatos de escassez do produto

    Petrobras vai leiloar diesel no RS, em meio a relatos de escassez do produto

    Petrobras disponibilizará o combustível por meio de leilão após reclamações de transportadores e produtores sobre dificuldades no acesso ao diesel no Rio Grande do Sul. Setor aponta que distribuidoras não estariam atendendo parte dos pedidos feitos por revendedores

    A Petrobras vai leiloar 20 milhões de litros de diesel para entrega a partir de 16 de março, segundo fontes próximas ao assunto. O combustível será entregue em Canoas, no Rio Grande do Sul, e, de acordo com as fontes, atende a um pedido das chamadas Transportadoras-Revendedoras-Retalhistas (TRRs), que vendem diretamente para produtores rurais, indústrias e transportadoras.

    Na terça-feira (10), o sindicato das TRRs informou que se reuniu com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para relatar restrições no fornecimento de diesel pelas distribuidoras.

    “A entidade apresentou várias comprovações de solicitações de pedidos das associadas que não foram atendidos”, afirmou o sindicato.

    Segundo uma fonte do setor, que pediu anonimato, o problema não está relacionado à falta de combustível, mas ao atendimento das distribuidoras.

    “Não está faltando produto, mas houve reclamação das TRRs de que seus pedidos não estavam sendo atendidos pelas distribuidoras”, disse.

    Em nota, a Petrobras afirmou que a venda de combustíveis por meio de leilão é uma prática prevista nos contratos com as distribuidoras.

    “A venda de produtos por meio de leilão é uma prática comercial prevista nos contratos firmados com as distribuidoras, com o objetivo de complementar a oferta regular ou capturar oportunidades por meio da venda de volumes adicionais, de forma competitiva, transparente e isonômica”, informou a empresa.

    Produtores do Rio Grande do Sul já haviam alertado a ANP sobre dificuldades no acesso ao combustível. Segundo relatos do setor, a oferta teria sido impactada pelo agravamento da guerra entre Estados Unidos e Irã.

    Na segunda-feira (9), a ANP informou que equipes técnicas foram mobilizadas para verificar as instalações e as operações relacionadas ao abastecimento no Estado.
     
     

     

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  • Gigante do setor agroenegético, Raízen pede recuperação extrajudicial

    Gigante do setor agroenegético, Raízen pede recuperação extrajudicial

    Em um comunicado divulgado esta manhã, a companhia afirma que o objetivo do pedido é “assegurar um ambiente jurídico estável, protegido e adequado para a negociação e implementação da reestruturação das dívidas financeiras quirografárias do Grupo Raízen”

    Maior produtora mundial de etanol e biomassa de cana-de-açúcar e uma das gigantes do setor de agroenergia, a Raízen apresentou pedido de recuperação extrajudicial nesta quarta-feira (11). Segundo a companhia, a proposta de renegociação de suas dívidas, que superam os R$ 65,1 bilhões, foi acordada com seus principais credores.

    Em um comunicado divulgado esta manhã, a companhia afirma que o objetivo do pedido é “assegurar um ambiente jurídico estável, protegido e adequado para a negociação e implementação da reestruturação das dívidas financeiras quirografárias do Grupo Raízen”.

     

    Dívidas quirografárias são os créditos a receber não cobertos por uma chamada garantia real, como uma hipoteca, e que não gozam de preferência na ordem de pagamento. Assim, em caso de falência ou recuperação via judicial, os credores quirografários são os últimos a receber os valores que lhes são devidos.

    De acordo com a Raízen, o Plano de Recuperação Extrajudicial apresentado junto ao pedido distribuído à Comarca da Capital de São Paulo conta com a adesão de seus principais credores, titulares de mais de 47% das dívidas financeiras quirografárias – percentual superior ao quórum mínimo legal de um terço dos créditos afetados e suficiente para o ajuizamento do pedido de Recuperação Extrajudicial.

    “O Grupo Raízen dispõe do prazo de 90 dias, a contar do processamento da Recuperação Extrajudicial, para obter o percentual mínimo necessário à homologação do seu plano de recuperação extrajudicial, assegurando, assim, a vinculação de 100% dos créditos sujeitos aos novos termos e condições de pagamento a serem definidos no Plano”, explica a companhia em seu comunicado.

