Categoria: ECONOMIA

  • Pão de Açúcar pede recuperação extrajudicial e cita dívidas de R$ 4,5 bilhões

    Pão de Açúcar pede recuperação extrajudicial e cita dívidas de R$ 4,5 bilhões

    Principais credores são os bancos; acordo foi fechado com Itaú e outros detentores de 46% da dívida; grupo reforçou que medida não afeta pagamento a fornecedores e que lojas funcionam normalmente

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A incerteza sobre a “continuidade operacional” do GPA (Grupo Pão de Açúcar), uma das maiores e mais tradicionais empresas do varejo brasileiro, que havia sido mencionada pela administração do grupo no último balanço, foi conhecida com mais detalhes nesta terça (10), quando a empresa anunciou acordo com os seus maiores credores para apresentar um plano de recuperação extrajudicial, que engloba dívidas de R$ 4,5 bilhões.

    Diferentemente do plano de recuperação judicial, pelo qual passa a Americanas, por exemplo, em que todas as dívidas do grupo (trabalhistas, com fornecedores, bancos etc.) são renegociadas na Justiça, na recuperação extrajudicial a empresa escolhe um grupo de credores para fechar uma negociação e homologá-la depois junto ao judiciário.

    Segundo André Moraes, sócio do Moraes & Savaget Advogados, para iniciar o pedido extrajudicial, é necessária a adesão de credores que representem ao menos um terço das dívidas selecionadas,. Após o protocolo, a empresa tem um prazo de 90 dias para elevar esse apoio para a maioria simples (50% mais um), atingindo o quórum necessário para a validação.

    No caso do GPA, os maiores credores são os bancos. O acordo foi assinado com instituições que concentram 46% dos créditos sujeitos ao plano (R$ 2,1 bilhões), percentual superior ao quórum mínimo de um terço dos créditos afetados, conforme prevê a lei. São elas Itaú, Robobank, HSBC e BTG, apurou a reportagem.

    “Ficam expressamente excluídas obrigações correntes junto a fornecedores, parceiros e clientes, bem como obrigações trabalhistas, que não serão afetadas”, afirmou o grupo, em comunicado.

    As ações da empresa enfrentaram forte queda no pregão da B3 desta terça e chegaram a entrar em leilão logo no início das negociações, quando o tombo era de mais de 8%. Fecharam com perdas de 2,93%, a R$ 2,65.

    Segundo a companhia, o plano já produz efeitos imediatos e prevê a suspensão temporária das obrigações financeiras junto aos credores incluídos no processo. Com isso, a empresa tem 90 dias para ampliar a adesão ao acordo e negociar uma solução definitiva para sua estrutura de capital.

    O GPA afirmou que vai divulgar detalhes adicionais sobre o processo e os documentos da reestruturação em seu site de relações com investidores nas próximas semanas.

    EFEITO CASINO

    O período de 90 dias funciona como uma trégua nas cobranças enquanto a varejista tenta reorganizar o perfil de seu endividamento e buscar um equilíbrio financeiro. O que está sendo muito difícil, conforme apontam ex-executivos da empresa e fontes próximas ao atual comando, ouvidos pela reportagem.

    O Casino, que comandou o Pão de Açúcar entre 2012 e 2023, fez uma “limpa” nos ativos do grupo, na tentativa de aliviar o seu próprio endividamento na França. Entre 2012, quando passou às mãos do Casino, e 2023, quando os franceses deixaram o controle, o GPA encolheu 64% em receita bruta.

    Sob a gestão do Casino, o grupo usou o caixa da venda das Casas Bahia, em 2019, para comprar a varejista colombiana Éxito, o que, segundo essas fontes, era um ativo não estratégico para o Brasil. Foi uma compra da ordem de US$ 9 bilhões, desfeita cinco anos depois, por cerca de US$ 700 milhões. O restante do dinheiro de Casas Bahia teria sido dividido entre os sócios; já o GPA, que detinha 97% das ações do Éxito, ficou praticamente sem nada.

    De acordo com os executivos, esse capital poderia ter resolvido a dívida líquida do GPA. Mas os franceses seguiram abrindo mão dos ativos em negociações malfeitas, como a venda da CNova, o braço de comércio eletrônico do Casino, do qual o GPA detinha 33%.

    Por meio de sua assessoria de imprensa, o Casino respondeu que sua estrutura acionária e de governança “sofreu alterações significativas” desde abril do ano passado. As mudanças se referem à saída do ex-dono do Casino, Jean-Charles Naouri, que passou o controle do grupo para um consórcio liderado pelo bilionário tcheco Daniel Kretinsky. “Nesse contexto, o Casino não pretende comentar retrospectivamente sobre a gestão anterior do GPA.”

    Entre 2024 e o início de 2025, o Casino foi abrindo mão da sua participação, mas continuou como principal acionista. Essa posição, porém, mudou em maio do ano passado, quando a família Coelho Diniz, dedicada ao varejo no interior de Minas Gerais, se tornou o acionista mais relevante do grupo, somando 24,6% de participação.

    TENTATIVA DE MANTER A CONFIANÇA DOS FORNECEDORES

    A empresa fez questão de destacar no comunicado desta terça que o pagamento dos fornecedores segue normalmente. No último dia 3, o GPA enviou uma carta a fornecedores para tentar conter temores de ruptura no abastecimento das lojas. No documento, o CEO Alexandre Santoro afirmou que as negociações em curso envolviam apenas credores financeiros -principalmente bancos e detentores de dívida- e não afetariam os parceiros comerciais da rede.

