Categoria: ECONOMIA

  • ONU vê inflação global desacelerando, mas alerta para elevação do custo de vida

    ONU vê inflação global desacelerando, mas alerta para elevação do custo de vida

    A inflação cheia caiu de 4% em 2024 para uma estimativa de 3,4% em 2025 e deve desacelerar para 3,1% em 2026

    A Organização das Nações Unidas (ONU) prevê uma continuidade da desaceleração da inflação global, mas alerta que persistem pressões sobre o custo de vida diante da elevação de preços. É o que mostra o seu relatório Situação e Perspectivas da Economia Mundial de 2026, divulgado nesta quinta-feira, 8.

    O documento destaca que os preços elevados continuam sendo um desafio global fundamental. A inflação cheia caiu de 4% em 2024 para uma estimativa de 3,4% em 2025 e deve desacelerar para 3,1% em 2026. Para a entidade, embora a inflação geral tenha arrefecido, os preços elevados continuam a pesar sobre a renda real.

    Segundo a entidade, a redução dos preços de energia e alimentos, taxas de câmbio mais estáveis e crescimento lento dos salários nominais ajudaram no arrefecimento da inflação. “Diferentemente da alta sincronizada global dos anos anteriores, as tendências inflacionárias tornaram-se desiguais, moldadas por gargalos recorrentes de oferta em meio ao aumento dos riscos geopolíticos e relacionados ao clima”, pontua.

    Diante desse cenário, a ONU afirma que os líderes globais enfrentam um cenário inflacionário cada vez mais complexo, e a política monetária adotada pelos bancos centrais permanecerá como um tema central. Essas decisões devem atuar em conjunto com arcabouços fiscais críveis e medidas sociais direcionadas para proteger os grupos mais vulneráveis, acrescenta o relatório.

    A organização nota que as taxas de juros seguem acima dos níveis pré-pandemia em vários países e projeta novos cortes graduais em 2026, sob risco de retomada da inflação ou de volatilidade cambial – que podem “complicar a etapa final do ciclo de desinflação”.

    De acordo com o relatório, a ação coordenada entre políticas monetária, fiscal e industrial será crucial para administrar pressões persistentes sobre os preços sem comprometer a estabilidade social ou o crescimento de longo prazo.

    Os preços ainda elevados continuam a corroer o poder de compra da população mais vulnerável, destaca o subsecretário-geral das Nações Unidas para Assuntos Econômicos e Sociais, Li Junhua. Ele aponta que a inflação mais baixa poderá proteger gastos familiares essenciais, fortalecer a concorrência nos mercados e enfrentar os fatores estruturais que impulsionam choques recorrentes de preços.

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  • Macron anuncia que França votará contra acordo UE-Mercosul

    Macron anuncia que França votará contra acordo UE-Mercosul

    Decisão, que era esperada, não deve impedir aprovação do pacto comercial pela União Europeia, nesta sexta; agricultores dispersam manifestação que ocupou Paris, mas prometem novos protestos

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou nesta quinta-feira (8) que o país votará contra o acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul, alegando ‘rejeição política unânime’.

    Apesar dos “avanços inegáveis” que “devem ser reconhecidos pela Comissão Europeia”, “deve-se notar a rejeição política unânime do acordo, como claramente demonstrado pelos recentes debates na Assembleia Nacional e no Senado”, afirmou o presidente francês em um comunicado à imprensa.

    “A fase de assinatura do acordo não é o fim da história. Continuarei lutando pela implementação plena e concreta dos compromissos assumidos pela Comissão Europeia e para proteger nossos agricultores”, acrescentou Macron.

    A decisão vem horas após a Irlanda anunciar que também votará contra acordo entre os blocos econômicos.

    Em dezembro, o acordo já tinha a oposição de Itália França, Hungria e Polônia, o que levou a União Europeia a optar pelo adiamento da assinatura que esperava fazer no dia 20, durante a cúpula do Mercosul, realizada em Foz do Iguaçu (PR).

