Categoria: ECONOMIA

  • Boletim Focus: mercado prevê inflação de 4,86% em 2026

    Boletim Focus: mercado prevê inflação de 4,86% em 2026

    Mercado projeta que a Selic fechará o ano em 13% – mesmo percentual projetado na semana passada; expectativa é que economia do país cresça 1,85%

    O mercado financeiro aumentou, pela sétima semana consecutiva, as previsões de inflação para 2026. De acordo com o Boletim Focus, o ano fechará com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, em 4,86%.

    Na edição anterior do boletim divulgado pelo Banco Central, a previsão era de que o IPCA de 2026 ficaria em 4,80%, acima dos 4,31% projetados há quatro semanas.

    Para os anos subsequentes, as projeções do mercado estão em 4% para 2027; e 3,61% para 2028. Em março, a alta dos preços em transportes e alimentação fez a inflação oficial do mês fechar em 0,88% – ante 0,7% em fevereiro. O IPCA acumulado em 12 meses ficou em 4,14%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Taxa Selic

    Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 14,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC.

    Atualmente, o mercado projeta que a Selic fechará o ano em 13% – mesmo percentual projetado na semana passada, mas 0,5 ponto percentual acima das projeções feitas há quatro semanas (12,5%). Para 2027 e 2028, as projeções são de Selic a 11% e a 10%, respectivamente.

    Quando estava em 15% ao ano, a Selic registrava o maior nível desde julho de 2006, quando estava fixada em 15,25% ao ano. De setembro de 2024 a junho de 2025, a taxa foi elevada sete vezes seguidas.

    PIB e Câmbio

    Com relação ao Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todas riquezas produzidas no país) e ao câmbio, o mercado reviu para baixo esses índices, na comparação com a semana anterior.

    A expectativa é de que a economia do país cresça 1,85% em 2026, percentual ligeiramente abaixo do 1,86% projetado na semana passada. Para 2027, o mercado projeta que o PIB feche o ano em 1,80%. Para 2028, projeta-se uma inflação de 2%, segundo o Focus.

    O dólar fechará 2026 contado a R$ 5,25, caso as projeções do mercado financeiro se confirmarem. Na semana passada, a cotação da moeda estadunidense estava em R$ 5,30; e há quatro semanas estava em R$ 5,40.

    Para 2027 e 2028, as expectativas apontadas pelo boletim é de o dólar a R$ 5,35 e R$ 5,40, respectivamente.

    Boletim Focus: mercado prevê inflação de 4,86% em 2026

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  • Mulheres recebem 21,3% a menos que homens em empresas privadas com mais de 100 empregados

    Mulheres recebem 21,3% a menos que homens em empresas privadas com mais de 100 empregados

    As mulheres ganham 14,3% a menos do que os homens – também uma alta na comparação com 2023, quando a diferença era de 13,7%

    As mulheres recebem, em média, 21,3% a menos que homens em empresas privadas com 100 ou mais empregados, segundo dados divulgados nesta segunda-feira, 27, pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). A desigualdade salarial aumentou na comparação com 2023, quando era de 20,7%.

    Considerando o salário mediano de contratação, as mulheres ganham 14,3% a menos do que os homens – também uma alta na comparação com 2023, quando a diferença era de 13,7%.

    O número de mulheres empregadas aumentou 11% entre 2023 e 2025, de 7,2 milhões para 8 milhões, o equivalente a 41,4% do mercado total. Em contrapartida, a massa de rendimentos feminina representa apenas 35,2% do total – uma alta frente aos 33,7% de 2023.

    Para que os rendimentos chegassem a 41,4% do total, em linha com a participação feminina no mercado de trabalho, seria necessário um acréscimo de R$ 95,5 bilhões nos rendimentos, de acordo com o MTE.

    A proporção de empresas que afirmam promover mulheres aumentou de 38,8% para 48,7%. Já as ações de contratação de mulheres com deficiência, LGBTQIA+ e chefes de família permaneceram relativamente estáveis.

    O total de mulheres negras empregadas aumentou 29% entre 2023 e 2026, de 3,2 milhões para 4,2 milhões. O número de estabelecimentos com pelo menos 10% de mulheres negras no seu corpo funcional cresceu 3,6%, para 21.759 das 53,5 mil empresas consideradas.

    Mulheres recebem 21,3% a menos que homens em empresas privadas com mais de 100 empregados

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  • Dólar e Bolsa recuam, com impasses na guerra no Irã e 'superquarta' no radar

    Dólar e Bolsa recuam, com impasses na guerra no Irã e 'superquarta' no radar

    No começo da tarde desta segunda-feira (27), o Ibovespa, índice de referência do mercado acionário brasileiro, registrava baixa de 0,72%, a 186.790 pontos; moeda norte-americana caía 0,47%, cotada a R$ 4,974

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar está em queda nesta segunda-feira (27), com investidores à espera das decisões de juros do Brasil e dos Estados Unidos já nesta quarta-feira. A guerra no Irã também permanece sob os holofotes, ainda sem perspectiva de resolução.

