Categoria: ECONOMIA

  • Dólar cai a R$ 5,16 após Trump dizer que guerra do Irã está 'praticamente concluída'

    Dólar cai a R$ 5,16 após Trump dizer que guerra do Irã está 'praticamente concluída'

    A Bolsa registrou forte alta e encerrou o dia em alta de 0,86%, a 180.915 pontos, com o impulso do setor petrolífero brasileiro; moeda americana é impulsionada pela disparada do petróleo acima de US$ 100

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar fechou em queda de 1,42%, cotado a R$ 5,165, nesta segunda-feira (9) no Brasil, após o presidente norte-americano Donald Trump afirmar que a guerra do Irã está “praticamente encerrada”.

    O pregão foi de volatilidade e impactado pelas cotações do petróleo, que ultrapassaram o patamar dos US$ 100 e atingiram o maior valor desde 2022.

    A Bolsa encerrou o dia em alta de 0,86%, a 180.915 pontos, com o impulso do setor petrolífero brasileiro. As ações da Petrobras se valorizavam mais de 2% e foram os destaques do pregão.

    Nesta segunda, o presidente americano disse que a guerra contra o Irã está praticamente concluída. “Acho que a guerra está praticamente concluída. Eles não têm marinha, não têm comunicações, não têm força aérea”, disse Trump em entrevista à CBS.

    Mais cedo, Trump disse que não estava contente com a escolha de Mojtaba Khamenei como novo líder supremo do Irã. No domingo (8), o filho do aiatolá Ali Khamenei foi anunciado como novo líder supremo do Irã.

    Seu pai, o segundo a ocupar o posto de autoridade máxima do país persa, foi morto por um ataque aéreo de Israel em sua residência oficial no sábado (28).

    A nomeação do novo líder, considerado de um perfil mais linha-dura, reforça as expectativas de um conflito mais prolongado, diz Lucca Bezzon, analista de inteligência de mercado da StoneX.

    Horas depois do anúncio, o Irã fez um ataque contra a instalação petrolífera de Al Ma’ameer, no Bahrein, a principal do país, provocando um incêndio e danos materiais ao local. No mesmo dia, Israel realizou bombardeios contra tanques de petróleo no Irã.

    Nesta segunda, o petróleo chegou a disparar quase 30%, na maior variação diária desde 1988, e ficar próximo de US$ 120 pelo barril. Na máxima do pregão, às 23h30 de domingo, a commodity chegou a estar cotada a US$ 119,46 (R$ 626,14), no maior valor desde 29 de junho de 2022, quando chegou a US$ 120,41 durante a sessão.

    No exterior, a aversão ao risco impacta os índices globais. O Euro STOXX 600, referência na União Europeia, fechou em queda de 0,61%. Nos EUA, os índices subiram, com Nasdaq avançando 1,38%, Dow Jones, 0,50%, e S&P 500, 0,89%.

    As movimentações valorizavam empresas do setor na Bolsa brasileira, como Prio, em alta de 0,52%. A Petrobras também se beneficiou com as ações preferenciais da empresa avançando 2,49%.

    O Irã responde por 3% da produção global da commodity, mas detém ainda mais influência sobre o mercado de energia por causa de sua posição estratégica às margens do estreito.

    O conflito no Oriente Médio não demonstra sinais de arrefecimento e acirrou preocupações com possíveis interrupções na oferta de petróleo na região do Golfo. O estreito de Hormuz, por onde normalmente passa cerca de um quinto do petróleo e do GNL (gás natural liquefeito do mundo), está virtualmente fechado.

    Trump afirmou na última semana que poderia enviar a Marinha para escoltar petroleiros pelo estreito de Hormuz. A retórica, porém, foi contestada pela Guarda Revolucionária do Irã, que disse que o país controla a passagem pelo canal. “Atualmente, o estreito de Hormuz está sob controle total da Marinha da República Islâmica”, disse na quarta.

    O Qatar ainda suspendeu a produção de gás natural liquefeito, levando ao fechamento preventivo de instalações de petróleo e gás em todo o Oriente Médio. A produção do país representa cerca de 20% da oferta global.

    O pregão também foi marcado por uma valorização do real ante o dólar. Segundo analistas, o comportamento acompanhou a alta da da Petrobras e do setor de energia brasileiro de maneira geral.

    “O Brasil é um dos poucos exportadores relevantes de petróleo que não tem envolvimento direto na disputa. Isso pode favorecer o fluxo de divisas para o país, já que não se espera nenhuma disrupção relevante nas exportações brasileiras”, diz Lucca Bezzon, analista de inteligência de mercado da StoneX.

    Além disso, o diferencial de juros entre Brasil e EUA continua um fator positivo. Quanto maior o diferencial, maior tende a ser a rentabilidade potencial da estratégia conhecida como carry trade.