    A carta veio no dia seguinte ao rebaixamento da nota do grupo de “A” para “CCC” pela agência de classificação de risco Fitch. A nota indica risco substancial de calote e capacidade muito fraca de pagamento. Foi o segundo corte consecutivo desde novembro, quando o grupo já tinha perdido o grau “AA”. A agência apontou o aumento do risco de refinanciamento das dívidas, a piora da liquidez e a expectativa de fluxo de caixa livre negativo nos próximos anos caso o endividamento não fosse reduzido.

    No comunicado desta terça, a varejista ressaltou estar em dia com pagamentos a fornecedores e parceiros comerciais -grupos que foram excluídos do plano justamente para evitar impactos na operação do negócio. A companhia disse ainda que a recuperação extrajudicial foi desenhada para preservar a operação das lojas. Segundo a empresa, as unidades seguem funcionando normalmente e o abastecimento não será afetado.

    O GPA afirmou que o objetivo da reestruturação é fortalecer o balanço e melhorar a sustentabilidade financeira no longo prazo. A decisão foi autorizada de forma unânime pelo conselho de administração e faz parte de negociações que vinham sendo conduzidas nas últimas semanas com instituições financeiras e detentores de títulos da empresa.

    BALANÇO INDICAVA ROMBO

    No final de fevereiro, a divulgação do balanço de 2025, em que a administração mencionava “incerteza relevante que pode levantar dúvida significativa sobre a continuidade operacional da companhia”, já expôs a dimensão do problema. O GPA possui cerca de R$ 1,7 bilhão em dívidas com vencimento já em 2026 e terminou o último trimestre com capital de giro líquido negativo em aproximadamente R$ 1,2 bilhão. O endividamento total do grupo girava em torno de R$ 4 bilhões.

    Além disso, a companhia revelou a existência de R$ 15 bilhões em disputas tributárias classificadas como “perdas possíveis” -valores que não estão provisionados no balanço, mas que representam um risco potencial. Também existe um passivo trabalhista da ordem de R$ 17 bilhões. Mas essas duas dívidas que somam R$ 32 bilhões não entraram no pedido de recuperação extrajudicial.

    O excesso de discrição da família Coelho Diniz piora o cenário. Desde que se tornaram os principais acionistas do grupo, em maio do ano passado, no lugar do Casino, os Coelho Diniz não deram entrevistas. A família mineira controla uma rede de supermercados de mesmo nome, no leste de Minas Gerais. Faturam cerca de R$ 2 bilhões ao ano e passaram a dar as cartas em uma empresa que fatura mais de R$ 20 bilhões.

    A nova estrutura acionária do GPA foi um dos motivos que levaram ao rebaixamento da nota do grupo. “A Fitch ainda possui visibilidade limitada sobre a estratégia da companhia a médio e longo prazos, bem como em relação ao apetite por risco e à capacidade de executar as medidas necessárias para fortalecer seu perfil de crédito”, informou a agência.

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  • Indústria de alimentos e bebidas cresceu 8% em 2025, diz Abia

    Indústria de alimentos e bebidas cresceu 8% em 2025, diz Abia

    Faturamento foi R$ 1,39 trilhão, representando 10,8% do PIB; Demanda doméstica foi determinante para sustentar o crescimento real das vendas, que avançaram 2,2% no período

    No ano passado, a indústria brasileira de alimentos e bebidas apresentou um faturamento de R$ 1,39 trilhão, o que representou alta de 8,02% na comparação com o ano anterior. O montante representa 10,8% do Produto Interno Bruto (PIB) estimado para 2025.

    Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia), o grande destaque do ano foi o mercado interno, que respondeu por R$ 1,02 trilhão desse total, sendo que R$ 732 bilhões são decorrentes do varejo e o restante, do food service, que vem retomando sua fatia de participação.

    A demanda doméstica, diz a associação, também foi determinante para sustentar o crescimento real das vendas, que avançaram 2,2% no período. De acordo com a Abia, esse resultado reflete a recomposição gradual do consumo das famílias, o avanço do consumo fora do lar e também os ganhos de eficiência obtidos pelas empresas ao longo do ano. 

    Quanto às exportações, a indústria de alimentos e bebidas registrou um crescimento de 0,7% em 2025, somando US$ 66,73 bilhões. A Ásia foi o principal destino, alcançando US$ 27,4 bilhões. Já os Estados Unidos importaram US$ 4,9 bilhões em produtos brasileiros, um aumento de 9,2% no período, apesar das elevações tarifárias que foram aplicadas ao setor.

    O balanço apresentado pela associação também apontou que a força de trabalho direta alcançou 2,12 milhões de empregados, um crescimento de 2,4% em relação a 2024. Somando os empregos indiretos, a cadeia produtiva chegou a 10,6 milhões de postos de trabalho o que corresponde, de acordo com a Abia, a 10,3% de toda a força de trabalho ocupada do país.

    Perspectivas

    Para este ano, a Abia espera que as vendas reais cresçam entre 2% e 2,5%, impulsionadas pelo mercado doméstico e pela recuperação gradual do mercado internacional. A geração de empregos também deve crescer, com alta entre 1% e 1,5%.