    Às 11h57, a moeda norte-americana caía 0,47%, cotada a R$ 4,974. Na mínima do dia, chegou a R$ 4,964. A movimentação vai em linha com o exterior, com o índice DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, em queda de 0,17%, a 98,36 pontos.

    Já a Bolsa tinha perdas de 0,31%, a 190.140 pontos.

    As reuniões de política monetária serão o grande foco da semana. A data, apelidada de “superquarta”, deve ter como ponto central o debate sobre as consequências econômicas da guerra no Oriente Médio, em particular sobre a inflação.

    No Brasil, a expectativa é que o Copom (Comitê de Política Monetária) dê continuidade no ciclo de cortes iniciado na reunião passada e reduza a taxa Selic em 0,25 ponto percentual mais uma vez, a 14,5% ao ano.

    O movimento acontece a despeito das projeções de alta no IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), indicador oficial da inflação do país. Isso porque, dizem os dirigentes do Copom, a Selic está com um “gordura extra” que pode combater o aumento de preços causado pela guerra no Irã e ainda se manter em nível restritivo.

    “O nível de juros hoje tem mais gordura do que tinha seis meses atrás. Obviamente que esse evento do conflito vai do outro lado, porque ele está dando um choque de preços relevante que tem chances reais de ter efeitos de segunda ordem”, afirmou Nilton David, diretor de política monetária do BC, em evento no início do mês.

    A autarquia não pode “abaixar a guarda”, disse ele, reiterando também que os cortes na Selic são parte de um processo de “calibração”, e não de “afrouxamento”, porque o objetivo é manter os juros em território restritivo.

    Nesse sentido, a decisão dessa semana “será decisiva para calibrar a percepção sobre o ritmo de cortes da Selic”, diz Otávio Araújo, consultor sênior da ZERO Markets Brasil, considerando que o ambiente ainda é de “juros altos pesando sobre o consumo e as ações da Bolsa”.

    Segundo o Boletim Focus dessa semana, a expectativa é que a Selic termine 2026 em 12,5% ao ano.

    Já nos Estados Unidos, o consenso aponta para a manutenção dos juros pelo Fed (Federal Reserve, o banco central norte-americano), atualmente na banda de 3,5% e 3,75%. Esta “superquarta” pode ser a última reunião de Jerome Powell como presidente da autoridade monetária.

    A data de 15 de maio para o fim dos oito anos de Powell no comando do Fed parece agora mais provável depois que um grande obstáculo à confirmação de seu sucessor indicado, Kevin Warsh, foi removido na sexta-feira (24) no Senado.

    Ainda assim, a reunião e a entrevista coletiva de Powell após o anúncio da decisão poderão definir questões importantes, inclusive se as autoridades acenarão com a possibilidade de aumentos nos juros ainda este ano caso a inflação acelere.

    A permanência de Powell na diretoria do Fed, mesmo que Warsh seja confirmado a tempo de dirigir a próxima reunião de política monetária em junho, também deverá ser abordada na quarta-feira.

    “Como não há a menor possibilidade de que o Fed altere suas taxas, nossa atenção estará voltada principalmente para qualquer elemento que diga respeito aos futuros movimentos de política monetária do banco central”, diz Nancy Vanden Houten, economista da Oxford Economics.

    Enquanto isso, a cena geopolítica segue incerta. Novas negociações entre Estados Unidos e Irã, aguardadas para sábado (25), não ocorreram.

    Ainda que o chanceler iraniano Abbas Araghchi tenha se reunido com autoridades paquistanesas, o presidente Donald Trump cancelou a viagem dos enviados norte-americanos para Islamabad, capital do Paquistão.

    A decisão de Trump marca um revés nas negociações entre Washington e Teerã e frustra as expectativas dos mercados globais, que anseiam pelo desfecho da guerra que tomou o Oriente Médio há dois meses.

    “Muito tempo perdido viajando, muito trabalho! Além disso, há uma tremenda disputa interna e confusão dentro da ‘liderança’ deles. Ninguém sabe quem está no comando, incluindo eles mesmos. Além disso, nós temos todas as cartas, eles não têm nenhuma! Se quiserem conversar, basta ligar!!!”, escreveu Trump em rede social.