    Mais cedo, agricultores franceses ocuparam com tratores pontos icônicos de Paris, como o Arco do Triunfo e a Torre Eiffel, e quase agrediram a presidente da Assembleia Nacional, Yaël Braun-Pivet.

    Os ruralistas do país acusam o governo Emmanuel Macron de não prestar atenção ao setor, em crise há anos. A despeito da forte oposição à costura do acordo com os sul-americanos em Bruxelas, o esforço não é considerado suficiente no cenário doméstico francês.

    A votação dos europeus sobre o acordo está prevista para sexta-feira (9), e o voto da Itália é considerado como decisivo.

    Na segunda-feira (5), a agência de notícias Bloomberg afirmou que o governo italiano estava propenso a aceitar o tratado. Porém, nesta quinta-feira (8), o ministro da Agricultura, Francesco Lollobrigida, condicionou o aval a uma mudança nas cláusulas de salvaguarda.

    Macron anuncia que França votará contra acordo UE-Mercosul

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  • Dólar à vista abre quase estável, a R$ 5,3911, em meio à cautela externa

    Dólar à vista abre quase estável, a R$ 5,3911, em meio à cautela externa

    Ainda nesta manhã, a Fundação Getulio Vargas (FGV) informou que o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) registrou alta de 0,10% em dezembro, após uma elevação de 0,01% em novembro. Com o resultado de dezembro, o IGP-DI acumulou um recuo de 1,20% no ano de 2025

    O dólar à vista abriu em ligeira alta de 0,08%, nesta quinta-feira, 8, cotado a R$ 5,3911, e segue operar neste patamar, em linha com a valorização moderada da moeda americana no exterior e com cautela dos investidores na véspera da divulgação do relatório de emprego dos Estados Unidos, o “payroll”, e do IPCA no Brasil.

    O ambiente global é de aversão a risco, com os futuros das bolsas de Nova York em baixa e a maioria dos mercados europeus no campo negativo, em meio à escalada de tensões geopolíticas. Após a operação dos Estados Unidos na Venezuela que resultou na retirada do presidente Nicolás Maduro do poder, o presidente americano, Donald Trump, elevou o tom ao ameaçar tomar a Groenlândia e intervir na Colômbia.

    No mercado doméstico, os desdobramentos do caso Banco Master seguem no radar. As incertezas em torno da liquidação da instituição pesaram sobre ações do setor financeiro na sessão de ontem e continuam gerando preocupação quanto ao risco em relação à independência do Banco Central.

    O noticiário político também pode adicionar algum ruído, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participando nesta manhã (10h) de cerimônia no Palácio do Planalto para marcar os três anos dos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, ocasião em que deve vetar o projeto de lei que reduz penas dos condenados.

    Na agenda doméstica, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que a produção industrial ficou estável em novembro ante outubro, na série com ajuste sazonal. Em relação a novembro de 2024, a produção caiu 1,2%.

    Ainda nesta manhã, a Fundação Getulio Vargas (FGV) informou que o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) registrou alta de 0,10% em dezembro, após uma elevação de 0,01% em novembro. Com o resultado de dezembro, o IGP-DI acumulou um recuo de 1,20% no ano de 2025.

    Na agenda dos Estados Unidos, o foco de hoje recai sobre a balança comercial e os pedidos semanais de auxílio-desemprego – ambos a serem divulgados às 10h30 -, além dos estoques no atacado (10h), nesta véspera da divulgação do “payroll”. Na China, os dados de inflação ao consumidor (CPI) e ao produtor (PPI), a serem divulgados às 22h30, também podem influenciar o humor dos mercados globais.