    Nessa operação, investidores captam recursos em economias com juros mais baixos, como os Estados Unidos, e aplicam em ativos de países com taxas mais elevadas, como o Brasil, buscando ganhar com o diferencial de juros. Assim, quanto mais favorável esse diferencial, maior tende a ser o fluxo de dólares para o país, o que contribui para a valorização do real.

    Na sexta-feira, a moeda norte-americana perdeu força em meio à divulgação do relatório “payroll” dos Estados Unidos. Os dados reforçaram a tese de desaceleração da economia americana e de cortes de juros do Fed (Federal Reserve), banco central dos EUA.

    O boletim Focus desta segunda mostrou economistas subindo a previsão da taxa de juros brasileira para 2026.

    Dólar cai a R$ 5,16 após Trump dizer que guerra do Irã está 'praticamente concluída'

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  • Envio de declaração do IR começa na próxima semana; veja regras

    Envio de declaração do IR começa na próxima semana; veja regras

    A confusão entre isenção do imposto e obrigatoriedade de entregar a declaração é comum entre os contribuintes; nova isenção de até R$ 5 mil não afeta declaração do IR deste ano

    A Receita Federal divulgará na próxima segunda-feira (16) as regras da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026. Embora o calendário oficial ainda não tenha sido anunciado, a expectativa é que o prazo de entrega da declaração comece no dia 16 e se estenda até 29 de maio, último dia útil do mês, seguindo o padrão dos anos anteriores.

    Uma das principais dúvidas entre os contribuintes neste ano envolve a nova faixa de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil por mês. Apesar de a medida ter entrado em vigor em 1º de janeiro e ter começado a aliviar o bolso de parte dos trabalhadores desde fevereiro, a mudança não terá impacto na declaração entregue em 2026.

    Isso ocorre porque a declaração deste ano se refere aos rendimentos obtidos em 2025. Assim, a nova faixa de isenção só terá efeito prático na declaração a ser apresentada em 2027.

    A confusão entre isenção do imposto e obrigatoriedade de entregar a declaração é comum entre os contribuintes.

    Especialistas alertam que estar isento do pagamento mensal não significa automaticamente estar dispensado de prestar contas ao Fisco, já que a obrigação de declarar depende também de outros critérios, como patrimônio, investimentos e operações financeiras.

    Quem deve declarar o Imposto de Renda em 2026?

    Com base nas regras aplicadas no último exercício fiscal, que não sofreram alteração neste ano, devem apresentar a declaração os contribuintes que, em 2025:

    • Receberam rendimentos tributáveis, como salários, aposentadorias ou aluguéis, acima de R$ 33.888;
    • Obtiveram rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte superiores a R$ 200 mil;
    • Tiveram receita bruta de atividade rural acima de R$ 169.440;
    • Obtiveram ganho de capital na venda de bens ou direitos;
    • Fizeram operações em bolsas de valores, mercadorias ou futuros com soma superior a R$ 40 mil;
    • Fizeram operações de day trade (compra e venda na bolsa no mesmo dia) com lucro;
    • Venderam ações com lucro em meses com volume superior a R$ 20 mil;
    • Possuíam bens ou direitos acima de R$ 800 mil em 31 de dezembro;
    • Tornaram-se residentes no Brasil ao longo de 2025;
    • Declararam bens ou participações em entidades no exterior;
    • Foram titulares de trusts (empresas de investimento) no exterior;
    • Atualizaram bens no exterior a valor de mercado ou receberam rendimentos financeiros de entidades estrangeiras;
    • Optaram por isenção de ganho de capital na venda de imóvel residencial, desde que tenham reinvestido o valor em outro imóvel em 180 dias.

    Quem fica isento do imposto?

    A nova tabela do Imposto de Renda ampliou a faixa de isenção para rendimentos mensais de até R$ 5 mil, mas a regra só valerá para rendimentos recebidos a partir de 2026. Por isso, o efeito prático aparecerá apenas na declaração entregue em 2027.

    Atualmente, o limite oficial de isenção do imposto é de R$ 2.428,80 por mês. Com os ajustes aplicados na tabela, que criou deduções adicionais, a isenção efetiva alcança rendimentos mensais de até R$ 3.036, valor equivalente a dois salários mínimos em 2025.

    Documentos necessários para declarar

    Para preencher a declaração, o contribuinte deve reunir documentos pessoais e comprovantes de renda e patrimônio.

    Documentos de identificação:

    • Documento oficial com CPF (RG ou CNH);
    • Comprovante de endereço atualizado;
    • CPF do cônjuge;
    • Número do título de eleitor;
    • Recibo da declaração do ano anterior;
    • Número do PIS, NIT ou inscrição no INSS;
    • Dados de dependentes e alimentandos.

    Comprovantes de renda:

    • Informes de rendimentos do titular e dependentes;
    • Extratos bancários e de aplicações financeiras;
    • Relatórios de aluguéis recebidos;
    • Informes de previdência privada;
    • Rendimentos de programas de incentivo à nota fiscal.