    Os negociadores eram Steve Witkoff, encarregado dos EUA para as negociações no Oriente Médio, e Jared Kushner, genro do presidente que cuida dos interesses empresariais do sogro mesmo sem ter cargo oficial.

    Em postagem no X, horas depois do anúncio de Trump, o chanceler iraniano afirmou ter “compartilhado a posição do Irã a respeito de uma estrutura viável para encerrar permanentemente a guerra contra o Irã; ainda resta saber se os EUA estão realmente levando a diplomacia a sério.”

    Enquanto não há acordo entre as partes, a passagem pelo estreito de Hormuz, por onde passa 20% da produção mundial de petróleo e gás, continua bloqueada por iranianos e norte-americanos. O tráfego marítimo no local diminuiu em 95% desde o início da guerra, em 28 de fevereiro.

    O revés diplomático está dando impulso para as cotações do petróleo no exterior. O Brent, referência internacional, chegou a saltar 3,08%, atingindo US$ 102,18 às 5h (horário de Brasília), até firmar em US$ 101 pela manhã.

    Como exportador de petróleo, o Brasil se beneficia com alta do petróleo, tanto via fluxo de estrangeiros quanto pela balança comercial.

    “O petróleo negociando acima de US$ 100 tem efeito direto nos termos de troca do Brasil e amplia a perspectiva de superávit comercial, elevando a oferta de dólares no mercado local”, diz Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad.

    Ele acrescenta que, apesar dos impasses nas negociações, o mercado não prevê uma escalada relevante no conflito, o que reduz a demanda por ativos defensivos, como o dólar e o ouro. “Soma-se a isso o diferencial de juros ainda elevado, que segue atraindo fluxo para o país. A combinação desses fatores sustenta a valorização do real .”

    Dólar e Bolsa recuam, com impasses na guerra no Irã e 'superquarta' no radar

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  • Projeção do Focus para crescimento do PIB de 2026 cai de 1,86% para 1,85%

    Projeção do Focus para crescimento do PIB de 2026 cai de 1,86% para 1,85%

    Crescimento esperado pelo mercado é maior do que o previsto pelo Banco Central, de 1,6%, segundo o Relatório de Política Monetária (RPM) do primeiro trimestre

    A mediana do relatório Focus para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2026 oscilou de 1,86% para 1,85%. Um mês antes, era de 1,85%. Considerando apenas as 81 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a estimativa passou de 1,89% para 1,87%.

    O crescimento esperado pelo mercado é maior do que o previsto pelo Banco Central, de 1,6%, segundo o Relatório de Política Monetária (RPM) do primeiro trimestre. O Ministério da Fazenda espera alta de 2,33% para o PIB.

     

    A mediana do Focus para o crescimento da economia brasileira em 2027 permaneceu em 1,80% pela 17ª semana consecutiva. Levando em conta apenas as 78 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a estimativa intermediária passou de 1,74% para 1,73%.

    As medianas para o crescimento do PIB de 2028 e 2029 permaneceram em 2,0%, pela 111ª e 58ª semana seguida, respectivamente.

    Projeção do Focus para crescimento do PIB de 2026 cai de 1,86% para 1,85%

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  • Focus: Selic no fim de 2026 segue em 13% e no fim de 2027, em 11%

    Focus: Selic no fim de 2026 segue em 13% e no fim de 2027, em 11%

    Na última pesquisa Projeções Broadcast, 33 de 37 instituições financeiras esperavam um novo corte de 0,25 ponto na taxa de juros esta semana

    A mediana do relatório Focus para a taxa Selic no fim de 2026 permaneceu em 13,0%, às vésperas das decisões do Comitê de Política Monetária (Copom) desta quarta-feira, 29. Um mês antes, era de 12,50%. O mercado vem calibrando as expectativas para a trajetória dos juros, em meio à pressão inflacionária causada pela disparada dos preços do petróleo.

    Considerando só as 110 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a mediana para a Selic no fim de 2026 também permaneceu em 13,0%.

    A mediana do Focus para a taxa Selic no fim de 2027 se estabilizou em 11,0%. Um mês atrás, era de 10,50%. Considerando apenas as 107 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana também continuou em 11,0%.

    Na última decisão, do dia 18 de março, o Copom reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto porcentual, de 15% para 14,75% ao ano. Foi a primeira diminuição dos juros em quase dois anos. Apesar do corte, o colegiado alertou para o aumento das incertezas no cenário, por causa do conflito no Oriente Médio, que levou ao fechamento do Estreito de Ormuz.

    O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, disse, durante entrevista coletiva no dia 26 de março, que o “conservadorismo” da autoridade monetária durante 2025 compraria tempo para analisar o cenário e entender os efeitos da alta do petróleo sobre os preços domésticos. “Estamos entendendo e vamos aprender mais daqui até a próxima reunião do Copom”, ele afirmou.