    Ainda segundo a companhia, a iniciativa tem escopo limitado, não abrangendo as dívidas e obrigações do Grupo Raízen com clientes, fornecedores, revendedores e outros parceiros de negócios, que permanecem vigentes, sendo cumpridas normalmente, nos termos dos respectivos contratos.

    O plano de Recuperação Extrajudicial poderá envolver a capitalização do Grupo Raízen por seus acionistas; a conversão de parte dos Créditos Sujeitos em participação acionária na Companhia; a substituição de parte dos Créditos Sujeitos por novas dívidas; reorganizações societárias, destinadas à segregação de parcela dos negócios atualmente conduzidos pelo Grupo Raízen e a venda de ativos do grupo.

    Com mais de 45 mil colaboradores e 15 mil parceiros de negócios espalhados por todo o Brasil, o Grupo Raízen controla 35 usinas de produção de açúcar, etanol e bioenergia, tendo anunciado uma receita líquida de R$ 255,3 bilhões na safra 2024/2025.

    “As operações do Grupo Raízen seguem sendo conduzidas normalmente, no atendimento a clientes, na relação com fornecedores e na execução de seus planos de negócios. A Raízen manterá seus acionistas e o mercado informados acerca de quaisquer desdobramentos relevantes relacionados a este tema”, destacou a companhia, procurando tranquilizar seus acionistas e parceiros comerciais.

     

     

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  • Petróleo chega a subir mais de 5% após registrar maior queda em quatro anos com temores sobre guerra

    Petróleo chega a subir mais de 5% após registrar maior queda em quatro anos com temores sobre guerra

    A preocupação com o preço do petróleo impactou nas negociações da Bolsa, que refletiu a variação. De madrugada (em Brasília), quando o movimento era de queda no preço do barril, as principais Bolsas da Ásia fecharam em alta

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Após dois dias de forte oscilação, o preço do petróleo começou a sessão de quarta-feira (11) em queda, reverteu a tendência e chegou a subir 5,87%, antes de diminuir o valor, mas seguir em alta em relação ao fechamento na terça-feira (10).

    As Bolsas da Ásia fecharam em alta, mas os principais índices da Europa operam em queda, enquanto o ouro está se desvalorizando.

    O barril Brent, referência mundial, começou o dia em queda e chegou a perder 1,72%, cotado a US$ 86,29 (R$ 445,21), às 1h30 (horário de Brasília). Aos poucos, ele passou a subir com a divulgação de novos ataques do Irã a navios-petroleiros e a ameaça de bombardeiros a bancos e outros setores econômicos de EUA e Israel.

    Em seu ápice, o contrato de maio do petróleo alcançou US$ 92,96 (R$ 479,63), alta de 5,87%, às 6h45. Depois da informação que Japão e Alemanha aceitaram liberar parte de seu estoque emergencial de petróleo, o preço do barril reduziu o valor, mas permanecia em valorização de 4,28%, a US$ 91,60 (R$ 472,61), às 9h35.

    Os altos e baixos desta quarta ocorrem após um dia de forte queda nessa terça, quando o petróleo chegou a desabar 18% e fechou a sessão com desvalorização de 11,3%, a US$ 87,80, maior perda diária desde março de 2022. Na segunda, o movimento foi justamente o contrário com o valor do barril chegando a disparar 28%, alcançando US$ 119,46, mas passou a cair na sessão e fechou a US$ 89,79.

    O barril WTI (West Texas Intermediate), usado nos EUA, também começou em queda nesta quarta, chegou a subir 6,5% e diminuiu a alta para 4,41%, cotado a US$ 87,13 (R$ 449,55).

    Na noite de terça, o jornal The Wall Street Journal divulgou que a AIE (Agência Internacional de Energia) aceitou liberar cerca de 300 milhões de barris de petróleo para reestabelecer o fornecimento no mundo, impactado pela paralisação do tráfego marítimo no estreito de Hormuz, que passa pelo litoral iraniano e é a rota de 20% da produção mundial de petróleo e gás.