    Comprovantes de renda variável:

    • Notas de corretagem;
    • DARFs pagos;
    • Informes de rendimentos de investimentos.

    Restituições

    Seguindo o padrão dos últimos anos, o pagamento das restituições deve começar no fim de maio. A expectativa é que o primeiro lote seja liberado em 29 de maio, enquanto o quinto e último lote tende a ser pago em 30 de setembro.

    Informe de rendimentos

    Documento essencial para preencher a declaração, o informe de rendimentos foi repassado por empregadores e pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) até 27 de fevereiro, último dia útil do mês passado. O mesmo vale para as instituições financeiras, que eram obrigadas a enviar os rendimentos de aplicações e o saldo em contas até a mesma data.

    Caso não tenha recebido o documento, o contribuinte deve pedi-lo diretamente à empresa ou utilizar a declaração pré-preenchida disponível no sistema da Receita Federal a partir do primeiro dia de declaração.

    Outros comprovantes

    Os comprovantes usados para deduções no Imposto de Renda também foram enviados até 27 de fevereiro. Os informes de pagamentos a planos de saúde individuais e recolhimentos a fundos de pensão serão usados pelo contribuinte para deduzir os valores cobrados no Imposto de Renda e aumentar a restituição.

    Envio de declaração do IR começa na próxima semana; veja regras

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  • Clientes do Banco do Brasil podem renegociar dívidas até o fim do mês

    Clientes do Banco do Brasil podem renegociar dívidas até o fim do mês

    Descontos podem chegar a 90%, de acordo com cada perfil; campanha do Banco do Brasil acontece simultaneamente ao Mutirão Nacional de Negociação e Orientação Financeira, da Federação Brasileira de Bancos (Febraban)

    O Banco do Brasil abriu prazo até dia 31 de março para que clientes possam renegociar dívidas com condições especiais e descontos que podem chegar a até 90%, de acordo com cada perfil. Segundo o banco, o objetivo é reforçar o compromisso com a recuperação da saúde financeira de seus clientes e com o estímulo ao uso consciente do crédito. 

    “Caso a renegociação não esteja disponível de forma automática, o cliente deve procurar sua agência de relacionamento para atendimento personalizado. Em todos esses canais, não é necessário o envio de documentos”, explicou o gerente-executivo da Unidade de Cobrança e Reestruturação de Ativos do Banco do Brasil, Daniel Brum.

    A campanha do Banco do Brasil acontece simultaneamente ao Mutirão Nacional de Negociação e Orientação Financeira, da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), quando será possível renegociar dívidas bancárias em atraso, como cartão de crédito, cheque especial, crédito consignado e outras modalidades de crédito sem garantia e não prescritas.

    Segundo a Febraban, o mutirão representa uma oportunidade para que os cidadãos regularizem suas pendências financeiras, reorganizem o orçamento e evitem o superendividamento, além de fortalecer a relação entre consumidores e instituições financeiras.

    Serviço

    A renegociação pode ser feita nos canais de atendimento do Banco do Brasil:

    Central de Relacionamento do BB (CRBB);Telefones 4004-0001 ou 0800 729 0001;WhatsApp BB, com o número (61) 4004-0001, escolhendo a opção #renegocie;Aplicativo do banco;Autoatendimento;

    • Site www.bb.com.br/solucaodedividas e

    Nas agências do Banco do Brasil.

    Clientes do Banco do Brasil podem renegociar dívidas até o fim do mês

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  • Estimativas do mercado para inflação e PIB ficam estáveis

    Estimativas do mercado para inflação e PIB ficam estáveis

    Projeções do mercado financeiro para crescimento do PIB e inflação foram mantidas na edição mais recente do Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central. Expectativa para a taxa básica de juros em 2026 também foi revisada pelos analistas

    As previsões do mercado financeiro para os principais indicadores econômicos em 2026, como o crescimento da economia e a inflação, permaneceram estáveis na edição desta segunda-feira (9) do Boletim Focus. A pesquisa reúne projeções de instituições financeiras e é divulgada semanalmente pelo Banco Central.

    A estimativa para o crescimento da economia brasileira neste ano foi mantida em 1,82%. Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB), que representa a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, ficou em 1,8%. Já para 2028 e 2029, o mercado financeiro prevê expansão de 2% em ambos os anos.

    Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado marcou o quinto ano consecutivo de crescimento, com avanço em todos os setores e destaque para a agropecuária.

    Nesta edição do Boletim Focus, a previsão para a cotação do dólar no fim de 2026 permanece em R$ 5,41. Para o final de 2027, a estimativa é que a moeda norte-americana esteja em R$ 5,50.

    A projeção do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, também foi mantida em 3,91% para este ano. Para 2027, a previsão passou de 3,79% para 3,8%. Já para 2028 e 2029, a expectativa é de inflação de 3,5% em ambos os anos.

