Categoria: ECONOMIA

  • Aneel divulga calendário para anúncio de bandeiras tarifárias em 2026

    Aneel divulga calendário para anúncio de bandeiras tarifárias em 2026

    Consumidor pode acompanhar as decisões da Aneel a respeito das bandeiras tarifárias que vigorarão a cada mês no decorrer do ano de 2026

    O ano de 2026 começou com redução no valor das contas de energia elétrica com a bandeira verde na tarifa de energia, ou seja, sem custo extra. Para o próximo mês, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou que a decisão sobre a bandeira tarifária será anunciada no dia 30 de janeiro, conforme calendário divulgado pela agência reguladora nesta semana.

    Pelo calendário, o consumidor pode acompanhar as decisões da Aneel a respeito das bandeiras tarifárias que vigorarão a cada mês no decorrer do ano de 2026. Nas datas previstas, será divulgada a cor da bandeira que estará vigente no mês seguinte.

    No dia 27 de fevereiro, sairá a definição sobre a bandeira a ser aplicada em março e, no mesmo dia de março (27), sai a bandeira de abril. A definição da bandeira tarifária de maio será divulgada no dia 24 de abril. 

    A bandeira de junho, será conhecida no dia 29 de maio. Para julho, a Aneel disse que vai divulgar a bandeira no dia 26 de junho. A bandeira a ser aplicada em agosto será divulgada no dia 31 de julho. A de setembro sairá no dia 28 de agosto; e a de outubro, no dia 25 de setembro.

    Por fim, a bandeira tarifária que será aplicada em novembro será anunciada no dia 30 de outubro. A bandeira de dezembro será conhecida no dia 27 de novembro. Já a bandeira a ser aplicada em janeiro de 2027, sairá no dia 23 de dezembro.

    Custos extras

    Criado em 2015 pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias reflete os custos variáveis da geração de energia elétrica. Divididas em cores, as bandeiras indicam quanto está custando para o Sistema Interligado Nacional (SIN) gerar a energia usada nas residências, em estabelecimentos comerciais e nas indústrias.

    A cada mês, as condições de operação do sistema de geração de energia elétrica são reavaliadas pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que define a melhor estratégia de geração de energia para atendimento da demanda e traça uma previsão de custos a serem cobertos pelas bandeiras.

    Portanto, as cores das bandeiras tarifárias são definidas a partir da previsão de variação do custo da energia em cada mês. Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, não há nenhum acréscimo. Quando são aplicadas as bandeiras vermelha ou amarela, a conta sofre acréscimo a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumido.

    Importante observar que, anualmente, ao final do período úmido, em abril, a Aneel define o valor das Bandeiras Tarifárias para o ciclo seguinte. Atualmente os valores cobrados são os seguintes: na bandeira amarela, com condições de geração menos favoráveis, a tarifa sofre acréscimo de R$ 1,88 para cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos; na bandeira vermelha, no Patamar 1, com condições mais custosas de geração, a tarifa sofre acréscimo de R$ 4,46 para 100 quilowatt-hora kWh consumido.

    Já na bandeira vermelha, no Patamar 2, as condições de geração são ainda mais custosas. Com isso, a tarifa sofre acréscimo de R$ 7,87 para cada 100 quilowatt-hora kWh consumido.

    Aneel divulga calendário para anúncio de bandeiras tarifárias em 2026

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  • Fazenda comemora IPCA de 4,26% e projeta menor inflação do Plano Real

    Fazenda comemora IPCA de 4,26% e projeta menor inflação do Plano Real

    “Os 4,26% são o menor IPCA desde 2018. Mas, em 2018, o desemprego estava em 11,6%. Agora está em 5,2%. Estamos entregando inflação e desemprego baixos”, afirmou Dario Durigan

    O Ministério da Fazenda comemorou nesta sexta-feira (9) o resultado da inflação oficial de 2025. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) encerrou o ano em 4,26%, dentro do sistema de metas e com a quinta menor taxa registrada desde 1995, início do Plano Real.

    A avaliação é do secretário-executivo da pasta, Dario Durigan, que ocupa interinamente o cargo de ministro da Fazenda durante as férias de Fernando Haddad. Segundo ele, o resultado consolida um cenário de maior estabilidade econômica e reforça a meta do governo de entregar a menor inflação acumulada de um mandato presidencial desde a criação do real.

    “Os 4,26% são o menor IPCA desde 2018. Mas, em 2018, o desemprego estava em 11,6%. Agora está em 5,2%. Estamos entregando inflação e desemprego baixos”, afirmou Durigan, em publicação nas redes sociais. 

    O ministro interino destacou ainda que o resultado ficou abaixo das expectativas do mercado financeiro ao longo de boa parte do ano. No primeiro semestre de 2025, o boletim Focus chegou a apontar projeções de inflação próximas de 5,6%.