    “Em 2026, a combinação de estabilidade da safra, redução gradual dos juros e um ambiente econômico de crescimento moderado, no Brasil e no mundo, cria condições mais previsíveis para o planejamento e o investimento. Ainda haverá desafios, especialmente do lado dos custos, mas o setor entra nesse ciclo com bases sólidas para crescer de forma sustentável, gerar empregos e seguir cumprindo seu papel estratégico no desenvolvimento do país”, disse João Dornellas, presidente executivo da Abia.

    Indústria de alimentos e bebidas cresceu 8% em 2025, diz Abia

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  • Dólar cai e Bolsa avança 2% após Trump falar em fim da guerra no Irã

    Dólar cai e Bolsa avança 2% após Trump falar em fim da guerra no Irã

    Na tarde desta terça-feira (10), a moeda norte-americana tinha queda de 0,43%, a R$ 5,142; Bolsa avançava 1,91%, a 184.380 pontos, com empresas ligadas ao setor energético, como Petrobras e Braskem

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar está em queda nesta terça-feira (10), com investidores repercutindo declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o fim da guerra no Irã estar próximo.

    Na segunda-feira, o republicano afirmou que o conflito está “praticamente encerrado” e que Washington está “muito à frente” do prazo, inicialmente estimado entre quatro e cinco semanas. Com isso, o preço do petróleo chegou a desabar mais de 10%, e índices acionários em todo o mundo operam em alta.

    No Brasil, a moeda norte-americana tinha queda de 0,43%, a R$ 5,142, por volta das 15h30. A Bolsa, por outro lado, avançava 1,91%, a 184.380 pontos, com empresas ligadas ao setor energético, como Petrobras e Braskem, entre os destaques negativos.

    A declaração de Trump foi vista com alívio em meio às preocupações sobre o mercado de energia.

    Desde que Estados Unidos e Israel bombardearam o Irã no fim de fevereiro, o Oriente Médio vive um cenário de guerra regional, à medida que os ataques se espalharam por territórios vizinhos e passaram a dar sinais de que a área -estratégica para o comércio de petróleo do mundo- poderia estar diante de um gargalo em formação.

    Na segunda, o petróleo chegou a ficar próximo de US$ 120 por barril, com países cogitando cortar a produção depois que o Irã ameaçou incendiar navios que trafegassem pelo estreito de Hormuz, canal por onde passam 20% de todo petróleo e gás do mundo. A via também é fundamental para o transporte de fertilizantes, plásticos, carnes e grãos.

    Um bloqueio prolongado do estreito poderia gerar um efeito cascata na economia mundial, com repique na inflação e, por consequência, nas taxas de juros de países já avançados dos ciclos de afrouxamento.

    A fala de Trump, nesse sentido, tirou pressão dos mercados. Um desfecho rápido pode normalizar o tráfego pelo estreito e impedir que a disparada de preços seja profundamente sentida por consumidores em todo o mundo. O fim do conflito também permitiria que países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Qatar retomassem a produção de petróleo paralisada.

    O barril do petróleo Brent, em resposta, viveu uma das sessões de maior volatilidade de sua história na segunda. O barril chegou a alcançar o pico de US$ 119,46 pela manhã, perdeu fôlego e rondou US$ 100 à tarde, até desabar para US$ 90 após a declaração de Trump. Nesta terça, a queda era de mais de 10%, a US$ 88.

    “Claramente, os comentários de Trump sobre uma guerra de curta duração acalmaram os mercados. Embora tenha havido uma reação exagerada para o lado positivo ontem, achamos que há uma reação exagerada para o lado negativo hoje”, avalia Suvro Sarkar, líder da equipe do setor de energia do DBS Bank, acrescentando que o mercado estava subestimando os riscos nesses níveis para o Brent.

    Ainda na segunda-feira, porém, após os comentários de Trump, a Guarda Revolucionária do Irã disse que irá determinar o fim da guerra e que Teerã não permitirá que um litro de petróleo seja exportado da região se os ataques dos EUA e de Israel continuarem.

    Nos mercados, prevaleceu o discurso de Trump. Mas especialistas em energia avaliam que a guerra no Irã já causou a maior disrupção na produção de petróleo da história e que os riscos de um efeito cascata na economia global dependem da duração do conflito.

    Grandes bancos, como Barclays e JPMorgan Chase, por exemplo, afirmam que o barril pode testar a casa de US$ 120 se o conflito persistir por mais algumas semanas. Para efeito de comparação, o Brent chegou à máxima de US$ 128 logo no início da guerra da Ucrânia, em março de 2022, o maior valor desde a crise financeira de 2008 (US$ 144 no pico).

    “Esses números podem parecer muito altos, especialmente considerando o pessimismo generalizado em relação às perspectivas do mercado de petróleo para este ano, mas reiteramos que os fundamentos são mais sólidos e os riscos são maiores do que no conflito entre Rússia e Ucrânia, quando vimos esses níveis se materializarem”, afirma o Barclays.

    No cenário mais pessimista, o Barclays vê o Brent em torno de US$ 150 por barril antes do final do mês.

    Diante do cenário de incertezas, Trump também considera reduzir sanções contra a Rússia, segundo três fontes familiarizadas com o planejamento.

    Países do G7, além disso, consideram liberar estoques emergenciais de petróleo para lidar com a crise de abastecimento, segundo a AIE (Agência Internacional de Energia).

    Em resposta à queda do petróleo, ações de empresas ligadas à commodity caíam no pregão da B3 desta terça. A Petrobras recuava 1%; Braskem e Prio, 5% e 2%, respectivamente.