    A informação da liberação não foi oficializada pela AIE, mas os ministros de Finanças da Alemanha e do Japão divulgaram, horas depois, que vão liberar parte de suas reservas de petróleo. A quantidade não foi anunciada.

    Em nota aos clientes, os analistas do Goldman Sachs disseram que a liberação de estoque deste porte seria suficiente para compensar 12 dias da interrupção das exportações do Golfo, estimada pelo banco de investimentos em 15,4 milhões de barris por dia.

    Mas outros analistas mostraram-se céticos quanto à proposta da AIE e seu impacto sobre os preços do petróleo. “Movimentos como a liberação do SPR da AIE não são a solução para a crise. A evolução dos preços do petróleo dependerá da duração da guerra com o Irã”, afirmou Suvro Sarkar, líder da equipe do setor de energia do DBS.

    Trump tem dito repetidamente que os EUA estão preparados para escoltar navios-tanque pelo estreito de Hormuz quando necessário. No entanto, fontes disseram que o movimento ainda não ocorreu.

    BOLSAS DA ÁSIA SOBEM, MAS CAEM NA EUROPA E NOS EUA

    A preocupação com o preço do petróleo impactou nas negociações da Bolsa, que refletiu a variação. De madrugada (em Brasília), quando o movimento era de queda no preço do barril, as principais Bolsas da Ásia fecharam em alta, com destaque para Seul, que ganhou 1,4%, mesma variação em Tóquio. O índice SSEC, em Xangai, subiu 0,25%.

    Porém, de manhã, quando o petróleo subia, as Bolsas da Europa passaram a cair, com o índice Euro STOXX 600, referência na União Europeia, em queda de 0,89%, às 9h30. Outras Bolsas europeias também desvalorizavam como Frankfurt (-1,10%), Londres (-0,70%), Paris (-0,67%), Madri (-0,36%) e Milão (-0,87%).

    Já as Bolsas dos EUA subiam antes da abertura do mercado com Dow Jones em alta de 0,23%, mesma variação de S&P 500. A Nasdaq tinha valorização de 0,19%. O ouro, por sua vez, registrava queda de 0,89%, cotado a US$ 5.195,50 (R$ 26,81 mil).

    Petróleo chega a subir mais de 5% após registrar maior queda em quatro anos com temores sobre guerra

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  • Dólar tem leve alta após série de quedas; mercado está de olho na guerra no Oriente Médio

    Dólar tem leve alta após série de quedas; mercado está de olho na guerra no Oriente Médio

    Moeda americana avança após sequência de quedas frente ao real e acompanha a valorização global do dólar. Investidores monitoram a alta do petróleo em meio às tensões no Oriente Médio, além de indicadores econômicos divulgados no Brasil e no exterior

    O dólar operava em alta leve no mercado à vista por volta das 9h30 da manhã desta quarta-feira, 11, em ajuste técnico após acumular queda de 2,45% ante o real nas últimas três sessões e acompanhando o viés positivo da divisa americana no exterior frente outras moedas principais e as emergentes ligadas a commodities. O mercado segue de olho no avanço do petróleo em meio às incertezas com os desdobramentos e duração da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã.

    Na agenda do dia, as vendas do varejo no Brasil subiram 0,4% em janeiro ante dezembro, na série com ajuste sazonal, segundo o IBGE. Na comparação anual, o avanço foi de 2,8%, com alta de 1,6% no acumulado em 12 meses. No varejo ampliado, que inclui veículos e material de construção, as vendas cresceram 0,9% no mês e 1,1% em relação a janeiro de 2025, com estabilidade no acumulado em 12 meses.

    Pesquisa Realtime/Bigdata mostra Flávio Bolsonaro liderando no Rio de Janeiro com 40% das intenções de voto, contra 35% de Lula. Ratinho Jr. tem 6% e Romeu Zema 4%. Com Eduardo Leite, Flávio vai a 41% e Lula a 36%; com Ronaldo Caiado, Flávio mantém 40% e Lula 35%. Lula lidera em rejeição, com 51%, seguido de Flávio com 48%. Avaliação do governo mostra 56% de desaprovação e 38% de aprovação. Margem de erro é de 2 pontos.