    Outro ponto ressaltado por Durigan foi o comportamento mais moderado dos preços dos alimentos, que tiveram alta de 1,43% no ano, contribuindo para a desaceleração do índice geral. No grupo alimentação e bebidas, a inflação ficou em 2,95%, bem abaixo dos 7,69% registrados em 2024.

    “Com a estabilidade econômica e fiscal que devolvemos ao Brasil, colhemos bom crescimento do PIB, baixo desemprego, aumento da renda real do trabalho e quedas da pobreza, da extrema pobreza e da desigualdade. Não tenham dúvidas: em 2026 não será diferente!”, declarou.

    Em 2025, a inflação oficial ficou abaixo do teto da meta, de 4,5%, em um contexto de política monetária contracionista, com a taxa básica de juros em 15% ao ano, no maior nível desde 2006. Em nota, o secretário de Políticas Econômicas da Fazenda, Guilherme Mello, ressaltou que a coordenação entre a política fiscal e monetária ajudou a reduzir as pressões inflacionárias.

    Planejamento

    A ministra do Planejamento, Simone Tebet, também comemorou o resultado. Em publicação nas redes sociais, ela destacou o impacto positivo da desaceleração dos preços sobre o custo de vida da população.

    “Fechamos bem o ano: IPCA de 2025 ficou em 4,26%, dentro do intervalo da meta para inflação, e 0,57 ponto percentual abaixo dos 4,83% registrados em 2024. Os preços dos alimentos subiram menos: 2,95% em 2025 contra 7,69% em 2024”, escreveu Tebet.

    A ministra acrescentou que a combinação de inflação mais baixa, mercado de trabalho aquecido e aumento da renda melhora diretamente a vida dos brasileiros. Tebet ressaltou a contribuição dos alimentos para a redução do índice de preços.

    “Tão importante quanto fechar dentro da meta é a inflação baixa para o item que mais importa: alimentos. Menos da metade de 2024. Mais comida na mesa dos brasileiros, que tiveram aumento real do salário mínimo”, acrescentou.

    Fazenda comemora IPCA de 4,26% e projeta menor inflação do Plano Real

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  • Teto de pensionista e aposentado do INSS sobe para R$ 8.475,55 em 2026

    Teto de pensionista e aposentado do INSS sobe para R$ 8.475,55 em 2026

    Segurados que ganham acima do mínimo terão reajuste de 3,9%

    A partir de fevereiro, os aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que ganham mais que o salário mínimo terão aumento de 3,9%. Com a correção, o teto dos benefícios da Previdência Social sobe para R$ 8.475,55 em 2026, contra R$ 8.157,40 em 2025.

    A variação equivale ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 2025, divulgado nesta sexta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O indicador mede a inflação para famílias com renda de até cinco salários mínimos.

    O reajuste de 3,9% será pago integralmente aos segurados que já recebiam as aposentadorias e pensões do INSS acima de um salário mínimo em 1º de fevereiro de 2025. Quem começou a receber o benefício após essa data terá aumento proporcional ao número de meses em que o benefício foi pago.

    Segundo o INSS, atualmente 13,25 milhões de beneficiários recebem acima do piso nacional. Um total de 21,9 milhões de pessoas, cerca de 62,5% do total dos aposentados e pensionistas, ganham o salário mínimo, que subiu de R$ 1.580 para R$ 1.618.

    Para quem recebe o salário mínimo, o pagamento das aposentadorias e pensões com reajuste vai de 26 de janeiro a 6 de fevereiro. O pagamento dos benefícios do INSS acima do mínimo com a correção de 3,9% vai de 2 a 6 de fevereiro. A data de pagamento varia conforme o número final do cartão de benefício, desconsiderando o dígito verificador, que aparece após o traço.

    Por mais um ano, os aposentados e pensionistas que ganham além do mínimo não terão aumento real (acima da inflação), recebendo o equivalente ao INPC do ano anterior. Quem recebe o mínimo teve reajuste real de 2,5%, segundo a política aprovada pelo Congresso no fim de 2024, que restringe o aumento real ao teto de crescimento de gastos do arcabouço fiscal.

    Tabela

    A correção de 3,9% também incidirá sobre a tabela do INSS, por meio da qual os trabalhadores da iniciativa privada com carteira assinada e de empresas estatais recolhem as contribuições mensais à Previdência Social. As alíquotas e as faixas de dedução vão incidir sobre as seguintes faixas:

    Salário de contribuições Alíquota Parcela a deduzir do INSS
    Até R$ 1.621

    7,5%

    R$ 0,00
    De R$ 1.621,01 a R$ 2.902,84 9% R$ 23,66
    De R$ 2.902,85 a R$ 4.354,27 12% R$ 110,75

    De R$ 4.354,28 a R$ 8.475,55

    14% R$ 197,83
    Fonte : INSS

    Consulta

    Nas próximas semanas, o INSS fornecerá o extrato com os novos valores das aposentadorias e das pensões. As informações estão disponíveis no site Meu INSS e no aplicativo de mesmo nome. A consulta exige login e senha do Portal Gov.br.