    O Grupo Pão de Açúcar também estava nos destaques negativos, em queda de 0,73% após pedir recuperação extrajudicial. Nesse processo, a empresa escolhe um grupo de credores para fechar uma negociação e homologá-la depois junto ao judiciário.

    Dólar cai e Bolsa avança 2% após Trump falar em fim da guerra no Irã

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  • Elon Musk dobra fortuna e se mantém como homem mais rico do mundo, mostra lista da Forbes

    Elon Musk dobra fortuna e se mantém como homem mais rico do mundo, mostra lista da Forbes

    Dono da Tesla e X (ex-Twiter) registra patrimônio de US$ 839 bilhões no ranking anual de bilionários; número de ricaços no mundo bate recorde pelo terceiro ano consecutivo

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Elon Musk é o homem mais rico do mundo pelo segundo ano consecutivo, segundo lista da revista Forbes divulgada nesta terça-feira (10).

    O CEO da Tesla e da SpaceX e controlador do X (ex-Twitter) tem, segundo o ranking para 2026, uma fortuna de US$ 839 bilhões, um salto de 145% em relação aos US$ 342 bilhões no ano passado.

    O período foi marcado pelo envolvimento com o governo Donald Trump, sua posterior saída e pela aprovação, em novembro, de um bônus da Tesla que pode fazer de Musk o primeiro trilionário do mundo.

    A lista teve um novo recorde de bilionários pelo terceiro ano consecutivo. Foram 3.428 bilionários no mundo, 400 a mais do que em 2025. A soma das fortunas também estabeleceu um novo marco: um total de US$ 20,1 trilhões, alta de US$ 4 trilhões em relação ao ano passado.

    Os Estados Unidos têm o maior número de bilionários, com um recorde de 989, incluindo 15 dos 20 mais ricos do mundo. A China aparece em seguida, com 610, e a Índia ocupa o terceiro lugar, com 229 bilionários. O Brasil registrou 70 bilionários.

    A lista dos cinco mais ricos do mundo é também composta por Larry Page e Sergey Brin (cofundadores do Google), Jeff Bezos (fundador da Amazon) e Mark Zuckerberg (CEO da Meta).

    Entre os 10 mais ricos do ano, sete são do setor de tecnologia, o que reforça a concentração do poder econômico global no setor. A primeira mulher mencionada na lista, na 14ª posição, é Alice Walton, filha do fundador do Walmart, com fortuna estimada em US$ 134 bilhões.

    OS DEZ MAIORES BILIONÁRIOS DE 2026, SEGUNDO A FORBES

    1 – Elon Musk (Tesla): US$ 839 bilhões
    2 – Larry Page (Google): US$ 257 bilhões
    3 – Sergey Brin (Google): US$ 237 bilhões
    4 – Jeff Bezos (Amazon): US$ 224 bilhões
    5 – Mark Zuckerberg (Meta): US$ 222 bilhões
    6 – Larry Ellison (Oracle): US$ 190 bilhões
    7 – Bernard Arnault e família (LVMH): US$ 171 bilhões
    8 – Jensen Huang (Nvidia): US$ 154 bilhões
    9 – Warren Buffett (Berkshire Hathaway): US$ 149 bilhões
    10 – Amancio Ortega (Zara): US$ 148 bilhões

    Elon Musk dobra fortuna e se mantém como homem mais rico do mundo, mostra lista da Forbes

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  • IRPF 2026: prepare-se para o período de declaração!

    IRPF 2026: prepare-se para o período de declaração!

    O contribuinte que usa a declaração pré-preenchida tem menor chance de errar no preenchimento e cair na malha, o que favorece a possibilidade de receber a restituição mais rapidamente

    Está aberta a temporada da declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) 2026! As regras para entrega em 2026 serão anunciadas pela Receita Federal no dia 16 de março. Enquanto isso, os contribuintes já podem ir separando os documentos necessários para evitar a perda de prazos.

    Em 2025, a Receita recebeu mais de 43 milhões de declarações do IRPF, das quais: 56,4% resultaram em imposto a restituir; 22,2% em imposto a pagar; e 21,2% ficaram sem imposto a pagar ou a restituir.

    E, embora agora, em 2026, muitos contribuintes deixaram de sofrer retenções do Imposto de Renda na fonte (aqueles com rendimento até R$ 5.000,00), ainda assim devem entregar a Declaração do Imposto de Renda referente ao ano de 2025 para prestar contas ao “leão”.

    O professor de Contabilidade da da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP), Tiago Slavov, recomenda antecipar a entrega da declaração para agilizar a restituição.

    “Os contribuintes devem começar a separar os principais documentos necessários para o preenchimento da declaração, como informes de rendimentos, despesas médicas, despesas com instrução e comprovantes de compra e venda de bens”, afirma Slavov.

    Os principais documentos são:

    • Última Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física;
    • Informes de Rendimentos – salários, honorários, Nota Fiscal Paulista, Aposentadoria etc.;
    • Rendimentos Recebidos de Pessoa Física – pensões, aluguéis, livro-caixa etc.;
    • Informes de Rendimentos Financeiros e Dívidas – Contas, Aplicações, Previdência, empréstimos etc.;
    • Dependentes e Alimentandos;
    • Bens e Direitos – saldos de bens, documentos de imóveis, criptomoedas etc.;
    • Despesas Médicas;
    • Despesas com Instrução;
    • Doações;
    • Pensões Pagas;
    • Outros Rendimentos (Bolsas de Estudo, Ganho de Capital, Heranças, Acordos Judiciais, Restituição do IR anterior etc.);
    • Outros Pagamentos (Advogados, Engenheiros, Profissionais Liberais, Aluguéis Pagos, etc.).
       