    A estimativa para a inflação em 2026 permanece dentro da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional. O objetivo é manter a inflação em 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Assim, o limite inferior é de 1,5% e o superior, de 4,5%.

    Em janeiro, o aumento nos preços da energia elétrica e da gasolina fez com que a inflação do mês fechasse em 0,33%, o mesmo índice registrado em dezembro. Segundo o IBGE, o resultado levou o IPCA a acumular alta de 4,44% em 2025.

    O índice de inflação referente a fevereiro será divulgado na próxima quinta-feira (12) pelo instituto.

    Para controlar a inflação, o Banco Central utiliza principalmente a taxa básica de juros, a Selic, atualmente fixada em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Mesmo com a queda recente da inflação e do dólar, o colegiado manteve os juros inalterados pela quinta reunião consecutiva, na decisão tomada no fim de janeiro.

    Esse é o maior nível da taxa desde julho de 2006, quando estava em 15,25% ao ano. Em ata, o Copom indicou que pode iniciar a redução dos juros na reunião de março, caso a inflação permaneça sob controle e não haja mudanças inesperadas no cenário econômico. Ainda assim, a tendência é de manutenção dos juros em níveis considerados restritivos.

    As projeções do mercado para a Selic também foram ajustadas. A estimativa passou de 12% para 12,13% ao ano no final de 2026. Para 2027 e 2028, a expectativa é de queda para 10,5% e 10% ao ano, respectivamente. Em 2029, a previsão é de que a taxa chegue a 9,5% ao ano.

    Quando o Copom eleva a Selic, o objetivo é reduzir o consumo e conter pressões inflacionárias. Juros mais altos tornam o crédito mais caro e incentivam a poupança, o que tende a desacelerar a atividade econômica. Além da Selic, os bancos consideram outros fatores para definir as taxas cobradas dos consumidores, como risco de inadimplência, custos operacionais e margem de lucro.

    Por outro lado, quando a Selic é reduzida, o crédito tende a ficar mais barato. Isso estimula o consumo e os investimentos, o que pode impulsionar a atividade econômica, mas também diminui o controle sobre a inflação.
     
     

     

    Estimativas do mercado para inflação e PIB ficam estáveis

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  • Dólar desacelera alta ante real com fluxo comercial positivo

    Dólar desacelera alta ante real com fluxo comercial positivo

    Há fluxo comercial positivo e leve redução de posições cambiais no mercado futuro para auferir ganhos, comenta o diretor. Às 9h45 desta segunda-feira, o dólar à vista subia 0,22%, a R$ 5,2544. O dólar futuro para abril caía 0,08%, a R$ 5,2840

    O dólar abriu em alta nesta segunda-feira, 9, registrou máxima intradiária aos R$ 5,2864 (+0,81%) no mercado à vista após a abertura da sessão, mas desacelerou e renovou mínima a R$ 5,2454 (+0,03%).

    O rali do petróleo aumenta a aversão a risco global por temores de inflação, mas favorece países exportadores da commodity, como o Brasil, assim como a valorização de 2,28% do minério de ferro na China e o forte carry trade do País, que ajudam a amenizar a força do dólar ante o real, afirma Jefferson Rugik, diretor da Correparti.

    Há fluxo comercial positivo e leve redução de posições cambiais no mercado futuro para auferir ganhos, comenta o diretor. Às 9h45 desta segunda-feira, o dólar à vista subia 0,22%, a R$ 5,2544. O dólar futuro para abril caía 0,08%, a R$ 5,2840.

    Dólar desacelera alta ante real com fluxo comercial positivo

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  • Salário mínimo terá ganho real de 2,3% em 2027 após alta do PIB de 2025

    Salário mínimo terá ganho real de 2,3% em 2027 após alta do PIB de 2025

    O avanço de 2,3% do PIB em 2025 é o menor em cinco anos. A economia havia crescido 4,8% em 2021, 3% em 2022, 3,2% em 2023 e 3,4% em 2024. Antes disso, o resultado mais baixo foi a retração de 3,3% em 2020, ano da pandemia de Covid-19

    (FOLHAPRESS) – O salário mínimo terá reajuste acima da inflação de 2,3% em 2027, equivalente ao crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) no ano passado. O aumento anual do piso leva em conta a inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) que for acumulado em 12 meses até novembro deste ano, mais o crescimento do PIB de 2025.

    O avanço de 2,3% do PIB em 2025 é o menor em cinco anos. A economia havia crescido 4,8% em 2021, 3% em 2022, 3,2% em 2023 e 3,4% em 2024. Antes disso, o resultado mais baixo foi a retração de 3,3% em 2020, ano da pandemia de Covid-19.

    O valor final do salário mínimo em 2027 dependerá do comportamento do INPC acumulado até novembro de 2026, que será divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) só no início do ano que vem.