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  • Shell prevê alta na produção de petróleo e gás, mas alerta para fraqueza no downstream

    Shell prevê alta na produção de petróleo e gás, mas alerta para fraqueza no downstream

    A empresa calcula que a produção da área de upstream no quarto trimestre ficou entre 1,84 milhão e 1,94 milhão de barris de óleo equivalente por dia (boe/d), acima dos 1,83 milhão boe/d registrados no terceiro trimestre

    A Shell informou que espera registrar aumento na produção de petróleo e gás no quarto trimestre de 2025, mas alertou para o desempenho mais fraco em suas áreas de downstream, especialmente nos segmentos de marketing e de químicos e produtos, segundo atualização divulgada pela petrolífera britânica nesta quinta-feira, 8.

    A empresa calcula que a produção da área de upstream no quarto trimestre ficou entre 1,84 milhão e 1,94 milhão de barris de óleo equivalente por dia (boe/d), acima dos 1,83 milhão boe/d registrados no terceiro trimestre. A Shell destaca que o intervalo já considera o impacto da incorporação da joint venture Adura no Reino Unido.

    Em contrapartida, a petrolífera sinalizou que os lucros ajustados do negócio de marketing devem ser pressionados por fatores sazonais e por um ajuste tributário diferido sem efeito caixa relacionado à joint venture Adura. O resultado ajustado dessa divisão também ficará abaixo do observado no quarto trimestre do ano anterior, acrescentou.

    O cenário é ainda mais desafiador no segmento de ‘químicos e produtos’. A companhia espera que a unidade registre prejuízo relevante em termos de lucro ajustado, reflexo de margens mais fracas e, novamente, de um ajuste tributário diferido de natureza contábil, sem impacto direto no caixa. A Shell acrescentou que o resultado do segmento deve ficar abaixo do ponto de equilíbrio no período.

    Por volta das 8h15 (de Brasília), a Shell tinha queda de 2,39% em Londres.

    Shell prevê alta na produção de petróleo e gás, mas alerta para fraqueza no downstream

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  • Passagem aérea puxa inflação ao consumidor no IGP-DI de dezembro, afirma FGV

    Passagem aérea puxa inflação ao consumidor no IGP-DI de dezembro, afirma FGV

    Três das oito classes de despesa registraram taxas de variação mais elevadas: Transportes (de -0,03% em novembro para 0,38% em dezembro), Alimentação (de -0,03% para 0,13%) e Vestuário (de -0,87% para 0,27%).

    O aumento de 8,18% na passagem aérea puxou o ranking de principais pressões sobre a inflação no varejo medida pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) em dezembro, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV).

     

    Houve pressões também dos avanços no plano de saúde (0,44%), refeições em bares e restaurantes (0,59%), aluguel residencial (0,48%) e tarifa de táxi (7,99%). Na direção oposta, figuraram entre os principais alívios o perfume (-3,82%), leite longa vida (-4,80%), eletricidade residencial (-0,40%), seguro para veículo (-1,82%) e tomate (-5,77%).

    O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-DI) teve alta de 0,28% em dezembro, ante uma elevação também de 0,28% em novembro.

    Três das oito classes de despesa registraram taxas de variação mais elevadas: Transportes (de -0,03% em novembro para 0,38% em dezembro), Alimentação (de -0,03% para 0,13%) e Vestuário (de -0,87% para 0,27%).

    Por outro lado, as taxas foram mais baixas nos grupos Educação, Leitura e Recreação (de 2,15% para 1,17%), Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,33% para 0,07%), Habitação (de 0,30% para 0,20%), Despesas Diversas (de 0,22% para 0,08%) e Comunicação (de 0,11% para 0,02%).

    O núcleo do IPC-DI teve alta de 0,33% em dezembro, após um aumento de 0,31% em novembro. Dos 85 itens componentes do IPC, 41 foram excluídos do cálculo do núcleo. O índice de difusão, que mede a proporção de itens com aumentos de preços, passou de 52,26% em novembro para 61,29% em dezembro.