    Quem não tem acesso à internet pode consultar o valor por meio do telefone 135. O segurado que ligar para esse número deve informar o número do Cadastro de Pessoa Física (CPF) e confirmar alguns dados cadastrais para evitar fraudes.

    Teto de pensionista e aposentado do INSS sobe para R$ 8.475,55 em 2026

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  • Dólar recua para R$ 5,36 e Bolsa avança, com inflação do Brasil e emprego dos EUA em foco

    Dólar recua para R$ 5,36 e Bolsa avança, com inflação do Brasil e emprego dos EUA em foco

    Às 12h15, a moeda norte-americana recuava 0,43%, a R$ 5,366; a Bolsa subia 0,59%, a 163.910 pontos

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar está em queda nesta sexta-feira (9), com investidores avaliando dados do Brasil e dos Estados Unidos à procura de pistas sobre as próximas decisões de juros de ambos os países.

    Por aqui, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) apontou que a inflação de 2025 ficou abaixo do teto da meta do BC (Banco Central). Lá, o payroll indicou que o mercado de trabalho norte-americano desacelerou mais do que o esperado em dezembro.

    Às 12h15, a moeda recuava 0,43%, a R$ 5,366. Já a Bolsa subia 0,59%, a 163.910 pontos.

    Índice oficial da inflação no Brasil, o IPCA fechou o acumulado do último ano em 4,26% -abaixo do teto de 4,5% da meta perseguida pelo BC, mas acima do centro de 3%. Na base mensal, o avanço em dezembro foi de 0,33%, ante 0,18% em novembro.

    Ambas as leituras vieram em linha com a mediana das projeções de analistas do mercado financeiro consultados pela agência Bloomberg. A estimativa deles também era de alta de 4,26% e de 0,33%, respectivamente.

    Apesar da convergência da inflação para a banda de tolerância do BC, especialistas ainda veem um cenário de pressão nos preços ao consumidor que deve inviabilizar um corte na taxa Selic tão cedo. Até então, o mercado estava dividido: parte apostava em uma redução já na reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) deste mês, parte via o encontro de março como o mais provável.

    A Selic está em 15% ao ano desde junho de 2025.

    Agora, a aposta majoritária está no início do ciclo de cortes em março. “O dado de dezembro deixa um gosto amargo do ponto de vista qualitativo”, afirma André Valério, economista sênior do Inter. “É um mês com inflação sazonal, mas, considerando a cautela na condução da política monetária, vemos esse resultado como suficiente para eliminar a chance de corte de juros na reunião de janeiro.”

    Ainda assim, tendo em vista as projeções de queda para o dólar ao longo dos próximos meses e a perspectiva de uma inflação mais fraca no primeiro trimestre, “o acumulado do IPCA em 12 meses deve convergir rapidamente para baixo de 4%”, diz Valério, o que permitiria um corte já nos primeiros três meses do ano.

    Essa visão favorece o real ante o dólar, uma vez que o diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos permanecerá elevado por mais tempo. A tese se ampara na estratégia de carry trade, isto é, quando investidores tomam empréstimos a taxas baixas, como a norte-americana, e investem em países de juros mais altos, como Brasil. O aporte aqui implica na compra de reais, o que desvaloriza o dólar.

    Esse diferencial deverá permanecer inalterado ao longo do mês de janeiro -inclusive por parte dos juros norte-americanos.

    Dados medidos pelo payroll, métrica favorita do Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA) para o mercado de trabalho, apontam que o crescimento do emprego por lá desacelerou mais do que o esperado em dezembro, reflexo da cautela adotada por empresas diante do tarifaço de Donald Trump e do aumento dos investimentos em inteligência artificial.

    Foram abertas 50 mil vagas, ante expectativa de 60 mil. Por outro lado, a taxa de desemprego caiu para 4,4%. O relatório sugere que o mercado de trabalho permaneceu preso no que os economistas e autoridades chamaram de modo “não contratar, não demitir”.

    Esse cenário indica “moderação gradual”, diz Ricardo Trevisan, CEO da Gravus Capital, “afastando o risco de uma recessão iminente, mas também reduzindo a urgência de cortes agressivos nos juros”.

    “Para o investidor, isso significa que a taxa de juros nos EUA, atualmente entre 3,50% e 3,75%, deve cair, mas de forma paulatina ao longo de 2026.”