    Neste ano, o salário mínimo é de R$ 1.621 -aumento de R$ 103 em relação a 2025, quando o piso era de R$ 1.518. O reajuste total foi de 6,79%, dos quais 4,18% corresponderam à inflação medida pelo INPC.

    Segundo regra do Ministério da Fazenda, o ganho real está sujeito aos limites estabelecidos pelo arcabouço fiscal, que prevê aumento acima da inflação dentro de um intervalo entre 0,6% e 2,5%. Como o PIB avançou 2,3% em 2025, esse crescimento poderá ser integralmente incorporado ao reajuste, por estar abaixo do teto de 2,5%. Nos anos recentes, o crescimento do PIB superou 2,5%, mas o reajuste do salário mínimo ficou limitado ao teto.

    Caso o PIB tivesse registrado crescimento inferior a 0,6%, o piso ainda assim teria garantido um aumento real mínimo de 0,6%.

    Os limites foram definidos no arcabouço fiscal como forma de controlar o ritmo de crescimento das despesas públicas. Na prática, a regra estabelece um piso e um teto para o aumento real, buscando conciliar a política de valorização do salário mínimo, que serve de referência para aposentadorias, benefícios assistenciais e outras despesas obrigatórias, com as metas de equilíbrio das contas públicas.

    Ao impor esse intervalo, o governo também preserva espaço no Orçamento para as chamadas despesas discricionárias, em que há liberdade de escolha para o gasto.

    O salário mínimo é o menor valor mensal que um trabalhador pode receber no país por uma jornada regular. Ele pressiona os gastos do governo por ser a referência para benefícios previdenciários e sociais, funcionando como baliza para uma série de despesas obrigatórias do Poder Executivo.

    Aposentadorias e pensões do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), por exemplo, não podem ficar abaixo do salário mínimo. Sempre que há reajuste, quem recebe um benefício pelo piso também passa a ganhar o novo valor. Outro benefício atrelado ao piso nacional é o BPC (Benefício de Prestação Continuada), pago a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda. Estados podem fixar pisos regionais acima do nacional, mas nunca abaixo dele.

    Salário mínimo terá ganho real de 2,3% em 2027 após alta do PIB de 2025

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  • Vai fazer 65 anos em 2026? Veja quando é possível se aposentar

    Vai fazer 65 anos em 2026? Veja quando é possível se aposentar

    Completar 65 anos não garante automaticamente o benefício do INSS. Após a Reforma da Previdência, trabalhadores precisam cumprir tempo mínimo de contribuição e carência. Entenda quais regras valem em 2026 e como verificar se já é possível solicitar a aposentadoria

    Completar 65 anos em 2026 não significa, automaticamente, ter direito à aposentadoria pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Desde a Reforma da Previdência, aprovada em 2019, a idade mínima passou a ser apenas um dos critérios exigidos para a concessão do benefício.

    Para solicitar a aposentadoria por idade, os trabalhadores também precisam cumprir um tempo mínimo de contribuição e a carência exigida pelo sistema previdenciário. As regras variam de acordo com o momento em que o segurado passou a contribuir para o INSS.

    No caso dos homens, a idade mínima continua sendo de 65 anos. No entanto, o tempo de contribuição depende da data de filiação ao sistema. Quem já contribuía antes de 13 de novembro de 2019 precisa comprovar pelo menos 15 anos de pagamentos ao INSS. Já os trabalhadores que começaram a contribuir após a reforma precisam ter, no mínimo, 20 anos de contribuição.

    Para as mulheres, a idade mínima foi fixada em 62 anos, com exigência de pelo menos 15 anos de contribuição. Assim, caso uma segurada complete 65 anos em 2026 e ainda não tenha solicitado o benefício, o requisito de idade já estará cumprido, restando apenas a verificação do tempo de contribuição.

    Além do tempo mínimo exigido, o INSS também estabelece a chamada carência, que corresponde a 180 meses de contribuições realizadas ao longo da vida laboral. Esse período equivale a 15 anos de pagamentos ao sistema previdenciário.

    Alguns períodos podem ser considerados no cálculo, como tempo de trabalho rural ou afastamentos por auxílio-doença, desde que estejam corretamente registrados e validados no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS).

    Para quem ainda não atingiu a idade mínima para aposentadoria por idade, continuam valendo as chamadas regras de transição criadas pela Reforma da Previdência. Em 2026, essas regras exigem pontuação mínima que combina idade e tempo de contribuição.

    Na chamada regra dos pontos, os homens precisam somar 103 pontos, com pelo menos 35 anos de contribuição. Para as mulheres, a exigência é de 93 pontos e um mínimo de 30 anos de contribuição.

    Outra possibilidade é a regra da idade mínima progressiva. Nesse caso, em 2026, os homens precisam ter ao menos 64 anos e seis meses de idade e 35 anos de contribuição. Já as mulheres devem ter 59 anos e seis meses de idade, além de 30 anos de contribuição.