    Na última pesquisa Projeções Broadcast, 33 de 37 instituições financeiras esperavam um novo corte de 0,25 ponto na Selic esta semana, que levaria a taxa a 14,50%. Dois outros respondentes previam uma redução maior, de 0,50 ponto, e dois, manutenção dos juros em 14,75%.

    No Focus desta segunda-feira, 27, a mediana para a Selic no fim de 2028 permaneceu em 10,0% pela 14ª leitura seguida. A estimativa para 2029 caiu de 9,88% para 9,75%. Um mês antes, também era de 9,75%.

     

    Focus: Selic no fim de 2026 segue em 13% e no fim de 2027, em 11%

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  • Entenda o direito trabalhista de faltar até três dias no ano para fazer exames

    Entenda o direito trabalhista de faltar até três dias no ano para fazer exames

    Lei sancionada por Lula obriga empresas a informar funcionários sobre direito já previsto na CLT; ausência para exames preventivos de câncer e HPV não pode gerar desconto no salário

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O brasileiro que tem carteira assinada pode se ausentar do trabalho por até três dias por ano para fazer exames preventivos de câncer sem ter desconto no salário. O direito, que já está previsto na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), agora foi reforçado pela lei 15.377.

    A nova lei, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no último dia 6, não cria exatamente um novo direito, mas obriga as empresas a informarem os funcionários sobre essa possibilidade, além de divulgarem campanhas de prevenção relacionadas ao HPV (papilomavírus humano) e a alguns tipos de câncer.

    Abaixo, entenda alguns pontos sobre a regra atual, com base em esclarecimentos do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego).

    O QUE DIZ A LEI?

    A lei 15.377 determina que empresas devem divulgar informações sobre campanhas de vacinação e prevenção relacionadas ao HPV (papilomavírus humano) e aos cânceres de mama, colo do útero e próstata.

    O texto estabelece que os empregadores devem orientar os trabalhadores sobre o direito de se ausentar para realizar exames preventivos dessas doenças.

    Essa previsão foi acrescentada ao artigo 473 da CLT, que já permite a ausência. Na prática, a lei tenta garantir que o trabalhador saiba que pode exercer esse direito.

    QUANTOS DIAS O TRABALHADOR PODE FALTAR?

    A legislação permite que o empregado se afaste por até três dias a cada 12 meses de trabalho para realizar exames preventivos de câncer, desde que apresente comprovante da realização.

    Nesse caso, a ausência pode abranger a jornada inteira de trabalho, e não apenas o período em que o exame foi realizado. O entendimento é que o trabalhador pode precisar de tempo para deslocamento, preparo ou recuperação após o procedimento.

    Esse direito foi incluído na CLT em 2018 e continua em vigor.

    O TRABALHADOR PODE SE AUSENTAR O DIA INTEIRO, MESMO QUE O EXAME DURE POUCAS HORAS?

    Sim. No caso específico dos exames preventivos de câncer, a falta pode abranger o dia completo de trabalho, desde que respeitado o limite de até três dias por ano e apresentada comprovação.

    Em outras situações previstas na legislação, porém, o afastamento pode ser limitado ao tempo necessário. É o caso, por exemplo, de consultas médicas durante a gravidez ou de acompanhamento da gestante, quando o documento médico pode indicar o período exato da consulta. Nesses casos, o trabalhador pode ter que retornar ao trabalho após o atendimento ou compensar o tempo restante da jornada.

    QUAIS EXAMES ESTÃO INCLUÍDOS?

    A nova legislação menciona especialmente exames preventivos relacionados a HPV e cânceres de mama, colo do útero e próstata.

    No entanto, a CLT fala de forma mais ampla os exames preventivos de câncer, o que pode incluir outros tipos, desde que a realização seja devidamente comprovada.

    É PRECISO COMPROVAR A AUSÊNCIA?

    Sim. Para que a falta seja justificada, o trabalhador deve apresentar algum tipo de comprovante da realização do exame. Sem isso, a ausência pode ser considerada injustificada e resultar em desconto no salário.

    O DIREITO VALE PARA TODOS OS TRABALHADORES?

    A legislação prevê regras diferentes conforme o tipo de vínculo profissional.

    Empregados com carteira assinada têm direito garantido pela CLT. Trabalhadores temporários também possuem o mesmo direito, já que a legislação específica dessa modalidade assegura as proteções trabalhistas previstas para empregados formais.

    Já no caso de estagiários, não há previsão legal específica que garanta ausência para exames preventivos. A liberação depende de acordo com a empresa ou órgão onde o estágio é realizado.