    Passagem aérea puxa inflação ao consumidor no IGP-DI de dezembro, afirma FGV

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  • Itaú e Santander promovem leilões com 350 imóveis e descontos de até 76%

    Itaú e Santander promovem leilões com 350 imóveis e descontos de até 76%

    Os leilões, em parceria com a Zuk, ofertam 354 imóveis entre opções residenciais e comerciais. Os lotes abrangem 25 estados do Brasil, incluindo o Distrito Federal. Os leilões acontecem nas próximas semanas. O do Santander está marcado para o dia 12 de janeiro, enquanto o do Itaú ocorre no dia 19 -ambos caem numa segunda-feira

    (UOL/FOLHAPRESS) – Os bancos Itaú e Santander promovem neste mês de janeiro dois leilões de imóveis com mais de 350 imóveis e descontos que podem chegar a 76%.

    Os leilões, em parceria com a Zuk, ofertam 354 imóveis entre opções residenciais e comerciais. Os lotes abrangem 25 estados do Brasil, incluindo o Distrito Federal.

    Os leilões acontecem nas próximas semanas. O do Santander está marcado para o dia 12 de janeiro, enquanto o do Itaú ocorre no dia 19 -ambos caem numa segunda-feira.

    As vendas ocorrem de forma online, por meio da plataforma da companhia. Para participar, basta se cadastrar no Portal Zuk, consultar o edital do lote e fazer a oferta pelo imóvel desejado.

    LEILÃO DO SANTANDER

    Data: 12 de janeiro
    Estados: Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.
    Edital: Portal Zuk e no Santander Imóveis
    Link:

    São 222 lotes com descontos que podem chegar a 73%. Para quem preferir quitar tudo em uma única vez pode optar pelo pagamento à vista; quem desejar parcelar, consegue pagar o imóvel em até 420 vezes.

    Os valores variam de R$ 34 mil para uma casa no bairro Renascer – Phoc Ii na cidade de Camaçari (BA), com 38 m², até R$ 3,815 milhões para um apartamento no centro da cidade de Cidelândia (MA), com 421 m² de área construída. O imóvel com maior desconto (73%) é uma casa no valor de R$ 315 mil no bairro Jardim Regente, na cidade de Indaiatuba (SP), com 298 m².

    LEILÃO DO ITAÚ
    Data: 19 de janeiro
    Estados: Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe.
    Edital: Portal Zuk
    Link:

    São 132 lotes com descontos que chegam a 76%. A forma de pagamento será à vista, sendo a quitação no ato da compra com 10% off. A plataforma reforça ainda que há imóveis abertos à apresentação de proposta.

    Os valores variam de R$ 29,4 mil para um apartamento no bairro Parada Lucas, Rio de Janeiro (RJ), com 38 m², até R$ 1,046 milhão para um imóvel comercial no bairro de Fátima, na cidade de Fortaleza (CE), com 423 m². O imóvel com maior desconto (76% off) é uma casa no valor de R$ 51 mil no Parque Sol Nascente, na cidade de Luziânia (GO), com 62 m².

    Itaú e Santander promovem leilões com 350 imóveis e descontos de até 76%

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  • Daniel Vorcaro voltará a depor à PF

    Daniel Vorcaro voltará a depor à PF

    Interrogatório de Daniel Vorcaro está previsto para o dia 27, e ainda não está definido se ela ocorrerá na sede da PF ou no STF (Supremo Tribunal Federal)

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, foi intimado pela Polícia Federal a prestar depoimento no fim de janeiro no âmbito das investigações sobre a tentativa de venda ao BRB (Banco de Brasília).

    Além de Vorcaro, outros ex-executivos, como o ex-sócio dele Augusto Lima, também tiveram o depoimento marcado.

    O interrogatório de Vorcaro está previsto para o dia 27, e ainda não está definido se ela ocorrerá na sede da PF ou no STF (Supremo Tribunal Federal), como nos depoimentos de 30 de dezembro. O empresário pode optar por falar por videoconferência ou presencialmente.

    A expectativa de pessoas que acompanham as apurações é que a PF faça perguntas mais duras, com o objetivo de colher contradições em relação ao depoimento colhido durante o recesso, no dia da acareação do ex-banqueiro com o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa.