    DECLARAÇÃO PRÉ-PREENCHIDA

    Quem usa a funcionalidade na declaração pré-preenchida tem menor chance de errar no preenchimento e cair na malha, o que favorece a possibilidade de receber a restituição mais rapidamente. É importante lembrar que a conferência e correção das informações da declaração Pré-Preenchida é de responsabilidade do contribuinte.

    “Com a declaração pré-preenchida, as informações à disposição da Receita Federal são importadas diretamente para a declaração, por exemplo, os rendimentos pagos por empresas e outras pessoas, as despesas médicas informadas por estabelecimentos médicos e o histórico de bens e direitos das declarações de anos anteriores. Para quem tem imposto a pagar, significa maior tranquilidade saber que está pagando corretamente seus impostos”, explica Slavov.

    PAGAMENTOS E RESTITUIÇÃO

    Outra vantagem de declarar com antecedência é a possibilidade de pagar em uma única parcela, sem juros, ou parcelar em até 8 vezes. Além disso, quem tem imposto a pagar e não entrega a declaração fica sujeito a duas multas: uma pelo atraso da entrega e outra pelo atraso no pagamento do imposto.

    Para quem tem saldo de imposto a restituir (vai receber dinheiro de volta), declarar mais cedo pode significar receber a restituição mais cedo. As restituições costumam ser pagas em cinco lotes, até meados de setembro. Se não receber a restituição, o contribuinte possivelmente caiu na “malha fina”.

    NÃO CAIA NA MALHA FINA

    É importante preencher a declaração corretamente, evitando tentativas de burlar o fisco. Com o avanço da tecnologia, a Receita Federal utiliza medidas de “cruzamento de informações” cada vez mais sofisticadas. Tentativas de burlar podem levar à declaração à malha fiscal, resultando em multas e juros evitáveis.

    “Dois dos principais motivos para a declaração cair na malha fiscal são a omissão de rendimentos e as despesas médicas. A omissão ocorre, por exemplo, quando o contribuinte deixa de informar um rendimento ou informa de maneira incorreta”, lembra o especialista.

    As despesas médicas também geram pendências por diversos motivos, como falta de previsão legal, de documento hábil, de comprovante de pagamento e de indicação errada do beneficiário (se contribuinte ou dependente), entre outros.

    “O preenchimento correto da declaração do IRPF com todas as informações disponíveis, também colabora para reduzir o imposto a pagar ou aumentar a restituição, permitindo que o programa da Receita sugira a melhor forma de entrega, seja ‘completa’ ou ‘simplificada’. Muitos contribuintes, especialmente os que deixam para a última hora, esquecem de informar despesas dedutíveis, como o que pode aumentar o valor do imposto devido”.

    PRINCIPAIS DIFICULDADES

    As principais dificuldades encontradas pelos contribuintes decorrem da falta de conhecimento sobre o preenchimento da declaração. Caso haja qualquer dúvida, é necessário que o contribuinte consulte as orientações disponibilizadas no site da Receita Federal.

    “O cidadão também pode procurar um profissional contábil ou o Núcleo de Apoio Contábil-Fiscal mais próximo, um projeto gratuito da RFB oferecido por instituições de ensino parceiras em todas as regiões do Brasil, para tirar dúvidas”, aconselha o professor.

    ISENÇÃO DO IR

    Aprovada no ano passado, a Lei nº 15.270 amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física, concedendo isenção a quem recebe R$ 5 mil por mês. O principal benefício recai sobre trabalhadores de baixa e média baixa renda, que, desde o início deste ano, têm mais fôlego no orçamento. Contudo, as declarações de 2026, referente ao ano de 2025, não serão afetadas. A redução da carga tributária sobre os rendimentos só será sentida na declaração de 2027.

    IRPF 2026: prepare-se para o período de declaração!

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  • Petrobras diz que pode reduzir impacto da alta do petróleo no Brasil

    Petrobras diz que pode reduzir impacto da alta do petróleo no Brasil

    A Petrobras disse que é possível reduzir os efeitos da inflação global em decorrência da alta do petróleo porque a empresa passou a considerar, em sua estratégia comercial, “as melhores condições de refino e logística”.

    A Petrobras informou que pode reduzir o impacto da alta do petróleo no Brasil ao mesmo tempo que mantém a rentabilidade da companhia.

    “Em um cenário em que guerras e tensões geopolíticas ampliam a volatilidade do mercado internacional de energia, a Petrobras reafirma seu compromisso com a mitigação desses efeitos sobre o Brasil”, disse a estatal, em nota encaminhada à Agência Brasil.

    A Petrobras acrescentou que é possível reduzir os efeitos da inflação global em decorrência da alta do petróleo porque a empresa passou a considerar, em sua estratégia comercial, “as melhores condições de refino e logística”.

    “O que nos permite promover períodos de estabilidade nos preços ao mesmo tempo que resguarda a nossa rentabilidade de maneira sustentável. Essa abordagem reduz a transmissão imediata das variações internacionais para o mercado brasileiro”, diz o comunicado.  