    Para trabalhadores autônomos ou contratados como pessoa jurídica (PJ), o direito depende do que estiver estabelecido no contrato de prestação de serviços. Sem previsão contratual, as horas não trabalhadas podem ser descontadas ou precisar ser compensadas.

    É POSSÍVEL FALTAR PARA ACOMPANHAR FAMILIARES EM EXAMES?

    A legislação permite a ausência em algumas situações específicas, mas com regras diferentes das previstas para exames do próprio trabalhador.

    O empregado pode se ausentar pelas horas necessárias para acompanhar a esposa ou companheira em até seis consultas médicas ou exames durante a gravidez.

    Também é permitido faltar por um dia por ano para acompanhar filho de até seis anos em consulta médica.

    Já o direito de até três dias por ano é exclusivo para exames preventivos de câncer realizados pelo próprio trabalhador.

    Em alguns casos, convenções coletivas firmadas por sindicatos podem ampliar esse direito, permitindo faltas para acompanhamento de outros familiares em consultas ou tratamentos.

    EXAMES OCUPACIONAIS TAMBÉM DÃO DIREITO À AUSÊNCIA?

    Sim. Quando os exames fazem parte do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional da empresa, eles devem ser realizados durante o expediente de trabalho, sem necessidade de compensação.

    Caso esses exames sejam realizados em dias de folga, o trabalhador pode ter direito a compensação ou pagamento de horas extras.

    Entenda o direito trabalhista de faltar até três dias no ano para fazer exames

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  • Alteração na jornada de trabalho é tendência natural, aponta Alckmin

    Alteração na jornada de trabalho é tendência natural, aponta Alckmin

    Para Geraldo Alckmin, a atual jornada de 44 horas tende a ser revista gradualmente, impulsionada pelo aumento da produtividade

    O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, afirmou neste domingo, 26, que a alteração na escala 6×1 de trabalho no Brasil é um processo natural e visto em várias partes do mundo, diante do avanço tecnológico e da modernização dos setores produtivos. Segundo ele, a atual jornada de 44 horas tende a ser revista gradualmente, impulsionada pelo aumento da produtividade.

    Durante coletiva de imprensa após a abertura oficial da 31ª Agrishow 2026, em Ribeirão Preto (SP), Alckmin citou o agronegócio como exemplo dessa mudança. Ele lembrou que, no passado, o corte de cana-de-açúcar na região de Ribeirão Preto era feito manualmente, exigindo a queima prévia da lavoura, o que deixava a cidade coberta pela fumaça. Hoje, com a proibição da prática de queimada e a mecanização da colheita, o cenário mudou completamente, com colheita de cana crua.

    De acordo com o vice-presidente, a substituição da atividade manual por máquinas acabou, também, alterando o perfil dos trabalhadores no campo. “Não temos mais cortador de cana. Temos tecnólogo e especialista em agricultura de precisão”, afirmou. Para ele, a inovação tecnológica permite produzir mais com menos mão de obra, exigindo qualificação profissional e novas funções no setor, o que permitiria, portanto, a redução da escala semanal de trabalho, tema ainda polêmico no agronegócio.

    Alckmin ressaltou, porém, que a transição precisa respeitar as características de cada segmento econômico. Ele observou que diversos setores já operam com jornadas de 40 horas semanais, enquanto outros ainda demandam adaptações específicas.

    O vice-presidente defendeu que o tema seja debatido no Congresso Nacional, responsável por construir uma solução equilibrada sobre o tema. “A tendência é nós sairmos da escala 6 por 1, mas há setores com especificidades. Cabe ao Congresso debater e buscar a melhor solução”, declarou.

    Alteração na jornada de trabalho é tendência natural, aponta Alckmin

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  • Petróleo começa semana em alta, cotado em US$ 101 o barril, com impasse sobre guerra no Oriente

    Petróleo começa semana em alta, cotado em US$ 101 o barril, com impasse sobre guerra no Oriente

    Com o Estreito de Ormuz fechado, o Brent registra alta de mais de 2%, refletindo preocupações com a oferta global e a instabilidade na região do Golfo

    O preço do petróleo começou a semana em alta com o impasse nas negociações de paz entre Estados Unidos e Irã no fim de semana, que mantém restrições à navegação no Golfo. O Estreito de Ormuz continua fechando, prejudicando o tráfego de petróleo para o mundo.

    No início do pregão asiático, o Brent avançou com força, enquanto o dólar registrou leve alta. O barril do Brent, referência internacional, subiu mais de 2% e atingiu US$ 101,32, refletindo preocupações com a oferta global diante das tensões na região.