    Para saber se já é possível solicitar o benefício, o segurado pode utilizar o simulador disponível no site ou no aplicativo Meu INSS. A ferramenta calcula automaticamente a idade, o tempo de contribuição e a pontuação com base nas informações registradas no sistema.

    O valor da aposentadoria é calculado a partir da média de todas as contribuições feitas pelo trabalhador desde julho de 1994. Em alguns casos, adiar o pedido por alguns meses pode aumentar o valor final do benefício.

    Vai fazer 65 anos em 2026? Veja quando é possível se aposentar

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  • Lula defende fim da escala 6×1 e do jogo do tigrinho em discurso para eleitorado feminino na TV

    Lula defende fim da escala 6×1 e do jogo do tigrinho em discurso para eleitorado feminino na TV

    O discurso de Lula em cadeia nacional de rádio e televisão, que durou cerca de seis minutos, teve um apelo para a segurança pública. O presidente destacou o lançamento do Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, feito na semana passada.

    AUGUSTO TENÓRIO
    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O governo exibiu na noite deste sábado (7) um pronunciamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março. No seu discurso, o petista destacou ações de combate ao feminicídio e relacionou o fim da escala 6×1 e do vício em apostas à pauta de melhoria de qualidade de vida das mulheres.

    O discurso de Lula em cadeia nacional de rádio e televisão, que durou cerca de seis minutos, teve um apelo para a segurança pública. O presidente destacou o lançamento do Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, feito na semana passada.

    “Para começar, um mutirão do Ministério da Justiça, em parceria com os governos dos estados, para prender mais de 2.000 agressores de mulheres que não podem e não vão continuar em liberdade. E estou avisando: outras operações virão”, disse.

    Lula também destacou pontos como o rastreamento eletrônico de agressores de mulheres e a criação do Centro Integrado da Segurança Pública, com unificação de dados e monitoramento. “A regra é clara: quem agride mulher não pode andar por aí como se nada tivesse acontecido”, afirmou.

    O presidente falou também sobre ações dos seus governos anteriores, como a Lei Maria da Penha e o Disque 180, e do atual mandato, como a lei da igualdade salarial para mulheres e homens que exercem a mesma função.

    O petista, porém, focou em atrelar à pauta feminina bandeiras do seu governo que carecem de aprovação no Congresso. Lula destacou que mulheres tendem a ter jornada dupla, no trabalho e em casa, e cobrou o fim da escala 6×1. “Está na hora de acabar com isso, pois significará mais tempo com a família, mais tempo para estudar, descansar e viver. Essa é uma pauta da mulher brasileira”, afirmou.

    Lula ainda disse que o vício em apostas é outro drama que atinge os lares brasileiros. “Embora a maioria dos viciados sejam homens, a conta recai sobre as mulheres. É o dinheiro da comida, do aluguel, da escola das crianças que desaparece na tela do celular”, declarou.
    O presidente afirmou que o governo vai trabalhar junto ao Congresso e ao Judiciário. “Não faz sentido permitir que os jogos do tigrinho entrem nas casas, endividando as famílias pelo celular”, disse Lula, acrescentando que cassinos digitais não podem continuar “endividando famílias e destruindo lares”.

    LULA E O ELEITORADO FEMININO

    O eleitorado feminino é considerado responsável pela vitória de Lula em 2022, segundo as pesquisas da última eleição. O levantamento Datafolha divulgado neste sábado mostra que o governo do petista é mais bem avaliado entre as mulheres.

    Entre os homens, a taxa de avaliação positiva se mantém em 28%, ao passo que a negativa alcança 43%. Já entre as mulheres, o governo é considerado ótimo ou bom por 30% e ruim ou péssimo por 38%. Nos dois grupos, a oscilação em relação a junho ficou dentro da margem de erro de três pontos percentuais para esse segmento.

    Apesar disso, Lula enfileira falas consideradas machistas no seu terceiro mandato como presidente. O petista chamou de “mulherzinha” a presidente do FMI (Fundo Monetário Internacional), Kristalina Georgieva, em abril de 2025. No mês anterior, ele disse que colocou uma “mulher bonita” na sua articulação política, em referência à ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann.

    Em julho de 2024, Lula afirmou condenar violência doméstica e disse que a prática desse tipo de crime tende a aumentar após jogos de futebol. Na sequência, soltou uma frase criticada pela sua então ministra das mulheres, Cida Gonçalves,

    “Hoje eu fiquei sabendo uma notícia triste. Tem pesquisa, Haddad, que mostra que depois de um jogo de futebol aumenta a violência contra a mulher. Inacreditável. Se o cara é corintiano, tudo bem, como eu. Mas eu não fico nervoso quando perde, eu lamento profundamente”, disse Lula se dirigindo a seu ministro da Fazenda.