    A Petrobras acrescentou que, por questões concorrenciais, não pode antecipar decisões, mas que segue comprometida com atuação “responsável, equilibrada e transparente para a sociedade brasileira”

    Alta do petróleo

    A guerra no Irã, e o fechamento do Estreito de Ormuz, no Oriente Médio, por onde trafegam cerca de 25% do petróleo mundial, tem elevado o preço do barril no mercado global, chegando a US$ 120 na segunda-feira (9).

    Porém, após o presidente Donald Trump, dos Estados Unidos (EUA), afirmar que a guerra estaria próxima do fim, os preços voltaram a cair, e hoje o barril Brent é comercializado abaixo dos USS 100, porém ainda acima dos cerca de US$ 70, valor médio antes do conflito.

    Após o fechamento dos mercados, Trump voltou a ameaçar o Irã ontem com ataques “vinte vezes mais forte” que “tornarão praticamente impossível a reconstrução do Irã como nação” caso Teerã continue bloqueando o Estreito de Ormuz.

    Política de preços 

    A diretora técnica do Instituto de Estudos Estratégicos em Petróleo (Ineep), Ticiana Álvares, destaca que a capacidade da Petrobras de mitigar, ao menos em parte, os efeito da alta do petróleo é possível porque a companhia abandonou, em 2023, a política de paridade do preço internacional (PPI). Essa política determinava a revenda de acordo com os preços globais.

    “A política da Petrobras acompanhava 100% a trajetória dos preços internacionais. Essa política modificou e agora leva em consideração fatores internos, que é essa margem de manobra que a Petrobras tem”, disse a especialista.

    Apesar dessa margem de manobra, Ticiana acrescentou que a ação da Petrobras tem efeito limitado e temporário, em especial, porque o Brasil ainda é um grande importador de derivados, como gasolina e diesel, além de ter refinarias privatizadas.  

    “A refinaria da Bahia, a Rlam, foi privatizada. Logo, você tem menos mecanismos de segurar o preço dessas refinarias que foram privatizadas do que, por exemplo, a Petrobras tem”, finalizou.

     

    Petrobras diz que pode reduzir impacto da alta do petróleo no Brasil

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  • Queda do petróleo e tensão no Irã trazem volatilidade ao dólar

    Queda do petróleo e tensão no Irã trazem volatilidade ao dólar

    Com a agenda econômica esvaziada, os investidores mantêm o foco na queda do petróleo e nos desdobramentos da guerra dos EUA no Irã, após o presidente Donald Trump afirmar ontem que a ofensiva pode terminar em breve

    O dólar abriu em queda ante o real na manhã desta terça-feira, 10, mas inverteu o sinal e passou a subir. A correção vem após a moeda americana cair 1,52% no mercado à vista na segunda, 9, fechando a R$ 5,1641, menor valor desde 27 de fevereiro, acumulando desvalorização de 5,92% no ano. Os sinais do presidente dos EUA, Donald Trump, têm sido contraditórios sobre a ofensiva contra o Irã.

    Com a agenda econômica esvaziada, os investidores mantêm o foco na queda do petróleo e nos desdobramentos da guerra dos EUA no Irã, após o presidente Donald Trump afirmar ontem que a ofensiva pode terminar em breve.

    Ao mesmo tempo, Trump ameaçou reagir com “20 vezes mais força” caso o Irã bloqueie o Estreito de Ormuz, enquanto a Guarda Revolucionária iraniana disse que Teerã decidirá quando a guerra terminará.

    Mais cedo, o chefe do Pentágono, Pete Hegseth, afirmou que nesta terça deverá ser o dia mais intenso de ataques contra o território iraniano.

    Os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e dos EUA, Donald Trump, não discutiram suspensão de restrições ao petróleo russo, segundo o Kremlin. O diálogo abordou Irã e Ucrânia, e Trump considerou a conversa positiva.

    O Produto Interno Bruto (PIB) da África do Sul cresceu 0,4% no 4º trimestre de 2025, após 0,5% no 3º trimestre, marcando o quinto avanço consecutivo. No ano, a economia avançou 1,1%, melhor resultado desde 2022 e acima de 0,8% em 2023 e 0,5% em 2024, segundo o Stats SA.

    Na agenda do dia, o IGP-M desacelerou a queda na primeira prévia de março, recuando 0,19% ante -0,49% em fevereiro, segundo a FGV. Já o IPC-S acelerou em seis das sete capitais na primeira quadrissemana de março, subindo 0,04% ante -0,14% na última medição, informou a FGV.

    Queda do petróleo e tensão no Irã trazem volatilidade ao dólar

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  • Taxas de juros têm viés de alta ante fechamento, mas caem ante ajuste anterior

    Taxas de juros têm viés de alta ante fechamento, mas caem ante ajuste anterior

    Movimento ocorre em meio à queda do petróleo, que reduz temores inflacionários, enquanto rendimentos dos Treasuries avançam e o dólar apresenta alta no mercado internacional. Às 9h26, a taxa de depósito interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 subia para 13,600%, de 13,555% no fechamento, mas 13,735% no ajuste anterior

    Os juros futuros exibem viés de alta na manhã desta terça-feira, 10, ante o fechamento de segunda-feira (9), a exemplo do dólar, mas recuam em relação ao ajuste anterior. O petróleo em queda ajuda a tirar pressão da curva e aliviar o temor com inflação, mas os rendimentos dos Treasuries avançam.

    A queda do petróleo se dá diante da perspectiva de que a guerra não seja prolongada a partir de declarações do presidente dos EUA, Donald Trump.