    As perguntas ajudaram a embasar o inquérito contra o dono do Master.

    Ainda não se sabe se o banqueiro, que está morando em São Paulo, participará presencialmente ou se de maneira remota -a PF franqueou a opção, assim como ocorreu em dezembro. Na ocasião, Vorcaro pediu autorização ao ministro Dias Toffoli, do STF, para depor pessoalmente em Brasília.

    Desde que teve a prisão preventiva revogada, em 28 de novembro, o ex-banqueiro está usando tornozeleira eletrônica e precisa pedir autorização da Justiça para se deslocar.

    Além de Vorcaro e Lima, a PF vai interrogar entre o fim de janeiro e o início de fevereiro o ex-diretor de riscos do Master, Luiz Antônio Bull, e o também ex-sócio Ângelo Antônio Ribeiro da Silva. O ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa e outros ex-integrantes do banco estatal de Brasília também prestarão depoimentos.

    Este será o segundo depoimento de Costa à Polícia Federal.

    Vorcaro e Costa passaram por uma acareação sobre divergências em relação à venda de R$ 12,2 bilhões em créditos inexistentes, segundo os investigadores, do Banco Master para o BRB. Esse será o tema das oitivas do fim de janeiro.

    O diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino, responsável por supervisionar as instituições, prestou depoimento, mas ficou de fora da acareação.

    No primeiro depoimento, além de responder a perguntas da delegada da PF Janaina Palazzo e do Ministério Público Federal, Vorcaro também foi interrogado com perguntas elaboradas pelo gabinete do ministro Dias Toffoli, do Supremo.

    Foram feitas a Vorcaro ao menos 80 perguntas elaboradas pelo ministro em depoimento que durou quase três horas.

    O processo é sigiloso. Desde o começo de dezembro, diligências e medidas ligadas à investigação sobre o Master e Vorcaro têm que passar pelo crivo de Toffoli, por decisão do próprio magistrado.

    A investigação sobre a tentativa de venda do Master apontou que, antes mesmo da formalização do negócio, o banco teria forjado e vendido cerca de R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito consignado para o BRB -R$ 6,7 bilhões em contratos falsos e R$ 5,5 bilhões em prêmios, o valor que supostamente a carteira valeria, mais um bônus.

    O escândalo do Master levou à liquidação do banco em 18 novembro.

    Daniel Vorcaro voltará a depor à PF

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  • UE acelera acordo com Mercosul após EUA invadirem Venezuela

    UE acelera acordo com Mercosul após EUA invadirem Venezuela

    Itália obtém concessões para assinar tratado; França resiste e espera reação do Parlamento; pacto de livre comércio ganha peso estratégico diante das questões geopolíticas do bloco

    BERLIM, ALEMANHA (FOLHAPRESS) – A União Europeia destravou as discussões em torno do acordo de livre comércio com o Mercosul, nesta quarta-feira (7), na esteira da invasão americana na Venezuela. Reunião entre ministros de Agricultura do bloco, em Bruxelas, que oficialmente não tinha o tratado em sua pauta, serviu como prognóstico em relação à votação decisiva sobre o tratado, marcada para sexta.

    A Itália, que havia se alinhado com o grupo de oposição liderado pela França pouco antes do Natal, obteve concessões significativas, que não estavam na mesa de negociações até o fim de semana. Cerca de EUR 45 bilhões em subsídios do próximo Orçamento da UE serão antecipados para aplacar a fúria dos fazendeiros do continente.

    O ministro italiano de Agricultura, Francesco Lollobrigida, emplacou também uma ienção tarifária de fertilizantes, que estavam na mira do CBAM, a taxa de carbono sobre importações da UE que estreou neste mês. Há uma cláusula de suspensão no mecanismo, mas a Itália advoga que o insumo seja afastado de vez da tarifação de até 25%. A França participou do pleito.