    O banco central dos EUA cortou a taxa de juros em 0,25 ponto percentual em dezembro, mas as autoridades indicaram que provavelmente darão uma pausa por enquanto para ter uma noção melhor da direção da economia.

    Agora, a enorme maioria dos investidores (95%) aposta em uma manutenção do atual patamar no encontro do Fed de janeiro, segundo a ferramenta CME FedWatch. Os 5% restantes veem como provável um corte de 0,25 ponto percentual.

    “A divulgação simultânea do payroll e do IPCA oferece um retrato claro da assimetria que caracterizará 2026 nos mercados globais. Enquanto o mercado de trabalho dos EUA desacelera gradualmente, impondo cautela ao Fed, a inflação brasileira encerra 2025 sob controle, abrindo espaço para o BC flexibilizar a política monetária”, diz Trevisan.

    “A mensagem é de seletividade: em um ambiente onde os juros americanos caem lentamente e os juros brasileiros começam a recuar, o foco deve estar em empresas com fundamentos sólidos, capazes de gerar valor independentemente das condições macroeconômicas. A volatilidade será alta, mas as oportunidades também.”

    Dólar recua para R$ 5,36 e Bolsa avança, com inflação do Brasil e emprego dos EUA em foco

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  • Petrobras: ANP libera nova unidade da Revap que eleva em 80% produção de diesel S-10

    Petrobras: ANP libera nova unidade da Revap que eleva em 80% produção de diesel S-10

    A unidade também abastece aproximadamente 75% do consumo de querosene de aviação do Aeroporto Internacional de Guarulhos e fornece gasolina e gás liquefeito de petróleo (GLP) para o Vale do Paraíba e o Litoral

    A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) autorizou no fim de dezembro a Refinaria Henrique Lage (Revap), da Petrobras, em São José dos Campos, a operar sua nova Unidade de Hidrotratamento (HDT). A modernização da unidade vai ampliar em cerca de 80% a produção de diesel S-10 da estatal, informou a Petrobras.

    O diesel S-10 é um combustível de baixo enxofre, que ajuda a reduzir emissões e atende à crescente demanda por produtos mais limpos.

    Para isso, parte da capacidade antes dedicada ao diesel S-500 da refinaria foi realocada, segundo a estatal. A renovação incluiu novas tecnologias, sistemas integrados e ganhos de eficiência e confiabilidade, com todos os testes concluídos antes da liberação regulatória.

    “O início da operação da HDT modernizada representa um marco importante para a Revap. O projeto reforça nosso compromisso com eficiência, sustentabilidade e oferta de combustíveis de alta qualidade. A expansão do diesel S-10 garante capacidade de atender às demandas atuais e futuras com segurança e confiabilidade”, disse em nota o gerente-geral da refinaria, Alexandre Coelho Cavalcanti.

    Com capacidade para processar até 252 mil barris de petróleo por dia, a Revap responde por cerca de 14% da produção de derivados da Petrobras.

    A unidade também abastece aproximadamente 75% do consumo de querosene de aviação do Aeroporto Internacional de Guarulhos e fornece gasolina e gás liquefeito de petróleo (GLP) para o Vale do Paraíba e o Litoral.

    Petrobras: ANP libera nova unidade da Revap que eleva em 80% produção de diesel S-10

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  • Inflação sobe 0,33% em dezembro e encerra 2025 em 4,26%, revela IBGE

    Inflação sobe 0,33% em dezembro e encerra 2025 em 4,26%, revela IBGE

    Com isso, o índice oficial de inflação do País fechou o ano de 2025 com alta de 4,26%, 0,57 ponto porcentual (p.p.) abaixo do IPCA de 2024 (4,83%) e abaixo do teto da meta (4,5%) de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN)

    O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou dezembro com alta de 0,33%, ante um avanço de 0,18% em novembro, informou nesta sexta-feira, 9, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado foi o menor para um mês de dezembro desde 2018.

    Com isso, o índice oficial de inflação do País fechou o ano de 2025 com alta de 4,26%, 0,57 ponto porcentual (p.p.) abaixo do IPCA de 2024 (4,83%) e abaixo do teto da meta (4,5%) de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

    O resultado de 2025 foi influenciado principalmente pelo grupo Habitação, que acelerou de 3,06% em 2024 para 6,79%, registrando o maior impacto (1,02 p.p.) no acumulado do ano. No ano anterior, o impacto havia sido de 0,47 p.p.

    Na sequência, as maiores variações vieram de Educação (6,22% e 0,37 p.p.), Despesas pessoais (5,87% e 0,60 p.p.) e Saúde e cuidados pessoais (5,59% e 0,75 p.p.). Os quatro grupos juntos responderam por, aproximadamente, 64% do resultado do ano.