    Analistas avaliam que o comportamento dos mercados ao longo da semana deve seguir sensível a qualquer avanço ou retrocesso nas negociações diplomáticas, além de novos desdobramentos envolvendo o fluxo de petróleo na região do Golfo, um dos principais corredores energéticos do mundo.

    Petróleo começa semana em alta, cotado em US$ 101 o barril, com impasse sobre guerra no Oriente

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  • Disparada do ouro, Selic alta e endividamento recorde dão impulso a penhor de joias na Caixa

    Disparada do ouro, Selic alta e endividamento recorde dão impulso a penhor de joias na Caixa

    Endividada com cartões de crédito, anéis, pulseiras e correntes viraram uma tábua de salvação. Mas, em vez de vendê-los, ela encontrou outra saída: penhorá-los na Caixa Econômica Federal, única instituição financeira do país autorizada a ofertar essa modalidade de crédito.

    TAMARA NASSIF
    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Desde a pandemia, a aposentada Clarice Almeida, 72, passou a enxergar sua coleção de joias de ouro de um jeito diferente.

    Endividada com cartões de crédito, anéis, pulseiras e correntes viraram uma tábua de salvação. Mas, em vez de vendê-los, ela encontrou outra saída: penhorá-los na Caixa Econômica Federal, única instituição financeira do país autorizada a ofertar essa modalidade de crédito.

    “Eu estava cheia de dívidas, não conseguia pagar minhas contas. Mas eu sempre tive bastante joia, e uma amiga minha penhora lá na Caixa aqui de Osasco [região metropolitana de São Paulo] e falou que era uma boa, que o juro era pouco. Penhorei e gostei também, o juro é bem mais baixo mesmo”, disse ela em ligação por vídeo.

    O penhor funciona como um empréstimo com garantia. O cliente leva à agência um bem de valor –joias, pratarias, relógios ou até canetas adornadas com metais preciosos– e um especialista faz a avaliação. O crédito disponibilizado pela Caixa pode chegar a até 100% do valor da peça, e o dinheiro sai na hora.

    Em troca, o cliente paga juros que rondam 2,19% ao mês, em contratos de até seis meses e passíveis de renovação. Os bens ficam guardados no cofre da Caixa até a quitação da dívida e, se o contrato não for pago integralmente ou renovado, vão a leilão.

    No acumulado do último ano, o ouro avançou mais de 60% e, no processo, renovou recordes históricos em sequência. Em janeiro, chegou a ser cotado a US$ 5.600 por onça. “Em reais, o ouro à vista chegou à máxima de R$ 900 por grama”, diz Mauriciano Cavalcante, especialista da Ourominas.

    De lá para cá, afetada pelo conflito no Oriente Médio, a cotação caiu para US$ 4.712 por onça. “Mas a tendência ainda é de alta a curto prazo, podendo atingir novamente os patamares recordes anteriores”, diz Cavalcante.

    O metal precioso é visto como reserva de valor em momentos de instabilidade econômica e geopolítica. A ascensão começou ainda no fim de 2022, quando a Guerra da Ucrânia se intensificou e culminou no confisco das reservas internacionais da Rússia. No ano passado, porém, a política comercial errática do presidente Donald Trump fez o ouro mudar de status: de porto seguro para ativo indispensável nas carteiras.

    O choque do tarifaço no sistema global de comércio foi tão grande que abalou a confiança no dólar e nos títulos americanos, considerados os mais seguros do mundo. O ouro, assim, galgou de US$ 3.343 por onça em 1º de abril, às vésperas do “Dia da Libertação”, para o pico de US$ 5.600.

    Com o metal mais valorizado, as joias valem mais –e a procura pelo penhor disparou junto. Segundo a Caixa, a carteira da modalidade encerrou 2025 com saldo de R$ 3,2 bilhões, crescimento de 31,24% em relação ao ano anterior. A instituição diz que a valorização do ouro é o principal motivo para o crescimento.

    “Como o ouro subiu bastante, muitos clientes passaram a ter um patrimônio relevante parado nas gavetas de casa”, diz Gustavo Trotta, sócio da Valor Investimentos. “Com isso, o penhor vira uma forma rápida de acessar crédito, usando um ativo valorizado sem precisar vender. A alta do ouro permite que o cliente pegue mais dinheiro com o mesmo bem como garantia, o que melhora a relação de custo-benefício da operação.”

    Há outro fator em jogo. O endividamento das famílias –principal motor para que Clarice penhorasse até a aliança de casamento– atingiu o patamar de 80,4% da população, recorde na série histórica da pesquisa conduzida pela CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo).