    No exterior, a inflação anual medida pelo índice de preços ao consumidor (CPI) da OCDE caiu para 3,3% em janeiro de 2026, ante 3,6% em dezembro de 2025. Segundo a organização, a taxa recuou em 22 dos 35 países com dados disponíveis, ficou estável em oito e subiu em apenas cinco.

    Dólar tem leve alta após série de quedas; mercado está de olho na guerra no Oriente Médio

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  • Brasil tem 70 bilionários em lista anual da Forbes

    Brasil tem 70 bilionários em lista anual da Forbes

    Levantamento da revista Forbes reúne 70 brasileiros entre os bilionários do mundo. Eduardo Saverin lidera pelo terceiro ano seguido, seguido por nomes do setor financeiro e de grandes grupos empresariais, como André Esteves, Jorge Paulo Lemann e integrantes da família Moreira Salles

    (FOLHAPRESS) – O ranking anual de bilionários da Forbes divulgado nesta terça-feira (10) tem 70 brasileiros. No topo pelo terceiro ano consecutivo está o cofundador do Facebook (hoje Meta) Eduardo Saverin, com fortuna de US$ 35,9 bilhões (R$ 184,3 bilhões).

    Membros da família Moreira Salles, fundadora do Unibanco e hoje parte do Itaú, André Esteves, do BTG Pactual, além de Jorge Paulo Lemann e Carlos Alberto Sicupira também marcam presença na lista dos dez mais riscos.

    Entre os nomes, a maioria (7) tem atividades nos setores bancário e de investimentos. A lista é elaborada com base nos preços de ações negociadas em Bolsa, com fechamento em 1º de março, além de itens como imóveis e obras de arte.

    Líder da lista, Saverin foi colega de Mark Zuckerberg na Universidade Harvard em 2004, quando fundaram, com outras três pessoas, a rede social Facebook. A fortuna do empresário brasileiro subiu de US$ 34,5 bilhões para US$ 35,9 bilhões de 2025 para 2026, um aumento de cerca de 4%.

    A alta acompanha o avanço das receitas da Meta, que registrou US$ 59,9 bilhões no quarto trimestre de 2025. A empresa tem intensificado os investimentos em IA.

    O patrimônio de Saverin o coloca distante do segundo lugar, o banqueiro André Esteves, do BTG Pactual, que registrou uma fortuna de US$ 20,2 bilhões no ranking.

    Entre as bilionárias, destaque para Ana Lucia Villela, membro do conselho de administração do Itaú que aparece na 30ª posição entre os ricos brasileiros, com fortuna de US$ 2,5 bilhões.

    A lista também traz a brasileira Amelie Voigt Trejes, 20, como uma das bilionárias mais jovens do mundo. A fortuna vem da herança de seu avô, Werner Ricardo Voigt, fundador da WEG, e totaliza US$ 1,1 bilhão.

    BRASILEIROS MAIS RICOS DE 2026, SEGUNDO A FORBES

    1. Eduardo Saverin (Facebook): US$ 35,9 bilhões
    2. André Esteves (BTG Pactual): US$ 20,2 bilhões
    3. Jorge Paulo Lemann e família (3G e Ambev): US$ 19,8 bilhões
    4. Fernando Roberto Moreira Salles (Itaú): US$ 9,9 bilhões
    5. Pedro Moreira Salles (Itaú): US$ 9,1 bilhões
    6. Jorge Moll Filho e família (Rede D’Or): US$ 7,5 bilhões
    7. Max Van Hoegaerden Herrmann Telles (3G e Ambev): US$ 7,4 bilhões
    8. Carlos Alberto Sicupira e família (3G e Ambev): US$ 6,9 bilhões
    9. Miguel Krigsner (Boticário): US$ 6,8 bilhões
    10. Alex Behring (3G): US$ 5,8 bilhões

    Brasil tem 70 bilionários em lista anual da Forbes

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