    Em dezembro, os preços de Transportes subiram 0,74%, após alta de 0,22% em novembro. O grupo deu uma contribuição positiva de 0,15 ponto porcentual para o IPCA, que subiu 0,33% no mês.

    Os preços de combustíveis tiveram alta de 0,45% em dezembro, após recuo de 0,32% no mês anterior. A gasolina subiu 0,18%, após ter registrado queda de 0,42% em novembro, enquanto o etanol avançou 2,83% nesta leitura, após alta de 0,39% na última.

    Estadão/Broadcast calcula o impacto de cada grupo no IPCA com base na variação mensal e no peso mensal disponíveis no Sistema IBGE de Recuperação Automática (Sidra). O resultado pode ter divergências pontuais com o impacto divulgado pelo IBGE, que considera mais casas decimais do que as disponibilizadas publicamente na taxa de cada item.

    Já os preços de Alimentação e bebidas aumentaram 0,27% em dezembro, após queda de 0,01% em novembro. O grupo deu uma contribuição positiva de 0,06 ponto porcentual para o IPCA, que subiu 0,33% no mês.

    Entre os componentes do grupo, a alimentação no domicílio teve alta de 0,14% em dezembro, após ter recuado 0,20% no mês anterior. A alimentação fora do domicílio subiu 0,60%, ante alta de 0,46% em novembro.

    Inflação sobe 0,33% em dezembro e encerra 2025 em 4,26%, revela IBGE

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  • Produtores bloqueiam estradas na França contra acordo UE-Mercosul

    Produtores bloqueiam estradas na França contra acordo UE-Mercosul

    Manifestações com tratores fecharam rodovias perto das fronteiras com Espanha e Bélgica e nos arredores de Paris; produtores também criticam regras sanitárias e pressionam governo francês às vésperas da assinatura do tratado.

    Agricultores franceses realizaram nesta sexta-feira uma série de bloqueios em rodovias estratégicas do país, principalmente perto das fronteiras com a Bélgica e a Espanha e também nos arredores de Paris. Os protestos são direcionados ao acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul.

    De acordo com a emissora ICI, no sudoeste da França, manifestantes se concentraram ainda antes da meia-noite no entroncamento das rodovias A63 e A64, que ligam Bordeaux à fronteira espanhola pelo País Basco. A A63 chegou a ser totalmente interditada entre as saídas Bayonne Norte e Bayonne Sul, provocando longos congestionamentos.

    No sul do país, em Perpignan, agricultores também bloquearam a rodovia A9 no sentido da Espanha, segundo informações do serviço de trânsito Bison Futé. Já no norte, produtores franceses e belgas organizaram bloqueios conjuntos nas rodovias A2 e A27, em direção ao território belga.

    Na região de Paris, integrantes da Confederação Camponesa realizaram um protesto em marcha lenta com tratores, avançando em fila pelas vias próximas à capital, conforme informou o sindicato em comunicado.

    Além da rejeição ao acordo entre a União Europeia e o Mercosul, que envolve Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, os agricultores também protestam contra o protocolo sanitário adotado pelo governo francês para conter a dermatose nodular contagiosa, uma doença viral que afeta bovinos e outros ruminantes e é transmitida por insetos.

    Na quinta-feira anterior, cerca de 100 tratores mobilizados pela Coordenação Rural, o segundo maior grupo do setor no país e com vínculos com a extrema direita, conseguiram driblar as restrições impostas pelas autoridades e chegaram a circular por áreas simbólicas de Paris, incluindo pontos turísticos.

    Diante da pressão do setor agrícola, o presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou que a França votará contra o acordo UE-Mercosul. Apesar disso, a posição francesa não é suficiente para barrar o avanço do tratado, já que não há uma minoria de bloqueio entre os 27 países do bloco.

    Na semana passada, a polícia francesa chegou a proibir a entrada de tratores em áreas consideradas sensíveis da capital, como o Palácio do Eliseu, a residência oficial do primeiro-ministro, o Parlamento, ministérios e o mercado atacadista de Rungis.

    Os protestos não são inéditos. Em dezembro, especialmente no período que antecedeu o Natal, agricultores já haviam bloqueado estradas no sul da França contra o plano de combate à dermatose nodular, que prevê o abate de todos os animais de uma propriedade quando um único caso da doença é detectado.

    Em 18 de dezembro, durante uma reunião do Conselho Europeu em Bruxelas, uma mobilização ainda maior, com mais de 5 mil agricultores e cerca de 500 tratores, levou ao adiamento da assinatura do acordo entre a União Europeia e o Mercosul. Na ocasião, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, cancelou a viagem ao Brasil, onde o acordo seria formalizado em Foz do Iguaçu.