    A declaração foi dada em meio a um comentário em que ele criticava a violência doméstica e elogiava a presença de mulheres em um evento com empresários do ramo alimentício no Palácio do Planalto.

    Em fevereiro deste ano, o governo lançou nesta quarta-feira (4), como uma resposta ao problema, o Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio. No entanto, os detalhes e as ações práticas para implementar os objetivos do pacto não foram apresentados.

    No evento, o presidente afirmou que, “pela primeira vez, os homens estão assumindo a responsabilidade de que a luta pela defesa da mulher não é só da mulher. É do agressor, que é o homem”.

    Lula defende fim da escala 6×1 e do jogo do tigrinho em discurso para eleitorado feminino na TV

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  • Brasil já tem mais de um cartão de crédito por pessoa e setor caminha para saturação

    Brasil já tem mais de um cartão de crédito por pessoa e setor caminha para saturação

    Em 2025, as transações em cartão de crédito movimentaram R$ 3,1 trilhões no Brasil, um crescimento de 14,5% em relação a 2024, de acordo com a Abecs. O salto é bem maior que registrado pelo estagnado cartão de débito, que registrou leve variação positiva de 0,2%, a R$ 1 trilhão.

    A cada minuto, os brasileiros fizeram, em média, pouco mais de 40 mil transações por cartão de crédito no ano passado, segundo dados da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs). O número dá uma dimensão do papel central que o instrumento ganhou no consumo das famílias, em um movimento que aquece a briga de bancos e fintechs emissores pela concessão do crédito que lastreia o plástico. Pelas projeções do mercado, ainda há espaço para expansão no curto prazo, mas a disputa cada vez mais acirrada deve desafiar o setor a estruturar estratégias mais agressivas para fidelizar os clientes.

     

    Em 2025, as transações em cartão de crédito movimentaram R$ 3,1 trilhões no Brasil, um crescimento de 14,5% em relação a 2024, de acordo com a Abecs. O salto é bem maior que registrado pelo estagnado cartão de débito, que registrou leve variação positiva de 0,2%, a R$ 1 trilhão.

     

    As cifras são sustentadas por um volume recorde de 243 milhões de cartões de crédito ativos no final do primeiro semestre do ano passado, conforme as estatísticas mais atualizadas do Banco Central. A conta, portanto, é de mais de um cartão ativo por pessoa, em um País de 213,4 milhões de habitantes, pelas estimativas do IBGE.

     

    O cenário significa que as instituições financeiras terão que competir pela atenção de um público exigente e que já dispõe de múltiplas opções. O ambiente concorrencial pode levar o segmento a um ponto de saturação, em que os mais importante será a principalidade, afirma o sócio e presidente da Boanerges & Cia Consultoria, Boanerges Ramos Freire. \”O consumidor pode ter diversos cartões na carteira, mas sempre haverá um que concentra o seu relacionamento principal, usado com mais frequência\”, explica.

     

    Emissores apostam em lançamentos

     

    De olho na tendência, os principais emissores vêm ampliando a concessão do crédito para incentivar a preferência do correntista. Os quatro maiores bancos de capital aberto do País – Itaú Unibanco, Bradesco, Banco do Brasil e Santander Brasil – fecharam 2025 com uma carteira de cartão de crédito que somava R$ 373,7 bilhões, um avanço de 11,5% em relação a dezembro de 2024.

     

    Para as instituições tradicionais, o foco recai principalmente sobre clientes de maior renda, diante da maior dificuldade para rentabilizar os usuários em faixas salariais mais baixas. A estratégia é marcada pela incorporação de serviços exclusivos, acesso a pré-vendas de shows e salas VIPs em aeroportos.

     

    O Itaú, por exemplo, lançou sua versão do Visa Infinite Privilege, voltado para o público que representa 0,1% dos mais ricos do Brasil. O Bradesco, por sua vez, anunciou novos cartões em parceria com a United e a rede hotéis Marriott. Pelo menos sete emissores também já confirmaram intenção de oferecer o Mastercard World Legend, posicionado acima da categoria Black. Para a classe média, os bancos apostam em opções isentas de anuidade e com possibilidade de cartão adicional. É o caso do FREE, do Santander, que também elimina as taxas sem demandar gastos mínimos.

     

    Já o Nubank promoveu uma rodada agressiva de aumentos nos limites de cartões de crédito, com ajuda de ferramentas de inteligência artificial que ajudam a identificar a dimensão e os beneficiários dos ajustes. Segundo o CEO da fintech, David Vélez, um reflexo desse movimento é o aumento no volume de limites não utilizados, que avançaram de US$ 18 bilhões para US$ 28 bilhões em um ano.

     

    Na renda alta, em que oferece o Ultravioleta, o Nubank afirma ter 40% da base de consumidores com renda mensal superior a R$ 12 mil. \”Mas eles não estão usando nosso cartão como o primário, muitas vez porque demos limites menores inicialmente\”, disse o CFO do banco digital, Guilherme Lago. \”Precisamos melhorar a proposta de valor do produto, o que temos feito nos últimos trimestres\”.