    A inadimplência também subiu, afetando 29,6% das famílias endividadas, impulsionada pela taxa Selic no maior patamar em quase duas décadas. Hoje em 14,75% ao ano, a Selic pauta as taxas de juros praticadas no mercado, do rotativo do cartão ao empréstimo pessoal, e é justamente aí que o penhor ganha espaço. “Ele tende a ser mais barato que as demais linhas tradicionais. O cliente busca o penhor como alternativa competitiva”, diz Trotta.

    Há ainda outro atrativo: ao contrário de um empréstimo convencional, o penhor não exige análise de crédito minuciosa. O bem dado como garantia já é suficiente. “Ele acaba sendo uma porta de entrada para pessoas com nome negativado ou dificuldade de aprovação em outras linhas”, afirma o especialista.

    Por esse mesmo motivo, porém, o penhor pode ser um indicativo silencioso de maior endividamento. Como envolve uma garantia real, o empréstimo tem um peso menor no sistema financeiro, explica Trotta, já que não envolve uma análise de escore de crédito do cliente.

    “Pode ser um sinal de que as famílias estão recorrendo a alternativas para gerar liquidez sem necessariamente entrar em linhas mais visíveis. Quando vemos o penhor crescendo junto com o endividamento recorde, isso reforça a ideia de que uma pressão financeira vem acontecendo fora do radar tradicional.”

    Comparativamente, o juro de 2,19% ao mês do penhor perde para as médias do consignado público e do vinculado ao INSS, de 2,11% e 1,76% ao mês, respectivamente, segundo dados do Banco Central. No caso do consignado privado, o piso começa em 1,63% pela securitizadora de crédito Cobuccio. A média, porém, é de 3,57% ao mês.

    Para servidores públicos, diz Marcos Praça, diretor de análise da ZERO Markets Brasil, o consignado segue sendo uma das melhores opções disponíveis. “É uma linha bastante vantajosa, já que a parcela é descontada direto no contracheque e o risco de inadimplência é baixo.”

    A limitação, avalia ele, é a impossibilidade de “rolar” a dívida –isto é, renovar o contrato. “Mas o consignado é uma ótima opção, considerando o cenário atual, porque não depende necessariamente de o cliente ter o bem, como no caso do penhor.”

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  • Empresa da família Vorcaro movimentou R$ 1 bi em possível tentativa de esconder dinheiro, diz relatório

    Empresa da família Vorcaro movimentou R$ 1 bi em possível tentativa de esconder dinheiro, diz relatório

    A informação foi obtida em levantamento feito pela Folha com base em um relatório de inteligência financeira do órgão, contendo informações de 2020 a 2025, período em que Vorcaro estrutura o Master -a marca é criada em 2021, após o sinal verde do Banco Central para a compra do banco Máxima, em 2019.

    JOÃO GABRIEL E LUCAS MARCHESINI
    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Uma empresa da família de Daniel Vorcaro chamada Multipar movimentou mais de R$ 1 bilhão em cinco anos exclusivamente entre contas ligadas ao dono do Banco Master. O Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) identificou que a movimentação sugere uma tentativa de esconder o patrimônio.

    A informação foi obtida em levantamento feito pela Folha com base em um relatório de inteligência financeira do órgão, contendo informações de 2020 a 2025, período em que Vorcaro estrutura o Master -a marca é criada em 2021, após o sinal verde do Banco Central para a compra do banco Máxima, em 2019.

    O documento do Coaf cita a “troca de recursos entre empresas/pessoas do grupo, podendo representar uma tentativa de quebra do rastro do dinheiro”.

    No período mencionado, a Multipar movimentou R$ 1,07 bilhão, e quase todo o montante é detalhado no relatório, com informação de origem e destino dos recursos.

    A partir desses dados, a reportagem identificou que pelo menos R$ 1 bilhão -ou 93% de todos esses recursos- veio de ou foi para empresas ou pessoas ligadas a Vorcaro ou seu banco.

    Constam na lista companhias, holdings e fundos de investimentos que, entre os sócios, têm familiares, pessoas que trabalham para o grupo ou companhias já citadas nas investigações.

    O próprio Banco Master recebeu R$ 5,8 milhões da Multipar.

    A assessoria de imprensa Vorcaro disse que não vai comentar o caso. Respondendo em nome de Henrique Vorcaro -presidente da Multipar e pai do ex-banqueiro-, o advogado Eugênio Pacelli afirmou que “todas as movimentações financeiras do grupo Multipar são devidamente contabilizadas, lícitas e transparentes”.

    O ex-banqueiro está preso, investigado devido à suspeita de ter aplicado uma fraude bilionária no mercado financeiro por meio do Master. O cunhado dele, Fabiano Zettel, ex-pastor da Igreja Batista da Lagoinha, também está em cárcere sob suspeita de integrar o esquema.