    Uma nova cerimônia para assinatura do tratado foi marcada para a próxima segunda-feira, após sinais de recuo nas resistências iniciais de países como Itália, França e Polônia.
     
     

    Produtores bloqueiam estradas na França contra acordo UE-Mercosul

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  • Em derrota para Vorcaro, juiz dos EUA reconhece processo de liquidação do Master

    Em derrota para Vorcaro, juiz dos EUA reconhece processo de liquidação do Master

    Reconhecimento ocorreu após pedido do liquidante do banco; medida blinda credores de eventuais disputas judiciais de cobrança antes de resolução do caso

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O juiz Scott M. Grossman, do Tribunal de Falências do Distrito Sul da Flórida (EUA), reconheceu nesta quinta-feira (8) o processo de liquidação do Banco Master no Brasil. A decisão foi proferida após pedido feito no final do ano passado pelo liquidante do banco, que tenta proteger os ativos de Daniel Vorcaro e sócios do Master de execuções de dívida antes que sejam definidos os pagamentos de credores.

    Em seu despacho, o magistrado determinou a suspensão automática de qualquer ação ou execução contra os bens de Vorcaro e seus sócios que estejam nos Estados Unidos.

    Ele disse que o processo de liquidação está pendente no Brasil, bem como os interesses principais dos envolvidos no caso. O juiz aceitou o pedido da EFB Regimes Especiais de Empresas para reconhecer o caso como processo principal estrangeiro, o que garante autonomia para a Justiça brasileira conduzi-lo.

    Vorcaro tentava frear o pedido da EFB na corte norte-americana sob o argumento de que o processo de liquidação ainda pode ser revertido no TCU (Tribunal de Contas da União), pedindo que a Justiça norte-americana adie o reconhecimento do processo.

    Segundo o documento, o processo de liquidação brasileira terá plena força e efeito, será vinculativo e executável nos Estados Unidos contra todas as pessoas e entidades. O reconhecimento do caso, afirma o magistrado, não causará qualquer dificuldade aos credores diretos ou a outras partes que entrarem no caso futuramente.

    “O liquidante terá autoridade para agir de forma independentes para cumprir quaisquer dos deveres e poderes concedidos por esta Ordem”, escreveu o magistrado da Flórida.

    Agora, segundo a lei norte-americana, todas a pessoas e entidades estão proibidas de iniciar ou continuar qualquer ação ou procedimento relativo aos ativos, direitos, obrigações ou passivos de Vorcaro e do Master localizados nos EUA.

    Um dos pontos de reclamação da defesa de Vorcaro era o de que o liquidante do banco tentava adquirir poderes utilizando os tribunais americanos. O apontamento levava em consideração o pedido de ouvir testemunhas, colher provas ou solicitar a entrega de informações sobre ativos e negócios de Vorcaro nos EUA.

    “O liquidante está autorizado a examinar testemunhas, colher provas ou solicitar a entrega de informações relativas aos ativos, negócios, direitos, obrigações ou passivos dos devedores”, disse o juiz.

    No despacho, o magistrado afirma que, exceto por reconvenção em uma ação movida pela EFB, nenhuma pessoa poderá iniciar um processo contra o liquidante em qualquer tribunal dos EUA sem a autorização Tribunal de Falências do Distrito Sul da Flórida.

    “A menos que o tribunal ordene o contrário, o liquidante está além disso autorizado a operar e pode exercer os poderes de um administrador judicial.”

    Em derrota para Vorcaro, juiz dos EUA reconhece processo de liquidação do Master

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  • Dólar fecha estável e Bolsa avança com geopolítica e dados dos EUA em foco

    Dólar fecha estável e Bolsa avança com geopolítica e dados dos EUA em foco

    Desdobramentos do caso do Banco Master também estiveram no radar; investidores acompanharam ainda os impactos da invasão da Venezuela pelo governo Donald Trump

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar fechou perto da estabilidade nesta quinta-feira (8), em variação positiva de 0,07%, cotado a R$ 5,389.

    O mercado monitorou os desdobramentos da invasão dos Estados Unidos à Venezuela e os planos do governo Donald Trump de estender as intervenções para Groenlândia e Colômbia. A divulgação do relatório payroll, indicador de emprego dos Estados Unidos, e o caso do Banco Master também nortearam as negociações.

    Na Bolsa, o cenário foi mais positivo: o Ibovespa teve alta de 0,59%, impulsionado pela Petrobras e pelo setor bancário, e fechou a 162.936 pontos. A queda de 1% da Vale limitou maiores ganhos.

    Os investidores seguiram atentos ao noticiário envolvendo a invasão dos Estados Unidos à Venezuela.