     

    Próximo da saturação

     

    Apesar da oferta crescente, a primazia do cartão no consumo ganhou um concorrente de peso com a popularização do Pix. A integração do sistema de pagamentos com o crédito, o chamado Pix Parcelado, deve ampliar a competição e pode ameaçar a soberania do plástico, de acordo com análise da Fitch Ratings. No final do ano passado, o Banco Central desistiu de regular o produto e deixou o mercado livre para definir taxas, prazos e formas de cobrança.

     

    Para a Fitch, emissores e bandeiras terão que se adaptar com a criação de diferenciais que gerem melhor proposta de valor para os cartões. “O novo produto pode reduzir a participação de mercado dos cartões de crédito nos pagamentos, especialmente nas transações de “parcelado sem juros”, potencialmente a custos mais baixos tanto para consumidores quanto para lojistas”, diz a agência.

     

    O sócio e membro das práticas de serviços financeiros da consultoria Bain & Company, André Mello, ainda não vê o mercado de cartões de crédito em um ponto de saturação, mas avalia que há espaço para mais uns dois a três anos de crescimento no setor. \”Ainda não está lá, tem bastante oportunidades, mas o volume transacionado de cartões está chegando perto de um patamar de saturação\”, diz.

    Brasil já tem mais de um cartão de crédito por pessoa e setor caminha para saturação

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  • Preço de veículos usados desacelera para alta de 0,55% em fevereiro, aponta IBV Auto

    Preço de veículos usados desacelera para alta de 0,55% em fevereiro, aponta IBV Auto

    No acumulado em 12 meses concluídos em fevereiro, o índice avançou 6,60%, o nível mais elevado nesta métrica desde março de 2023

    Os preços de automóveis leves usados desaceleraram em fevereiro no País. O IBV Auto, produzido pelo banco BV, registrou alta de 0,55% no segundo mês de 2026 após expansão de 0,90% em janeiro, quando havia alcançando a maior variação para o mês em seis anos. No entanto, no acumulado em 12 meses concluídos em fevereiro, o índice avançou 6,60%, o nível mais elevado nesta métrica desde março de 2023, conforme relatório antecipado ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

    Segundo o economista-chefe do BV, Roberto Padovani, o indicador mostra uma persistente alta, sugerindo força, resiliência e um possível reaquecimento econômico.

    A despeito de a inflação de automóveis em fevereiro ter sido mais branda na comparação com o mês anterior, a taxa acumulada em 12 meses corrobora a avaliação de um cenário em franca expansão, diz.

    “Mais do que apenas pela alta da inflação do automóvel usado, chama a atenção o ritmo de aceleração, já que o registrado até dezembro foi de 5,31%”, afirma Padovani.

    Ele alerta que se outros indicadores de atividade no Brasil confirmarem um quadro de reaquecimento econômico, requererá atenção por parte do Banco Central.

    Essa vigilância ocorreria num momento em que o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC está prestes a iniciar o processo de queda da taxa Selic. A expectativa no mercado é que o ciclo de baixa na taxa Selic, que está em 15,00% ao ano, comece neste mês.

    De acordo com o Índice BV Auto, o veículo que mais contribuiu para a alta dos preços em fevereiro foi o Chevrolet Onix, com 2,06%. Na contramão, o que registrou a queda mais significativa foi de 3,30%, da Hilux SW4.

    Fora da sazonalidade

    Os dados do IBV do primeiro bimestre contrariam a sazonalidade, mesmo no momento de juros elevados, quando costumeiramente as vendas de veículos usados são mais moderadas no período em relação aos demais meses do ano.

    Outro ponto destacado pelo banco é que em uma conjuntura em que os preços dos automóveis zero quilômetro estão pressionados, é esperado que parte dos compradores migre para o mercado de usados, em um movimento que contribui para o fortalecimento dessa dinâmica.

    “A maior alta de preços para fevereiro desde 2022, somada ao avanço em janeiro, reforça o aquecimento do mercado de veículos usados neste início de ano”, afirma a nota.

    Regiões

    Por região, o Centro-Oeste foi a que apresentou a maior inflação de veículos usados entre janeiro e fevereiro, de 0,77%. A alta foi influenciada principalmente pelos Estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

    Houve avanço generalizado do IBV Auto em fevereiro ante janeiro de 2026 pelos Estados brasileiros, com destaque para a alta de 1,19% mensurada no Amazonas, enquanto a menor foi apurada em Rondônia, com elevação de 0,06%.

    Em 12 meses, terminados em fevereiro deste ano, as três maiores variações foram de 7,67% (Rondônia) e de 7,63% (Amazonas), além de 7,49% (Tocantins). A menor, por sua vez, foi no Espírito Santo, de 4,46% (0,21% na margem).

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