    Nesta terça, Trump disse que poderá conversar com o Irã, a “depender dos termos”, segundo a agência Reuters. Por outro lado, o petróleo passou a cair menos após o secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, declarar que os ataques americanos contra o Irã nesta terça serão os mais intensos desde o início da guerra.

    Às 9h26, a taxa de depósito interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 subia para 13,600%, de 13,555% no fechamento, mas 13,735% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2029 ia para 13,170%, de 13,130% no fechamento e com recuo ante 13,332% no ajuste de segunda-feira. Já o vencimento para janeiro de 2031 marcava 13,495%, de 13,460% no fechamento e 13,654% no ajuste de segunda.

    Taxas de juros têm viés de alta ante fechamento, mas caem ante ajuste anterior

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  • Ações de companhias aéreas caem e preço das passagens dispara com intensificação da guerra no Irã

    Ações de companhias aéreas caem e preço das passagens dispara com intensificação da guerra no Irã

    Especialista projeta um aumento de 5% a 10% no preço das passagens em voos no Brasil, cenário que pode ser de até 20% a depender do desenrolar da guerra no Oriente Médio. Hoje, o mercado nacional é dominado por três companhias: Azul, Gol e Latam -a primeira, inclusive, acaba de anunciar sua saída do Chapter 11, mecanismo similar à recuperação judicial nos Estados Unidos

    (FOLHAPRESS) – As ações das companhias aéreas despencavam nesta segunda-feira (9), enquanto o preço das passagens disparava, à medida que a guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã causou forte alta nos preços do petróleo, gerando temores de uma profunda queda nas viagens e da possibilidade de uma paralisação generalizada dos aviões.

    Os preços do petróleo eram negociados com alta de mais de 15%, em níveis não vistos desde 2022, uma vez que alguns dos principais produtores cortaram o fornecimento e os temores de interrupções prolongadas no transporte marítimo tomaram conta do mercado. Em determinado momento, os futuros do petróleo bruto Brent subiram até 29%.

    Essa situação deve aumentar a pressão sobre as companhias aéreas que já operam em um espaço aéreo restrito, à medida que os viajantes se esforçam para evitar o conflito no Oriente Médio.

    Dentre as companhias que operam no Brasil, a ação da Latam recuava próximo a 2% por volta das 13h40. Já a ação preferencial da Gol recuava 0,5% no mesmo período.

    A tendência, segundo especialistas do setor, é que as companhias aéreas brasileiras sejam penalizadas com o desenrolar da guerra. “A margem de lucro das empresas é muito pequena. Está entre 3% e 6%, então essa forte alta do combustível tem o potencial de consumir rapidamente o caixa das companhias aéreas, forçando ajustes de rotas, redução de frequência de voos e aumento de tarifas”, afirma Francisco Lyra, presidente do Instituto Brasileiro de Aviação e sócio-fundador da consultoria C-Fly Aviation.

    Lyra projeta um aumento de 5% a 10% no preço das passagens em voos no Brasil, cenário que pode ser de até 20% a depender do desenrolar da guerra no Oriente Médio. Hoje, o mercado nacional é dominado por três companhias: Azul, Gol e Latam -a primeira, inclusive, acaba de anunciar sua saída do Chapter 11, mecanismo similar à recuperação judicial nos Estados Unidos.

    Hoje, o queresone de aviação representa entre 30% e 40% dos custos de uma companhia aérea no Brasil. O setor é duplamente impactado pelo dólar, que voltou a subir devido ao aumento das tensões geopolíticas. “As empresas que voam para o exterior têm maior exposição ao risco cambial”, diz Lyra.

    Além da escalada dos preços do petróleo e da recuperação do dólar frente a moedas de países emergentes, Ricardo Fenelon Junior, ex-diretor da Anac e sócio da FBR Advogados, projeta uma perda de valor para companhias que têm voos para o Oriente Médio. “O conflito está em uma região do mundo que vinha funcionando como um grande hub nos últimos anos. Tem voos, inclusive para o Brasil, que estão sendo impactados.”

    Segundo o especialista, ainda é cedo para apontar os impactos do aumento do custo do combustível de aviação para as companhias que operam no país. “As empresas que saíram recentemente dessa recuperação judicial nos EUA ficaram com uma dívida muito menor e menos alavancadas. Hoje elas têm caixa, mas também serão impactadas, naturalmente.”

    MENOS TURISTAS NO FUTURO?

    Para agravar ainda mais a situação dos consumidores, houve um aumento significativo nos preços das passagens aéreas. Os voos diretos de Seul para Londres em 11 de março com a Korean Air Lines, por exemplo, passaram de US$ 564 sete dias antes para US$ 4.359, de acordo com dados do Google Flights.

    “O problema para as companhias aéreas agora é que a demanda por viagens pode ser reduzida à medida que os custos se tornarem proibitivos para os quem viaja a lazer e à medida que algumas empresas começarem a limitar as viagens de negócios devido às perspectivas incertas”, disse Lorraine Tan, diretora de pesquisa de ações para a Ásia da Morningstar.

    O impacto das altas tarifas aéreas pode limitar a demanda por viagens durante grande parte de 2026, acrescentou Tan.

    Na Europa, a Air France KLM , a IAG , proprietária da British Airways, e a Lufthansa caíam entre 4% e 6% no início das negociações, enquanto as principais companhias aéreas dos EUA se desvalorizavam cerca de 4% no pré-mercado.