    “Sempre apoiámos a conclusão do acordo, salientando a necessidade de ter em devida conta as preocupações legítimas do setor agrícola”, declarou em comunicado Antonio Tajani, ministro italiano de Relações Exteriores. O trato, segundo ele, traz “enormes benefícios”.

    Desmoralizar o instrumento quase em sua estreia foi um dos preços que a Comissão Europeia aceitou pagar para destravar o acordo. Outro foi voltar atrás na nova política de destinação de fundos agrícolas, que previa um controle maior de Bruxelas nas liberações de subsídios durante a vigência do Orçamento 2028-2034.

    O timing das deliberações, dias depois da captura de Nicolás Maduro em Caracas, sugere disposição renovada da Comissão Europeia em fechar o acordo, que deve dar um raro fôlego à combalida economia do bloco diante de desafios geopolíticos crescentes.

    Segundo o site Político, a única dúvida entre diplomatas em Bruxelas era como os EUA receberiam o acordo dias depois de Donald Trump exibir os músculos de sua Doutrina Donroe, o resgate reacionário da Doutrina Monroe, na Venezuela.

    Por ela, os EUA teriam ascendência sobre o “hemisfério ocidental” apenas porque isso é uma questão de segurança nacional.

    Até aqui, o tratado passou relativamente batido pela verborragia da Casa Branca, ainda que o presidente americano seja um notório crítico do multilateralismo e dos acordos de livre comércio -inclusive dos que os EUA são signatários, como o pacto comercial com México e Canadá, bombardeado por Trump desde seu retorno ao poder, há um ano.

    Como já havia ocorrido em dezembro, o governo de Giorgia Meloni sinalizou suas novas intenções antes mesmo da discussão recomeçar em Bruxelas.

    Sem o voto italiano, a França dificilmente conseguirá uma minoria de bloqueio no Conselho da UE (apoio de ao menos quatro países e a representação de 35% da população do bloco). Ainda que tenha recebido as últimas concessões como avanços, o governo francês continua inflexível e imaginando os próximos passos.

    A aprovação no Conselho da UE, na sexta, permitiria à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, viajar na próxima semana para assinar o acordo na América do Sul. A data negociada até aqui para a cerimônia é segunda-feira (12), segundo Bruxelas. A estratégia francesa, no entanto, seria prolongar o debate sobre concessões ou mesmo minar o documento no Parlamento Europeu.

    As salvaguardas inseridas no acordo pelos eurodeputados em dezembro e depois ponderadas no chamado trialogo, que reúne integrantes do Parlamento, do Conselho e da Comissão, exigem a aprovação final do documento em Estrasburgo.

    A suspensão da importação de frutas do Mercosul com traços de agrotóxicos, anunciada nesta semana, já seria um primeiro movimento dessa ofensiva.

    Maud Bregeon, porta-voz do governo francês, lembrou que o Parlamento poderia decidir ainda levar o acordo para apreciação do Tribunal de Justiça da UE, trâmite que consumiria anos. Opositores do tratado já formularam resolução nesse sentido à presidente da Casa, Roberta Metsola, que por enquanto a engavetou.

    A aprovação do tratado seria um fato inédito no bloco, que nunca prescindiu do apoio de um de seus fundadores em negociações desse tipo, e elevaria ainda mais a crise política francesa, deixando nas cordas, outra vez, o primeiro-ministro, Sébastian Lecornu.

    “O episódio corre o risco de deixar na opinião pública um sentimento de impotência política com efeitos deletérios”, escreveu em editorial o Le Monde. O influente jornal francês classificou a oposição do presidente Emmanuel Macron ao tratado como “aposta diplomática errada em um momento decisivo para a Europa”.