    Trump afirmou, na quarta-feira, que Caracas concordou em usar a receita da venda do petróleo que será entregue aos EUA para comprar apenas produtos produzidos no país. Segundo ele, o governo interino venezuelano entregará até 50 milhões de barris aos norte-americanos, e os lucros serão controlados pela administração republicana.

    A intervenção poderá durar anos, afirmou o presidente. Em sinal de que os planos dos Estados Unidos não estão limitados à Venezuela, a Casa Branca ainda disse que Trump está discutindo ativamente a compra da Groenlândia, território autônomo da Dinamarca.

    O uso de força para tomar a ilha não está descartado -o que configuraria uma agressão à Otan, grupo ao qual Dinamarca e EUA pertencem. Na segunda (5), a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, havia dito que qualquer ataque americano ao território significaria o fim da aliança militar ocidental.

    O interesse de Trump pela Groenlândia já é de longa data. A ilha guarda reservas minerais que, em tese, poderiam ser mais facilmente acessadas com a aceleração do aquecimento global. No papel, isso significa a possibilidade de extração de petróleo e gás, mas, principalmente, de minerais do subsolo groenlandês. Entre os elementos presentes se destacam as terras raras, motivo de cobiça de Trump -a rival China controla a maior parte das reservas globais.

    Trump ainda ameaça atacar a Colômbia, sob acusações de que o governo Gustavo Petro não estaria fazendo o suficiente para combater o narcotráfico.

    A escalada de tensões geopolíticas inspira aversão a risco nos mercados, diz Marcio Riauba, chefe da mesa de operações da StoneX Banco de Câmbio.

    “O ambiente de aversão não é baseado apenas nessas tensões, mas também no cenário local, que conta com os desdobramentos do caso Banco Master e as incertezas em torno da liquidação da instituição, fato este que pesou no setor financeiro na véspera.”

    O ministro do TCU (Tribunal de Contas da União) Jhonatan de Jesus investiu contra o BC (Banco Central) ao questionar a atuação da autoridade monetária no processo de fiscalização e liquidação do Master. Ele recuou nesta quinta-feira e suspendeu a inspeção.

    O risco de uma reversão na liquidação, ainda que remoto, inspirou provocou tensão no mercado financeiro na quarta, com investidores fugindo do setor bancário na Bolsa. Nesta quinta, o clima foi de alívio. Santander avançou 1,74%, seguido por Itaú (1,55%) e Banco do Brasil (0,78%). BTG teve forte ganho de 2,15%, enquanto Bradesco caiu 1,69%.

    Ainda no radar, operadores monitoraram dados dos Estados Unidos e do Brasil de olho nas decisões de política monetária dos dois países.

    Relatórios de emprego norte-americanos divulgados na quarta-feira ficaram abaixo das expectativas, e o mercado agora aguarda a divulgação do payroll, métrica oficial do mercado de trabalho dos Estados Unidos, para tentar antever qual será a decisão do Fed (Federal Reserve) sobre a taxa de juros no fim do mês.

    Até agora, a maioria dos investidores (88%) aposta em uma manutenção do atual patamar de 3,5% e 3,75%, segundo a ferramenta CME FedWatch. Os 12% restantes veem como mais provável um corte de 0,25 ponto percentual.

    “Embora os dados tenham vindo abaixo das expectativas, eles não foram suficientes para gerar um movimento direcional nos ativos, uma vez que os investidores evitam grandes apostas e aguardam a divulgação do payroll na sexta-feira para uma maior definição do cenário”, diz Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad.

    No Brasil, a produção industrial ficou estável em novembro ante outubro e cedeu 1,2% em relação ao mesmo período de 2024. Economistas ouvidos pela Reuters esperavam alta de 0,2% na comparação mensal e queda de 0,1% em base anual. A expectativa agora fica com os números do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), também esperados para amanhã.

    Dólar fecha estável e Bolsa avança com geopolítica e dados dos EUA em foco

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  • Ação com influenciadores contra BC no caso Master envolveu contrato de R$ 800 mil

    Ação com influenciadores contra BC no caso Master envolveu contrato de R$ 800 mil

    Movimento coincidiu com embates sobre atuação do Banco Central no sistema financeiro

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O recrutamento dos perfis em redes sociais que fizeram um bombardeio digital contra Banco Central e investigadores no caso Master envolveu um contrato de confidencialidade de R$ 800 mil. A campanha recebeu o nome “projeto DV’, o que coincide com as iniciais de Daniel Vorcaro, o CEO do Banco Master.

    A equipe responsável pela articulação das publicações enviou mensagens a influenciadores em meados de dezembro, quando cresceram as alfinetadas mirando a atuação da autoridade monetária contra o banco de Vorcaro. Foi também quando se iniciou a guerra jurídica no STF (Supremo Tribunal Federal) e no TCU (Tribunal de Contas da União) travada entre os investigadores e os advogados da instituição financeira. A informação sobre os contratos de influenciadores foi antecipada pela colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo.