    O combustível é a segunda maior despesa das companhias aéreas, depois da mão de obra, representando, em geral, de um quinto a um quarto das despesas operacionais. Algumas das principais companhias aéreas asiáticas e europeias têm hedge de petróleo em vigor, mas as companhias aéreas dos EUA abandonaram essa prática em grande parte nas últimas duas décadas.

    “Se o petróleo bruto está subindo 20%, o combustível de aviação está subindo várias vezes mais, pois está ainda mais escasso, adicionando um custo significativo às operações, juntamente com os recursos da tripulação, que são sobrecarregados devido aos tempos de voo mais longos quando o espaço aéreo está fechado”, disse Subhas Menon, diretor da Association of Asia Pacific Airlines.

    Isso pode ter implicações terríveis para o setor.

    AERONAVES PODEM FICAR PARADAS

    “Sem um alívio a curto prazo, as companhias aéreas em todo o mundo poderão ser obrigadas a manter milhares de aeronaves em solo, enquanto algumas das transportadoras mais frágeis financeiramente do setor poderão interromper suas operações”, afirmaram analistas do Deutsche Bank em nota aos clientes.

    Eles também observaram que um aumento acentuado nos custos do combustível de aviação em 2005, após os furacões Katrina e Rita, resultou em danos generalizados e significativos para o setor, incluindo o pedido de falência das principais companhias aéreas Delta e Northwest, de acordo com o Capítulo 11, naquele ano.

    Desde 28 de fevereiro, quando começou a guerra dos EUA e de Israel contra o Irã, até 8 de março, mais de 37 mil voos de e para o Oriente Médio foram cancelados, de acordo com dados da Cirium.

    Com o espaço aéreo severamente restrito, as companhias aéreas foram forçadas a redirecionar voos, transportar combustível extra ou fazer paradas adicionais de reabastecimento para se protegerem contra desvios repentinos ou rotas de voo mais longas por meio de corredores mais seguros.

    Juntas, a Emirates, a Qatar Airways e a Etihad normalmente transportam cerca de um terço dos passageiros da Europa para a Ásia e mais da metade de todos os passageiros da Europa para a Austrália, Nova Zelândia e ilhas próximas do Pacífico, de acordo com a Cirium

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  • Bancos buscam ampliar pagamentos de brasileiros com Pix em lojas argentinas

    Bancos buscam ampliar pagamentos de brasileiros com Pix em lojas argentinas

    Na última sexta-feira (6), o Banco do Brasil lançou uma opção de Pix no exterior, que permite que visitantes façam pagamentos em lojas credenciadas, mesmo que não sejam clientes do banco

    BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS) – Os brasileiros que viajam à Argentina poderão se deparar com mais anúncios ofertando a opção de pagamento via Pix. Na sexta-feira (6), o Banco do Brasil lançou uma opção de Pix no exterior, que permite que visitantes façam pagamentos em lojas credenciadas, mesmo que não sejam clientes do banco.

    A ferramenta promete funcionar de forma semelhante ao Pix utilizado no Brasil e foi desenvolvida em colaboração com o banco argentino Patagonia (que é parte do grupo do banco brasileiro) e a empresa de tecnologia local Coelsa.

    O sistema segue os ritos de uma compra no Brasil: o consumidor pede ao comerciante um código QR e pode utilizar seu smartphone para ler esse código, usando o aplicativo de seu banco, e finalizar a transação sem precisar de cadastro ou autorizações prévias.

    A instituição brasileira realiza a conversão de reais para pesos argentinos, debitando diretamente na conta do cliente, e a operação é registrada como um Pix comum mais IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).

    O cliente será informado da taxa de câmbio no momento da transação, com valor em reais, pesos argentinos e em dólares.

    O Pix já é aceito em alguns estabelecimentos na Argentina, sobretudo em áreas turísticas das principais cidades do país, mas o sistema atual pode obrigar o comerciante a deixar o valor recebido em uma conta no Brasil e depois transferir a quantia para uma conta argentina.

    Os turistas argentinos que vão ao Brasil também costumam fazer pagamentos com Pix, utilizando carteiras virtuais de seu país.

    As instituições brasileiras buscam agora ferramentas para institucionalizar e ampliar o número de lojas que aceitam Pix no exterior.

    Segundo o BB, há mais de 6.000 pontos comerciais clientes do Banco Patagonia na Argentina que utilizam o sistema de cobranças da instituição (o Wapa) e que poderiam receber os pagamentos em Pix internacional, recebendo diretamente em pesos argentinos, popularizando a tecnologia brasileira.

    Além da Argentina, o banco planeja expandir essa funcionalidade para outros países nas Américas, Europa e Ásia, priorizando regiões com maior presença de brasileiros.

    O Pix, lançado no Brasil em 16 de novembro de 2020, se tornou o método de pagamento mais popular do país. De acordo com dados do Banco Central de janeiro deste ano, 80% da população usou a ferramenta, realizando mais de 7 bilhões de transações.

    Especialistas têm destacado a aceitação rápida desse recurso. Uma reportagem publicada pela Folha de S. Paulo em abril do ano passado trazia que diferentes países têm demonstrado interesse no sistema. Países vizinhos, como Colômbia e Peru, têm buscado consultoria de especialistas brasileiros para implementar ou expandir suas ferramentas de pagamentos instantâneos.

    Bancos buscam ampliar pagamentos de brasileiros com Pix em lojas argentinas

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