    Como mostraram as investigações, o grupo utilizou uma série de fundos de investimentos e empresas de fachada para transferir ativos entre si, inclusive papéis podres, inflando artificialmente o valor de suas empresas e da instituição financeira -sem lastro na realidade.

    O caso da Multipar espelha em parte esse esquema, ao circular dinheiro dentro de um escopo de empresas conectadas -justamente o motivo do alerta sobre as movimentações.

    São cerca de 10 mil transações listadas, entre um grupo de pouco mais de 30 empresas de alguma forma relacionadas à família Vorcaro ou ao Master.

    O documento chama especial atenção para o fundo GFS, que recebeu R$ 47 milhões da Multipar e repassou outros R$ 15 milhões para ela.

    Ele é administrado pela Reag, a mesma gestora que administrava fundos suspeitos de realizar transações fraudulentas para a rede de instituições ligadas ao Banco Master, com o intuito de inflar artificialmente o valor de seus ativos e seu patrimônio.

    A Multipar é uma holding de instituições não financeiras e tem dois sócios: Henrique Vorcaro, presidente, e Natália Vorcaro, irmã do ex-banqueiro e mulher de Fabiano Zettel.

    No último mês, a Folha tentou contato com Natália, por mensagem e ligação, mas não teve resposta.

    “No meio de um contexto de tanta ilação, é inaceitável e causa indignação a divulgação seletiva de trechos de documentos sigilosos, prática que distorce o contexto, compromete a lisura dos fatos, afronta diretamente princípios éticos e legais e representa uma verdadeira ameaça ao processo legal”, disse o advogado de Henrique, Eugênio Pacelli.

    O relatório de informações financeiras aponta que “foram identificadas movimentações relevantes entre partes relacionadas, incluindo empresa do mesmo grupo econômico, indicando possível uso da conta como canal de passagem”.

    Como revelou a Folha, essa empresa comprou uma fazenda no Amazonas -irregular e cujo ex-dono alega ter sofrido calote-, onde fez um projeto de estoques de carbono (um papel diferente do crédito de carbono), que foram revendidos com valor inflado artificialmente para a Global Carbon e a Golden Green.

    Essas duas empresas, por sua vez, foram usadas para aumentar o patrimônio de fundos sob gestão da Reag, principal instituição utilizada para movimentar dinheiro da fraude do Banco Master.

    A relação entre Alliance e Multipar repete o padrão que alertou os órgãos financeiros: milhões em transações entre o mesmo grupo econômico.

    Ambas são praticamente idênticas: têm o mesmo quadro societário (Henrique e Natália Vorcaro) e a mesma área de atuação, são holdings.

    A Multipar transferiu R$ 51,4 milhões para a Alliance Participações e recebeu de volta R$ 27,1 milhões.

    Corrobora esta tese a relação com a Hebron Participações, a principal parceira econômica da Multipar.

    A empresa atua exatamente no mesmo ramo (ambas são holdings de instituições não financeiras) e tem como sócios Henrique Vorcaro e uma terceira holding -e também pertence ao pai do ex-banqueiro.

    A Hebron aportou R$ 419,2 milhões na Multipar, em mais de mil transações registradas. No caminho inverso, foram R$ 104,3 milhões, em 352 transações.

    Ela foi a empresa que mais repassou dinheiro para a Multipar no período e a que mais recebeu recursos de volta.

    Na rede da Multipar surge ainda outro nome já conhecido das tramas do Banco Master, a Alliance Participações.

    A Alliance está no centro da suposta fraude de R$ 45 bilhões em ativos ambientais da família.

    Ainda em nome de Henrique Vorcaro, o advogado Eugênio Pacelli negou qualquer irregularidade no caso dos ativos de carbono, disse que o projeto foi desenvolvido por terceiros e que, “como investidor, [ele] adotará as medidas legais cabíveis para ressarcimento dos investimentos”.

    O documento do Coaf mostra ainda que a Multipar fez transferências milionárias para a conta pessoal de membros da família Vorcaro.

    Henrique, por exemplo, recebeu R$ 14,7 milhões dela e repassou R$ 1,4 milhão de volta para sua própria empresa.
    Natália, por sua vez, recebeu R$ 6,4 milhões e devolveu R$ 1,9 milhão.

    A mãe de Daniel Vorcaro, Aline Vorcaro, também aparece direta ou indiretamente (por meio de sociedades, assim como os outros) na lista.

    Ela recebeu, em sua conta pessoal, R$ 20,9 milhões -é o CPF que mais foi beneficiado com recursos da Multipar no período. A Folha não conseguiu localizar seu contato.

    Empresa da família Vorcaro movimentou R$ 1 bi em possível tentativa de esconder dinheiro, diz relatório

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