    “Ofereceram valores expressivos”, disse o influenciador Rony de Assis Gabriel (PL-RS), que também é vereador por Erechim, a 370 quilômetros da capital gaúcha. Ele foi procurado, em 20 de dezembro, pelo marketeiro André Salvador, que disse estar com um trabalho de “gerenciamento de reputação e gestão de crise de um executivo grande”.

    Salvador contatou, em 21 de dezembro, o deputado estadual Léo Siqueira (Novo-SP). Na ocasião, o profissional de comunicação se apresentou como funcionário da agência Mithi, de Thiago Miranda, um dos sócios do Grupo Léo Dias.

    Ambos os parlamentares recusaram as propostas, de acordo com gravações de tela vistas pela Folha. Gabriel tem 1,7 milhão de seguidores no Instagram, e Siqueira, 592 mil.

    O contrato de confidencialidade entregue a Gabriel estava em nome da empresa Unltd Network, da qual Salvador é sócio. Embora Salvador seja sócio em duas companhias no Rio Grande do Sul, a Unltd Network está registrada em Brasília, assim como a agência Mithi.

    O jornalista Léo Dias afirma que Miranda deixou o Grupo Léo Dias, do qual foi CEO, em junho, embora permaneça na sociedade. “Ele enviou, há um tempo, um email dizendo que gostaria de sair da operação e vender os 10% dele.”

    A reportagem tentou contato com Salvador e Miranda, via WhatsApp e telefone, desde o início da tarde desta quinta-feira (8). Eles não responderam.

    O contrato enviado ao vereador gaúcho classifica como confidenciais as estratégias de comunicação, os planos e as informações jurídicas e financeiras, além dos nomes de qualquer participante da campanha -incluindo membros do time, parceiros e terceiros. O documento determina multa de R$ 800 mil em caso de quebra de sigilo.

    Salvador enviou a Gabriel exemplos de vídeos com críticas à atuação do BC no caso Master, feitos por três influenciadores especializados em temas financeiros e o perfil de humor Alfinetada. Este último postou conteúdo contra o ex-diretor do BC Renato Gomes em 30 de dezembro, dizendo existirem especulações de que ele poderia ir para o BTG.

    A página Alfinetada é assessorada pelo Grupo Farol, que disse nunca ter sido procurado para negociar ou intermediar comunicação relacionada ao Banco Master. “A atuação da empresa se limita exclusivamente à representação de publicidade para as marcas, mas sempre dentro dos limites legais e normas estabelecidas pelo Conar”, afirmou o grupo.

    Entre os contratados estariam Carol Dias e André Dias, influenciadores de educação financeira e apresentadores do Irmãos Dias Podcast.

    “Isso não é verdade. Várias vezes a gente falou aqui do Banco Master, esclareceu pontos do Banco Central. O que a gente faz é trazer fatos da mídia, que é o correto. Não trazemos narrativa sem prova. Tem que ter prova. Um print, um vídeo, não justifica nada. E Rony Gabriel, por favor, né? Você vai se candidatar”, disse a ex-panicat em sua rede social.

    A influenciadora afirmou ainda que seu advogado Daniel Leon Bialski vai processar quem a acusou de receber pelos posts.

    Um assessor do vereador gaúcho negou a proposta de participação no “Projeto DV” em mensagem enviada no último dia 29. Antes disso, houve ao menos duas reuniões entre o Gabriel e Salvador.

    Siqueira, que é deputado estadual por São Paulo, afirma que não viu o contrato de confidencialidade porque não deu seguimento à conversa. “Salvador me procurou no Instagram, eu passei meu telefone no WhatsApp, mas decidi que não participaria quando vi que o único executivo da Faria Lima que precisava de uma gestão de crise era Vorcaro.”

    O parlamentar paulista disse que recebeu mensagens de Salvador no WhatsApp, mas decidiu ignorá-las.

    A ofensiva alinhada aos argumentos da defesa do Banco Master mira o ex-diretor de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução do BC, Renato Gomes. Foi a área dele que recomendou o veto à compra do Master pelo BRB e subsidiou os achados posteriormente relatados ao Ministério Público Federal.

    Também estiveram no alvo o presidente do BC, Gabriel Galípolo, seus familiares, o diretor de Fiscalização, Aílton de Aquino Santos, além de banqueiros e associações do setor financeiro que organizaram uma contra-ofensiva em defesa da autoridade monetária por meio de uma série de notas de apoio à decisão técnica de liquidar o Master em novembro.

    Ação com influenciadores contra BC no caso Master envolveu contrato de R$ 800 mil

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