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  • Marinho diz que novo salário mínimo e isenção do IR injetarão R$ 110 bi na economia em 2026

    Marinho diz que novo salário mínimo e isenção do IR injetarão R$ 110 bi na economia em 2026

    O ministro já havia afirmado que o fim da escala 6×1 é uma prioridade do governo Lula em 2026 e que avaliava ser possível reduzir a jornada de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas semanais, antes de iniciar uma diminuição gradativa até 36 horas

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou nesta quarta-feira (7) que o reajuste do salário mínimo e a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil vão injetar R$ 110 bilhões na economia em 2026.

    Em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, do CanalGov, ele afirmou ainda acreditar que seja possível aprovar o fim da escala de trabalho 6×1 em um ano eleitoral.

    O ministro já havia afirmado que o fim da escala 6×1 é uma prioridade do governo Lula em 2026 e que avaliava ser possível reduzir a jornada de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas semanais, antes de iniciar uma diminuição gradativa até 36 horas.

    O presidente Lula também disse que o país está pronto e a economia estão prontos para o fim da escala.

    Em relação ao IR, a nova tabela do imposto começou a valer em 1º de janeiro de 2026 e zera a cobrança do tributo para trabalhadores com renda mensal de até R$ 5.000. A mudança decorre da lei sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 26 de novembro.

    Além de zerar o imposto para quem ganha até R$ 5.000, a nova tabela reduz a carga tributária de quem recebe entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350 por mês. Acima desse valor, seguem válidas as alíquotas progressivas atuais, que vão de 7,5% a 27,5%. A mudança pode representar uma redução de até R$ 312,89 no imposto mensal.

    No calendário de mudanças do começo do ano, também está o novo valor do salário mínimo, de R$ 1.621, em vigor desde o início de janeiro (1º). O reajuste é de 6,79%.

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  • Lula sanciona Lei contra descontos indevidos no INSS, mas veta devolução via orçamento

    Lula sanciona Lei contra descontos indevidos no INSS, mas veta devolução via orçamento

    Aprovada pelo Congresso após o escândalo das fraudes envolvendo descontos de aposentados e pensionistas, a norma determina a devolução dos valores em até 30 dias após a decisão que reconhecer as cobranças indevidas

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei nº 15.327, que proíbe descontos relativos a mensalidades nos benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Aprovada pelo Congresso após o escândalo das fraudes envolvendo descontos de aposentados e pensionistas, a norma determina a devolução dos valores em até 30 dias após a decisão que reconhecer as cobranças indevidas, inclusive com a possibilidade de sequestro de bens dos investigados.

    Lula vetou, no entanto, o uso de recursos públicos do orçamento do INSS para ressarcir os segurados. Em 2025, o governo utilizou créditos extraordinários, fora da meta de resultado primário e do teto de despesas, para devolver os valores aos afetados.

    O texto aprovado previa que, caso as entidades responsáveis não devolvessem os valores em até 30 dias, o pagamento caberia ao próprio INSS. “Em que pese a boa intenção do legislador, os dispositivos são inconstitucionais e contrariam o interesse público, pois criam despesa obrigatória de caráter continuado, na forma de obrigação de ressarcimento a ser custeado pela União, sem apresentação da estimativa de impacto orçamentário e financeiro e das devidas medidas compensatórias”, justificou o Planalto.

    O presidente também vetou o trecho que determinava ao INSS a realização de busca ativa por beneficiários lesados em decorrência de descontos indevidos. Segundo o governo, a medida atribuía ao órgão “competências que não lhe são próprias, expondo a autarquia a riscos jurídicos e operacionais, além de custos extraordinários, sem a devida estimativa de impacto orçamentário e financeiro”.

    Além disso, Lula vetou dispositivos que permitiam a amortização de operações de crédito consignado e que obrigavam o INSS a disponibilizar equipamentos de leitura biométrica em todos os postos de atendimento para desbloquear a contratação de crédito por aposentados e pensionistas. Por fim, também foi vetada a designação do Conselho Monetário Nacional como instância responsável por definir o teto de juros da modalidade, sob o argumento de que a Constituição estabelece que a matéria é de iniciativa privativa do presidente da República.

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